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sexta-feira, 8 de maio de 2020

Câmara que derrubou Dilma não tem coragem de abrir processo de impeachment contra Bolsonaro, diz Lula


O ex-presidente Lula denuncia que a mesma Câmara que outrora promoveu o impeachment de Dilma, mesmo sem ela ter cometido crime de responsabilidade, hoje se esquiva da responsabilidade de abrir um processo de impedimento contra Jair Bolsonaro

8 de maio de 2020, 09:00 h Atualizado em 8 de maio de 2020, 10:43

 

247 - O ex-presidente Lula denuncia que a mesma Câmara que outrora promoveu o impeachment de Dilma, mesmo sem ela ter cometido crime de responsabilidade, hoje se esquiva da responsabilidade de abrir um processo de impedimento contra Jair Bolsonaro, que já cometeu vários crimes contra a população brasileira e segue impune.

“O Bolsonaro desrespeita as instituições diariamente. Ataca o STF, o Congresso, governadores. Ele pensa que pode dar um novo golpe autoritário. E a mesma Câmara que não teve vergonha de colocar em votação o impeachment da Dilma, não tem coragem de colocar o do Bolsonaro”

Lula também condena a insistente postura de Jair Bolsonaro em pregar o fim da quarentena para agradar o empresariado brasileiro. 

“Bolsonaro está induzindo os brasileiros à morte. Ele acha que colocar o povo pra voltar a trabalhar vai resolver o problema. O cara só vai poder cuidar da família se ele tiver vivo”.

Lula

✔ @LulaOficial

O Bolsonaro desrespeita as instituições diariamente. Ataca o STF, o Congresso, governadores. Ele pensa que pode dar um novo golpe autoritário. E a mesma Câmara que não teve vergonha de colocar em votação o impeachment da Dilma, não tem coragem de colocar o do Bolsonaro.

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08:19 - 8 de mai de 2020

Fonte: https://www.brasil247.com/poder/camara-que-derrubou-dilma-nao-tem-coragem-de-abrir-processo-de-impeachment-contra-bolsonaro-diz-lula

Manaus 'marca posição' e expõe Bolsonaro ao buscar ajuda internacional, diz analista


Para Creomar de Souza, professor de Relações Internacionais, diretor e fundador da consultoria Dharma Political Risk and Strategy, ao pedir ajuda internacional na crise da covid-19, Manaus dá um recado direto a Jair Bolsonaro. "Não deixa de ter também uma lógica de embate direto em direção ao presidente da República, Jair Bolsonaro, e alguns dos gestores de Saúde"

8 de maio de 2020, 11:11 h Atualizado em 8 de maio de 2020, 12:36

Homem durante enterro da avó em cemitério de Manaus 06/05/2020 Homem durante enterro da avó em cemitério de Manaus 06/05/2020 (Foto: REUTERS/Bruno Kelly)

Agência Sputnik - O prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto (PSDB), enviou pedidos de ajuda a diversos países, incluindo os membros do G7, o grupo das sete economias mais industrializadas do mundo. Além disso, o prefeito também contatou a ativista ambiental sueca Greta Thunberg, na esperança de que a jovem use sua notoriedade para chamar atenção para a situação em Manaus.

Até a quarta-feira (6), a capital amazonense tinha 4.804 casos confirmados da COVID-19, além de 459 mortes causadas pela doença.

Para Creomar de Souza, professor de Relações Internacionais, diretor e fundador da consultoria Dharma Political Risk and Strategy, o pedido de ajuda enviado pelo prefeito de Manaus é necessário.

"Diante de uma calamidade como essa, que nós enfrentamos, que é a pandemia da COVID-19, qualquer tipo de ajuda é suficientemente necessária e importante", afirma o professor em entrevista à Sputnik Brasil.

Segundo Creomar, a estratégia de Manaus é uma tentativa de chamar a atenção para a tragédia vivida na cidade.

"Isso também não deixa de ser um elemento marcador de posição até para o próprio governo brasileiro, no sentido de que a prefeitura de Manaus se sente não prestigiada tendo em vista a gravidade do processo", aponta.

O diretor da Dharma Political Risk and Strategy acredita que o pedido simboliza um recado direto ao presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, além de ressaltar o tamanho da crise que atinge Manaus.

"Não deixa de ter também uma lógica de embate direto em direção ao presidente da República, Jair Bolsonaro, e alguns dos gestores de Saúde. De fato, me parece também que o pedido beira a um componente de desespero, tendo em vista a incapacidade da prefeitura [de Manaus], o que é expresso pelo próprio prefeito, de lidar com uma crise do tamanho desta, da COVID-19", diz o analista.

