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terça-feira, 28 de outubro de 2014

Reeleição de Dilma mostra "solidez da democracia", diz Obama

 

Ao receber a ligação do líder americano, Dilma agradeceu os cumprimentos e ressaltou ter todo interesse em estreitar laços com os EUA

Presidente dos EUA, Barack Obama, reunido com a presidente Dilma Rousseff no Salão Oval, na Casa Branca, em Washington. 9/4/2012

Foto: Kevin Lamarque / Reuters

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ligou nesta terça-feira (28) para a presidente Dilma Rousseff cumprimentando-lhe pela reeleição. Na ligação, Obama disse que o pleito demonstrou “a solidez da democracia brasileira” e que pretende continuar a trabalhar com a mandatária brasileira, com quem espera encontrar-se por ocasião da reunião do G20, na Austrália, nos dias 15 e 16 de novembro. As informações são da Secretaria de Imprensa da Presidência da República.

Obama disse que valoriza a parceria bilateral com o Brasil e vê grandes oportunidades de cooperação nas áreas econômico-financeira e de energia. O presidente dos Estados Unidos sugeriu que equipes dos dois países "trabalhem os mecanismos existentes para definir a agenda para 2015, estabelecendo as bases para preparação da visita de Estado da presidente brasileira aos EUA em momento oportuno".

No ano passado, Dilma cancelou uma visita de Estado ao país após as denúncias de espionagem da Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos (NSA) contra pessoas do governo, incluindo ela própria e empresas estatais, feitas pelo ex-consultor de informática do órgão Edward Snowden. Obama observou que recebeu impressões muito positivas de seu vice, Joe Biden, sobre a reunião que manteve com a presidente Dilma durante a visita feita ao Brasil, na Copa do Mundo.

SAIBA MAIS

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Dilma recebe cumprimentos de chefes de Estado por telefone, Twitter e cartas

De acordo com sua assessoria, a presidente agradeceu os cumprimentos do colega e disse que a eleição foi importante para o Brasil e para a região. Ela ressaltou ter todo interesse em estreitar laços com os Estados Unidos e que terá satisfação em encontrá-lo na reunião do G20. Dilma também concordou com a importância do trabalho bilateral para preparar uma visita de Estado ao país.

Além de Obama, Dilma recebeu o telefonema, hoje, do presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, que também a cumprimentou pela reeleição e desejou-lhe êxito no novo governo. Dilma agradeceu e disse que, no segundo mandato, manterá como alta prioridade as relações com a África. Ela acrescentou que seguirá com o apoio para a consolidação da democracia e o desenvolvimento econômico e social da Guiné-Bissau.

Dilma Rousseff é reeleita; eleitores comemoram pelo Brasil

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Reuters

Eleitores de Dilma Rousseff comemoram reeleição da presidente na capital paulista

Foto: Miguel Schincariol / Reuters

KOTSCHO VÊ MÍDIA NO "FUNDO DO POÇO" APÓS DERROTA

 

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Colunista Ricardo Kotscho diz que, ‘cegados pela intolerância, barões da imprensa ainda não se deram conta de que já nem elegem nem derrubam mais presidentes’; ele cita a tentativa de manipulação eleitoral com a publicação da capa-panfleto da revista "Veja" e defende que Dilma Rousseff apresente a criação de um marco regulatório das comunicações

28 DE OUTUBRO DE 2014 ÀS 08:17

247 – O colunista Ricardo Kotscho critica a postura dos “barões da imprensa” e sugere que a presidente Dilma Rousseff apresente a criação de um marco regulatório das comunicações diante da última tentativa de manipulação eleitoral da Veja. Leia:

Mídia vai ao fundo do poço e sofre a 4ª derrota

2002, 2006, 2010, 2014.

Nas últimas quatro eleições presidenciais, a velha mídia familiar brasileira fez o diabo, vendeu a alma e foi ao fundo do poço para derrotar o PT de Lula e Dilma.

Perdeu todas.

Desta vez, perdeu também a compostura, a vergonha na cara e até o senso do ridículo.

Teve até herdeiro de jornalão paulista que deu uma de black bloc e foi sem máscara à passeata pró-Aécio em São Paulo, chamada de

"Revolução da Cashmere" pela revista britânica "The Economist", carregando um cartaz com ofensas à Venezuela.

Antigamente, eles eram mais discretos, mas agora perderam a modéstia, assumiram o protagonismo.

Agora, não adianta rasgar as pregas das calças nem sapatear na avenida Faria Lima. "The game is over", como eles gostam de dizer em bom inglês.

