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sexta-feira, 8 de abril de 2022

Cuba condena suspensão da Rússia do Conselho de Direitos Humanos da ONU


"Hoje é a Rússia, amanhã pode ser qualquer uma de nossas nações do sul", o chanceler cubano Bruno Rodríguez

7 de abril de 2022, 23:01 h Atualizado em 7 de abril de 2022, 23:01

www.brasil247.com -

RT - O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, criticou nesta quinta-feira a suspensão dos direitos da Rússia como membro do Conselho de Direitos Humanos da ONU, ressaltando que a decisão da Assembleia Geral das Nações Unidas não ajudará a resolver pacificamente o conflito na Ucrânia.

"A suspensão da Rússia de membro do Conselho de Direitos Humanos não favorece de forma alguma uma solução pacífica, negociada e duradoura para o conflito na Ucrânia", declarou o chefe da diplomacia cubana em sua conta no Twitter. "Hoje é a Rússia, amanhã pode ser qualquer uma de nossas nações do sul que não se curva aos interesses de dominação e defende sua independência", acrescentou.

Da mesma forma, Rodríguez questionou se seria possível tomar uma medida semelhante contra os EUA por seu "bloqueio criminal" contra o país caribenho. "A suspensão da adesão ao CDH será aplicada ao Estado que impôs contra Cuba, há mais de 60 anos, um bloqueio criminal que é a violação mais prolongada, flagrante, massiva e sistemática dos direitos humanos de todo um povo e de uma ato de genocídio contra um país inteiro?", acrescentou.

Duplo padrão, seletividade e politização dos direitos humanos

Havana votou contra a decisão e o representante permanente de Cuba na ONU, Pedro Luis Pedroso, denunciou que a suspensão da adesão cria um sério risco de que o mecanismo "seja usado por certos países que privilegiam a duplicidade de critérios, a seletividade e a politização das questões de direitos humanos ".

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O diplomata salientou ainda que a Assembleia Geral nunca suspendeu nem suspenderá a adesão de um país como os Estados Unidos, "apesar das suas flagrantes e massivas violações dos direitos humanos, como consequência de invasões e guerras predatórias contra Estados soberanos, com base em seus interesses geopolíticos". "Eles causaram a morte de centenas de milhares de civis, que eles chamam de 'danos colaterais'; milhões de pessoas deslocadas e vasta destruição em toda a geografia do nosso planeta, mas esta Assembleia nunca suspendeu nenhum de seus direitos", acrescentou. .

Rodríguez destacou que a aprovação do projeto de resolução sobre a Rússia "será um precedente perigoso adicional", em particular para os países sul-americanos. "Não basta impor resoluções contra países e mandatos seletivos. Agora pretendem dar um novo passo rumo à legitimação da seletividade e à formação de um Conselho de Direitos Humanos cada vez mais a serviço de determinados países", concluiu.

Fonte: https://www.brasil247.com/americalatina/cuba-condena-suspensao-da-russia-do-conselho-de-direitos-humanos-da-onu

segunda-feira, 28 de junho de 2021

China emite livro branco sobre prática do PCC na proteção dos direitos humanos


2021-06-24 11:01:25丨portuguese.xinhuanet.com

Beijing, 24 jun (Xinhua) -- O Departamento de Comunicação do Conselho de Estado da China emitiu nesta quinta-feira um livro branco sobre a prática do Partido Comunista da China em respeito e proteção dos direitos humanos.

Durante cem anos, o PCC sempre colocou as pessoas em primeiro lugar, aplicando o princípio da universalidade dos direitos humanos no contexto das condições nacionais. Ele considera os direitos à subsistência e ao desenvolvimento como os direitos humanos primários e básicos, e acredita que viver uma vida de contentamento é o maior direito humano, disse o livro branco.

O PCC promove o desenvolvimento integral do indivíduo e se esforça para dar a cada pessoa uma sensação mais forte de ganho, felicidade e segurança. Seu sucesso no pioneirismo dos direitos humanos em um país socialista é único e facilmente visível, apontou o livro.

Por cem anos, o PCC tem se comprometido com o desenvolvimento pacífico e o progresso comum. A China é firme em sua posição internacional - salvaguardar a paz mundial e buscar o progresso através da cooperação, garantindo os direitos humanos com os benefícios diversificados de desenvolvimento, de acordo com o texto.

A China tem sido um participante ativo em questões de direitos humanos internacionais, fornecendo uma contribuição chinesa para a governança e o progresso global dos direitos humanos e trabalhando com outros países para forjar uma comunidade global de futuro compartilhado.