Para Souza, o pedido de Manaus ao exterior gera "constrangimento" ao governo federal, uma vez que evidencia que o Brasil tem problemas para lidar com os efeitos da pandemia. O analista, porém, afirma que o ano eleitoral deve ser levado em conta, e acredita que o pedido de socorro incluindo Greta Thunberg possa também carregar objetivos políticos.

"Creio que a tentativa pode ser encarada com um ato de desespero, de um lado, mas também um esforço do próprio prefeito no sentido de talvez colar a sua própria imagem à imagem da ativista internacional", diz.

Segundo os dados mais recentes divulgados pelo Ministério da Saúde, o Brasil registra 9.146 mortes causadas pela COVID-19, além de 135.106 casos confirmados da doença.

Fonte: https://www.brasil247.com/coronavirus/manaus-marca-posicao-e-expoe-bolsonaro-ao-buscar-ajuda-internacional-diz-analista

Deputado que fez indicação pelo centrão é alvo da PF


O deputado federal Sebastião Oliveira (PL-PE) foi alvo de mandados de busca e apreensão na Operação Outline, que investiga desvios de dinheiro em obras de requalificação da BR-101, no Grande Recife. Ele foi um dos responsáveis pela indicação do novo Diretor-Geral do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), Fernando Marcondes de Araujo Leão

8 de maio de 2020, 12:02 h Atualizado em 8 de maio de 2020, 12:36

(Foto: Agência Câmara)

247 - O deputado federal Sebastião Oliveira (PL-PE) foi alvo de mandados de busca e apreensão nesta sexta-feira (8), na segunda fase da Operação Outline, que investiga desvios de dinheiro em obras de requalificação da BR-101, na Região Metropolitana de Recife. O contrato para execução dos serviços, iniciados em setembro de 2017, estava orçado em cerca de R$ 190 milhões. De acordo com as investigações, os desvios chegam a, aproximadamente, R$ 4,2 milhões. O parlamentar era secretário de Transportes de Pernambuco na época investigada pela Polícia Federal.

Dois ex-servidores do Departamento de Estradas de Rodagem de Pernambuco foram presos na operação.

O congressista foi um dos responsáveis pela indicação do novo Diretor-Geral do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), Fernando Marcondes de Araujo Leão.

Jair Bolsonaro está oferecendo cargos de segunda e terceiro escalões para diminuir as chances de o Congresso aprovar um eventual impeachment dele.

Fonte: https://www.brasil247.com/regionais/nordeste/deputado-que-fez-indicacao-pelo-centrao-e-alvo-da-pf

Reunião do Ministério teve de tudo: palavrões, briga entre ministros, discussão sobre PF e críticas à China


Está explicado por que Jair Bolsonaro não quer obedecer à ordem do Ministro Celso de Mello, decano do STF, de entregar para investigações o vídeo da reunião ministerial citada pelo ex-juiz da Lava Jato e ex-ministro da Justiça, Sergio Moro

8 de maio de 2020, 04:23 h Atualizado em 8 de maio de 2020, 08:53

Reunião do Ministério citada por Sergio Moro em depoimento à PF Reunião do Ministério citada por Sergio Moro em depoimento à PF (Foto: Divulgação/ Marcos Corrêa/PR)

247 - A coluna da jornalista Bela Megale traz um relato da reunião ministerial citada por Sergio Moro em seu depoimento na Polícia Federal no sábado passado.

Autoridades presentes na reunião confirmaram à coluna que Bolsonaro falou sobre a troca de comando da Polícia Federal, conforme o ex-ministro tinha denunciado. A reunião foi cenário para vários problemas.

Bolsonaro estava de “péssimo humor”, segundo os presentes, reclamou com ministros e ameaçou demitir qualquer um, inclusive o então ministro da Justiça, Sergio Moro. A ameaça foi feita quando o Bolsonaro abordou a troca comando da PF no Rio e na direção-geral do órgão.

Durante a reunião, Bolsonaro também se queixou a Moro das prisões de pessoas que estavam em lugares vetados por causa da pandemia do coronavírus.

Os relatos dão conta de que Bolsonaro falou muitos palavrões e que alguns presentes fizeram críticas à China.

Houve também um bate-boca entre os ministros Paulo Guedes (Economia) e Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional).

