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quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

PSDB bancou baderna no Congresso? Aécio nega

 

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"Se amanhã você abrir as portas da galeria, você vai ter centenas de pessoas querendo participar. A população brasileira acordou", disse ele; ontem sessão que votaria o novo cálculo fiscal foi adiada depois que manifestantes insultaram parlamentares; "Esse caso é único na história do Congresso Nacional, 26 pessoas presumivelmente assalariadas obstruíram os trabalhos", afirmou o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), dizendo ainda que a convocação foi feita pelo deputado Izalci Lucas (PSDB-DF)

3 de Dezembro de 2014 às 05:58

Brasília 247 - Ao determinar o adiamento da votação sobre a meta fiscal, que deveria ter ocorrido ontem, o presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), acusou diretamente o PSDB.

"Esse caso é único na história do Congresso Nacional, 26 pessoas presumivelmente assalariadas obstruíram os trabalhos do Congresso Nacional", afirmou Renan a jornalistas ao sair do plenário, dizendo ainda que a convocação dos manifestantes foi feita pelo deputado Izalci Lucas (PSDB-DF).

Na tumultuada sessão, parlamentares foram insultados por manifestantes que invadiram as galerias. A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) foi uma das mais agredidas, tendo sido chamada de "vagabunda".

Em entrevista, o senador Aécio Neves (PSDB-MG), presidente do PSDB, negou que os tucanos estivessem por trás da baderna.

"Não tenho nenhuma noção em relação a isso. Se amanhã você abrir as portas da galeria, você vai ter centenas e centenas de pessoas querendo participar dessa sessão. Isso é uma bobagem. É mais um equívoco. A população brasileira acordou. A verdade é que existe um Brasil diferente hoje e o PT e seus aliados ainda não perceberam", disse ele, em texto distribuído por sua assessoria.

"As pessoas estão participando do que está acontecendo no Brasil. Elas querem saber e algumas querem vir aqui no Congresso Nacional. Vamos fechar as galerias para atender a uma base que quer votar escondido uma proposta desta gravidade com estas consequências para o país? Não, esta é a casa da democracia. O fato inédito aqui hoje foi não permitirmos que o povo brasileiro que aqui veio, que aqui ontem ficou em vigília e outros que gostariam de vir pudessem participar desta sessão. Eu defendo inclusive que participe como determina o regimento. Ao não permitir isso, radicalizou-se o clima e ninguém segurou mais."

Fonte: Brasil 247

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Delação de Barusco abre novas frentes de investigação

 

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Corrupto de US$ 100 milhões, o ex-gerente Pedro Barusco revelou em detalhes como funcionava a engrenagem da corrupção no setor público; ele guardou dados de contas bancárias, nomes de executivos que receberam propina e de operadores financeiros; depois de sair da Petrobras, Barusco foi para a Sete Brasil, controlada pelo BTG Pactual; promotores consideram sua delação "excelente"

3 de Dezembro de 2014 às 08:28

247 – Um delator exemplar. Ex-gerente de Engenharia da Petrobras, Pedro Barusco revelou em depoimentos à Justiça detalhes de como funcionava o esquema de propina em contratos da estatal, tendo guardado até mesmo dados de contas bancárias, nomes de executivos beneficiados no esquema e de operadores financeiros.

Na visão dos promotores, sua delação é "impressionante", "excelente mesmo", e foi "muito além" do que a força-tarefa da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, esperava, de acordo com relatos de fontes ouvidas pelo Valor Econômico.

Barusco prometeu devolver aos cofres públicos US$ 97 milhões que recebeu em propina, uma quantia que espantou até mesmo os investigadores. Segundo ele, o montante foi acumulado porque participava do esquema de propina desde 1996, sob o governo do então presidente Fernand Henrique Cardoso.

