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quarta-feira, 2 de novembro de 2016

TIJOLAÇO: CNI DOURA A PÍLULA DA QUEDA NA INDÚSTRIA

Por Fernando Brito, editor do Tijolaço
Bem que a nota da CNI “doura a pílula” falando em um aumento de 1% nas horas trabalhadas na indústria no mês de setembro, em relação a agosto. Só que isso não repõe nem um terço das horas (3,2%) de trabalho que se perdeu naquele mês.
O anuncio pelo IBGE de que a produção industrial brasileira avançou 0,5% em setembro frente a agosto,vem na mesma linha, porque havia caído 3,8% em agosto. Frente a setembro de 2015, o setor encolheu 4,8%. No resultado acumulado nos nove primeiros meses do ano, a perda é de 7,8% e nos doze meses encerrados em setembro, a queda chega a 8,8%.
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Bem que a nota da CNI “doura a pílula” falando em um aumento de 1% nas horas trabalhadas na indústria no mês de setembro, em relação a agosto. Só que isso não repõe nem um terço das horas (3,2%) de trabalho que se perdeu naquele mês.
O anuncio pelo IBGE de que a produção industrial brasileira avançou 0,5% em setembro frente a agosto,vem na mesma linha, porque havia caído 3,8% em agosto. Frente a setembro de 2015, o setor encolheu 4,8%. No resultado acumulado nos nove primeiros meses do ano, a perda é de 7,8% e nos doze meses encerrados em setembro, a queda chega a 8,8%.

Os demais indicadores de atividade seguem em queda, como você vê no gráfico do post, que é o mesmo da CNI, com a única modificação de eu ter porto no mesmo tamanho os números de queda, que na versão original aparecem pequenininhos, coerentemente com a linha do “estamos em retomada, só que não”.
No texto (original) do documento da CNI, que é correto, você vê os números e as análises, que mostram que as coisas não vão nada bem.
fatcnisetFaturamento estável após recuar por dois meses
Descontados os efeitos sazonais, o faturamento real manteve-se praticamente estável em setembro. O indicador cresceu 0,1% na comparação com agosto, depois de dois meses consecutivos de queda – período no qual o faturamento caiu 7,5%. Na comparação com setembro de 2015, o recuo é de 15,4%.
Observação do Tijolaço: e a queda é de 30% comparado há três anos, e mais de 25% comparado ao faturamento de 2014.
O pato deve estar feliz, não é?
empcniset
Emprego acelera queda
O emprego caiu em setembro, mantendo sequência de 20 meses de queda mensal em termos dessazonalizados. O ritmo de queda se acelerou em setembro: 0,9% frente a agosto, o maior recuo dos últimos quatro meses. Na comparação com setembro de 2015, o emprego mostra queda de 6,5%.
Recorde-se que setembro é o mês em que se inicia a contratação para a produção votada para as festas de fim de ano…
Presentão…
mascniset
Massa salarial interrompe sequência de quedas
A massa salarial aumentou após cair por quatro meses. Na comparação com agosto, a massa salarial cresceu 0,9%. Na comparação com setembro de 2015, contudo, a massa salarial recuou 4,7%.
Conjugado com os indicadores de redução de empregados e elevação do rendimento real, este indicador permite imaginar que o processo de cortes atinge agora o pessoal de menor índice de qualificação,que não integra o núcleo da estrutura produtiva: embaladores, conservação e assemelhados.
Esperança de arrecadação, mesmo, só com a lavagem oficial do dinheiro mandado para fora do país e que está pagando R$ 40 bilhões de taxa de branqueamento…
http://www.brasil247.com/pt/247/economia/263486/Tijola%C3%A7o-CNI-doura-a-p%C3%ADlula-da-queda-na-ind%C3%BAstria.htm

