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sexta-feira, 20 de julho de 2018

Economist critica 'caos no tribunal' brasileiro

 

 REUTERS/Ueslei Marcelino

247 - O jornalista Kiko Nogueira, editor do DCM, aponta que a revista inglesa Economist, em sua nova edição, dedicou uma matéria às “decisões contraditórias” dos juízes no caso do solta e prende de Lula naquele domingo fatídico. Nogueira diz que a revista foi além disso e destaca o trecho da publicação: "a guerra judicial colocou Lula de volta ao centro da campanha”.

Leia um trecho da matéria do DCM:

“'No Google, a procura pelo seu nome cresceu 50 vezes no dia 8 de julho. Isso aumenta o risco de os brasileiros considerarem a eleição ilegítima caso Lula não possa concorrer. E o caos nos tribunais reforça as preocupações de que o Judiciário se tornou apenas um fórum de política partidária'.

Mais: 'Num país onde apenas o Supremo Tribunal Federal, com 87.000 casos por ano, pode julgar processos criminais contra autoridades, permitindo que muitos acusados de corrupção andem livremente, a sentença de 12 anos de prisão contra Lula parece dura demais'."

Leia mais aqui.

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/362424/Economist-critica-'caos-no-tribunal'-brasileiro.htm

CNJ intima Favreto, Gebran e Moro sobre HC de Lula


247 - O ministro corregedor do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), João Otávio de Noronha, intimou os desembargadores Rogério Favreto e João Pedro Gebran Neto, do TRF-4, e Sérgio Moro, da 13ª Vara de Curitiba, para prestar informações sobre o episódio ocorrido no último dia 8.

Na data, Favreto, que estava de plantão no tribunal de Porto Alegre, atendeu a um pedido apresentado por três deputados do PT e concedeu liberdade ao ex-presidente Lula. Moro, que não tem mais jurisdição sobre o caso, determinou à PF que não cumprisse a ordem de soltura e Gebran Neto, relator do caso no TRF-4, também se manifestou de forma contrária. No fim do dia, o presidente do TRF-4, Thompsom Flores, soltou um despacho mantendo a prisão de Lula.

O CNJ deu 15 dias para os juízes se manifestarem, contados a partir de 1º de agosto, por conta do recesso do judiciário. Favreto chegou a recebeu oito reclamações depois do episódio, além de um pedido de investigação da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, que o acusou de crime de prevaricação. Moro foi alvo de duas reclamações. Noronha determinou a abertura de inquérito contra os três magistrados no último dia 10.

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/brasil/362377/CNJ-intima-Favreto-Gebran-e-Moro-sobre-HC-de-Lula.htm

quinta-feira, 19 de julho de 2018

Crise de Temer faz Volkswagen dar férias coletivas


247 - Aprofundamento da crise econômica em que o governo Temer mergulhou o país fará a montadora Volkswagen dar férias coletivas de um mês para cerca de mil funcionários da sua maior fábrica no País, em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, onde são produzidos dois dos modelos mais vendidos da marca, o Polo e Virtus.

Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, o primeiro grupo de mil funcionários entrará em férias no dia 21 de agosto. Está prevista a dispensa de outros quatro grupos em quantidade e datas a serem definidos. A direção da Volkswagen não se pronunciou publicamente até agora.

Dirigentes do sindicato afirmaram que a justificativa para as férias é a queda das vendas no mercado interno e a suspensão de pedidos da Argentina, país que fica com 70% de toda a exportação brasileira de veículos e que sofre uma crise grave, fruto de uma política econômica do governo neoliberal de Maurício Macri, em tudo semelhante à de Temer.https://www.brasil247.com/pt/247/economia/362327/Crise-de-Temer-faz-Volkswagen-dar-f%C3%A9rias-coletivas.htm

Fonte:

Jurista diz que Dodge inventou dois crimes para perseguir um juiz

 

Por Lenio Luiz Streck, no portal ConjurA esta altura, todos já estão cientes do imbróglio do dia 8 (domingo retrasado). "Imbróglio". Muitos vêm usando essa palavra, mas, em meio ao calor dos acontecimentos, ainda no domingo, fui o primeiro a chamar o episódio de "o maior imbróglio jurídico do século". Pois é. A minha distópica coluna (podem ler de novo — é quase a realidade!) da semana passada (que, em dois dias, teve 101.400 leitores!) já é uma decorrência desse imbróglio.

