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domingo, 26 de outubro de 2014

Reeleita, Dilma clama por paz, união e mudanças

 

Ichiro Guerra/ Dilma 13: Caminhada Mulheres de Coração Valente com Dilma <br />Dilma Rousseff na caminhada Mulheres de Coração Valente com Dilma. Duque de Caxias - RJ. Foto: Ichiro Guerra/ Dilma 13

"Agradeço, do fundo do mundo do meu coração, ao militante número 1 das causas do povo brasileiro: o presidente Lula", disse a presidente Dilma Rousseff, em seu discurso da vitória; com as urnas apuradas, ela teve 51,6% dos votos, contra 48,4% de Aécio Neves; "Não acredito que essas eleições tenham dividido o Brasil ao meio. Entendo que elas mobilizaram emoções contraditórias, mas movidas por um sentimento comum: a busca de um futuro melhor"; depois de clamar por paz e união, ela afirmou ainda que resultados apertados nas urnas podem promover mudanças mais rápidas e mais profundas; "sei do poder que cada presidente tem de liderar as grandes causas populares. E eu o farei", disse Dilma, num discurso histórico, de arrepiar, em que ela colocou como prioridade de seu segundo mandato a reforma política

26 de Outubro de 2014 às 20:02

247 - Aos gritos de olê, olê, olá, Dilma foi recebida por militante do PT em São Paulo. Seu primeiro agradecimento foi ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em seguida, ao vice Michel Temer e a sua esposa Marcela. Depois, vieram os presidentes dos partidos que a apoiam, começando por Rui Falcão, do PT.

Eis trechos de sua fala:

"Chegamos ao final de uma disputa que mobilizou todas as forças dessa Nação. Tenho palavras de agradecimento e conclamação. Agradeço a meu vice e aos partidos que sustentaram nossa aliança. Agradeço a cada um e a cada uma dos integrantes dessa militância combativa, que foi a alma e a força dessa vitória. E agradeço a todos os brasileiros e brasileiras.

Agradeço, do fundo do mundo do meu coração, ao militante número 1 das causas do povo brasileiro: o presidente Lula. Conclamo a todos os brasileiros e brasileiras a nos unirmos. Não acredito que essas eleições tenham dividido o Brasil ao meio. Entendo que elas mobilizaram emoções contraditórias, mas movidas por um sentimento comum: a busca de um futuro melhor.

Em lugar de ampliar divergências, creio que é hora de construção de pontes. O calor liberado no fragor da disputa pode ser transformado em energia construtiva de um novo momento no Brasil. Em alguns momentos da história, resultados apertados produziram mudanças mais rápidas e mais amplas. Essa é minha esperança. Aliás, é minha certeza. Esta presidenta aqui está disposta ao diálogo e este é meu primeiro compromisso neste segundo mandato. Toda eleição é uma forma de mudança. Principalmente para nós, que vivemos numa das maiores democracias do mundo.

Quero ser uma presidenta muito melhor do que fui até agora. Quero ser uma pessoa ainda melhor do que tenho me esforçado por ser. A palavra mais dita foi mudança. O tema mais amplamente invocado foi reforma. Estou sendo reconduzida à presidência para realizar as grandes mudanças que a sociedade brasileira exige. Estou pronta a responder a essa convocação. Sei do poder que cada presidente tem de liderar as grandes causas populares. E eu o farei."

Em seguida, Dilma defendeu o plebiscito pela reforma política. "Quero discutir esse tema profundamente com o novo Congresso Nacional e com toda a sociedade brasileira".

Com as urnas apuradas, a presidente Dilma Rousseff teve 51,6% e Aécio Neves 48,4%. Ela venceu no Norte, no Nordeste, em Minas Gerais, no Rio de Janeiro e perdeu em São Paulo.

O resultado é muito semelhante ao da pesquisa Datafolha, que apontou vitória de Dilma por 52% a 48%.

Com a vitória, o Partido dos Trabalhadores, que foi criado em 1980, terá um ciclo de 16 anos no poder.

Abaixo, reportagem da Agência Brasil:

Luana Lourenço e Sabrina Craide – Repórteres da Agência Brasil

Com 97,62% das urnas apuradas, a atual presidenta da República, Dilma Rousseff (PT), tem 51,38% dos votos válidos e está matematicamente reeleita para o cargo. O candidato Aécio Neves (PSDB) tem 48,62% dos votos válidos até o momento.

Mineira de Belo Horizonte, Dilma Rousseff, tem 66 anos, é economista formada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), tem uma filha e um neto. Foi reeleita hoje (26), junto com o vice-presidente Michel Temer (PMDB), com o apoio da coligação formada por PT, PMDB, PDT, PCdoB, PR, PP, PRB, PROS e PSD. No primeiro turno, Dilma ficou em primeiro lugar, com 43.267.668 votos (41,59% dos votos válidos).

