Páginas

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Candidata? Avião que caiu com Eduardo Campos pode impugnar campanha de Marina Silva

 

Resolução do TSE - Tribunal Superior Eleitoral - diz que empresa só pode doar um produto ou serviço relacionado a suas atividades; AF Andrade, empresa que possui o registro daquele Cessna, não é um empreendimento de táxi aéreo; Marina pode ser impugnada, assim sendo

: Crédito: REUTERS - Ueslei Marcelino

Crédito: REUTERS - Ueslei Marcelino

A campanha de Marina Silva pode ter que acabar, antes de embalar de fato. O avião que caiu com o ex-ministro e ex-governador Eduardo Campos, que matou o político pernambucano, poderá motivar uma ação de impugnação da chapa pessebista. Marina que solicitou ao TSE - Tribunal Superior Eleitoral - nesta semana, a sua RRC - Requerimento de Registro de Candidatura.

No caso, o avião com prefixo PR-AFA, estava sob propriedade e responsabilidade da empresa AF Anadrade. Um documento da Cessna Finance Export Corporation enviado à ANAC - Agência Nacional de Avião Civil - comprova o fato, o que caracteriza fraude eleitoral, uma vez que a resolução 23.406 do TSE diz que empresas podem doar produto ou serviços à uma campanha, no qual este mesmo produto ou serviço esteja relacionado com suas atividades. A AF Andrade não possui registro como um empreendimento que disponibiliza serviços de táxi aéreo, a irregularidade fica, então, evidente.

Complicação

Há ainda uma complicação no caso! O PSB, em sua primeira prestação de contas ao TSE, dispôs os gastos que teve com o jato, deixando a situação ainda pior. Este é o mesmo usado desde a pré-campanha do presidenciável, que veio a falecer na semana passada na queda deste mesmo Cessna Citation - modelo do avião.

Um especialista eleitoral consultado pela 'Revista Época', afirma que neste caso poderá haver reprovação das contas de campanha de Marina, o que poderá gerar uma impugnação da sua chapa.

http://www.pautandominas.com.br

Começa a surgir o “voto contra as trevas”

 

2 de setembro de 2014 | 10:11 Autor: Fernando Brito

terceiravia

Ao contrário do que se passou em 2010, ao menos aqui no Rio de Janeiro, surge uma reação eleitoral interessante.

Gente que estava resistente a votar em Dilma Rousseff, por decepção ou críticas (algumas muito justificadas) ao PT, está migrando para um “voto útil”.

Contra o que está vendo surgir por detrás da candidatura Marina Silva, mais do que a ela, pessoalmente.

O neoliberalismo selvagem e a teocracia medieval.

Gente que não quer o Itaú no Banco Central nem Silas Malafaia como chefe da Inquisição.

Porque percebem que Marina não tem um partido, nem estruturas políticas, mas patrocinadores que vêem nela um instrumento para a projeção de seus poderes.

Nem mesmo a tal “Terceira Via”, desmoralizada desde que Tony Blair virou coadjuvante de George Bush, é capaz de encobrir que é ela, agora, o cavalo de Tróia que o conservadorismo oferece ao povo brasileiro.

Recheado, claro, de tudo o que ele abomina: a paralisia do país, o autoritarismo e a intolerância.

A campanha, agora, ganha ares de segundo turno, com o fim de Aécio Neves, inapelavelmente devorado pelo apoio e cumplicidade da mídia com Marina Silva.

Cumplicidade que se expressa, de forma mais que evidente, com o encobrimento da origem escusa do avião que mudou radicalmente os rumos da campanha eleitoral.

Mas os fatos reais, estes teimosos, acabam desnudando quais são os verdadeiros santos do altar de Marina.

Os que ela não chuta, como chutou, ao longo de sua vida, o PT, o PV e, agora, a comunidade LGBT.

Marina Silva é o Tea Party tropical.

Todo o poder para os bancos, os grandes empresários, a mídia.

Governar com os melhores, não é?

http://tijolaco.com.br/blog/?p=20716

Constituinte exclusiva para reforma política ganha as ruas

 

Data da notícia:

03/09/2014

As ruas pediram, Dilma tentou, mas são os movimentos sociais que encampam a bandeira da uma mudança estrutural na política brasileira

Por Bruno Pavan

Fonte: Site do Brasil de Fato

A série de protestos que foram chama­dos de “Jornadas de junho” em 2013 ain­da é motivo para dezenas de análises. O que começou com um questionamento do transporte público nas capitais, pas­sou por uma solidariedade às vítimas de violência policial e desaguou numa crise de representatividade dos que estavam nas ruas contra os partidos políticos.