HELENA CHAGAS: PT DEVE ENTERRAR SEUS MORTOS

247 - A jornalista Helena Chagas, do blog Os Divergentes, afirmou nessa terça-feira, 1º, que o resultado das eleições municipais mostra que o PT "tem uma única certeza, a de que precisa se reinventar".
"E, até lá, evitar a sangria de uma debandada que poderá deixá-lo menor ainda. Segurar esses quadros, sobretudo deputados e governadores, é a tarefa imediata dos principais dirigentes petistas nesse pós-eleição", diz ela, citando como exemplo o governador do Ceará, Camilo Santana, que pode ir para o PDT, numa aliança para 2018 com Ciro Gomes à frente.
Para Helena, o PT deve "enterrar os mortos" na sua reinvenção. "Enterrar os mortos, porém, pode ser a tarefa mais difícil. São os companheiros que hoje, em Curitiba e em outros lugares, respondem pelas acusações de corrupção que ajudaram a levar o partido ao fundo do poço", argumenta. "Sem acertar as contas de alguma forma com esse passado pouco meritório, vai ser difícil para o PT se reinventar. Admitir que errou e expulsar alguns por isso não é cometer harakiri", afirma, ressalvando, entretanto, que não há, até o momento, prova cabal de envolvimento do ex-presidente Lula nas denúncias de corrupção.
Ex-secretária de Comunicação Social do governo Dilma Rousseff, Helena Chagas diz que "o maior trunfo do PT, de dimensões históricas, é o seu legado social, de distribuição de renda e melhoria das condições de vida de milhões de pessoas". "A não ser que o governo Temer tenha um sucesso estrondoso em sua política de viés neoliberal – o que parece difícil em apenas dois anos – é bem possível que a memória do eleitorado comece a voltar em 2018, mas sobretudo lá para 2022. Muita calma nesta hora, portanto", afirma.
Leia na íntegra o artigo de Helena Chagas.
http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/263496/Helena-Chagas-PT-deve-enterrar-seus-mortos.htm

A despolitização da política

Ricardo Stuckert/ Instituto Lula
A campanha de desmoralização da política é um objetivo permanente da direita. Seu objetivo é ter governos fracos, políticos desmoralizados, para fortalecer as empresas privadas, o poder de pressão da mídia, dos organismos financeiros internacionais. Qualquer governante com apoio popular pode se valer desse apoio para tomar medidas de caráter popular, de afirmação da soberania nacional, de consolidação da democracia e de legitimação do Estado. Nada disso interessa à direita. Governantes com força só lhes interessa os que promovem o Estado mínimo, fortalecem a centralidade do mercado e desmoralizam os políticos e as instituições políticas, a começar pelas parlamentares.
No ciclo político atual no Brasil, a direita ficou muito contrariada com o resgate da legitimidade do Estado e dos governos, mediante as políticas sociais dos governos do PT, que resgataram o prestígio do Estado. A massa da população que havia se somado ao desprezo ao Estado e aos governos se deram conta que é através deles que é possível verem seus direitos garantidos.
Ao mesmo tempo, Lula se afirmou como líder com o maior apoio popular da história do Brasil. Apoiado nisso, fez governos que independeram da mídia, teve força própria, implementou políticas que incorporaram amplas camadas da população, na contramão dos interesses do grande capital.
Por isso, Lula foi o alvo preferencial da luta contra a política. Era preciso desmoralizá-lo, demonstrar que ele agiria como todos os outros políticos, que teria se valido do governo para tirar vantagens, que os recursos para as políticas sociais teriam vindo de métodos escusos, etc., etc. Lula passou a representar a esperança de que alguma solução favorável ao povo viesse da política. Era preciso atacá-lo para poder seguir desmoralizando a política.
No ciclo político atual, a luta contra a forma atual de fazer política, que se estenderia a toda forma de fazer política, ganhou fôlego nas manifestações de junho de 2013, que tinha como um dos seus motes: Contra tudo isso que está aí. Que, automaticamente, incluía em cheio o PT e o governo federal.
O golpe de 2016 só foi possível pela utilização dos políticos mais corruptos e desmoralizados da história do Brasil. A própria imagem de Eduardo Cunha representa isso e foi o pivô fundamental do golpe. Mas parte da desqualificação da política se vale dos personagens mais repugnantes, para depois jogá-los no lixo.
Atacar o caráter público da política é o objetivo da direita. Transformar a política num negócio menor, numa transação entre interesses à custa do bem comum. Fazer da política um análogo do mercado.
Promover políticos repugnantes é parte dessa operação. Michel Temer, Eduardo Cunha, Serra, Moreira Franco são exemplos dessa operação. Fingir que se acredita neles, para depois execrá-los e substituí-los por outros.
A outra cara da desqualificação da política é promover candidatos que não se assumem como políticos, valendo-se do desprestígio dessa categoria. Se assumem como administradores, gestores, até empresários de suposto sucesso na vida privada, que fariam o mesmo no governo, como se a lógica de ganhar dinheiro fosse similar à de atender os interesses públicos.
Resta à esquerda não entrar nesse jogo de desqualificação da política, mas sem defender o que tem sido a prática política. Se propor a uma outra forma de fazer política. Que inclua, por exemplo, um máximo de dois mandatos para os parlamentares. A prestação de contas periódicas de todos os eleitos. O mandado revogatório. A fixação de um limite de remunerações e a contribuição compulsória para os partidos. Entre outras formas novas e democráticas de fazer política.
Repolitizar a política é recuperar seu caráter público, de defesa do interesse geral, do bem público.
http://www.brasil247.com/pt/blog/emirsader/263269/A-despolitiza%C3%A7%C3%A3o-da-pol%C3%ADtica.htm

