quarta-feira, 23 de junho de 2021
Bolsonaro manda PF e PGR investigarem deputado Luís Miranda e seu irmão, que denunciaram corrupção na compra da Covaxin
Em pronunciamento, ministro Onyx Lorenzoni afirmou que o Planalto determinou investigação por denúncia caluniosa e perícia dos documentos entregues a Jair Bolsonaro pelo deputado e seu irmão, servidor do Ministério da Saúde. “O senhor não vai só se entender com Deus, não. Vai se entender com a gente”, ameaçou Onyx
23 de junho de 2021, 18:42 h Atualizado em 23 de junho de 2021, 19:19
Onyx Lorenzoni, Luis Miranda (Foto: Reprodução)
247 - O ministro da Secretaria Geral da Presidência da República, Onyx Lorenzoni, fez um pronunciamento representando o Palácio do Planalto na noite desta quarta-feira (23) para rebater as denúncias de corrupção na compra da vacina indiana Covaxin, adquirida com preço superfaturado em mais de 1000%.
“Não houve favorecimento a ninguém, não houve sobrepreço. Tem gente que não sabe fazer conta. Não houve compra alguma, não há um centavo que tenha sido despendido pelo caixa do governo federal”, disse Onyx, acusando a imprensa de querer manchar a imagem de Bolsonaro, que segundo ele é um divisor de águas no combate à corrupção.
O ministro informou que o Planalto determinou que a Polícia Federal abra investigação sobre as palavras do deputado federal Luis Miranda (DEM-DF) e seu irmão, o servidor do ministério da Saúde Luis Ricardo Miranda, autores da denúncia. O governo diz que houve adulteração de documentos entregues a Bolsonaro.
Ele pediu ainda investigação pela Procuradoria Geral da República, baseado no artigo 339, por denunciação caluniosa e fraude processual.
Onyx também sugeriu supostos interesses dos autores da denúncia. “Por que ele inventou essa história? O que os dois irmãos queriam na casa do presidente no dia 20 [de março]?”. Ele também citou “má-fé” e “denúncia caluniosa”. “A interesse de quem?”, indagou. “O governo Bolsonaro vai continuar, sim, sem corrupção”, afirmou a seguir. “Deus tá vendo, mas o senhor não vai só se entender com Deus, não. Vai se entender com a gente”, completou.
“América Latina respira novos ares”: analistas vêem nova etapa do progressismo
Protestos massivos e vitória da esquerda em processos eleitorais sugerem novo período de mudanças na região
Michele de Mello
Brasil de Fato | Caracas (Venezuela) |
22 de Junho de 2021 às 20:47

Na Colômbia, a população permanece há dois meses nas ruas, conquistando a suspensão da reforma tributária e da reforma da saúde, propostas pelo presidente Iván Duque - Raúl Arboleda/AFP
Apesar da pandemia de covid-19, a América Latina permanece em efervescência. Tanto 2020 como 2021 foram anos marcados por uma série de protestos e eleições que podem sugerir uma mudança na correlação de forças na região.
Começando pelo processo constituinte no Chile, fruto de manifestações que começaram ainda em outubro de 2019 e garantiram, em 2020, um plebiscito popular e a eleição de uma Convenção Constitucional, em abril deste ano, com maioria de constituintes mulheres e independentes.
:: Artigo | Ventos de esperança que saem dos Andes: a derrota da direita chilena ::
“Se respiram novos ares na América Latina, fruto da luta dos povos em cada país. O principal inimigo é o sistema neoliberal, no qual vivemos, que nos oprime dia-a-dia, que não nos deixa avançar, que não deixa que nosso povo acesse tudo que necessita”, afirma Rita Farfán da Federação Democrática Internacional de Mulheres (Fedim).
Também em 2020, o povo boliviano assegurou a volta do Movimento Ao Socialismo (MAS-IPSP), elegendo Luis Arce e David Choquehuanca, um ano depois do golpe de Estado contra Evo Morales e Alvaro Garcia-Linera.
Na Argentina, embora o peronismo tenha assumido novamente o poder com Alberto Fernández e Cristina Fernández de Kirchner, as mulheres não saíram das ruas, garantindo a provação da lei de legalização do aborto com uma maré verde que tomou conta das principais cidades do país.
O ano de 2021 começou com os paraguaios marcando a pauta e condenando a gestão de Mário Abdo Benitez durante a pandemia da covid-19. As manifestações não conquistaram o impeachment do representante do Partido Colorado, mas foram suficientes para denunciar a corrupção no Executivo.
