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quarta-feira, 5 de novembro de 2014

PMDB será o aliado mais adversário de Dilma

 

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Michel Temer chefiou hoje reunião do comando político da legenda para tentar abafar crise efervescente e anunciou, após o encontro, que o partido pretende enviar ao Congresso sua própria sugestão de reforma política; encontro de políticos eleitos pelo PMDB com vice-presidente ontem revela vontade de barganhar e mágoas abertas no partido em relação do governo; "O PMDB não quer agradar ao governo, mas ao Brasil", disse líder na Câmara Eduardo Cunha, favorito para presidir a Casa; "Temos de arrancar tudo dela (presidente Dilma Rousseff) se formos mesmo participar do segundo mandato", disse governador André Puccinelli, do Mato Grosso do Sul; quem tem esses amigos, ainda precisa de inimigos?

5 de Novembro de 2014 às 17:32

247 – O PMDB não quer mesmo ter uma convivência tranquila com a presidente Dilma Rousseff durante o segundo mandato dela, a partir de 1º de janeiro. O que já era um grande indício se tornou uma certeza desde a noite de ontem, quando o vice-presidente Michel Temer reuniu para um jantar de confraternização, no Palácio do Jaburu, em Brasília, mais de cem políticos eleitos pela legenda. A ideia era mostrar algum tipo de união em torno do governo que, afinal, tem no próprio Temer seu maior representante na administração federal, mas a ideia não deu certo.

Os jornalistas que cobriram o encontro saíram repletos de afirmações de confronto direto à presidente Dilma Rousseff. O governador do Mato Grosso do Sul, André Puccineli, cujo candidato à sua sucessão, Nelsinho Trad, ficou em terceiro lugar na disputa pelo governador estadual, era um dos mais agressivos. Chamando a presidente por "essa mulher", ele passou o jantar dando como recado principal a efetivação da prática política do famoso 'toma-lá-dá-cá'.

- Se formos mesmo participar desse segundo mandato, temos de tirar tudo o que pudermos dela, disse ele.

Explica-se: a eleição no MS foi vencida pelo tucano Reinaldo Azambuja, com o petista Delcídio Amaral em segundo lugar. O PMDB, assim, deixou o poder para se tornar a segunda força no Estado.

Em alta entre os deputados federais, na condição de favorito à disputa pela presidência da Câmara dos Deputados, o líder Eduardo Cunha avisava, desde a entrada, que não vai mesmo assumir qualquer compromisso com a sustentação política da nova gestão de Dilma:

- O PMDB não está aí para agradar ao governo, mas para agradar o Brasil, correspondendo às expectativas dos nossos eleitores, disse ele à entrada do jantar.

Até mesmo o ex-líder do governo no Senado Eduardo Braga, que perdeu a eleição para o governo do Amazonas, mostrou as garras contra o PT, partido que responsabilizou por sua derrota no Estado. De acordo com o jornalista Josias de Souza, do jornal Folha de S. Paulo, até mesmo o ex-ministro Eliseu Padilha, cotado para ocupar algum ministério na hipótese de uma sequência natural da aliança que elegeu a chapa Dilma-Temer parecia declinar antecipadamente de um convite:

- Não conseguirei nomear nem o cara que serve o cafezinho, disse ele, despertando gargalhadas entre os colegas.

Hoje, em novo esforço para dar um mínimo aspecto de coesão entre seu partido e a presidente eleita, Temer chefiou a reunião do comando político da legenda. Uma de suas missões será evitar uma trombada de frente do partido com o plano anunciado por Dilma de promover uma reforma política por meio de um plebiscito. No máximo, os chefes do PMDB aceitarão, em tese, um referendo.

O jantar do Jaburu, prevaleceu a avaliação de que o signo de 2015 será de permanentes embates políticos entre o Executivo e o Legislativo, tornando as dificuldades políticas do primeiro mandato como café pequeno, para ficar na imagem de Padilha, para presidente.

Enxergando a montanha de dificuldades que surgem pela frente, políticos como o ex-presidente Lula e o atual governador do Ceará, Cid Gomes, sugerem que o PT articule uma frente de partidos de esquerda no Congresso para tentar se contrapor ao rolo compressos peemedebista. A aliança de quatro anos que se repetiu para a eleição de 2014 nunca esteve tão frágil como agora.

Abaixo, reportagem da Agência Brasil sobre declaração de Temer após a reunião do Conselho Nacional do PMDB:

PMDB apresentará texto próprio de reforma política no ano que vem

Karine Melo – Até o início do ano que vem, o PMDB pretende enviar ao Congresso Nacional uma sugestão de reforma política. A informação foi dada nesta quarta-feira (5) pelo vice-presidente da República e presidente nacional do partido, Michel Temer, após reunião do Conselho Nacional do PMDB, da qual participaram governadores, prefeitos, parlamentares e líderes da legenda.