Relembro do que escrevi e me manifestei em cinco rádios, três sites, um jornal e a ConJur. Afirmei que a decisão do desembargador Favreto somente poderia ser desconstituída dentro das regras processuais. E jamais um juiz — em férias — poderia ter descumprido e armado um verdadeiro tendéu em torno do assunto, demonstrando sua total parcialidade (veja-se nesse sentido a contundente crítica de alguém que não pode ser considerado um homem de esquerda, Bresser-Pereira, publicada em seu perfil no Facebook). Também errou feio o relator, desembargador Gebram, que não tinha competência (avocação é coisa dos tempos da ditadura), e o presidente do TRF-4, desembargador Thompson Flores, quem jamais poderia ter decidido como decidiu. É como se ele fosse presidente do STF e passasse a desconstituir — por discordância — os HCs concedidos em plantão ou monocraticamente pelos ministros Marco Aurélio, Toffoli, Gilmar, Lewandowski, Rosa Weber... Bem assim.

Decisão judicial se cumpre, quem não cumpre comete crime de desobediência. Ou, quando a decisão for contrária (i) à posição política do destinatário e (ii) à sanha punitivista, aí pode descumprir?

Mantenho tudo o que eu disse à primeira hora do dia 8. E acrescento: Playboy, amigo de Beira-Mar, obteve um HC em Goiás e acabou solto por engano. Uau. O mundo vai cair? Como o TJ-GO ousou dar um Habeas Corpus e depois, por engano, o presídio o soltou? Calma. Sem problema. O TJ pode dar HC à vontade. Se os desembargadores decidiram assim, só outra instância para derrubar o HC. Não consta que o presidente do TJ-GO vai instalar sindicância ou tenha "avocado (sic) o HC". Alguém poderia dizer: mas como um bandido como Playboy recebe um HC? Os desembargadores deveriam saber que... Pois é, pessoal. Direito é um fenômeno complexo. Ele não é um fenômeno causal(ista). É sempre imputacional. Por isso o processo é forma (dat esse rei).

Favreto também estava convencido de que havia fatos novos (questões eleitorais etc. — afinal, a juíza não decidia nunca e acabou, logo depois, decidindo) e concedeu o HC. Como faz qualquer juiz ou desembargador... Plantonista. Por exemplo, um desembargador do TJ-SP — monocraticamente — decretou prisão preventiva de um mendigo de ofício... Em sede de HC. Crime de hermenêutica? Quando o banqueiro Cacciola recebeu HC em 2007, houve crime de hermenêutica? Ah, bom: agora a questão envolve política. E envolve Moro e outros. E Moro é intocável. Ilegalidade de Moro é chamada de "agir prudente". Nosso Eliot Ness de toga. Por isso, quem o desgostar pode responder por dois crimes: porte ilegal da fala e crime de hermenêutica. E Raquel Dodge manejará a denúncia.

Ora, dezenas ou centenas de erros e acertos são cometidos pelo Judiciário todos os meses. Coisas horrorosas como (i) inversão do ônus da prova, (ii) prisão de ladrão de galinhas, (iii) prisão de ofício, que nem foi pedida pelo MP, (iv) benesses para sonegadores e contrabandistas etc. Isso sem falar no que se faz nos juizados (que é um território à parte no Direito) e na área cível. E isso não causa espécie. Algum crime de hermenêutica nesse conjunto cotidiano de decisões?

Aliás, nesse episódio todo, o vencedor... Fui eu. Mas eu lamento ter vencido. E explico por que. Fui, sou, o mais candente crítico do fantasma do livre convencimento. Já escrevi mais de 2 mil páginas criticando e demonstrando a(s) inconsistência(s) epistêmica(s) desse "instituto" brasileiro, demasiadamente brasileiro. É uma katchanga real. Com o LC é possível fazer qualquer coisa. Essas mais de 2 mil páginas estão em livros, artigos, estão aqui na própria ConJur. Agora mesmo, estamos — Dierle Nunes, George Salomão e eu — lançando todo um livro dedicado ao assunto.

Afinal, por que eu lamento? Vejamos.

Vou explicar essa coisa do LC melhor. Vejam que interessante (pau que bate em Chico, na hora de lanhar Francisco, há uma rebelião dos chicoteadores): quando da discussão do projeto das "10 medidas" (na verdade, lacanianamente, desmedidas), o MPF e os juízes estavam preocupados porque, em um contraponto, os deputados decidiram dar mais responsabilidade aos juízes, criando algumas medidas que impedi(ri)am suas eventuais manifestações contra legem. Isso está na mídia da época, basta procurar. Aqui, por exemplo, o projeto é noticiado e discute-se o "crime de hermenêutica", lembram?

