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domingo, 20 de setembro de 2015

Aloysio usou servidores na campanha presidencial

 

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Três assessores do senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) trabalharam na campanha presidencial de 2014, quando o parlamentar foi vice na chapa de Aécio Neves, e receberam R$ 221 mil; a legislação eleitoral proíbe a participação de servidor público na campanha e o descumprimento da regra leva à cassação do diploma, no caso de candidato eleito, configurando ainda ato de improbidade administrativa; denúncia é mais um problema para o senador, que foi também citado como beneficiário de R$ 300 mil doados ao caixa dois de sua campanha ao Senado, em 2014; questionado, Aloysio disse que os servidores, pagos pela campanha presidencial tucana, prestaram serviços relacionados ao mandato parlamentar

20 de Setembro de 2015 às 05:33

SP 247 – Citado pelo empresário Ricardo Pessoa, da UTC Engenharia, como beneficiário de uma doação de R$ 300 mil ao caixa dois de sua campanha ao Senado, o senador Aloysio Nunes (PSDB-MG) é alvo de outra grave denúncia publicada neste domingo.

Reportagem dos jornalistas Ranier Bragon e Natuza Nery (leia aqui) informa que ele usou servidores públicos em sua campanha de 2014, quando foi vice na chapa do senador Aécio Neves – uma prática que configura improbidade administrativa e pode levar à perda do mandato.

Ao todo, os servidores Ana Flavia Pescuma, João Vicente Ferreira Telles Guariba e Sidney Lance receberam R$ 221,5 mil da campanha tucana pelo trabalho.

Segundo a reportagem, "a legislação eleitoral veda a participação de servidor público na campanha 'durante o horário de expediente normal, salvo se o servidor ou empregado estiver licenciado'". De acordo com a apuração, os três atuaram quando estavam em férias – ou mesmo fora do período de férias.

Questionado, Aloysio afirmou que os três cumpriram atividades relacionadas ao mandato parlamentar. "Embora o tempo decorrido dessas atividades impeça o senador de recordar quais foram as ações praticadas naqueles dias, ele viaja com frequência para cumprir atividades relacionadas a seu mandato. Como é de conhecimento de todos, as atividades de um parlamentar são dinâmicas e exigem, muitas vezes, pronta ação", disse a assessoria do senador.

No entanto, ele não explicou porque os três foram pagos pela campanha tucana.

http://www.brasil247.com/pt/247/sp247/197616/Aloysio-usou-servidores-na-campanha-presidencial.htm

sábado, 19 de setembro de 2015

Venezuela é o país mais corrupto da América Latina, diz relatório

 

Brasil passou de 73º mais transparente do mundo em 2011 para 69º.
Somália, Coreia do Norte e Afeganistão ficaram com pior índice: 8 pontos.

Do G1, em Brasília com agências internacionais

Venezuela e Paraguai seguem como os países mais corruptos da América Latina, enquanto Chile e Uruguai se mantêm entre os mais transparentes, aponta um relatório publicado nesta quarta-feira (5) pela ONG alemã Transparência Internacional (TI) e disponibilizado na internet (veja, em inglês).
O Brasil obteve 43 pontos de 100 e melhorou no ranking, passando de 73º em 2011 para 69º este ano, entre 176 países. Entre os chamados Brics, o Brasil e a África do Sul são os país com a menor percepção de corrupção.

Na avaliação de representantes da entidade não-governamental da Alemanha, a percepção da corrupção no setor público do Brasil vem melhorando ligeiramente ano a ano, mas o problema ainda é "endêmico" no país.

"A corrupção é algo que sempre houve, não surgiu agora. É um problema endêmico, mas tem havido uma ligeira melhora ao longo dos últimos dez anos. Se o país continuar no caminho atual, com mudanças na lei e castigos aos corruptos, acredito que vai haver uma melhora, refletida no ranking a partir do próximo ano", afirmou à BBC Brasil o diretor da TI para as Américas, Alejandro Salas.

O dirigente da ONG europeia ressalta a implantação da Lei de Acesso à Informação e da Lei da Ficha Limpa como mudanças importantes realizadas recentemente no Brasil para aumentar a transparência e a prevenção à corrupção.