As placas de “não me representam” to­maram conta das ruas por todo o Brasil chegando, inclusive, a fazer a presidenta Dilma Rousseff chamar uma rede nacio­nal para se posicionar e procurar dar res­posta às ruas. Em um dos cinco pontos levantados, a presidenta anunciou a con­vocação da criação de um plebiscito po­pular para uma Constituinte exclusiva do sistema político.

Resumindo, o governo faria uma con­sulta em que questionaria a população de seu desejo de eleger um Congresso exclu­sivamente para traçar um novo sistema político no Brasil. Horas depois, deputa­dos, ministros e até o vice-presidente da República jogavam água fria na ideia da presidenta.

Acontece que a sociedade aproveitou o espaço aberto na discussão para bo­tar seu bloco na rua. Cerca de 400 enti­dades entre movimentos, organizações, partidos e sindicatos lançaram a campa­nha do “Plebiscito Popular pela Consti­tuinte Exclusiva”, que está mobilizando todo o país.

O Plebiscito pela Constituinte Exclu­siva vai às ruas fazer a coleta de votos em todo o Brasil na chamada “Sema­na da pátria”, a partir de 1º de setem­bro e termina dia 7, dia da Independên­cia. As urnas coletarão os votos com a resposta à pergunta: “Você é a favor de uma constituinte exclusiva e soberana para o sistema política?”. Sem a pre­tensão de se tornar alguma lei de fa­to, os 10 milhões de “sim” que a cam­panha pretende captar quer pressionar o Congresso Nacional e os políticos pa­ra a vontade da população de mudan­ças estruturais.

“Um Plebiscito Popular não tem va­lor legal, mas tem força política. A atual Constituição diz que somente o Con­gresso Nacional, com deputados e se­nadores, podem aprovar um Plebiscito Legal. Claro que jamais farão isso sem pressão popular”, afirma o advogado Ricardo Gebrim, da Consulta Popular. Se­gundo ele, a maioria dos parlamentares não quer acabar com as regras privile­giadas que os elegeram.

Para Gebrim, os plebiscitos populares geram conquistas também. “Em 2002, quando queriam que o Brasil assinasse um acordo horrível com os Estados Uni­dos e o então presidente Fernando Hen­rique queria ceder o Território de Alcân­tara no Maranhão para virar uma base militar norte-americana, 10 milhões de brasileiros foram às urnas do Plebiscito Popular e tiveram força social para mu­dar essas propostas”, explicou.

O cientista político e professor da USP Andre Singer vê com bons olhos a ini­ciativa dos movimentos pautar a agenda da reforma política no Brasil e conside­ra importante a pressão da sociedade pa­ra que aconteçam mudanças estruturais na democracia.

“Esse movimento é uma das novida­des mais interessantes desse último pe­ríodo no país, pois ele aponta na direção de uma transformação necessária e posi­tiva. A democracia está sempre em movi­mento, não é uma obra acabada, ela po­de sofrer pressões para ser colonizada pelo capital, mas também pode ser reapropriada pela própria população. Acre­dito que o movimento vai nessa segunda direção”, elogiou.

A falta de representatividade

O desinteresse na política é o que mais preocupa tanto ativistas quanto cientis­tas políticos. O poeta e membro do coleti­vo Perifatividade Ruivo Lopes alerta que a representatividade de sociedade civil na política ainda é muito nebulosa e aca­ba afastando boas parcelas dos cidadãos, como a juventude.

“A política nacional hoje não é atraen­te para a juventude que não se vê repre­sentada por esse processo viciado. Ela está pedindo protagonismo, mas sem a necessidade de assumir vínculos com a política tradicional. Ela quer criar seus próprios processos políticos nas ruas, coletivos e movimentos e a entrada em cena dessa juventude é urgente”, frisou.

O fenômeno do desinteresse na polí­tica, de acordo com André Singer, não ocorre somente no Brasil. Ele considera também vital um processo de democra­tização da democracia para que essa ten­dência se reverta.