É impossível não questionar: o tal "crime de hermenêutica" não servia para punir o abuso de autoridade... Mas agora, para retaliação, serve? Hein? Dra. Raquel Dodge, falei para a senhora contratar um estagiário que procedesse como o escravo nos tempos de Roma, que lhe dissesse, a cada cinco minutos: "Lembra-te da Constituição" — escrevi aqui —, e a senhora sucumbiu à política. Chame o estagiário de volta, doutora. Sim, Dodge protestou contra a emenda de Requião e agora surfa na onda do crime de hermenêutica, porque agora é... Bem, o leitor completa a frase. Isso tem nome: lawfare.

Aos que ainda não entenderam, torno mais claro. Trago isso tudo para demonstrar que, de novo, o Direito foi esquecido. Foi predado pela política. O "crime de hermenêutica" era, e é, uma questão clara e puramente política. Assim como também o é o livre convencimento.

Explicitando ainda mais: ninguém tinha qualquer problema com o LC até agora, afora eu e alguns juristas que cabem em uma Kombi — com motorista. Estou falando nisso há anos, e ninguém parecia dar a mínima. Ajudei a tirar o livre convencimento do CPC. A resposta da dogmática: "Humpf... [onomatopeia] Isso não existe. Claro que juiz tem livre convencimento". Pois é. Então agora virou problema? Daí, tem-se que ele só é bom se contenta o emissor. O LC é apoiado, aplaudido... Desde que a decisão que esteja nele baseada seja a favor da opinião política daquele que discute. A PGR Raquel Dodge e outros são a favor do LC... Mas só se ele for exercido em favor do que ela e outros pensam. Simples assim.

Um pouco de história faz bem. Falo do mensalão. Como em 2012, o LC é ótimo... Quando é para condenar. Pra absolver? Que absurdo! O ministro Lewandowski sabe bem disso, quando escrevi artigo mostrando exatamente isso: todos eram a favor do LC; quando o ministro Lewandowski invocou o LC para absolver, o mundo caiu. Escrevi, então, dizendo: ora, o LC só serve para condenar?

Torno ainda mais claro, porque meu ponto hoje é muito simples: se abrirmos qualquer site de tribunal, inclusive do STF, o LC é sobranceiro. E como se invoca essa entidade metafísica. Problemas para justificar o não deferimento de embargos? Simples: basta dizer que usou o LC. Condenou bem ou condenou mal? Basta dizer que a condenação ou absolvição se deu por LC. Daí, pergunto: se a moda vale, Favreto não tinha livre convencimento? Quer dizer então que, agora, acabou o LC? Por mim, o LC nunca deveria ter existido... Mas já que...!

Juridicamente, a coisa é simples: nesse caso Favreto-Lula-Moro-Gebram-Thompson, dogmaticamente, quando alguém não concorda com uma decisão (quantas decisões acertam ou erram por dia Brasil afora?), somente dentro das regras do jogo é que a polêmica poderia ter sido derrubada. Mas nunca do modo bizarro como foi.

E atenção. Para quem acha que qualquer opinião no sentido de que Favreto era competente é um absurdo jurídico (como diria o ministro Gerson Camarotti, da 3ª Turma do STF, apoiado por alguns professores do RJ, "quem concorda com Favreto é esquerda, 'petralha', adjetivos desse jaez), o painel da Folha de S.Paulo de segunda-feira (16/7) dá conta do que minhas fontes já revelavam durante a semana:

"Desembargadores do TRF4 divergem sobre a atitude do Des. Favreto, que mandou soltar o ex-presidente Lula num domingo de plantão. Parte entende que ele tinha competência para decidir o HC — embora discorde dos argumentos para a liberação. [...] O pedido de abertura de inquérito contra Favreto também divide o TRF4. Desembargadores dizem que, se a investigação prosperar, será criado um clima de que todo juiz que decida a favor de Lula está sujeito a punição".

Pois é. Se ele era plantonista, tinha competência, sim. Plantonista é o único que tem competência. Em qualquer foro, tribunal, inclusive no STJ. Laurita Vaz, presidente do STJ, concede HC em plantão (atenção: a mesma presidente Laurita quem diz que a pena restritiva de direitos não pode ser executada após sentença de 2º grau — ou seja, para ela, prisão, que é grave, pode remeter o sujeito direito ao ergástulo depois do segundo grau — diz também e ao mesmo tempo que o menos, restrição de direitos, não pode executar: nesse caso, a colegialidade [sic] do STF não vale; mas quando é Favreto-Lula, aí não pode?). Afinal, qual é a diferença do que fez Favreto com o que fez Laurita? Se vale a decisão do STF para execução de pena, por que não valeria para restrição de direito, que é o menos? Laurita, então, decidiu contra o que decidiu o STF. Imaginem se algum ministro do STJ, não concordando com o posicionamento da ministra Laurita, resolvesse desconstituir a decisão da plantonista?