Se bem que alguns já pregam o terceiro turno e pedem abertamente o impeachment da presidente reeleita Dilma Rousseff, que derrotou o candidato deles, o tucano Aécio Neves, por 51,6% a 48,4%. Endoidaram de vez. E não é para menos: ao final do segundo mandato de Dilma, o PT terá completado 16 anos no poder central, um recorde na nossa história republicana.

Só teremos nova eleição presidencial daqui a quatro anos. Até lá, terão que esperar no banco de reservas do poder os herdeiros dos barões de imprensa e seus sabujos amestrados, inconformados com o resultado das urnas, se é que vão sobreviver aos novos tempos da mídia democratizada. Cegados pela intolerância, ainda não se deram conta de que já nem elegem nem derrubam mais presidentes. Alguns ficaram parados em 1932 ou 1964, por aí. Vivem ainda em tempos passados, dos quais o Brasil contemporâneo não tem saudades. Devo-lhes informar que o país mudou, e não é mais o mesmo dos currais midiáticos de meia dúzia de famílias, hoje abrigadas no Instituto Millenium.

Diante da gravidade dos acontecimentos nas últimas 48 horas que antecederam a votação, a partir da publicação da capa-panfleto da revista "Veja", a última "bala de prata" do arsenal de infâmias midiáticas para mudar o rumo das eleições, não dá agora para simplesmente fingir que nada houve, virar a página e tocar a bola pra frente, como se isso fosse algo natural na disputa política. Não é.

Caso convoque uma rede nacional de rádio e televisão para anunciar os rumos, as mudanças e as primeiras medidas do seu novo governo _ o que se tornou um imperativo, e deve ocorrer o mais rápido possível, para restaurar a normalidade democrática no país ameaçada pelos pittbulls da imprensa _ a presidente Dilma terá que tocar neste assunto, que ficou de fora do seu pronunciamento após a vitória de domingo: a criação de um marco regulatório das comunicações.

No seu brilhante artigo "Dilma 7 X 1 Mentira", publicado pela Folha nesta segunda-feira, o xará Ricardo Melo foi ao ponto:

"Além do combate implacável à corrupção e de uma reforma política, a tarefa de democratizar os meios de informação, sem dúvida, está na ordem do dia. Sem intenção de censurar ou calar a liberdade de opinião de quem quer que seja. Mas para dar a todos oportunidades iguais de falar o que se pensa. Resta saber qual caminho Dilma Rousseff vai trilhar".

A presidente reeleita, com a força do voto, não precisa esperar a nova posse no dia 1º de janeiro de 2015. Pode, desde já, demitir e nomear quem ela quiser, propor as reformas que o país reclama, desarmando os profetas do caos e acabando com este clima pesado que se abateu sobre o país nas últimas semanas de campanha.

Pode também, por exemplo, anunciar logo quem será seu novo ministro da Fazenda e, imediatamente, reabrir o diálogo com os empresários e investidores nacionais e estrangeiros, que jogaram tudo na vitória do candidato de oposição, especulando na Bolsa e no dólar, e precisam agora voltar à vida real, já que eles não têm o hábito de rasgar dinheiro. Queiram ou não, o Brasil continua sendo um imenso mercado potencial para quem bota fé no seu taco e acredita na vitória do trabalho contra a usura.

O povo, mais uma vez, provou que não é bobo.

Valeu a luta, Dilma. Valeu a força, Lula.

Vida que segue.

https://www.facebook.com/reudsondesouza.reudson/posts/798951396823003

Blog do Dirceu: Brasil não está dividido

 

Isso é para tirar a legitimidade da vitória.

Sugestão do amigo navegante Leonardo Templário, no Facebook do C Af

O Conversa Afiada reproduz artigo do Blog do Dirceu:

VITÓRIA É LEGÍTIMA, NATURAL NUMA DEMOCRACIA E PAÍS NÃO ESTÁ DIVIDIDO
Parabéns ao país e para a nossa militância. Vencemos graças a ela. Esta 4ª  vitória nacional consecutiva do PT e da aliança que apoiou a presidenta Dilma Rousseff à reeleição não pode e não deve ser vista como divisão do pais ou um risco de radicalização de nossa vida política. Trata se de uma tentativa primária de deslegitimar a vitória do PT, um típico recurso dos derrotados. Com o agravante que uma vitória do candidato do PSDB-DEM, senador Aécio Neves (PSDB-MG) nas mesmas circunstâncias teria a mesma leitura já que seria por alguns milhões de votos de vantagem também.

O país não está dividido. Tem dois grandes partidos, PT e PSDB, que polarizam a vida política há 20 anos como em todas democracias. Basta ver os exemplos dos Estados Unidos (partidos Democrata e Republicano),  Grã Bretanha (Conservador e Trabalhista), Alemanha (Partido Social Democrata-SPD e a União da Democrata Cristã (CDU), ou Espanha (PSOE e PP) e Portugal (PS e PSD).

