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domingo, 30 de julho de 2017

FUP: Lava Jato tirou 3 milhões de empregos da cadeia de óleo e gás


Eduardo Maretti, da RBA - O impacto da Operação Lava Jato e das políticas do governo Michel Temer na economia do país e no crescimento do desemprego é brutal. Quando a Lava Jato foi deflagrada, em março de 2014, o IBGE apontava taxa de desemprego no Brasi de 7,1% no trimestre encerrado naquele mês. Eram 7 milhões de desempregados. Hoje, a taxa no período encerrado em junho chega a 13%, com 13,5 milhões de pessoas sem emprego.

Os dados mostram que, somente na indústria naval, que havia sido recuperada pelos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, o número de trabalhadores empregados caiu de 83 mil, no governo Dilma, para estimados 30 mil.

Apesar dos efeitos claros das políticas do governo Temer, que aprofundam a recessão, os da Lava Jato são ainda mais perversos. "A recessão elimina empregos, mas a empresa permanece. Havendo recuperação, o emprego volta. No caso da Lava Jato, é quase uma perda permanente", aponta o economista e professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Marcio Pochmann.

A forma pela qual se deu a operação comandada em Curitiba não foi de investigar e apurar ilegalidades cometidas por diretorias de empresas e puni-las "na forma da lei", como aconteceu em vários países desenvolvidos. Entre outros exemplos, Pochmann cita o caso da Volkswagen alemã, na qual foi desbaratado um esquema de fraude em medição de emissões de poluentes. Autoridades e executivos são punidos, mas a empresa fica de pé. No Brasil, com os benefícios das delações premiadas, ocorre o contrário. A Lava Jato destruiu enorme capacidade de investimento das empresas e empreiteiras brasileiras.

O diretor de Relações Internacionais e de Movimentos Sociais da Federação Única dos Petroleiros (FUP), João Antônio de Moraes, calcula que desde o início da Lava Jato a cadeia de gás e petróleo comandada pela Petrobras perdeu cerca de 3 milhões de empregos. A cadeia representava aproximadamente 13% do Produto Interno Bruto do país. Esse percentual hoje se esvaiu, e não se sabe exatamente qual o tamanho da queda.

Segundo Moraes, a Lava Jato causa maiores e mais perversos danos à economia a ao emprego do que o próprio governo Temer. "Porque a Lava Jato fecha os estaleiros, proíbe as empresas brasileiras de disputar licitações e paralisa as obras."

Crise política
Em 2015, quando os efeitos da Lava Jato já eram concretos, o PIB despencou para 3,8% negativos. Segundo cálculo não apenas do governo na época, mas de economistas e de consultorias, como a 4E Consultoria, do total da queda do PIB naquele período, entre 2 a 2,5 pontos percentuais foram relativos à crise da Petrobras e da cadeia de petróleo e gás.

"Naquele momento, foi feita uma conta em relação à retração de investimento da Petrobras e impacto sobre a cadeia como um todo. Hoje, a situação é mais tensa em termos de empresas e setores afetados direta e indiretamente por conta da crise política. Não só em relação à Petrobras, mas às empreiteiras, com efeitos indiretos sobre o restante da economia", diz Juan Jensen, sócio da 4E Consultoria.

Tanto a construção naval como o sistema Petrobras e os terceirizados foram atingidos pela crise e as consequências da operação Lava Jato. Entre 2014 (quando se iniciou a Lava Jato de Sérgio Moro) e 2015, os empregos na Petrobras caíram 3%, de 80.908 para 78.470. Na área de terceirizados, a redução foi muito mais significativa, de 46%, reduzindo-se de 291.074 para 158.076. A queda no setor de construção naval no período foi de 82.472 para 57.048, de 30,8%.

Para Pochmann, é fato que, quando Temer assumiu o poder, o país ainda estava em recessão, embora os dados e diversos economistas apontassem que em 2016 a recessão começaria a ser superada. Segundo o IBGE, a taxa de desemprego foi de 11,2% no trimestre encerrado em maio de 2016 (mês em que Dilma foi afastada), com 11,4 milhões de pessoas desocupadas .