De todo modo, tranquilizemo-nos: sou libertário e garantista; sou totalmente a favor de Laurita e de Favreto e digo: que bom que existem plantonistas nos tribunais. Ruim é qualquer juiz ou desembargador ou ministro que não goste da decisão do plantonista decidir, a manu militari, o não cumprimento. Ou avoquem o feito. Aí a emenda sempre é pior que o soneto.

Ah, erros e acertos judiciários. Crime de hermenêutica? Livre convencimento? O ex-prefeito de Petrópolis teve seus bens bloqueados por quatro anos e agora foi absolvido pelo STJ (aqui). O TJ-RJ cometeu crime de hermenêutica? Oh, céus! Pois é. E de onde Raquel Dodge e os que pensam como ela mudaram tão radicalmente de ideia sobre crime de hermenêutica a ponto de, depois de serem radicalmente contra, agora usarem a tese como retaliação a Favreto? Que tal usar a tese contra o ex-procurador-geral da República (Janot) quem, depois de pedir a prisão de políticos como Sarney, pediu o arquivamento... Por total ausência de provas? Oh, céus. E o que dizer do caso Cancellier? Crime de hermenêutica da PF, do MPF e do PJ? Qual a pena? Oh, céus. E o caso da operação carne fraca, que causou prejuízo de bilhões de reais ao país? Organização criminosa cometendo o tipo penal-interpretativo de "crime de hermenêutica"? Ou, como ele foi cometido por aliados, aí não vale? E o que dizer das centenas de conduções coercitivas, declaradas inconstitucionais pelo STF? Crime de interpretação? Clareza do CPP... Violada por juízes. Aliás, Moro foi o primeiro violador do CPP. Contra a letra do CPP, vale crime de hermenêutica? Pois é. E os mais de 70 executivos da Odebrecht que fizeram acordo de delação sem denúncia e sem processo? Crime de hermenêutica? Qualificado? E as condenações revertidas pelo STF de casos baseados só na palavra do delator? Quem paga o prejuízo? O FAMCH (Fundo de Arrecadação das Multas do Crime de Hermenêutica)?

Ora, senhoras e senhores. Um dia de ConJur derruba todos os argumentos de Raquel, Moro e os que pensam como eles. Peguemos a edição de terça-feira (17/7). "Sem aviso nem despacho, juíza do RJ bloqueia bens em 7 mil execuções" (aqui). Será que algum colega dela, ao achar um absurdo a decisão, a desconstituiria? Ou o presidente do TJ-RJ avocará? Crime de hermenêutica, dra. Raquel? E que tal outro "crime de hermenêutica"? Leiam: "Juiz do DF reconhece duas uniões estáveis simultaneamente" (aqui). Baseado em quê? Não opinião pessoal dele. Livre convencimento? Dra. Raquel, vejo indícios de crime de hermenêutica... Ou não. Afinal, Direito é um fenômeno complexo.

Portanto, cuidado, muito cuidado. E se a própria Raquel Dodge for acusada de cometer crime de hermenêutica toda vez que tiver que requerer arquivamento de uma investigação da qual resultou pedido de prisão e a prova nada apontou, como no caso Sarney (aqui)? Seria péssimo, não? E se olharmos para trás, quantos crimes de hermenêutica encontraremos no ato de autoridades? Com efeito ex tunc. Quantos réus haveria por crime de hermenêutica ou por "porte ilegal da fala"... A ver (sem h).

Post scriptum: Tivesse o STF decidido as ADCs (43,44 e 54), nada disso teria acontecido. Ups. Mas a presidente do STF tem livre convencimento e discricionariedade (o que dá no mesmo) para decidir a pauta... Por isso, as consequências vêm sempre depois, como dizia o Conselheiro. Não seria melhor que fossemos ortodoxos no cumprimento das leis e da CF? Não seria melhor que os juízes não tivessem LC? Não seria melhor cumprirmos à risca as leis?

O LC é autocontraditório. Autoimplosivo. Aliás, esse episódio jogou uma bomba na tese do LC. Alguém com LC pode ser processado por ter tido LC por alguém que usa o LC para dizer o que é LC... E o resultado tanto faz, porque o julgamento será por LC e o recurso será apreciado por LC, sendo que alguém poderá vir correndo e dizer que nem sequer o primeiro processo poderia ter sido feito porque o LC não era livre... E o final é o suicídio epistêmico. Enquanto não cumprirmos dispositivos como o 926 do CPC, o 93, IX da CF e pensarmos que cada "cabeça é uma sentença" (germe do LC), esta(re)mos fragilizando mais e mais a democracia. O custo é altíssimo. E não sei se teremos capital simbólico para pagar a conta. Aliás, a conta está aí. E não inclui os 10%.