Os generais do Palácio do Planalto, que ocupam os mais importantes postos no governo avaliam que a publicação do vídeo seria muito ruim, informa a colunista do Globo.

Fonte: https://www.brasil247.com/brasil/reuniao-do-ministerio-teve-de-tudo-palavroes-briga-entre-ministros-discussao-sobre-pf-e-criticas-a-china

quinta-feira, 7 de maio de 2020

Fascistas ameaçam o Supremo com uma Marcha. E 10 mil vidas perdidas... u...

Ministros do STF estão indignados com reunião-circo de Bolsonaro


Dias Toffoli reclamou em tom duro com Bolsonaro ao fim da reunião armada de surpresa pelo governo para pressionar o STF pelo fim da política de isolamento social de Estados e Municípios. Reunião foi transmitida ao vivo pelas redes de Bolsonaro sem prévio aviso. Clima é de profunda irritação e indignação na Corte

7 de maio de 2020, 13:11 h Atualizado em 7 de maio de 2020, 13:21

(Foto: Reprodução)

 

247 - O clima no STF é de irritação e até indignação com a verdadeira “reunião-circo” que o Palácio do Planalto armou na manhã desta quinta-feira (7) na sede do Supremo Tribunal Federal. Bolsonaro tornou tudo numa verdadeira pantomima, atravessando a Praça dos Três Poderes com um grupo de 15 empresários e ministros liderados por Paulo Guedes para pressionar o STF pelo fim do isolamento social, exigindo que a Corte retire poder dos Estados e Municípios para as medidas de combate à pandemia do coronavírus.

Os ministros do STF foram surpreendidos com a transmissão ao vivo da reunião pelas redes sociais de Jair Bolsonaro, que não foi combinada, segundo o jornalista Valdo Cruz, da GoboNews. A reunião aconteceu num clima de pressão sobre o Supremo. No entanto, Toffoli rejeitou a pressão e disse que o governo federal precisa dialogar com governadores e prefeitos e que deve coordenar as ações com eles.

Bolsonaro evitou olhar para para Toffoli enquanto o presidente do STF falava, na reunião, o que causou irritação ainda maior na Corte. Ao fim da reunião, Toffoli disse a Bolsonaro, segundo Cruz, que estava insatisfeito com a pressão que foi armada de surpresa contra ele e ao STF.

Fonte: https://www.brasil247.com/poder/ministros-do-stf-estao-indignados-com-reuniao-circo-de-bolsonaro

quarta-feira, 6 de maio de 2020

Ministros militares confrontam Celso de Mello e consideram "desrespeito" possibilidade de condução coercitiva


Ministros Augusto Heleno, Braga Neto e Luiz Eduardo Ramos, citados por Sergio Moro em seu depoimento à PF, estudam reação ao ministro do Celso de Mello do STF, que autorizou que eles sejam conduzidos coercitivamente caso se recusem a depor

6 de maio de 2020, 10:24 h Atualizado em 6 de maio de 2020, 14:40

 

247 - Integrantes da ala militar do governo Jair Bolsonaro avaliaram como um “desrespeito” a possibilidade de condução coercitiva, autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello, caso os ministros Augusto Heleno, Braga Neto e Luiz Eduardo Ramos, citados pelo ex-ministro da Justiça Sergio Moro em seu depoimento à Polícia Federal, se recusarem a depor no inquérito que apura interferência política de Bolsonaro na instituição.  Segundo reportagem do blog da jornalista Andréia Sadi, os ministros avaliam reagir publicamente contra Celso de Mello.

Em março de 2016, os militares apoiaram a condução coercitiva de Lula determinada por Sergio Moro, quando o ex-presidente nunca havia se negado a comparecer às convocações da Justiça. Agora, Celso de Mello aventa a possibilidade de condução coercitiva apenas se eles negarem-se ao depoimento -e mesmo assim eles ameaçam reação.

De acordo com a reportagem, os ministros citados na decisão do ministro do STF teriam ficado surpresos com o trecho que ressalta que ‘se as testemunhas que dispõem da prerrogativa fundada no art. 221 do CPP, deixarem de comparecer, sem justa causa, na data por elas previamente ajustada com a autoridade policial federal, perderão tal prerrogativa e, redesignada nova data para seu comparecimento em até 05 (cinco) dias úteis, estarão sujeitas, como qualquer cidadão, não importando o grau hierárquico que ostentem no âmbito da República, à condução coercitiva ou “debaixo de vara”’.

