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segunda-feira, 6 de junho de 2022

Chapa Lula-Alckmin lança diretrizes de governo, com revogação da reforma trabalhista e estatais como motores de crescimento


Documento fala também em revogar o teto de gastos, propor uma reforma tributária "solidária, justa e sustentável" e "proteger o patrimônio do país". Leia a íntegra

6 de junho de 2022, 11:28 h Atualizado em 6 de junho de 2022, 14:05

www.brasil247.com - Lula durante debate de propostas para o Meio Ambiente e Amazônia Lula durante debate de propostas para o Meio Ambiente e Amazônia (Foto: Ricardo Stuckert)

247 - A chapa para a Presidência da República formada pelo ex-presidente Lula (PT) e pelo ex-governador Geraldo Alckmin (PSB) apresentou nesta segunda-feira (6), segundo o jornal O Globo, as diretrizes para a elaboração de um programa de governo.

O documento, com 17 páginas e 90 itens, trata, por exemplo, da necessidade de revogação da reforma trabalhista e cita as estatais brasileiras como instrumentos para o desenvolvimento econômico do país.

O texto foi enviado aos sete partidos que compõe a aliança em torno da chapa Lula-Alckmin: PT, PCdoB, Psol, PV, PSB, Rede e Solidariedade.

“O trabalho estará no centro de nosso projeto de desenvolvimento. Defendemos a revogação da reforma trabalhista feita no governo Temer e a construção de uma nova legislação trabalhista, a partir da negociação tripartite, que proteja os trabalhadores, recomponha direitos, fortaleça os sindicatos sem a volta do imposto sindical, construa um novo sistema de negociação coletiva e dê especial atenção aos trabalhadores informais e de aplicativos”, diz um dos itens do documento.

Uma das diretrizes menciona a revogação do teto de gastos. “Vamos recolocar os pobres e os trabalhadores no orçamento. Para isso, é preciso revogar o teto de gastos e rever o atual regime fiscal brasileiro, que é disfuncional e perdeu totalmente sua credibilidade".

O documento ainda estabelece contrariedade à privatização da Petrobrás, Eletrobras e Correios. “Será necessário proteger o patrimônio do país e recompor o papel indutor e coordenador do Estado e das empresas estatais para que cumpram, com agilidade e dinamismo, seu papel no processo de desenvolvimento econômico e progresso social do país.”

O programa de governo também deverá defender maior tributação dos super-ricos. “Proporemos uma reforma tributária solidária, justa e sustentável, que simplifique tributos e distribua renda. Essa reforma será construída na perspectiva do desenvolvimento, ‘simplificando’ e reduzindo a tributação do consumo, corrigindo a injustiça tributária ao elevar a taxação de renda sobre os muito ricos, preservando o financiamento do Estado de bem-estar social, restaurando o equilíbrio federativo, contemplando a transição para uma economia ecologicamente sustentável e aperfeiçoando a tributação sobre o comércio internacional. Queremos também corrigir um mecanismo que historicamente transfere renda das camadas mais pobres para as camadas de maior renda da sociedade: a sonegação de impostos".

Sobre a política cambial o documento diz: “reduzir a volatilidade da moeda brasileira por meio da política cambial também é uma forma de amenizar os impactos inflacionários de mudanças no cenário externo. A orientação passiva para a política cambial dos últimos anos acentuou a volatilidade da moeda brasileira em relação ao dólar com consequências perversas para o índice de preços".