"A reforma política, há muito tempo, vem sendo maturada, e acho que agora já amadureceu suficientemente para ser votada no ano que vem. Convenhamos que, se não for votada no ano que vem, ficará difícil votá-la nos anos subsequentes", afirmo Temer. Ele ressaltou que, com isso, o objetivo da legenda é apressar a discussão do tema.

Temer não quis adiantar pontos já acertados da proposta, nem se ela apoiaria um referendo popular, como já defenderam líderes do próprio PMDB, como os presidentes da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (RN), e do Senado, Renan Calheiros (AL).

"Eu, pessoalmente, sou a favor da consulta popular e acho que referendar aquilo que o Congresso fará é uma mistura que a própria Constituição já fez entre a democracia representativa e a democracia direta. Ou seja, ela [sociedade] não teria só a palavra dos representantes populares, mas também a aprovação popular, seria extremamente útil", afirmou.

"O PMDB, como partido, está saindo na frente, está incumbindo um grupo da Fundação Ulysses Guimarães de formalizar um projeto de reforma política que deverá ser aprovado pelo partido e depois encaminhado ao Congresso Nacional , que é o palco próprio para cuidar dessa matéria", disse Temer.

Segundo nota divulgada após reunião do conselho, para a construção dessa proposta, o PMDB quer ouvir a sociedade civil "na maior horizontalidade possível. Na lista estão acadêmicos, especialistas, lideranças sociais, representantes institucionais e diversos atores do setor produtivo.

http://www.brasil247.com/pt/247/poder/159531/PMDB-será-o-aliado-mais-adversário-de-Dilma.htm

Agenor Neto e Neto Nunes são condenados por desvio de dinheiro público

 

Anderson Pires
jornalismo@cearanews7.com.br

Agenor Neto (PMDB), deputado estadual eleito no último mês de outubro, poderá não assumir a cadeira na Assembleia Legislativa do Ceará. O ex-prefeito de Iguatu está na lista dos condenados que tiveram os direitos políticos suspensos por ordem da Justiça Federal, em um processo que apurou o desvio de verbas da Fundação Nacional de Saúde (FUNASA). O esquema, denunciado pelo Ministério Público Federa (MPF), envolvia R$ 2.231.278,00 em recursos do convênio, assinado em 2001, entre a instituição e a Prefeitura de Icó, que tinha como objetivo a construção de Sistemas de Abastecimentos de Água em várias comunidades do município. Neto Nunes (PMDB), hoje deputado estadual, comandava o Executivo local à época e também foi apontado como um dos responsáveis pelo crime de Improbidade Administrativa.
De acordo com a denúncia, a empresa CGA - Construtora Gomes de Araújo LTDA, que tem Agenor Neto como sócio-gerente, foi contrata por Neto Nunes para cumprir as metas do acordo com a FUNASA. Com o final do prazo do convênio, a gestão municipal não apresentou a documentação necessária para a prestação de contas das obras. Levantadas as suspeitas de irregularidades na execução do contrato, a FUNASA realizou uma inspeção e constatou que, mesmo a empresa tendo recebido integralmente os valores previstos, sequer a metade das metas do acordo foram executadas.
Em sua defesa, Agenor Neto alegou ter deixado o quadro social da CGA - Construtora quando assumiu mandato como deputado estadual, em 2003, não podendo ser responsabilizado por qualquer ação delituosa da contratada. No entanto, documentos comprovaram que ele, mesmo cumprindo expediente na Assembleia Legislativa, ainda assinava cheques como administrador da empresa.
Os advogados da construtora sustentaram que a CGA deu destinação correta ao montante de recursos públicos. As pendências identificadas pela FUNASA deram-se por conta da falta de repasse dos recursos pela Prefeitura de Icó.
Neto Nunes, que era o chefe do Executivo, pediu o arquivamento do processo alegando não se aplicar aos agentes políticos as regras da Lei de Improbidade Administrativa, sujeitos que estão, exclusivamente, ao regime de crime de responsabilidade. Ele anunciou ainda que apresentaria recurso junto ao Supremo Tribunal Federal, já que não houve má-fé no ato ou enriquecimento dos envolvidos com desvio do dinheiro público. O ex-prefeito também questionou a veracidade das informações do laudo apresentado pela FUNASA.
No entanto, para a Justiça, nenhum dos argumentos apresentados foi capaz de rebater as vastas provas documentais do inquérito. A não apresentação da prestação de contas do convênio pela Prefeitura, a realização de apenas 47,92% do plano de trabalho acordado com a FUNASA, as ações executadas com péssima qualidade, pondo, inclusive, a saúde da população em risco, e a apresentação de obras realizadas por outros órgãos como sendo parte do contrato são algumas das constatações que serviram como base para a condenação dos envolvidos por crime de Improbidade Administrativa.
No despacho do juiz federal João Batista Martins Prata Braga, da 25ª Vara da Justiça Federal, Francisco Leite Guimarães Nunes (Neto Nunes) foi condenado à perda da função pública e teve seus direitos políticos suspensos por cinco anos, além de multa no valor de R$ 437.715,26.
Agenor Gomes de Araújo Neto (Agenor Neto) também teve seus direitos políticos suspensos por cinco anos e terá que pagar R$ 437.715,26 de multa. O deputado eleito ainda ficou proibido de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais pelo prazo de cinco anos.
Já a CGA - Construtora Gomes de Araújo Ltda está proibida de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais pelo prazo de cinco anos.
Todos os dados do processo foram encaminhados ao Tribunal Regional Eleitoral para fins de suspensão dos direitos políticos dos condenados. O Conselho Nacional de Justiça também recebeu uma cópia dos autos para cadastro junto ao sistema de acompanhamento de processos referentes a crimes contra a Administração Pública.