Filha de um imigrante búlgaro e de uma professora do interior do Rio de Janeiro, Dilma viveu em Belo Horizonte, capital mineira, até 1970, onde integrou organizações de esquerda, como o Comando de Libertação Nacional (Colina) e a Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares). Foi presa em 1970 pela ditadura militar e passou quase três anos no Presídio Tiradentes, na capital paulista, onde foi torturada.

Em 1973, mudou-se para Porto Alegre, onde construiu sua carreira política. Na capital gaúcha, Dilma dedicou-se à campanha pela anistia, no fim do regime militar, e ajudou a fundar o PDT no estado. Em 1986, assumiu seu primeiro cargo político, o comando da Secretaria da Fazenda de Porto Alegre, convidada pelo então prefeito Alceu Collares.

Com a redemocratização, Dilma participou da campanha de Leonel Brizola à Presidência da República em 1989. No segundo turno, apoiou o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em 1993, Dilma assumiu a Secretaria de Energia, Minas e Comunicação do Rio Grande do Sul, cargo que ocupou nos governos de Alceu Collares (PDT) e Olívio Dutra (PT).

Em 2000, Dilma filiou-se ao PT e, em 2002, foi convidada a compor a equipe de transição entre os governos Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva. Quando Lula assumiu, em janeiro de 2003, Dilma foi nomeada ministra de Minas e Energia, onde comandou a reformulação do marco regulatório do setor. Em 2005, ainda no primeiro governo Lula, Dilma assumiu a chefia da Casa Civil, responsável até então por projetos como o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e o Minha Casa, Minha Vida.

Dilma deixou a Casa Civil em abril de 2010 e, em junho do mesmo ano, teve sua candidatura à Presidência da República oficializada. Venceu sua primeira eleição no segundo turno, contra o candidato do PSDB, José Serra, com mais de 56 milhões de votos.

Em um governo de continuidade, Dilma manteve e ampliou programas sociais da gestão Lula e implantou iniciativas que levaram à redução da pobreza, da fome e da desigualdade. Criou o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) e ampliou programas de empreendedorismo. Também implantou um programa de concessões para obras de infraestrutura e logística, muitas ligadas à realização da Copa do Mundo. Em um governo marcado por episódios de corrupção, Dilma chegou a demitir seis ministros em dez meses, em 2011. A presidenta reeleita também enfrentou problemas com a economia, com queda no ritmo do crescimento do país e avanço da inflação.

Leia, ainda, reportagem da Reuters:

SÃO PAULO (Reuters) - A presidente Dilma Rousseff (PT) foi reeleita neste domingo em uma disputa marcada por reviravoltas e que teve o resultado mais apertado desde a redemocratização, indicando os desafios que ela terá para unir um Brasil que se mostrou dividido nas urnas.

A vitória de Dilma, primeira mulher na Presidência da República, veio principalmente com votos obtidos no Norte e Nordeste, regiões mais pobres do país e onde programas sociais como o Bolsa Família têm ajudado a melhorar a vida de dezenas de milhões de pessoas.

A petista, que garantiu ao seu partido o quarto mandato consecutivo no governo central, terá grandes desafios pela frente, como retomar o crescimento econômico, controlar mais efetivamente a inflação e reconquistar a confiança de empresários e investidores.

Seu governo precisará também dar respostas à sociedade sobre a suposta corrupção na Petrobras e que teria o envolvimento de partidos e políticos da base aliada do governo, que veio à tona durante a campanha e virou tema de embate, porém sem força para mudar de forma significativa o voto de eleitores.

Após 98 por cento da apuração, Dilma tinha 51,45 por cento dos votos válidos, contra 48,55 por cento de Aécio, de acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Restando 1,87 por cento dos votos a serem apurados, é impossível matematicamente para o tucano alcançar a petista.

Dilma tinha 53,3 milhões de votos e Aécio aparecia com 50,3 milhões. Ainda faltavam 2,7 milhões de votos a serem apurados.

A última parcial do TSE apontava para um resultado final agora mais estreito em termos percentuais do que foi a vitória de Fernando Collor de Mello (PRN) contra o petista Luiz Inácio Lula da Silva em 1989, quando o primeiro foi eleito com 53,03 por cento dos votos válidos.

A eleição deste ano foi marcada pela imprevisibilidade, com Dilma tendo visto sua chance de reeleição ameaçada por dois candidatos diferentes ao longo da campanha, primeiro por Marina Silva (PSB), terceira colocada na votação de 5 de outubro, e depois por Aécio.

A trágica morte do presidenciável Eduardo Campos (PSB) em um acidente aéreo em 13 de agosto alçou sua vice na chapa ao topo da corrida presidencial. Marina chegou a abrir 10 pontos de vantagem sobre Dilma em simulação de segundo turno. A ex-senadora e ambientalista, contudo, viu aos poucos suas intenções de voto cederem, em meio aos ataques de seus adversários.

Aécio teve uma votação no primeiro turno bastante acima do que apontavam as pesquisas e apareceu numericamente à frente de Dilma nos primeiros levantamentos do segundo turno, em empate dentro da margem de erro. Mas logo a presidente voltou a aparecer na frente, o que persistiu até a véspera da votação deste domingo.