Diretrizes-Programáticas_Texto-Base_06.06.20022-1

Fonte: https://www.brasil247.com/poder/chapa-lula-alckmin-lanca-diretrizes-de-governo-com-revogacao-da-reforma-trabalhista-e-estatais-como-motores-do-crescimento

quarta-feira, 16 de março de 2022

Omar Aziz sobre Eduardo Leite no PSD: “meu candidato é o Lula”


"Podem fazer cem reuniões, podem entrar cem pessoas no partido, para mim está sendo indiferente, meu candidato é o Lula”, afirmou o senador

14 de março de 2022, 18:47 h Atualizado em 14 de março de 2022, 18:47

www.brasil247.com - Lula e Omar Aziz Lula e Omar Aziz (Foto: Reprodução/Twitter)

247 - O senador Omar Aziz (PSD-AM), que presidiu a CPI da Covid no Senado, reafirmou nesta segunda-feira (14) o seu apoio ao ex-presidente Lula na eleições de outubro, apesar da movimentação de seu partido, o PSD, para tentar trazer o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB) para a legenda e transformá-lo em candidato à Presidência.

“Minha posição já foi colocada lá atrás. Podem fazer cem reuniões, podem entrar cem pessoas no partido, para mim está sendo indiferente, meu candidato é o Lula”, afirmou o senador à revista Veja.

A possível filiação de Leite acontece depois que o senador Rodrigo Pacheco abriu mão da candidatura à Presidência pelo PSD. Com isso, Gilberto Kassab passou a trabalhar na possibilidade de filiação do governador do Rio Grande do Sul, que derrotado nas prévias tucanas por João Doria tenta concretizar sua pretensão à corrida presidencial.

Além de Aziz, outros senadores do partido estão descontentes com a movimentação para atrair Leite, entre os quais Otto Alencar (BA).

Fonte: https://www.brasil247.com/poder/omar-aziz-sobre-eduardo-leite-no-psd-meu-candidato-e-o-lula

quinta-feira, 27 de janeiro de 2022

PT aposta em federação e candidatos de peso à Câmara para garantir governabilidade de Lula


Partido resgata nomes experientes e conhecidos e ainda aposta em jovens populares para aumentar presença na Câmara Federal

26 de janeiro de 2022, 20:43 h Atualizado em 26 de janeiro de 2022, 20:43

www.brasil247.com - Lula e bancada de deputados federais Lula e bancada de deputados federais (Foto: Gabriel Paiva/PT na Câmara)

247 - O PT elencou como prioridade eleger uma bancada expressiva de deputados federais de esquerda para garantir a governabilidade a um eventual terceiro mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que lidera todas as pesquisas para as eleições.

Como mostra reportagem da Folha de S. Paulo, a legenda aposta tanto no resgate de políticos experientes como em nomes populares conectados com a juventude e a diversidade. Nesta estratégia também se inclui a formação de uma federação com PSB, PV e PC do B.

Além da questão da governabilidade, a eleição para as 513 vagas da Câmara dos Deputados se tornou crucial para todas as legendas por causa da distribuição dos fundos eleitoral e partidário e devido à cláusula de desempenho.

Em Minas Gerais, por exemplo, o ex-governador Fernando Pimentel foi incentivado por Lula a buscar uma vaga na Câmara. Em São Paulo, Douglas Belchior, da Coalizão Negra por Direitos, deve concorrer a convite do ex-prefeito Fernando Haddad. Também em São Paulo, o PT também aposta nas candidaturas da vereadora da capital Juliana Cardoso e da ativista Symmy Larrat, presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexos (Abglt).

Outra candidatura que vem sendo estimulada, principalmente por mulheres que compõem o diretório estadual do PT, é a da professora Ana Estela Haddad, esposa de Fernando Haddad, assim como o ex-deputado e atual secretário de Comunicação do PT, Jilmar Tatto. O vereador Eduardo Suplicy também é cotado para uma vaga na Câmara ou na Assembleia paulista.

Outro quadro conhecido do PT que discute a possibilidade de uma candidatura é o ex-deputado João Paulo Cunha, ex-presidente da Câmara. João Paulo foi condenado na Ação Penal 470, o chamado "mensalão" e foi preso em 2014. Ele teve sua pena perdoada pelo Supremo Tribunal Federal em 2016, considerando que o caso dele se enquadrava no indulto de natal concedido pela então presidente Dilma Rousseff (PT).

