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segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

Bolsonaro acelera a destruição da democracia no Brasil, aponta El País


Em análise publicada no jornal El País, a jornalista Naiara Galarraga Gortázar afirma que Jair Bolsonaro faz referências constantes à necessidade de "eliminar até o último vestígio de seus antecessores esquerdistas. Também fez ataques ataques "à imprensa, à ciência, à história"

(Foto: Reuters)

247 - Em análise publicada no jornal El País, a jornalista Naiara Galarraga Gortázar afirma que o "primeiro ano de mandato incluiu confrontos com outros poderes do Estado, ataques à imprensa, à ciência, à história... decisões controvertidas e infinitas polêmicas".

"O militar reformado, que mantém vivo o discurso de nós contra eles da campanha e é abertamente hostil à esquerda, testou as instituições do Brasil. O apoio à democracia caiu sete pontos, a 62% desde sua posse, os indiferentes ao formato de Governo aumentam enquanto se mantém em 12% a porcentagem dos que acreditam que em certas circunstâncias a ditadura é melhor, de acordo com a pesquisa do Datafolha divulgada no Ano Novo", continua.

"Bolsonaro destituiu o diretor do órgão que realiza a medição oficial do desmatamento na Amazônia, pediu um boicote ao jornal Folha de S.Paulo e às empresas anunciantes, sugeriu que o jornalista norte-americano Glenn Greenwald possa ser preso no Brasil por revelações jornalísticas, em um discurso no Chile elogiou Pinochet e no Paraguai, Stroessner. A lista continua e é longa", acrescenta.

A jornalista afirma que Bolsonaro faz referências constantes à necessidade de "eliminar até o último vestígio de seus antecessores esquerdistas, como frisou dias atrás ao mencionar os livros de texto".

Fonte: https://www.brasil247.com/midia/bolsonaro-acelera-a-destruicao-da-democracia-no-brasil-aponta-el-pais

Lula parabeniza Petra Costa por indicação ao Oscar: "a verdade vencerá"


O ex-presidente Lula parabenizou a cineasta Petra Costa pela indicação ao Oscar 2020 com o documentário “Democracia em Vertigem”, que relata o processo de golpe que derrubou a ex-presidente Dilma Rousseff. “A verdade vencerá”, disse ele

13 de janeiro de 2020, 12:24 h Atualizado em 13 de janeiro de 2020, 12:26


Lula e Petra Costa Lula e Petra Costa (Foto: 247 | DIEGO BRESANI/Divulgação)

247 - O ex-presidente Lula usou suas redes sociais para parabenizar a cineasta Petra Costa pela indicação ao Oscar com o documentário “Democracia em Vertigem”, que relata o processo de golpe que derrubou a ex-presidente Dilma Rousseff. Parabéns, @petracostal, pela seriedade com que narrou esse importante período de nossa história. Viva o cinema nacional! A verdade vencerá.

Em Democracia em Vertigem, distribuído pela Netflix, a cineasta faz um retrato do processo de impeachment que derrubou a ex-presidente Dilma da presidência do Brasil, em 2016, apontando os esquemas escusos que culminaram na ascensão de Michel Temer no poder, além da crise social que o país enfrenta desde 2013 com a intensificação da polarização política.

Veja:


Lula

@LulaOficial

Parabéns, @petracostal, pela seriedade com que narrou esse importante período de nossa história. Viva o cinema nacional! A verdade vencerá. https://entretenimento.uol.com.br/noticias/redacao/2020/01/13/oscar-2020-democracia-em-vertigem-e-indicado-a-melhor-documentario.htm …

Oscar 2020: Democracia em Vertigem é indicado a melhor documentário

Democracia em Vertigem, dirigido por Petra Costa e distribuído pela Netflix, foi indicado ...

entretenimento.uol.com.br

5.184

11:14 - 13 de jan de 2020

Fonte: https://www.brasil247.com/brasil/lula-parabeniza-petra-costa-por-indicacao-ao-oscar-a-verdade-vencera

sábado, 11 de janeiro de 2020

Mourão manda recado a Bolsonaro ao defender política externa soberana e independente


O vice-presidente Hamilton Mourão quebrou o silêncio e mandou um recado para Jair Bolsonaro ao defender uma política externa não submissa aos interesses dos Estados Unidos. "Em relações internacionais, não existem amizades eternas nem inimigos perpétuos, existem apenas os nossos interesses. Essa é a visão que nós temos que continuar, buscando uma inserção soberana do país, apresentando o Brasil como solução, e não como problema", disse ele

11 de janeiro de 2020, 08:31 h

O Presidente em exercício Hamilton Mourão fala à imprensa O Presidente em exercício Hamilton Mourão fala à imprensa (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

Agência Brasil – "independente e pragmática" do Brasil no cenário internacional. Em entrevista exclusiva à Empresa Brasil de Comunicação (EBC), nesta sexta-feira (10), ele fez uma breve análise do panorama geopolítico atual, reforçou a ideia de que o país deve buscar uma inserção soberana e colaborativa com as demais nações.

"O Brasil, tradicionalmente, sempre se voltou ao mundo de uma forma independente e pragmática. Nós temos que ter essa visão de perseguir os interesses do país. Costuma-se se dizer que, em relações internacionais, não existem amizades eternas nem inimigos perpétuos, existem apenas os nossos interesses. Essa é a visão que nós temos que continuar, buscando uma inserção soberana do país, apresentando o Brasil como solução, e não como problema, seja aqui no nosso entorno próximo, na América do Sul e, ao mesmo tempo, com as grandes nações, como Estados Unidos, que nós consideramos o grande farol da democracia, a China, nosso maior parceiro comercial, a Comunidade Europeia, a Rússia e a África, não podemos descuidar da África, um grande número de brasileiros veio de lá."