"Dilma provocou a recessão, mas a entrada de Temer levou a economia novamente à recessão, comprometeu o segundo semestre e avançou por 2017. O questionamento que se tem é que, quando Temer assumiu, o discurso era de recuperação da economia e retirada do país da recessão, porque, segundo ele, Dilma não tinha condições de resgatar a atividade empresarial e o país recuperaria os investimentos." Mas não foi o que aconteceu. "Pelo contrário. Temer aproveita a recessão para reconfigurar o capitalismo. Não se trata apenas de uma recessão, é uma mudança na trajetória do capitalismo brasileiro", diz Pochmann.

Com Temer, está em andamento algo muito mais complexo do que um simples erro de percurso ou opção de política econômica, na opinião do economista. "É uma reconfiguração do capitalismo porque parte do pressuposto de que uma parte da sociedade não deve fazer parte das políticas públicas. Porque há um processo de liquidação de empresas estatais e reformulação do Estado para garantir que a financeirização possa se viabilizar pelos próximos 20 anos", avalia.

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/brasil/308960/FUP-Lava-Jato-tirou-3-milh%C3%B5es-de-empregos-da-cadeia-de-%C3%B3leo-e-g%C3%A1s.htm

Temer comemora apatia popular diante do tarifaço


247 - Interlocutores do governo de Michel Temer estão comemorando a falta de manifestações populares contra o aumento de impostos sobre os combustíveis, realizado na semana passada.

A apatia da população diante da escalada tributária é vista como sobrevida de Temer no Congresso às vésperas da votação da denúncia de corrupção passiva contra Temer na Câmara.

O líder do governo no Congresso, André Moura (PSC-SE) disse que os líderes governistas sondaram os deputados sobre eventuais impactos da medida na votação e concluíram que, devido à falta de reações populares, não deverá haver mudanças nos votos pró-Temer.

"Há essa expectativa de que o resultado do aumento de imposto seja mais investimento. Não tem nenhum tipo de impacto na base, porque a base entende que a equipe econômica trabalha para manter o equilíbrio fiscal e a recuperação econômica. A população não quer saber de aumento de imposto mas não houve grande reação, manifestações, nada disso", afirmou Moura.

O Planalto acredita que o anúncio aumenta a pressão sobre o Congresso para que aprove a reforma da Previdência. Segundo integrantes do governo, o aumento de impostos teve que acontecer porque não havia de onde tirar dinheiro. Nessa lógica, a reforma da Previdência seria essencial para que o aumento no preço da gasolina possa ser revertido mais à frente, caso a economia dê sinais de recuperação.

As informações são do jornal O Globo.

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/economia/308983/Temer-comemora-apatia-popular-diante-do-tarifa%C3%A7o.htm

sábado, 29 de julho de 2017

Até que enfim, uma boa ideia aparece

Requião quer referendo para revogar leis aprovadas sem autorização da população

Senador Roberto Requião (PMDB-PR) defendeu hoje (29), durante participação no 19º Congresso Nacional dos Bancários, a realização de um referendo popular para revogar todas as leis aprovadas no governo de Michel Temer (PMDB) à revelia dos interesses e vontade da população; "Temos que liquidar todas essas leis que sem a autorização da população brasileira foram votadas por um congresso que não tem legitimidade para implantar um sistema que está moribundo na Europa e que hoje pede asilo para vir morrer no Brasil", disse Requião

29 de Julho de 2017 às 18:58 // 247 no Telegram Telegram // 247 no Youtube Youtube

Cida de Oliveira, RBA O senador Roberto Requião (PMDB-PR) defendeu hoje (29), durante participação no 19º Congresso Nacional dos Bancários, a realização de um referendo popular para revogar todas as leis aprovadas no governo de Michel Temer (PMDB) à revelia dos interesses e vontade da população.

"Temos que liquidar todas essas leis que sem a autorização da população brasileira foram votadas por um congresso que não tem legitimidade para implantar um sistema que está moribundo na Europa e que hoje pede asilo para vir morrer no Brasil", disse Requião.

O senador destacou que 95% da população é contra a reforma trabalhista, da Previdência e toda a política neoliberal que está sendo praticada no país. "Os 5% que ficaram do outro lado não são invencíveis", disse.

Realizada na capital paulista desde sexta-feira (28), a 19ª Conferência Nacional dos Bancários termina amanhã (30). Estão sendo debatidas ações para a difícil conjuntura nacional.