Fonte: https://www.brasil247.com/brasil/pt-aposta-em-federacao-e-candidatos-de-peso-a-camara-para-garantir-governabilidade-de-lula

PT, PSB, PCdoB e PV definem comando da federação; PT terá maioria


Divisão de cadeiras no comando da federação partidária discutida por PT, PSB, PCdoB e PV atende à proporção de deputados federais que cada partido possui

Por Lucas Rocha

 

Carlos Siqueira (PSB) e Gleisi Hoffmann (PT) - Foto: PSB/Divulgação


Empenhados na construção de uma federação partidária para disputar as eleições de outubro, PT, PSB, PCdoB e PV definiram nesta quarta-feira (26) como será dividido o comando a da nova organização. Por ser a maior força na Câmara dos Deputados, o PT terá a maioria da Assembleia Geral da federação.

Os dirigentes dos 4 partidos se reuniram nesta quarta em Brasília para definir a composição da Assembleia Geral, que irá comandar a nova organização, ainda sem nome definido. Os presidentes das legendas realizaram uma coletiva de imprensa após o encontro.

Foi definido que o PT terá 27 cadeiras no organismo, que será formado por 50 membros. Com isso, o partido de Lula terá maioria na federação. O PSB contará com 15 assembleístas, enquanto PCdoB e PV terão 4 cada.

A distribuição atende ao número de deputados federais de cada partido. O PT tem 53, PSB é representado por 30, PCdoB por 8 e PV por 4. No total, são 95 parlamentares.

“A federação vai ser um exercício de unidade política. Ela não pode servir para diminuir o peso político de uma legenda partidária. O PT é o que é pela sua história, pela sua construção, pela sua militância. Não quero que nenhum partido seja diminuído, mas também não dá para permitir que o PT seja diminuído para fazer a composição. O PT não quer hegemonismo”, disse a presidenta do PT, Gleisi Hoffmann, durante coletiva.

Carlos Siqueira, presidente do PSB, defendeu a divisão e disse que a federação buscará um equilíbrio nas decisões para atender a todos os partidos.

Os detalhes da federação não estão totalmente acertados. Ainda há indefinições referentes aos palanques estaduais.

Fonte: https://revistaforum.com.br/politica/pt-psb-pcdob-e-pv-definem-comando-da-federacao-pt-tera-maioria/

quarta-feira, 29 de dezembro de 2021

Moro confessa que Lava Jato foi projeto político para combater o Partido dos Trabalhadores


A confissão foi feita em entrevista a uma rádio. Para derrubar o partido, o ex-juiz parcial também destruiu empresas brasileiras e o sistema judicial

29 de dezembro de 2021, 15:36 h Atualizado em 29 de dezembro de 2021, 15:36

www.brasil247.com - O ex-presidente Lula e o ex-juiz suspeito Moro O ex-presidente Lula e o ex-juiz suspeito Moro (Foto: Reprodução | ABr)

247 – O ex-juiz Sergio Moro, declarado parcial e suspeito pelo Supremo Tribunal Federal, finalmente confessou que a Lava Jato foi uma operação para combater o Partido dos Trabalhadores, e não propriamente a corrupção. Sua confissão foi feita em entrevista a uma rádio do Mato Grosso nesta manhã. "Como é que a gente pode defender um governo desse? Com pessoas [com fome] da fila de ossos, um governo que foi negligente com as vacinas, um governo que ofende as pessoas, um governo que desmantelou o combate à corrupção. Tudo isso por medo do quê? Do PT? Não. Tem gente que combateu o PT na história de uma maneira muito mais efetiva, muito mais eficaz. A Lava Jato", disse Moro na entrevista.