Depois do Paraguai, foi a vez da Colômbia, que vive a maior paralisação nacional da sua história. A população permanece há dois meses nas ruas, conquistando a suspensão da reforma tributária e da reforma da saúde, propostas pelo presidente Iván Duque, assim como a renúncia de dois ministros. Agora o movimento continua exigindo uma reforma policial e justiça aos 76 mortos.
Greve Geral na Colômbia | Acesse nossa página especial
“Com esse despertar que está acontecendo na Colômbia, na luta do povo peruano, na resistência indígena na Bolívia, nas lutas no Brasil ou na Venezuela que resiste o bloqueio norte-americano, assim como Cuba. Aí está o povo chileno. Com Salvador Allende no pensamento, estamos trabalhando pela integração dos povos, por essa outra América Latina possível.”, defende Carlos Casanueva Troncoso do Partido Comunista do Chile.
Além das manifestações, nas urnas o povo latino-americano voltou a optar pelo campo progressista. Na Venezuela, o chavismo obteve 90% das cadeiras na Assembleia Nacional, em dezembro do ano passado. No Chile, além da constituinte, também houve eleições para governadores, nas quais a esquerda saiu vitoriosa.
“A Constituinte que está a ponto de ser instalada no Chile é uma grande conquista do povo mobilizado nas ruas contra o modelo neoliberal e contra as heranças políticas fascistas de Augusto Pinochet”, assegura afirma Troncoso.
No México, o partido governante Movimento de Regeneração Nacional (Morena) consolidou sua presença em vários estados nas maiores eleições da história do país.
“De 15 governos que tiveram eleições, o Morena venceu 11, inclusive em lugares onde a direita sempre governou. Isso é algo que deve ser reconhecido, mas é claro que devem seguir trabalhando.
Enquanto no Peru ainda se aguarda a confirmação do resultado pela justiça eleitoral, Pedro Castillo obteve a vitória no resultado das urnas, rompendo com uma tradição de governos conservadores.
Leia mais: Peruanos protestam por resultado oficial após duas semanas das eleições
“De certa forma ele conseguiu reestruturar essa esquerda que estava muito fragmentada. A mudança mais importante é uma assembleia constituinte, isso é básico para o nosso país, porque temos uma Constituição do fujimorismo, que não representa o povo peruano, que o oprime”, defende Rita Farfán.

Apoiadores de Pedro Castillo se reuniram em Puente Piedra, na zona norte de Lima, com o lema “Peru rumo ao bicentenário sem corrupção” / Daniela Ramos
Esse novo quadro sugere uma nova etapa do progressismo na América Latina. Para alguns analistas, poderíamos estar vivendo a antessala de uma nova “década ganha” – primeiros dez anos do século XXI, marcada por governos progressistas na maioria dos países da região.
“Eu acredito que sim virá uma etapa na qual o povo se levanta. O povo está alçando a sua voz e evidentemente devemos seguir lutando. Qual o problema? É que a direita não nos deixa em paz”, comenta Carol Morán.
E essa nova etapa tem idade e gênero. É a juventude e as mulheres que protagonizaram os últimos processos de transformação nas nações latino-americanas.
“A juventude chilena e as mulheres tiveram um papel protagonista em todo esse processo. Não somente organizando e liderando essas organizações e protestos, mas também obtendo êxito eleitoral nos últimos processos”, afirma Carlos Casanueva Troncoso do PC chileno.
:: Entenda os fatores que levaram Guaidó a propor um acordo nacional na Venezuela ::
Buscando promover uma agenda de unidade dos movimentos sociais da região, o governo venezuelano realiza o Congresso Bicentenário dos Povos do Mundo.
Além de celebrar os 200 anos da Batalha de Carabobo – decisiva para a independência da Venezuela – o encontro também contará com uma reunião da Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América (Alba-TCP).
“Estamos sofrendo um constante assédio, mas temos grandes exemplos como o povo venezuelano, povo cubano que seguem resistindo. Temos que lutar por uma quarta transformação que nos permita ter soberania, empoderamento e, com isso, a unidade latino-americana”, conclui Carol Morán.