Além de viradas dramáticas, a disputa deste ano ficará marcada pelos incansáveis ataques entre os principais candidatos e pela crescente radicalização na polarização PT x PSDB, que domina a corrida presidencial há 20 anos.

(Por Cesar Bianconi e Gustavo Bonato)

Brasil 247

Pezão é reeleito com 56% dos votos no Rio

 

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Com 96% das urnas apuradas, o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB), garante a sua reeleição, com 56% dos votos válidos; Marcelo Crivella, do PRB, alcança 43%

26 de Outubro de 2014 às 17:15

247 – Com 96% das urnas apuradas, o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB), garante a sua reeleição, com 56% dos votos válidos. Marcelo Crivella, do PRB, alcança 43%.

Votos brancos somam 3,3%, nulos, 13,9%, e abstenção, 22,3%.

Brasil 247

Marconi é reeleito para o seu 4º mandato em Goiás

 

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Com 92,83% das urnas apuradas em Goiás, o tucano Marconi Perillo está matematicamente eleito com 57,51% dos votos válidos, contra 42,49% de Iris Rezende (PMDB); índice de votos nulos é de 7,53% e de brancos, 2,60%; no primeiro turno, Marconi obteve 45,8% dos votos, contra 28,4% de Iris; abstenção nas 12.202 urnas apuradas até então neste segundo turno é de 21,40%

26 de Outubro de 2014 às 17:37

Goiás247 - Com 92,83% das urnas apuradas em Goiás, o tucano Marconi Perillo está matematicamente eleito em Goiás com 57,51% dos votos válidos, contra 42,49% de Iris Rezende (PMDB). O resultado confirma as projeções de todas as pesquisas divulgadas no Estado, que apontam vitória folgada do tucano com margem de votos válidos variando entre 15% e 20%. O índice de votos nulos é de 7,53% e de brancos, 2,60%. No primeiro turno, Marconi obteve 45,8% dos votos, contra 28,4% de Iris. A abstenção nas 12.202 urnas apuradas até então é de 21,40%. Muitos eleitores aproveitaram o feriado do Aniversário de Goiânia (24 de outubro) para viajar.

Brasil 247

Em busca de uma nação

 

Bruno Peron

O Brasil testemunha um momento de agitação cidadã que se deve ao furor eleitoral e às circunstâncias instáveis e incertas que afligem o país, principalmente a inflação e a insegurança. Levanto, neste texto, o argumento de que nossa busca de uma nação justifica tal energia.

Resultamos de uma imposição institucional que busca a concretização íntima de uma nação. Desse modo, acima da necessidade de encontrar um culpado de nossas mazelas, não deveríamos olhar-nos no espelho como indivíduos senão como comunidades em busca de uma nação.

Por isso, há tantas desavenças entre os discursos programáticos de candidatos a cargos importantes de governo que ora veem o Brasil como credor de participação maior do Estado, ora como de envolvimento maior do mercado. Assim se sintetizam os programas de governo dos dois candidatos à Presidência no segundo turno.

No entanto, a necessidade do Brasil é, antes de qualquer medida, encontrar-se como nação em vias de cidadanizar-se. Neste raciocínio, não tenho dúvida de que o país precisa de uma guinada na maneira em que sua população se instrui para que tomemos o gosto pelo desenvolvimento de arte, cultura e educação.

Logo, num cenário ideal em que os brasileiros valorizemos as artes, as culturas e as educações, teríamos um impulso ao desenvolvimento humano que não partiria primeiramente do Estado ou do mercado. Esse impulso teria origem, portanto, no nosso desejo de progredir e ajudar também aqueles que crescem em nosso meio e em nosso país.

Não imagino, com este argumento, que o Brasil esteja preparado ainda para ser uma potência mundial, como muitos estadistas acreditam. Eles falam de “potências emergentes”, de grupos dos tantos países mais influentes no mundo em que o Brasil apareceria com China e Índia. Contudo, a crise de governabilidade no Brasil lhes passa despercebida.

Talvez um dia tenhamos motivo para ser exemplares. Acredito que esse dia virá, embora haja muito trabalho pela frente. Por enquanto, há que resolver mazelas graves de negligência artística, cultural e educativa que atravancam o país num cenário de atraso econômico (aonde produtos tecnológicos chegam tarde e caros) e de atraso cívico (onde a cidadania se confunde com o ato recatado de votar a cada dois anos).

O ser brasileiro tem sede de transformação e não mediria esforços para fazer sua reforma íntima, cultural e educativa. É preciso, para essa finalidade, que os agentes responsáveis pela instrução olhem o poder como uma ferramenta benéfica para o progresso de uma nação, tal como indiquei no início deste texto, e para a formação de cidadãos.

Por enquanto, vemos que os responsáveis pela orientação de todo o Brasil digladiam-se através dos meios de comunicação como se o poder fosse aquele osso de que nenhum cão raivoso abre mão. A população, enquanto isso, assiste atônita e impotente a tantas impurezas de ânimo.