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Neste ano, o Brasil regulamentou a Lei de Acesso à Informação, que obriga órgãos públicos a prestarem informações sobre suas atividades a qualquer cidadão interessado. O projeto de transparência é de iniciativa do Executivo e vale para todo o serviço público do país. Também em 2012 ocorreu a primeira eleição sob as regras da Ficha Limpa, que torna inelegível por oito anos os políticos condenados por órgãos colegiados.

Outra iniciativa recente de combate à corrupção foi o julgamento do processo do mensalão. Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) condenaram 25 dos 37 réus suspeitos de envolvimento no esquema de compra de votos parlamentares em troca de apoio político no Congresso, entre eles ex-ministros, deputados e banqueiros.

Por outro lado, Alejandro Salas adverte que punições como a recente condenação pelo STF de réus poderosos no processo do mensalão, ou mesmo a demissão de ministros suspeitos de irregularidades, podem aumentar a percepção do problema por conta de sua exposição na mídia. Elas, no entanto, têm também um efeito importante para prevenir novos casos, diz o dirigente da ONG alemã.

'Se um prefeito de uma cidadezinha pequena do Brasil, por exemplo, vê que uma pessoa tão poderosa quanto (o ex-ministro condenado no caso do mensalão) José Dirceu pode terminar na prisão, vai pensar duas vezes antes de cometer um ato de corrupção', afirma.

Corrupção na América Latina
A edição de 2012 do já tradicional Índice de Percepção da Corrupção oferece um ranking regional com poucas variações na comparação com os relatórios dos últimos dois anos, mas faz uma advertência.

"A região saiu bem da crise mundial. Seu modelo econômico dá bons resultados macroeconômicos, mas não se traduz em uma melhora da qualidade de vida dos cidadãos. A América Latina é a região mais violenta, onde a desigualdade é maior", assegurou o diretor da TI para as Américas, Alejandro Salas.

Figuram entre os mais transparentes Chile (72 pontos), Uruguai (72), Porto Rico (63), Costa Rica (54), Cuba (48) e Brasil (43). Na outra ponta da lista, aparecem Venezuela (19), Paraguai (25), Honduras (28), Nicarágua (29) e Equador (32).

Entre uns e outros, em ordem decrescente quanto à transparência, estão El Salvador (38), Panamá (38), Peru (38), Colômbia (36), Argentina (35), Bolívia (34), México (34), Guatemala (33) e República Dominicana (32).

Na escala global, Somália (8), Coreia do Norte (8), Afeganistão (8), Sudão (13) e Mianmar (15) são os países mais corruptos; e Dinamarca (90), Finlândia (90), Nova Zelândia (90), Suécia (88) e Cingapura (87), os menos castigados por este tipo de prática.

A TI, referência global na análise da transparência, adverte em seu informe que só um terço dos 176 países passou no exame, apesar do clamor cidadão contra estas práticas ter ganhado impulso no mundo todo por causa da Primavera Árabe.

"Após um ano no qual a atenção esteve sobre a corrupção, esperamos que os Governos adotem uma postura mais firme contra o abuso de poder. Os resultados do TPI demonstram que as sociedades continuam pagando o alto custo que representa a corrupção", afirmou em comunicado a presidente da TI, Huguette Labelle.

* Com EFE e BBC

Decisão histórica do STF cria igualdade política

 

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O Supremo Tribunal Federal tomou uma decisão histórica na tarde de ontem, quando decidiu proibir as contribuições eleitorais de pessoas jurídicas. É uma medida decisiva para defender o princípio democrático mais essencial, pelo qual 1 homem=1 voto.

Num país onde 0,05% dos contribuintes controlam 12% da riqueza nacional, os brasileiros tornaram-se um pouco menos desiguais depois de ontem. A decisão abre as portas para se avançar, no futuro, em direção a um direito essencial – a igualdade política.

