Páginas

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

PRF apreende 212 quilos de maconha

 

As equipes do posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF) de Boa Viagem conseguiram apreender, na manhã de ontem, cerca de 212 quilos de maconha que estavam sendo conduzidos em uma picape roubada, com placas clonadas, que era ocupada por dois homens. De acordo com informações repassadas pelo Plantão da PRF, no início da manhã Fiat Strada foi abordada em uma blitz no quilômetro 208 da BR-020, mas o condutor não atendeu à ordem de parada, empreendendo maior velocidade ao veículo. Imediatamente, os policiais iniciaram uma perseguição, mas os acusados entraram numa estrada secundária e abandonaram o carro em meio a um matagal.
Para surpresa da Polícia, ao ser realizada uma vistoria no veículo foram encontrados diversos pacotes contendo a droga, em sua carroceria, perfazendo 212 quilos. Apesar de todos os esforços dos policiais rodoviários, a dupla conseguiu empreender fuga. Mas a surpresa não ficou apenas com a descoberta da droga, pois ao ser realizado um levantamento completo do chassi, foi verificado que o veículo era roubado e as placas que haviam nele eram clonadas, ou seja, pertencem a um carro de mesma marca e modelo, mas legalmente registrado, em Goiás.
A droga e o veículo foram trazidos para a Superintendência da Polícia Federal (PF), em Fortaleza, onde foi lavrado o auto de apreensão em flagrante na Delegacia de Repressão aos Entorpecentes (DRE). Caberá às equipes daquela especializada realizarem novas investigações, a fim de descobrir a origem da droga e capturar os envolvidos no delito. Isso porque pode ser descoberta uma nova rota de tráfico de maconha para o Ceará, com origem na região Centro-Oeste do País.

Do Blog do Macário Batista

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Folha sai pela tangente e diz que “quase toda a imprensa” apoiou golpe; jornal chamou governo Médici de “respeitável”

 

publicado em 11 de dezembro de 2014 às 9:45

Captura de Tela 2014-12-11 às 09.35.48

Comissão da Verdade desmascara a Folha

Por Altamiro Borges, em seu blog

Os barões da mídia agem como as famiglias mafiosas. Disputam o mercado, mas se unem na defesa da instituição criminosa.

Nesta quarta-feira (10), todos os principais sites de notícias deram destaque para a entrega do relatório final da Comissão da Verdade, que aponta os responsáveis pelas torturas, mortes e desaparecimentos durante o sombrio período da ditadura militar no Brasil.

Nos telejornais, até houve uma postura respeitosa diante da emoção da presidenta Dilma Rousseff, vítima de torturas, que chorou ao receber o relatório. Mas nenhum veículo da mídia monopolista citou uma importante conclusão da Comissão da Verdade: a de que o Grupo Folha apoiou a ditadura militar!

Segundo o relatório, o império midiático da famiglia Frias não deu apenas apoio ideológico ao golpe militar e ao regime facínora dos generais. Ele também deu apoio financeiro e logístico aos golpistas — inclusive cedeu suas caminhonetes para a ação repressiva.

No item sobre a colaboração de civis com o regime militar, elaborado por 11 pesquisadores do grupo de trabalho sobre o Estado Ditatorial-Militar, a Comissão Nacional da Verdade menciona o livro “Cães de guarda: jornalistas e censores, do AI-5 à Constituição de 1988″, da pesquisadora Beatriz Kushnir.

Na página 320, o texto aponta os grupos empresariais que colaboraram com a famigerada Operação Bandeirantes e afirma que “constatou a presença ativa do Grupo Folha no apoio à Oban, seja no apoio editorial explícito no noticiário do jornal Folha da Tarde, seja no uso de caminhonetes da Folha para o cerco e a captura de opositores do regime”.

A ação fascista da famiglia Frias sempre foi denunciada pelas vítimas da ditadura militar.

Em 1971, três caminhonetes da Folha inclusive foram queimadas por militantes de esquerda como forma de protesto. Mas os barões da mídia, como as famiglias mafiosas, preferem esconder este fato histórico.

PS do Viomundo: A decência exigiria dos jornalões que pedissem desculpas por sua atuação antes e durante a ditadura. A Folha prefere fugir de sua responsabilidade.

PS2 do Viomundo: Comentário deixado no Viomundo em 2009 pela leitora Laura, depois que o jornal chamou a ditadura de “ditabranda”:

laura (08/03/2009 – 05:46)
A Folha fornecia suas peruas de distribuição de jornais, as C 14 para levar os presos sob metralhadoras para serem torturados ou morrer no DOI-CODI. Eu fui levada para lá, numa delas, beje. Quando vc via uma perua C 14 sabia que estava sendo perseguido. Essa a contribuição da Folha para a SUA “ditabranda”. Há que falar claramente qual é a “liberdade” da Folha de São Paulo, um jornal que mente.