"O depoimento dele está impressionante. Excelente mesmo. Várias coisas novas que a gente não sabia. A investigação continua sendo ampliada. Não está indo para um rumo de finalização, de aparar arestas, mais. Nada disso. Está é ampliando. O caso está crescendo", disse uma fonte ao jornal. A delação já foi concluída e aguarda a homologação do juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba.

http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/162504/Delação-de-Barusco-abre-novas-frentes-de-investigação.htm

PML denuncia atentado da oposição à democracia

 

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"Sem votos para impedir uma provável vitória do governo na proposta de eliminar o superávit primário nas contas de 2014, a oposição produziu ontem uma cena preocupante do ponto de vista da democracia", diz o jornalista Paulo Moreira Leite, diretor do 247, em Brasília; de acordo com PML, a oposição mobilizou "arruaceiros para impedir o Congresso de exercer sua soberania para debater e votar proposta de Dilma sobre orçamento"; na prática, tentativas de cassar prerrogativas do Legislativo lembram golpes de Estado e assaltos fascistas ao poder; PML condenou também a atitude de Aécio Neves, que, segundo ele, se afastou das instituições democráticas

3 de Dezembro de 2014 às 07:26

247 - O jornalista Paulo Moreira Leite, diretor do 247 em Brasília, avalia que a oposição, liderada pelo PSDB, promoveu ontem um atentado contra a democracia.

"Sem votos para impedir uma provável vitória do governo na proposta de eliminar o superávit primário nas contas de 2014, a oposição produziu ontem uma cena preocupante do ponto de vista da democracia", diz ele. "Mobilizando arruaceiros profissionais e voluntários da baderna, engajados numa dessas ONGs cujo nome parece inspirado em entidades de exilados cubanos da Flórida, parlamentares oposicionistas criaram um ambiente de violência e tumulto nas galerias do Congresso. No final de uma jornada de tensão, conflito e violência, conseguiram impedir que a maioria dos parlamentares presentes cumprissem seu dever constitucional mais elementar: votar, soberanamente, com os votos recebidos do eleitorado, na proposta que julgassem melhor."

A cena, diz ele, lembrou golpes de estado do passado. "Os brasileiros não têm boa memória daqueles momentos em que deputados e senadores foram impedidos cumprir suas obrigações. Na maioria das vezes, foram cenas que antecederam golpes de Estado. A diferença é que isso costumava ocorrer com a presença intimidadora de soldados pelo Congresso e arredores, numa paisagem ilustrada por tanques e baionetas. Ontem, a coreografia era outra. Lembrava os clássicos assaltos ao poder, de origem fascista, com vocação para atacar instituições democráticas."

PML condena também a atitude de Aécio Neves. "Presente a casa poucos dias depois de ter afirmado que perdeu a eleição para uma “organização criminosa”, Aécio Neves saiu em defesa da baderna. Disse, conforme relato da Folha de S. Paulo: “A população brasileira acordou. As pessoas estão participando do que está acontecendo no Brasil. E algumas querem vir [ao Congresso]. Nós vamos fechar as galerias?” Com essa postura, o candidato presidencial do PSDB dá um novo passo para se afastar das instituições democráticas."

Leia a íntegra em "Como nos golpes de Estado"

PSDB bancou baderna no Congresso? Aécio nega

 

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"Se amanhã você abrir as portas da galeria, você vai ter centenas de pessoas querendo participar. A população brasileira acordou", disse ele; ontem sessão que votaria o novo cálculo fiscal foi adiada depois que manifestantes insultaram parlamentares; "Esse caso é único na história do Congresso Nacional, 26 pessoas presumivelmente assalariadas obstruíram os trabalhos", afirmou o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), dizendo ainda que a convocação foi feita pelo deputado Izalci Lucas (PSDB-DF)

3 de Dezembro de 2014 às 05:58

Brasília 247 - Ao determinar o adiamento da votação sobre a meta fiscal, que deveria ter ocorrido ontem, o presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), acusou diretamente o PSDB.

"Esse caso é único na história do Congresso Nacional, 26 pessoas presumivelmente assalariadas obstruíram os trabalhos do Congresso Nacional", afirmou Renan a jornalistas ao sair do plenário, dizendo ainda que a convocação dos manifestantes foi feita pelo deputado Izalci Lucas (PSDB-DF).