A função instrutiva no Brasil é extremamente importante para a fase de transição do país a uma nação concreta devido ao número elevado de habitantes sedentos de arte, cultura e educação.

Não tenho dúvida de que, cedo ou tarde, o Brasil encontrará seu caminho diante de tanta incúria e tanta desinformação, mas acredito que a instrução será o primeiro grande passo nessa vereda.

Temos que aprender a unir o útil ao agradável. Assim, aproveitaremos os avanços científicos e tecnológicos a favor do nosso crescimento como cidadãos e do progresso do Brasil em sua consolidação como nação.

http://www.brunoperon.com.br

DIA NACIONAL DO LIVRO

 

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – http://luizcarlosamorim.blogspot.com.br
Pois então o dia 29 de outubro é o Dia Nacional do Livro. Recentemente ainda escrevi sobre o assunto, e então leio nos jornais que não há muito o que comemorar aqui em Santa Catarina, pois as editoras que existem, ainda, lutam com o encalhe de edições inteiras. O índice de aceitação de uma obra publicada por aqui é de um ou dois livros com boa venda ou venda razoável em cada dez. Aliás, foi mencionado, inclusive, que para conseguir que seja vendido, o livro precisa ser indicado para os vestibulares.
Essa coisa de os livros de autores catarinenses, de livros publicados aqui no Estado não venderem, já foi assunto de outra crônica, recentemente. É que os leitores catarinenses, que já não são tão numerosos quanto desejaríamos, preferem ler os best-sellers importados, via de regra. Nossos leitores não prestigiam os autores da terra, eles compram muito pouco os livros de seus conterrâneos. A não ser os catarinenses consagrados em nível nacional, os nomes locais que vendem são poucos.
Aliás, nem os próprios escritores prestigiam muito os seus pares. Então o livro catarinense precisa ser reconhecido pelos leitores, precisam ser adquiridos e lidos, sob pena de, em futuro próximo, não termos mais editoras. E olhem que temos obras de qualidade circulando.
Que esse Dia do Livro sirva para que nós todos, leitores e escritores, reflitamos sobre o futuro da literatura em nosso Estado. Se não houver leitores, os livros não serão mais publicados, pois as editoras não resistirão e cessarão suas atividades, como já vem acontecendo com algumas.
E o livro é o registro da nossa civilização, é a perenidade da palavra, não interessa se ele é tradicional, impresso em papel, ou eletrônico. Um livro fechado, não lido, não existe. O livro só existe quando é lido, quando é recriado pelo leitor.
De maneira que precisamos levar nosso livro até o leitor, precisamos levar nossa obra até o leitor em formação, que está nas escolas, para que tenhamos mais e bons leitores um pouco adiante. Para que possamos comemorar um bom Dia do Livro em anos próximos.

PGR se senta sobre suspeita de doações ilegais a Aécio

 

Há dois anos, a PGR “gurgeliza” a investigação

De Saimon, no twitter

O Conversa Afiada tinha tratado dessa gravíssima suspeita, ao descrever as três investigações a que o Aecioporto terá que responder, derrotado, na segunda feira (27).
Agora, diligente trabalho da Rede Brasil Atual acrescenta valiosas informações:

MPF GUARDA HÁ DOIS ANOS DENÚNCIA DE QUE PSDB MINEIRO RECEBEU DOAÇÕES ILEGAIS
São Paulo – A Procuradoria Geral da República (PGR) analisa há quase dois anos, ainda sem nenhum resultado, denúncia de que o diretório estadual do PSDB em Minas Gerais tenha arrecadado ilegalmente cerca de R$ 166 milhões para financiar campanhas de candidatos a prefeito e vereadores em vários estados do país nas eleições municipais de 2012. Partidos e lideranças políticas regionais – como o ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), morto em 13 de agosto – também teriam sido beneficiados pelos repasses.

O ponto de partida para as investigações é um documento apresentado ao MPF de Minas Gerais em 19 de novembro de 2012 – e que foi REVELADO na última sexta-feira (17) pelo blogue Conversa Afiada. Trata-se de uma carta escrita por Danilo de Castro, que ocupava então a Secretaria de Governo da gestão do governador de Minas Gerais, Antônio Anastasia (PSDB), eleito senador no último dia 5 de outubro. A missiva teria sido redigida a pedido do presidente do PSDB mineiro, o deputado federal Marcus Pestana, também reeleito, e do tesoureiro-adjunto do diretório estadual do partido, Paulo Bregunci. O texto está endereçado ao “senhor senador Aécio Neves da Cunha”, que agora disputa o segundo turno das eleições presidenciais pelo PSDB.