PS3 do Viomundo: Íntegra do editorial Banditismo, escrito por Octávio Frias de Oliveira depois que a resistência queimou carros da Folha durante o governo Médici, no auge da ditadura que matou, torturou e sumiu com pessoas (grifos nossos):

Banditismo

Publicado em 22 de setembro de 1971

OCTAVIO FRIAS DE OLIVEIRA

A sanha assassina do terrorismo voltou-se contra nós.

Dois carros deste jornal, quando procediam ontem à rotineira entrega de nossas edições, foram assaltados, incendiados e parcialmente destruidos por um bando de criminosos, que afirmaram estar assim agindo em “represalia” a noticias e comentarios estampados em nossas paginas.

Que noticias e que comentarios? Os relativos ao desbaratamento das organizações terroristas, e especialmente à morte recente de um de seus mais notorios cabeças, o ex-capitão Lamarca.

Nada temos a acrescentar ou a tirar ao que publicamos.

Não distinguimos o terrorismo do banditismo. Não há causa que justifique assaltos, assassinios e sequestros, muitos deles praticados com requintes de crueldade.

Quanto aos terroristas, não podemos deixar de caracterizá-los como marginais. O pior tipo de marginais: os que se marginalizam por vontade propria. Os que procuram disfarçar sua marginalidade sob o rotulo de idealismo politico. Os que não hesitaram, pelo exemplo e pelo aliciamento, em lançar na perdição muitos jovens, iludidos, estes sim, na sua ingenuidade ou no seu idealismo.

Desmoralizadas e desarticuladas, as organizações subversivas encontram-se nos estertores da agonia.

Da opinião publica, o terror só recebe repudio. É tão visceralmente contrario às nossas tradições, à nossa formação e à nossa indole, que suas ações são energicamente repelidas pelos brasileiros e por todos quantos vivem neste país.

As ameaças e os ataques do terrorismo não alterarão a nossa linha de conduta.

Como o pior cego é o que não quer ver, o pior do terrorismo é não compreender que no Brasil não há lugar para ele. Nunca houve.

E de maneira especial não há hoje, quando um governo serio, responsavel, respeitavel e com indiscutivel apoio popular, está levando o Brasil pelos seguros caminhos do desenvolvimento com justiça social — realidade que nenhum brasileiro lucido pode negar, e que o mundo todo reconhece e proclama.

O Brasil de nossos dias é um país que deseja e precisa permanecer em paz, para que possa continuar a progredir. Um país onde o odio não viceja, nem há condições para que a violência crie raizes.

Um país, enfim, de onde a subversão — que se alimenta do odio e cultiva a violencia — está sendo definitivamente erradicada, com o decidido apoio do povo e da Imprensa, que reflete os sentimentos deste. Essa mesma Imprensa que os remanescentes do terror querem golpear.

Porque, na verdade, procurando atingir-nos, a subversão visa atingir não apenas este jornal, mas toda a Imprensa deste país, que a desmascara e denuncia seus crimes.

Leia também:

Alípio Freire e Beatriz Kushnir: A Folha e a ditadura

Folha da Tarde: O jornal que matava nas manchetes

Ivan Seixas viu carros da Folha diante de centro de torturas

Luiz Antonio Dias: O papel da Folha e do Estadão no golpe de 64

Frias visitava o DOPS, diz ex-delegado

Beatriz Kushnir: Além de apoiar o golpe, mídia foi colaboracionista

Rose Nogueira: A ficha (verdadeira) da Folha

Beatriz Kushnir: Quem eram os cães de guarda

Ivan Seixas: Otavião tinha medo de ser fuzilado

Beatriz Kushnir: Como a mídia colaborou com a ditadura

http://www.viomundo.com.br/denuncias/folha-sai-pela-tangente-e-diz-quase-toda-imprensa-apoiou-golpe-militar.html

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

No dia D de Dilma, TRE rejeita contas de Alckmin

 

:

Quando todas as atenções estão voltadas para a prestação de contas da campanha presidencial e para o voto do ministro Gilmar Mendes, relator das contas da presidente reeleita Dilma Rousseff, a surpresa veio de São Paulo; por 5 votos 1, o Tribunal Regional Eleitoral rejeitou as contas do governador reeleito Geraldo Alckmin; segundo o tribunal, na primeira parcial, deixaram de ser computados cerca de R$ 900 mil; na segunda, faltaram R$ 9 milhões; o advogado da campanha de Alckmin, Ricardo Penteado, vai recorrer da decisão; governador tucano tomará posse e será diplomado mesmo com a rejeição das contas

10 de Dezembro de 2014 às 17:53

SP 247 – O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo rejeitou nesta quarta-feira 10, por cinco votos a um, as contas de campanha do governador reeleito Geraldo Alckmin (PSDB). Na avaliação do Tribunal, houve falhas nas prestações parciais de contas do tucano.

Segundo o TRE, deixaram de ser computados cerca de R$ 900 mil na primeira prestação parcial. Na segunda, faltaram R$ 9 milhões. Os valores, conforme noticia a coluna Painel, foram incluídos na declaração final.

