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sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Por que arrochar PJs e deixar bancos, cada vez mais ricos, livres de impostos?

 

Jornal do Brasil

A revisão do imposto para Pessoas Jurídicas (PJs) anunciada pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, tem como argumento o fato de atualmente estes trabalhadores serem tributados em 4% ou 5%, enquanto que os com carteira de trabalho recolhem IR com alíquotas entre 7,5% e 27,5%.

Mas a discrepância que chama mesmo a atenção é a dos impostos sobre os cidadãos e os lucros, a cada ano maiores, obtidos pelas instituições financeiras. Se o governo quer fazer um pacote para aumentar a arrecadação, com meta de acrescentar R$ 20,6 bilhões aos cofres públicos, por que também arrochar justamente o lado mais fraco, e deixar intocáveis aqueles que acumulam, ano após ano, recordes de lucro? O ministro Joaquim Levy deveria, sim, criar um imposto para os bancos. Está na hora de partir deles o sacrifício.

http://www.jb.com.br/opiniao/noticias/2015/01/21/por-que-arrochar-pjs-e-deixar-bancos-cada-vez-mais-ricos-livres-de-impostos/

Preso na Lava Jato expõe falência da política

 

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Em defesa no processo da operação Lava Jato, executivo Gerson de Mello Almada, vice-presidente da construtora Engevix, relaciona o esquema de corrupção do doleiro Alberto Youssef ao financiamento privado dos partidos: “O pragmatismo nas relações políticas chegou, no entanto, a tal dimensão que o apoio no Congresso Nacional passou a depender da distribuição de recursos a parlamentares. O custo alto das campanhas eleitorais levou, também, à arrecadação desenfreada de dinheiro para as tesourarias dos partidos políticos”; ele diz que sofreu “achaques” do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, "em nome de partido, ou em nome de governo"

23 de Janeiro de 2015 às 06:08

247 – Em sua defesa no processo da operação Lava Jato, o executivo Gerson de Mello Almada, vice-presidente da construtora Engevix, relacionou o esquema de desvios e suborno de agentes públicos do esquema de Alberto Youssef ao sistema de financiamento privado dos partidos.

Na petição assinada pelo advogado, Antonio Sergio de Moraes Pitombo, o empresário diz que sofreu “achaques”, do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, e de outros administradores da petroleira, "em nome de partido, ou em nome de governo".

A declaração expõe falência da política e a urgência em se acabar as doações privadas nas campanhas.

Leia trechos em questão da petição, disponível abaixo na íntegra:

“A denúncia não pode ser recebida, pois não conta a verdade, fim precípuo do processo penal. Vale registrar alguns fatos notórios, outros emergentes dos próprios autos do inquérito policial, que desapareceram da acusação: faz mais de doze anos que um partido político passou a ocupar o poder no Brasil. No plano de manutenção desse partido no governo, tornou-se necessário compor com políticos de outros partidos, o que significou distribuir cargos na Administração Pública, em especial, em empresas públicas e em sociedades de economia mista.

O pragmatismo nas relações políticas chegou, no entanto, a tal dimensão que o apoio no Congresso Nacional passou a depender da distribuição de recursos a parlamentares. O custo alto das campanhas eleitorais levou, também, à arrecadação desenfreada de dinheiro para as
tesourarias dos partidos políticos.

Nessa combinação de interesses escusos, surgem personagens como PAULO ROBERTO COSTA, que, sabidamente, passou a exigir percentuais de todos os empresários que atendiam a companhia. Leia-se, exigir. O que ele fazia era ameaçar, um a um, aos empresários, com o poder econômico da PETROBRÁS. Prometia causar prejuízos no curso de contratos.”

Brasil 247

Chinaglia tenta vencer Cunha e clima anti-PT para presidir Câmara

 

Bruna Borges
Do UOL, em Brasília

  • Sérgio Lima/Folhapress

    Deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), candidato a presidente da Câmara

    Deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), candidato a presidente da Câmara

Líder conciliador e disposto a dialogar com diferentes partidos. É assim que o deputado federal Arlindo Chinaglia (PT-SP) é descrito por colegas na Câmara dos Deputados. O petista tem a difícil tarefa de vencer o favorito Eduardo Cunha (PMDB-RJ) na disputa pela presidência da Casa.