Mourão tem tido uma atuação de destaque como representante do governo brasileiro em assuntos estratégicos da agenda internacional. Logo no início do mandato, em fevereiro do ano passado, ele foi designado pelo presidente Jair Bolsonaro para ser o principal representante do país na reunião do Grupo de Lima, em Bogotá, no auge do agravamento da crise política na Venezuela. O Grupo de Lima reúne países das Américas para tratar sobre as questões que envolvem o país vizinho.

Em maio do mesmo ano, Mourão fez uma visita oficial à China, onde reativou a Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (Cosban) e se reuniu com o presidente do país, Xi Jinping. Essa viagem serviu como importante preparação para a visita do presidente Bolsonaro ao país, alguns meses depois. O vice-presidente também foi o principal integrante da comitiva de autoridades brasileiras que foram ao Vaticano para assistir à cerimônia de canonização de Irmã Dulce, em outubro de 2019, em que manteve um rápido encontro com o papa Francisco. Mais recentemente, em dezembro, Mourão cumpriu outra missão diplomática importante: foi o representante brasileiro na posse do novo presidente da Argentina, Alberto Fernández.

Nas viagens que tem feito, o vice-presidente brasileiro diz que tem percebido um conjunto de mudanças estruturais em curso no mundo. "O cenário internacional não é simples, porque estamos vivendo três revoluções no mundo. A revolução do mais, que as pessoas passaram a ter mais acesso ao conhecimento, a informações, e, ao ter mais acesso, elas também querem mais. Temos a revolução da mobilidade, então as pessoas se deslocam mais facilmente, viajam e conhecem coisas diferentes. E temos a revolução da mentalidade, a juventude hoje mudou totalmente a sua mentalidade. O mundo enfrenta isso daí, gera intranquilidades e, ao mesmo tempo, existem as tensões sociais e econômicas, entre duas grandes economias, como a China e os Estados Unidos, com reflexos nos demais países e comunidades, digamos assim."

Ajuste fiscal e reformas

Hamilton Mourão fez um balanço do primeiro ano do governo Bolsonaro, em que destacou principalmente a aprovação da reforma da Previdência, que é, na sua opinião, base para a recuperação econômica do país. Ele também citou a reorganização administrativa do governo e a redução dos índices de criminalidade. "Tivemos um enxugamento da Esplanada dos Ministérios, não é simples você reduzir de 29 para 22 ministérios, como foi feito. Nós temos dificuldades de reestruturação disso aí. Ao mesmo tempo, a questão da segurança pública também foi colocada de forma primordial, o trabalho do ministro [da Segurança Pública, Sergio] Moro, da equipe dele, em conjunto com os governos estaduais, levou a que os resultados fossem extremamente expressivos."

Para 2020, o vice-presidente enfatizou a necessidade de aprofundamento das reformas e privatizações pretendidas pelo governo, além da continuidade do ajuste fiscal. "Na questão da economia, onde nós temos dois problemas sérios que têm ser enfrentados. Começou o ano passado, mas essa tarefa continua. Um é o ajuste fiscal, temos que trabalhar em cima da reforma administrativa, em cima das privatizações das empresas estatais, de modo que a gente consiga colocar receita e despesa equilibradas e, em consequência, o governo ter condições de investir em áreas onde hoje ele não tem condições de fazer. Ao mesmo tempo, temos que atacar na questão da baixa produtividade, fruto daquilo que é chamado custo Brasil. E aí entram os projetos na área de infraestrutura, por meio de parcerias público-privadas, as concessões que têm que ser feitas e, principalmente, a reforma tributária", afirmou.

Outra prioridade do governo, segundo Mourão, deve ser a agenda social. Ele citou a expectativa de reformulação de programas sociais do governo, como o Bolsa Família, e a meta de buscar um salto de qualidade na educação. "Temos que avançar na questão de uma educação de qualidade. Vamos lembar que a gente já conseguiu, nos últimos anos, conseguir colocar um grande número de crianças e jovens na escola, mas agora nós temos que fazer com que essas crianças e jovens efetivamente aprendam. Então, esse é o salto de qualidade que o Brasil tem que dar em termos educacionais. E também nos programas sociais que atingem aquela população que vive em situação de pobreza e extrema pobreza, que o presidente está definindo aí junto com o ministro Onyx [Lorenzoni, da Casa Civil] e os ministros ligados à área social."

Fonte: https://www.brasil247.com/poder/mourao-manda-recado-a-bolsonaro-ao-defender-politica-externa-soberana-e-independente

sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

Preço da carne acumula alta de 32% em 2019, aponta IBGE


O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que mede a inflação oficial no país, fechou 2019 em 4,31%. A carne acumulou aumento de 32,4%, sendo um dos gastos que mais puxaram o índice

10 de janeiro de 2020, 12:57 h Atualizado em 10 de janeiro de 2020, 13:03

    Homem compra carne em um açougue de Santo André, São Paulo. Homem compra carne em um açougue de Santo André, São Paulo. (Foto: REUTERS/Amanda Perobelli)

 

247 - O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que mede a inflação oficial no país, fechou 2019 em 4,31%. A carne acumulou aumento de 32,4%, sendo um dos gastos que mais puxaram o índice. O feijão ficou 55,99% mais caro. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o resultado do IPCA ficou acima do centro da meta do governo, de 4,25%.

Leia mais na reportagem da Reuters:

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulou em 2019 avanço de 4,31%, acima da alta de 3,75% registrada em 2018, informou nesta sexta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Com isso, a inflação ficou acima do centro da meta do governo, de 4,25%, depois de dois anos terminando o período abaixo.

Ainda assim, foi o quarto ano seguido em que o IPCA fica dentro do intervalo definido como objetivo, já que a margem estabelecida era de 1,5 ponto percentual —para mais ou menos.