A decisão contra o tucano acontece quando todas as atenções estão voltadas para a prestação de contas da campanha presidencial e para o voto do ministro Gilmar Mendes, relator das contas da presidente reeleita Dilma Rousseff.

O governador reeleito será diplomado e tomará posse mesmo com a rejeição das contas. O advogado da campanha estadual do PSDB em São Paulo, Ricardo Penteado, pretende recorrer da decisão.

http://www.brasil247.com/pt/247/sp247/163289/No-dia-D-de-Dilma-TRE-rejeita-contas-de-Alckmin.htm

TSE aprova as contas de Dilma por unanimidade

 

:

Num voto de quase duas horas, o ministro Gilmar Mendes se estendeu além do necessário para apresentar sua posição sobre a prestação de contas da campanha da presidente Dilma Rousseff; ele votou pela aprovação das contas com ressalvas, seguindo a posição defendida pelo Ministério Público Eleitoral, mas cobrou que se investigue todas as supostas irregularidades apresentadas pelos técnicos do Supremo Tribunal Eleitoral, que apresentaram parecer pela desaprovação; ministro disse que não teve "maior prazer" por ter julgado as contas de Dilma e atacou "toda essa gentalha que alimenta esse mundo de intrigas"; ministros o acompanharam e contas foram aprovadas de forma unânime; fim do golpismo?

10 de Dezembro de 2014 às 20:11

Luciano Nascimento - Repórter da Agência Brasil

As contas da campanha da candidata Dilma Rousseff à Presidência da República, presidenta reeleita, foram aprovadas ontem (10), com ressalvas, em sessão extraordinária, pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Por unanimidade (6 votos), os ministros decidiram seguir o voto do relator, ministro Gilmar Mendes. Em seu voto, o ministro ainda fez diversas sugestões para modificar os procedimentos para prestação de contas das campanhas eleitorais.

Durante o julgamento, a defesa de Dilma rebateu as argumentações e disse que seguiu todos os procedimentos para o lançamento de despesas das prestações parciais das contas.

O início do julgamento foi marcado pela manifestação dos ministros Dias Toffoli e Gilmar Mendes que criticaram um pedido do Ministério Público Eleitoral para que a relatoria saísse das mãos de Mendes. Por sorteio, as prestações de contas de campanha de Dilma e do PT foram redistribuídas, a Mendes, no dia 14 de novembro, por determinação do presidente do TSE, ministro Dias Toffoli, em razão do término do mandato do antigo relator da matéria, o ministro Henrique Neves, no dia 13 de novembro.

Toffoli, que preside o TSE, criticou a demora da Presidência da República em indicar o substituto de Neves, e disse que o tribunal foi tratado com “menoscabo”. “Não se pode ter menoscabo com o Poder Judiciário Eleitoral”, disse.

Em seu voto, Mendes rebateu as críticas de que seu parecer seria parcial e que votaria pela rejeição das contas. “Não tive maior prazer em me debruçar sobre estes autos, desejei ardentemente que ficasse com eventual substituto do ministro titular”, disse o ministro que classificou as críticas como “teorias conspiratórias”.

Ao TSE, a campanha de Dilma informou que a candidata arrecadou cerca de R$ 350 milhões. O valor arrecadado pelo segundo colocado na disputa presidencial, Aécio Neves foi cerca de R$ 229 milhões. Para o presidente do TSE, é preciso haver um teto para os gastos com campanhas eleitorais, sob pena de interferência do poder econômica no processo eleitoral. Toffoli citou países como a França e Espanha cujas legislações limitam os montantes a ser gastos nas campanhas.

“Para que se tenha uma possibilidade mínima de equanimidade entre os candidatos. Isto é mais urgente do que [tratar] da limitação da doação de pessoas físicas e jurídicas e do financiamento público exclusivo”, disse o ministro, que defendeu um limite para as doações de empresas.

Na mesma sessão, O TSE também aprovou com ressalvas as contas do PT, seguindo o voto do relator, ministro Gilmar Mendes.

Leia, abaixo, reportagem anterior do 247

247 - O pleno do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) julgou na noite desta quarta-feira (10) a prestação de contas da presidente reeleita Dilma Rousseff (PT). O ministro Gilmar Mendes foi o relator. Ele se estendeu por duas horas na apresentação do seu voto. Dos técnicos do TSE, ele recebeu parecer para que recusasse a prestação de contas. Do Ministério Público Eleitoral, a orientação foi pela aprovação. Ao final, ministro seguiu posição do MPE e aprovou as contas de Dilma com ressalvas.

Acompanhe como foi a sessão:

Antes de iniciar a discussão sobre a prestação de contas propriamente dita, o presidente da corte, Dias Toffoli, e o relator do processo de prestação, Gilmar Mendes, fizeram duras críticas ao procurador-geral Eleitoral, Eugênio Aragão, e à própria Dilma. Os dois ministros falaram sobre um pedido feito por Aragão e pela campanha de Dilma para que o processo de prestação de contas fosse retirado da relatoria de Gilmar. Ambos alegavam que, com a saída do ministro Henrique Neves, o caso deveria ser distribuído ao seu substituto, Admar Gonzaga.