De acordo a assessoria de imprensa da PGR, o inquérito encontra-se no gabinete do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, onde chegou em 29 de novembro de 2012, quando o cargo ainda era ocupado por Roberto Gurgel. Por estar protegido por sigilo de justiça, não há quaisquer outras informações disponíveis sobre o caso – nem mesmo sobre a autenticidade do documento. A cópia colocada à disposição pelo blogue, porém, é idêntica à que tramita pelo MPF. Está assinada por Danilo de Castro e sua firma está reconhecida pelo 7º Ofício de Notas de Belo Horizonte. Teria sido enviada aos procuradores pelo Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Estadual de Minas Gerais (Sindifisco-MG), mas a diretoria da entidade nega participação no evento.

CARTA

“Venho através desta apresentar-lhe o presente relatório dos recursos arrecadados por intermédio das empresas participantes deste consórcio”, escreve Danilo de Castro, que já foi deputado e acaba de exercer as funções de coordenador político da campanha de Pimenta da Veiga (PSDB) ao governo de Minas Gerais nas eleições de 2014. O tucano foi derrotado em primeiro turno pelo ex-ministro e ex-prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel (PT). “E informo que as verbas já foram disponibilizadas para as campanhas dos candidatos concorrentes ao pleito do corrente ano de 2012, conforme demonstro abaixo.”

Danilo de Castro faz, então, uma lista dos supostos doadores e beneficiados pela coleta de dinheiro. Segundo a carta, as verbas foram arrecadadas com 182 empresas e pessoas físicas. São companhias de vários ramos de atividade, da telefonia à saúde, passando por transporte e alimentação, com destaque para mineradoras, como Vale do Rio Doce; siderúrgicas, como Usiminas; e sobretudo empreiteiras, algumas de grande porte, como Camargo Corrêa, Odebrecht, OAS, Queiroz Galvão, Delta, CCR, Mendes Júnior e Andrade Gutierrez, além dos bancos Itaú, Mercantil, Santander, Bradesco, Safra, BMG e Rural. A União Geral dos Trabalhadores (UGT) e outras entidades sindicais também teriam aportado para a vaquinha do PSDB mineiro.

Juntas, continua o documento, elas doaram cerca de R$ 130 milhões aos cofres tucanos de Minas Gerais. O restante – R$ 36,8 milhões – veio de “outras fontes”. O dinheiro teria sido repassado para os seguintes partidos, por meio de representantes citados nominalmente na carta: DEM (R$ 3 milhões), PDT (R$ 1,8 milhão), PMN (R$ 780 mil), PP (R$ 460 mil), PPS (R$ 200 mil), PR (R$ 2,65 milhões), PRB (R$ 400 mil), PRP (R$ 400 mil), PSB (R$ 3,2 milhões), PSC (R$ 860 mil), PSD (R$ 2,6 milhões), PSDB (R$ 5,98 milhões), PSDC (R$ 350 mil), PSL (R$ 300 mil), PTdoB (R$ 450 mil), PTB (R$ 4 milhões), PTC (R$ 400 mil), PTN (R$ 3,5 milhões) e PV (R$ 5,6 milhões).

Mas não foram apenas siglas que se beneficiaram dos aportes. Candidatos à prefeitura de cidades mineiras pelo PSDB e partidos aliados – como Márcio Lacerda (PSB) em Belo Horizonte, beneficiado com R$ 7,5 milhões – também teriam recebido dinheiro. As verbas também teriam ido para 24 candidatos à Câmara Municipal da capital mineira – e para candidatos à prefeitura pelo DEM, PSDB e PSB em 18 capitais. Finalmente, sob a rubrica “outras despesas”, Danilo Castro aponta doações de R$ 2,35 milhões ao senador José Agripino Maia (DEM-RN), que atualmente coordena a campanha de Aécio Neves para a Presidência da República; e para Eduardo Campos (PSB-PE), morto em acidente aéreo durante a campanha presidencial, e que teria recebido R$ 2,5 milhões “conforme determinação” pessoal de Aécio.

DOAÇÕES

A RBA comparou algumas doações discriminadas na carta com a prestação de contas enviada por empresas e partidos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) – o que garante a legalidade dos aportes financeiros para as campanhas do país. Cruzando dados, é possível saber que o Sindicato da Indústria da Construção Pesada no Estado de Minas Gerais (Sicepot-MG), entidade patronal que encabeça a lista, teria doado R$ 8,89 milhões ao PSDB mineiro, mas não declarou oficialmente nenhuma doação à autoridade eleitoral em 2012.

O Consórcio Minas Arena, que teria aportado R$ 4,5 milhões, tampouco aparece no sistema do TSE. O mesmo acontece com muitas das empresas citadas pela carta. Há casos, porém, que aparecem no registro oficial de doações aos comitês partidários, mas com valores diferentes. A Cadar Engenharia e Construções, por exemplo, é apontada por Danilo de Castro como doadora de R$ 700 mil ao diretório estadual tucano, mas surge como fonte de apenas R$ 100 mil no sistema do TSE – e não ao PSDB mineiro, mas ao diretório nacional do PSB.