Minha tese: bem que poderíamos aprender um pouco com isso, não?

Super Post scriptum: Crime de hermenêutica foi o que Rui Barbosa disse acerca da acusação ao seu cliente, o Juiz gaúcho Alcides de Mendonça Lima, em 1897 condenado por fazer controle difuso de constitucionalidade de uma lei sobre o júri. A lei foi editada no governo de Julio de Castilhos, sobre o qual é despiciendo falar. Lima foi suspenso por 9 meses pelo Superior Tribunal de Justiça do RS. Recorreu ao STF e Rui Barbosa foi seu advogado, sustentando a tese do crime de hermenêutica. Foi absolvido no STF. Pois a sentença de Mendonça Lima - que lhe rendeu a suspensão - pode ser considerado o precedente do controle difuso no Brasil. Nesse sentido, ver excelente texto de Maria Fernanda Salcedo Repolês "O Caso dos crimes de hermenêutica: precedente do controle difuso de constitucionalidade no Brasil", publicado nos anais do XVIII Congresso Nacional do Conpedi, em 2009. Bingo, Maria Fernanda!

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/rs247/362355/Jurista-diz-que-Dodge-inventou-dois-crimes-para-perseguir-um-juiz.htm

Pesquisa Ipsos: Lula já é mais aprovado e menos rejeitado do que Moro


Por Fernando Brito, editor do Tijolaço Nunca antes na história da Lava Jato o prestígio público de seu "super-herói", Sérgio Moro, esteve tão baixo. Segunto a pesquisa "Barômetro Político", realizada pelo Ipsos para o Estadão, o juiz, que chegou a ter índices de aprovação de 69% em maio do ano passado – quando só tinha 22% de reprovação, baixou para meros 37% de apoio e 55% de rejeição.

Já aquele a quem Moro jurou de morte, Lula, continua sendo o candidato com maior taxa de aprovação (45%) e o de menor índice de rejeição entre os principais nomes na disputa presidencial.

Não coube, no gráfico a Marina Silva, mas registro: 63%, estatísticamente igual a Ciro Gomes (65%) e a Jair Bolsonaro (64%) e um pouco menos que Geraldo Alckmin (70%), a quem só Michel Temer conforta, com seus estratosféricos 93% de reprovação.

A força da verdade é como a lava dos vulcões: pode ficar represada sob a crosta de mentiras e propaganda que os donos da mídia fazem, mas acaba por brotar e olhe lá se não numa violenta erupção, que os sismógrafos das pesquisas mostram estar se armando.

Espero que não se acuse a Ipsos, uma multinacional francesa e o nosso geriátrico Estadão de estarem em alguma aventura bolivariana de lulopetismo estatístico.

Aliás, nem destaque deu para a caríssima pesquisa – R$ 183 mil – nas páginas do jornal paulista.

Meteram os pés pelas mãos e estão colhendo os frutos da manipulação que fizeram, os aprendizes de feiticeiro do golpe judicial.

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/poder/362358/Pesquisa-Ipsos-Lula-j%C3%A1-%C3%A9-mais-aprovado-e-menos-rejeitado-do-que-Moro.htm

quarta-feira, 18 de julho de 2018

COGERH-Sobral na II Conferência da Caatinga

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Cruz. Aconteceu nos dias 19, 20 e 21 de junho, na Assembleia Legislativa do Estado do Ceará, a II Conferência Caatinga com o tema “Desenvolvimento Humano e Sustentabilidade” com a missão de trazer a luz as graves questões que preocupam governos e sociedade civil organizada, com foco no Bioma Caatinga e ênfase nos recursos hídricos e na desertificação, centralizados no ser humano. Participaram da II Conferência representantes de instituições públicas, federais, estaduais e municipais; entidades da sociedade civil organizada e iniciativa privada. clip_image004clip_image006

A abertura solene da II Conferência da Caatinga e da Feira Cultural da Caatinga aconteceu no Auditório Murilo Aguiar - Assembleia Legislativa do Ceará - e culminou com a entrega da Medalha Chico Mendes ao Secretário do Meio Ambiente do Estado, Artur José Vieira Bruno.

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Durante todo o evento aconteceram Sessões Temáticas, palestras, apresentações de experiências exitosas, de vários estados do Semiárido, relacionadas aos eixos temáticos: Meio Ambiente, Segurança Hídrica e Saneamento, Agropecuária e Desenvolvimento Econômico e Social.