Chinaglia não era uma opção óbvia da bancada -- seu nome só foi confirmado em dezembro após diversas reuniões em que petistas que não chegavam a um consenso sobre um candidato capaz de superar os oponentes -- Júlio Delgado (PSB-MG) também concorre.

O petista já venceu disputa antes -- foi presidente da Câmara entre 2007 e 2009. A própria vitória em 2007 mostra como ele desempenha um papel de destaque como articulador na Câmara. Naquele ano, o indicado pelo Palácio do Planalto era Aldo Rebelo (PCdoB). Mesmo já existindo um candidato oficial, Chinaglia lançou candidatura avulsa e venceu a eleição com uma diferença de apenas 18 votos, 3,5% do total.

O líder do PT na Câmara, deputado Vicentinho (SP), descreve Chinaglia como um parlamentar "competente e experiente". "[Eleito], ele vai ouvir todos os partidos antes de tomar as decisões da Câmara", argumentou o líder da bancada.

"O PCdoB oficializou o apoio por acreditar que sua candidatura reforça o diálogo do Parlamento com a sociedade. Além disso, vemos em Arlindo um candidato comprometido com uma pauta avançada, capaz de conferir credibilidade à Casa sem dar as costas aos interesses da população", declarou a deputada Jandira Feghali (RJ), líder do PCdoB, que apoia a candidatura de Chinaglia.

Apesar do apoio, Chinaglia tenta se afastar da marca de seu partido para evitar o "antipetismo" dentro da Câmara e se mostrar independente do Executivo. Em dezembro, o deputado se irritou com a Secretaria de Comunicação da Câmara, que afirmou que sua candidatura tem apoio do governo. Em cartazes de seu material de campanha, o PT nem é citado.

"Existe um clima anti-PT na Câmara e isso limita as possibilidades de Arlindo ser presidente da Casa", afirmou o deputado Antonio Imbassahy (BA), líder da bancada do PSDB.

O parlamentar descreve Chinaglia como cordial, mas a avaliação não é unânime. Parlamentares que pediram para não ter seus nomes revelados afirmaram que Chinaglia foi "intransigente" durante a gestão como presidente da Câmara. Segundo os deputados ouvidos pelo UOL, o petista negou algumas viagens a parlamentares que solicitaram sua aprovação. "Ele não recebia os deputados que pediam para falar com ele. Recebia os deputados de pé, o que é uma grosseria", disse um deles.

Arlindo Chinaglia (PT-SP)

  • Nascimento: 24/12/1949, em Serra Azul (SP)

  • Ocupação: médico

  • Cargos: 5 mandatos de deputado federal e secretário de Subprefeituras na cidade de São Paulo na gestão de Marta Suplicy (PT)

  • Partidos que apoiam a candidatura: PCdoB, PSD e Pros

Vida política

Chinaglia é médico formado pela Universidade de Brasília, com especialização em saúde pública, e tem 65 anos. Na década de 1980, ele presidiu a CUT (Central Única dos Trabalhadores) de São Paulo e participou da fundação do PT. Ele também presidiu o Sindicato dos Médicos do Estado de São Paulo e o Diretório Regional do PT em São Paulo e foi secretário-geral do PT nacional.

Foi eleito para o primeiro cargo eletivo em 1990, quando se tornou deputado estadual por São Paulo. Quatro anos depois, foi eleito deputado federal. Em 2015, será empossado para seu sexto mandato consecutivo. Veterano, só se licenciou da Câmara dos Deputados entre 2001 e 2002 para assumir o cargo de secretário de Subprefeituras na cidade de São Paulo, na gestão de Marta Suplicy (PT).

Como deputado federal, o petista teve destaque como membro da oposição ao governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB).Chinaglia foi autor do requerimento que criou a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Sivam (Sistema de Vigilância da Amazônia), que investigou suspeitas de corrupção e tráfico de influência no governo tucano. O caso foi mencionado pela presidente Dilma em debates entre os candidatos à Presidência da República em 2014.

Propostas e candidatura

Chinaglia afirma que irá fortalecer o diálogo entre o governo e a sociedade em seu site da campanha. Para atrair o apoio dos parlamentares, Chinaglia pretende "garantir a presença feminina na Mesa Diretora da Câmara" se for eleito. Ele não esclarece, no entanto, de que forma fará isto. Também defende a equiparação dos salários de funcionários públicos dos Três Poderes.