Lá, em cada um desses países, para ficar nos mencionados, são projetos e programas que têm apoio de amplos setores e classes sociais no país com interesses contraditórios e às vezes antagônicos, que podem ou não se compor em determinadas circunstâncias (caso mais comum na Alemanha) e frente a desafios políticos sociais e econômicos, mas não são iguais e não defendem nem os mesmos interesses e nem os mesmos programas. E essa é a percepção que a própria sociedade e seu povo têm.

No Brasil o PSDB é um partido da elite, identificado por exemplo com o sistema bancário. Já o PT é um partidos dos pobres, dos trabalhadores, identificado desde sempre, desde o seu nascimento há mais de 30 anos, com o presidente Lula e sua história.

PSDB QUER POR FIM À REELEIÇÃO POR PURO OPORTUNISMO

A radicalização da vida política do país nessa eleição se deve ao fato que uma vitória, como aconteceu, da presidenta Dilma abre a possibilidade real de o ex-presidente Lula ser eleito presidente em 2018 e reeleito em 2022. Daí a conversão oportunista do PSDB à proposta de por fim à reeleição por ele mesmo instituída no país sob graves suspeitas de compra de votos.

A tentativa de derrotar o PT e a presidenta Dilma a qualquer preço tem seu exemplo maior na revista Veja e no boato sobre um suposto e falso assassinato de um dos delatores da operação Lava Jato, Alberto Yousseff, uma tentativa desesperada e não inédita de interferência indevida e ilegal no processo eleitoral.

Dai o direito de resposta dado ao PT pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), agravada depois com a 2ª tentativa de transformar um ato de protesto contra a revista (na 6ª à noite) – condenado pelos presidentes Dilma e Lula – em atentado à liberdade de expressão e de imprensa, na tentativa vã de atenuar o atentado à democracia e à própria liberdade de imprensa que a revista praticou e pratica.

O fato concreto é que praticamente toda a mídia apoiou Aécio e militou pela derrota do PT, dos presidentes Lula e Dilma. Alguns assumiram em editoriais – caso do Estadão, ontem e quase diariamente – outros não, criando um desequilíbrio na disputa apenas atenuado com o horário eleitoral e com nossa atuação nas redes.

VEJA É QUE ATENTOU CONTRA A LIBERDADE DE EXPRESSÃO E DE IMPRENSA

Não fosse o legado dos 8 anos do presidente Lula e a continuidade que a presidenta Dilma deu ao nosso projeto para o país com novas iniciativas como os programas Mais Médicos, PRONATEC e Minha Casa Minha Vida, o poder da mídia nos teria derrotado e entregue de bandeja o governo de volta aos tucanos.

Não fosse esse legado e sua continuidade, não fosse a presidenta Dilma e sua recusa a aceitar as receitas ortodoxas no interesse do capital financeiro, não fosse a proteção dada por ela ao emprego e ao salário, às conquistas trabalhistas e sociais dos trabalhadores e da classe média, e não fosse o engajamento de nossa militância e de milhões de brasileiros que vestiram e apoiaram a candidatura de Dilma, não teríamos vencido ontem.

Assim não se trata de unir o país ou evitar a polarização. A tarefa principal agora é viabilizar o diálogo nacional, como enfatizou nossa presidenta em seu discurso da vitória na noite de ontem, para buscar campos de consenso e acordo para realizar as mudanças e reformas que o país demanda, dentro do programa aprovado pela maioria dos brasileiros que a elegeram.

COM ESSE DISCURSO, OPOSIÇÃO TENTA DESLEGITIMAR VITÓRIA

Só assim, e este é realmente o caminho para evitar que predomine o discurso da oposição, da deslegitimação da vitória da presidenta Dilma, ou da radicalização contra seu governo e se estará  criando pontes e abrindo caminhos para, por exemplo, fazer as reformas política e a tributaria.

O problema não é, portanto, votar em Aécio ou Dilma, optar por um outro partido ou programa, o problema é não aceitar a derrota ou a vitória de um e outro. É problema é querer romper com as regras democráticas, sabotar o governo e paralisar o Congresso Nacional, buscando descaminhos para inviabilizar a gestão do país.

A saída é o governo e nós  fazermos uma leitura correta do recado das urnas e buscarmos compor uma maioria no pais, na sociedade e no Congresso para fazer avançar as reformas e mudanças reclamadas pelo país.

