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segunda-feira, 5 de maio de 2014

Células solares fotovoltaicas.

A energia solar pode ser usada na geração contínua de

eletricidade. O desenvolvimento da tecnologia, como sempre

acontece se deve ao suprimento de uma necessidade não

atendida pelas formas convencionais conhecidas até então.

As primeiras células solares foram desenvolvidas na

década de 50 para serem utilizadas em satélites artificiais pela

gigante americana de comunicações Bell Telephone. A eficiência

dessas células ainda hoje é baixa, cerca de 18% porque a maior

parte da energia radiante coletada se perde na forma de calor.

A construção das células solares nada mais é que a

montagem de pastilhas de semicondutores constituídos de cristais

de silício nos quais se introduzem impurezas ou dopantes

(pequenas porcentagens de boro - também denominado dopante

tipo “p” ou arsênio – dopante tipo “n”). Estas “impurezas” criam na

pastilha semicondutora regiões com características opostas:

regiões do tipo “n”, onde há excesso de elétrons enquanto na

região “p” apresentam-se lacunas que podem ser preenchidas por

elétrons. A luz, ao atingir o cristal, provoca uma excitação nos

elétrons que passam a se deslocar pelo semicondutor e daí

resulta uma corrente elétrica (corrente contínua).

Ainda hoje existem dificultadores para utilização desta

tecnologia em larga escala. O primeiro deles é o alto custo dos

equipamentos – placas coletoras e sistemas de armazenamento –

banco de baterias. Outro complicador continua sendo a baixa

eficiência dos sistemas de captação que apresentam perdas

elevadas em forma de calor. A título de exemplo, uma instalação

fotovoltaica para operação de um aquecedor elétrico de 500 W

deve ter no mínimo 2,5 m2 de área de captação (área das células)

com aproveitamento máximo da radiação solar.

O efeito fotovoltaico é conhecido desde 1839 quando

Edmond Becquerel o descreveu como sendo o aparecimento de

uma diferença de potencial nos extremos de uma estrutura de

material semicondutor, produzida pela absorção da luz.

Ontem fiz um QSO com o Todd, DL3KK, da Alemanha, e ele me falou que o telhado da sua casa é todo coberto de painel solar. Ele não mais paga energia elétrica há 1 ano, mas pelo contrário, distribui o excedente de energia com os vizinhos, recebendo a conta da companhia elétrica da sua cidade. No momento ele disse que estava operando com 1 Kilowatt, através de um linear construido por ele mesmo, mas essa energia não vinha dos painéis e sim da rede elétrica da rua. No entanto, quando ele opera só com 100 Watts, usa a energia dos painéis.

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quarta-feira, 12 de março de 2014

CRÔNICA RADIOAMADORÍSTICA

 

MATTHIAS GROSS – UM SAMARITANO MODERNO

Sua profissão foi prestar auxílio a pessoas doentes. Médico e Radioamador alemão, durante o dia , Matias Gross, hoje aposentado, realizava seu trabalho na Clínica da Universidade de Marburg, como enfermeiro formado; à noite, dedicava-se ao seu “hobby”, o Radioamadorismo.

Há anos, que vinha mantendo diálogos com Radioamadores de todo o mundo. Entre os milhares de contatos radiofônicos, houve um que modificou, completamente, sua vida: no verão de 1973, atendendo a um pedido de socorro da região do Amazonas, enviara para lá medicamentos contra a doença de Parkinson. E, com isso, foi despertado seu interesse pela provisão de medicinal dessa região de florestas virgens. Desde aquele instante, sua antena direcional não girou mais para lugar algum, voltando-se, permanentemente, para o Brasil. Após ouvir de seus colegas Radioamadores brasileiros que os equipamentos hospitalares e consultórios médicos eram insuficientes, não ficou mais em paz: teria que empreender algo!

Em novembro de 1973, Matthias Gross pôde, finalmente, realizar uma viagem a Óbidos, Brasil. No centro dessa cidadezinha de quase 5 mil habitantes, encontra-se um forte, erguido no século XVII. Antigamente sede dos portugueses, servia como sede administrativa da Santa Casa e alojamento dos funcionários. Também o nosso samaritano, o “alemão”, morou ali durante 4 semanas. Durante esse tempo, ajudou, diariamente, em 3 ou 4 operações, observando nessas ocasiões o que faltava. Andou pelas selvas, a cavalo ou de barco, a fim de auxiliar as pessoas e enviá-las ao hospital para tratamento. Viu doentes que não puderam ser tratados a tempo e outros que, após a operação, não obtiveram atendimento médico suficiente. Todas essas vivências e experiências foram reunidas numa lista de várias páginas, contendo instrumentos e aparelhagens necessárias a um tratamento ideal.