O dinheiro de empresas privadas, instrumento até aqui fundamental na construção da maioria das candidaturas, em todos os níveis, em todos os partidos, deixa de ser o elemento principal de nossa democracia, capaz de inventar políticos e programas como projetos de laboratório a serviço de seus interesses. Fazendo um pouco de sociologia, necessária no momento: a classe dominante sofreu uma derrota em seu esquema de controle do poder político, o que explica a delicadeza da decisão. Nosso sistema político só tem a ganhar ao emancipar-se diante de interesses privados.

Ao cortar as principais fontes de financiamento da política, a decisão também irá contribuir para baratear as campanhas eleitorais – o que é um passo importante para democratizar a luta política de todos os dias.

O STF levou quatro anos para tomar a decisão – que chegou a casa como uma Ação Direta de Inconstitucionalidade proposta pela OAB. Quando a vontade da maioria dos juízes já tinha ficado clara, o ministro Gilmar Mendes segurou a votação por um ano e cinco meses, com um pedido de vistas.

O tempo e o placar 8 votos a 3 falam por si. Os argumentos a favor caminharam na defesa de um valor fácil de reconhecer pelos brasileiros, pois faz parte de sua história – a noção de que a igualdade é um princípio constitucional que merece ser perseguido.

Os argumentos contrários poderiam ser classificados como simples exercícios de uma retórica difícil, num país onde a desigualdade está longe de ser assunto acadêmico.

A decisão da maioria permite um debate sem hipocrisia sobre corrupção. Ao adquirir mandatos parlamentares e executivos, o setor privado passa a contar com aliados permanentes nos poderes de Estado, que ali são instalados para atender suas vontades e interesses.

Chamados de "propina "ou "contribuição eleitoral" conforme o interesse político do momento, como se vê no tratamento diferenciado a tucanos e petistas na Lava Jato, as doações de campanha significam essencialmente a mesma coisa: investimentos privados que serão cobrados depois da vitória.

Entre países que costumam servir de exemplo para os debates brasileiros, os Estados Unidos são o único caso de uma legislação semelhante. Não por acaso, têm o estado de bem-estar social mais precário entre os países de grau equivalente de desenvolvimento sócio-econômico. A força do dinheiro privado trabalha nos EUA de forma incessante contra todo tipo de serviço público, a começar pela saúde e aposentadoria.

A decisão do STF também permite resolver uma situação absurda criado pela Câmara de Deputados. Numa tentativa de eternizar a condição de empregados do poder econômico que paga suas contas, uma maioria de parlamentares da oposição aprovou numa votação relâmpago – e irregular – um projeto de lei que autoriza a contribuição de empresas.

Dilma Rousseff sempre considerou a hipótese de usar o poder de veto contra essa decisão. No governo, tem-se a decisão como tomada. Ao dizer que essas contribuições são inconstitucionais, o Supremo garante à presidente toda legitimidade para vetar a decisão das raposas sobre o galinheiro.

http://www.brasil247.com/pt/blog/paulomoreiraleite/197435/Decisão-histórica-do-STF-cria-igualdade-política.htm

Com STF, a corrupção foi ferida de morte

 

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A decisão do Supremo Tribunal Federal de proibir o financiamento empresarial de campanhas políticas, por 8 votos a 3, na última quinta-feira, foi a conquista mais importante para o eleitor brasileiro desde o processo de redemocratização. Basta pensar em qualquer escândalo recente – "mensalão", "petrolão", "trensalão" – para constatar que todos eles têm como pano de fundo a mesma raiz: a contaminação da política pelo dinheiro privado.

Pode-se até dizer que a decisão do STF foi diretamente influenciada pela Operação Lava Jato. Nela, ficou praticamente demonstrado que não existe doação de campanha, mas sim investimento das empresas, como afirmou Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobras. A empresa que "doa", na verdade, apenas planta o que irá colher mais adiante – ou até colheu por antecipação.

Como a decisão do STF já se aplicará às eleições municipais de 2016, como advertiu o ministro Ricardo Lewandowski, presidente da corte, a presidente Dilma Rousseff não terá por que não vetar o arremedo de reforma política aprovado na Câmara dos Deputados, por iniciativa do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Até porque o financiamento privado foi declarado inconstitucional.