Em tempo: veja o que eles planejam: o impeachment ou uma bala no peito !​
https://twitter.com/jose_anibal/status/524697787116830721

O tempo do Governador eleito Camilo aproveita período de descanso

 

Após quase quatro meses de campanha, dividida em dois turnos, o deputado estadual Camilo Santana (PT), que venceu as eleições para o Governo do Ceará, passou grande parte do dia de ontem descansando ao lado da família, sem compromissos oficiais. Segundo a assessoria de imprensa do petista, Camilo vai tirar uns dias de descanso, mas, por enquanto, não há informações sobre viagens e nem mesmo sobre quando ele retorna às atividades parlamentares na Assembleia Legislativa. Camilo é deputado estadual eleito em 2010.
Camilo Santana (PT) conversou na manhã de ontem por telefone com a presidente reeleita Dilma Rousseff (PT). Na ocasião, os dois se parabenizaram pelas vitórias e comprometeram-se a trabalhar juntos para o Ceará e o Brasil. Dilma ressaltou as parcerias que tem com o governador Cid Gomes e que pretende ampliá-las com Camilo.
“Fiquei muito feliz com a vitória de Dilma. Ela é do meu partido e comemorou o fato de eu ser o primeiro governador do PT eleito no Ceará. Nossa parceria será muito importante para que o nosso Estado garanta suas conquistas e avance ainda mais”, disse Camilo, ressaltando haver muitos projetos com o Governo Federal que devem ser intensificados no Ceará, como as obras do Cinturão das Águas, Metrô de Fortaleza, Transposição do Rio São Francisco e Transnordestina. O futuro governador e a presidente reeleita ficaram de conversar mais uma vez, nos próximos dias, para marcar uma reunião de trabalho em Brasília.
No domingo (26), Camilo foi eleito com cerca de 2.417.668 milhões de votos – 53,35% dos votos válidos – contra 46,65% de seu adversário, Eunício Oliveira (PMDB). Em discurso após confirmação do resultado, Camilo falou da responsabilidade de unir o Ceará e comentou suas primeiras ações a partir de janeiro de 2015.
Ontem, em entrevistas para emissoras de rádio e TV, Camilo Santana falou que buscará dialogar com todos os “parlamentares eleitos”. O petista não vetou os nomes de senadores de devem atuar na oposição como é o caso de Eunício Oliveira (PMDB) e Tasso Jereissati (PSDB).
O petista também prometeu que vai priorizar a Segurança Pública em sua gestão, uma das áreas mais questionadas durante os debates eleitorais.
AGENDA
Apesar de reverberar ser cedo para tratar sobre os critérios que utilizará para compor o quadro de secretários, Camilo afirmou que não tem “compromisso com ninguém” no que diz respeito a indicações para formar o secretariado de sua gestão.
O petista ainda revelou que, partir de novembro, começará por meio de reuniões com a vice-governadora Izolda Cela, a pensar sobre a sua administração. Segundo a assessoria de comunicação, hoje, o petista terá diversas reuniões internas.
VITÓRIA POR MUNICÍPIOS
Durante a campanha eleitoral, o petista chegou a visitar 160 dos 184 municípios cearenses. Após a abertura de 100% das urnas apuradas, constatou-se que Camilo foi o mais votado em municípios como Juazeiro do Norte, Crato, Quixadá, Itapipoca, Iguatu e Sobral, reduto político de Cid. Vencendo assim em seis dos dez maiores colégios eleitorais do Ceará.
O melhor desempenho dele se deu no Crato, sua terra natal, com 83,09% dos votos contra 16,91% de Eunício. Em Sobral, terra de Cid Gomes e Izolda Cela, eleita vice-governadora, Camilo chegou a 62,19% contra 37,81% de seu adversário.
Já o seu adversário político, Eunício Oliveira (PMDB) liderou nos outros quatro maiores colégios eleitorais cearenses: Fortaleza, Caucaia, Maracanaú e Maranguape, todos na Região Metropolitana. Na Capital, Eunício obteve 57,17% dos votos contra 42,83% do governador eleito, Camilo Santana.

Postado por pompeumacario

Cid sobe nas tamancas e chama o PMDB de ‘mal terrível’

 