O diretório estadual do PSDB em Minas Gerais declarou arrecadação de R$ 13,994 milhões para as eleições de 2012. Entre os doadores que aparecem na lista encaminhada a Aécio Neves, alguns também figuram nos registros da autoridade eleitoral. Por exemplo, o Banco BMG, que fez dois aportes no valor total de R$ 370 mil. Na carta, porém, a instituição financeira teria contribuído com R$ 500 mil. O Banco Mercantil, que disse ao TSE ter destinado R$ 225 mil aos tucanos mineiros, é apontado por Danilo de Castro como fonte de R$ 350 mil. A CCR Construções Civis e Rodoviárias legalizou de R$ 150 mil ao diretório estadual do PSDB. Na carta, aparece como provedora de R$ 100 mil.

O presidente do PSDB de Minas Gerais, Marcus Pestana, e a assessoria de imprensa do diretório mineiro foram procurados pela RBA por dois dias para comentar o conteúdo da carta e a investigação da Procuradoria Geral da República. Porém, não foram encontrados nem responderam mensagens.

http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2014/10/24/pgr-se-senta-sobre-suspeita-de-doacoes-ilegais-a-aecio/#.VEsZpThayeU.gmail

Carta Capital: Aécio mamou até 7 anos e ganha mesada até hoje

 

A Revista Carta Capital antecipou sua edição e já está nas bancas com denúncias graves contra o candidato do PSDB à presidência. Segundo a publicação, Aécio teria pilotado um helicóptero bêbado, se recusou a fazer teste do bafômetro, estava drogado, agrediu uma mulher nordestina e, com muita sede depois de uma balada, bebeu toda a água de São Paulo.

A revista diz ainda que fontes seguras afirmam que Aécio é o verdadeiro Heinsenberg. Essas acusações, segundo a publicação, justificam uma pesquisa inédita que aponta Dilma com 548% das intenções de voto.

GOLPE MIDIÁTICO EM PLENO CURSO DA ELEIÇÃO

 

26 de outubro de 2014

por Paulo Moreira Leite

Na hora da votação, a última tentativa para impedir vitória de Dilma, a frente em todas as pesquisas

Os 140 milhões de eleitores brasileiros sairão de casa, hoje, para escolher quem irá governar o país pelos próximos quatro anos. Deveria ser um dia de festa. Não será e todos nós sabemos por que. A vontade da maioria está sob ataque.

O pais vota em pleno curso de um golpe midiático, num esforço sem paralelo para interferir no resultado das eleições desde a democratização.

É preciso retornar a 1989, quando vários golpes sujos — inclusive o depoimento comprado de uma ex-namorada — e um rumor absurdo e criminoso,  divulgado nos últimos dias — a participação de petistas no sequestro do empresário Abílio Diniz  –para se chegar a um exemplo semelhante.

Não custa recordar: empossado sem a legitimidade necessária, num país indignado após tamanha trapaça com seus direitos mais sagrados, Fernando Collor, o candidato vitorioso naquele pleito, sem base social real, sem apoio político consistente, foi afastado do cargo por impeachment, dois anos depois.

Imagine quantos compromissos obscuros, quantos acertos sob a mesa precisava esconder, quantos favores pode cobrar pelo serviço prestado de impedir uma vitória de Luiz Inácio Lula da Silva na primeira eleição direta após o fim da ditadura.

O golpe de 2014 envolve cuidados mais profissionais, porém. Estamos falando hoje de um país onde os trabalhadores e a população pobre, que formam sua maioria, conquistaram o direito de colocar um representante de seus interesses no Planalto, coisa que raramente aconteceu em 500 anos de história, jamais por 12 anos consecutivos.

A revista de maior circulação do país divulga uma denuncia que seus repórteres, os editores, o próprio delator admitem que não são capazes de provar — e que o advogado de quem acusa desmente. Se em 1989 apareceu uma camiseta do PT em interrogatórios conduzidos sob a tortura mais bárbara,  25 anos mais tarde o que se emprega é a delação premiada, a promessa de tirar da cadeia um doleiro que já mentiu outras vezes,  ameaçado de penas que somam 100 anos. É pegar ou largar, você sabe, todo mundo entende — mas, quando é necessário, os interessados fecham os olhos. Não querem a verdade. Não querem apurar nem conferir. Querem um “ouvir dizer” que possa dar uma manchete, possa ganhar votos pela confusão, pelo medo. Não é preciso revelar fatos.  Como nas piores ditaduras — isso vem da Inquisição —  basta uma confissão simulada.

Por isso mesmo o caso é divulgado com grande estardalhaço pelos principais veículos de informação, que há anos se empenham, assumidamente, em proteger uma oposição ” fraquinha” como disse  uma de suas lideranças mais expressivas, em 2010, falando em nome da Associação dos Jornais.

Institutos de pesquisa de credibilidade duvidosa soltam números sem menor relação com qualquer critério cientifico, aferível, ajudando a criar o clima de incerteza e dúvida. Sua função é alimentar o discurso ” contra as pesquisas” necessário nessas horas.

Oscilações naturais em levantamentos desse tipo são superdimensionadas. Decisões da Justiça são afrontadas. Ao acusado não se garantiu nem se garante qualquer coisa que seja comparável ao direito de se defender. O direito de resposta demora a ser reconhecido e é publicado sem os devidos cuidados.