O primeiro impacto positivo da mudança será o desaparecimento dos parlamentares que agem não como representantes do povo, mas como despachantes de interesses privados. Muitos até já falam em não se candidatar nas próximas eleições. Além disso, sem o dinheiro privado, o capitalismo brasileiro tende a se tornar mais competitivo. Basta lembrar dos doadores de campanha que formaram cartéis de obras na Petrobras e nos trens no metrô paulista, encarecendo preços e piorando a qualidade dos serviços.

Agora, o próximo passo deve ser reduzir os gastos de campanha e tomar precauções para que a política não seja invadida por candidatos-celebridade, que, por serem já notórios, necessitam de menores investimentos para se tornar conhecidos pelos eleitores.

Do Brasil 247

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Receita Federal inicia operação de cobrança de R$20,6 bi devido por grandes contribuintes

 

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Luciana Otoni, via Reuters em 4/9/2015

A Receita Federal começou a cobrar R$20,6 bilhões em tributos vencidos e não pagos por 432 contribuintes, devidos em sua maioria por empresas de grande porte, em operação de caráter especial destinada a reforçar o caixa em meio à grande necessidade de recursos por parte do governo para fechar as contas de 2015 e de 2016.

A operação foi iniciada a partir da publicação nesta sexta-feira de portaria que unifica 25 medidas de cobrança. Na prática, as medidas permitirão à Receita Federal fazer um cruzamento de dados entre os débitos desses grandes devedores e os benefícios fiscais que possuem, condicionando a permanência da vantagem ao pagamento da dívida.

“A Receita vai pesquisar se esse grande contribuinte devedor possui contrato, permissão, regime de tributação especial ou benefício fiscal com a União”, disse o coordenador-geral de Arrecadação e Cobrança, João Paulo Ramos. “Se a dívida não for paga no prazo de 30 dias, o contribuinte perderá a vantagem que possui.”

A partir disso, a Receita começou a intimar 411 empresas de grande porte e 21 pessoas físicas em um corte que prioriza devedores com valores superiores a R$10 milhões.

Fazem parte desses débitos dívidas registradas por autos de infração e dívidas tributárias já discutidas em esfera administrativa e para as quais não cabem mais recursos.

A cobrança especial a grandes devedores não abrange outro programa de recuperação de créditos em curso, o de Recuperação de Litígios Tributários (Prorelit), que se aplica a dívidas ainda em discussão no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf).

A consolidação das ações de cobrança na Portaria 1.265 é válida para todos os contribuintes, mas diante da necessidade de recuperação de recursos o fisco vai mirar grandes devedores.

O coordenador da Receita disse que o órgão espera melhorar a arrecadação de tributos, mas sem informar quanto dos R$20,6 bilhões poderão ser recuperados.

A cobrança a grandes contribuintes foi intensificada em uma semana em que autoridades do governo federal disseram que irão buscar receitas para fechar as contas de 2015 e as do próximo ano e após a equipe econômica recuar na intenção de propor ao Congresso a criação de um tributo sobre a movimentação financeira nos moldes da extinta CPMF.

Na segunda-feira, o governo enviou ao Congresso uma proposta de lei orçamentária para 2016 com previsão de déficit de R$30,5 bilhões da União, à medida que aumentou os riscos de o país perder seu selo de bom pagador concedido pelas principais agências de rating.

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Sonegação bilionária: Ministro do TCU, Augusto Nardes, foi pego na Operação Zelotes

 

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Via PT na Câmara em 8/9/2015

Augusto Nardes, ex-deputado federal (PP/RS), ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) – órgão auxiliar do Congresso Nacional – estaria envolvido no esquema de sonegação de impostos que pode ter causado um prejuízo de R$19 bilhões aos cofres públicos? Quem levantou a hipótese foi a revista CartaCapital, em matéria publicada em seu portal, na terça-feira, dia 8/9.

Na semana passada, a força-tarefa da Operação Zelotes, que investiga o esquema bilionário que manipulava decisões e multas do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), fez buscas em Santo Ângelo (RS), cidade de Nardes, e a suspeita é de que uma empresa da qual é sócio o ministro participe da fraude. Santo Ângelo é a terra natal de Paulo Roberto Cortez, um dos principais delatores do esquema.