http://www.cearanews7.com.br/ver-noticia.asp?cod=21753

Campanha de Marina não inclui avião em prestação

 

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5 de Novembro de 2014 às 05:10

247 – Derrotada no 1° turno das eleições à Presidência, Marina Silva (PSB) arrecadou R$ 62 milhões durante a campanha e terminou a disputa sem dívidas.

O balanço foi divulgado nesta terça (4) pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e inclui também o período em que o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, morto em agosto, era o candidato do PSB.

No entanto, a prestação não cita o pagamento do jato que caiu em Santos (SP), matando Campos e mais seis pessoas da coligação. O uso do avião é alvo de investigação da Polícia Federal e do Ministério Público.

Brasil 247

TSE nega pedido do PSDB para auditar eleição

 

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4 de Novembro de 2014 às 23:31

André Richter – Repórter da Agência Brasil

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou hoje (4) pedido do PSDB para a criação de uma comissão a fim de auditar o resultado das eleições presidenciais. O tribunal, no entanto, autorizou o partido a ter acesso aos arquivos eletrônicos e demais documentos referentes à totalização dos votos. O plenário seguiu o voto do presidente do TSE, Dias Toffoli. Ele ressaltou que todos os procedimentos deferidos constam em resoluções da corte que tratam da transparência do processo eleitoral e estavam disponíveis antes da eleição.

Em seu voto, Toffoli disse que o partido não apresentou indícios de fraude e limitou-se a relatar a descrença de algumas pessoas no resultado da votação. Apesar de autorizar os procedimentos, o presidente garantiu a transparência das eleições e ressaltou que o desenvolvimento dos programas usados na apuração das urnas esteve a disposição, desde abril, de todos os partidos políticos, do Ministério Público Eleitoral (MPE) e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), desde o momento em que começaram a ser elaborados. Sobre a criação de uma comissão para auditar os resultados, o presidente rejeitou o pedido, formulado por um delegado do partido, pessoa sem legitimidade perante o TSE.

Apesar da unanimidade formada no plenário, o ministro Gilmar Mendes defendeu que a Justiça Eleitoral acabe com suspeitas de fraude no resultado nas eleições, mesmo que sejam descabidas e levantadas por meio das redes sociais. Segundo o ministro, o pedido do PSDB contribui para a pacificação do assunto.

Durante o julgamento, Mendes disse que a insegurança também é provocada por declarações de autoridades públicas. O ministro citou uma frase dita pela presidenta Dilma Rousseff, em 2013, um ano antes do período eleitoral. “Eu não cometo nenhuma imprecisão ao lembrar a declaração da presidenta Dilma que diz ‘a gente faz o diabo quando é hora de eleição’. A gente pode entender essa expressão de várias formas. Mas, fazer o diabo tem uma carga figurativa muito grande. Será que fazer o diabo significa que é capaz até de fraudar a eleição? Vejam a responsabilidade de pessoas que ficam a falar bobagem, inclusive em campanha eleitoral. Veja o peso que isso tem no imaginário das pessoas. O que significa fazer o diabo na eleição? “, disse Gilmar.

A frase da presidenta foi dita em março de 2013, em João Pessoa (PB), durante a entrega de casas e retroescavadeiras a municípios da Paraíba. Na ocasião, Dilma disse que os recursos do governo federal são liberados de acordo com a necessidade da população e não por critérios políticos. “Nós podemos disputar eleição, nós podemos brigar na eleição, nós podemos fazer o diabo quando é hora da eleição. Agora, quando a gente está no exercício do mandato, nós temos de nos respeitar, porque fomos eleitos pelo voto direto do povo brasileiro. O governo não tem nenhuma justificativa para perseguir que não é do esmo partido dele. “

No pedido de auditoria, protocolado na semana passada, o PSDB diz ter “absoluta confiança” de que o tribunal garantiu a segurança do pleito, mas pretende tranquilizar eleitores que levantaram, por meio das redes sociais, dúvidas em relação à lisura da apuração dos votos. O partido solicitou que o TSE crie uma comissão formada por integrantes dos partidos políticos para fiscalizar todo o processo eleitoral, desde a captação até a totalização dos votos.

