Um dos primeiros a chegar ao velório de Marisa Letícia, o presidente do sindicato, Rafael Marques falou à Rádio Brasil Atual sobre a escolha da entidade para as cerimônias."Foi aqui que Marisa Letícia conheceu o presidente Lula. Ela era uma frequentadora do sindicato, usuária dos serviços oferecidos pelo sindicato nos anos 70. Aqui ela conheceu o presidente Lula e não fechou essa relação com ele em casa, ela se juntou com ele à família metalúrgica. Uma pessoa que sempre esteve ao redor do sindicato, motivando os dirigentes que passaram depois dele, sempre presente, com palavras de força e conforto nas horas difíceis, de valorização nas conquistas. Uma figura da maior importância para a história da categoria", afirmou.
O dirigente destacou ainda que Marisa Letícia "representa muito bem aquilo que as mulheres metalúrgicas significam para as lutas do sindicato. A história dessa luta foi reforçada pelo coletivo de mulheres trabalhadoras e de companheiras de trabalhadores. Muitas greves foram vitoriosas pela atuação das mulheres e a Marisa sempre esteve junto com esses movimentos. Foi uma grande consternação nas fábricas."
Rafael Marques acredita ainda que a morte de Marisa Letícia traga um novo legado, além do exemplo de luta e dedicação às bandeiras da classe trabalhadora. "Acho que nessa conjuntura que vivemos, de tanta raiva, de gente insensata, que a morte da Marisa vai abrir o debate que nós queremos. Nas redes sociais já se percebe muita gente querendo reagir contra esse clima de intolerância que a gente está vivendo. Intolerância que ela sofreu muito, com os ataques contra a família, os vazamentos da conversada família feita pelo juiz da lava jato. Ela se machucou muito e agora deixa um despertar, uma mensagem de que precisamos ir por outro caminho, não pode mais querer dar na cara um do outro, só porque pensa diferente."
http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/278649/Marisa-deixa-exemplo-de-mulher-de-luta-e-'despertar'-contra-a-intoler%C3%A2ncia.htm
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