Os anais da democratização registram uma campanha na qual um pequeno jornal de periferia divulgou a tese de que Fernando Henrique Cardoso era “maconheiro.”  O titular do jornal era conhecido pelo apelido de Marronzinho. FHC foi acusado de maconheiro porque havia admitido, em entrevista a revista Playboy, que havia experimentado fumar maconha, uma vez. O material contra FHC foi apreendido — em clima de grande indignação por causa da acusação sem prova contra um político considerado tão digno, tão educado, tão culto, que não podia ser tratado como um drogado. Não podia perder votos por causa de uma baforada, mesmo com uma mercadoria ilegal. Você entendeu, né?

Em 26 de outubro de 2014 o Brasil assiste  à “guerra,”  à “batalha final” pelo controle da sétima maior economia do mundo, por um “mercado de 200 milhões de almas”, para reproduzir as palavras em tom imperial do Financial Times. Vale-tudo mesmo para o pensamento imperial, que abriu caminho pela História com fuzis, balas de canhão e planos de colonização econômica, não é mesmo?

O radicalismo conservador, seu ódio, cumprem este papel, alimentam o medo.

Querem convencer espíritos jovens de que derrota de Dilma só serviria para acalmar o monstro. Por isso batem e ameaçam bater. Divulgam mentiras que todos sabem que são mentiras — para claro que não tem escrúpulo algum, não se constrangem diante de nada.

É exatamente isso que o monstro quer. Não consegue vencer pelo debate democrático. Quer ganhar pelo terror. Quer que seus adversários desistam de fazer o confronto.

Já emplacou um congresso com a maior fatia conservadora em décadas. Imagine o que vai sobrar do país, se a mesma orientação chegar a presidência. Não teremos nem destroços.

O que está em jogo não é minha opção política, nem a sua. É saber se a vontade da maioria será respeitada. Há mais dificuldades hoje do que ontem.

Há 25 anos, Lula não havia chegado a liderar nenhuma pesquisa de opinião. Ficara próximo de um empate, no máximo.

Em 2014, o condomínio de poder que chegou ao Planalto com Lula, em 2002,  caminha democraticamente para sua quarta vitória consecutiva. Lula é o presidente mais popular da história e a aprovação a gestão Dilma  subiu nos últimos dias da campanha. Ela foi melhor em todos os debates do segundo turno. Lidera a campanha além da margem de erro mesmo após o golpe midiático. Mesmo no Datafolha, a diferença é maior do que os 2 pontos para mais ou para menos. É de 4,5 pontos, que foram arredondados, num esforço que não auxilia a precisão.

Desmobilizado e de guarda baixa nos últimos anos, ao contrário do que ocorria há um quarto de século, o Partido dos Trabalhadores colocou-se de pé nas últimas semanas. Recuperou o voto de grandes parcelas da juventude.

Essa situação de 2014 cobra  uma desfaçatez maior de quem pretende dobrar a vontade da maioria por meios ilegítimos e ilícitos, como sustentam vários advogados, inclusive em artigo publicado aqui neste espaço. Exige mais truculência. Um grau maior de cinismo. Apoio cúmplice e muitos olhos fechados.

Dilma liderou a campanha presidencial por todo o tempo, salvo breves intervalos onde ocorriam eventos típicos de arrumação de  toda disputa eleitoral — como a aparição de Marina Silva após a morte de Eduardo Campos, a subida de Aécio Neves no início do segundo turno, depois de ter amargado um humilhante terceiro lugar por meses.

No dia 26 de outubro 2014, a eleição será disputada voto a voto, urna a urna, como já perceberam milhares de cidadãos que, convencidos da trama que se constrói nos últimos dias e resolveram reagir, como se viu nas dezenas de atos em apoio a Dilma nos últimos dias.

A lei do silencio pré-eleitoral devolveu o país ao seu assombroso sistema de pensamento único da mídia, essa forma de ditadura civil que permite operações à sombra e tramas invisíveis contra a soberania popular.

Essa é a “guerra”, “a batalha final”, de hoje.

As universidades federais nos oito anos de governo do PSDB

 

Reprodução/Brasil 247

Em artigo, o professor da UFSC, Lauro Mattei, enumera 13 pontos que causaram um “esfacelamento geral” nas instituições federais; o docente relata que durante o governo de FHC nenhuma universidade federal foi criada

24/10/2014

Da Redação

As universidades federais nos oito anos de governo do PSDB, sob a gestão de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), foram sucateadas, de acordo com o professor do Departamento de Economia e Relações Internacionais da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Lauro Mattei. Em seu artigo, Mattei enumera 13 pontos que, segundo ele, causaram um “esfacelamento geral” nas instituições de ensino superior.

Entre os pontos citados, o professor destaca que durante o governo tucano não foi criada nenhuma universidade federal. Mattei ainda ressalta que por mais de cinco anos os salários dos docentes das instituições ficaram congelados, levando a perdas significativas para o conjunto da categoria.