BRASIL VAI COMO CONVIDADO A REUNIÃO DA OPEP E DEFENDE PETRÓLEO BARATO

Da Agência Sputinik
O governo brasileiro se mostrou contrário a uma redução na produção da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) como estratégia de recuperação da cotação da commodity, hoje negociada em torno de US$ 50 o barril, após ter alcançado média pouco superior a US$ 110 há dois anos.
Embora não faça parte da organização, o Brasil foi convidado juntamente com outros países produtores mas não filiados a participar da reunião realizada pela OPEP no último fim de semana em Viena. Lá, o governo brasileiro se fez representar junto a de outros produtores como Rússia, México Azerbaijão, Cazaquistão e Omã. Mesmo não pertencendo à organização, Rússia e México prometem estudar uma possível participação nesse esforço. A OPEP decidiu reduzir a produção diária de 33 milhões para 32,5 milhões de barris. Um novo encontro para ratificar essa decisão está marcado para o próximo dia 30. A receita proposta pelo representante brasileiro é as empresas produtores "cortarem custos e serem mais competitivas".
A redução na oferta têm sido defendida por países como Equador e Venezuela, que têm a maioria de suas receitas atreladas à exportação de petróleo, e mesmo a Rússia, hoje uma das maiores indústrias do ramo com produção diária pouco superior a 10 milhões de barris diários. Um dos principais entraves à redução da oferta tem sido colocado pelo Irã, que, com uma produção diária de 2 milhões de barris, tenta reconquistar mercado após o fim das sanções econômicas impostas por Estados Unidos e pela União Europeia em virtude da execução do seu programa nuclear.
O representante brasileiro no encontro, o secretário de Petróleo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Félix, mostrou a posição contrária do Brasil a um corte na produção, alegando que não via como uma oferta menor poderia resolver o problema dos preços baixos hoje da commodity.
O professor de Economia Edmar Almeida, do grupo de Energia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), interpreta a ideia do representante brasileiro como um ajuste que deve ocorrer sem interferência do cartel da Opep via mecanismos de mercado.
"Hoje se tem um excesso de oferta de petróleo e com isso os estoques cresceram no mundo, por isso é necessário ocorrer um ajuste através da redução da produção por parte daqueles produtores menos eficientes. As empresas não têm custos para suportar o atual nível de preços. Elas iriam sair do mercado e isso iria promover, lá na frente, um ajuste mais sustentável."
Segundo Almeida, hoje no mercado internacional há uma disputa de diferentes visões de como proceder com o ajuste.
"Alguns países, inclusive dentro da Opep, são a favor de uma interferência para promover um aumento de preços através de um corte de produção e outros acham que não adianta fazer essa interferência. É necessário que essa oferta seja digerida pelo mercado, seja através de um aumento da demanda mundial, seja através da redução da oferta por parte daqueles produtores com custos elevados, aqueles de óleo não convencional como o shale oil e até os de águas profundas."
Na visão do especialista, a sugestão brasileira não foi fruto de improviso.
"É uma posição do governo, que estudou o problema, e obviamente deve ter conversado com a Petrobras olhando qual é o interesse do país a médio e longo prazo. O Brasíl é um dos países, fora da Opep, que tem maior potencial de crescimento da produção. A mensagem que se passa com essa posição do governo brasileiro é que estamos preparados, em termos de redução de custos e competitividade, para avançar na produção mesmo em um cenário de preços não tão altos."
http://www.brasil247.com/pt/247/economia/263462/Brasil-vai-como-convidado-a-reuni%C3%A3o-da-Opep-e-defende-petr%C3%B3leo-barato.htm