O presidente do TSE destacou que as regras regimentais não determinam que casos em andamento devam ser distribuídos a substitutos. Ele ainda criticou Dilma por não ter indicado um novo ministro para ocupar a cadeira de Neves.

"A lista tríplice foi enviada para Presidência da República com antecedência de um mês. Essa presidência não deixaria processo de tal envergadura, com prazo tão curto de avaliação. É necessário respeitar o poder Judiciário. [...] A distribuição foi por sorteio."

Toffoli taxou como um "menoscabo" (menosprezo) o fato de Dilma levar tanto tempo para indicar um ministro e garantir a composição integral do TSE. "Estamos somente com seis ministros titulares. Não se pode menoscabo com Poder Judiciário da nação brasileira", disse.

Mendes, por sua vez, disse que outros em outros casos, com a saída de ministros e sorteio dos processos, o Ministério Público Eleitoral não fez pedidos par a troca de relatores. Por isso, questionou se o procurador Eleitoral estaria agindo para defender interesses específicos ou atuando como um advogado de campanha. Disse ainda que, na prática, o que os pedidos queriam era escolher o relator do processo, algo juridicamente inviável.

"Não há notícia nas mesmas condições, observando as normas regimentais, de que a Procuradoria Geral tenha agravado em situação semelhante (...) E por que fez isso? Por que se interessava num processo e não em outro? Estava a defender a ordem jurídica ou estava a defender interesses específicos? E se estiver a defender interesses específicos, está impedido de fazer. Não poderá ter assento aqui. Assuma a postura de advogado. De advogado o candidato não precisa, tem toda essa gama de advogados".

Após as críticas, Toffoli se retirou da sessão e Mendes assumiu a presidência, iniciando a discussão da prestação de contas.

Primeiro, a defesa da campanha petista negou que haja irregularidades. O advogado Arnaldo Versiani explicou que as inconsistências localizadas pelos técnicos do TSE não impedem a aprovação das contas. "As supostas irregularidades nas despesas referem-se a apenas 8% das contas. São relativas a questões estaduais. Toda documentação reclamada apresentamos em pendrive para todos ministros com as comprovações. Sobre as receitas, referem-se a apenas 5% do que foi arrecadado e são recursos que foram transferidos pela candidata e quem recebeu não declarou. Que culpa tem a candidata?", questionou. Ele disse ainda que o limite estipulado para os gastos não foi extrapolado. "Estabelecemos o limite em R$ 380 milhões e a candidatura gastou R$ 350 milhões", informou. O advogado também apontou que existem "inconsistências" no sistema do TSE, que duplicou os valores da prestação de contas. "Se espera a aprovação das contas. Na pior das hipóteses se espera que seja aprovado com ressalva", afirmou.

Em seguida, o representante do Ministério Público, Eugênio Aragão (vice-presidente), disse que foram encontradas "fortes inconsistências" no parecer dos técnicos do TSE. "Fica claro que houve a pressão do tempo. O parecer não tem a consistência de se levado a sério. As supostas inconsistências na prestação de contas referem-se a menos de 10% das contas. Assim sugerimos a aprovação das contas com ressalvas", diz.

O ministro Gilmar Mendes inicia a defesa do seu voto às 20h, lendo uma longa introdução com explicações sobre aprovação e reprovação de contas. Ele afirma que embora existam denúncias ou até mesmo indícios de irregularidades é muito difícil confirmar se houve efetivamente a prática de ilegalidade. "Se o doador prova que doou e se o candidato prova que recebeu, a doação é legal", afirma o ministro, ao tratar de situação hipotética. Gilmar cita análise da prestação de contas de Dilma em 2010, cuja aprovação com ressalvas foi sugerida pelo ministro Marco Aurélio, uma vez que não era possível averiguar, em tempo exíguo, supostas irregularidades.

Gilmar diz que é preciso aperfeiçoar os mecanismos de fiscalização, para que os processos eleitorais sejam "minimamente transparentes". Ele também fala do caso de corrupção envolvendo a Petrobras, ao qual se refere como "lamentável episódio", para justificar sua posição contrária ao financiamento público de campanha.

Ao ler sua posição sobre o parecer do TSE das contas de Dilma, ele aponta problemas na prestação das contas e demonstra concordar com a posição dos técnicos. Ele fala em "irregularidade formal". Sobre a questão dos gastos acima do valor estabelecido, ele diz que esse tema deverá ser tratado futuramente para evitar que haja quebra do teto antes de autorização do TSE. Ele diz que é contra a aplicação de multa contra a campanha de Dilma.

Voto de Gilmar já se aproxima da primeira hora de falação.

"Nem toda irregularidade compromete a aprovação da prestação de contas", afirmou ele, citando legislação eleitoral.

Falando por mais de 75 minutos, Gilmar volta a cobrar mais rigor do TSE na análise das contas parciais visando às eleições de 2016.