Fonte: https://www.brasil247.com/brasil/citados-por-moro-ministros-militares-avaliam-reacao-sobre-possibilidade-de-conducao-coercitiva

segunda-feira, 4 de maio de 2020

Ministro da Defesa reage ao ato pró-golpe com Bolsonaro: 'Forças Armadas estarão ao lado da lei'


Ministro da Defesa, general Fernando Azevedo, durante evento em Porto Alegre (RS)

© Folhapress / Evandro Leal / Agência Freelancer

Brasil

14:50 04.05.2020(atualizado 15:10 04.05.2020) URL curta

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O ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, se pronunciou no início da tarde desta segunda-feira (4) a respeito do ato pró-golpe militar realizado no domingo (3) em Brasília, e que contou com a presença do presidente Jair Bolsonaro.

Em uma nota divulgada no site do Ministério da Defesa, Azevedo destacou que "as Forças Armadas cumprem a sua missão constitucional", e que a harmonia entre os Três Poderes – Executivo, Legislativo e Judiciário – é fundamental para o Brasil.

"Marinha, Exército e Força Aérea são organismos de Estado, que consideram a independência e a harmonia entre os Poderes imprescindíveis para a governabilidade do país", afirmou.

O ministro lembrou que "a liberdade de expressão é requisito fundamental de um país democrático", mas que "qualquer agressão a profissionais de imprensa é inaceitável", referindo-se às agressões contra profissionais do jornal O Estado de S. Paulo que cobriam o ato.

"O Brasil precisa avançar. Enfrentamos uma pandemia de consequências sanitárias e sociais ainda imprevisíveis, que requer esforço e entendimento de todos. As Forças Armadas estarão sempre ao lado da lei, da ordem, da democracia e da liberdade. Este é o nosso compromisso", concluiu.

O ato realizado em frente ao Palácio do Planalto neste domingo tinha várias faixas pedindo a volta da ditadura militar ao Brasil, e teceu ataques diretos ao Supremo Tribunal Federal (STF), que recentemente impôs derrotas a pleitos de Bolsonaro.

Nos bastidores, generais condenaram a presença do presidente do ato, garantindo que as Forças Armadas não compactuam com atos antidemocráticos como os vistos nos últimos dois finais de semana – em Brasília, ambos contaram com a participação de Bolsonaro.

Fonte: https://br.sputniknews.com/brasil/2020050415536471-ministro-da-defesa-reage-ao-ato-pro-golpe-com-bolsonaro-forcas-armadas-estarao-ao-lado-da-lei/

Bancada do PT repudia uso de violência contra profissionais da imprensa


O líder da Bancada do PT, deputado Enio Verri (PR), em nota oficial repudia o uso da violência como instrumento político, como ficou evidenciado neste domingo (3), em frente ao Palácio do Planalto, com as agressões aos profissionais da imprensa, praticadas por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro. “Nós, do PT, reafirmamos nosso compromisso contra todas as formas de violência e em defesa da vida, bem como em defesa de uma imprensa livre – pilar fundamental dos regimes democráticos”, afirma.

Leia a íntegra da nota

Bancada do PT defende liberdade de imprensa

A Bancada do Partido dos Trabalhadores na Câmara dos Deputados repudia o uso da violência como instrumento político, como ficou evidenciado neste domingo (3), em frente ao Palácio do Planalto, com as agressões aos profissionais da imprensa, praticadas por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro.

Os profissionais apenas realizavam a cobertura de mais uma manifestação de caráter autoritário, com a presença do presidente da República, concentrada em ataques aos governadores e ameaças ao Congresso Nacional e ao Supremo Tribunal Federal.

No Dia da Liberdade de Imprensa, com 6.777 mortos no País em decorrência da pandemia de coronavírus, nós, do PT, reafirmamos nosso compromisso contra todas as formas de violência e em defesa da vida, bem como em defesa de uma imprensa livre – pilar fundamental dos regimes democráticos.

Fora, Bolsonaro!

Enio Verri (PR)

Líder da Bancada do PT na Câmara dos Deputados

Bolsonaro volta a atacar instituições do País, desprezando a vida


Foto: Ueslei Marcelino Reuters

Numa nova escalada contra a democracia brasileira e desprezando as recomendações das autoridades sanitárias, o presidente Jair Bolsonaro voltou às ruas para demonstrar que não tem qualquer apreço às instituições democráticas e ao combate à pandemia do coronavírus. Neste domingo (3), Bolsonaro voltou a estimular ataques ao Congresso e ao Supremo Tribunal Federal, diretamente da Praça dos Três Poderes, numa clara ofensa às instituições do País. O Brasil tem agora 6.777 mortes provocadas pelo Covid-19 e 97.929 casos confirmados da doença em todo o país.