Na tumultuada sessão, parlamentares foram insultados por manifestantes que invadiram as galerias. A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) foi uma das mais agredidas, tendo sido chamada de "vagabunda".

Em entrevista, o senador Aécio Neves (PSDB-MG), presidente do PSDB, negou que os tucanos estivessem por trás da baderna.

"Não tenho nenhuma noção em relação a isso. Se amanhã você abrir as portas da galeria, você vai ter centenas e centenas de pessoas querendo participar dessa sessão. Isso é uma bobagem. É mais um equívoco. A população brasileira acordou. A verdade é que existe um Brasil diferente hoje e o PT e seus aliados ainda não perceberam", disse ele, em texto distribuído por sua assessoria.

"As pessoas estão participando do que está acontecendo no Brasil. Elas querem saber e algumas querem vir aqui no Congresso Nacional. Vamos fechar as galerias para atender a uma base que quer votar escondido uma proposta desta gravidade com estas consequências para o país? Não, esta é a casa da democracia. O fato inédito aqui hoje foi não permitirmos que o povo brasileiro que aqui veio, que aqui ontem ficou em vigília e outros que gostariam de vir pudessem participar desta sessão. Eu defendo inclusive que participe como determina o regimento. Ao não permitir isso, radicalizou-se o clima e ninguém segurou mais."

http://www.brasil247.com/pt/247/brasilia247/162489/PSDB-bancou-baderna-no-Congresso-Aécio-nega.htm

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Justiça bloqueia R$ 73 mi de Arruda e outros réus do mensalão do DEM

 

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A partir do pedido do MPDFT, foram bloqueados R$ 73.214.276,91 referentes ao ex-governador do DF, José Roberto Arruda, o ex-vice-governador Paulo Octávio, Marcelo Carvalho, José Celso Gontijo, José Geraldo Maciel, Durval Barbosa e a empresa Call Tecnologia; a Justiça investiga, agora, se os réus possuem bens, valores ou contas-correntes no exterior

2 de Dezembro de 2014 às 19:35

Brasília 247 - A partir de pedido do Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT), a 2ª Vara de Fazenda Pública do DF determinou a indisponibilidade de patrimônio de políticos e de empresas sob acusação de envolvimento no caso conhecido como Mensalão do DEM.

Ao todo, foi determinado o bloqueio de R$ 73.214.276,91 referentes ao ex-governador do DF, José Roberto Arruda, o ex-vice-governador Paulo Octávio, Marcelo Carvalho, José Celso Gontijo, José Geraldo Maciel, Durval Barbosa e a empresa Call Tecnologia. O Juiz determinou ainda, a imediata expedição de ofícios à Receita Federal, Detran, ANAC, Delegacia Fluvial de Brasília, Junta Comercial do DF e ao Banco Central para que informe se os réus são titulares de bens, valores ou contas-correntes no exterior.

Pela decisão, os envolvidos não poderão dispor dos bens e direitos, que consistem em imóveis, móveis, veículos, aeronaves, embarcações e semoventes, ou seja, animais de rebanho, como bovinos e equinos, até o limite estipulado.

Com TJDFT e Blog do Edson Sombra

Brasil 247

Eleitores de Dilma vão à Justiça contra Aécio

 

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Militantes do PT organizam ação coletiva contra o candidato derrotado na disputa à presidência, que declarou ter pedido a eleição para uma "organização criminosa"; um dos apoiadores é o ator José de Abreu: "E aí, galera, vocês já arrumaram advogado para processar Aécio? Não aceito a pecha de 'organização criminosa' no meu currículo!"; quem organiza a ação é Kallil Oliveira, de Vitória da Conquista (BA): "Em menos de 1 hora já são mais de 200 pessoas que se disponibilizaram pra entrar com 1 ação contra Aécio por danos morais devido sua declaração", anunciou o eleitor de Dilma; ontem, o presidente do PT, Rui Falcão, disse que o partido irá interpelar Aécio Neves por sua declaração

2 de Dezembro de 2014 às 16:39

247 – Eleitores da presidente Dilma Rousseff que se sentiram ofendidos com a declaração do senador e candidato derrotado Aécio Neves (PSDB-MG), de que perdeu a disputa ao Planalto para uma "organização criminosa", organizam uma ação coletiva contra o tucano.