Após o retorno, iniciou, então, a parte mais penosa do trabalho, que lhe exigia de 15 a 16 horas diárias. Escreveu a fabricantes de aparelhos médicos, dando como remetente apenas “ OJ OVE/PY1 MAX,ondas curtas, Estação de Radioamador Amazonas, Expedição de Socorro” e solicitando a “doação dos aparelhos a seguir indicados”. A reação foi inesperada: todos ajudaram e enviaram os aparelhos desejados, no valor de quase duzentos e cinquenta mil marcos. Como agradecimento a todos os doadores, ele remeteu, então, diplomas pintados por crianças brasileiras, mostrando animais de suas regiões. Logo a seguir, os instrumentos e aparelhos foram registrados, embalados e preparados para expedição por via aérea. Matthias realizou até mesmo o controle técnico final, fazendo tudo sozinho, tanto no que se refere ao eletrocardiógrafo, como ao aparelho de Raios-X ou à enfermaria de tratamento intensivo. Em janeiro de 1975, chegaram ao seu destino as primeiras 3 toneladas de material, transportadas pela companhia de aviação brasileira VARIG. Nesse ínterim, já foram desembarcadas outras 3 toneladas, incluindo um gabinete dentário.

Matthias Gross propôs-se a um grande objetivo : não pretende apenas equipar, modernamente, o hospital de Óbidos, mas, também, ampliar a enfermaria para tuberculosos anexa e equipar, medicinal e tecnicamente, os ambulatórios externos, dificilmente acessíveis, de Orixima, Juruti, e Terra Santa. Ele quer, ainda, auxiliar as pessoas diretamente, através de um centro de reabilitação.

VALEU, MATTHIAS GROSS, NOSSO GRANDE E EXEMPLAR COLEGA RADIOAMADOR!

domingo, 4 de novembro de 2012

FREQÜÊNCIA LIVRE PARA OS RADIOAMADORES DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA

 

WX4NHC ESTAÇÃO DE RADIOAMADOR NO CENTRO NACIONAL DE FURACÕES

Bill Read, KB5FYA, diretor do Centro Nacional de Furacões com Júlio Ripoll WD4R & McHugh John K4AG Coordenadores rádio amador em NHC

Informação nos chega através das redes sócias da Associação Nacional de Radioamadores-ARRL dos E.U.A, que ao mesmo tempo em que o furacão Sandy castigava a Costa Leste dos EUA, afetando a rede elétrica e as conexões de internet, milhões de pessoas recorreram ao Twitter, seja para se informar, seja para pedir socorro. Desde a noite de domingo, autoridades americanas vêm usando o micro-blog para orientar moradores sobre a desocupação de áreas ameaçadas. O certo é que varias torres e repetidoras da rede telefônica e do radioamadorismo foram destruídas, mas estão sendo restabelecidas para ajudar nas comunicações e nas observações meteorológicas em tempo real. O único meio de comunicação em operação é sistema radioamadorístico naquele estado de calamidade. “Os radioamadores que querem ajudar não deve seguir para a área afetada”, explicou o diretor de emergência da ARRL , Mike Corey, KI1U. A ARRL tem o apoio de: WX4NHC, a estação amadora do Centro Nacional de Furacões (NHC), em Miami. A HWN está no ar em QAP, monitorando as freqüências de: 14.325 e 7.268 e 3.950 kHz, estando no ar continuamente até que a tempestade termine. Aqui apresento com utilizar as

FREQÜÊNCIAS DE EMERGÊNCIA

Quando se apresenta uma situação de emergência, a lei faculta ao radioamador operar fora das faixas a ele normalmente destinadas, em apoio aos serviços ali alocados em regime preferencial e/ou em caso de risco iminente à vida humana. Além disso, jurisprudências recentes asseguram a radioamadores licenciados o direito de praticar escuta de comunicações policiais, aeronáuticas, marítimas e outros serviços privados; desde que não causem interferência ou divulguem o teor dessas comunicações. Portanto, nada mais lícito do que transformar mais essa possibilidade, hoje facilitada pelos equipamentos de V/UHF com faixas de escuta ampliada, em estratégica fonte de informação e integração do radioamadorismo com esses serviços. Em resumo, partindo do princípio que - também em termos de rádio-todo o conhecimento se faz útil de alguma forma, segue-se uma lista atualizada de freqüências exclusivamente usadas em tráfegos de emergência. Tais freqüências são convencionadas internacionalmente e obedecem às normas específicas de execução de cada serviço.