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/parana247/308985/Requi%C3%A3o-quer-referendo-para-revogar-leis-aprovadas-sem-autoriza%C3%A7%C3%A3o-da-popula%C3%A7%C3%A3o.htm

Meta fiscal “já era”. Novo rombo será de R$ 170 bilhões


Por Fernando Brito, do Tijolaço - O Ministro da Fazenda de fato, Romero Jucá, e o líder do Governo Temer, Andre Moura (aquele do Eduardo Cunha, lembram?) já definiram o aumento do rombo fiscal, com a fixação de uma nova meta de déficit, que passa da R$140 bilhões negativos para R$ 170 bilhões.

O valor é o que, informa Mônica Bergamo, na Folha:

Jucá, apontado como articulador da revisão da meta, diz que o tema “só será discutido no final do mês”, depois que Fazenda e Planejamento apresentarem projeções sobre a receita e corte de gastos do governo.

Vai se confirmando o que – sem nenhum mérito, pois era óbvio- este blog vem afirmando há um mês: não havia meios de se chegar ao valor negativo – já imenso – programado no Orçamento. E, ainda, o que se disse aqui, há dois dias:  Romero Jucá é o Ministro da Fazenda do Brasil.

Há uma historinha – mais de desejo que de promessa – de que o grupo de Rodrigo Maia estaria negociando a provação da reforma previdenciária para “dar cobertura” ao aumento do déficit, porque isso sinalizaria ao “mercado” que “piorou, mas vai melhorar”.

Ninguém tem condições de aprovar uma reforma da Previdência profunda a esta altura. Mesmo para a quadrilha que se acumpliciou a Temer, votar contra a denúncia de Janot e contra os aposentados é dose cavalar, mesmo com farta distribuição de emendas.

Pondera o jornalista Aziz Filho, na newsletter BússolaBR:

A questão é: quem tem credibilidade para firmar esse pacto e combinar com os russos, no caso os eleitores com a faca nos dentes contra a reforma? No final, ficará só o aumento da meta e a tentativa de arranjar uma desculpa para acalmar Meirelles. Será que cola?

Tales Faria, no Poder360, diz que o embate de Meirelles se dará depois da votação da permanência de Temer, mas não demora muito porque Jucá, que fala em nome de Temer diz , em conversas privadas que “a máquina pública vai parar”.

Já está parando, senhores.

A minha única dúvida é se a ampliação em R$ 30 bilhões serão o bastante para a ampliação da meta. Porque da ampliação da meta é praticamente inevitável o rebaixamento da nota de crédito do Brasil, as pressões para liberação do que foi contingenciado (R$ 47 bilhões, em duas etapas) e a fome, infinita fome, dos parlamentares que vão querer mais pelo “Fica, Temer”

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/308969/Tijola%C3%A7o-meta-fiscal-%E2%80%9Cj%C3%A1-era%E2%80%9D-Novo-rombo-ser%C3%A1-de-R$-170-bilh%C3%B5es.htm

Pochmann: efeitos da Lava Jato sobre economia são piores que a recessão


Rede Brasil Atual - Apesar dos efeitos claros das políticas do governo Temer, que aprofundam a recessão, os da Lava Jato são ainda mais perversos. “A recessão elimina empregos, mas a empresa permanece. Havendo recuperação, o emprego volta.

No caso da Lava Jato, é quase uma perda permanente”, aponta o economista e professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Marcio Pochmann.

A forma pela qual se deu a operação comandada em Curitiba não foi de investigar e apurar ilegalidades cometidas por diretorias de empresas e puni-las “na forma da lei”, como aconteceu em vários países desenvolvidos. Entre outros exemplos, Pochmann cita o caso da Volkswagen alemã, na qual foi desbaratado um esquema de fraude em medição de emissões de poluentes.

Autoridades e executivos são punidos, mas a empresa fica de pé. No Brasil, com os benefícios das delações premiadas, ocorre o contrário. A Lava Jato destruiu enorme capacidade de investimento das empresas e empreiteiras brasileiras.

Leia aqui a reportagem na íntegra.Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/economia/308984/Pochmann-efeitos-da-Lava-Jato-sobre-economia-s%C3%A3o-piores-que-a-recess%C3%A3o.htm

Propinas da JBS ao núcleo Temer somam R$ 22 mi


247 - A revista Época deste sábado traz uma reportagem que analisou milhares de documentos entregues pelos delatores da JBS às autoridades e que complicam ainda mais a vida de Michel Temer.