Para 2020, o governo determinou como meta inflação de 4%, mantendo a margem de tolerância em 1,5 ponto percentual.

Em dezembro, o IPCA teve alta de 1,15%, sobre avanço de 0,51% em novembro, na leitura mais elevada para o mês desde 2002, quando o índice subiu 2,10%.

As expectativas em pesquisa da Reuters com analistas eram de alta de 1,08% em dezembro, acumulando em 12 meses avanço de 4,23%.

O último mês do ano foi marcado principalmente pela pressão dos preços das carnes, que exerceram o maior impacto individual ao subirem 18,06% em relação a novembro. Sem esse impacto, a inflação teria sido de 0,64% em dezembro, de acordo com o IBGE.

Com isso, o grupo Alimentação e bebidas registrou alta de 3,38% em dezembro, maior variação mensal desde dezembro de 2002 (+3,91%).

Também se destacou a aceleração da alta de Transportes a 1,54% em dezembro, de 0,30% em novembro, diante dos fortes aumentos dos preços dos combustíveis (3,57%) —a gasolina subiu 3,36% e o etanol, 5,50%.

Ano

No ano de 2019, o preço das carnes disparou 32,40%, após alta de 2,25% em 2018, devido ao aumento das exportações para a China e à desvalorização do real . Sem o efeito das carnes, o IPCA teria subido em 12 meses 3,54%.

A maior parte do aumento nos preços das carnes ficou concentrada no último bimestre (27,61%), levando o grupo Alimentos e Bebidas a acumular alta no ano de 6,37% sobre 4,04% em 2018.

“O resultado acabou sendo muito influenciado pelas carnes, o que tem a ver com a questão de oferta, não com questão de demanda. A perspectiva é de melhora no cenário econômico, e a gente tem que aguardar 2020 para ver”, avaliou o gerente do IPCA, Pedro Kislanov.

Transportes, com avanço acumulado de 3,57%, e Saúde e cuidados pessoais, com 5,41%, também se destacaram em 2019. Dos nove grupos pesquisados, apenas Artigos de Residência tiveram deflação em 2019, de 0,36%.

Diante do cenário de inflação fraca, o Banco Central reduziu em dezembro a taxa básica de juros Selic em 0,5 ponto pela quarta vez consecutiva, à nova mínima histórica de 4,5%. Mas indicou cautela em relação aos juros dali para frente em meio a uma retomada econômica com mais ímpeto.

Com o ineditismo dos juros em nível tão baixo, analistas discutem os cenários para a taxa Selic ao longo deste ano, avaliando apenas que o fim do ciclo de afrouxamento monetário está muito perto do fim.

Sinais de recuperação da atividade têm contribuído para dispersar mais as projeções e ditar um cenário um pouco mais conservador.

“O IPCA não muda o debate sobre se vai cortar 0,25 ponto ou não (na próxima reunião). Isso não significa que está certo que BC vai cortar ou parar, estamos em uma linha d’água, tem espaço, mas por outro lado tem alguns riscos”, avaliou o economista do Banco Votorantim Carlos Lopes.

A primeira reunião de política monetária do BC no ano acontece em 4 e 5 de fevereiro.

O Focus, pesquisa semanal do BC junto ao mercado, mostra que a estimativa é de que a Selic termine 2020 a 4,5%, com inflação de 3,60% —portanto abaixo do centro da meta— e o Produto Interno Bruto (PIB) crescendo 2,30%.

“Para a política monetária o importante é o comportamento em termos de tendência e o que se espera para o futuro, e vemos o IPCA ainda abaixo da meta”, disse o economista-chefe do Banco Haitong, Flávio Serrano.

Fonte: https://www.brasil247.com/economia/preco-da-carna-acumula-alta-de-32-em-2019-aponta-ibge

Bolsonaro e Guedes queimam as reservas internacionais acumuladas por Lula e Dilma e já venderam quase US$ 37 bilhões


Com isso, as reservas cambiais, que haviam atingido o pico de US$ 390,5 bilhões em junho, caíram para US$ 356,9 bilhões no fim do ano. A política de acumulação de reservas foi iniciada no governo do ex-presidente Lula, e mantida por sua sucessora Dilma Rousseff, depois que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso entregou a economia brasileira no colo do Fundo Monetário Internacional

10 de janeiro de 2020, 07:34 h Atualizado em 10 de janeiro de 2020, 09:54


Jair Bolsonaro, Paulo Guedes e dólar Jair Bolsonaro, Paulo Guedes e dólar (Foto: Agência Brasil)

247 – "O Banco Central vendeu US$ 36,9 bilhões das reservas internacionais no ano passado. Essas vendas se deram principalmente em razão de intervenções cambiais realizadas pelo BC para conter a alta do dólar em um ano em que o país teve a maior saída de divisas da história recente, US$ 44,8 bilhões. Com isso, as reservas cambiais, que haviam atingido o pico de US$ 390,5 bilhões em junho, caíram para US$ 356,9 bilhões no fim do ano", informa reportagem do jornal Valor Econômico.

"A reservas internacionais são ativos que o país possui em moedas estrangeiras e representam um seguro contra crises cambiais. Com a venda de reservas, houve uma redução desse seguro. O lado positivo dessa operação, porém, foi a queda de cerca de R$ 140 bilhões na dívida bruta do país, ou dois pontos percentuais do PIB - em novembro, a dívida estava em 77,7% do PIB", dizem ainda os jornalista Fábio Graner, Marcelo Osakabe e Lucas Hirata.

A política de acumulação de reservas foi iniciada no governo do ex-presidente Lula, e mantida por sua sucessora Dilma Rousseff, depois que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso entregou a economia brasileira no colo do Fundo Monetário Internacional.