"Sou petista, vou processar Aécio Neves por dizer que faço parte de uma organização criminosa", escreveu em sua página no Twitter o usuário William Carvalho. Um dos apoiadores da ação é o ator José de Abreu: "E aí, galera, vocês já arrumaram advogado para processar Aécio? Não aceito a pecha de "organização criminosa" no meu currículo!"

Quem organiza a ação coletiva, recrutando eleitores nas redes sociais, é Kallil Oliveira, de Vitória da Conquista (BA). "Quem votou na Dilma pode entrar com ação criminal contra Aécio Neves e cobrar uma indenização por danos morais $$$$", postou o estudante de Geografia nesta terça-feira 2.

"Já consegui reunir 30 pessoas que vão processar Aécio por sua infeliz declaração, quem tiver interesse me informe para nos organizarmos", publicou Kallil, às 11h52, no Twitter. Às 13h40, uma atualização: "Em menos de 1 hora já são mais d 200 pessoas q se disponibilizaram pra entrar com 1 ação contra Aécio por danos morais devido sua declaração".

Em sua coluna desta terça-feira 2 na Folha de S. Paulo (leia aqui), o jornalista Jânio de Freitas chamou a acusação de Aécio de "tão gratuitamente agressiva e tão agressivamente insultuosa" e declarou que qualquer dos eleitores do PT está "agora habilitado, desde que capaz de alguma prova de sua adesão a Dilma, a mover uma ação criminal contra Aécio Neves por difamação, calúnia e injúria, e cobrar-lhe uma indenização por danos morais".

Leia um trecho de seu artigo:

É difícil admitir que Aécio Neves esteja consciente do papel que está exercendo. A situação social do Brasil não é de permitir que acirramentos, incitações e disseminação de ódios levem apenas a efeitos inócuos, de mera propaganda política. Para percebê-lo, não é preciso mais do que notar a violência dos protestos com incêndios ou a quantidade de armas apreendidas.

Se Aécio acha, como diz, que está sendo "porta-voz de um sentimento de indignação", pior ainda: fica evidente que não sabe mesmo o que está fazendo, e aonde isso o leva.

A declaração do senador foi feita em entrevista ao jornalista Roberto D´Ávila, da Globonews, veiculada na noite do último sábado 29. O tucano disse: "Na verdade, eu não perdi a eleição para um partido político. Eu perdi a eleição para uma organização criminosa que se instalou no seio de algumas empresas brasileiras patrocinadas por esse grupo político que aí está", declarou o tucano no programa Roberto D´Ávila (assista aqui).

O presidente do PT, Rui Falcão, rebateu ontem a fala de Aécio e disse que interpelará o senador tucano na Justiça para que confirme o que disse na entrevista. Caso a declaração seja confirmada por esse, o partido pretende apresentar queixa crime junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra o presidente do PSDB. "O PT não leva recado para casa", disse Falcão.

Brasil 247

Costa aponta, em CPI, corrupção generalizada

 

Ueslei Marcelino:

Ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa prestou um depoimento forte, nesta tarde, na CPI que investiga negócios ligados à estatal; segundo ele, a corrupção atinge praticamente todos os setores da vida econômica do País; "isso acontecia no Brasil inteiro, nas rodovias, nas ferrovias, nos portos, aeroportos, nas hidrelétricas, isso acontece no Brasil inteiro, é só pesquisar”, disse ele; Costa atribui a corrupção às indicações políticas nas estatais, o que, segundo ele, vem desde o governo Sarney; "Infelizmente aceitei uma indicação política para assumir a diretoria de Abastecimento e estou extremamente arrependido de ter feito isso", afirmou. "Aceitei esse cargo e esse cargo me deixou e nos deixou aqui onde estou hoje"; Costa também disse que citou “algumas dezenas” de políticos no processo de delação premiada

2 de Dezembro de 2014 às 18:42

BRASÍLIA (Reuters) - As irregularidades que estão sendo investigadas pela Polícia Federal na Petrobras acontecem em outras áreas do Brasil, como portos, aeroportos, rodovias e hidrelétricas, afirmou nesta terça-feira o ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPMI) que investiga denúncias na petroleira.