O governador do Ceará, Cid Gomes (Pros), defende a criação de um novo partido ou bloco para fazer frente ao PMDB, legenda que ele classifica como “mal que precisa ser combatido”. A ideia, segundo Cid, seria criar uma bancada de entre 50 a 60 deputados, fazendo fusões com siglas como PDT e PCdoB, com o objetivo de se contrapor aos peemedebistas no Congresso Nacional.
“O PMDB é um mal terrível, que tem que ser combatido organizadamente, racionalmente e inteligentemente. É um ajuntamento de secções regionais que não tem nenhuma identidade, mas um interesse em comum: chantagear governos”, declarou Cid, no domingo, ao acompanhar a votação do prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (Pros).
O governador cearense afirmou que essa é uma tarefa para o presidente do Pros, Eurípedes Júnior, mas que irá ampliar conversas com ele nesse sentido. “Quem deve tocar esse processo é ele (Eurípedes), mas eu defendo a tese de que a gente converse com outros partidos e pense num bloco, no mínimo. Mas eu defendo mesmo é que ocorram fusões”, disse.
PDT e PCdoB foram citados como possíveis partidos que poderiam se unir ao Pros por conta de afinidades, segundo Cid. “São partidos em que há afinidades. Afinidades. Não há nenhuma conversa ainda”, ressaltou.
Até abril deste ano, o governador Cid Gomes mantinha o PMDB como aliado de seu governo no Ceará. Ele rompeu com o partido diante da insistência do senador Eunício Oliveira (PMDB) em disputar o governo cearense. Sem o apoio do governador, Eunicío lançou-se na disputa. Ele aliou-se aos partidos que fazem oposição, como o PR e o PSDB, e foi derrotado pelo petista Camilo Santana, apoiado por Cid.
O governador do Ceará também fez duras críticas ao PSDB que, segundo ele, deixou de ser um partido solidário, de pessoas mais simples, e passou a ser um partido da elite. “E o Aécio gostou dessa posição, se rendeu a isso”, afirmou. “Nós rompemos com o partido (PSDB). Eu e Ciro já fomos do partido. O Ciro foi o primeiro governador do partido aqui no Ceará e nós rompemos com eles. A gente tem uma trajetória, realmente, com mudanças de partido, mas como regra em igual posição. Apoiamos o Fernando Henrique, e com ele, já eleito, começamos a perceber que estava fazendo um governo voltado para as elites brasileiras, então, rompemos com ele e passamos a apoiar o Lula”, declarou.
Cid reconheceu que Aécio tem carisma, mas avalia que ele foi muito mal orientado pelos marqueteiros dele, que não têm a noção do Brasil real e só conhece a metade do Brasil. “(Aécio) Ficou irônico, agressivo na campanha, e isso foi o responsável pelo declínio nas pesquisas”, alfinetou.

http://macariobatista.blogspot.com.br/

Dilma isola radicais e obtém tempo e trégua

 

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247 – No day after das eleições mais acirradas da história do Brasil, prevaleceu o chamado à união feito tanto pelo candidato derrotado, Aécio Neves, como, especialmente, pela presidente reeleita Dilma Rousseff. Para quem temia incidentes políticos, provocados por setores descontentes com o resultado, as ocorrências foram iguais a zero. Nem mesmo no epicentro do nervosismo econômico, a Bolsa de Valores de São Paulo, o discurso fim do mundo assustou os investidores além da conta. Após chegar a cair mais de 6%, o índice Bovespa se recuperou parcialmente e fechou em -2,77%.

Não houve nada parecido, no entanto, com uma fuga de capitais ou pânico entre investidores. É certo que as ações da Petrobras caíram 12%, mas isso foi visto como apenas maios uma nova rodada da especulação que já vinha ocorrendo nos últimos dois meses. O dólar, por outro lado, chegou a R$ 2,50, atingindo um pico em três anos. A alta se deu sem qualquer intervenção do Banco Central.

Na política, as reações foram de tranquilidade diante da reeleição de Dilma. Os chefes do PSDB, Aécio Neves, Geraldo Alckmin e José Serra seguiram pela linha da discrição, sem pronunciamentos na segunda-feira 27. Na véspera, Aécio considerou que a missão "prioritária" é a de unir o País. Alckmin seguiu tocando a agenda de São Paulo, enquanto Serra declarou estar se preparando para ter "muito trabalho" no Senado, onde pretende elaborar e aprovar projeto como da Nota Fiscal Brasileira.

Até mesmo a ex-candidata Marina Silva, que tinha bons motivos para manter suas críticas ao governo, manifestou que voltará aos seus tempos de militante política.

Da parte do PT, as manifestações ficaram restritas à própria Dilma. Em entrevistas ao Jornal da Record, da emissora do mesmo nome, e ao Jornal Nacional, da Rede Globo, Dilma outra vez pregou a união entre os setores da sociedade:

- Minha palavra de ordem é diálogo. Quero dialogar com os empresários, com o setor financeiro, com o agronegócio e com os movimentos populares, de modo a fazer o que o povo brasileiro me demandou nas urnas: mudanças e reformas.

À tarde, a presidente chamou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, ao Palácio da Alvorada, de onde despachou ao longo do dia. Ele entrou para a conversa como o nome que deverá ser trocado por Dilma, conforme ela mesma prometeu ao longo da campanha. E saiu na mesmíssima condição. Ele segue como comandante da economia, mas Dilma, com um novo estilo mais pausado e calmo, adiantou que não arquivou a ideia de injetar sangue novo no coração da área econômica:

- Eu tenho medidas para o crescimento que serão apresentadas no tempo exato, disse Dilma ao Jornal da Record.