Fonte: https://www.brasil247.com/economia/bolsonaro-e-guedes-queimam-as-reservas-internacionais-acumuladas-por-lula-e-dilma-e-ja-venderam-quase-us-37-bilhoes

O começo do fim do império


A Rússia não intervirá no Irã, os EUA perderão uma guerra contra o Irã, este é o começo do fim do Império dos EUA

“O que muitas pessoas entendem completamente é que os iranianos estão confiantes de que podem vencer sem nenhuma ajuda russa (ou outra). Estou em contato com muitas pessoas do Oriente Médio (incluindo o Irã) e posso dizer que o humor delas é não apenas uma determinação total, mas uma confiança tranquila.

Ninguém na região duvida que agora acabou para o tio Sam. Eu sei, isso parece incrível para as pessoas que vivem no Ocidente, mas essa é a realidade no Oriente Médio. ”

Este é um trecho de um artigo mais longo que apareceu ontem. Selecionamos esta parte porque aborda o que a Rússia pode fazer em relação ao Irã. A Saker tem feito algumas das melhores análises da crise no Irã. Além de ser russo, um especialista em assuntos militares e muitas outras qualificações para listar, ele também tem uma compreensão muito profunda do Islã e tem excelentes contatos pessoais no Oriente Médio. Vá para o site dele ou para o Unz.com para obter as últimas.

A Rússia vai intervir?

Primeiras coisas primeiro. Não existem obrigações formais / legais entre a Rússia e o Irã e da última vez que verifiquei, nenhum iraniano se ofereceu para morrer pela Rússia. Em seguida, sim, o Irã é um importante aliado da Rússia. Mas o que falta à maioria das pessoas é que o Irã não precisa (ou deseja) de uma intervenção russa direta. Existem muitas razões (incluindo as históricas) para isso. Mas o que a maioria das pessoas não entende é que os iranianos estão confiantes de que podem vencer sem nenhuma ajuda russa (ou outra). Estou em contato com muitas pessoas do Oriente Médio (incluindo o Irã) e posso dizer que o humor delas é não apenas uma determinação total, mas uma confiança tranquila. Ninguém na região duvida que agora acabou para o tio Shmuel. Eu sei, isso parece incrível para as pessoas que vivem no Ocidente, mas essa é a realidade no Oriente Médio.

Além disso, você pode ter certeza de que a Rússia ajudará o Irã, mas nos bastidores. Antes de mais nada com a inteligência: embora os iranianos possuam uma comunidade de inteligência extremamente sofisticada, ela é ofuscada pela muito maior russa que, além de muito maior, também possui meios técnicos com os quais o Irã só pode sonhar. A Rússia também pode ajudar com alertas e alertas precoces. Não sabemos o que realmente está acontecendo nos bastidores, mas estou recebendo relatos de que os russos estão em alerta máximo (como estavam durante a primeira guerra do Golfo, infelizmente - Saddam Hussein não ouviu os avisos russos).

6) A Rússia deveria declarar que o Irã está agora sob proteção russa? Absolutamente não! Por quê? Pense no que está acontecendo como se você estivesse sentado no Kremlin: o Império está prestes a embarcar em sua última guerra (sim, quero dizer isso, veja mais abaixo) e os especialistas russos SABEM que os EUA perderão e muito . Por que diabos você interviria quando o seu “principal inimigo” (expressão KGB / SVR / FSB para “EUA”) está prestes a fazer algo terminalmente estúpido?

Além disso, esta é uma questão cultural também. No Ocidente, as ameaças são constantemente usadas. Não apenas para assustar o inimigo, mas também para se sentir menos aterrorizado. Na Ásia (e a Rússia é muito mais culturalmente asiática do que européia), as ameaças são vistas como um sinal de fraqueza e falta de determinação. Em toda a carreira, Putin usou uma ameaça apenas UMA VEZ: convencer os Urkonazis de que atacar durante a Copa do Mundo teria "graves conseqüências para o estado ucraniano".

Mas você precisa entender que, do ponto de vista russo, a Ucrânia é militarmente tão fraca que pode ser ridícula como inimiga e ninguém em sã consciência jamais duvidará do resultado de uma guerra do Ukie com a Rússia. Este é um caso extremo e excepcional. Mas veja o caso da intervenção russa na Síria: ao contrário de seus colegas ocidentais, os russos não passaram semanas semanas ameaçando o ISIS ou qualquer outra pessoa na Síria. Quando Putin tomou a decisão, eles simplesmente se mudaram, tão silenciosamente que OS MELHORES militares da galáxia nunca detectaram o movimento russo.

Então, se eu não acho que isso acontecerá, a Rússia já decidiu se mudar para proteger o Irã, os EUA descobrirão quando os militares dos EUA morrerem em grande número. Até lá, a Rússia não emitirá ameaças. Novamente, no Ocidente, as ameaças são uma ocorrência diária. No Oriente, eles são um sinal de fraqueza.

Agora você sabe por que as ameaças americanas são totalmente ineficazes

7) Níveis de força dos EUA no Oriente Médio. Os EUA mantêm uma grande rede de bases em todo o Irã e em todo o planeta, na verdade. Os números reais são secretos, é claro, mas vamos supor, por uma questão de argumento, que os EUA tenham cerca de 100.000 soldados mais ou menos perto do Irã. O número real não importa (e os iranianos sabem disso de qualquer maneira). O que é crucial é isso: isso NÃO significa que os EUA tenham 100.000 soldados prontos para atacar o Irã. Muito desse pessoal não é realmente capaz de combate (a proporção de pronto para combate versus suporte varia de país para país e de guerra para guerra, mas digamos que a maioria desses 100.000 não é um soldado de combate). Não apenas isso, mas há uma grande diferença entre, digamos, muitas empresas e batalhões em uma região e uma verdadeira divisão blindada. Por exemplo, o 82º AB é uma força de INFÂNCIA, não é realmente mecanizada, não é capaz de se envolver, digamos, em uma brigada blindada.