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Cerca de 50 experiências exitosas foram apresentadas abordando temas envolvendo Caatinga, água, apicultura, Escola Família Agrícola, Saneamento, Reforma Agrária, Criação de Galinha Caipira, Piscicultura, Sementes Crioulas, Frutas Silvestres, Sistemas Agrossilvipastoris, Tecnologias Sociais, DENOCS, Barragens Subterrâneas, Programa 1 Milhão de Cisternas, SISAR, Águas de Areias, Alocação de Água, Reuso de Água, Mulheres da Caatinga, dentre outros.

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O Professor José Maria Gomes Vasconcelos, membro do Comitê de Bacia do Acaraú e da Caritas de Sobral apresentou a experiência sobre o Intercâmbio de Sementes Crioulas.

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Durante toda conferência, aconteceu a Feira dos Saberes e das Culturas da Caatinga com exposições de artesanatos, palestras, peças teatrais, oficinas e lançamentos de cordéis, cantorias de violeiros, sanfoneiros, artesanatos reciclados de garras pet, doces, chapéus e prestação de serviços de atendimento ao público.

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Dr. Lima

CBH-Acaraú

Humberto: queremos aquele país do Lula de volta


Geraldo Magela - Agência Senado

Pernambuco 247 - O líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), afirmou que a Marcha Lula Livre, Lula Inocente, organizada pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra e pela Frente Brasil Popular, "demonstra força ao reunir trabalhadores de todo o estado que estão seguindo em caminhada, saindo de diversos municípios e que irão terminar em um grande ato na próxima sexta, em Recife, onde será lançada a candidatura de Lula".

"Devemos intensificar nosso trabalho e eleger Lula para estancar todos esses retrocessos que estão acontecendo no país. Pois foi a gestão do PT que iniciou o processo de investimentos nas áreas sociais, beneficiando os mais carentes, e que levou o Brasil ao pleno desenvolvimento econômico. Queremos aquele país do Lula de volta", disse o parlamentar, que esteve nesta terça-feira (17) na cidade de Pombos, na Mata Sul de Pernambuco.

Segundo o congressista, "a injustiça que está acontecendo com o presidente Lula está sendo divulgada em diversos países. Estive no parlamento europeu reunido com partidos de esquerda e de centro-esquerda denunciando os retrocessos que estão acontecendo no Brasil". "Em todos os lugares que vou, eles falam sobre a resistência e a luta que vocês, integrantes de diversos movimentos de trabalhadores sem terra, estão promovendo por todo o país em favor de Lula", acrescentou.

A Marcha saiu na última segunda-feira (16) da cidade de Caruaru, no Agreste de Pernambuco, e passou pelos municípios de Bezerros e Gravatá, na mesma região, onde reuniu trabalhadores rurais e simpatizantes do PT e de Lula. De Pombos, o movimento seguiu para Vitória de Santo Antão, passará por Moreno e terminará em Recife, com um ato, a partir das 15 horas, na praça do Derby, conhecida como Praça da Democracia.

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/pernambuco247/362300/Humberto-queremos-aquele-pa%C3%ADs-do-Lula-de-volta.htm

Vagner Freitas: o retrato do Brasil pós-golpe é miséria e desesperança


Esq.: ABR / Dir.: Ueslei Marcelino - Reuters

247 - O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, criticou o governo Michel Temer por causa do alto índice de desemprego. De acordo com o sindicalista, a Reforma Trabalhista não foi feita para gerar empregos, mas sim para extinguir direitos e legalizar a informalidade e o bico.

“E os resultados apresentados demonstram que sempre falamos a verdade quando alertamos que o golpe não foi contra a Dilma, foi contra o povo brasileiro, contra os direitos da classe trabalhadora”, diz. "O retrato do Brasil pós-golpe é miséria e desesperança. As filas quilométricas em busca de emprego voltaram a ser realidade no País que chegou atingir o pleno emprego nos governos de Lula e Dilma", acrescenta.

Vagner lembra que é preciso dar um basta nessa situação e só com o povo mobilizado nas ruas, no dia 10 de Agosto, Dia do Basta, promovido pela CUT e demais centrais sindicais, é possível fazer com que o país comece a sair da crise.

Em seu site, a CUT afirmou que, "após o golpe de 2016, que derrubou Dilma Rousseff, presidenta eleita democraticamente por mais de 54 milhões de votos, o governo ilegítimo de Michel Temer (MDB-SP) e seus aliados golpistas no Congresso Nacional, assim como os analistas econômicos da mídia corporativa, lançaram a narrativa de que a reforma trabalhista acabaria com o desemprego no País e faria a economia voltar a crescer".