Brasil 247

Conta tucano

 

Investigações revelam que o ex-caixa de campanha do PSDB movimentou US$ 56 milhões por intermédio de contas no Banestado dos EUA
Amaury Ribeiro Jr. ? Foz do Iguaçu, Sônia Filgueiras e Weiller Diniz

Documentos a que ISTOÉ teve acesso começam a esclarecer por que o laudo de exame financeiro nº 675/2002, elaborado pelos peritos criminais da PF Renato Rodrigues Barbosa, Eurico Montenegro e Emanuel Coelho, ficou engavetado nos últimos seis meses do governo FHC, quando a instituição era comandada por Agílio Monteiro e Itanor Carneiro. Nas 1.057 páginas que detalham todas as remessas feitas por doleiros por intermédio da agência do banco Banestado em Nova York está documentado o caminho que o caixa de campanha de FHC e do então candidato José Serra, Ricardo Sérgio Oliveira, usou
para enviar US$ 56 milhões ao Exterior entre 1996 e 1997. O laudo
dos peritos mostra que, nas suas operações, o tesoureiro utilizava
o doleiro Alberto Youssef, também contratado por Fernandinho Beira-
Mar para remeter dinheiro sujo do narcotráfico para o Exterior. Os peritos descobriram que todo o dinheiro enviado por Ricardo Sérgio ia parar na camuflada conta número 310035, no banco Chase Manhattan também em Nova York (hoje JP Morgan Chase), batizada com o intrigante nome “Tucano”. De acordo com documentos obtidos por ISTOÉ, em apenas dois dias – 15 e 16 de outubro de 1996 – a Tucano recebeu
US$ 1,5 milhão. A papelada reunida pelos peritos indica que o nome
dado à conta não é uma casualidade.

Os dois responsáveis pela administração da dinheirama, segundo a perícia, são figurinhas carimbadas nos principais escândalos envolvendo o processo de privatização das teles e auxiliares diretos de Ricardo Sérgio: João Bosco Madeiro da Costa, ex-diretor da Previ (o fundo de pensão do Banco do Brasil) e ex-assessor do caixa tucano na diretoria internacional do BB, e o advogado americano David Spencer. A perícia revela ainda que Spencer é procurador de Ricardo Sérgio em vários paraísos fiscais. Ao perseguir a trilha do dinheiro, os peritos descobriram que os milhões de Ricardo Sérgio deixavam o País por intermédio de uma rede de laranjas paraguaios e uruguaios contratados por Youssef e eram depositados na conta 1461-9, na agência do Banestado em Nova York antes de pousar na emplumada Tucano, que contava com uma proteção especial para dificultar sua localização. Ela estava registrada dentro de outra conta no Chase em nome da empresa Beacon Hill Service Corporation. De lá, o dinheiro era distribuído para contas de Ricardo Sérgio e de João Bosco em paraísos fiscais no Caribe.

A perícia traz outras provas contundentes. A PF conseguiu comprovar que parte do dinheiro enviado por intermédio do Banestado retornou ao Brasil para concretizar negócios desse mesmo grupo. Segundo o laudo, o dinheiro voltava embarcado em uma conta-ônibus junto com recursos de várias offshores (empresas em paraísos fiscais com proprietários sigilosos) operada pelo próprio João Bosco. Os peritos conseguiram, por exemplo, identificar o retorno de US$ 2 milhões utilizados para comprar um apartamento de luxo no Rio de Janeiro em nome da Rio Trading, uma empresa instalada nas Ilhas Virgens Britânicas. Foram rastreados também imóveis em nome da Antar, sediada no mesmo paraíso, em nome de Ronaldo de Souza, que, segundo a PF, é sócio, procurador e testa-de-ferro de Ricardo Sérgio. Pelas características dos depósitos, que eram frequentes, suspeita-se que, por esse mesmo duto de lavagem, também passaram contribuições de campanha. Além disso, Youssef tinha em sua carteira principalmente dois tipos de clientes: narcotraficantes e políticos. O laudo concluiu ainda que Ricardo Sérgio, enquanto ocupava o cargo de diretor internacional do BB, ajudou a montar o esquema bancário que operava com dinheiro de doleiros na fronteira, depois transferido para a agência nova-iorquina do Banestado.

Os documentos anexados ao laudo provam o envolvimento do advogado e procurador de Ricardo Sérgio, David Spencer, na abertura
e movimentação da conta 1461-9, em nome da empresa June International Corporation. Um ofício do gerente do Banestado, Ercio Santos, encaminhado ao doleiro Youssef em 20 de agosto de 1996, atribui a Spencer a responsabilidade pela abertura da conta. “Segue
cópia dos documentos referentes à abertura da June, em 8 de agosto
de 1996. Recebemos hoje do David Spencer”, diz a primeira linha da correspondência na qual Ercio informa Youssef a respeito dos procedimentos para movimentação da conta. Na carta, Youssef é
tratado intimamente por “Beto” e, ao se despedir, o gerente manda
“um grande abraço”. Ercio Santos sabia que mexia com dinheiro sujo. Informa, no documento, que preferiu não enviar selo da June por malote para não chamar a atenção. O selo, uma espécie de carimbo metálico, traz a identificação da empresa no paraíso fiscal onde foi instalada. A perícia comprovou também que, além do dinheiro do tucanato, Spencer ajudou a lavar recursos desviados do Banco Noroeste e do Nacional. Casado com uma brasileira, o americano conheceu Ricardo Sérgio no Brasil quando o ex-diretor do BB ocupava um cargo de direção no Citibank. Por falar português fluentemente, tornou-se advogado
de banqueiros brasileiros no Exterior.