Aqui está uma barra lateral histórica: durante a primeira guerra do Golfo, os EUA também enviaram a 82ª AB como força central da operação "Desert Shield". E é aqui que Saddam Hussein cometeu seu pior erro de todos. Se ele tivesse enviado suas divisões blindadas através da fronteira com a Arábia Saudita, ele teria feito carne picada na 82ª. Os EUA sabiam disso. De fato, uma vez perguntaram a Cheney o que os EUA teriam feito se os iraquianos destruíssem a 82ª. Ele respondeu que a primeira linha de defesa era o poder aéreo em porta-aviões da USN e mísseis de cruzeiro. E se isso falhasse, os EUA teriam que usar armas nucleares táticas para parar as divisões iraquianas. Esse seria um daqueles casos em que usar armas nucleares faria sentido do ponto de vista puramente militar (armas nucleares são ótimas para lidar com armaduras!), Mas, do ponto de vista político, teria sido um desastre de relações públicas (vide supra). O mesmo é verdade hoje.

Para os EUA se envolverem em qualquer operação terrestre séria, seriam necessários muitos meses para que os níveis de força fossem altos o suficiente e você pode ter certeza de que o Irã NUNCA permitiria isso. Se o tio Shmuel tentar enviar uma força real e grande para o KSA, você pode ter certeza de que os iranianos atacarão com tudo o que têm!

O ponto principal é o seguinte: os EUA possuem ativos mais do que suficientes na região para atacar / bombardear o Irã. Os EUA não estão nem perto do tipo de nível de força para prever uma grande operação terrestre, mesmo no Iraque, não importa o Irã!

8) E o Estreito de Ormuz? Não tenho dúvidas de que o Irã pode fechar o Estreito de Ormuz. De fato, todos os iranianos precisam fechar para dizer que se reservam o direito de destruir (por qualquer meio) qualquer navio que esteja tentando passar. Isso será suficiente para parar todo o tráfego. Obviamente, se isso acontecer, os EUA não terão outra opção senão atacar o custo do sul do Irã e tentar lidar com essa ameaça. E sim, lamento desapontar meus amigos iranianos, acredito que os EUA provavelmente poderiam reabrir o Estreito de Ormuz, mas isso exigirá "botas no chão" no sul do Irã e isso é algo que pode render um sucesso inicial, mas isso se transformará em um desastre militar maciço a médio e longo prazo, porque os iranianos não terão apenas tempo a seu favor, mas terão um sonho tornado realidade: finalmente, as IGs dos EUA estarão ao alcance, literalmente . Então, normalmente, os EUA prevalecerão entrando, apenas para se encontrarem em uma armadilha.

9) Os iranianos buscam a morte? Esta é uma questão importante (obrigado a Larchmonter 445 por sugerir isso!). A resposta curta é não. De modo nenhum. Os iranianos querem viver e não procuram a morte. No entanto, eles também sabem que a morte em defesa do Islã ou em defesa dos oprimidos é um ato de “testemunha de Deus”, que é o que a palavra árabe “shahid” é (e por que o trabalho grego μάρτυς “martis” significa). O que isso significa? Isso significa que, embora os soldados muçulmanos não devam buscar a morte e, embora devam fazer tudo ao seu alcance para permanecerem vivos, eles NÃO têm medo da morte, no mínimo. Para entender completamente essa mentalidade, você só precisa conhecer o slogan xiita mais famoso e crucial: "Todo dia é Ashura e toda terra é Karbala" (veja a explicação aqui). Se eu tivesse que traduzir isso em um quadro de referência cristão, sugeriria que “todo dia é sexta-feira boa e paixão e toda terra é o Gólgota”. Ou seja, "não importa onde você esteja e não importa a que horas sejam, você deve estar disposto a sacrificar sua vida por Deus e pela defesa dos oprimidos". Portanto, os iranianos são um povo alegre (como os árabes) e não procuram a morte. Mas também não o temem e aceitam, com gratidão, a possibilidade de sacrificar suas vidas em defesa da justiça e da verdade. Essa é mais uma razão pela qual ameaças de imbecis terminais como Pompeo ou Trump não têm efeito algum sobre os muçulmanos.

10) Então, o que realmente está acontecendo agora? Gente, este é o começo do fim para o Império. Sim, eu sei, isso parece incrível, mas é exatamente isso que estamos vendo acontecendo diante de nossos olhos. O melhor que os EUA podem esperar agora é uma retirada rápida e completa do Oriente Médio. Para uma longa lista de razões políticas, isso não parece um cenário realista no momento. Então o que vem depois? Uma grande guerra contra o Irã e contra todo o "crescente xiita"? Também não é uma boa opção. Não apenas os EUA perderão, mas também perderão política e militarmente. Greves limitadas? Também não é bom, já que sabemos que o Irã vai retaliar massivamente. Uma grande concessão nos bastidores para apaziguar o Irã? Não, isso também não acontecerá, pois se os iranianos deixarem o assassinato de Soleimani impune, Hassan Nasrallah, Bashar al-Assad e até o aiatolá Ali Khamenei serão os próximos a serem assassinados. Uma campanha aérea maciça? Provavelmente, e inicialmente isso parecerá bom (muitas bandeiras nos EUA), mas em breve isso se tornará um desastre maciço. Usar armas nucleares? Claro, e destrua sua imagem política para sempre e não apenas no Oriente Médio, mas em todo o mundo.

Como ilustração perfeita, basta verificar a mais recente ameaça estúpida feita por Trump: “Se eles nos pedirem para sair, se não o fizermos de uma maneira muito amigável, cobraremos a eles sanções como nunca viram antes. . Isso fará as sanções iranianas parecerem um pouco mansos ” Pessoal, esse é exatamente o tipo de linguagem estúpida que ofenderá profundamente qualquer patriota iraquiano. Esse é o tipo de linguagem que sai de um império nos estágios finais da agonia.