QRG Função Serviço Tipo de emissão

500 KHz - intern. de socorro - marítimo - CW

2.182 KHz - intern. de socorro - aero-marítimo - SSB

3.023,5 KHz - intern. no evento - aero-marítimo - SSB

5.680 KHz - intern. no evento - aero-marítimo - SSB

8.364 KHz - intern. de embarcações de sobrevivência - marítimo - SSB 13.975 KHz - escuta diurna RCC**- aeronáutico - SSB

121.500 MHz - internac. de socorro - aeronáutico - AM

123.100 MHz - internac. no evento - aeronáutico - AM

138.780 MHz - serv. comb. SAR*(especial) - aeronáutico - AM

146.520 MHz - internac. de socorro - radioamador - FM

156.800 MHz - internac. de socorro - marítimo - FM

159 / 16l MHz - (várias) - seg. pública - FM

243.000 MHz - intern. no evento - aeronáutico - AM.

Aqui vai alguns links de rádio escuta de alguns serviços importante nos EUA no combate ao furação Sandy: National Hurricane Center/East Coast Skywarn Net: http://relay.radioreference.com:80/59491932

NYPD Special Operations Division and Traffic: http://relay.radioreference.com:80/931287466

FDNY Manhattan Fire Dispatch: http://relay.radioreference.com:80/962912934 -

Site: www.nvoad.org/sandy - Site: www.redcross.org/charitable-donations

Estas e outras noticias no diário do radioamador Classe A” Célio Cavalcante PT7ACZ, membro voluntário da RENER/CVB.

Por: Célio Cavalcante

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

COMO O CW AINDA É IMPORTANTE

 

Quem contou esta história, através de um comentário sensato sobre o valor do CW nas comunicações “difíceis” – onde até o SSB falha – e que constitui a razão de as convenções internacionais exigirem sempre o conhecimento do código Morse por parte de todos os Radioamadores foi um exemplar Radioamador de Fortaleza, já falecido, o PY7 VP, Moacyr Porto.

Moacyr, ou “TIJUBINA”, como era conhecido entre os Radioamadores, era, de profissão, tradutor comercial da língua inglesa, por isso, em seus comunicados falava fluentemente o inglês.Era um colega muito vibrador com o Radioamadorismo, dominava bem a eletrônica, a qualquer hora da noite que acordava, a primeira coisa que fazia era ligar o seu transceptor, que ficava na cabeceira de sua cama, para ouvir o que se passava nas faixas e até mesmo se enfiar num QSO, quando o assunto era bastante interessante, quer em fonia, ou telegrafia. Debaixo da sua cama eu vi umas 15 ou mais lâmpadas ligadas em série, que ele mesmo construiu, para esquentar o seu espinhaço, pois ele sofria de lombalgia crônica e o melhor remédio que ele mesmo descobriu foi o calor de lâmpadas acesas debaixo da cama dele.

Ele contou, que certa vez acordou, pela madrugada e quando ligou o transceptor “corujou” um QSO entre dois americanos, um na Austrália e outro nos EEUU. O assunto era de uma geladeira que o americano da Austrália esperava já há um ano. O americano dos EEUU tinha se informado lá que essa geladeira já tinha percorrido quase os aeroportos do mundo todo, mas as autoridades dos EEUU não souberam informar porque não tinha ainda chegado ao seu destino – Austrália!

Ele contou uma vez que estava em 14150 Khz, pouco depois das 13 horas, ouvindo um colega de São Paulo em contato com outro do Mato Grosso e tendo dificuldades por causa da propagação. O assunto era importante para um deles e, por isso, estavam fazendo o possível e o impossível para se comunicarem.