“A sociedade tem que tentar se mexer para encontrar um modelo que faça esse movimento de democratizar a democra­cia. No contrário, vai acontecer aquilo que muitos estudiosos já observam em diversos países do mundo, em que há um esvaziamento da democracia, uma percepção por parte dos eleitores que a política não tem nada a ver com ele, é uma instância que funciona descolada das aspirações da própria sociedade e com isso você acaba por esvaziar o pró­prio sentido da democracia”, explicou

O financiamento público de campanha

As campanhas no Brasil ficam mais ca­ras a cada eleição. Em 2014, de acordo com as informações cedidas pelas cam­panhas dos candidatos ao Tribunal Su­perior Eleitoral (TSE), os gastos podem chegar perto de R$ 1 bilhão somente no primeiro turno e ultrapassar essa marca no segundo.

Também segundo a primeira roda­da de contas prestadas ao TSE, somen­te três empresas: AMBEV, JBS e OAS doaram 65% de todo o dinheiro para as campanhas presidenciais. A campanha de reeleição de Dilma Rousseff declarou que toda a receita da primeira rodada foi oriunda de doações de empresas.

André Singer critica o modelo atual de financiamento, pois, na sua visão, ele de­sequilibra a democracia para o lado do dinheiro e das grandes empresas. “Nessa realidade de eleições cada vez mais caras e sendo sustentadas pelas empresas, vo­cê entra numa condição em que o capital tem muita influência no processo demo­crático e o cidadão acaba tendo cada vez menos”, analisou.

A proibição da doação de pessoas jurí­dicas para campanhas eleitorais foi alvo de uma ADIN (Ação Direta Institucional) da Ordem dos Advogados do Brasil, que está parada no Supremo Tribunal Fede­ral. Dos 11 ministros da casa, seis já ha­viam se posicionado a favor da proibição quando Gilmar Mendes pediu vistas do processo e ainda não o devolveu ao ple­nário.

O professor é a favor do financiamen­to exclusivamente de pessoas físicas e de um limite de gastos baixo para as campa­nhas, excluindo toda a “parafernália ci­nematográfica” e focando mais em pro­gramas simples centrados nas propostas.

Dificuldades

Alguns analistas criticam a alternati­va de proibição do financiamento pri­vado de campanha com o argumento de que ao invés de ajudar nos controles das doações, possam piorar ainda mais o sistema.

Um exemplo seria que uma empresa ou organização pudesse fazer pagamen­tos aos funcionários e integrantes para que sejam repassados às campanhas.

Singer acredita que esse não é um ar­gumento trivial, mas analisa que a socie­dade mobilizada poderá fazer o papel de fiscalizadora de qualquer ilegalidade.

“Eu reconheço que mudar regras não é simples e que a gente precisa ter uma postura cautelosa. Mas é preciso con­vir que a sociedade tem que se mexer e tentar essas mudanças na direção da­quilo que lhe interessa. A maior garan­tia de que as novas regras poderão fun­cionar é se a sociedade estiver mobili­zada para fazer o papel de fiscalizado­ra”, explicou

Desigualdade e representação política

O Brasil é o país com mais negros fo­ra da África. As mulheres já representam mais da metade da população brasilei­ra e, consequentemente, mais da metade dos votos. Porém, a representação des­sas duas parcelas da sociedade brasilei­ra no Congresso Nacional está longe de ser a ideal.

A participação das mulheres na Câma­ra dos Deputados se restringe a 45 dos 513 eleitos, ou 9% do total. No Senado, dos 81 senadores, somente oito são mu­lheres (10%).

Em relação aos negros, a correlação é ainda pior. Somente 43 deputados e dois senadores se autodeclaram negros. En­quanto isso, 273 dos parlamentares elei­tos em 2010 se declararam empresários, 160 estão na bancada ruralista e 66, na banca evangélica. A correção dessas in­justiças é um ponto central da Consti­tuinte exclusiva.

“Cabe ao Estado brasileiro reconhecer a desigualdade de condições sociais e de representação política entre brancos e não brancos e a necessidade de mudan­ças no sistema político, criando a possi­bilidade de alcançarmos a paridade en­tre negros e brancos e entre mulheres e homens, para a efetivação de uma socie­dade verdadeiramente democrática e ci­dadã”, afirmou Flávio Jorge dirigente da SOWETO Organização Negra.

Maria Julia Monteiro, militante da Marcha Mundial das Mulheres, desta­ca que somente com uma ampliação do processo democrático no Brasil, com a criação de novos mecanismos populares de participação popular, é possível fazer avançar o número de mulheres e negros em cargos políticos.

“Com a Constituinte conseguiremos discutir um novo sistema político, que é essencial para aprofundarmos a demo­cracia brasileira. Faltam mecanismos de participação popular, possibilidade de fazer avançar candidaturas populares aprofundar a participação das mulheres na política”, afirma Maria Julia.