Trump entrará na história como o homem que pensou que poderia assustar o povo iraniano e iraquiano com "tweets".

Patético, de fato.

CONCLUSÃO

Espero que esses indicadores sejam úteis, especialmente quando você for atingido por um enorme tsunami de propaganda de bandeira dos EUA (Trump “somos OS MELHORES”). Simplificando: isso é besteira. As guerras modernas são, antes de tudo, guerras de propaganda, e o que você vê como resultado das elites dominantes dos EUA é exatamente isso - “operações de informação”. Deixe que eles acenem suas bandeiras (fabricadas em chinês), que declarem "Unidos em pé" (pois o que exatamente eles nunca são especificados) e que repitam que o exército dos EUA é a FORÇA MAIS FORMIDÁVEL DA GALÁXIA. Essas são apenas tentativas desesperadas de controlar a narrativa, nada mais.

Ah, e mais uma ironia: embora seja improvável que o Senado controlado pelo Partido Republicano acuse Trump, não é pateticamente hilário que Trump tenha agora, de fato, cometido atos que devam removê-lo do cargo? Obviamente, no mundo real, o Estado profundo dos EUA Neocon controla AMBOS os partidos e AMBOS apoiam totalmente uma guerra contra o Irã. Ainda assim, essa é uma daquelas ironias da história que devem ser mencionadas.

Vou retomar meu trabalho amanhã de manhã.

Até lá, desejo que você chame uma boa noite / manhã / dia.

https://beforeitsnews.com

Fonte: https://undhorizontenews2.blogspot.com/

Reservas cambiais da China chegam a US$ 3,11 trilhões


A Administração Estatal de Divisas da China anunciou na última terça-feira que as reservas cambiais do país ficaram em US$ 3,1079 trilhões no fim de 2019. A quantia aumentou em US$ 12,3 bilhões, ou 0,4%, ante o fim de novembro

10 de janeiro de 2020, 08:41 h Atualizado em 10 de janeiro de 2020, 08:51

(Foto: Leonardo Attuch)


247 - As reservas cambiais da Chona não param de crescer e atingiram a soma de US$ 3,11 trilhões. De acordo com a porta-voz da Administração Estatal de Divisas, Wang Chunying, o número também representou um aumento de 1,1% em relação ao início de 2019. Ela acrescentou que a oferta e a procura no geral em equilíbrio no mercado de câmbio chinês não mudaram em dezembro.

Wang apontou que a escala dessas reservas é afetada por fatores múltiplos, entre os quais as taxas de câmbio e mudanças nos preços de ativos.

Fatores como o clima do comércio mundial, as políticas monetárias dos bancos centrais dos principais países e a eleição britânica resultaram na queda no índice do dólar dos Estados Unidos e nos preços de bônus, segundo Wang.

Apesar de riscos e desafios crescentes ao longo de 2019, a economia chinesa manteve a estabilidade geral e a resiliência para crescer, com forças motrizes em constante aprimoramento, disse Wang, citando os pagamentos internacionais equilibrados e o crescimento estável das reservas cambiais.

Os esforços constantes da China na reforma estrutural no lado da oferta e a obtenção do crescimento de alta qualidade criarão uma sólida fundação para as reservas cambiais permanecerem estáveis no geral apesar das incertezas externas e flutuações no mercado no futuro próximo, comentou.

Os dados desta terça-feira também mostram que as reservas de ouro da China ficaram em US$ 95,4 bilhões em dezembro, aumento de US$ 3,9 bilhões ante o fim de novembro.

As informações são da Xinhua.

Fonte: https://www.brasil247.com/mundo/reservas-cambiais-da-china-chegam-a-us-3-11-trilhoes

Queda abrupta revelada pela IBGE mostra que a situação da indústria brasileira nunca foi tão precária


Para professor Marco Antônio Rocha, da Unicamp, pesquisa do IBGE que mostra retração da indústria revela incapacidade de reação do setor e perspectiva de reversão do quadro é muito difícil

10 de janeiro de 2020, 06:54 h Atualizado em 10 de janeiro de 2020, 08:25


Por Eduardo Maretti, da Rede Brasil Atual – Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção industrial brasileira caiu 1,2% em novembro, configurando o pior resultado para o mês de novembro desde 2015. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (9). A queda não é apenas episódica, apesar de o resultado interromper uma sequência de três altas seguidas, em agosto, setembro e outubro. A produção recuou 1,1% de janeiro a novembro; 1,3% em 12 meses; e 1,7% na comparação com novembro de 2018.

No período de outubro a novembro de 2019, os dados indicam queda em importantes segmentos industriais. Bens de consumo duráveis (-2,4%), bens intermediários (-1,5%), bens de capital (-1,3%) e bens de consumo semi e não duráveis (-0,5%).

Das dezesseis categorias pesquisadas, dez apresentaram queda, entre as quais se destacam veículos automotores (-4,4%), produtos alimentícios (-3,3%), indústria extrativa e máquinas e equipamentos (-1,6%). Tiveram desempenho positivo seis categorias, entre as quais impressão e produção de gravações (24%), derivados de petróleo e biocombustíveis (1,6%)  e produtos de borracha e material plástico (2,5%).

Para Marco Antonio Rocha, do Instituto de Economia da Unicamp, é preocupante o fato de a taxa de câmbio ter apresentado uma tendência a desvalorização durante todo o ano 2019, o que poderia ter fornecido algum alento para a produção industrial. Entretanto, isto não ocorreu. “Portanto, os dados preocupam, em primeiro lugar, porque sugerem certa incapacidade de reação da indústria nacional a uma mudança positiva nos preços relativos.”