Edição: Leandro Melito
Lula já derrubou 14 denúncias contra ele e deve ter nova vitória no STF nesta quarta-feira
A defesa do ex-presidente conquistou seguidos êxitos na Justiça. Agora, Lula responde a apenas três dos 17 processos ou inquéritos dos quais já foi alvo
23 de junho de 2021, 04:15 h Atualizado em 23 de junho de 2021, 04:15
(Foto: Ricardo Stuckert)
247 - O ex-presidente Lula deve conquistar mais uma vitória nesta quarta (23) no julgamento da suspeição de Sergio Moro no STF (Supremo Tribunal Federal.
Agora, Lula responde a apenas três dos 17 processos ou inquéritos dos quais já foi alvo.
Lula já foi inocentado em três processos em que foi acusado de obstrução de Justiça, formação de quadrilha e corrupção e tráfico de influência no caso da MP das montadoras.
Duas outras denúncias apresentadas por procuradores foram rejeitadas e não viraram processos; uma outra foi trancada na Justiça por falta de indícios para seguir adiante, outras quatro foram arquivadas na fase de inquérito e quatro processos (os do tríplex, do sítio, da doação de um terreno para seu instituto e de outras doações para a mesma instituição) foram anuladas neste ano pelo ministro do STF Edson Fachin, informa a jornalista Mônica Bergamo.
O balanço positivo é fruto da atuação da defesa de Lula, representado nos processos pelo escritório Teixeira Zanin Martins Advogados.
Senador denuncia que ministro da Casa Civil tentou comprar seu voto para aprovar privatização da Eletrobras
Senador Izalci Lucas (DF), líder do PSDB, denuncia que ministros Luiz Ramos (Casa Civil) e Gilson Machado (Turismo) ofereceram cargo em troca de voto na MP da Eletrobras
23 de junho de 2021, 04:31 h Atualizado em 23 de junho de 2021, 04:42
Luiz Eduardo Ramos (Foto: Anderson Riedel/PR)
247 - O líder do PSDB no Senado, Izalci Lucas (DF) denuncia que os ministros Luiz Ramos (Casa Civil) e Gilson Machado (Turismo) o procuraram antes da votação da medida provisória da privatização da Eletrobras na Casa, na quinta-feira (17), para oferecer a nomeação de uma pessoa que ele havia indicado quando era vice-líder do governo no Senado, até setembro de 2020.
Por ter votado contra a MP, o senador foi retaliado. Seu filho, Sergio Ferreira, foi exonerado do cargo de diretor de Empreendedorismo Cultural da Secretaria Especial da Cultura, que é subordinada à pasta de Gilson Machado.
O senador criticou o texto da MP, que ele considera ruim para o país. E disse aos ministros que nunca votou em troca de cargo.
Em pronunciamento na votação sobre a privatização da Eletrobras, Izalci destacou que defende a redução do papel do Estado na economia, mas que a desestatização não pode ser feita de qualquer maneira. Ele considera que o resultado da MP da Eletrobras será o aumento das tarifas de energia, informa o Painel da Folha de S.Paulo.
MP aponta corrupção do governo Bolsonaro na compra superfaturada da vacina indiana Covaxin
A dose da Covaxin negociada pelo governo é a mais cara e o processo de aquisição do imunizante foi o mais célere de todos, com participação direta de Jair Bolsonaro
23 de junho de 2021, 05:57 h Atualizado em 23 de junho de 2021, 06:28
(Foto: ABr)
247 – Além de já ter cometidos vários crimes de responsabilidade, ataques às instituições e quebras de decoro praticamente diárias, o governo de Jair Bolsonaro será também marcado pela corrupção na compra de vacinas, especialmente no caso da indiana Covaxin, cuja dose custa um dólar e 34 centavos, mas foi comprada celeremente por 15 dólares.
"O Ministério Público Federal (MPF) identificou indícios de crime na compra feita pelo Ministério da Saúde de 20 milhões de doses da vacina indiana Covaxin e vai investigar o caso também na esfera criminal — até então, o caso vinha sendo apurado em um inquérito na área cível. A dose da Covaxin negociada pelo governo é a mais cara entre todas as que foram contratadas pelo Ministério da Saúde, e o processo de aquisição do imunizante foi o mais célere de todos, apesar dos alertas sobre 'dúvidas' em relação à eficácia, à segurança e ao preço da Covaxin. O contrato para a compra da vacina indiana totalizou R$ 1,6 bilhão", aponta reportagem de Leandro Prazeres e Mariana Muniz, publicada no Globo.