“Isso que está no noticiário, que acontecia na Petrobras, acontecia no Brasil inteiro, nas rodovias, nas ferrovias, nos portos, aeroportos, nas hidrelétricas, isso acontece no Brasil inteiro, é só pesquisar”, declarou Costa, durante acareação com o ex-diretor da área internacional da estatal Nestor Cerveró.

Inicialmente, Costa disse que não responderia perguntas, uma vez que participa de um programa de delação premiada da Justiça. Mas após ser questionado, decidiu dar algumas declarações.

Costa foi preso neste ano pela Operação Lava Jato, da Polícia Federal. Passou seis meses na carceragem, até aceitar acordo de delação premiada, na qual denunciou um suposto esquema de sobrepreço e corrupção na Petrobras que alimentaria os cofres de partidos políticos.

Apesar de não ter dado detalhes de seu depoimento à Justiça, ele disse à CPMI que confirma as suas denúncias.

“Não tem nada na delação que eu falei que eu não confirme”, afirmou o ex-diretor.

Costa ressaltou que entrou na Petrobras em 1977 e assumiu a diretoria de Abastecimento 27 anos depois, e que em todas as posições anteriores, assumiu sem necessidade de apoio político.

Entretanto, Costa destacou que desde o governo de José Sarney (1985-1990) as indicações para diretorias da petroleira e de outras estatais dependiam de apoio político.

Costa frisou se arrepender "amargamente" por ter aceitado o cargo e que tudo que está acontecendo faz sua família sofrer.

"Infelizmente aceitei uma indicação política para assumir a diretoria de Abastecimento, infelizmente, estou extremamente arrependido de ter feito isso", afirmou. "Aceitei esse cargo e esse cargo me deixou e nos deixou aqui onde estou hoje."

(Por Leonardo Goy)

Brasil 247

Petrobras estuda bloquear espólio de Sérgio Guerra

 

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Falecido presidente do PSDB teria recebido US$ 10 milhões para inviabilizar CPI da Petrobras, em 2009; denúncia é do doleiro delator Alberto Yousseff, segundo fontes próximas ao comando da Operação Lava Jato; dinheiro teria sido drenado para o Haras Pedra Verde, em Limoeiro (PE), considerado um dos mais ricos do país, com 200 cavalos Manga Larga; obras de arte e vida de luxo cercavam o antigo chefe tucano; Petrobras, na condição de vítima, estuda pedido de bloqueio dos bens sobre o espólio repassado à família

2 de Dezembro de 2014 às 20:15

247 - Segundo informações vazadas por fontes próximas a procuradores e delegados que conduzem a Operação Lava Jato, em Curitiba, o falecido deputado federal Sérgio Guerra (PE), ex-presidente do PSDB, foi o beneficiário de US$ 10 milhões pagos pela empreiteira Queiróz Galvão. O doleiro Alberto Youssef, delator do suposto esquema de corrupção na Petrobrás, contou que Sérgio Guerra e "um tucano de Londrina" enterraram a CPI do Senado sobre a estatal em troca da propina.

O outro tucano que participava daquela CPI é o senador Alvaro Dias, cujo berço político é a cidade de Londrina. Ambos deixaram a CPI de forma surpreendente, em protesto contra o que seria um "jogo de cartas marcadas". Sem a presença deles, a CPI não foi adiante.

O espólio de Sérgio Guerra deve entrar no alvo de investigação do a atuação do Ministério Público e da Polícia Federal. A confirmação do recebimento de propina já leva a direção da Petrobras a estudar um pedido de bloqueio de bens como forma de ser ressarcida.