Segundo ela, historicamente “fomos relegadas ao espaço privado, então há grandes empecilhos para a participação política das mulheres, para nossa inser­ção no espaço público. Com a Constituin­te, conseguiremos pensar novas regras para o jogo da política, que possibilitarão uma radicalização da democracia brasi­leira”, analisou.

Conservadorismo

Outro ponto que atinge em cheio os interesses das mulheres e dos negros no processo político hoje em dia é o au­mento do conservadorismo na socieda­de e, como reflexo, no Congresso Nacio­nal. Temas sensíveis como o da lei anti­-homofobia, o direito ao aborto e as vá­rias tentativas de se diminuir a maiorida­de penal no Brasil.

Maria Julia vê com preocupação os avanços de que ela chama de “direita antipopular” que vem avançando contra direitos das mulheres, mas também se posiciona contra qualquer iniciativa que aumente a participação popular na so­ciedade.

“Temos visto com preocupação um au­mento desse conservadorismo escanca­radamente conservador, que é contra o direito da população LGBT, da popula­ção negra, e das mulheres”, afirma.

Segundo ela, essa direita, extrema­mente antipopular, tem aparecido mais e conseguido mais espaço na sociedade. Ele é contra qualquer tipo de participa­ção popular, qualquer tipo de direitos a mais que possam ser conquistados pela população.

Para ambos, a mídia alimenta muito essa ascensão conservadora por meio de programas religiosos e noticiários sen­sacionalistas que “são incorporados pe­lo senso comum”, de acordo com Flavio Jorge. Maria Julia explica a importância dos movimentos sociais serem o contra­ponto desse processo, ganhando um ta­manho maior no debate.

“Uma das principais tarefas dos movi­mentos organizados hoje é estimular a organização do povo, estimular o deba­te político, o debate crítico, para conse­guir driblar a grande mídia, que joga le­nha na fogueira desse conservadorismo”, argumenta.

Para ela, é preciso realizar trabalho de base, organizar o povo, porque se os movimentos populares não fizerem isso, quem o fará serão os setores conserva­dores, pautando questões como a maior criminalização do aborto e diminuição da maioridade penal.

Clique aqui para votar pela internet

Colaborou Joana Tavares

DILMA PROPÕE MUDAR CONSTITUIÇÃO PARA COMBATER VIOLÊNCIA

 

Por: Equipe Dilma Rousseff - 28/08/2014 - Atualizado em 28/08/2014 - 19h11

O governo Dilma conseguiu superar um obstáculo histórico ao unir as forças de segurança do país durante a Copa do Mundo. E o resultado deu tão certo que, agora, a presidenta resolveu trabalhar para tornar este padrão permanente. Dilma anunciou que vai implementar em todo o Brasil o modelo de segurança pública utilizado durante o evento.
"Queremos tornar permanente. Poderemos fazer muito com o que temos hoje de recursos. Nós conseguimos provar que é possível compartilhar uma ação conjunta de segurança de forma efetiva, muito bem-sucedida e que é talvez um dos maiores legados da Copa".
Para isso, Dilma vai encaminhar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) ao Congresso Nacional.
A mudança vai acabar com a fragmentação dos diferentes órgãos de segurança pública, e ao mesmo tempo preservará o papel de cada um. No período dos jogos, as Forças Armadas e as polícias Federal e estaduais atuaram de forma integrada em Centros de Comando e Controle (CCC), instalados nas cidades-sede do Mundial.
As forças de segurança do país não costumavam atuar em conjunto. A partir de agora, serão desenvolvidos projetos comuns, atuando no plano de fronteiras e nas divisas estaduais, para que sejam combatidos com rigor crimes como narcotráfico, tráfico de armas e tráfico de pessoas, além de assaltos a caixas eletrônicos e bancos.
Hoje, a segurança pública é de responsabilidade dos Estados. Mas Dilma quer aumentar o papel do governo federal para que o país possa avançar em soluções efetivas neste setor. “Para resolver o problema da segurança pública tem de ter responsabilidade da União. Queremos é que se possa construir uma política nacional comum”, destacou Dilma.

Cid Gomes catapulta risco-Marina: “Será deposta”

 

:

Governador do Ceará cruza a linha da sombra institucional em projeção sobre eventual governo Marina Silva; "Eu não dou dois anos de governo para ela. Será deposta", disse Cid Gomes, do Pros; ele disparou vitupérios contra a candidata: "reacionária", "conservadora", "canoa furada"; político, que deixou o PSB no ano passado para apoiar a reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT), se mostrou preocupado com o crescimento da presidenciável nas pesquisas; "Se as pessoas não se tocarem, vão eleger Marina Silva presidente da República. Meu Deus!", disse; debate em alto nível?

