Dentre os casos emblemáticos destacam-se conflitos agrários, ataques às populações indígenas, chacinas em presídios diante da omissão do Estado e a escalada de violência institucional praticada por agentes do Estado contra manifestantes, bem como a criminalização de lideranças de movimentos sociais e propostas legislativas que impõem retrocessos, tais como as reformas trabalhista e previdenciária, a PEC 215, entre outras.
Paulão (PT-AL) regressou da Suíça no fim de semana. O governo inclusive tentou impedir a viagem do deputado à reunião da ONU que foi iniciada no dia primeiro e vai até o dia 12, quando se faz a Revisão Periódica Universal, que consiste em relatórios detalhados sobre a situação dos direitos humanos em cada país e sobre temas ou questões específicas.
Paralelo ao encontro oficial do Conselho ocorreu no dia 5 uma reunião das entidades e movimentos da sociedade civil. Foi neste espaço que o presidente da CDHM expôs os pormenores da situação brasileira, que foi bastante agravada a partir da destituição do mandato da presidenta Dilma Rousseff, em agosto de 2016.
A postura pouco colaborativa do governo, especialmente do Ministério das Relações Exteriores, para viabilizar a participação da CDHM no encontro da ONU foi criticada pelo presidente do colegiado. “Apenas quando nós confirmamos a nossa presença, através da Câmara dos Deputados, o Itamaraty fez uma média conosco, mas inicialmente eles não fizeram qualquer gestão para facilitar a nossa presença na reunião. Isso só mostra que até o Itamaraty está até o pescoço no golpe”, lamentou Paulão.
http://www.brasil247.com/pt/247/alagoas247/294340/Paul%C3%A3o-denuncia-Temer-na-ONU-por-%E2%80%98desmontar%E2%80%99-direitos-humanos.htm
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