LULA: QUEM NÃO GOSTA DE POLÍTICA SERÁ GOVERNADO PELA ELITE

Ricardo Stuckert / Instituto Lula 247 - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta segunda-feira, 1º, em sua primeira aparição pública após o término das eleições municipais, que "a desgraça de quem não gosta de política é que é governado por quem gosta. E quem gosta é sempre a minoria, é sempre a elite", afirmou para durante um evento de estudantes Universidade Federal de São Carlos (UFScar), em São Paulo.
"Esses mesmos, que mataram Getúlio Vargas (...), não aceitam que prefeituras progressistas governem neste país. Para esta gente, empregada doméstica ter direito é uma ofensa", disse Lula. "Este país foi pensado pela elite para ter 35% da população podendo tudo e 65% não podendo nada", completou o ex-presidente.
A declaração foi uma espécie de desabafo em função do alto número de votos brancos, nulos e abstenções que foram registrados no segundo turno das eleições municipais.
O segundo turno das eleições municipais confirmou o PT como um dos partidos que mais perdeu espaço junto às administrações municipais de todo o país. O PT, que em 2012 elegeu 638 prefeitos, viu este número encolher para apenas 254 nestas eleições.
Lula reforçou a importância da mobilização dos estudantes que tem realizado ocupações em diversos estados contra a reforma proposta pelo governo de Michel Temer e a PEC 241, que agora tramita no Senado, que propõe o congelamento dos investimentos públicos por 20 anos, afetando principalmente saúde e educação.
"Vocês não podem desistir nunca. Todas vez que vocês estiverem desanimados, descrentes ou assistir os Jornal Nacional e ficarem desanimados com as críticas e denúncias da TV, vocês devem ter noção de uma coisa: o político que vai mudar esse país não é o Lula, são vocês", enfatizou o ex-presidente.
Lula também aproveitou a ocasião para criticar os ataques desferidos contra ele por parte da imprensa e a perseguição de que vem sendo vítima por parte da Operação Lava Jato. Lula qualificou como "mentiras" as constantes denúncias que são feitas contra ele.
http://www.brasil247.com/pt/247/poder/263380/Lula-quem-n%C3%A3o-gosta-de-pol%C3%ADtica-ser%C3%A1-governado-pela-elite.htm

CDH VAI AO CNJ CONTRA JUIZ QUE MANDOU CORTAR ÁGUA E LUZ EM ESCOLA OCUPADA

Foto: Wilson Dias/Agência Brasil A Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados protocolou na tarde desta terça-feira (1º) representação contra o juiz Alex Costa de Oliveira, que autorizou a desocupação forçada de uma escola pública no Distrito Federal, com a utilização de métodos que caracterizam desrespeito à Constituição e ao Estatuto da Criança e do Adolescente. Os parlamentares que assinam a representação, o deputado Paulo Pimenta (PT-RS) e a deputada Érika Kokay (PT-DF), pedem “apuração e aplicação das sanções legais” cabíveis ao magistrado por estímulo à tortura, violação dos direitos humanos, direitos à participação política e à integridade física e mental dos manifestantes.
Vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos, o deputado Paulo Pimenta diz que o colegiado pretende entregar a representação para a Presidente do CNJ, ministra Carmen Lúcia, na próxima quinta-feira (3).
Em decisão de reintegração de posse, no último domingo, o juiz Alex Costa de Oliveira autorizou o corte de água, energia e gás, e a utilização de instrumentos sonoros como meio de pressão e tortura aos estudantes para forçar a desocupação no Centro de Ensino Asa Branca de Taguatinga (CEMAB). "Como forma de auxílio no convencimento à desocupação autorizo expressamente que a Polícia Militar utilize meios de restrição à habitabilidade do imóvel, tal como suspensão do corte do fornecimento de água; energia e gás. Da mesma forma, autorizo que restrinja o acesso de terceiros, em especial parentes e conhecidos dos ocupantes, até que a ordem seja cumprida. Autorizo também que impeça a entrada de alimentos. Autorizo, ainda, o uso de instrumentos sonoros contínuos, direcionados ao local da ocupação, para impedir o período de sono".
Para Pimenta, o despacho do magistrado é “gravíssimo” e contribui para levar o país a um clima de intolerância absoluta e violência. “Estamos diante de uma decisão judicial que autoriza técnicas de aniquilação, técnicas de guerra. Essa determinação se soma a uma série de situações que estimulam um ambiente de extrema gravidade pelo qual o nosso país está vivendo, como atuação de grupos paramilitares, ações ilegais promovidas pelas polícias, e promotores e juízes extrapolando suas competências”, apontou Pimenta.
Ao todo, mais de mil escolas estão ocupadas em todo o país, em manifestações contra a Pec 241. Na tarde desta terça-feira, a Comissão de Direitos Humanos realizou uma audiência com estudantes secundaristas para debater as ocupações no Distrito Federal e demais estados brasileiros.
http://www.brasil247.com/pt/247/brasilia247/263464/CDH-vai-ao-CNJ-contra-juiz-que-mandou-cortar-%C3%A1gua-e-luz-em-escola-ocupada.htm