Um dos mais ricos haras do país, o haras Pedra Verde, em Limoeiro (PE), é um dos bens deixados pelo tucano, com mais de 200 cavalos de raça, inclusive campeões nacionais da racha Manga-Larga Marchador. Veterinários, geneticistas e 40 outros funcionários trabalham no Haras Pedra Verde. Para os investigadores da Lava Jato, o Pedra Verde também seria uma sofisticada lavanderia de comissões, inclusive por meio de vultosas transações de exportação e importação de cavalos.

Palco de refinadas apresentações de produtos premiados e de leilões milionários, o Haras Pedra Verde valeria perto de R$ 200 milhões (cavalos, laboratório, instalações e fazenda), mas foi omitido da declaração de Imposto de Renda de Sérgio Guerra ao eleger-se senador, em 2002, atribuindo à Pedra Verde um valor irrisório de R$ 22 mil, além de declará-la como "terra nua", ou seja, sem qualquer tipo de benfeitorias ou construções.

A coleção de arte contemporânea do falecido presidente do PSDB também chamou atenção do MPF e da PF. Alí estão obras de Cícero Dias, Cândido Portinari, Vicente do Rêgo Monteiro, Di Cavalcanti, Gilvan Samico, Carybé, Manabu Mabe, Djanira e Tarsila do Amaral, em valores que chegariam à casa dos R$ 20 milhões e que teriam sido, na maioria das vezes, compradas em galerias do Rio de Janeiro, São Paulo e Recife. Haveria pelo menos um caso, em que uma tela de Ismael Nery, orçada em quase R$ 2 milhões, teria sido adquirida por uma empreiteira baiana para adornar as paredes do apartamento de cobertura da família Guerra na orla do Recife.

Há, também, dezenas de imóveis, uma frota de automóveis de luxo, entre eles vários modelos BMW, além de jóias, aplicações financeiras em bancos e prováveis contas já sendo rastreadas em paraísos fiscais, como Liechtenstein e Suíça. Com a morte de Guerra, seus herdeiros deverão enfrentar a ação indenizatória da União movida pelo Ministério Público Federal.

Falecido em 6 de março deste ano, o ex-presidente do PSDB foi um dos mais radicais opositores dos governos Lula e Dilma. Nos anos 1980, Guerra, porém, foi apontado como um dos integrantes da quadrilha que desviava recursos públicos e beneficiava empreiteiras, na Comissão do Orçamento do Congresso Nacional. Relator do Orçamento da União também no final dos anos 80, Sérgio Guerra chegou a viajar num jato Dassault Falcon da Construtora Camargo Correia para Londres, onde teria se hospedado em uma luxuosa propriedade do falecido empreiteiro Sebastião Camargo. Ele estava acompanhado de toda família e por duas semanas teria frequentado restaurantes e lojas de grifes de luxo na capital inglesa. Guerra foi o único parlamentar a escapar da guilhotina que vitimou parlamentares influentes como Genebaldo Correia, Manoel Moreira, Cid Carvalho e Pinheiro Landim, além do líder do grupo, João Alves.

Influente e temido enquanto viveu, Sérgio Guerra teve seu nome arrastado para o centro do escândalo da estatal e nenhum tucano, até o momento, saiu com ênfase na defesa dele. Um deputado federal pernambucano, ouvido pelo Brasil247, foi taxativo: "Não defenderam e nem irão colocar as mãos no fogo por ele. Quem conhecia bem o Sérgio não se surpreende nem um pouquinho com esse envolvimento".

http://www.brasil247.com/pt/247/pernambuco247/162468/Petrobras-estuda-bloquear-espólio-de-Sérgio-Guerra.htm

Recorde: R$ 5 bilhões foram gastos na campanha eleitoral deste

 

A conclusão do levantamento da Folha com base nas prestações finais de contas fornecidas pelas campanhas eleitorais ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é de que a campanha eleitoral deste ano foi a mais cara da história da democracia brasileira, tendo um custo total de quase R$ 5 bilhões, dos quais 60% foram gastos por apenas três partidos. PT, PSDB e PMDB somaram despesas de R$ 2,9 bilhões, que se concentraram em publicidade, produção de materiais impressos, programas do horário eleitoral, despesas com pagamento de pessoal e custos de transporte.