O PCC está levando o povo em direção ao Sonho Chinês de revitalização nacional e ao segundo objetivo centenário - construir a China em um grande país socialista moderno, próspero, forte, democrático, culturalmente avançado, harmonioso e belo pelo centenário da República Popular da China.

Neste momento, todos os direitos do povo chinês serão salvaguardados a um nível superior e eles terão um melhor senso de dignidade, liberdade e felicidade. A China dará uma maior contribuição à proteção dos direitos humanos, permitindo que o mundo se desenvolva melhor e se torne mais próspero, disse o livro branco.

Fonte: http://portuguese.xinhuanet.com/

terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

Analista traz à tona 'processo de punição' executado por Brasil e EUA contra Argentina


Comércio exterior (imagem referencial)

© Foto / Pixabay / Hector Galarza

Análise

12:18 18.02.2020(atualizado 12:23 18.02.2020) URL curta

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Em seguimento à retirada unilateral norte-americana da Argentina da lista dos países em desenvolvimento, EUA e Brasil estariam unidos em um plano punitivo contra Buenos Aires.

O perigo surge na sequência de uma medida tomada em 12 de fevereiro pela administração de Donald Trump, que é tida como mais um episódio na guerra comercial que os EUA vêm movendo contra a China.

A decisão surge em uma época em que a China se debate com o coronavírus e em que a epidemia já está afetando seriamente a economia chinesa, a ponto de paralisar boa parte de sua produção e refrear o consumo.

Miguel Ponce, diretor do Centro para o Comércio Exterior do Século XXI, afirmou à Sputnik Mundo que, ao não considerarem mais a China e a Índia como países em desenvolvimento, "com essa desculpa caem Argentina e Brasil".

A nova lista de Washington não coincide com a existente na Organização Mundial do Comércio (OMC), onde cada país define o seu estatuto. É por essa razão que a China surge em termos de OMC como país em desenvolvimento o que lhe permite subsidiar os seus setores produtivos até um determinado nível.

Emblema da Organização Mundial de Comércio (OMC) que fica perto da entrada na sede da organização em Genebra

© Sputnik / Ruben Sprich

Emblema da Organização Mundial de Comércio (OMC) que fica perto da entrada na sede da organização em Genebra

Assim, os países em desenvolvimento ganham competitividade em relação aos países desenvolvidos. Por isso, os EUA têm exigido mudanças da OMC para acabar com a situação.

Por tal motivo, os EUA decidiram catalogar unilateralmente os países em desenvolvimento. Em sequência, para os Estados Unidos países como China, Índia, África do Sul, Colômbia, Argentina, Brasil, Costa Rica, Ucrânia, Bulgária e Romênia, entre outros, não serão mais considerados países em desenvolvimento e deixarão de ter acesso a benefícios na hora de exportar para os Estados Unidos.

Impacto local

"Colômbia não sofre com isso porque é taxada a 0% em tudo graças ao Tratado de Livre Comércio com os Estados Unidos", disse Ponce.

"Mas a Argentina e o Brasil poderão sofrer consequências" ao verem removidos os subsídios existentes à exportação para a principal potência mundial, tendo muitos industriais brasileiros já expressado seu descontentamento sobre a decisão da Casa Branca.

A respeito, Ponce lembrou que o anúncio feito no final de 2019 pela administração Trump de impor tarifas às importações de alumínio e aço da Argentina e do Brasil não foi implementado na prática até agora, afirmando que algo de semelhante poderia acontecer com a nova disposição.

Colheita de trigo (imagem referencial)

© Foto / Pixabay / Johannes Plenis

Colheita de trigo (imagem referencial)

Na prática, até hoje, não entrou em vigor e não me surpreenderia que, como Trump nos habituou, a questão comercial seja uma variável, uma ferramenta para fazer manobras políticas e eleitorais", afirmou Ponce.

Para o especialista argentino em comércio exterior, Brasil e EUA estão ambos "em um processo de punição em relação ao nosso comércio exterior que é muito evidente. Devido às diferenças ideológicas e políticas em termos de América Latina e, em particular, da Venezuela, o Brasil deixou de comprar-nos 750.000 toneladas de trigo, que importa agora dos Estados Unidos. Obviamente, isso nos afeta diretamente".

Além disto, estando a decorrer o processo de renegociação da dívida externa com o Fundo Monetário Internacional e credores privados, a notícia de a Argentina ser um "país desenvolvido" poderia ter um impacto negativo sobre os investimentos, continuou Ponce.

Mais um episódio da guerra comercial sino-americana?

O diretor do Centro de Comércio Exterior do Século XXI vê nesta decisão americana mais um episódio da guerra comercial sino-americana.