O petista ainda promete reajustar a verba de gabinete, reformar os imóveis funcionais e construir o anexo 5 da Câmara para ser ocupado com novos gabinetes de parlamentares. Os deputados reclamam da falta de conforto quando ocupam salas que são menores e que não têm banheiro privativo.

Para atrair votos, o petista tem feito uma maratona por todo país durante o mês de janeiro para tentar conquistar apoio. A campanha de Chinaglia conta com o apoio do PSD, Pros e PCdoB. Se todos os candidatos das bancadas eleitas desses partidos votarem no petista, ele pode chegar a conseguir pelo menos 127 votos (69 do PT, 37 do PSD, 11 do Pros e 10 do PCdoB). Para ser eleito no primeiro turno, um candidato precisa da maioria absoluta dos 513 deputados -- ou seja, 257 votos. Caso a disputa passe ao segundo turno, vence o candidato que tiver mais votos.

Uma projeção da Secretaria-Geral da Mesa da Câmara indica que o PT pode ter apenas 66 cadeiras após parlamentares eleitos em outubro 2014 assumirem cargos em governos estaduais. O número final só será definido na posse em 1º de fevereiro, segundo o órgão.

O petista precisa conquistar apoio de mais colegas para vencer os prováveis 128 deputados (66 do PMDB, 15 do SD, 22 do DEM e 25 do PTB) que devem apoiar seu concorrente Eduardo Cunha.

http://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2015/01/23/chinaglia-tenta-vencer-cunha-e-sentimento-anti-pt-para-liderar-camara.htm

Cunha lança a “Operação Me Lavem, a Jato”

 

20 de janeiro de 2015 | 18:41 Autor: Fernando Brito

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O deputado Eduardo Cunha anunciou que um áudio “grampeado” estaria sendo preparado para incriminá-lo nos casos de corrupção da turma do Paulo Roberto Cunha e Alberto Yousseff.

Diz ele que preparado dentro da Polícia Federal.

Quem o escutar verá que tem toda a pinta de armação, mesmo, pois os personagens falam de forma inverossímil.

De qualquer forma, será fácil identificar a origem, tanto da gravação quanto das vozes que ela registra, se o deputado informar quem lhe passou a “muamba” policial.

Se a der.

Porque a gravação parece seguir um roteiro “encomendado” para se mostrar mesmo uma armação.

O que existe contra o deputado é a confissão, com todas formalidades a legitimá-la, de um policial federal que admite que fazia entregas de dinheiro a políticos e empreiteiros.

E a favor do deputado a declaração do advogado de Yousseff que sempre se apressa a negar qualquer detalhe que envolva políticos que fazem oposição ao Governo, mas que é esquivo e concorda, silenciosamente, com qualquer menção a governistas.

A gravação deve ser vista com o maior cuidado, pois arrisca fazer parte de uma “Operação Me Lavem, a Jato”, para excluir quem “não interessa” politicamente ver atingido pelo escândalo.

E, por tudo que se tem visto, não está longe da Polícia Federal e do Ministério Público o ninho de quem pretende fazer este tipo de “blindagem”.

É difícil acreditar que, se o esquema envolvia o PMDB, pudesse passar ao largo de seu homem-forte, que todo mundo sabe em Brasília ter um atilado faro para oportunidades de, digamos, obter sustentação.

http://tijolaco.com.br/blog/?p=24338

Para 42% dos paulistanos, crise hídrica ocorreu por falta de planejamento do governo estadual

 

por Rede Nossa São Paulo

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Sistema Cantareira. Foto: Vagner Campos/A2 FOTOGRAFIA

A 6ª edição da pesquisa IRBEM (Indicadores de Referência de Bem-Estar no Município) questiona os paulistanos sobre a falta de água em São Paulo. Para 61% dos entrevistados, Sabesp é culpada por crise hídrica.

A Rede Nossa São Paulo e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) apresentam, nesta quinta-feira (22/1), a 6ª edição da pesquisa IRBEM (Indicadores de Referência de Bem-Estar no Município).

O IRBEM revela o nível de satisfação dos paulistanos em relação à qualidade de vida e ao bem-estar em São Paulo. A pesquisa aborda 25 temas, tanto os relacionados às condições objetivas de vida na cidade – nas áreas de saúde, educação, meio ambiente, habitação e trabalho – quanto os ligados a questões subjetivas, como sexualidade, espiritualidade, consumo e lazer.