A disputa eleitoral ao cargo de deputado estadual, da qual participaram 17 mil candidatos, foi a que teve a maior quantia de gastos (1,2 bilhão). Em segundo lugar ficou a disputa para o cargo de Governador (R$ 1,1 bilhão) e em terceiro para o de Deputado Federal (R$ 1 bilhão).

As grandes empresas foram as maiores financiadoras da disputa eleitoral deste ano. As dez maiores doadoras financiaram um quinto do total de gastos feitos nas eleições. A JBS, dona do frigorífico Friboi, empresa que despontou no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como a maior indústria de carnes do mundo investiu R$ 391 milhões na campanha eleitoral deste ano. Na sequência, teve destaque o grupo Odebrecht, que controla uma das empreiteiras investigadas na Operação Lava Jato, com R$ 111 milhões, e o Bradesco, que doou R$ 100 milhões aos partidos.

O envolvimento de grandes corporações no financiamento de campanhas eleitorais é um dos temas que o atual governo pretende incluir no debate sobre reforma política que promete abrir no próximo ano.

O STF (Supremo Tribunal Federal) julga desde o final do ano passado pedido da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) para que seja declarado inconstitucional o financiamento por empresas. Seis ministros do STF já se manifestaram favoráveis ao veto das contribuições, entre eles o atual presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), José Dias Toffoli. A votação já foi interrompida por dois pedidos de vista: um do ministro Teori Zavascki, único que votou contra a proibição, e outro do ministro Gilmar Mendes, que já sinalizou posição também contrária, mas que ainda não declarou o seu voto.

http://www.cearaagora.com.br/site/2014/11/recorde-r-5-bilhoes-foram-gastos-na-campanha-eleitoral-deste-ano/

Falcão peita Aécio: “PT não leva recado para casa”

 

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Presidente do PT respondeu pelo Twitter a declaração do senador Aécio Neves (PSDB-MG), que disse não ter perdido a eleição para um partido político, e sim "para uma organização criminosa que se instalou no seio de algumas empresas brasileiras patrocinadas por esse grupo político que aí está"; "Já estamos interpelando o senador mineiro derrotado. Em seguida, processo crime no STF. O PT não leva recado para casa", rebateu Rui Falcão

1 de Dezembro de 2014 às 16:58

247 – O presidente do PT, Rui Falcão, anunciou que o partido está se preparando para interpelar o senador Aécio Neves (PSDB-MG) por sua declaração contra o partido em entrevista à Globonews. "Já estamos interpelando o senador mineiro derrotado. Em seguida, processo crime no STF. O PT não leva recado para casa", escreveu, em sua página no Twitter.

A intenção do partido é que Aécio confirme na Justiça a declaração que deu ao jornalista Roberto D´Ávila, de que não teria perdido a eleição para um partido político, mas para uma organização criminosa. Caso Aécio confirme, Rui Falcão anunciou ainda que o partido entrará com processo crime no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o parlamentar tucano.

"Na verdade, eu não perdi a eleição para um partido político. Eu perdi a eleição para uma organização criminosa que se instalou no seio de algumas empresas brasileiras patrocinadas por esse grupo político que aí está", declarou o tucano no programa Roberto D´Ávila (assista aqui).

A declaração foi rebatida por lideranças petistas. "Alguém deve lembrar ao senador Aécio que ele foi derrotado por 54.501.118 milhões de brasileiros; aproveita e passe o endereço de um dos excelentes terapeutas que o Rio de Janeiro tem", disse o ministro Miguel Rosseto, que foi um dos coordenadores da campanha de Dilma, ao jornal O Globo.

"Aécio mostra que não sabe perder. Não é só um problema político, ele está abalado psicologicamente. A derrota em Minas abalou Aécio porque, ao perder no seu estado, perdeu também a corrida dentro do próprio PSDB", disse ontem o secretário de Comunicação do PT, José Américo.

Brasil 247