O presidente dos EUA, Donald Trump, conversa com o presidente chinês, Xi Jinping. EUA impuseram tarifas às importações de produtos chineses, dando início à guerra comercial entre as duas potências econômicas

© AP Photo / Andy Wong, File

O presidente dos EUA, Donald Trump, conversa com o presidente chinês, Xi Jinping. EUA impuseram tarifas às importações de produtos chineses, dando início à "guerra comercial" entre as duas potências econômicas

Para agravar ainda mais a situação, a China praticamente parou o seu comércio externo, arrefeceu o seu consumo interno e o seu processo de produção. "Isto significa que muitos dos grãos que estávamos pensando em colocar [no mercado] dos que não podemos vender ao Brasil, também não podemos os colocar na China", acrescentou Ponce.

Ponce, que também foi subsecretário da Indústria e Comércio da Argentina, concluiu que "este tipo de situação não ajuda à unidade da região", sendo da opinião que, no final, o próprio Trump vai escolher quem será beneficiado ou prejudicado – tudo dependendo do alinhamento em relação à política norte-americana para a Venezuela, Bolívia e Cuba.

Fonte: https://br.sputniknews.com/opiniao/2020021815231414-analista-traz-a-tona-processo-de-punicao-executado-por-brasil-e-eua-contra-argentina/

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Células solares fotovoltaicas.

 

A energia solar pode ser usada na geração contínua de

eletricidade. O desenvolvimento da tecnologia, como sempre

acontece se deve ao suprimento de uma necessidade não

atendida pelas formas convencionais conhecidas até então.

As primeiras células solares foram desenvolvidas na

década de 50 para serem utilizadas em satélites artificiais pela

gigante americana de comunicações Bell Telephone. A eficiência

dessas células ainda hoje é baixa, cerca de 18% porque a maior

parte da energia radiante coletada se perde na forma de calor.

A construção das células solares nada mais é que a

montagem de pastilhas de semicondutores constituídos de cristais

de silício nos quais se introduzem impurezas ou dopantes

(pequenas porcentagens de boro - também denominado dopante

tipo “p” ou arsênio – dopante tipo “n”). Estas “impurezas” criam na

pastilha semicondutora regiões com características opostas:

regiões do tipo “n”, onde há excesso de elétrons enquanto na

região “p” apresentam-se lacunas que podem ser preenchidas por

elétrons. A luz, ao atingir o cristal, provoca uma excitação nos

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elétrons que passam a se deslocar pelo semicondutor e daí

resulta uma corrente elétrica (corrente contínua).

Ainda hoje existem dificultadores para utilização desta

tecnologia em larga escala. O primeiro deles é o alto custo dos

equipamentos – placas coletoras e sistemas de armazenamento –

banco de baterias. Outro complicador continua sendo a baixa

eficiência dos sistemas de captação que apresentam perdas

elevadas em forma de calor. A título de exemplo, uma instalação

fotovoltaica para operação de um aquecedor elétrico de 500 W

deve ter no mínimo 2,5 m2 de área de captação (área das células)

com aproveitamento máximo da radiação solar.

O efeito fotovoltaico é conhecido desde 1839 quando

Edmond Becquerel o descreveu como sendo o aparecimento de

uma diferença de potencial nos extremos de uma estrutura de

material semicondutor, produzida pela absorção da luz.

P T 7 V O I S I D N E I

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Sem milagres para a guerra cibernética

Por Washington Novaes

s53 300x209 Sem milagres para a guerra cibernética

Seria prazeroso escrever sobre ipês rosa floridos prenunciando a primavera, que chega em setembro. Ou sobre o comovente trabalho de músicos que criam orquestras de jovens em favelas. Mas que fazer? Jornais estão povoados de notícias sobre ameaças de uma guerra cibernética que pode levar a uma catástrofe nuclear planetária. Sobre robôs que podem, por conta própria, disparar um míssil atômico. Sobre hackers capazes de paralisar sistemas financeiros, de transporte, de saúde, de comunicação, em escala planetária.

No jornal O Estado de S. Paulo, o embaixador Rubens Barbosa já escreveu sobre o tema (20/6). O ex-economista-chefe do Fundo Monetário Internacional, Kenneth Rogoff, também tratou da vulnerabilidade da economia global a ataques cibernéticos, com terríveis consequências (6/7). Nestes tempos em que já estamos confrontados por tantos limites inultrapassáveis – crises de finitude de recursos naturais, da água, de terras, de alimentos, etc. -, que se fará para enfrentar a ameaça de “armagedon cibernético” mencionada pelo professor da universidade canadense de Toronto, Don Tapscott (Folha de S.Paulo, 22/7)?