"Os indícios de crime foram mencionados pela procuradora da República Luciana Loureiro, que vinha conduzindo as investigações na esfera cível. Em despacho assinado no último dia 16, a procuradora disse que 'a omissão de atitudes corretivas' e o elevado preço pago pelo governo pelas doses da vacina tornam necessária a investigação criminal. O contrato foi firmado entre o Ministério da Saúde e a empresa Precisa, que representa o laboratório indiano Bharat Biotech", apontam ainda os repórteres.
“A omissão de atitudes corretivas da execução do contrato somada ao histórico de irregularidades que pesa sobre os sócios da empresa Precisa e ao preço elevado pago pelas doses contratadas, em comparação com as demais, torna a situação carecedora de apuração aprofundada, sob duplo aspecto cível e criminal, uma vez que, a princípio, não se justifica a temeridade do risco assumido pelo Ministério da Saúde com essa contratação, a não ser para atender a interesses divorciados do interesse público”, escreveu a procuradora.
terça-feira, 22 de junho de 2021
Israel vs Irã
O principal soldado de Israel deve superar o rebaixamento de Biden do perigo iraniano para uma ação rápida contra um Irã com armas nucleares
O Alto Comandante em Chefe Supremo das FDI, Tenete-general Aviv Kochavi, parte para Washington na noite de sábado, 19 de junho, com a ordem de superar as diferenças políticas com o governo Biden sobre o Irã. Sua missão foi ainda mais complicada pela garantia do Ministro das Relações Exteriores Yair Lapid ao Secretário de Estado Antony Blinken na quinta-feira, 17 de junho, de que Israel não pegaria os americanos de surpresa. O ministro da Defesa, Benny Gantz, foi além ao prometer um "diálogo silencioso" antes de qualquer ação israelense.
Essas garantias foram entregues ao governo Biden antes de serem liberadas pelo próximo gabinete de segurança, que realiza sua primeira reunião no domingo, depois que o chefe das FDI chega a Washington. Mas, enquanto isso, os EUA surpreenderam na forma de uma reportagem do Wall Street Journal de que os EUA estavam reduzindo suas forças de defesa aérea no Oriente Médio, em vista do "progresso" feito nas negociações de Viena para o retorno dos EUA ao de 2015 acordo nuclear. O presidente Joe Biden decidiu claramente que a ameaça nuclear iraniana retrocedeu o suficiente para retirar o Patriot e outros sistemas de defesa aérea, esquadrões da força aérea e suas tripulações do Oriente Médio, especialmente da Arábia Saudita, e chegou a hora de girar em direção a "grande potência de confronto ”como a Rússia e a China.
Esta mudança de política foi explicada pelo New York Times após a cúpula Biden-Putin em Genebra como uma decisão de Biden “de colocar um rosto otimista em suas políticas”.
A maioria dos especialistas em política externa norte-americana encontra poucos motivos para tal “face otimista”, temendo que derive mais de uma ingênua cegueira para a realidade do que de uma política coerente. Enquanto os EUA, como gigante militar e econômico, podem se dar ao luxo de encobrir a realidade, o mesmo não pode ser dito de Israel. E seus novos líderes não tinham nada que prometer não colidir com a política dos EUA por meio de ações surpresa, certamente não na sombra da eleição de um presidente ultra-extremista e anti-iraniano ocidental na sexta-feira.
Embora sanções americanas tenham sido impostas ao juiz Ebrahim Raisi, o novo presidente, por execuções em massa de prisioneiros políticos, o governo Biden não vacilou do curso diplomático em direção a um novo acordo nuclear com o Irã. O governo também não foi dissuadido por avisos específicos da inteligência americana e de especialistas nucleares.
O notável especialista nuclear David Albright e Sarah Burkhard nesta semana delineou o avanço encenado de Teerã em direção a uma arma nuclear desde que atingiu o grau proibido de 60 unidades de urânio enriquecido. Este grau “pode ser usado diretamente em um explosivo nuclear”, sem recorrer ao grau 90pc. Com as centrífugas IR-6 de alta velocidade, o Irã agora está produzindo 0,126 quilos de urânio enriquecido com 60 unidades por dia e terá acumulado material suficiente para construir uma única nuclear em um ano e três meses, dizem esses especialistas.
Ao adicionar um segundo cluster de centrífugas ao processo de enriquecimento, o Irã pode reduzir esse cronograma em oito meses. Com quatro aglomerados, o Irã terá acumulado urânio 60pc suficiente para construir uma bomba nuclear em apenas quatro meses.