O ministro diz que trabalho dos técnicos foi feito com seriedade, mas diz que falhas de pequena relevância não devem postergar o julgamento das contas.

Aos 90 minutos de leitura do seu próprio voto, Gilmar Mendes anuncia que passará a apresentar propostas para o aprimoramento das prestações de contas dos candidatos nas eleições.

Como que se justificando, Mendes elogia mais uma vez o trabalho dos técnicos do TSE.

Depois de Gilmar Mendes, votarão outros cinco ministros (Admar Gonzaga, João Otávio de Noronha, Luciana Lóssio, Maria Thereza de Assis e Luiz Fux).

Em conclusão, ele se manifesta pela aprovação com ressalvas.

"Não tive maior prazer por ter ficado com essas contas, mas não fugi das minha responsabilidades. É preciso dar um passo. O Brasil não começou agora, nem termina agora. Precisamos estar acima de toda essa gentalha que alimenta esse mundo de intrigas", afirmou ele, numa indireta às críticas de que trabalharia contra a aprovação das contas de Dilma.

http://www.brasil247.com/pt/247/poder/163306/TSE-aprova-as-contas-de-Dilma-por-unanimidade.htm

Cassação de Bolsonaro terá agilidade na Câmara

 

VALTER CAMPANATO-ABR            :

Segundo o regimento da casa, quando os autores de um pedido de cassação são parlamentares, a Mesa precisa aprovar previamente o pedido. Mas quando são partidos políticos, o rito dispensa esta instância, indo direto para o Conselho, informa a colunista Tereza Cruvinel; "O movimento pela cassação deve ganhar força. O presidente do PT, Rui Falcão, estava pronto para entrar sozinho com a representação em nome de seu partido quando recebeu a adesão do PC do B, PSB e PSOL", diz ela, que, prevê, ainda, a reação de movimentos feministas; Tereza, no entanto, alerta contra a "turma do deixa disso"

11 de Dezembro de 2014 às 05:24

Por Tereza Cruvinel

A representação do PT, PC do B, PSB e PSOL contra o deputado Jair Bolsonaro, pela inominável agressão à deputada Maria do Rosário, aportará nas próximas horas no Conselho de Ética da Câmara, que examinará o pedido de abertura de processo de cassação por quebra de decoro parlamentar.

Segundo o regimento, quando os autores são parlamentares, a Mesa precisa aprovar previamente o pedido. Mas quando são partidos políticos, o rito dispensa esta instância, indo direto para o Conselho. O presidente da Câmara, Henrique Alves, não terá, portanto, como protelar o andamento da iniciativa, devendo despachá-la para o Conselho nas próximas horas.

Embora a representação dos quatro partidos tenha pedido a pena máxima para os casos de ofensa ao decoro, que é a cassação do mandato, o artigo 10 do Código de Ética Parlamentar admite também penalidades mais brandas, dependendo do grau da infração. São elas a censura, verbal ou escrita, a suspensão das prerrogativas regimentais por até seis meses e a suspensão do mandato por até seis meses. Uma turma do “deixa disso” já vem defendendo punição mais branda, como a suspensão do mandato por seis meses em vez da cassação. É pouco para quem admitiu que estupra ou pode estuprar, para um representante do povo para quem algumas mulheres merecem ser estuprada.s

O movimento pela cassação deve ganhar força. O presidente do PT, Rui Falcão, estava pronto para entrar sozinho com a representação em nome de seu partido quando recebeu a adesão do PC do B, PSB e PSOL. A bancada feminina da Câmara e a Procuradoria da Mulher repudiaram o ataque de Bolsonaro. Espera-se, agora, uma reação externa dos movimentos feministas.

Acesse aqui o blog de Tereza Cruvinel no 247

Lula reage contra a 'criminalização' do PT

 

STUCKERT:

Ao falar no ato programado para deflagrar os preparativos do 5º. Congresso do PT, ex-presidente Lula fez um discurso enérgico em defesa do PT; “se hoje existe investigação, foi porque o PT criou os instrumentos para combater a corrupção neste país”, disse ele; em seguida, relacionou quais seriam os verdadeiros "crimes" do PT para elite; “Ah, o PT cometeu o crime de criar politicas que permitiram o reconhecimento internacional de que a fome neste pais acabou. O PT cometeu também o crime imperdoável de ter promovido a maior transferência de renda de todos os tempos através dos aumentos do salário-mínimo. E também cometeu o crime horrível de abrir as portas das universidades para os que nunca sonharam chegar lá. Mas o crime realmente imperdoável foi o fato de a Dilma ter sido reeleita. Nós somos o partido que por mais tempo terá governado este pais"

11 de Dezembro de 2014 às 05:19

247 - O ato estava programado para deflagrar os preparativos do 5º. Congresso do PT, em junho, mas acabou sendo uma reação do partido às investidas da oposição contra a presidente Dilma Rousseff – alvo de pregações de impeachment e cassação de diploma – e da responsabilização do PT pela corrupção na Petrobrás. Entre 500 e 600 pessoas lotaram o auditório da LBV, na noite de quarta-feira em Brasília, com o espírito guerreiro de outros tempos, interrompendo os oradores com aplausos e palavras de ordem. Quase todos saíram com um adesivo para colocar no carro: “Dilma, mexeu com ela, mexeu comigo”. Mas foi Lula que incendiou a militância com um discurso enérgico contra o que chamou de “criminalização do partido”.