2 de Setembro de 2014 às 12:41

247 – O governador do Ceará, Cid Gomes (Pros), disparou sua metralhadora contra a candidata do PSB, Marina Silva, partido do qual fazia parte. Ele se disse bastante preocupado com o crescimento da presidenciável nas pesquisas e definiu a ex-senadora, entre outros termos, de "conservadora e reacionária" e "canoa furada". Para Cid Gomes, Marina não fica mais de dois anos no governo, caso seja eleita.

"Se as pessoas não se tocarem, vão eleger Marina Silva presidente da República. Meu Deus! A gente não pode com um gesto de protesto, induzido pela grande mídia, dar o poder para banqueiros e meia dúzia de poderosos", ressaltou o governador, que se desfiliou da legenda no ano passado por não concordar com a candidatura de Eduardo Campos às Presidência. O político apoiava a reeleição de Dilma Rousseff (PT).

Para Cid Gomes, Marina tenta passar imagem de progressista, mas é "religiosamente o que há de mais conservadora e reacionária". As declarações foram feitas durante a inauguração de uma escola em Fortaleza nesta segunda-feira 1º e publicadas em reportagem da Folha de S. Paulo.

"Eu não dou dois anos de governo para Marina. Ela será deposta, pode escrever o que estou dizendo. Me impressiona a proposta de autonomia do Banco Central. Sabe o que significa? Entregar aos bancos o poder de arbitrar os juros. Dizer quanto o capital financeiro quer ganhar", criticou ainda o governador.

http://www.brasil247.com/pt/247/poder/152138/Cid-Gomes-catapulta-risco-Marina-%E2%80%9CSer%C3%A1-deposta%E2%80%9D.htm

O FRACASSO DE MARINA NO DESMATAMENTO

 

marina minc isabela

31 de agosto de 2014

por Paulo Moreira Leite

Dados comparativos questionam discurso de candidata no terreno ambiental

Confesso que não gostei quando Marina Silva insinuou que o Brasil não precisa de “gerentes” mas “estrategistas.” É óbvio que ela queria se colocar na posição de “estrategista”, supostamente mais elevada e relevante, colocando Dilma Rousseff na condição de “gerente.”

Achei esnobismo. Falta de humildade. O motivo você pode ver na comparação que mostra os números consolidados do desmatamento no Brasil. Olha o desempenho da “estrategista.”

Olhando ano a ano, você vai perceber o tempo de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), o tempo que Marina passou no Ministério do Meio Ambiente (2003-2007), o período de seu substituto Carlos Minc (2009-2010) e os anos de Izabela Teixeira, já no governo Dilma (1011-2013).

Os dados consolidados são estes.

A estrategista do meio ambiente Marina administrou, em média, 18 000 quilômetros quadrados de desmatamento. Com Carlos Minc, a média caiu para menos da metade: 7000. Com Izabela, encontra-se em 5560, menos de um terço do desempenho de Marina.

Sabe aquela conversa de que o adversário não “está preparado” para governar o país? Pensa “pequeno?” Olha “baixo”? Pois é.

Marina tenta alvejar Dilma com o mesmo preconceito que já foi jogado contra Lula — e também era usado contra ela, no tempo em que não recebia R$ 50 000 mensais por palestras, não era amiga de Neca Setúbal nem fazia “nova política” a bordo de jatinho sem dono conhecido nem prestação de contas.

Vamos combinar: você pode lembrar que Marina Silva criou inúmeros obstáculos à construção das usinas de Santo Antônio, Jirau e Belo Monte — e hoje adora dizer que precisamos de mais energia. Chegou a alegar — erradamente — que as obras poderiam ameaçar uma espécie de bagre do rio Madeira. Também pode lembrar que ela combateu a soja transgênica.

É claro que, para criar a fantasia da “nova política”, Marina precisa passar uma borracha no passado e tenta inventar uma novíssima candidata — que é a favor de energia elétrica e disse no Jornal Nacional que “nunca” foi contra transgênicos.

A menos que em sua fase “novíssima” ela decida revelar que “nunca” foi contra desmatamentos, este é um bom termômetro de avaliação, vamos combinar. Mesmo em seu terreno ela demonstrou mais blá-blá-blá do que competência.