O levantamento traz ainda o nível de confiança da população nas instituições (Prefeitura, Câmara Municipal, Polícia Militar, Tribunal de Contas, Poder Judiciário etc.) e a avaliação dos serviços públicos. Tempo de espera por consultas médicas (nos sistemas público e privado) e tempo de espera nos pontos de ônibus são algumas das perguntas que compõem a pesquisa.

A pesquisa foi realizada entre os dias 24 de novembro e 8 de dezembro de 2014 com 1.512 pessoas que moram em São Paulo com 16 anos de idade ou mais. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

Algumas das conclusões do estudo são:

– Crise da água: 61% avaliam que a Sabesp é a principal responsável pelo abastecimento de água , mas 42% creditam a crise à falta de planejamento do governo estadual, 29% à falta de chuvas e somente 3% ao desmatamento da Amazônia. 66% se dizem bem informados quanto à crise hídrica. 82% acreditam que o risco da água acabar é grande. E 68% afirmaram que tiveram (ou alguém da sua família teve) problemas no abastecimento de água nos últimos 30 dias.

– Voltou ao mesmo patamar de 2012 (50%) os que afirmaram utilizar algum tipo de serviço de educação pública;

– Em 2013, 66% dos entrevistados afirmaram ter transporte escolar público perto de casa. Em 2014, o número passou para 76%. Na área da segurança, 67% disseram ter ronda policial e 70% têm delegacia ou posto policial próximo à residência. Em Meio Ambiente, caiu de 78% para 63% os que afirmam ter serviço de coleta seletiva;

– 68% dos entrevistados afirmaram utilizar ônibus como meio de transporte diário na cidade. E o tempo de espera nos pontos caiu de 25 para 20 minutos na comparação com a pesquisa anterior;

– A qualidade de vida em São Paulo ficou estável para 50% dos entrevistados. E melhorou (“um pouco” ou “muito”) para 37%;

– 57% dos entrevistados disseram que mudariam de cidade se pudessem. 40% não sairiam;

– Passou de 6% para 10% os que consideram São Paulo um lugar “muito seguro” ou “seguro” para morar. E caiu de 93% para 89% os que o avaliam como “pouco” ou “nada seguro”;

– O tempo de espera para consultas no sistema público de saúde passou de 60 dias, em 2013, para 56 em 2014. Para exames, de 79 para 78. E para procedimentos mais complexos, de 170 para 169. Já no sistema privado houve um aumento no tempo de espera: de 7 para 13 dias no caso de consultas; de 7 para 19 dias para realização de exames e de 19 para 42 dias para realização de procedimentos mais complexos;

– Passou de 11% para 15% os que consideram “ótima” e “boa” a gestão municipal atual. Diminuiu de 49% para 45% os que avaliam como “regular” e aumentou de 39% para 40% os que consideram “ruim” e “péssima”;

– A Câmara Municipal foi avaliada como “ótima” e “boa” por 10% dos entrevistados, ante 6% na pesquisa anterior. E 55% deles avaliaram como “ruim/péssima”;

– Bombeiros, Correios e Metrô, nessa ordem, lideram o ranking das instituições com maior confiança da população. Mas houve uma queda geral na confiança nas instituições. 62% dos entrevistados, por exemplo, afirmaram confiar na Sabesp. Na edição anterior da pesquisa esse número era 82%;

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Movimento na região da rua 25 de março, em São Paulo. Foto: Paulo Pinto/ Fotos Públicas

Indicadores de Referência de Bem-Estar no Município:

– Dos 169 itens avaliados (com notas que poderiam variar de 1 a 10), 139 (82%) ficaram abaixo da média (que é de 5,5), 28 (17%) ficaram acima e 2 (1%) estão na média;

– A rodada de 2014 da pesquisa é a segunda a considerar a mudança do critério do principal indicador do estudo, o Índice de Bem Estar da Cidade de São Paulo. Esse índice é calculado a partir da importância e da satisfação das 25 áreas de avaliação, e teve como resultado 5,1, ante aos 4,8 de 2013. Na distribuição por subprefeituras, as melhores médias ficaram em Pinheiros (6,1), Penha (6,1), Itaim Paulista + Cidade Tiradentes + Guaianazes (6,1) e Vila Prudente (5,6). Já as piores notas foram dadas em Freguesia do Ó + Brasilândia (4,1) e Perus (4,3);