Afirmando que “se hoje existe investigação, foi porque o PT criou os instrumentos para combater a corrupção neste país”, Lula exortou os militantes a repetirem aos quatro ventos tudo o que foi feito nos governos petistas neste sentido: “A delação premiada é um instrumento criado por nós. A lei foi aperfeiçoada por iniciativa nossa em 2003. O portal da transparência fomos nós que criamos. A Lei do Acesso à Informação fomos nós que aprovamos e implantamos. A Controladoria Geral da República fomos nós que criamos e a ela demos autonomia. O Ministério Público nunca teve tanta autonomia. Nenhum procurador-geral em nossos governos foi chamado de engavetador. A Polícia Federal nunca teve tanto pessoal contratado e tanto equipamento e tantas condições para investigar. A gente reclama das investigações? Não. Nós reclamamos é do esforço para criminalizar o PT, para nos desmoralizar e destruir”.

O ex-presidente lembrou alguns “crimes do PT”: “Ah, o PT cometeu o crime de criar politicas que permitiram o reconhecimento internacional de que a fome neste pais acabou. O PT cometeu também o crime imperdoável de ter promovido a maior transferência de renda de todos os tempos através dos aumentos do salário-mínimo. E também cometeu o crime horrível de abrir as portas das universidades para os que nunca sonharam chegar lá”. E por aí foi, com sua longa lista de “crimes”, antes de concluir. “Mas o crime realmente imperdoável foi o fato de a Dilma ter sido reeleita. Nós somos o partido que por mais tempo terá governado este pais. Quando a Dilma concluir seu mandato, terão sido 16 anos no governo. Mas preparem-se porque a batalha será dura. O momento vai exigir de nós muita força. Por isso temos que dar logo uma demonstração de força e disposição de luta com uma grande festa na posse dela”.

E quando vieram, mais uma vez, os gritos de “Volta Lula”, ele cortou: “Ninguém tem que pensar em 2018. Tem que pensar em primeiro de janeiro de 2015, na posse da presidenta Dilma e na resposta que temos que dar ao país. Ela precisa governar. Vamos repetir aquele refrão: Deixem a mulher trabalhar.”

Ao longo da caminhada nem tudo foram acertos, reconheceu. Mas agora é hora de “reencontrar o sonho e a utopia”, buscar a renovação, a juventude, a energia que impulsionou a campanha no segundo turno, reagindo aos ataques e realizando um Congresso aberto ao debate. Retomando o tema da corrupção, protestou: “Eu não sou melhor do que ninguém mas digo com toda segurança. Nenhum deles é mais honesto do que eu. E no PT, quem não tiver compromisso ético, quem não fizer as coisas direito, tem que deixar o partido imediatamente.”

Antes dele falaram o deputado Geraldo Magela, que organizou o evento, o governador Jaques Wagner e o presidente do partido, Rui Falcão. Todos conclamando a militância a resistir “a toda forma de golpismo”.

http://www.brasil247.com/pt/247/poder/163315/Lula-reage-contra-a-'criminalização'-do-PT.htm

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Janot sugere demissões de diretores da Petrobras

 

:

Procurador-geral da República defendeu uma "eventual substituição" da diretoria da estatal, ainda que os atuais diretores não tenham culpa pelos casos de corrupção investigados pela PF; durante discurso proferido em Conferência Internacional de Combate à Corrupção, em Brasília, Rodrigo Janot afirmou que, como trata-se de uma petroleira com economia mista, com controle da União, é necessário mais rigor e transparência em sua gestão

9 de Dezembro de 2014 às 13:42

RIO DE JANEIRO/BRASÍLIA (Reuters) - Uma "eventual substituição" da diretoria da Petrobras, ainda que os atuais diretores não tenham culpa pelos casos de corrupção investigados na estatal, foi defendida nesta terça-feira pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, durante discurso proferido em Conferência Internacional de Combate à Corrupção, em Brasília.

Ao falar sobre as denúncias de corrupção que envolvem a Petrobras e diversas empreiteras, Janot disse que o país "se vê convulsionado por um escândalo que, como um incêndio de largas proporções, consome a Petrobras e produz chagas que corroem a probidade administrativa e as riquezas da nação".

Para ele, como trata-se de uma petroleira com economia mista, com controle da União, é necessário mais rigor e transparência na sua forma de atuar.

"Esperam-se as reformulações cabíveis, inclusive, sem expiar ou imputar previamente culpa, a eventual substituição de sua diretoria, e trabalho colaborativo com o Ministério Público e demais órgãos de controle", declarou Janot.