"Tentaram fazer os brasileiros e brasileiras acreditarem que a perda de direitos e a criação de vagas de trabalho intermitentes abririam um milhão de vagas de trabalho em apenas um ano. Mas o que se viu até o momento foi o fechamento de três milhões de vagas formais durante a crise econômica provocada pelo ilegítimo Temer e o número de desempregados no País chega a 13,2 milhões de pessoas. Se comparado com 2014, o número de desempregados cresceu 94,2%", diz a entidade em seu site.

"Além disso, a taxa de subutilização da força de trabalho, que inclui os desempregados, pessoas que gostariam e precisam trabalhar e aqueles que desistiram de procurar emprego depois de se frustarem com o insucesso, bateu recorde histórico no primeiro trimestre de 2018. Ao todo, são 27,7 milhões de pessoas com força de trabalho subutilizada no Brasil pós-golpe", acrescenta.

Segundo a CUT, "agora os economistas do mercado se dizem ‘decepcionados’ com a lenta retomada da economia e preveem que os milhões de postos de trabalho perdidos, que deixaram milhões de pais e mães de família sem emprego, só devem ser retomados em 10 anos. Esta é a avaliação dos economistas da LCA Consultores, que fizeram um levantamento para o jornal Folha de São Paulo sobre o mercado de trabalho".

"Ao analisarem os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), os economistas perceberam uma forte desaceleração da economia e da geração de emprego, em especial nos últimos três meses. Se for mantido os índices atuais, o mercado de trabalho pode fechar 2018 com um saldo líquido de apenas 220 mil vagas com carteira - apenas 20% do prometido pelos golpistas no final do ano passado, quando aprovaram a reforma trabalhista. No último trimestre, descontando as flutuações típicas de cada mês, o saldo de empregos tem demonstrado forte desaceleração na geração de postos de trabalho formais: em março foram 27,3 mil, em abril 16,7 mil e em maio apenas 9,8 mi".

*Com informações da CUT

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/brasil/362288/Vagner-Freitas-o-retrato-do-Brasil-p%C3%B3s-golpe-%C3%A9-mis%C3%A9ria-e-desesperan%C3%A7a.htm

segunda-feira, 16 de julho de 2018

Condição de preso político de Lula é escancarada para o mundo após sequestro e descumprimento de soltura pela PF


Foto: Eduardo Matysiak/Agência PT

Se ainda existia dúvida acerca do caráter político e arbitrário da prisão de Lula e da perseguição judicial sem precedentes contra ele, os fatos protagonizados neste domingo (8) pelo juiz Sergio Moro e por outros agentes do Judiciário escancaram a prisão de caráter político à qual é submetido o ex-presidente. Para o líder do PT na Câmara, Paulo Pimenta (PT-RS), e o deputado Wadih Damous (PT-RJ), a Polícia Federal sequestrou Lula ao descumprir decisão judicial, afrontar a Constituição e subverter toda a ordem jurídica do País.

Pimenta e Damous, juntamente com o deputado Paulo Teixeira (PT-SP), entraram com pedido de habeas corpus junto ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) pedindo a libertação de Lula. A petição foi acatada pelo desembargador de plantão no tribunal, Rogério Favreto. Para evitar o cumprimento da liminar, Sérgio Moro – que se encontra de férias em Portugal – vestiu a camisa de militante partidário e atuou para impedir que Lula fosse posto em liberdade. O juiz de Curitiba telefonou para a Polícia Federal e determinou que não fosse cumprido o alvará de soltura de Lula.

Segundo Pimenta, travou-se em Curitiba uma “guerra absurda, ilegal, criminosa” que envolve integrantes da Polícia Federal, do Ministério Público, o juiz Sérgio Moro e o desembargador Gebran Neto. “Eles tentaram de todas as formas, de maneira desesperada, como disse o ministro do STF Marco Aurélio de Mello, impedir que a lei fosse cumprida”, denunciou o parlamentar.

Advogado e integrante da defesa de Lula, Wadih Damous considera que estamos testemunhando uma “anarquia judicial” em Curitiba. “Hoje um juiz de primeiro grau manda no País, manda no Judiciário, manda desobedecer ordens de magistrados de hierarquia superior. A Lava Jato atua como uma típica organização criminosa e Sérgio Moro como um capitão do mato”, apontou Damous.

Ainda de acordo com Damous, os agentes da Lava Jato estão “brincando de atear fogo no País” com essas ações que violam frontalmente a legislação. “O que está acontecendo em Curitiba é algo estarrecedor. Por conta dessa decisão, fomos procurados por diversos órgãos de imprensa estrangeiros. Eles ficam estarrecidos porque não passa pela cabeça deles essa hipótese. Como é que um juiz de primeira instância desobedece abertamente uma ordem judicial?”, relata o deputado do Rio de Janeiro.