Que falta faz um gerente, não?

http://paulomoreiraleite.com/2014/08/31/o-fracasso-de-marina-desmatamento/

O POVO/DATAFOLHA: CAMILO SOBE 12 E EUNÍCIO DESPENCA 6 PONTOS EM 3 SEMANAS

 

A primeira pesquisa O Povo/Datafolha realizada após o início do horário eleitoral gratuito revela que o candidato Camilo Santana (PT) subiu 12 pontos percentuais na disputa pelo governo do estado e, hoje, tem 31% das intenções de voto. Apesar disso, Eunício Oliveira (PMDB), mantém-se na liderança, com 41% – seis pontos a menos do que o registrado na primeira pesquisa, divulgada em 14 de agosto. O resultado mostra que, em três semanas, a vantagem de Eunício sobre Camilo caiu de 28 para 10 pontos. O desempenho da candidata do PSB, Eliane Novais, teve variação negativa, passando de 7% para 4% das intenções de votos. Ailton Lopes (Psol) também oscilou para baixo, saindo de 4% para 2%. Juntos, os adversários de Eunício somam 37%. Isso significa que, no limite da margem de erro da pesquisa – que é de três pontos, para mais ou para menos – abre-se a possibilidade de haver segundo turno no Ceará.
Os dados correspondem à pesquisa estimulada (quando é apresentada ao eleitor uma lista com os nomes dos candidatos), na qual outros 8% dos entrevistados disseram votar em branco ou nulo e 15% revelaram não saber em quem irão votar. Já na pesquisa espontânea, na qual o eleitor diz em quem pretende votar sem ver a lista com os nomes, Eunício marca 19% e Camilo aparece com 18%. O governador Cid Gomes (Pros), que não disputa a eleição, aparece com 2%. O Datafolha ouviu 1.042 pessoas, em 41 municípios cearenses, entre os dias 1º e 2 de setembro.

Lá vou eu: Eu diria que o sinal amarelo acendeu agora no lado de Eunício. Faltando mais de um mês para as eleições, se Camilo continuar nesse ritmo, a situação pode complicar para o peemedebista.

Postado por Tadeu Nogueira às 05:19h

Com informações do Jornal O Povo

Dono de jatinho causou rombo de R$ 100 milhões aos cofres públicos de Pernambuco

 

Criado: Domingo, 31 Agosto 2014 10:24
Escrito por Daniel Pearl Bezerra

 

 

 

 

 

 

 

 

Reproduzido Jornal I9: O povo brasileiro é largamente conhecido no mundo pela sua intensa fé e por fazer parte de sua cultura, a idolatria por figuras consideradas santas, idolatria esta que talvez seja fruto de uma intensa colonização católica. Canonizamos pessoas como padres ou pessoas que, acreditamos, realizarem milagres.