Para derrubar o Partido dos Trabalhadores, Moro corrompeu o sistema judicial, como foi reconhecido pela suprema corte brasileira, e destruiu 4,4 milhões de empregos, segundo o Dieese, criando as condições para o golpe de estado contra a ex-presidente Dilma Rousseff. Depois de quebrar construtoras como a OAS e a Odebrecht, Moro prendeu o ex-presidente Lula para eleger Jair Bolsonaro, de quem foi ministro, e depois foi trabalhar para a consultoria estadunidense Alvarez & Marsal, que assumiu a recuperação judicial destas empresas e passou a viver como rico nos Estados Unidos. Em razão do conflito de interesses, os pagamentos da Alvarez & Marsal a Moro serão investigados pelo TCU. Saiba neste link como apoiar o documentário de Joaquim de Carvalho sobre o enriquecimento de Moro.

A confissão de Moro provocou a reação imediata do ex-ministro Nelson Barbosa. Confira:

Nelson Barbosa

@nelsonhbarbosa

Ou seja, em ato falho, Moro confirmou que a Operação Lava Jato foi um projeto político de combate ao PT. QED

Moro diz que Lava Jato combateu PT de forma eficaz, mas recua - 29/12/2021 - Poder - Folha

Ex-ministro de Bolsonaro foi declarado parcial pelo STF em suas ações como juiz federal contra o ex-presidente Lula (PT)

folha.uol.com.br

2:55 PM · 29 de dez de 2021

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Fonte:https://www.brasil247.com/brasil/moro-confessa-que-lava-jato-foi-projeto-politico-para-combater-o-partido-dos-trabalhadores

terça-feira, 21 de dezembro de 2021

PV fecha apoio a Lula e vai entrar na Federação Partidária com PT


O PT está em conversas também com PSB, Psol e PCdoB

21 de dezembro de 2021, 11:15 h Atualizado em 21 de dezembro de 2021, 14:18

www.brasil247.com - (Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino)

247 - O Partido Verde (PV) fez reunião ontem (20) com presidentes estaduais da sigla e fechou apoio à candidatura do ex-presidente Lula à Presidência da República.

Além disso, o PV irá participar nas negociações da formação da Federação Partidária. O PT está em conversas também com PSB, Psol e PCdoB.

O PV possui, na contagem mais recente, 361.452 eleitores filiados. Surgiu na década de 1980 baseado nas tendências ambientalistas.

Fonte: https://www.brasil247.com/poder/pv-fecha-apoio-a-lula-e-deve-entrar-na-federacao-partidaria-com-pt

quinta-feira, 12 de agosto de 2021

Câmara rejeita "distritão" e aprova texto-base da PEC eleitoral com a volta das coligações


Câmara aprovou destaque do Psol e retirou da PEC da reforma eleitoral o sistema "distritão" nas eleições de 2022 para deputados. Foram 423 votos contra 35

11 de agosto de 2021, 23:24 h Atualizado em 11 de agosto de 2021, 23:30

(Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados)

247 com Agência Câmara - A Câmara dos Deputados aprovou, por 339 votos a 123, o texto-base da PEC da reforma eleitoral (Proposta de Emenda à Constituição 125/11). Entre outras medidas, a PEC aprovada prevê a volta das coligações para eleições proporcionais e o fim do segundo turno para presidente da República.

A Câmara também aprovou destaque do Psol e retirou da PEC da reforma eleitoral o sistema "distritão" nas eleições de 2022 para deputados. PT, Novo e PL apresentaram destaques no mesmo sentido. Foram 423 votos contra 35.

A votação foi viabilizada após acordo entre a maioria dos partidos sobre pontos polêmicos do texto aprovado na comissão que analisou a PEC, sob relatoria da deputada Renata Abreu (Podemos-SP).

A PEC ainda tem de ser analisada em um segundo turno de votação. Uma vez aprovada por completo na Câmara, a PEC segue para o Senado.

Aprovado nesta semana pela comissão especial, o substitutivo da relatora previa o voto majoritário para cargos do Legislativo nas primeiras eleições a se realizarem depois da sua promulgação como emenda.

Fonte: https://www.brasil247.com/poder/camara-rejeita-distritao-e-aprova-texto-base-da-pec-eleitoral-com-a-volta-das-coligacoes