Como procurador de Ricardo Sérgio, conforme o relatório, Spencer abriu em 1989 a empresa Andover International Corporation nas Ilhas Virgens Britânicas. Spencer – que era também tabelião em Nova York – tinha respaldo legal para fechar as compras de imóveis no Brasil em nome das empresas offshore de Ricardo Sérgio e sua turma, mantendo os nomes dos verdadeiros donos em sigilo. Em uma dessas operações em 1989, por exemplo, Spencer lavrou uma procuração em nome do engenheiro Roberto Visneviski, outro sócio do tesoureiro tucano, para representar a empresa Andover na compra de um conjunto de salas na avenida Paulista, avaliado em R$ 1 milhão. Para especialistas em lavagem de dinheiro, a operação é suspeita porque Visneviski assina duas vezes a transação: como vendedor e como comprador. “Obviamente, a Andover é do próprio Ricardo Sérgio. Foi uma operação clássica de internação de dinheiro”, avalia o jurista Heleno Torres, um especialista na investigação de operações de lavagem. Essa é apenas uma das 137 contas que já estão periciadas nos inquéritos. Por elas trafegaram US$ 30 bilhões. A polícia calcula que mais de 90% dessa montanha de dinheiro é ilegal, mais da metade resultado de sonegação de impostos através de caixa 2.

Reação – As denúncias publicadas na última edição de ISTOÉ que revelaram a sangria via Banestado caíram como uma bomba dentro do governo. Já no sábado 1º, um assessor direto do ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, procurou o diretor-geral da Polícia Federal, Paulo Lacerda, pedindo informações sobre o laudo. Depois de conversar com o delegado Antônio Carlos Carvalho de Souza, atual responsável pelo caso, e com os peritos que trabalharam no escândalo, Lacerda comandou o reagrupamento de todos os policiais que já participaram da operação. Na quinta-feira 6, o chefe da PF reuniu a equipe e determinou a criação de uma força-tarefa da PF em parceria com o Ministério Público e com a Justiça. Além de Carvalho, o delegado José Francisco Castilho Neto e os peritos Eurico Montenegro e Renato Rodrigues, que buscaram junto ao FBI e organizaram toda a documentação existente hoje no Brasil, estão de volta às investigações. Os três haviam sido colocados na geladeira durante a administração tucana na PF. “É o maior caso de evasão de divisas que eu conheço”, admitiu Lacerda na quinta-feira 6. “Vamos investigar tudo e não cederemos a pressões de qualquer natureza”, adverte o ministro Márcio Thomaz Bastos, antecipando-se a eventuais novos nomes que o dossiê-bomba da PF venha a revelar.

O grupo, reforçado por dois escrivãos, voltará aos EUA nas próximas semanas para buscar os documentos que trazem as movimentações bancárias no biênio 1998-1999. Até agora, o trabalho dos peritos foi um exercício de abnegação. “O número de peritos é pequeno para o volume de informações que está sendo investigado”, diz o presidente da Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais, Roosevelt Júnior. A divulgação do laudo também provocou uma corrida de procuradores que investigam separadamente casos de lavagem em vários Estados. O procurador Guilherme Schelb, que apura outros casos de lavagem, pediu o bloqueio das três contas suíças do contrabandista e traficante foragido João Arcanjo Ribeiro. O procurador Luís Francisco de Souza, que rastreia os passos de Ricardo Sérgio, também quer ter acesso aos laudos produzidos pela PF. O cearense José Gerin não perdeu tempo. Desembarcou em Foz do Iguaçu esta semana para buscar detalhes sobre a quadrilha de doleiros que opera na região Nordeste, entre eles Wilson Roberto Landim, preso há duas semanas, que, pelos documentos, remeteu para o Exterior quase US$ 1 milhão em apenas seis meses.

OS BONS COMPANHEIROS

Principal articulador da formação dos consórcios que disputaram
o leilão das empresas de telecomunicações, o ex-diretor da área internacional do Banco do Brasil, Ricardo Sérgio de Oliveira, saiu
das sombras do tucanato ao ser captado num grampo do BNDES
em que dizia ao ex-ministro Luiz Carlos Mendonça de Barros que
iria conceder uma carta de fiança ao consórcio coordenado pelo
Banco Opportunity. “Estamos agindo no limite da irresponsabilidade”, disse Ricardo Sérgio no grampo.