Nardes disse que está “tranquilo” porque se afastou de todas as empresas desde que se tornou ministro do TCU. A Carta Capital e outros veículos da imprensa informam que parte das investigações da Zelotes será enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF), já que há suspeita de participação no esquema de autoridades com foro privilegiado, o que se aplica aos integrantes do Tribunal de Contas.

Para o deputado Paulo Pimenta (PT/RS), a Zelotes precisa investigar a fundo todas as conexões do esquema. “Devemos permanecer vigilantes para impedir as tentativas de operação abafa sobre a Zelotes. Existem grandes empresas envolvidas e com certeza nada disso ocorreria sem proteção política, por isso precisamos que a investigação se aprofunde e desvende completamente este esquema bilionário de corrupção”, defendeu Pimenta.

Augusto Nardes ganhou recentemente os holofotes da mídia e da oposição conservadora por conta da sua defesa enfática da reprovação das contas de 2014 da presidenta Dilma Rousseff. Quando foi indicado para o TCU, em 2005, pelo então presidente da Câmara, o deputado Severino Cavalcante (PP/PE), que depois renunciou ao mandato para evitar um processo de cassação de mandato, Nardes teve que enfrentar a resistência do presidente do órgão fiscalizador à época, Adylson Motta, que escreveu ao presidente Lula pedindo que não sancionasse a nomeação de Nardes devido “à inobservância do requisito constitucional da reputação ilibada e idoneidade moral”.

A Zelotes apura o esquema fraudulento de perdão de dívidas fiscais que beneficiava grandes empresas. Dentre as citadas até o momento como suspeitas, figuram o grupo midiático RBS, os bancos Santander, Bradesco, Opportunity e Safra, a construtora Camargo Correa e a fábrica Gerdau. A investigação analisa 74 processos suspeitos do Carf, julgados entre 2005 e 2013, que somados podem chegar a R$19 bilhões sonegados.

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Andrade Gutierrez envolve Serra, Aécio e Aloysio em esquema

 

Da Redação

Uma das mais importantes empreiteiras do país, a Andrade Gutierrez "colaborou" com cerca de R$ 19 milhões com a campanha de Aécio Neves à Presidência da República. Com seu principal dirigente preso na Operação Lava-Jato, dois dos seus diretores, que aceitaram participar do programa de Delação Premiada, prestaram depoimento que compromete frontalmente três das maiores lideranças tucanas: José Serra, Aécio Neves e Aloysio Nunes. E agora? A delação vai continuar valendo? Ou só vale quando atinge o PT?
Do Portal 247
Dois executivos da construtora Andrade Gutierrez, uma das envolvidas no esquema de corrupção da Petrobras e investigada pela Operação Lava Jato, citam os nomes das principais lideranças tucanas em acordo de delação premiada. São mencionados os senadores José Serra (SP), Aécio Neves (MG) e Aloysio Nunes (SP), de acordo com o colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder (leia aqui).
Aloysio já é alvo de pedido de investigação da Procuradoria Geral da República ao Supremo Tribunal Federal. E Aécio já foi mencionado em depoimento do doleiro Alberto Youssef por ter recebido dinheiro de Furnas.
A empreiteira, que teve seu presidente, Otávio Azevedo, preso em junho, foi a maior doadora de recursos na campanha de Aécio à presidência em 2014. Foram 322 doações, que somaram mais de R$ 20 milhões, de acordo com dados do TSE.

http://www.conexaojornalismo.com.br/colunas/politica/brasil/andrade-gutierrez-envolve-serra,-aecio-e-aloysio-em-esquema-de-corrupcao-73-40655

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Procuradoria recebe pedido para investigar Aécio Neves na Lava Jato

 

Foto: Jose Cruz/ABrFoto: Jose Cruz/ABr

O pedido para investigar o senador Aécio Neves (PSDB) pela acusação de ter sido beneficiário de esquemas de corrupção em Furnas (estatal mineira de energia subsidiária da Eletrobras) já está no gabinete do procurador-geral da República, Rodrigo Janot. A informação é do jornal Estado de S. Paulo.