Os militares e a inteligência de Israel estão dolorosamente familiarizados com esses números. Essa consciência pode ser responsável pelo recente surgimento ao longo da costa mediterrânea de Israel de placas inexplicáveis com instruções para escapar de um tsunami. O mar ao longo desta costa é normalmente bastante plácido, com apenas o menor movimento das marés. Mas e se um avião comercial iraniano voasse longe no mar em frente à costa israelense e jogasse apenas uma bomba nuclear na água, uma opção que dizem ter ocorrido aos estrategistas do Irã? O coração mais densamente povoado de Israel central, irradiando de Tel Aviv, seria mortalmente inundado.
As autoridades de segurança de Israel tiveram que levar este perigo e outros em consideração. Ainda assim, o general Kochavi terá seu trabalho dificultado para convencer o atual governo dos EUA a se abster de dar ao Irã um novo sopro de vida para seu programa de armas nucleares e atividades malignas na região, revivendo o pacto nuclear de 2015 e retirando as sanções. No mínimo, ele deve explicar por que Israel, confrontado com um perigo mortal direto, terá que manter sua independência de ação, mesmo sob o risco de lançar surpresas sobre as cabeças americanas.
Para essa postura, ele precisará do total apoio do primeiro-ministro Naftali Bennett - mesmo que isso não se encaixe na mensagem de seus ministros centristas a Washington.
Investimento estrangeiro direto na China aumentou 6% em 2020, diz relatório da ONU
A Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad, na sigla em inglês) divulgou na segunda-feira (21) o Relatório de Investimento Mundial 2021
22 de junho de 2021, 04:35 h Atualizado em 22 de junho de 2021, 04:35
China alcança êxitos na estabilização do investimento estrangeiro
Rádio Internacional da China - Segundo o Relatório de Investimento Mundial 2021 da ONU, o investimento estrangeiro direto na China aumentou 6% em 2020, chegando a US$149 bilhões. Além disso, o país é também o maior investidor do mundo, com um investimento direto no estrangeiro de US$133 bilhões no ano passado.
No entanto, por causa da pandemia, o investimento estrangeiro direto na Europa diminuiu 80% e, na América do Norte, reduziu 40%. A Ásia é a única região do mundo que teve crescimento neste setor.
O diretor da Divisão de Investimento e Empreendimentos da Unctad, James Zhan, disse que o ambiente de investimento da China é muito ativo e positivo e prevê que o aumento do investimento estrangeiro no país deverá continuar.
Supremo barra estratégia de Fux para salvar Lava Jato
Plano do presidente do STF era retirar a Lava Jato da alçada da Segunda Turma
22 de junho de 2021, 05:41 h Atualizado em 22 de junho de 2021, 05:41
Luiz Fux (Foto: Fellipe Sampaio /SCO/STF)
247 - A principal estratégia adotada pelo ministro Luiz Fux ao chegar à presidência do STF (Supremo Tribunal Federal) para frear as sucessivas derrotas da Lava Jato na corte está parada no tribunal. Medida de envio de casos ao plenário não surte efeito, 250 dias após a retirada de ações penais e inquéritos das turmas, aponta reportagem da Folha de S.Paulo.
Em outubro do ano passado, menos de um mês após assumir o comando do Supremo, Fux conseguiu aprovar uma mudança no regimento que transferiu para o plenário a competência para julgar inquéritos e ações penais.
A ideia era retirar a Lava Jato da alçada da Segunda Turma, que tem maioria crítica aos métodos da operação, e usar o plenário virtual para dar celeridade à tramitação das investigações.
Os ministros com perfil contrário às apurações iniciadas em Curitiba, porém, não têm aceitado analisar processos criminais no ambiente online.
Quando esses casos são levados para o plenário virtual, os magistrados costumam pedir o chamado destaque, o que interrompe o julgamento e obriga que o assunto seja retomado em sessão do plenário físico.
Assim, 250 dias depois da aprovação da mudança no regimento, os 11 ministros não se reuniram em sessão presencial nenhuma vez para julgar processos relativos à Lava Jato.