– Desde a primeira medição do estudo, em 2008, as áreas nas quais os respondentes manifestam maior grau de satisfação dizem respeito à vida privada, à religião e ao consumo – aspectos que não são diretamente permeados pelas esferas de governo;

– O trabalho, apesar de ser uma fortaleza e estar entre os aspectos com melhor avaliação, apresenta oscilação negativa em todos os seus atributos específicos;

– O respeito aos direitos humanos foi o atributo que apresentou maior crescimento no último ano. Também houve alta satisfação com a cultura da paz e recusa à violência entre as pessoas na cidade;

– As áreas de maior insatisfação estão diretamente relacionadas com as instituições governamentais, tais como infância e adolescência, transporte e trânsito, acessibilidade para pessoas com deficiência, segurança, desigualdade social e transparência e participação política. Alguns destes aspectos de maior insatisfação, porém, apresentaram melhora na satisfação no último ano, principalmente no que tange ao transporte/ trânsito e desigualdade social. No caso do transporte/ trânsito, foram percebidas melhoras no tempo de espera pelo ônibus nos pontos e também na redução do tempo de deslocamento, além da quantidade de ciclovias.

– As áreas da Saúde e da Educação mantêm um grau de satisfação que não corresponde à importância atribuída a elas para a qualidade de vida do cidadão paulistano. A Saúde permanece em patamar baixo e em queda (4,7), enquanto a Educação permanece estável (4,5). Nesse último ano caiu a satisfação das pessoas com a forma com que cuidaram de sua própria saúde e alimentação.

Clique aqui e confira a pesquisa.

Confira também as tabelas do levantamento.

* Publicado originalmente no site Rede Nossa São Paulo.

(Rede Nossa São Paulo)

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

UVA divulga calendário de reposição de aulas do semestre 2014.2

 

As atividades acadêmicas na UVA reiniciaram na manhã desta segunda-feira, 19 de janeiro, com das aulas, interrompidas pela greve de professores no final de setembro de 2014. Também nesta segunda-feira, a Pró-Reitoria de Ensino de Graduação da UVA divulgou o Calendário de Reposição de Aulas do Semestre 2014.2, que será concluído em 12 de maio. O início do período letivo 2015.1 será em 1º de junho.

O Calendário traz, ainda, o período para pedido de exclusão de disciplinas, período de matrícula de veteranos para o Semestre 2015.1 e as datas das solenidades de Outorga de Grau dos formandos 2014.2. O Calendário está disponível na página da UVA na Internet (clique AQUI).

Do blog sobralemrevista

Ciro ameaçou romper com Camilo se governador recebesse Eduardo Cunha no Abolição

 

Redação
jornalismo@cearanews7.com.br

A breve passagem do líder do PMDB, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), por Fortaleza, para cumprimento de agenda de campanha pela Presidência da Câmara dos Deputados, resultou em mais um atrito entre o líder do PROS-CE, Ciro Gomes, e o governador do Ceará, Camilo Santana (PT). Informações de bastidores dão conta que o irmão mais velho de Cid ameaçou romper com o governador caso ele recebesse o peemedebista no Palácio da Abolição, no último dia 16.
Eduardo Cunha foi, por diversas vezes, alvo de críticas ferrenhas dos irmãos Ferreira Gomes. Recentemente, Ciro o classificou como “picareta-mor”e Cid o chamou de “escória da política”. Ambos são declaradamente contrários à influência do PMDB no governo Dilma.

O acolhimento de opositores do governo passado no Palácio da Abolição já havia gerado o descontentamento do ex-ministro e ex-secretário da Saúde do Ceará. Logo nos primeiros dias de governo, Camilo Santana recebeu,individualmente, todos os deputados estaduais eleitos, dentre eles, Capitão Wagner (PR), acusado pelos irmãos FG de liderar uma milícia, ligada ao narcotráfico, estruturada dentro da Secretária de Segurança Pública de Defesa Social do Ceará. O encontro entre Camilo e Wagner enfureceu Ciro Gomes.