Depois da revelação, Ricardo Sérgio passou a sofrer uma série de investigações no MP e na PF. Acusado de receber propina de empresas que participaram da privatização, Ricardo Sérgio está sendo investigado também por enriquecimento ilícito.

Ao assumir o cargo em 1994, convidou para chefe de gabinete o seu fiel escudeiro João Bosco Madeiro da Costa. Por indicação do ex-diretor do BB, Madeiro foi posteriormente para o cargo de diretor de investimentos da Previ, o milionário fundo de pensão do BB que participa do controle acionário da maior parte das teles privatizadas. Relatórios da Secretaria de Previdência Complementar, do Ministério da Previdência, revelaram que Madeiro centralizava todo o poder de negociação do fundo com grandes empresas. Segundo o Ministério Público, Madeiro também é suspeito de enriquecimento ilícito.

http://www.istoe.com.br/reportagens/17020_CONTA+TUCANO

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Mino sugere Lula mais perto do Governo

 

O PiG foi acometido de um fanatismo apocalíptico.

O Conversa Afiada reproduz editorial de Mino Carta, extraído da Carta Capital:

A recomendável parceria
Seja ou não candidato do PT para 2018, convém que Lula esteja mais presente na retaguarda da presidenta reeleita

por Mino Carta

Ao entrevistar a presidenta Dilma no domingo 19 de outubro, eu a percebi serena e firme, solitária, contudo, como que perdida naquele imenso Alvorada. Confesso que Brasília me assusta com seus cenários stalinistas-mussolinianos, fruto de uma arquitetura que repele o ser humano, de sorte a isolar cada um em perfeita solidão, mesmo sem dar-se conta deste triste destino.

Reencontrei a presidenta no vídeo, na noite do domingo seguinte, 26, a celebrar a vitória recém-conquistada. Desapareceu a impressão de uma semana antes. Firme, serena, e algo mais, decisivo: a consciência da liderança. E ouvi um discurso de estadista. Não pratico a retórica, apenas a sinceridade.

Muito me tocaram as duas referências emocionadas que do palco Dilma fez a Lula, cujo desempenho na fase final da campanha foi determinante. Creio que a estreita parceria Dilma-Lula nos próximos quatro anos será garantia de êxito, a despeito das dificuldades previsíveis, ao menos na primeira metade do segundo mandato. Geradas tanto pela crise internacional quanto pela situação interna.

Desde a eleição de 2010 até hoje, a discrição do criador em relação à criatura ficou patente aos olhos de todos. Como se o antecessor quisesse deixar a ribalta toda para a sucessora. Não é por acaso que, a partir de 2011, Lula não comparece às festas anuais de CartaCapital, bem como de muitos outros eventos nos quais Dilma surge como personagem principal.

Neste segundo mandato da presidenta, tendo a imaginar que as coisas mudem, a permitir que o extraordinário talento político do ex-presidente aproveite ao previsível empenho na recuperação dos esquecidos e ainda atuais ideais petistas e, em geral, na prática do diálogo proposto por Dilma. Abertura em todas as direções, em busca de um consenso o mais amplo possível.

Minhas dúvidas dizem respeito ao fanatismo do Apocalipse que se estabeleceu nos mais diversos recantos oposicionistas com o apoio frenético da mídia nativa, entregue, até o último instante, à manobra golpista. Esta animosidade feroz conspirou contra a razão, com o nítido resultado de precipitar um tsunami de mentiras e sandices já bem antes do início da campanha eleitoral.

Nunca imaginei que lá pelas tantas recordaria o professor Alexandre Correia. Da boca dele ouvi o ditame intransponível do direito da sua especialidade, o romano: in dubio pro reo. Não há acusação alguma de todas as formuladas pela oposição contra o governo, amparada em provas, inclusive aquelas surgidas das delações premiadas. Trata-se de um processo em andamento com desfecho previsível a médio ou longo prazo. O professor Alexandre, bianco per antico pelo, como diria Dante, ficaria pasmo. E este é apenas um dos exemplos da delirante precipitação oposicionista, alimentada, sobretudo, pelo ódio de classe.

Temo aqui um possível complicador para a ação de um governo que propõe não somente o diálogo, mas também a participação popular por vias diretas. Tudo quanto favorece a democracia apavora a casa-grande. De todo modo, é também por sua capacidade de mediação que Lula é importante na busca da aproximação aos habitantes da área do privilégio. O ex-presidente tem uma tradição como conciliador de interesses aparentemente díspares que vai desde a presidência do sindicato até a Presidência da República.

Não sei se Lula, ao contrário do que divulga impávido um jornalão, pretende ser candidato em 2018. Soa hoje como solução natural e ideal para o PT. Resta ver se ele quer, e como decorrerão os próximos quatro anos. Seria este, em todo caso, um excelente motivo para que Lula estivesse mais presente na retaguarda da presidenta reeleita.