Fonte: https://www.brasil247.com/brasil/supremo-barra-estrategia-de-fux-para-salvar-lava-jato
Bolsonaro perdeu a confiança
"As circunstâncias nunca foram tão desfavoráveis e podem piorar. Bolsonaro está pedindo ajuda. Daqui a pouco, nem o Centrão, depois de saquear os saqueadores, poderá ajudá-lo", escreve o jornalista Moisés Mendes sobre o desequilíbrio de Jair Bolsonaro em Guaratinguetá
21 de junho de 2021, 21:10 h Atualizado em 21 de junho de 2021, 21:10
(Foto: Isac Nóbrega/PR)
Por Moisés Mendes, para o Jornalistas pela Democracia
Dizer que Bolsonaro perdeu o controle, como os jornais disseram depois do ataque de nervos do sujeito nessa segunda-feira, é uma redundância. Bolsonaro está permanentemente descontrolado e sob ataque de nervos.
O que Bolsonaro perdeu foi a confiança. Bolsonaro não atacou a imprensa na entrevista de improviso em Guaratinguetá porque desejava mandar mais um recado à Globo.
É mais grave. Bolsonaro está pedindo socorro, sem saber direito a quem. O sujeito sentiu o abalo de dois fatos que o fragilizaram mais do que os estragos da CPI do Genocídio.
O primeiro foi o desfile de motos do dia 12 em São Paulo. Disseram a Bolsonaro, e ele acreditou, que 1 milhão de motoqueiros o seguiriam na motociata.
Mas Bolsonaro encerrou o desfile, subiu num caminhão e ficou diante de uns mil e poucos motoqueiros. Quando voltava para casa, no avião, leu no celular que haviam participado da festa entre 10 mil e 12 mil militantes.
Três dias depois, amanheceu com as manchetes que davam o número exato, registrado no sistema de monitoramento da Rodovia dos Bandeirantes: eram apenas 6.661 motos, algumas com o piloto e um carona. Mas eram, enfim, somente 6.661 motos.
A Romaria ao Santuário de Nossa Senhora de Caravaggio, em Farroupilha, na região serrana gaúcha, atrai entre 20 mil e 40 mil motoqueiros.
Bolsonaro sabe que suas motociatas, no Rio e em São Paulo, foram um fracasso e que a eureka dos desfiles com motoqueiros de extrema direita não deu certo. A autoestima de aglomerador está abalada.
As notícias ficaram ruins e não há nem ensaio de notícia boa no Planalto. No final da tarde de domingo, as redes sociais bolsonaristas anunciavam que as manifestações do 19J haviam sido fracas.
Mas Bolsonaro não se informa pelas redes sociais que o bajulam, ou cometeria o erro de ser enganado por seus adoradores gratuitos e pagos.
Bolsonaro usa as redes apenas para repetir as mentiras. Ele ficou sabendo no domingo mesmo que desta vez os movimentos sociais e as esquerdas haviam levado mais gente às ruas do que no dia 29 de maio.
Bolsonaro acordou na segunda-feira e foi para o cercado do Alvorada já fragilizado. Tentava, mas não conseguia fingir que ignorava as 500 mil mortes do genocídio. Foi ríspido com um caminhoneiro que reclamou atenção à categoria.
Viajou para Guaratinguetá, para a festa de formatura de sargentos da Aeronáutica, pensando nos seus fracassos, no editorial de William Bonner no sábado no Jornal Nacional e nos próximos danos da CPI com o depoimento de seu conselheiro Osmar Terra.
Quando mandou a repórter da Globo calar a boca e tirou a máscara, no ataque de fúria após a formatura dos sargentos, Bolsonaro não estava representando. Estava avisando: na próxima, algo pior pode acontecer.
Bolsonaro ataca até seus assessores e, no impulso, está a um passo de cometer um gesto mais agressivo. Parece não controlar a gritaria que o mantém colado ao seu público.
O país é desgovernado por um sujeito fragilizado porque se sente mais acuado, que perdeu repertório e a capacidade de atacar e assim acabou perdendo a confiança.
Apagou-se a linha que separava o Bolsonaro valente do Bolsonaro inseguro. A demonstração de excesso de valentia e agressividade é a denúncia da sua desproteção.
A Globo, disse ele, está destruindo a família e a religião. É uma fala desesperada. Nem os mais fiéis e reacionários pastores neopentecostais acreditam nessa tática. O artista já não consegue controlar a própria performance.
As circunstâncias nunca foram tão desfavoráveis e podem piorar. Bolsonaro está pedindo ajuda. Daqui a pouco, nem o Centrão, depois de saquear os saqueadores, poderá ajudá-lo.
Este artigo não representa a opinião do Brasil 247 e é de responsabilidade do colunista.
Fonte: https://www.brasil247.com/blog/bolsonaro-perdeu-a-confianca