As provas apresentadas anteriormente pela JBS foram largamente ignoradas. Como os delatores haviam fechado o acordo poucas semanas antes, a empresa ainda não tinha levantado tudo o que poderia e deveria, em termos de evidências para corroborar dos crimes descritos nos anexos da colaboração.

Agora, a um mês do prazo estipulado para entregar à PGR todas as evidências necessárias, os delatores e a JBS já dispõem de um novo e formidável conjunto de documentos.

Há planilhas de propina que perfazem quase dez anos de campanhas —da eleição municipal de 2006 à eleição presidencial de 2014. Há comprovantes bancários. Há notas fiscais frias. Há contratos fraudulentos. Há, ainda, depósitos em contas secretos no exterior. Em comum, as evidências corroboram ou comprovam pagamentos ilícitos a políticos, numa escala que, ao menos no Brasil, nem mesmo a Odebrecht atingiu. De 2006 a 2017, a contabilidade da propina da JBS —e outras empresas dos irmãos Batista— a políticos é espantosa: R$ 1,1 bilhão.

Há provas consistentes de corrupção de empresas indicadas por Temer à JBS, na distante campanha presidencial de 2010.

Surgem evidências de pagamentos em dinheiro vivo ao presidente do Senado, Eunício Oliveira, entre outros parlamentares, e a ministros do governo Temer, como Bruno Araújo, Gilberto Kassab, Helder Barbalho e Marcos Pereira. Kassab, por exemplo, também aparece como beneficiário de um valor extraordinário em propinas, recebidas, segundo os documentos, até o ano passado: R$ 18 milhões.

As informações são de reportagem de Diego Escostesguy.

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/poder/308944/Propinas-da-JBS-ao-n%C3%BAcleo-Temer-somam-R$-22-mi.htm

Com rombo fiscal inédito, Temer quer esfolar os servidores públicos


Acossado pelo colapso fiscal, decorrente da recessão e da gastança para escapar da denúncia por corrupção passiva que será votada na próxima quarta-feira,  Michel Temer agora se prepara para esfolar os servidores públicos federais.  Além do PDV (Plano de Demissão Voluntária), o governo deve retardar o pagamento de aumentos parcelados concedidos em 2016,  reduzir o valor de benefícios complementares, como vale-alimentação, vale-transporte e auxílio-creche,  e ainda estuda a elevação, de 11% para 14%, da contribuição previdenciária dos estatutários, que é cobrada também dos inativos (aposentados e pensionistas). E com isso, vai acabar a relativa trégua obtida no ano passado, logo depois do golpe,  com a concessão de aumentos para várias carreiras.  Protestos, greves e gritos mais fortes de “fora Temer” voltam ao radar.  

Nesta sexta-feira o Banco Central divulgou um déficit de R$ 19,5 bilhões em junho, o maior para o mês na série história iniciada em 2001. Para enfrentar o rombo crescente, depois de aumentar o Pis-Cofins da gasolina na semana passada, ontem o  governo confirmou um contingenciamento orçamentário de R$ 4,9 bilhões e retirou mais R$ 7,5 bilhões do Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC, herança dos governos petistas, que já perdeu mais da metade de seus recursos destinados a investimentos. Mesmo assim, o rombo fiscal ameaça o cumprimento da meta de R$ 139 bilhões de déficit prevista para este ano. Medidas como o PDV, a reoneação da folha de pagamentos das empresas, o Refis, a repatriação de recursos escondidos no exterior e  novas concessões/privatizações não se revelam eficientes. Ou enfrentam resistências da base parlamentar, ou não produzirão os recursos esperados no tempo necessário. Por isso, a crise agora entrou em nova fase.  Aprovado por apenas 5% da população, Temer sobrevive como refém do Congresso. Para salvar o pescoço, precisa gastar. Se gastar, alarga o rombo fiscal.  Se sai do espeto cai na brasa.        

Neste quadro é que a tesoura está se voltando com força contra os servidores, um segmento social que adquire força corrosiva em certas circunstâncias políticas. Collor, que antes de se eleger presidente havia se notabilizado como o “caçador de marajás”, demitindo funcionários alagoanos que ganhavam salários astronômicos,  começou a cavar sua queda quando trombou com a maquina pública federal, extinguindo dezenas de  órgãos e demitindo milhares de funcionários.  Temer sabe que não se deve mexer com este vespeiro. Ao tomar posse,  ainda como interino,  buscou a boa vontade da máquina administrativa para com seu governo ilegítimo.  Concluiu negociações e fechou acordos que garantiram aumentos para várias categorias . Para o chamado “carreirão” foi concedido aumento de 10,8% em dois anos -  5,5% foram pagos no ano passado e 5% que deveriam ser pagos agora em agosto. Não devem ser.   Para as chamadas carreiras típicas de Estado o aumento foi de 27,9%, divididos em quatro anos — 5,5% em 2016; 6,99%, em 2017; 6,65%, em 2018; e 6,31%, em 2019.