O MUNICÍPIO DE CRUZ TEVE SEMANA AGITADA COM MUITA VIOLENCIA

 

Cruz. O Município de Cruz, situado a 250Km de Fortaleza, Zona do Litoral Extremo Oeste do Estado do Ceará, teve uma semana muito agitada por conta de várias ocorrências registradas nestes dias.

Assassinato. Quarta feira, por volta das 16h, o Condutor de Trilha Danilo foi assassinado no trevo da CE – 085, na entrada de Jijoca de Jericoacoara. Vários disparos foram efetuados por um homem desconhecido. O mesmo estava sendo acusado de vários roubos, assaltos e assassinatos, além de envolvimento com drogas.

Assaltos. Quarta feira, noite, em Cruz, foram tomados de assalto uma moto e uma Hilux.

Acidente. Quinta feira, no final da tarde, um jovem, 16, que trabalhava na Lagoa Azul, de nome Tiago, Garçom, participava de um racha de moto, quando caiu e fraturou a cabeça. Ainda chegou a ser socorrido, mas, faleceu antes de chegar ao hospital de Cruz.

Em Preá, um pescador de 46 anos, transportava um barco em uma carreta quando atingiu a rede elétrica e arrancou o miniposte que caiu sobre a cabeça do pescador causando ferimentos leves.

Atropelamento. Um motoqueiro foi atropelado e morto na CE – 085, na localidade de Lagoa dos Monteiro, Zona Rural do Município de Cruz. Não foi identificado, pois, não era da região e não portava documentos. O corpo foi resgatado pelo IML.

Dr. Lima

Serra depõe na PF sobre cartel do trensalão. Só a Folha deu uma notinha

Apenas a Folha de S.Paulo, com uma notinha de um parágrafo, meia dúzia de linhas se muito, deu a notícia do depoimento do ex-governador e senador tucano eleito por São Paulo, José Serra (PSDB-SP) à Polícia Federal (PF) sobre o cartel de trens – o cartel do trensalão. Por que será? A resposta, todo mundo sabe. Ele e as demais lideranças tucanas são queridinhos da mídia, poupados e ajudados diariamente por ela.

Ao depor na tarde desta 5ª feira (ontem) no inquérito que investiga o cartel de trens que atuou em São Paulo entre 1998 e 2008 – em seu governo e nos dos tucanos Geraldo Alckmin e Mário Covas – o ex-governador e senador eleito negou ter beneficiado empresas. Repetiu o que dissera ao Ministério Público Estadual (MPE-SP) que, ao contrário de favorecer, atuou para diminuir o preço de trens quando foi governador , entre 2007 e o início de 2010 – ele deixou o cargo 8 meses antes do término do mandato.

Serra foi acusado por Nelson Branco Marchetti, executivo da Siemens, em e-mail de 2008 – cujo teor o dirigente da multinacional confirmou à PF – de ter pressionado a multinacional para desistir de recurso judicial que atrasaria a conclusão de uma concorrência da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) vencida pela empresa espanhola CAF.

Executivo confirma pressão; Serra nega

e-mail diz que uma das propostas de Serra era a CAF subcontratar a Siemens para fornecer 30% dos trens. De acordo com Marchetti a pressão sobre a Siemens ocorreu em uma feira de trens em Amsterdã (Holanda). A discussão não foi adiante e a CAF vendeu 40 trens para à CPTM porque, segundo Serra, o preço pago foi dos mais baixos já pagos pela estatal de transportes paulista.

Marchetti é um dos seis executivos da Siemens que assinaram acordo de leniência com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) – o órgão federal antitruste - pelo qual em troca da delação poderá ter uma pena menor por integrar o cartel do trensalão.

Em apuração realizada em São Paulo, o MPE-SP concluiu que Serra não beneficiou a CAF. Sua decisão foi referendada pelo Conselho Superior do Ministério Público (CSMP). O procurador-geral Márcio Elias Rosa concluiu não haver evidências de envolvimento do ex-governador em atos de improbidade administrativa no caso.

Aparelhamento e relação política entre MP e PSDB paulista

Aí voltamos a um ponto que chama atenção em São Paulo: o aparelhamento e a relação política entre o Ministério Público (MP) e o PSDB paulista. Já de longa data. Vários de seus procuradores e promotores depois de deixar os cargos foram ou são secretários dos governos tucanos e/ou se candidataram e elegeram-se deputados pelo PSDB com apoio da máquina tucana estadual.

Ainda agora – hoje, na Folha de S.Paulo – se tem o caso do procurador da República, Rodrigo de Grandis, que vai responder a processo disciplinar aberto pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), que abriu a ação por entender que há indícios de que ele descumpriu dever legal de sua função e pode ter favorecido a multinacional Alstom – também do cartel do trensalão.

De Grandis deixou parado por três anos em suas gavetas o pedido de investigação da Suíça relativo ao caso Alstom. Quando a justiça suíça comunicou que desistira de esperar pela investigação brasileira ele informou que arquivara o pedido em pasta errada e se esquecera da solicitação. O caso De Grandis exemplifica como o corporativismo, ou as relações com o poder levam a impunidade e ao arquivamento, ou a não aceitação de denúncias em decisões políticas de compadrio político.