Ele entrou e ofereceu a sua ajuda, pois ouvia a ambos, razoavelmente. Depois de ser considerado caído do céu, passou a fazer o QSP. De repente, a coisa mudou. Ele quase não ouvia o de Mato Grosso, e o de São Paulo começava a ouvi-lo. Continuou na frequência, para o caso de ser necessário novamente. Foi aí que teve um estalo na cachola. Esperou que o assunto terminasse ( era sobre o terreno de um deles ). Nessa altura do campeonato, o sinal do PY9 para ele era daquele tipo que a gente sabe que cele está falando, mas não entende bulhufas. É só um raspadinho de nada, S-1 “abaixo de zero”. Pediu, então, ao de S. Paulo que instruisee4 o PY9 para fazer uma sintonia, a fim de que ele observasse. Ouviu, então, aquele apitinho bacana, fraquinho, mas limpo, limpo, limpo.

Comentou com o PY2: se você soubesse CW, não teriam tido esse problema todo.. Eu, disse ele, pessoalmente, por mais de uma vez tenho começado em fonia e terminado em CW, comunicados na faixa americana sobre estudantes brasileiros que lá estão e são afligidos por problemas de saúde ou acidentes, e cujos pais não podem aguentar a despesa imprevista de telefonemas interurbanos. É só a coisa arruinar, e ele dizia logo ao gringo: venha em CW QRS. O nosso colega PY2, gente boa, concordou, mas disse que ultimamente não tem tido tempo de treinar, etc. e tal. A MESMA DESCULPA DE TODOS!

Assim, fica por terra essa conversa fiada de que SSB resolve praticamente tudo o que o CW resolve, que os astronautas foram à lua e não precisaram de CW. Aliás todos os astronautas receberam treinamento de transmissão r recepção em código Morse, e os equipamentos deles eram previstos para emitir em CW, usando-se como manipulador o botão do microfone!

Suponhamos que a mensagem fosse de uma barragem arrombando, por causa de uma enchente e que fosse preciso avisar às populações ribeirinhas ameaçadas. Como é que os 2 colegas, com aquela propagação miserável, iriam se comunicar em SSB?

É preciso não esquecer que o Radioamador é, acima de tudo, um homem de emergências. Que o país confia em suas habilidades como operador. Recentemente, a FCC dos Estados Unidos emitiu um parecer destinado ao Conselho de Segurança Nacional, no qual opinava que era do interesse do país que os Radioamadores continuassem eficientes no uso da radiotelegrafia. E para se assegurar disso, exige que cada Radioamador, ao pagar sua taxa anual de fiscalização, assine uma declaração de que continua eficiente em radiotelegrafia na velocidade prevista por sua categoria. E não satisfeita chama, por sorteio, todos os anos, uma leva deles para uma verificação O México, quando aderiu, recentemente, à Convenção de Genebra, chamou todos os Radioamadores para exame de radiotelegrafia.

A ARRL, por sua vez, incentiva e ampara o CW de todas as maneiras possíveis. As transmissões da W1AW são uma maravilha: 5, 7 ½, 10 13, 15, 18, 20, 25, 30, e 35 palavras palavras por minuto, em fita perfurada, para o Radioamador ter, diariamente, textos com que se manter em forma. Realiza mais de um concurso anual em CW e dá todo apoio possível às redes de serviço em CW, inclusive, e principalmente, às redes especiais de baixa velocidade para novatos e veteranos que, por algum motivo , estiveram algum tempo fora do ar. Envia, gratuitamente, a quem solicitar, folhetos explicativos e formulários para aqueles que querem aderir a uma dessas redes. Dependendo da propagação, as transmissões da W1AW são captadas no Brasil, pelo menos aqui no Norte, em 3.580, 7080, 14.080, 21.080 e 28.080 kHz. Para os Ianques, transmite também em 50.080 145.588 kHz. Os horários mudam mensalmente, para atender às conveniências de todos os Radioamadores do Tio Sam. Moacir Porto esteve em julho de 1976, na W1Aw, e quase perdeu a fala em ver aquele arsenal de equipamentos para transmissões em 7 frequências só para ajudar a quem pratica o CW. Quando é que teremos aqui no Brasil, pelo menos um arremedo disso tudo?

É tempo de as nossas autoridades abrirem os olhos e tomarem as providencias necessárias cabíveis, começando por chamar para exames, aqueles que receberam indicativo sem esse teste ( conheço vários ). Só assim nós, cedablistas, que na realidade somos cônscios de nossas responsabilidades para com a comunidade nacional, deixaremos de ser encarados como uma minoria de idiotas apegados a uma coisa sem futuro! Acreditem se quiserem, mas muitos colegas acham que ser “Radioamador telegrafista” não é compatível com a profissão que exercem ou com posição que ocupam na comunidade. ARRE ÉGUA!