- Eu não vou trocar apenas um ministro, mas fazer uma mudança em todo o ministério, para fazer, como eu disse na campanha, um governo novo com ideias novas, completou a presidente.

MUDANÇAS EM NOVEMBRO - Ao Jornal Nacional, Dilma foi mais precisa:

- Farei as mudanças antes do final do ano, no mês que começa na próxima semana, disse ela referindo-se a novembro.

Com isso, a presidente reeleita conseguiu ter um protagonismo positivo no primeiro dia como presidente reeleita. Os políticos deram um passo atrás para esperar pelos movimentos dela. Dilma, por sua vez, não se precipitou nem, tampouco, deixou de prestar contas aos eleitores que votaram e não votaram nela.

- Como eu disse na campanha, repetiu a presidente, doa a quem doer eu vou investigar todos os casos de corrupção. Não vai sobrar pedra sobre pedra.

Com coerência entre a prática do primeiro dia e o discurso dos palanques, a presidente deu um passo pela unidade nacional, obteve uma trégua não declarada dos principais adversários e ainda ganhou uma semana para iniciar, antes mesmo de janeiro, seu segundo mandato.

Pode parecer pouco, mas para quem saiu das urnas sob análises de que o País se dividiu no domingo 26, a presidente agiu como articuladora da união. Ponto para ela.

http://www.brasil247.com/pt/247/poder/158517/Dilma-isola-radicais-e-obtém-tempo-e-trégua.htm

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

A história do doleiro que a mídia não contou

 

27 de outubro de 2014 | 15:07 Autor: Miguel do Rosário

doleiro1

A mídia escondeu a verdadeira história do doleiro.

Alberto Youssef foi condenado em 2004, pelo mesmo juiz Sergio Moro, do Paraná, por corrupção.

Segundo a Ação Penal movida contra Youssef, ele obteve um empréstimo de US$ 1,5 milhão, em 1998, numa agência do Banestado, banco público do Paraná, nas Ilhas Cayman.

No processo de delação premiada da época, Youssef confessou que internou o dinheiro no Brasil de forma ilegal, ao invés de fazê-lo via Banco Central.

Mas negou que tenha pago propina a um executivo do Banestado. Segundo o doleiro, a condição imposta para o Banestado liberar o dinheiro para sua empresa, a Jabur Toyopar, era fazer uma doação para a campanha de Jaime Lerner, do então PFL (hoje DEM), aliado do PSDB, para o governo do Paraná.

Doação “não-contabilizada”. Caixa 2.

A mídia nunca deu destaque a essa informação.

Alberto Youssef operava para tucanos e demos do Paraná desde a primeira eleição de Jaime Lerner, em 1994. Assim como operou tambémpara FHC e Serra em 1994 e 1998.

O Banestado, um dos bancos mais sólidos do sistema financeiro do país, foi saqueado pelos tucanos na década de 90. Após devastarem as finanças da instituição, o PSDB, que governava o país, iniciou um processo de privatização cheio de fraudes.

O Banestado foi então vendido para o Itaú, pela bagatela de R$ 1,6 bilhão.

Existem acusações de que a privatização do Banestado gerou prejuízo de R$ 42 bilhões aos cofres públicos.

Mas tucanos podem tudo.

Depois de tanta roubalheira, o único condenado foi o mordomo, o doleiro Alberto Youssef, um homem de origem simples que ficou milionário operando para a elite tucana.

Mas a elite tucana é magnânima, e o juiz Sérgio Moro absolve o doleiro após um ridículo acordo de delação premiada, que não resultou em nada.

Este é o Sérgio Moro que a mídia chama de “duro”.

Em agosto deste ano, Youssef é preso outra vez e Moro cancela o acordo anterior de delação premiada do doleiro.

O juiz e a elite tucana tinham outros planos para o doleiro. Ele poderia ser útil numa operação midiática para derrotar Dilma nas eleições de 2014.

O advogado do doleiro, Antônio Augusto Figueiredo Basto, tem profundas conexões com o PSDB. Foi membro do conselho da Sanepar, estatal paranaese que cuida do saneamento do estado, e foi também advogado de doleiros tucanos envolvidos no trensalão.

Os escândalos de corrupção no PSDB paranaense envolvem mais nomes. Em 2001, a Procuradoria de Maringá acusou o prefeito tucano Jairo Gioanoto de desvios superiores a R$ 100 milhões, feitos durante o período de 1997 a 2000. Em valores atualizados, esse montante aproxima-se de R$ 1 bilhão.