Também há um silencioso costume de falar-se muito bem daqueles que já se foram. A sensação é de que só os bons morrem, tornam-se santos pelo simples fato de terem morrido tragicamente ou precocemente. Mas é a primeira vez que vemos um Brasil inteiro quase canonizar um político. Logo um político? Profissão está tão criticada pelos brasileiros de todas formas possíveis desde o Oiapoque até o Chuí.
Mas o brasileiro, de uma forma geral, é assim, cheio de sentimentos e emoções, e procura desesperadamente por um "herói", muitas vezes, oportunamente fabricado pela grande mídia, do dia para a noite, principalmente quando tem a vida ceifada de uma forma tão chocante e tão trágica, como foi o acidente aéreo do candidato à Presidência da República, Eduardo Campos. Eduardo tornou-se uma lenda, e quem ganhou com isso? Exato. Marina Silva.
É claro que, como seres humanos, lamentamos profundamente a perda de alguém tão querido pelo seus familiares, amigos e colegas de trabalho. Exageros à parte. Tratava-se de um homem, admirável, com uma bela carreira repleta de realizações, mas comum. Não de um "herói da pátria". Sem mais nem menos. Uma morte trágica e cercada de "mistérios", falando a bem verdade. Destino ou não, o acontecido, virou assunto e trouxe à tona questionamentos a cerca do jatinho que transportava tanto Campos quanto a atual candidata à presidência, Marina Silva (PSB).
Denúncia feita pela imprensa nacional, conta que empresas sem lastro financeiro ou com endereços fantasmas custearam o pagamento de uma dívida de R$ 1,7 milhão para a compra do Cessna Citation usado pelos candidatos.
São seis empresas e pessoas que fizeram transferências bancárias para a AF Andrade em troca do uso do jato, antes da compra ser efetivada e aprovada.
A Polícia Federal já tem em mãos os depósitos feitos e sabe que algumas das fontes pagadoras da compra são firmas supostamente fantasmas. Uma delas é a Geovane Pescados, no Recife. Outra é a Câmara e Vasconcelos, que depositou R$ 159 mil.
As suspeitas são que João Carlos Lyra, Apolo Santana Vieira e os demais envolvidos foram usados para ocultar a compra da aeronave no valor de US$ 8,5 milhões, com dinheiro de caixa 2 da campanha.
João Carlos Lyra é enteado do ex-senador e ex-deputado federal por Pernambuco Luiz Piauhylino Monteiro (PSB), aliado de Eduardo.
Apolo Santana Vieira pode desvendar o quebra-cabeça
Eduardo Campos integrou o governo de Miguel Arraes - avô e fundador do PSB como secretário de Governo e secretário da Fazenda, entre 1995 e 1998.
Foi nos anos de 96 à 99 que o grupo liderado por Apolo Santana Vieira dono do Legacy que matou Eduardo Campos deu um rombo aos cofres públicos de Pernambuco em mais de R$ 100 milhões.
Entenda o caso
O Ministério Público Federal em Pernambuco (MPF/PE) denunciou à Justiça Federal 15 pessoas envolvidas com fraudes em importação de pneus novos de países asiáticos. O grupo montou uma estrutura para forjar documentos que eram apresentados à Secretaria da Receita Federal e Estadual, comandada por Eduardo Campos na época. Com isso, o grupo conseguiu reduzir a incidência dos tributos devidos pela empresa de pneus.
Após cálculo das receitas omitidas, verificou-se que o grupo deixou de recolher aos cofres públicos tributos que correspondem ao total de R$ 101.370.753,17, o que poderá ensejar condenação penal de 55 anos de reclusão para cada um dos denunciados.
Usou empresas de fachada, assim como, no "caso legacy"
A organização criminosa tinha seu núcleo no Recife e ramificações em outras cidades brasileiras, dentre as quais Brasília (DF), Salvador (BA) e Fortaleza (CE). O esquema fraudulento também ocorria em Miami, no Estados Unidos. Uma das empresas envolvidas na fraude era a Alpha Trading Comércio, Importação e Exportação Ltda, também conhecida como Alpha Pneus, com sede no Recife.
Mas, de acordo com a denúncia do MPF/PE, os acusados estabeleceram oito sociedades brasileiras e três estrangeiras no intervalo de aproximadamente 12 anos. O objetivo de se criar diferentes sociedades, uma após a outra, era dificultar o trabalho do fisco, da polícia judiciária, do Ministério Público Federal e do Poder Judiciário, bem como a identificação de responsabilidades.
Conforme as apurações do MPF/PE, o grupo lesava o fisco federal e o estadual, a Administração Pública e a ordem econômica, uma vez que o esquema gerava concorrência desleal entre os agentes participantes de mercado. As fraudes nas importações permitiam a revenda dos pneus no mercado interno a preços com os quais as empresas em funcionamento lícito não poderiam competir, em razão da menor carga tributária incidente sobre as mercadorias do grupo criminoso.

Quadrilha do jatinho e PSB zombam do país com “contrato papel de pão”

 

1 de setembro de 2014 | 07:56 Autor: Fernando Brito

papeldepao

A Folha revela hoje o que é, aos olhos até de um adolescente, uma fraude.

O “contrato” de compra do Cessna que servia à campanha de Eduardo Campos e Marina Silva é, obviamente, uma falsificação primária.

Um contrato de mais de R$ 20 milhões se resume a uma “carta de intenção” apócrita, porque traz uma assinatura de “alguém” (ou de ninguém) que sequer se identifica.

Não é preciso mais que os dois fragmentos exibidos pelo jornal para que se veja que é uma montagem, onde uma pessoa física (“me proponho”, sic) não identificada manifesta a “intenção de compra” do avião.

Bastou isso para “levar” um aparelho de US$ 8,5 milhões de dólares e passar a empregá-lo nos deslocamentos de Eduardo Campos e Marina Silva pelo país.

Detalhe sórdido da falsificação: a “validade” da ” intenção de compra” é o mesmo dia em que se a assina.

Portanto, não haveria “intenção de compra”, mas compra.

Os advogados ouvidos pela Folha classificam o documento de “papel de pão”, algo sem validade jurídica.