De uns tempos para cá, para alongar os QSO´s dele em CW com os nossos colegas Ianques, ele vinha dizendo a sua ocupação e perguntando as deles. Recebia as respostas as mais variadas. Profissões em que a gente nunca esperava a ver com Radioamadores, homens e mulheres, desde as mais humildes às mais altas. Isso no país de maior progresso do mundo.

Ele, pessoalmente era grande entusiasta do SSB, mas não deixava de se manter em dia com o CW, para merecer integralmente o nome de Radioamador e, também, porque é uma habilidade da qual sentia uma vaidade sadia em possuir.

Um piloto da marinha mercante disse a ele, uma vez, que uma das figuras mais admiradas e estimadas pela tripulação de um navio em alto mar era o oficial de rádio. Nas horas de folga, muitos vão à sua cabine vê-lo trabalhar. Ele tem o poder mágico de receber aquelas mensagens em código que protegem o navio da fúria do mar. Ele sabe e diz onde estão as tempestades, para que o navio mude de rota. E se uma surge de surpresa, ele é o bravo que fica em serviço permanente, debaixo de relâmpagos e raios, mantendo contato e dando sua posição aos navios mais próximos que poderão prestar socorro em caso de emergência. Cada um de nós também pode ser um bravo. Basta empregar meia hora todos os dias numa atividade que diverte, dá prazer e nos deixa menos rude!

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terça-feira, 29 de maio de 2012

Atenção Senhores Radioamadores

A PRESIDENTA DA REPÚBLICA
Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Brasília 02 de Maio de 2.012

Art. 1º Inscreva-se o nome do Padre Roberto Landell de Moura no Livro dos Heróis da Pátria, depositado no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves....

Na data de 21 de janeiro, comemoramos os

150 anos de nascimento do Padre Roberto Landell de Moura.

SOMENTE LENDO UM POUCO SABERÁ MUITO...

Um dos precursores da invenção do rádio, este brasileiro (gaúcho de Porto Alegre) é o primeiro a transmitir a voz humana pelas ondas de rádio, em 03 de junho de 1900, conforme noticiado pelo Jornal do Comércio de 10 de junho de 1900:
"No domingo próximo passado, no alto de Santana, cidade de São Paulo, o Padre Landell de Moura fez uma experiência particular com vários aparelhos de sua invenção, no intuito de demonstrar algumas leis por ele descobertas no estudo da propagação do som, da luz e da eletricidade através do espaço (...), as quais foram coroadas de brilhante êxito. (...) Assistiram a esta prova, entre outras pessoas, o Sr Perc y Charles Parmenter Lupton, representante do Govêrno britânico, e sua família".
Foi ainda Landell de Moura, um dos primeiros brasileiros a ter patentes reconhecidas internacionalmente. Apesar disto, foi injustiçado e incompreendido, e o êxito de suas experiências não tiverem a merecida acolhida pela imprensa e autoridades brasileiras da época, o que causou uma grande decepção ao ilustre cientista, conforme se verifica em reportagem publicada no jornal "La Voz de Espanã" (editado em S. Paulo), no dia 16 de dezembro de 1900 em que diz: "(...) quantas e que amargas decepções experimentou Padre Landell ao ver que o governo e a imprensa de seu país, em lugar de o alentarem com aplauso, incentivando-o a prosseguir na carreira triunfal, fizeram pouco ou nenhum caso de seus notáveis inventos(...)".
Mas Landell de Moura não desisti u, e o Jornal "O Estado de São Paulo" em sua edição de 16 de julho de 1899 noticiava que "o Pd Landell estaria às 09:00hs no Colégio das Irmãs São José, em Santana, para realizar uma experiência de telefonia sem fios, na presença de autoridades, homens da ciência e imprensa". Infelizmente ainda não foi encontrada nenhuma notícia informando do resultado da experiência. Entretanto é bom ressaltar, se o Pd Landell naquela época já realizava demonstrações públicas de seus inventos, é certo de que já tinha obtido êxito nas experiências efetuadas em Laboratório.
Os fatos não desanimaram Landell de Moura, que em 09 de março de 1901 obteve para seus inventos a patente brasileira nº 3.279. Meses depois seguiu para os USA, e em 04 de outubro de 1901 deu entrada de requ erimentos no The Patent Office of Washington pedindo privilégio para suas invenções, tendo obtido, após muito sacrifício pessoal, em 11 de outubro de 1904 a patente 771.917 , para um transmissor de ondas; a 22 de novembro de 1904, a patente 775.337 para um telefone sem fio e a 775.846 para um telégrafo sem fio.
Seu trabalho foi notícia em 12.10.1902 no Jornal americano The New York Herald, em reportagem sobre experiências desenvolvidas na época, inclusive por cientistas nos USA, Alemanha e Inglaterra, na transmissão de sons sem uso de aparelhos com fio.
Ressalta o jornal: ..."Por entre os cientistas, o brasileiro Padre Landell de Moura é muito pouco conhecido. Poucos deles tem dado atenção aos seus títulos para ser o pioneiro nesse ramo de investigações elétricas...Mas antes de Brigton e Ruhmer, Padre Landell, após anos de ex perimentação, conseguiu obter uma patente brasileira para sua invenção, que ele chamou de Gouradphone...".
O jornal publica uma ampla reportagem sobre Landell de Moura, sua vida e obra, completada por uma fotografia do Padre, intitulada: "Padre Landell de Moura - Inventor do telefone sem fio".
Landell de Moura ainda projetou outros inventos, entre eles um chamado de "The Telephotorama" (a visão a distância) que seria uma "televisão primitiva". Isto em 1904. E inicia os estudo de um "controle remoto à distância sem fios".
Este é Roberto Landell de Moura, um inventor e cientista que desenvolveu suas experiências em nosso País, com parcos recursos técnicos e financeiros, sem apoio oficial ou particular e que até hoje, é um ilustre desconhecido da maioria absoluta do povo, governo e comunidade científica, inclusive no Brasil. Mas não dos Radioamadores Brasileiros, que o elegem seu patrono.
Num país ainda tão carente em apoiar e desenvolver sua produção técnica e científica, deixar de prestigiar a obra de Landell de Moura, é desperdiçar a oportunidade de reconhecer para a posteridade os feitos e a glória de um dos grandes gênios brasileiros.