E quem aparece nesse escândalo, mais uma vez?

Ele mesmo: Alberto Youssef.

Trecho de matéria publicada na Folha, em 4 de março de 2001:

“Um dos nomes sob investigação, o ex-secretário da Fazenda de Maringá, Luís Antônio Paolicchi, apontado como pivô do esquema de corrupção, afirmou, em depoimento à Jusitça, que as campanhas de políticos do Paraná, como o governador Jaime Lerner (PFL) e o senador Álvaro Dias (PSDB), foram beneficiadas com dinheiro desviado dos cofres públicos, em operações que teriam sido comandadas pelo ex-prefeito Gianoto.

A campanha em questão foi a de 1998. “A pessoa que coordenava (o comitê de Lerner em Maringá) era o senhor João Carvalho (Pinto, atual chefe do Núcleo Regional da Secretaria Estadual de Agricultura), que sempre vinha ao meu gabinete e pegava recursos, em dinheiro”, afirmou Paolicchi, que não revelou quanto teria destinado à campanha do governador -o qual não saberia diretamente do esquema, segundo ele.

Quanto a Dias, o ex-secretário disse que Gianoto determinou o pagamento, “com recursos da prefeitura”, do fretamento de um jatinho do doleiro Alberto Youssef, que teria sido usado pelo senador durante a campanha.

“O prefeito (Gianoto) chamou o Alberto Youssef e pediu para deixar um avião à disposição do senador. E depois, quando acabou a campanha, eu até levei um susto quando veio a conta para pagar. (…) Eu me lembro que paguei, pelo táxi aéreo, duzentos e tantos mil reais na época”, afirmou.”

Todas as histórias que envolvem o doleiro Alberto Youssef e seus advogados desembocam em escândalos tucanos: Banestado, caixa 2 de campanhas demotucanas na década de 90, desvios em Maringá, trensalão.

Todavia, na última hora, os tucanos e a mídia levaram um susto.

Houve uma fissura na conspirata para prejudicar Dilma, quando apareceu um dos “testas de ferro” do doleiro, o senhor Leonardo Meirelles.

Em depoimento à Justiça, Meirelles acusou Youssef de operar para o PSDB, e de ter como “padrinho” um político de oposição do estado do Paraná, praticando nomeando Álvaro Dias (e confirmando o depoimento do secretário da fazenda de Maringá, citado acima).

Assim que a informação do testa de ferro de Youssef veio à tôna, o advogado do doleiro, Antônio Augusto Figueiredo Basto, iniciou uma operação midiática desesperada para negar que seu cliente tivesse operado para o PSDB. A mídia seguiu-lhe os passos, tentando neutralizar uma informação que poderia atrapalhar os planos de usar o doleiro para derrotar Dilma.

Em segundos, todos os jornais deram um destaque desmedido à “negativa” de Youssef de ter operado para o PSDB.

Só que não tem sentido.

A própria defesa do doleiro, em suas argumentações contra a condenação imposta por Sérgio Moro, pela Ação Penal de 1998, extinta e retomada agora, diz que os US$ 1,5 milhão que ele internou no país em 1998 foram destinados à campanha de Jaime Lerner, candidato demotucano ao governo do Paraná.

Como assim ele não operou para o PSDB?

Youssef operou a vida inteira para o PSDB! Era a sua especialidade!

Tentar pregar uma estrelinha do PT no peito do doleiro não vai colar.

Alberto Youssef é um produto 100% tucano.

http://tijolaco.com.br/blog/?p=22562

Cid propõe criação de uma nova legenda, logo após as eleições

 

Proposta permitiria a acomodação de todos os cidistas em uma só sigla, inclusive o petista Camilo Santana.

Anderson Pires
jornalismo@cearanews7.com.br

Depois de passar pelo PMDB, PSDB, PPS e PSB, o governador Cid Gomes, hoje no PROS, pretende encampar a criação de novo partido, logo após as eleições deste ano. A proposta está sendo cogitada por conta do desempenho do recém-instituído Partido Republicano da Ordem Social, que elegeu apenas 11 deputados. A informação está publicada na coluna do jornalista Ilimar Franco, neste sábado (25), no Jornal O Globo.
Cid quer que seus correligionários procurem outras legendas, que tenham alguma afinidade com seu grupo político, para promoverem o fortalecimento de ambos com a criação de um bloco ou até mesmo por meio de uma fusão.
A nova sigla seria uma via mais cômoda para arregimentar todos os apoiadores dos irmãos Ferreira Gomes, em especial o candidato ao Governo do Estado, Camilo Santana (PT), apadrinhado pelo clã neste pleito.