O bolsonarismo reuniu neste domingo centenas de pessoas em Brasília, realizando carreata em plena Esplanada dos Ministérios. Jornalistas foram agredidos com chutes, murros e empurrões por bolsonaristas. A ameaça do presidente foi explícita: “Vocês sabem que o povo está conosco, as Forças Armadas ao lado da lei, da ordem, da democracia, liberdade também estão ao nosso lado”, disse Bolsonaro.

“Vamos tocar o barco, peço a Deus que não tenhamos problema nessa semana, porque chegamos no limite, não tem mais conversa, daqui para frente, não só exigiremos, faremos cumprir a Constituição, ela será cumprida a qualquer preço. Amanhã nomeados novo diretor da PF, e o Brasil segue seu rumo”, afirmou. “Não vamos mais admitir interferência, acabou a paciência. Vamos levar o Brasil para frente”, ameaçou.

A presidenta nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PR), rechaçou os ataques à democracia e à imprensa e denunciou o presidente por desprezar as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS) de evitar aglomerações e atentar contra a democracia. “Basta. Não é possível que o jogo da morte e o desprezo pela democracia tenham continuidade a cada final de semana, com o presidente da República ameaçando o Judiciário e o Legislativo, e a horda de fascistas que o apoiam ataca a imprensa e a oposição, tentando calar quem denuncia o arbítrio”, reagiu Gleisi Hoffmann.

Cantilena fascista

“Toda semana, o presidente decide estimular vândalos a usurparem a bandeira nacional, vestirem-se de verde e amarelo e ameaçar o Supremo e o Congresso, arrotando vitupérios contra a oposição e a imprensa”, denunciou. “As Forças Armadas sequer repreendem o vândalo-geral da República e deixam por isso mesmo até o próximo ataque a Rodrigo Maia, Dias Toffoli ou a qualquer outro que discorde dessa cantilena fascista. Basta! Os democratas precisam reagir”.

Gleisi disse que é simbólico que Bolsonaro lance nova ofensiva contra as instituições republicanas na semana em que o mundo relembra os 75 anos das mortes de Adolf Hitler, que se suicidou em 30 de abril de 1945, e Benito Mussolini, morto em praça pública, em Roma, em 28 de abril do mesmo ano. “As instituições e os democratas não podem se curvar ante o fascismo e a escalada do arbítrio, porque a história ensina que o preço que pagamos por não deter o fascismo é a morte e o fim do pluralismo de opiniões. Nessas horas, vale relembrar o poema de Bertold Brecht para deter o fascismo antes que cale a todos”, cobrou.

Os líderes da legenda na Câmara, deputado Enio Verri (PR) e Senado, Rogério Carvalho (SE), criticaram duramente o presidente, assim como o líder da Minoria na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE). “Bolsonaro novamente afronta as instituições democráticas, chama o povo às ruas no meio de uma pandemia colocando a vida dos brasileiros em risco”, criticou o deputado cearense. “Um atentado contra a democracia, mas sobretudo contra a vida e a ciência”, lamentou.

“Bolsonaro volta a promover aglomeração. Afronta instituições democráticas. Acuado com acusações contra ele e sua família, diz esperar não ter problemas na próxima semana, e usa as Forças Armadas como ‘escudo’ para se proteger. Bateu o desespero?”, questionou o líder no Senado.

O senador Humberto Costa (PT-PE) também reagiu: “Bolsonaro volta a apoiar ato contra STF e Congresso e diz que Forças Armadas estão ‘ao lado do povo’. É inaceitável”, criticou. O secretário-geral do PT, deputado Paulo Teixeira (SP), também atacou a ofensiva do presidente da República. “Chegamos no limite. Não há mais como um criminoso permanecer na Presidência da República”, denunciou.

E o líder da Minoria no Congresso Nacional, deputado Carlos Zarattini (PT-SP), afirmou que mais uma vez Bolsonaro participa de atos antidemocráticos que atacam o Congresso e o STF. “A verdade é que o presidente segue testando as instituições e criando clima de terror no País. Ou paramos Bolsonaro ou vamos enfrentar dias difíceis na política e na democracia”,  alertou.

Da Agência PT de Notícias

Fonte: https://ptnacamara.org.br/portal/2020/05/03/bolsonaro-volta-a-atacar-instituicoes-do-pais-desprezando-a-vida/