Outras características dessa retração chamam a atenção. “Primeiramente, a retração foi bem mais intensa nos setores importantes como bens de consumo duráveis, indicando, pelo menos, uma disposição menor das famílias em consumir.”

Para Rocha, isto é sintomático do estado do mercado de trabalho. “A maior geração de empregos precários também se reflete em uma menor capacidade em comprometer renda com o financiamento de bens duráveis e, portanto, com certa incapacidade de recuperação do mercado doméstico.”

Chama a atenção, também, a queda acentuada em bens de capital e bens intermediários, dado que “representa a queda da demanda intraindustrial, isto é, uma queda na propensão da indústria em investir e adquirir insumos produtivos”.

Rocha destaca que esse dado é preocupante porque, geralmente, sugere uma continuação da tendência de queda da produção industrial. “Tudo isso indica a continuação de um cenário de semiestagnação pelo menos para o curto e médio prazo na economia brasileira.”

Crise crônica

A crise industrial brasileira não passa por momento difícil apenas recentemente. “A crise é crônica desde a década de 1990”, diz. Segundo ele, essa crise se relaciona com a incapacidade do país de “assimilar o paradigma da microeletrônica e os efeitos decorrentes disso em termos de assimilação e difusão das novas tecnologias, além da incapacidade do Estado brasileiro em reorganizar um projeto industrialista para além do modelo esgotado na década de 1970”.

Para piorar o quadro, em sua análise, “os poucos mecanismos de proteção à indústria nacional reativados nos anos 2000 foram praticamente desmontados ou demonizados a partir do governo de Michel Temer e, depois, na recém-iniciada era Bolsonaro”.

A constatação é de que o Brasil está cada vez mais distante da conjuntura internacional, aponta o economista da Unicamp. “Hoje, é ponto pacífico que as economias desenvolvidas estão retomando as políticas industriais de grande porte. Enquanto isso, desmontamos nossos mecanismos de fomento.”

O Brasil não tem sequer empresas preparadas à assimilação do próximo paradigma tecnológico: a indústria 4.0.  “A situação da indústria brasileira nunca foi tão grave.”

Diante desse cenário, avalia Marco Antonio Rocha, a perspectiva de reversão do quadro é muito difícil, mesmo se houver uma mudança significativa da conjuntura econômica internacional, cenário que, segundo ele, não parece muito provável.

Assim, o esvaziamento da industrial nacional deixou o complexo industrial brasileiro com pouca capacidade de sustentar um ciclo de crescimento. “Qualquer retomada do crescimento econômico, nessa situação, teria como paralelo o ressurgimento de déficits comerciais. Tudo vai depender muito da conjuntura internacional durante 2020.”

Para o economista, pode haver outras fontes de crescimento para a economia brasileira durante 2020, como o investimento em construção civil, por exemplo, mas há uma questão importante: “como um impulso de demanda poderá se sustentar diante de um processo adiantado de desindustrialização?”

“Caso o câmbio continue nesse patamar (hoje, o dólar oscila pouco acima de R$ 4), a indústria pode até reagir, mas acho difícil que, sem a mudança da conjuntura internacional, estímulos internos e demanda possam garantir um ciclo de crescimento a partir do que sobrou da indústria nacional.”

Fonte: https://www.brasil247.com/economia/queda-abrupta-revelada-pela-ibge-mostra-que-a-situacao-da-industria-brasileira-nunca-foi-tao-precaria

quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

Indústria desaba e prova que não há retomada econômica


Em novembro, a produção industrial brasileira recuou 1,2% em relação a outubro, informou o IBGE. Percentual aponta cenário de retração econômica, ao contrário do discurso de "retomada" que vem sendo vendido por Paulo Guedes e Jair Bolsonaro à imprensa corporativa

9 de janeiro de 2020, 10:40 h Atualizado em 9 de janeiro de 2020, 15:03



SÃO PAULO (Reuters) - A indústria do Brasil vacilou em novembro e voltou a cair depois de três meses de alta, registrando o resultado mais fraco para o período em quatro anos, com perdas nas quatro grandes categorias econômicas.

Em novembro, a produção industrial brasileira recuou 1,2% em relação a outubro, informou nesta quinta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Esse resultado anula parte da expansão acumulada de 2,2% entre agosto e outubro e é a leitura mais fraca desde a queda de 1,4% vista em março. Para meses de novembro, a queda foi a mais forte desde 2015, quando a indústria encolheu 1,9%.

“A queda verificada em novembro eliminou uma parte importante do crescimento atingido nos meses anteriores”, disse o gerente da pesquisa, André Macedo, em nota.

Na comparação com novembro de 2018, houve queda de 1,7%, interrompendo dois meses de resultados positivos consecutivos. No acumulado do ano, o setor apresenta perda de 1,1%

Ambos os resultados foram piores que as expectativas em pesquisa da Reuters com economistas, de quedas de 0,6% na variação mensal e de 0,8% na base anual, segundo a mediana das projeções.

Entre as categorias econômicas, a maior queda foi registrada por bens de consumo duráveis, de 2,4%, influenciada principalmente pela menor produção de automóveis.

“Mas é comum que a produção de automóveis seja elevada nos meses de setembro e outubro e reduza no final do ano, por conta das férias coletivas”, explicou Macedo.

A produção de bens intermediários caiu 1,5%, a de bens de capital teve queda de 1,3% e a de bens de consumo semi e não-duráveis recuou 0,5%.

Entre as atividades pesquisadas, 16 das 26 apresentaram queda, sendo as principais influências negativas produtos alimentícios (-3,3%), veículos automotores, reboques e carrocerias (-4,4%) e indústrias extrativas (-1,7%).