SENADORES VÃO AO CNJ CONTRA JUIZ QUE AUTORIZOU TORTURA EM DESOCUPAÇÃO

Hylda Cavalcanti, da RBA - A senadora Fátima Bezerra (PT-RN) anunciou hoje (1º), durante audiência pública no Senado Federal, que um grupo de senadores vai interpor junto ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) representação contra o juiz Alex Costa de Oliveira, da Vara da Infância e Juventude do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT). O magistrado determinou o uso de práticas de tortura contra alunos que ocupam escolas públicas em Brasília e cidades-satélites, tais como cortes do fornecimento de água, luz e gás, além de outras, como forma de forçá-los a deixar os locais (leia mais).
A parlamentar disse que o teor das representações consiste num pedido para que o CNJ avalie a conduta de Oliveira. De acordo com Fátima Bezerra, que debate esta tarde, ao lado de especialistas e outros deputados e senadores, a Medida Provisória (MP) 746 – referente à reforma do ensino médio – uma mudança de tamanha abrangência no setor educacional do país "jamais poderia ser encaminhada ao Congresso por meio de MP".
"Que vergonha é essa que estamos vendo neste país? Um juiz não pode tratar estudantes como se fossem bandidos. A decisão do Alex Oliveira tem conteúdo fascista e remonta aos tempos da ditadura. Pensávamos que o Brasil tinha enterrado métodos autoritários desse tipo", reclamou Fátima Bezerra.
Fátima afirmou, ainda, que muitos parlamentares estão solidários com a luta dos alunos e explicou que a mobilização não é apenas contra a reforma do ensino médio, mas por uma educação pública de melhor qualidade. "A luta deles é nossa, é também pela rejeição da proposta de congelamento de gastos públicos que vai cortar recursos para a área e contra a proposta de mordaça nas escolas. Não podemos deixar de nos manifestar e nos solidarizar com esses jovens", acrescentou.
A senadora Simone Tebet (PMDB-MS), integrante da base aliada do governo Michel Temer e defensora da proposta, chamou a atenção dos colegas. A senadora, mesmo se dizendo favorável às mudanças, reclamou do fato de a matéria ter sido encaminhada ao Congresso por meio de uma MP.
Simone disse que também tem críticas ao texto e quer tempo para discutir seus itens embora tenha pedido aos parlamentares para serem pragmáticos na tramitação da matéria. Ela destacou a necessidade de se discutir o teor da MP e disse que, infelizmente, no Brasil, "educação nunca deu voto".
"Não vou aprovar a reforma do ensino médio da forma como a MP chegou nesta Casa. Quero debater amplamente este texto, embora entenda que tenhamos de fazer a reforma", ressaltou.
http://www.brasil247.com/pt/247/brasilia247/263434/Senadores-v%C3%A3o-ao-CNJ-contra-juiz-que-autorizou-tortura-em-desocupa%C3%A7%C3%A3o.htm