Já os benefícios complementares são fixos para os estatutários e têm valores bem maiores nas estatais. Nas carreiras, o vale-alimentação do servidor é de R$ 458, o vale-transporte é de R$ 204,00 e o auxilio-creche é de 321. No fim, uma despesa anual de R$3,8 bilhões.    O Sindicato vem cobrando também do governo a incorporação das gratificações aos vencimentos dos aposentados, garantida em lei, que vem sendo adiada desde janeiro deste ano.

Mas a medida que causará mais irritação, se implementada, porque depende de aprovação de lei, será o aumento da contribuição previdenciária de ativos e inativos. Por terem um regime de aposentadoria diferenciado, os servidores contribuem com uma alíquota muito maior que os trabalhadores da iniciativa privada, que descontam 20% sobre os salários, limitados ao teto do INSS, ou pouco mais de R$ 5 mil. Já os servidores sofrem um descontado de 11%, mesmo depois de aposentados, sobre o total de vencimentos.  Aumentar esta alíquota para 14% será tocar fogo na Esplanada dos Ministérios.

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/blog/terezacruvinel/308803/Com-rombo-fiscal-in%C3%A9dito-Temer-quer-esfolar-os-servidores-p%C3%BAblicos.htm

Chefe das Forças Armadas reitera: Brasil está à deriva

 

Marcelo Camargo/Agência Brasil

247 - Comandante do Exército brasileiros, o general Eduardo Villas Bôas afirma que a saída para a crise do país "está nas mãos dos cidadãos brasileiros", que poderão, "nas eleições de 2018, sinalizar o rumo a ser seguido".

Voz moderada em meio à cacofonia histérica de extremos ideológicos que marca a crise, na qual volta e meia grupelhos clamam por intervenção militar, Villas Bôas diz que "o Brasil e suas instituições evoluíram e desenvolveram um sistema de pesos e contrapesos que dispensa a tutela por parte das Forças Armadas" e reitera que a Constituição deve prevalecer: "Todos devem tê-la como farol a ser seguido".

Questionado sobre o fato de Michel Temer ser o primeiro ocupante da Presidência acusado de corrupção durante o mandato, Villas Bôas evitou se pronunciar.

"Tenho afirmado que, além da crise política, vivemos um momento em que faltam fundamentos éticos e no qual o 'politicamente correto', por vezes mal interpretado, prejudica nossa evolução. Falta-nos uma identidade e um projeto estratégico de país. País com letra maiúscula. Por isso, costumo dizer que estamos à deriva.

No entanto, considero essa crise uma oportunidade, que poderá auxiliar a nação a se sanear, sem influências ideológicas ou políticas."

As informações são de reportagem de Fabio Victor na Folha de S.Paulo.

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/brasil/308902/Chefe-das-For%C3%A7as-Armadas-reitera-Brasil-est%C3%A1-%C3%A0-deriva.htm