“Segundo a Procuradoria, o pedido tem de ser examinado. Não é possível recusá-lo sem prévia análise. Janot não tem prazo pré-determinado para analisar o requerimento”, diz o jornal.

A solicitação para que um inquérito seja instaurado foi feita pelos deputados estaduais do PT de Minas Gerais Rogério Correia, Padre João e Adelmo Leão. O documento é baseado no depoimento do doleiro Alberto Youssef, tomado em fevereiro pelas autoridades da Operação Lava Jato, que investiga os esquemas de corrupção na Petrobras.

Em nota oficial, o diretório nacional do PSDB rebateu as afirmações dos delatores. “Como já foi afirmado pelo advogado de Alberto Youssef e, conforme concluiu a Procuradoria Geral da República (PGR) e o Supremo Tribunal Federal (STF), as referências feitas ao senador Aécio Neves são improcedentes e carecem de quaisquer elementos que possam minimamente confirmá-las. Não se tratam de informações prestadas, mas sim de ilações inverídicas feitas por terceiros já falecidos, a respeito do então líder do PSDB na Câmara dos Deputados, podendo, inclusive, estar atendendo a algum tipo de interesse político de quem o fez à época.”

http://www.paranaportal.com.br/blog/2015/09/08/procuradoria-recebe-pedido-para-investigar-aecio-neves-na-lava-jato/

Líder do DEM recebeu dinheiro de empresas alvo da Operação Lava Jato

 

Fabiano Portilho

Mendonça Filho, líder do DEM na câmaraMendonça Filho, líder do DEM na câmara

O líder do DEM na Câmara, Mendonça Filho (PE) que discutiu e trocou gritos com o presidente do Congresso, Renan Calheiros (PMDB-AL) na mesa do plenário nesta quarta-feira (26) recebeu R$ 250 mil das empreiteiras Odebrecht e Queiroz Galvão alvo da 7ª fase da Operação Lava Jato. Entre os doadores de sua campanha aparece também Armínio Fraga cotado para ser Ministro da Fazenda de Aécio Neves (PSDB).

Operação Castelo de Areia

O deputado pernambucano Mendonça Filho (DEM) foi citado em grampo feito pela Policia Federal em 2009 na Operação Castelo de Areia. Mendonça Filho teria recebido uma doação de R$ 100 mil da Cavo que pertence ao grupo Camargo Corrêa.

http://www.jornali9.com/noticias/denuncia/lider-do-dem-recebeu-dinheiro-de-empresas-alvo-da-operacao-lava-jato#.VfK-JTSS3Sw.facebook

Youssef confirma ter financiado Álvaro Dias

 Agência Câmara/Agência Senado:

Durante acareação com o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, na CPI da Câmara, o doleiro Alberto Youssef revelou ter financiado a campanha do senador tucano Álvaro Dias (então do DEM) em 1998; colunista Helena Sthephanowitz avalia que "tudo indica não terem sido doações contabilizadas na campanha e pior: teriam sido pagas com dinheiro desviado da prefeitura de Maringá"; porém, bem no estilo "não vem ao caso", o relato passou despercebido, mesmo sendo transmitido ao vivo pela TV Câmara e por alguns canais de notícias

13 de Setembro de 2015 às 09:04

Por Helena Sthephanowitz, para a Rede Brasil Atual - Já no final da longa sessão da CPI da Petrobras realizada em fins de agosto, durante acareação entre o doleiro Alberto Youssef e o ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa, o relator, deputado Luiz Sérgio (PT-RJ) perguntou: "vossa senhoria teve um jato alugado pela prefeitura de Maringá e em determinado momento esse jato foi utilizado por políticos?".

Youssef respondeu: "Na época eu fiz a campanha do senador Alvaro Dias... e parte destas horas voadas foram pagas pelo Paolicchi, que foi secretário de fazenda da Prefeitura de Maringá. E parte foram doações mesmo que eu fiz das horas voadas".

Pela dedução imediata do que se vê e ouve (assista ao vídeo abaixo), o próprio Youssef financiou a campanha de Álvaro Dias (DEM-PR) em 1998. Além disso é pertinente concluir que tudo indica não terem sido doações contabilizadas na campanha (ou seja, tenha sido o vulgo caixa dois) e pior: que teriam sido pagas com dinheiro desviado da prefeitura de Maringá.