Cearánews7

domingo, 26 de outubro de 2014

Camilo Santana é eleito governador do Ceará

 

Photographer: Carlos Gibaja: 26/10/2014- Barbalha- CE, Brasil- O Candidato Camilo Santana vota no distrito de Caldas em Barbalha, Ceará.<br />Fotos: Carlos Gibaja/ Coligação para o Ceará Seguir Mudando.

 

26 de Outubro de 2014 às 21:38

247 – Com 100% das urnas apuradas, o candidato ao governo do Ceará pelo PT, Camilo Santana, foi eleito com 53,35% dos votos válidos (2.417.255). Eunício Oliveira, do PMDB, alcançou 46,65% (2.113.702 votos). Os votos brancos somam 2,07% e os nulos 5,55%. A abstenção foi de 21,75%.

Apoiado pelo atual governador do Ceará, Cid Gomes (PROS), Santana tem 46 anos e é natural de Creto (CE). Servidor público federal, começou a carreira política atuando junto ao movimento estudantil.

Em 2010, Santana foi o candidato à Assembleia Legislativa Estadual mais votado, com mais de 131 mil votos. Já contava, na época, com o apoio do atual governador, Cid Gomes. Além da Secretaria Estadual de Cidades, Santana comandou também a Secretaria de Desenvolvimento Agrário.

A candidata a vice é a professora Izolda Cela (PROS).

*Com Agência Brasil

Brasil 247

Rollemberg é eleito governador no Distrito Federal

 

George Gianni/PSDB: O candidato ao governo do Distrito Federal pelo PSB, Rodrigo Rollemberg, formalizou nesta terça-feira (14/10) o apoio ao candidato à Presidência da Coligação Muda Brasil, Aécio Neves, na sede do PSDB, em Brasília.<br /> <br />Crédito: George Gianni/PSDB

Com 99% das urnas apuradas, o senador Rodrigo Rollemberg (PSB) é eleito o novo governador do Distrito Federal, com 55,67%, contra 44,33% de Jofran Frejat (PR). Votos brancos somam 2,54% e nulos, 9,20%. Com o resultado, Rollemberg foi o primeiro governador eleito no segundo turno

26 de Outubro de 2014 às 17:32

Com 99% das urnas apuradas, o senador Rodrigo Rollemberg (PSB) é eleito o novo governador do Distrito Federal, com 55,67%, contra 44,33% de Jofran Frejat (PR). Votos brancos somam 2,54% e nulos, 9,20%. Com apenas 12,59% de abstenções, índice considerado bem abaixo da média nacional, o eleitorado do DF compareceu às urnas para exercer sua cidadania.

A rápida apuração da Justiça Eleitoral no DF deu a Rollemberg o posto de primeiro governador eleito no segundo turno destas eleições.

Rollemberg assumiu a dianteira na disputa pelo governo do DF nas últimas semanas antes da votação do primeiro turno, após a renúncia da candidatura de José Roberto Arruda (PR), cuja candidatura foi impugnada pela Justiça Eleitoral com base na Lei da Ficha Limpa. Na primeira rodada de votação, o senador do PSB atingiu 45,23% dos votos e disputou todo o segundo turno à frente nas pesquisas de intenção de voto.

A distância sobre Frejat diminuiu nos últimos dias da campanha, quando o PR intensificou suas ações com a divulgação da proposta de redução das tarifas de ônibus para R$1. Desvencilhando-se das tentativas de desconstrução de sua imagem, insistentemente associada ao governador Agnelo Queiroz (PT), derrotado no primeiro turno, Rollemberg chega ao final das eleições vitorioso.

A disputa inicial envolvia seis candidatos. Além de Rollemberg e Frejat, tentavam a eleição o atual governador Agnelo Queiroz (PT), Luiz Pitiman (PSDB), Toninho (PSOL) e Perci Marrara (PCO).

Trajetória política
Nascido no Rio de Janeiro em 13 de julho de 1959, Rodrigo Rollemberg veio para Brasília quando tinha 1 ano. Formou-se em história pela Universidade de Brasília (UnB) e está filiado ao PSB, desde 1985.

Eleito deputado distrital em 1995, assumiu a Secretaria de Turismo do governo de Cristovam Buarque no ano seguinte. Concorreu ao Buriti pela primeira vez em 2002. Em 2004, foi nomeado secretário nacional de Inclusão Social do Ministério de Ciência e Tecnologia, no governo Lula. Rollemberg foi eleito deputado federal em 2006. Depois do primeiro mandato, se candidatou a senador em 2010 e também foi eleito.

http://www.brasil247.com/pt/247/brasilia247/158363/Rollemberg-é-eleito-governador-no-Distrito-Federal.htm