Leia também: Ciro se revolta por Camilo receber Capitão Wagner no Abolição

No caso do encontro com Eduardo Cunha, o desfecho da história foi diferente. Como, no dia da reunião, Camilo Santana foi chamado para um encontro com o ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República (SRI), Pepe Vargas, a agenda em Brasília, marcada posteriormente, foi usada como pretexto para o cancelamento do compromisso com o desafeto de Cid e Ciro Gomes.

Leia também: Camilo Santana cancela encontro com Eduardo Cunha e segue para Brasília

Em Brasília, Camilo se reúne com o ministro das Relações Institucionais

Aliança instável

Apesar de ter desempenhado o estratégico papel de 'franco atirador' na eleição de Camilo Santana (PT) para governador do Ceará, o líder do PROS-CE, Ciro Gomes, sempre deu indícios de que não avalizou completamente a decisão do irmão Cid Gomes (PROS) de apadrinhar o petista na corrida pelo Abolição.

http://www.cearanews7.com.br/ver-noticia.asp?cod=24039

Ajustes nos benefícios darão sustentabilidade a programas sociais, diz Rossetto

O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Miguel Rossetto, em reunião nesta semana com representantes das seis principais centrais sindicais do País, esclareceu dúvidas e ouviu propostas para as Medidas Provisórias 664 e 665, que promovem ajustes e correções nos benefícios sociais do auxílio doença, pensão por morte, seguro defeso, abono salarial e seguro desemprego.

O governo quer esclarecer as mudanças promovidas pelas MP e abrir o diálogo com as categorias profissionais, garantindo todos os benefícios aos trabalhadores de maneira sustentável. Segundo Rossetto, o governo pretende manter os benefícios sem comprometer a política de permanente valorização do salário mínimo.

No período de 2003 a 2013, cerca de 15,5 milhões de trabalhadores foram formalizados, apenas no setor privado. Nesse período, 30 milhões de pessoas entraram na base da Previdência Social. O ministro destacou que o salário mínimo registrou um aumento real de 73% em 10 anos e a expectativa de vida do brasileiro aumentou em 4,4 anos nos últimos 13 anos.

“Essas mudanças estruturais positivas no mercado de trabalho e na qualidade de vida da população impactam significativamente nas políticas sociais do governo. Com base nesse diagnóstico, estudamos formas de aperfeiçoar os programas e propor a correção das distorções”, afirmou.

O ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, presente no encontro com as centrais, destacou que as medidas darão sustentabilidade aos programas sociais e contribuirão para ajustes de curto e médio prazos. “A política de inclusão social aumentou o universo de trabalhadores beneficiados e nosso objetivo é aperfeiçoar alguns programas sem comprometer os direitos do trabalhador. A política econômica do governo continua em uma mesma direção, mas estamos propondo medidas pontuais e mais suaves para voltar a estimular o crescimento da economia e gerar empregos em ritmo mais acelerado”, declarou.

O ministro da Previdência Social, Carlos Gabas, tranquilizou os participantes da reunião ao enfatizar que o governo não vai retirar os direitos dos trabalhadores. “Nós também não pretendemos atingir os atuais pensionistas, o que queremos é corrigir distorções e garantir a sustentabilidade dos programas e manter a política de valorização dos salários”, garantiu.

O ministro do Trabalho, Manoel Dias, ao falar do seguro-desemprego e do abono salarial, afirmou que as propostas apresentadas pelo governo também observam a sustentabilidade do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). “São necessárias adequações. Temos responsabilidades como gestores do fundo, pois ele serve ao trabalhador”, observou.

Uma nova reunião foi marcada para a próxima semana para dar prosseguimento às discussões e garantir a participação dos representantes dos trabalhadores. “A ideia é abrir um calendário de diálogo, de forma a aperfeiçoar as propostas do governo com o apoio de todos”, disse Miguel Rossetto.

Fonte: PT na Câmara

Teori aponta indícios contra 'vários deputados'

 

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No acordo de homologação da delação de Alberto Youssef, ministro do Supremo Tribunal Federal, Teori Zavascki escreveu que, ‘dos documentos juntados com o pedido é possível constatar que, efetivamente, há elementos indicativos, a partir dos termos do depoimento de possível envolvimento de várias autoridades detentoras de prerrogativa de foro perante tribunais superiores, inclusive de parlamentares federais’

22 de Janeiro de 2015 às 05:07

247 – Ao homologar o acordo de delação premiada do doleiro Alberto Youssef na operação Lava Jato, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Teori Zavascki, apontou indícios do envolvimento de vários deputados.