RENAN ANUNCIA PROJETO PARA PERMITIR REPATRIAÇÃO EM 2017

Antonio Cruz/ Agência Brasil Mariana Jungmann, da Agência Brasil - O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), anunciou hoje (1º) que vai apresentar um projeto de lei para reabrir o prazo para que pessoas que têm recursos não declarados no exterior possam repatriar o dinheiro pagando imposto e multa.
"Quero comunicar à Casa que propus ao presidente Michel Temer reabrir o prazo da repatriação para o próximo ano. Para que, da mesma forma que nós vamos ter em 2016 uma receita adicional de mais de R$ 60 bilhões com a repatriação, nós possamos, já nos primeiros dias de janeiro, reabrir o prazo para que tenhamos pelo menos uma receita igual no ano de 2017", anunciou ao plenário do Senado.
Renan recordou que o primeiro projeto sobre a repatriação de recursos não declarados no exterior era de origem do Senado, mas a ex-presidenta Dilma Rousseff pediu a ele que deixasse a matéria começar a tramitar pela Câmara – uma exigência do então presidente da Casa, o ex-deputado Eduardo Cunha.
O primeiro projeto foi, então, enviado pelo Executivo para a Câmara e aprovado em 2015, estabelecendo todas as regras para que o dinheiro fosse legalizado. O prazo previsto nesta lei para que os donos dos recursos aderissem às regras venceu ontem (31). Daí a necessidade de uma nova lei que retome a repatriação e abra prazo para adesão.
Atualmente há também um projeto sobre esse tema pendente de análise pelo plenário da Câmara. Mas, diante da falta de acordo entre os deputados, o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), retirou a matéria da pauta.
O presidente do Senado comunicou que vai apresentar o novo projeto na próxima terça-feira (8), mas não deu detalhes sobre o texto.
http://www.brasil247.com/pt/247/poder/263430/Renan-anuncia-projeto-para-permitir-repatria%C3%A7%C3%A3o-em-2017.htm

"ESTUDANTES QUE OCUPAM ESCOLAS DÃO UM EXEMPLO AO PAÍS"

247 - A deputada federal Maria do Rosário (PT-RS) elogiou nesta terça-feira (1º) o movimento de ocupação de escolas que vem sendo feito por estudantes de todo o País. “Essas meninas e meninos estão se apropriando da escola como um espaço seu e lutando pelo direito a uma educação de qualidade. Trata-se de um movimento profundamente pedagógico para todos os que participam e para a escola em si”, disse.
A parlamentar criticou o governo de Michel Temer por insistir com a PEC 241 (agora 55, no Senado) que impõe cortes a áreas como educação e saúde por um período de vinte anos, além da MP 746, que reforma o ensino médio. Rosário lembrou que os estudantes se posicionam contra essas duas medidas. “Esses jovens são o rosto renovado, mais horizontal, menos institucionalizado, de uma inquietude que há muitas décadas é símbolo do movimento estudantil, que nos momentos mais difíceis sempre demonstrou sua força por meio de jovens que lutaram e lutam em prol de ideais libertários de justiça, igualdade, e em prol da democracia.”
Leia a entrevista na Revista Fórum.
http://www.brasil247.com/pt/247/rs247/263447/Estudantes-que-ocupam-escolas-d%C3%A3o-um-exemplo-ao-Pa%C3%ADs.htm

XICO SÁ CHAMA SERRA DE $ERRA E TENTA ENTENDER QUEBRA DE BLINDAGEM

247 - Em comentários sobre a denúncia contra José Serra nesta terça-feira 1º, pelo Twitter, o jornalista Xico Sá chama o chanceler do governo Temer de $erra e tenta entender como se quebrou a blindagem a ele na imprensa para que o caso fosse tornado público.
"Trabalhei cem anos na imprensa paulistana. Não acho estranho a mídia esconder os 23 milhões do $erra. Fico pasmo é como isso vazou. Milagre?", questionou Xico Sá, que é ex-colunista da Folha de S.Paulo. "Juro que estou tentando entender o vazamento. Impensável na mídia brasileira. Tem algo errado", acrescentou.
O ministro das Relações Exteriores foi acusado em delação premiada da Odebrecht de receber R$ 23 milhões em propina por meio de conta na Suíça. A denúncia foi capa da Folha, mas o restante dos jornais e colunistas mantiveram silêncio sobre o caso.
"Entendam, amigos, quando falo que admiro $erra estar no noticiário, é porque esse cara sempre foi 100% blindado nos jornais de São Paulo. Não tô protegendo", explica Xico Sá.
"Mesmo depois escondendo, louve-se a @folha que manchetou $erra no caixa 2 de 23 milhões. Ñ vi em outra mídia, jamais veremos", diz ele em outro post. "Tento entender o vazamento dos 23 milhões do $erra por alguma briga interna c/ a mídia. Isso ter saído na imprensa é impensável, pensa Serra", especula.
http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/263356/Xico-S%C3%A1-chama-Serra-de-$erra-e-tenta-entender-quebra-de-blindagem.htm