“Ao longo dos oito anos do governo FHC não houve nenhuma expansão de vagas nas universidades públicas federais, fazendo com que a escala social de acesso ao ensino público e gratuito se verticalizasse cada vez mais”, denuncia.

Leia abaixo os 13 indicadores apontados por Lauro Mattei

Durante os governos FHC (1995-2002) as universidades federais brasileiras foram sucateadas e sofreram um esfacelamento geral. Vejamos alguns indicadores:

1)Contratação de novos professores: Durante 5 anos (1997-2001) foram proibidas quaisquer contratações de professores, ao mesmo tempo que mudanças nas leis sobre as IFES levaram a uma enorme quantidade de pedidos de aposentadorias precoces;

2)Vagas: ao longo dos 8 anos do governo FHC não houve nenhuma expansão de vagas nas universidades públicas federais, fazendo com que a escala social de acesso ao ensino público e gratuito se verticalizasse cada vez mais;

3)Novas universidades: a durante os 8 anos não foram criadas nenhuma nova universidade federal;

4)Novos campi: o número de campi federais praticamente se manteve inalterado ao longo dos 8 anos de governo FHC;

5)Orçamento: durante todo o governo FHC ocorreram cortes sequenciais de verbas orçamentários, tanto para infraestrutura como para as atividades de ensino, pesquisa e extensão;

6)Salários de professores: por mais de 5 anos os salários dos docentes das IFES ficaram congelados levando a perdas salariais significativas para o conjunto da categoria, obrigando a mesma a desencadear greves praticamente todos os anos do Governo FHC;

7)Programas de qualificação docente: restrição enorme de bolsas para programação de doutorado e de pós-doutorado visando qualificar melhor a mão-de-obra docente;

8)Bolsas aos estudantes de pós-graduação: restrição enorme de bolsas de estudos, mantendo-se, inclusive, os valores congelados por muitos anos;

9)Bolsas aos estudantes de graduação: restrição enorme de bolsas para estudantes de graduação, especial nas áreas de iniciação científica e de extensão;

10)Programa internacionais de intercâmbio para os estudantes de graduação: nenhuma ação para este segmento estudantil foi implementada ao longo de 8 anos. Ao contrário, até mesmo as poucas bolsas foram reduzidas.

11)Técnicos Administrativos em Educação: restrição sequencial de contratações de novos servidores com implicação negativa sobre o funcionamento das universidades;

12)Salários do TAEs: arrocho salarial durante todo período com perdas salariais ao longo dos dois mandatos do governo FHC;

13)Expansão do ensino superior privado: uma política clara de opção pelo ensino superior privado no país, inclusive com o ministro da Educação virando consultor das instituições privadas de ensino superior e do Banco Mundial.

VOCÊ QUER ISSO NOVAMENTE PARA AS UNIVERSIDADES FEDERAIS BRASILEIRAS?

http://www.brasildefato.com.br/node/30280

Desespero, o último que sobra

 

25 de outubro de 2014 | 13:19 Autor: Fernando Brito

calma

O povo brasileiro já tomou sua decisão e é isso que a direita brasileira não suporta.

Que o povo decida sobre si mesmo.

Vamos viver ainda algumas horas de intranquilidade, pois sabemos que o nosso país é o paraíso dos canalhas, sobretudo dos que tentam manipular suas vontades, usando todos os instrumentos.

Não houve mudança em tudo o que se registrava nos últimos dias e a população sente isso nas ruas.

Tudo o que surgir diferente disso, de agora até as urnas não passa de manipulação desesperada.

Inclusive pesquisas “fajutas”.

Não há mudanças que as justifiquem.

Recusem o jogo desta gente.

Argumentos, convencimento de última hora serão tanto melhores quanto mais tranquilos sejam.

O povo brasileiro venceu esta batalha sozinho, sem mídia, sem “bombas”, sem capas de revista e sem pesquisas, também.

É por isso que urram suas últimas tentativas de impressionar os incautos e não terão limites nisso.

Mas também não terão nenhum sucesso.

Não haverá país dividido, na segunda-feira, senão entre aqueles que aceitam e respeitam a vontade popular e os que acham que o povo deve ser escravo de sua vontade.

Bem diverso do que sente o nosso povo, que quer apenas o direito de viver e uma chance de progredir.

Ontem, ouvi de uma mulher simples que os ricos continuam ganhando muito dinheiro, mas que não aceitam que o pobre possa também ganhar algum, um pouco mais que antes.

Não estamos fazendo uma revolução, estamos abrindo mais uma porteira numa longa caminhada.

Que exige de nós que não paremos nunca.

A batalha recomeçará na segunda-feira, pior do que até agora.

Não será apenas eleger o governo do povo.

Será defender o governo do povo, que será alvo desta fúria desde o primeiro minuto de seu primeiro dia.

Agora, porém, creiam, já não apático e inerme como antes.

http://tijolaco.com.br/blog/?p=22477