Porém, bem no estilo "não vem ao caso", que domina o noticiário da mídia tradicional, o relato passou despercebido, mesmo sendo transmitido ao vivo pela TV Câmara e por alguns canais de notícias. A verdade é que foi a primeira vez que Youssef confirmou este fato em uma sessão pública de dimensão nacional.

As primeiras denúncias do relacionamento entre Dias e Yousseff surgiu no ano de 2000, quando o ex-secretário de fazenda de Maringá, Luiz Antônio Paolicchi, foi preso pela Polícia Federal e fez o relato em seu depoimento à Justiça Federal. "O prefeito (Gianoto) chamou o Alberto Youssef e pediu para deixar um avião à disposição do senador (Álvaro Dias). E depois, quando acabou a campanha, eu até levei um susto quando veio a conta para pagar. (...) Eu me lembro que paguei, pelo táxi aéreo, duzentos e tantos mil reais na época", relatou.

Paolicchi e o ex-prefeito Jairo Morais Gianoto, eleito pelo PSDB para o mandato de 1997 a 2000, perpetraram um esquema de corrupção na prefeitura em que emitiam cheques simulando pagamentos oficiais, mas o dinheiro era desviado para contas de parentes, laranjas e pagamento de avião para campanha eleitoral de aliado.

Em processo por improbidade administrativa na Justiça Estadual, eles e outros réus, incluindo o próprio Alberto Youssef, foram condenados em 2010 a devolver aos cofres públicos de Maringá o valor desviado que, corrigido, corresponde a cerca de R$ 1 bilhão. Como coube recurso, o processo ainda tramita nas instâncias superiores.

Na Vara Federal Criminal de Maringá, o juiz Raphael Cazelli de Almeida Carvalho condenou Gianoto a 14 anos de prisão em regime fechado e Paolicchi a 12 anos e seis meses. Mas nenhum deles cumpriu pena até agora, mesmo com a condenação completando dez anos de aniversário no próximo fevereiro.

Paolicchi morreu assassinado em outubro de 2011 a mando de seu par afetivo Vagner Eizing Ferreira Pio. Ao confessar o crime, Vagner afirmou que o companheiro se interessou em oficializar a união estável com comunhão de bens como estratégia para preservar parte do patrimônio obtido por enriquecimento ilícito.

O ex-prefeito tucano recorre da condenação enquanto vive em sua fazenda, em Mato Grosso. Segundo o Ministério Público, o dinheiro desviado da prefeitura foi usado, entre outras coisas, para compra de fazendas, colheitadeiras, insumos agrícolas, aviões e carros de luxo.

O promotor da causa, José Aparecido Cruz, encontrou indícios de que uma parte do dinheiro de Maringá teria sido desviada para contas no exterior, provavelmente na Europa. Mas parece que esse assunto "não veio ao caso" na primeira delação premiada do doleiro Alberto Youssef durante o processo do Banestado. Mesmo se tratando da cidade onde o juiz Sérgio Moro, que homologou a delação, nasceu, cresceu e estudou.

Durante as eleições de 2002, o jornal paranaense Hora H publicou a história. Mesmo reproduzindo declarações oficiais em depoimento à Justiça Federal, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PR) mandou apreender a publicação e tirar do ar o site do jornal na internet, a pedido de Alvaro Dias, na época candidato a governador. O tucano perdeu aquela eleição mas, com o assunto sendo engavetado, foi reeleito senador em 2006 e 2014.

Este blog solicitou ao TRE-PR, com base na Lei de Acesso a Informação, a prestação de contas do senador Alvaro Dias nas eleições de 1998 para conferir as doações feitas pelo doleiro Alberto Youssef, já que o TSE respondeu só estarem digitalizadas e centralizadas as contas de 2002 em diante. O pedido à Justiça Eleitoral paranaense foi feito em 27/06/2013 as 14:20 com número de protocolo 948127061324046. Passados mais de dois anos, "não veio ao caso" uma resposta.

Brasil 247