Após a decisão inicial de Fraveto, o desembargador Gebran Neto, relator da Lava Jato no TRF-4, expediu decisão revogando a ordem do colega. O desembargador de plantão, entretanto, emitiu novo despacho determinando o cumprimento da ordem de libertação de Lula em até uma hora após esta nova decisão. Além disso, Favreto sugeriu que Moro e o delegado da Polícia Federal na sede do órgão em Curitiba deveriam ser investigados e poderiam sofrer sanções pelo crime de desobediência, entre outros.

Novamente a ordem judicial foi ignorada pela Polícia Federal. E no início da noite o presidente do TRF-4, apesar de não possuir competência sobre o tema, determinou a continuidade da prisão de Lula. A defesa do ex-presidente irá recorrer da medida.

“O que a Lava Jato disse para o Brasil hoje foi o seguinte: ‘mesmo que exista decisão judicial determinando que o Lula seja solto, nós não vamos cumprir essa ordem judicial’. Moro cometeu um crime, assim como o delegado da Polícia Federal”, resumiu Pimenta.

Ameaças – O desembargador Rogério Fraveto teve o seu telefone celular e outros dados pessoais difundidos na Internet por gente como o ator Alexandre Frota e o jornalista Claudio Tognolli. Em razão disso, Fraveto revelou estar sofrendo diversas ameaças. “Há divulgação indevida por parte de pessoas nas redes sociais do meu telefone. Estão mandando ameaças para mim e minha família”, disse o magistrado em entrevista à Rádio Guaíba.

Rua – Militantes petistas e defensores da democracia foram às ruas neste domingo (8) para comemorar a liberdade de Lula e, após a revogação da sua soltura, passaram a denunciar a sua condição de preso político. Em São Bernardo do Campo (SP), milhares de pessoas se reuniram em frente à sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. No Rio de Janeiro o ponto de encontro foi a Cinelândia. Em Brasília a militância se dirigiu à Praça dos Três Poderes, enquanto em São Paulo uma multidão ocupou a Avenida Paulista.

PT na Câmara

Fonte: https://ptnacamara.org.br/portal/2018/07/08/condicao-de-preso-politico-de-lula-e-escancarada-para-o-mundo-apos-sequestro-e-descumprimento-de-soltura-pela-policia-federal/

Coronel Lima pagava propina a Temer desde 1990, aponta PF


Um documento da PF aponta que o coronel João Baptista Lima Filho, apontado como operador de propinas de Michel Temer, intermediava pagamentos indevidos feitos por empresas do setor portuário desde a década de 90; segundo os investigadores, os recursos teriam passado pela Argeplan, empresa pertencente a Lima, e teriam sido pagos a "MT" e "MA" e "L", indicando que os repasses eram feitos a Michel Temer e a Marcelo Azeredo, que foi indicado por Temer para comandar a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) e ao próprio coronel Lima

16 de Julho de 2018 às 14:08 // Inscreva-se na TV 247 Youtube

247 - Um documento da Polícia Federal aponta que o coronel João Baptista Lima Filho, apontado como operador de propinas de Michel Temer, intermediava pagamentos indevidos feitos por empresas do setor portuário desde a década de 90. Segundo a PF, os recursos teriam passado pela Argeplan, empresa pertencente a Lima, e teriam sido pagos a "MT" e "MA" e "L". Segundo os investigadores, as iniciais indicariam que os repasses eram feitos a Michel Temer e a Marcelo Azeredo, que foi indicado por Temer para comandar a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) e ao próprio coronel Lima.

Segundo o blog da jornalista Andréia Sadi, do G1, o documento foi anexado ao Inquérito dos Portos, que investiga o suposto pagamento de propinas a Temer por meio da edição de um decreto que teria beneficiado empresas do setor portuário, dentre elas a Rodrimar e o grupo Libra, que operam terminais o Porto de Santos e que é tido como uma espécie de enclave do MDB. As empresas negam as suspeitas e o Palácio do Planalto não quis comentar o fato.

O documento seria uma espécie de complemento de uma outra planilha anexada a um outr inquérito que investigava irregularidades no Porto e Santos e que foi arquivado em 2011 por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), marco Aurélio Mello. O material também destacaria a existência de "contratos exclusivos" do grupo Libra com a Argeplan.

"Todas as participações foram concedidas sem nenhum tipo de investimento por parte da Argeplan, além do cumprimento total das exigências políticas", diz o relatório da Polícia Federal.
https://www.brasil247.com/pt/247/brasil/361995/Coronel-Lima-pagava-propina-a-Temer-desde-1990-aponta-PF.htm