O procurador-geral frisou ainda que a resposta àqueles que participaram de atos ilícitos que envolvem a Petrobras será firme, na Justiça brasileira e fora do país.

Ele citou ainda que nos últimos meses foram autorizadas missões de procuradores da República à Suíça e à Holanda, para investigações relacionadas aos casos conhecidos como Lava Jato e SBM Offshore, fornecedora de plataformas para a Petrobras, que teria pago propina a funcionários da estatal para vencer contratos.

Janot disse que outra equipe de procuradores da República irá aos Estados Unidos, em janeiro de 2015, para cooperar com a Securities and Exchange Commission (SEC) e o Departamento de Justiça norte-americano, para aprofundar investigações.

(Por Marta Nogueira; com reportagem adicional de Anthony Boadle)

http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/163134/Janot-sugere-demissões-de-diretores-da-Petrobras.htm

Cardozo rebate Janot: não há razão para afastar diretores

 

:

Ministro da Justiça convocou coletiva e disse que não há indícios de que a presidente da Petrobras, Graça Foster, nem os diretores da estatal tenham cometido algum ato ilícito; "Não há nenhuma razão objetiva para que atuais diretores sejam afastados", afirmou; mais cedo, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, defendeu a demissões de diretores da empresa

9 de Dezembro de 2014 às 18:24

247 – O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, rebateu em coletiva de imprensa nesta terça-feira 9 o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao dizer que não é necessária a substituição da diretoria da Petrobras.

"Não há nenhuma razão objetiva para que atuais diretores sejam afastados", disse Cardozo. Segundo ele, não há indícios de que a presidente da estatal, Graça Foster, nem os diretores tenham cometido algum ato ilícito.

Mais cedo, ao comentar as investigações da Operação Lava Jato, que apura esquema de corrupção em contratos da empresa, Janot defendeu a "eventual substituição" da diretoria, ainda que os atuais diretores não tenham culpa pelas fraudes.

"Esperam-se as reformulações cabíveis, inclusive, sem expiar ou imputar previamente culpa, a eventual substituição de sua diretoria, e trabalho colaborativo com o Ministério Público e demais órgãos de controle", declarou, durante discurso proferido em Conferência Internacional de Combate à Corrupção, em Brasília.

Abaixo, reportagem da Agência Reuters:

Ministro da Justiça diz que governo não vê motivos para substituir diretoria da Petrobras
BRASÍLIA (Reuters) - Após o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ter sugerido a substituição da diretoria da Petrobras (PETR4.SA: Cotações) nesta terça-feira, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, afirmou que o governo confia nos atuais diretores e que a estatal está colaborando com as investigações para apurar denúncias de corrupção.

"O governos tem uma posição muito clara a esse respeito. Em primeiro lugar, nós afirmamos e reafirmamos que não existem quaisquer indícios ou suspeitas que recaiam sobre a pessoa da atual presidente, (Maria das) Graças Foster, e os atuais diretores", disse o ministro a jornalistas.

"É importante também observar que tanto a presidente Graça Foster como os diretores têm colaborado intensamente com as investigações... que não são poucas", acrescentou Cardozo, que convocou a entrevista coletiva para rebater Janot depois de se reunir com a presidente Dilma Rousseff.

A Petrobras está no centro de denúncias de um esquema de corrupção, no qual dinheiro dos contratos da estatal seriam desviados para alimentar o caixa de partidos políticos.

O Ministério Público e a Polícia Federal colhem depoimentos há meses e alguns deles estão sendo feitos por meio de acordo de delação premiada, o que tem impulsionado as investigações e apontado nomes de empreiteiras e políticos que estariam envolvidos.

Mais cedo, durante a Conferência Internacional de Combate à Corrupção, em Brasília, Janot defendeu a "eventual substituição" da diretoria, ainda que seus atuais diretores não estejam envolvidos.

"Esperam-se as reformulações cabíveis, inclusive, sem expiar ou imputar previamente culpa, a eventual substituição de sua diretoria, e trabalho colaborativo com o Ministério Público e demais órgãos de controle", declarou Janot.

Ao falar sobre as denúncias de corrupção que envolvem a Petrobras e diversas empreiteiras, Janot disse que o país "se vê convulsionado por um escândalo que, como um incêndio de largas proporções, consome a Petrobras e produz chagas que corroem a probidade administrativa e as riquezas da nação".

NOVA DIRETORIA

Além de defender a manutenção da atual diretoria e ressaltar a colaboração da estatal com as investigações, Cardozo disse que até esta sexta-feira a Petrobras deve escolher um novo diretor de compliance.

"A diretoria avaliará o momento que será divulgado o nome e o tempo de mandato (do novo diretor)", afirmou o ministro.

Ele ressaltou ainda que a Petrobras está atuando na tentativa de recuperar os recursos desviados e instaurou processos administrativos internos para cada denúncia e compartilhado os resultados com o Ministério Público, com a Controladoria-Geral da União e com o Tribunal de Contas da União.