A diretoria da Equipe Brasinha de Cartolinas e seus amigos: Colaboradores que constam na pagina Virtual http://ebcsp.vilabol.uol.com.br lhe deseja um dia maravilhoso com muitos abraços e beijos, porque você é um Vencedor.

Parabéns e Deus lhe proteja nas suas caminhadas desta vida.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

HEINRICH RUDOLF HERTZ: RÁPIDO COMO A LUZ!

CRÔNICA RADIOAMADORÍSTICA 20.05.2012

 

Ele tinha uma profunda aversão aos fatos banais do cotidiano, ele odiava os “aquecedores fumegantes”, tanto quanto “chaves fora do lugar” e “ficar escrevendo o tempo todo” foi durante quase toda a sua vida algo que ele considerava insuportável. Tudo tinha que ser conciso, preciso e, naturalmente, abalizado em teorias.

HERTZ, que vinha de uma família pouco abastada, no fundo não pretendia tornar-se físico, mas sim engenheiro civil. Após ter realizado um estágio num escritório de construções em Frankfurt, matriculou-se em física e Matemática na Escola Superior Técnica de Munique. Apesar de ele estar ciente de que a profissão de engenheiro garantia o pão, como ele próprio dizia, logo entediou-se desse objetivo profissional. Assim, o jovem Hertz ( 1857-1894) escreveu ao se pai: “Ocupar-se a vida inteira com coisas práticas e oi conhecimento de dados e fórmulas, não me interessa, pois são fatos casuais” - e era completamente contra as suas intenções.

Após deixar Munique , mudou-se para Berlim, onde se matriculou no Instituto de Física. Naquela época, este era dirigido por 2 capacidades em sua área: Hermann von Helmholtz e Gustav Kirchoff. Já nas aulas práticas, ambos reconheceram o talento extraordinário desse aluno, que vencia os obstáculos acadêmicos sem o menor esforço. Com 23 anos, Hertz recebeu o título de doutor, com uma tese sobre a indução magnética numa esfera rotatória.

Em 1883, recebendo um salário de 500 táleres, foi para Kiel, onde realizou também a sua tese de livre-docência. Lá, porém, esse jovem cientista com um acentuadoi gosto pela pesquisa, encontrou severas limitações. Os estudantes quase não conseguiam acompanhar as suas aulas, e na opinião lapidar de Hertz seria melhor ler para eles as “Mil e uma noites”.