Lembra o embaixador Rubens Barbosa o pensamento de Von Clausewitz, que já na primeira metade do século 19 escrevia que a guerra é a continuação da política por outros meios – tal como já começa a ocorrer nos dias de hoje, com a cibernética e o uso de instrumentos eletrônicos cada vez mais sofisticados. Estados Unidos e Israel já os teriam utilizado para interferir no programa iraniano de enriquecimento de urânio, desativando 5 mil centrífugas. China e Estados Unidos trabalham com programas capazes de invadir sistemas sofisticados e desenvolvem comandos cibernéticos, programas de segurança nacional para informações, formatos de impedir a escalada de ataques cibernéticos.

Que pensa fazer o Brasil nesse quadro?

Já o professor Kenneth Rogoff pergunta o que acontecerá com o uso de vírus cibernéticos comandados por anarquistas e terroristas, ou com catástrofes naturais causadas por interferências em programações, ou por satélites assim danificados, paralisando redes elétricas, bancos de dados do sistema financeiro, indústrias de tecnologia. E medita: se governos desenvolvem vírus com esse poder destruidor, que se fará? Confiar na sorte?

O panorama é assombroso. A instituição Royal Pingdom, citada pelo jornal The New York Times (Estado, 12/7), calculou para 2010 um número de 107 trilhões de mensagens eletrônicas circulando pelo mundo, onde no ano passado já havia 3,1 bilhões de contas de e-mail. Que acontecerá no mundo, pergunta Don Tapscott, se a nova geração usuária desse meio tem mais de 50% de seus membros desempregados?

Eugene Kaspersky, ex-funcionário do Ministério de Defesa da antiga URSS, hoje diretor da maior empresa de antivírus do mundo, propõe a criação de uma organização internacional de segurança cibernética para impedir que prossiga a guerra em que já estão envolvidos Estados Unidos, China, Grã-Bretanha, Índia, Alemanha, França, as duas Coreias e mais países, que têm unidades de guerra cibernética, de criação de supervírus, naves de guerra não tripuladas e outras armas. Segundo ele, “estamos sentados num barril de pólvora e serrando o galho que sustenta a internet” (Folha, 29/7). As hostilidades podem implicar perda de informações de Forças Armadas, perda de propriedade intelectual de empresas, etc.

Kennette Benedict, editora do Bulletin of the Atomic Scientists, diz na revista New Scientist (30/6) não ter dúvida de que os Estados Unidos “estavam por trás” do ciberataque ao Irã, com o objetivo de impedir o desenvolvimento de sistema de enriquecimento de urânio. Segundo ela, “estamos numa nova era bélica, de fortes ligações com a corrida secreta para construir bombas atômicas”. O ataque ao Irã baseou-se no sistema de software Stuxnet, desenvolvido por Estados Unidos e Israel. Ele continha malwares (códigos agressivos) que tinham como alvo sistemas específicos de controle industrial, do tipo que controla centrífugas utilizadas para enriquecer urânio.

Faz lembrar o final da 2.ª Guerra Mundial, quando cientistas alertaram o governo norte-americano sobre as consequências dramáticas que teria atirar bombas nucleares sobre o Japão – inclusive uma corrida nuclear entre Estados Unidos e URSS -, diz Kennette Benedict. Mas outros cientistas e autoridades temiam que a Alemanha pudesse chegar antes ao domínio da tecnologia nuclear. Não vingou, assim, a tese de que a energia nuclear deveria ser posta sob controle internacional, talvez mesmo na ONU, que estava sendo criada.

A situação atual seria semelhante, por falta de controle internacional no campo cibernético. Para a editora, é “irônico que o primeiro uso conhecido da cibernética para a guerra seja exatamente para impedir a proliferação de armas nucleares: uma nova era de destruição em massa pode começar num esforço para encerrar um capítulo da primeira era de destruição em massa”.

Se a política internacional não consegue avançar nesse terreno da cibernética e da respectiva guerra, que se fará? Acreditar em milagres? Na mesma edição da New Scientist, ao lado do texto de Kennette Benedict – coincidência ou não -, o líder da Associação Racionalista Indiana, Sanal Edamarku, conta haver sido convidado para desvendar um suposto milagre numa igreja em Mumbai, onde água brotava de uma imagem e atraía multidões. Pesquisou até descobrir que se tratava de água das instalações sanitárias, canalizada por um sistema de drenagem que passava sob a base da imagem, mas estava bloqueado. Por capilaridade, diz ele, a água infiltrou-se nas paredes adjacentes à estátua e, por um orifício, corria para os pés da imagem.

É possível que haja milagres. Mas a política internacional terá de se desdobrar na nova guerra, que já está no nosso cotidiano.

* Washington Novaes é jornalista.

** Publicado originalmente no site O Estado de S. Paulo.