Fonte: http://www.zedirceu.com.br/serra-depoe-na-pf-sobre-cartel-do-trensalao-so-a-folha-deu-uma-notinha/

Corregedor do TSE afirma: “Não vamos deixar jogar por terra a imagem da Justiça Eleitoral”

 

joaonoronha

O corregedor-geral eleitoral, João Otávio de Noronha, disse nesta sexta-feira (31) considerar “muito negativo” para o processo eleitoral e a imagem do Brasil o pedido do PSDB para que seja realizada uma auditoria no resultado da eleição presidencial.

Responsável por fiscalizar a regularidade dos serviços eleitorais em todo o país, o ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) defendeu o sistema de apuração dos votos e destacou que os candidatos precisam “saber ganhar e perder”.

“Isso é muito negativo para a imagem do processo eleitoral do Brasil. As pessoas têm que saber ganhar e perder. O sistema é seguro, é verificado, checado, auditado. Esse pedido causa uma imagem muito ruim para o país. Acredito que a cúpula do partido não foi consultada”, afirmou.

O pedido de auditoria foi apresentado pelo deputado federal Carlos Sampaio (PSDB-SP), coordenador jurídico da campanha do candidato derrotado à Presidência Aécio Neves. Na peça jurídica, o partido sugere a criação de uma comissão com representantes do tribunal e de partidos para verificar o sistema que apura e faz a contagem dos votos. O tucano argumenta que a confiabilidade da apuração e a infalibilidade da urna eletrônica têm sido questionadas nas redes sociais.

Para viabilizar os trabalhos da comissão que pretende ver criada, o partido requer acesso às cópias dos boletins de urna de todas as sessões eleitorais do país, dos arquivos eletrônicos que compõem a memória de resultados, de cópia eletrônica dos logs originais e completos das urnas eletrônicas, dos arquivos eletrônicos contendo logs detalhados, originais e completos, correspondentes à transmissão e ao recebimento de todos os dados de apuração.

Além disso, o PSDB solicita acesso a todos os registros técnicos sobre a atualização do sistema de operacionalização do segundo turno da eleição presidencial; acesso aos programas de totalização de voto utilizado pelos tribunais regionais eleitorais e o TSE; e acesso aos programas e arquivos de algumas urnas eletrônicas utilizadas na eleição.

De acordo com Noronha, as informações e documentos solicitados pelo PSDB já são disponibilizados aos partidos ou estão acessíveis pela internet. “A maioria dos dados que ele pede está disponibilizado no site. Vamos fornecer tudo”, disse o ministro do TSE.

Ele destacou, porém, que o pedido de criação de uma comissão formada por especialistas e funcionários do TSE precisa ser deliberado pelo tribunal.

“Isso acho que não vamos permitir. Não vejo necessidade. Não vamos deixar jogar por terra a imagem da Justiça Eleitoral. Eu sou corregedor. Você me aponta uma irregularidade e eu irei apurar. Você não pode fazer uma suspeita geral”, declarou.

http://pocos10.com.br/?p=15025

Suíça votará projeto de Bolsa Família no valor de quase R$ 6.000 por pessoa

 

Esse dinheiro deverá ser pago para todos os suíços através do Estado, que coletará essa quantia de impostos

Por Felipe Moreno |16h45 | 17-10-2013

SÃO PAULO - Um projeto de lei na Suíça quer implementar uma uma espécie de Bolsa Família, que garantirá cerca de 2.500 francos suíços mensalmente para todos os habitantes do país - cerca de R$ 6.000. O país votará essa proposta através de um referendo nacional, após uma petição obter 100.000 assinaturas a favor da proposta.

Esse dinheiro deverá ser pago para todos os suíços através do Estado, que coletará essa quantia de impostos. "Isso não tem a ver com dinheiro ou pagamento. Não é contra a pobreza. A razão é expandir a liberdade para todos em pleno século XXI", afirmou Christian Muller ao portal norte-americano CNBC.

A intenção é permitir que as pessoas escolham o que fazer de suas vidas, sem se preocupar com seus futuros financeiros. Além disso, Muller acredita que o país precisa se adaptar a uma nova realidade de avanços tecnológicos e exportação de empregos. Ele cita o programa do Bolsa-Família no Brasil como uma das grandes inspirações.

Suíça tem uma das menores taxas de desemprego do mundo (Getty Images) Suíça tem uma das menores taxas de desemprego do mundo (Getty Images)

Atualmente, a Suíça tem uma das menores taxas de desemprego do mundo, com cerca de 3% de pessoas sem ocupação. Mas a sociedade começa a dar sinais de descontentamento por conta da crescente desigualdade social no país - sobretudo para a usualmente vibrante classe média do pais.

http://www.infomoney.com.br/mercados/noticia/3011949/suica-votara-projeto-bolsa-familia-valor-quase-000-por-pessoa