Não seria preciso ouvir advogados, basta imaginar se você entregaria uma automóvel apenas com um papel assim.

Não é um “papel de pão”, porém, é um documento forjado.

Ou forjado depois do acidente, na esperança de dar “cobertura” a um negócio escuso ou, forjado na ocasião, para dar formalidade a uma transação onde o nome do verdadeiro comprador não poderia aparecer.

Estamos diante de uma quadrilha, que não apenas age para violar as leis – eleitorais, comerciais e fiscais – como se associa para encobrir aos olhos da Justiça este crime.

A Folha, certamente, está “guardando” para novas matérias os detalhes desta carta “de más intenções” que revela hoje.

Já não é o caso de pedir, como determina o Procurador Geral da República, os documentos desta transação.

É o de apreendê-los, porque se tratam, evidentemente, de provas de crimes.

O de obter e incorporar a uma campanha política um bem de mais de 20 milhões, de uma empresa que, em recuperação judicial, agiu em fraude aos seus credores.

E o de quem, simulando esta compra e sustentando diante da opinião pública desculpas e justificativas pueris, está fraudando a formação de consciência de todo um país.

Se não o fizerem, estarão deixando 203 milhões de brasileiros serem vítimas de um estelionato sem comparação em um país democrático.

O PSB tem 24 horas, prazo de sua segunda prestação de contas parcial, para declarar e comprovar a origem do avião.

E para decidir se vai se associar – a si como partido e à sua candidata – a crimes que vão além do Código Eleitoral.

Que são, inapelavelmente, do Código Penal.

http://tijolaco.com.br/blog/?p=20685

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Defendida por Marina, energia solar enfrenta problemas na

 

Jornal GGN – A revisão da matriz energética brasileira para dar evidência às fontes renováveis é uma das principais bandeiras da candidata Marina Silva (PSB). Em seu programa de governo, no capítulo sobre “Economia para o desenvolvimento sustentável”, Marina, ao defender especificamente a energia solar, aponta que o “Brasil é o país com maior quantidade de radiação no mundo”, mas pouco tem aproveitado desse potencial.

“O lugar menos ensolarado do país recebe 40% mais energia que o lugar mais ensolarado da Alemanha, um dos países que mais investiram nessa fonte nas últimas décadas”, destaca a presidenciável. Ela promete, em seguida, que, se eleita, irá romper com os entraves à adoção desse modelo, a começar por uma revisão no cálculo do ICMS.

“Embora seja assunto da alçada estadual, o governo federal negociará com governadores mudanças de taxação da energia produzida por placas fotovoltaicas em um programa específico. Além disso, o custo elevado dos equipamentos pode ser atenuado por incentivos fiscais ou subsídios devidamente explicitados no orçamento do setor público, de modo que a adesão se torne atrativa”, resume.

Mas criar incentivos fiscais ou subsídios para alavancar a produção de energia solar no Brasil pode não parecer tão simples quanto parece. Na Alemanha, por exemplo, o resultado da implementação da EEG 2.0 (a Lei das Fontes de Energia Renováveis alemã), em agosto desse ano, foi a elevação do preço da energia elétrica puxada pela expansão da solar, e consequentes pedidos de revisão emergencial, antes que o programa desestimulasse a indústria.

Em artigo reproduzido pelo GGN nesta segunda (1/9), Ronaldo Bicalho, pesquisador do Grupo de Economia da Energia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, explica que essa tarifa alemã não é tão competitiva quando comparada aos preços praticados nos Estados Unidos, por exemplo.

“Mesmo não tendo que pagar 100% das taxas de incentivos às renováveis, em função de um mecanismo de proteção às indústrias intensivas em energia, os grandes consumidores alemães têm de pagar uma tarifa de €100 por MWh, ao passo que nos Estados Unidos o consumidor industrial paga em média menos de €55 por MWh. No caso do consumidor industrial alemão médio, sem o mecanismo de proteção, esse valor atinge €145 por MWh”, frisa o especialista.

Diante do cenário inesperado, o governo foi pressionado a reduzir as subvenções às renováveis, “em nome da manutenção da competitividade da indústria alemã”. Para Bicalho, a comunidade alemã se deu conta de que “não se trata apenas de reduzir as emissões de CO2 para fazer face ao aquecimento global, trata-se de fazer isso sem sacrificar a competitividade da indústria.”

Leia mais: As mudanças da política alemã de incentivo às energias renováveis

http://www.jornalggn.com.br/noticia/defendida-por-marina-energia-solar-enfrenta-problemas-na-alemanha