“Dos documentos juntados com o pedido é possível constatar que, efetivamente, há elementos indicativos, a partir dos termos do depoimento de possível envolvimento de várias autoridades detentoras de prerrogativa de foro perante tribunais superiores, inclusive de parlamentares federais”, disse.

Outra delação, do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Cosa, também está sob tutela da Corte por mencionar entre 35 a 40 parlamentares no esquema.

Para obter a pena máxima de cinco anos, Youssef se comprometeu a identificar todos os “autores, coautores, participes das diversas organizações criminosas de que tenha ou venha a ter conhecimento”.

Pelo acordo, divulgado nesta quarta-feira (21) por determinação do juiz federal de Curitiba, Sergio Moro, ele também concordou em devolver à União R$ 1,8 milhão em espécie, além de bens como carros e um hotel no município de Aparecida (SP), parte de um hotel em Salvador, seis apartamentos de um hotel em Londrina (PR), um terço de um hotel em Jaú (SP), um imóvel em Camaçari (BA) e outro em Lauro de Freitas (BA).

Brasil 247

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Manchetômetro: 'Dilma segue sob fogo cerrado'

 

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Nova pesquisa realizada pelo grupo da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) aponta que padrão de viés contrário a presidente Dilma Rousseff continua similar na imprensa familiar àquele do período eleitoral; matérias favoráveis são praticamente inexistentes; 'Folha de S. Paulo', 'O Globo' e 'O Estado de S. Paulo' dedicam a Dilma já na primeira semana após o 2° turno um total de 19 matérias e chamadas de capa negativas, recorde para todo período; JN segue tendência; estudo afirma ainda que a presidente não foi contemplada 'nem com o mais leve esboço de uma lua de mel' após posse; "Pelo contrário, logo após o resultado eleitoral, a oposição, novamente ancorada pela militância dos grandes meios de comunicação, tentou pelo menos duas maneiras de inviabilizar sua posse: pedindo recontagem de votos por alegação de fraude e pressionando o TSE pela rejeição de suas contas de campanha"

20 de Janeiro de 2015 às 05:11

247 - Um novo cálculo feito por pesquisadores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) aponta que ‘Dilma continua sob fogo cerrado da cobertura da imprensa familiar’.

Segundo pesquisadores, o padrão de viés contrário a ela continua similar àquele do período eleitoral, já revelado em análises prévias do Manchetômetro. ‘Nas páginas de opinião, que não foram analisadas durante o período eleitoral, descobrimos um viés ainda mais forte contra a presidente reeleita. Se somarmos editoriais e artigos de opinião chegamos a números expressivos como o de 29 textos contrários na segunda semana de novembro. Somando as seis colunas negativas publicadas nessa semana, o número vai para 35: uma média de cinco textos contrários a Dilma por dia nos três jornais’.

Matérias favoráveis são praticamente inexistentes. A proporção entre manchetes e chamadas contrárias e neutras é de praticamente 1:1. Os três grandes jornais juntos dedicam a Dilma já na primeira semana após o 2° turno um total de 19 matérias e chamadas de capa negativas, recorde para todo período. Na primeira semana de dezembro do ano passado o número atinge 18.

Quanto à chamada “lua de mel”, expressão usada para denotar o período imediatamente posterior à posse de um novo governante, pesquisa aponta que não houve trégua ao governo.

“Dilma, contudo, não foi contemplada nem com o mais leve esboço de uma lua de mel. Pelo contrário, logo após o resultado eleitoral, a oposição, novamente ancorada pela militância dos grandes meios de comunicação, tentou pelo menos duas maneiras de inviabilizar sua posse: pedindo recontagem de votos por alegação de fraude e pressionando o TSE pela rejeição de suas contas de campanha. Não bastasse isso, o escândalo da Petrobrás que já havia servido de combustível para inúmeras denúncias contra Dilma e o PT durante a campanha — destaque para a já histórica capa da Veja às vésperas do segundo turno — tornou-se o assunto mais noticiado desde o término do período eleitoral” (acesse aqui a pesquisa na íntegra).

Brasil 247