“O crescimento (em alimentos) vinha sendo alavancado pelo aumento nas exportações de carne e da produção de açúcar. A carne continua em expansão, mas o açúcar tem uma volatilidade maior, tanto por conta de condições climáticas quanto em função da demanda por etanol”, completou Macedo.

A mais recente pesquisa Focus realizada pelo Banco Central mostra que o mercado vê recuo de 0,73% na produção industrial em 2019, com o Produto Interno Bruto avançando 1,17%. Em 2020 a expectativa é de recuperação do setor industrial para uma alta de 2,19%.

Fonte: https://www.brasil247.com/economia/industria-desaba-e-prova-que-nao-ha-retomada-economica

quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

Trump derrotado, Irã vitorioso


Para o professor e escritor Lejeune Mirhan, vimos, no pronunciamento feito nesta quarta-feira na Casa Branca, "um Trump acuado, derrotado, vitimado pela força de seu maior oponente e inimigo em todo o Oriente Médio, o Irã, que sai dessa primeira fase do conflito direto extremamente fortalecido, mais respeitado"

8 de janeiro de 2020, 16:35 h Atualizado em 8 de janeiro de 2020, 18:07


Ataque à base militar americana, um dia antes do pronunciamento de Trump Ataque à base militar americana, um dia antes do pronunciamento de Trump (Foto: Reprodução / Reuters)

 

Assisti pregado na TV, ao vivo, à coletiva convocada pela Casa Branca, concedida (com atraso) pelo presidente dos EUA, Donald Trump. Ao seu entorno, Mike Pence e Mike Pompeo, a dupla de neocons que compõe não só a vice-presidência como o Departamento de Estado. Atrás dele estavam TODOS os maiores generais quatro estrelas do país, do CENTCOM, Comando Central Conjunto das Forças Armadas dos EUA. Pela imagem já dá para se ver a cara de derrotados de todos eles.

Faço a seguir um resumo do que captei de mais importante do que Trump falou por quase meia hora: 

1. Trump não esboçou nenhuma reação relacionada à destruição total de duas das suas oito bases existentes (ainda) no Iraque. Fez questão de negar uma única morte, ainda que várias agências tenham mencionado muitos mortos e mais de 200 feridos e a destruição total das bases (como é possível duas bases militares com pelo menos mil soldados cada uma ser inteiramente destruída e nenhum deles vir a morrer?); 

2. Afirmou que vai cobrar da OTAN (que os EUA mandam, na verdade) maior presença militar no Oriente Médio - o que é inédito - mas que sinaliza uma possível saída completa dos EUA de toda a região; 

3. Reafirma que os EUA lutam contra o terrorismo, mas todos sabem que eles apoiam e financiam o Estado Islâmico. Mas pior que isso: diz lutar contra o terrorismo - mera peça publicitária de propaganda - mas assassina usando métodos terroristas o comandante militar que mais lutou contra o terrorismo e que é o responsável maior pela destruição do DAESH/ISIS, Al Qaeda, Al Nusra entre outros agrupamentos; 

4. Pela primeira vez fez uma afirmação jamais ouvida, no sentido de reconhecer que EUA e Irã têm o mesmo objetivo de lutar contra o terrorismo e contra o ISIS (estranho dizer isso e matar quem luta contra essa organização terrorista; na verdade, seu discurso é para seu público interno e para os minions do mundo inteiro do tipo que temos no Brasil, que acreditam na propaganda governamental); 

Em suma, vimos um Trump acuado, derrotado, vitimado pela força de seu maior oponente e inimigo em todo o Oriente Médio, o Irã, que sai dessa primeira fase do conflito direto extremamente fortalecido, mais respeitado. O Irã impôs a sua soberania mesmo sem ter armas nucleares. Mostrou ao mundo a capacidade, precisão, velocidade, letalidade, abrangência de todo o seu arsenal de mísseis balísticos (estimados em mais de 1,5 mil mísseis). Mostrou ainda ao mundo a total incapacidade, falência, fragilidade do sistema de defesa anti-aérea composta pelos (superados) mísseis patriots que não conseguiram barrar um míssil sequer dos mais de 30 lançados (praticamente todos atingiram em cheio os alvos). 

Isso coloca os EUA em uma situação de derrota, talvez a maior que se possa constatar desde a derrota da perda do Irã para os muçulmanos xiitas em fevereiro de 1979. Sinaliza ainda o aumento do isolamento desse país e dessa potência, não só no Oriente Médio, como mesmo de outras potências regionais imperialistas subalternas. Sinaliza, por fim, a chance real de saída total ou quase total de toda a região, que colocaria em xeque e em total insegurança seu maior aliado e protegido, que é o Estado sionista de Israel. 

Há que se levantar duas dúvidas, que não tenho, por ora, uma resposta: 1. Será que o Irã irá interromper a série de ataques às bases estadunidenses no Iraque (ainda restam seis intactas), ou podemos esperar a continuidade dos ataques; 2. Será que a destruição de duas bases estadunidenses - com número de mortos norte-americanos ainda incertos - será o suficiente para considerar vingado a morte do maior general da história militar iraniana moderna? 

Apenas para registro: quando da famigerada "primavera árabe" (sic) em fevereiro de 2011 o povo egípcio saiu às ruas para derrubar o ditador Hosni Mubarak, os satélites do Google registraram a maior manifestação de massas humanas da história, com mais de 10 milhões de pessoas saindo às ruas. Pois bem, pelos meus cálculos estimativos e por baixo, acho que mais de 30 milhões de iranianos sairam às ruas desde a sexta-feira. E não ouvimos um piu sequer desse gigante da Internet. 

Viva a luta do povo iraniano contra o imperialismo! General Suleimani, sua memória será eternamente lembrada!

Fonte: https://www.brasil247.com/blog/trump-derrotado-ira-vitorioso