Por isso, de bom grado aceitou uma nomeação da Universidade de Karlsruhe, que logo o promoveu a professor –titular de Física Experimental. Aqui sentiu o ambiente fecundo de uma escola superior famosa e iniciou as pesquisas sobre um tema que já o havia fascinado em Kiel: o segredo das oscilações elétricas.

Já no início daquele século, o cientista inglês Faraday havia estabelecido as leis dos fenômenos eletromagnéticos – porém , de que maneira a força eletromagnética era transmitida? Faraday e seu conterrâneo James Clerk Maxwell, que em 1864 criou uma nova classificação dos fenômenos eletrodinâmicos – e que até hoje compõe a base da teoria eletrodinâmica - acreditavam numa influência recíproca: quanto mais rápido um campo magnético mudasse a sua polarização, mais forte seria a corrente elétrica induzida. Por outro lado, a força do campo magnético deveria ser proporcional à da intensidade da corrente.

Apesar da lógica de Maxwell ser tão clara, faltava, porém, uma prova experimental. Para se comprovar a existência de um campo magnético era necessário construir um que alterasse a sua polarização mais de 1 milhão de vezes por segundo. Até então ninguém havia conseguido produzir oscilações elétricas tão rápidas.

Hertz foi o primeiro que conseguiu isso, com a ajuda de uma faísca elétrica minúscula que, oscilando numa espécie de dipolo, produzia mais de 100 milhões de alterações elétricas. Os efeitos eram registrados por Hertz num fio de arame enrolado , que ele denominou de “RESSONADOR”. Em outras palavras: ele havia construído um emissor radioelétrico e o respectivo receptor.

Com isso haviam sido descobertas as ondas de rádio. Hertz ainda foi mais longe. Em 1888 ele comunicou perante a Academia Prussiana de Ciências o seu método para medir o fluxo das ondas eletromagnéticas ao longo de cabos. Logo em seguida Hertz descobriu também a velocidade de propagação das ondas eletromagnéticas . De acordo com o que havia postulado por Maxwell, ela é exatamente igual à da luz, ou seja, 300.000 Km/s. Pesquisas adicionais revelaram que as ondas descobertas por Hertz possuíam outras propriedades que também se igualam às da luz. Em dezembro de 1888 ele terminou seu trabalho mais importante, intitulado “Sobre os raios da força elétrica”, que ainda hoje é uma das bases da técnica de comunicações.

Apesar disso, Hertz não se tornou diretamente o pai dessa técnica. Os seus sucessores Braun, Landell de Moura e Marconi seguiram um outro caminho, utilizando as ondas longas e as suas propriedades. Hertz não presenciou mais a aplicação técnica das suas ondas eletromagnéticas: as primeiras experiências com a radiotelegrafia. Ele, em cuja homenagem se denominou de “um Hertz” a unidade de uma oscilação eletromagnética por segundo, faleceu no dia de Ano Novo de 1894, aos 37 anos.

O “Instituto Heinrich Hertz para Técnicas de Comunicações” em Berlim, que leva seu nome, foi fundado já em 1929 e é financiado pelo governo federal da Alemanha e por Berlim. Lá são pesquisadas as futuras técnicas de comunicação e os efeitos sociais desses meios..

P T 7 V O I S I D N E I

segunda-feira, 30 de abril de 2012

RADIOAMADORES APROVADO PELA COMISSÃO LABRE/ANATEL EM SOBRAL -21-04-2012

 


APROVADO PARA CLASSE "A" DO RADIOAMADORISMO

MANOEL ALMEIDA PINTO

APROVADO PARA CLASSE "C” DO RADIOAMADORISMO

ADRIANO SOUSA RODRIGUES - ANTONIO DJEISON FONTENELE ALBUQUERQUE - DJALMA PONTE PRADO - FRANCISCO DAS CHAGAS ADRIANO MOREIRA SAMPAIO - FRANCISCO JOSE FERNANDES BEZERRA - FRANCISCO LUCÍDIO - FRANCISCO ROBERTO FELIX RODRIGUES - MARCOS ANTONIO SOARES -MISAEL DO NASCIMENTO OLIVEIRA - NATALINO DE JESUS LOPES - RONALDO ROGES RIBEIRO DE SIQUEIRA. Informações do Setor de Comunicação Social da LABRE-Ce. Estas e outras no diário de notícia de Célio Cavalcante PT7ACZ (Guardião da Arqueologia Cearense), membro voluntário da RENER.

Postado por Célio Cavalcante às 18:56