Lava Jato: há mais provas contra Temer do que havia contra Dirceu


Do jornal GGN

Se Michel Temer for inocentado do processo em que é acusado de receber propina da JBS por meio de Rodrigo Rocha Loures, o Judiciário terá de pedir desculpas a José Dirceu por ter sido condenado com base em indícios muito mais frágeis do que os que existem contra o peemedebista. É o que dizem investigadores da Lava Jato ouvidos pelo jornal Valor Econômico, em condição de anonimato.
"Em conversas reservadas, investigadores apontam que, se Loures for condenado e Temer inocentado, o Judiciário teria que fazer um "pedido de desculpas" ao ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, que teria sido condenado no processo do mensalão com base no chamado 'domínio do fato', com provas que seriam bem mais frágeis que as existentes hoje contra Temer", publicou o Valor, nesta sexta (28).
A opinião dos investigadores está inserida em reportagem sobre o futuro do processo contra Loures caso a Câmara rejeite a abertura de investigação contra Temer, por corrupção passiva.
Se Temer só puder ser processado quando tiver encerrado o mandato, o Supremo Tribunal Federal deverá fatiar o inquérito e enviar as informações contra Loures para a primeira instância. Na tentativa de evitar isso, 'a defesa de Loures tentará argumentar que o caso dele também deve ficar suspenso, aguardando o julgamento de Temer."
A reportagem ainda especula qual seria o destino do processo contra Loures. Relator da Lava Jato, o ministro Edson Fachin poderia remeter o caso para a Justiça de Brasília, uma vez que o pagamento de propina a Loures foi combinado na capital, em reunião com um executivo da JBS. Nesse caso, o caso iria para as mãos do juiz Vallisney de Souza Oliveira, que também cuida da Zelotes e da Greenfield.
Outra possibilidade seria enviar a Justiça Federal de São Paulo, onde Loures foi filmado recebendo a mala de propina da JBS com R$ 500 mil.
As chances do processo parar nas mãos do juiz Sergio Moro, no Paraná, são "remotas".
"Se a acusação contra Loures for remetida à primeira instância, tudo indica que será julgada de forma mais rápida que no STF, complicando a situação do ex-deputado e, indiretamente, também a imagem de Temer. Se a Câmara rejeitar a autorização para a denúncia contra o presidente, a acusação contra ele ficará suspensa, mas voltará a correr após a perda do foro privilegiado", acrescentou o jornal.

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/poder/308911/Lava-Jato-h%C3%A1-mais-provas-contra-Temer-do-que-havia-contra-Dirceu.htm

Lula quer percorrer o Brasil para ver o estrago causado pelo atual governo

 

Paulo Pinto/Agência PT

Da Rede Brasil Atual

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que, após caravana que pretende realizar pelos estados do Nordeste, deve percorrer o restante do país, a começar pelos estados do Sul, para "conversar com o povo" e ver como o atual governo está "estragando o nosso país". Em entrevista à rádio Som Maior, de Criciúma (SC), nesta sexta-feira (28), ele afirmou que o Brasil vive em estado de decadência, por conta da crise econômica e das "feridas" causadas à democracia pelo golpe que instalou o atual governo.

"O nosso país, que fizemos crescer, que fizemos conquistar a autoestima, está numa decadência que eu não acredito. Todo dia fico imaginando a situação em que deixei o Brasil e a situação em que está hoje, sobretudo com a democracia ferida, muito arranhada, com o golpe que foi dado na presidenta Dilma", afirmou Lula.

Segundo ele, em vez de discutir como cortar direitos e "mandar gente embora", é preciso discutir a criação de empregos e a elevação de salários, passando também por uma política de financiamento, que garanta crédito aos trabalhadores, micro e pequenos empreendedores e pequenos produtores rurais. "Esse país tem tudo para dar certo, e eu provei. Agora, precisa ser governado por gente que goste do povo."

"Se não houver investimento, não tem crescimento. Se não tiver crescimento, não tem emprego. Se não tiver emprego, não tem melhoria de vida para muita gente nesse país. Tenho noção que é possível fazer o Brasil voltar a crescer, a gerar emprego, aumentar salário e distribuir renda. O único jeito para fazer o país crescer é fazer com que os pobres tenham acesso ao emprego, ao salário e ao crédito", ressaltou o ex-presidente.

Lula diz acreditar que o presidente Michel Temer (PMDB) tem força política, na Câmara dos Deputados, para barrar a votação sobre a denúncia da Procuradoria-Geral da República por corrupção passiva, mas que o melhor seria que Temer enviasse emenda ao Congresso Nacional convocando eleições "o mais rápido possível". "É muito melhor o povo escolher e acertar, ou escolher e errar, do que a gente ter um presidente que não foi escolhido pelo povo", afirmou.

Sobre a sua condenação pelo juiz Sérgio Moro, que determinou inclusive o bloqueio de seus bens, Lula voltou a reafirmar sua inocência e a desafiar procuradores e agentes da Polícia Federal a apresentarem provas sobre desvios de conduta na presidência. Para o ex-presidente, a decisão do juiz da Lava Jato ignora provas e depoimentos colhidos nos autos do processo e atende a pressões da mídia tradicional. "Ele não teria como se explicar à Rede Globo se não me condenasse", criticou Lula.

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/brasil/308934/Lula-quer-percorrer-o-Brasil-para-ver-o-estrago-causado-pelo-atual-governo.htm