"Por tudo isso, a posição do governo é que não há nenhuma razão objetiva para que os atuais diretores da Petrobras sejam afastados do comando da empresa. (Eles) têm comandado a empresa e visado auxiliar investigações e criar condições que situações não se repitam na empresa", afirmou.

(Reportagem de Jeferson Ribeiro)

http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/163166/Cardozo-rebate-Janot-não-há-razão-para-afastar-diretores.htm

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Listão de mimos da OAS tem corte de terno para Aécio

 

:

Multipartidário, há desde gravatas até relógios de R$ 10,6 mil no rol de presentes de aniversário feito pela empreiteira OAS para agradar políticos; Aécio Neves, presidente do PSDB, teria ganho um 'corte' de terno; senador Aloysio Nunes confirmou ter recebido gravata; ex-chefe de gabinete da presidência da Petrobras Armando Tripodi (gestão Sergio Gabrielli) foi contemplado com requintado relógio H. Stern; deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) teria merecido porta-relógio de mais de R$ 4 mil

5 de Dezembro de 2014 às 18:43

247 – Um listão com nomes de políticos e os respectivos presentes de aniversário que teriam sido dedicados a eles pela empreiteira OAS – uma das envolvidas na Operação Lava Jato – foi descoberto pela Polícia Federal em um dos computadores da empresa. O rol de mimos, lembranças e presentes caros inclui políticos de diferentes partidos, num arco que vai do presidente do PSDB, Aécio Neves, ao ex-ministro José Dirceu, do PT. Tudo de muito bom gosto e qualidade. A informação foi dada inicialmente pelo site Folha.com .

Um 'corte' de terno teria sido dedicado pela OAS ao presidente do PSDB. Vice de Aécio nas eleições de outubro, o senador Aloysio Nunes confirmou ter ganho uma gravata. Complemento de vestuário do mesmo tipo teria sido remetido ao então ministro da Educação Aloizio Mercadante (PT), que negou ter recebido o presente.

O mimo que mais chama atenção teria sido dado ao chefe do então presidente da Petrobras Sergio Gabrielli, Armando Tripodi. Nada menos que um relógio da marca H. Stern – a mais famosa joalheria brasileira – no valor anotado de R$ 10.619,00.

O deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) teria sido lembrado, em sua data natal, com uma caixa porta-relógio, da mesma H. Stern. E que porta-relógio deve ser, pois o preço marcado no listão da contabilidade extra da OAS é de R$ 4,9 mil.

A ex-chefe do escritório da Presidência da República em São Paulo, Rosemary Noronha, tem seu nome associado a um kit churrasco. O tesoureiro do PT, João Vaccari, seria contemplado com "uma caixa de Pera Manca". Noutra anotação, pelo menos uma garrafa do precioso vinho português foi endereçada ao ex-ministro José Dirceu.

O ex-presidente Lula e a presidente Dilma Rousseff tem seus nomes na lista, mas não associados diretamente a algum presente. Lula tem como associação um "ver com P.Okamoto", nome de seu maior auxiliar no Instituto Lula. Dilma tem o sinal de "ver com J. Fortes", nome ainda não associado a algum personagem da corte brasiliense.

O listão diz muito sobre as relações entre as empreiteiras e o mundo político. E, no limite, por acarretar consequências legais. De acordo com memorando aos clientes distribuído pela banca de advocacia Mattos Filho, ainda em 2013, a aceitação de brindes com valor acima de R$ 100,00 pode acarretar no enquadramento na lei anticorrupção.

http://www.brasil247.com/pt/247/poder/162843/Listão-de-mimos-da-OAS-tem-corte-de-terno-para-Aécio.htm

Esposa de Moro é assessora do vice de Beto Richa

 

:

Rosângela Wolff de Quadros Moro, esposa do do juiz Sérgio Fernando Moro, responsável pela Operação Lava Jato, é assessora jurídica de Flávio José Arns (PSDB), vice-governador do Paraná, Estado administrado pelo tucano Beto Richa

5 de Dezembro de 2014 às 20:05

247 - Rosângela Wolff de Quadros Moro, esposa do do juiz Sérgio Fernando Moro, responsável pela Operação Lava Jato, é assessora jurídica de Flávio José Arns (PSDB), vice-governador do Paraná, Estado administrado pelo tucano Beto Richa.

Flávio Arns é sobrinho de Zilda Arns e de Dom Paulo Evaristo Arns. Zilda foi fundadora e coordenadora internacional da Pastoral da Criança, e Dom Evaristo, arcebispo-emérito de São Paulo.

O vice-governador do Paraná iniciou a carreira política quando se candidatou a deputado federal pelo PSDB, logrando êxito, e sendo reeleito por três vezes seguidas. Em 2001, deixou o PSDB e filiou-se ao PT. Em 2002, foi eleito senador, e em 2006 concorreu ao governo do Paraná, obtendo o terceiro lugar com 9,3% dos votos. Ele voltou ao PSDB e foi eleito vice-governador na chapa de Richa em 2010.

A informação é do portal i9.