Depoimento de Bolsonaro: PF também intima Heleno, Valdemar, Braga Netto e outros investigados por golpismo
Veja lista das autoridades que prestarão depoimento simultaneamente na quinta-feira, em Brasília
Augusto Heleno e Walter Braga Netto (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil | Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
247 - A Polícia Federal intimou não apenas Jair Bolsonaro, mas também uma lista abrangente de outras autoridades investigadas por golpismo para prestarem depoimento na capital federal, Brasília. Entre os intimados estão Valdemar Costa Neto, presidente do PL, e diversos ex-ocupantes de cargos de comando no governo anterior.
De acordo com a colunista Bela Megale, do jornal O Globo, os convocados incluem Anderson Torres, ex-Ministro da Justiça; Augusto Heleno, Chefe do Gabinete de Segurança Institucional; Paulo Sérgio Nogueira, ex-Ministro da Defesa; Mário Fernandes, Chefe-substituto da Secretaria-Geral da Presidência da República; Walter Braga Netto, ex-Ministro Chefe da Casa Civil e candidato a vice-presidente da República; Almir Garnier, comandante da Marinha; e Cleverson Ney Magalhães, coronel do Exército e ex-oficial do Comando de Operações Terrestres.
O depoimento de Bolsonaro está marcado para a próxima quinta-feira (21), às 14h30, como informou uma fonte da Polícia Federal. Esta intimação é parte das investigações em curso sobre a tentativa de golpe de Estado, que tiveram uma intensificação nas últimas semanas com a deflagração da Operação Tempus Veritatis (hora da verdade).
A defesa do ex-presidente Bolsonaro já indicou que ele permanecerá em silêncio durante o depoimento. O advogado Daniel Tesser, um dos representantes legais do ex-mandatário, comunicou à Reuters que, inicialmente, a equipe de defesa estava considerando solicitar mais prazo para o depoimento. No entanto, decidiram que Bolsonaro permanecerá em silêncio devido à falta de acesso completo ao material da investigação.
247 – O jornal O Globo publicou extensa reportagem
nesta segunda-feira para atacar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e
defender o governo de Israel, que vem perpetrando um genocídio contra o
povo palestino em Gaza. A reportagem do Globo foi elaborada a partir de
supostas declarações "em off", no anonimato, de diplomatas.
"Em conversas informais, trocas de mensagens e-mails, diplomatas
brasileiros disseram ter compartilhado com colegas uma opinião
profundamente negativa sobre as declarações de Lula na Etiópia, no fim
de semana passado. Para um país como o Brasil, que busca ser mediador de
conflitos, ter tomado partido da maneira como o presidente fez foi,
segundo os diplomatas ouvidos, 'um tiro no pé difícil de ser
contornado'", diz o texto do Globo, que não aponta uma única fonte na
reportagem.
Polícia Federal intima Jair Bolsonaro a depor sobre tentativa de golpe de Estado
Bolsonaro terá que explicar a reunião em que se falou em "virar a
mesa" e a minuta de decreto golpista que previa prender Alexandre de
Moraes, entre outros pontos
Jair Bolsonaro em reunião ministerial (Foto: Reprodução)
247 - A
Polícia Federal (PF) intimou Jair Bolsonaro (PL) a prestar depoimento no
âmbito de uma investigação que visa apurar possíveis tramas golpistas
envolvendo membros do governo passado e militares. O advogado de
Bolsonaro, Paulo Cunha Bueno, confirmou a informação a Andréia Sadi, do g1. O depoimento está previsto para ocorrer na quinta-feira (22).
A investigação da Polícia Federal descobriu diversos elementos,
incluindo um vídeo de uma reunião na qual Bolsonaro teria dito a
ministros que não poderiam esperar o resultado da eleição para agir. No
entanto, a defesa dele nega veementemente qualquer envolvimento em
planos golpistas, afirmando que Bolsonaro nunca cogitou tal
possibilidade.
Além disso, durante a operação, a PF encontrou, no gabinete de
Bolsonaro na sede do PL, um documento com conteúdo golpista que
anunciaria a decretação de um estado de sítio e a imposição da garantia
da lei e da ordem no país. No entanto, aliados de Bolsonaro alegam que
ele não especificou claramente a intenção de promover um golpe.
Após a operação, a defesa de Bolsonaro emitiu uma ressaltando que ele
"jamais compactuou com qualquer movimento que visasse a desconstrução
do Estado Democrático de Direito ou as instituições que o pavimentam".
Israel diz que vai continuar escalada militar em Gaza e mantém ordem de atacar Rafah por terra
O Hamas afirma que tem condições de prosseguir a resistência
Civis palestinos são alvo de ataque de Israel em Gaza (Foto: IBRAHEEM ABU MUSTAFA/REUTERS )
Reuters - Israel
espera continuar as operações militares em grande escala em Gaza por
mais seis a oito semanas, enquanto se prepara para organizar uma invasão
terrestre na cidade de Rafah, no extremo sul da Faixa, disseram quatro
autoridades familiarizadas com a estratégia.
Os chefes militares acreditam que podem prejudicar significativamente
as capacidades do Hamas nesse período, abrindo caminho para uma mudança
para uma fase de ataques aéreos direcionados e operações de forças
especiais, de acordo com dois oficiais israelenses e dois oficiais
regionais que pediram anonimato.
Há poucas chances de que o governo do primeiro-ministro Benjamin
Netanyahu dê ouvidos às críticas internacionais para cancelar um ataque
terrestre em Rafah, disse Avi Melamed, ex-oficial da inteligência
israelense e negociador na primeira e na segunda intifadas palestinas,
ou levantes, nas décadas de 1980 e 2000. .
"Rafah é o último bastião do controle do Hamas e ainda restam
batalhões em Rafah que Israel deve desmantelar para alcançar os seus
objetivos nesta guerra", acrescentou.
O ministro da Defesa, Yoav Gallant, disse na sexta-feira (17), que o
exército de Israel estava planejando operações em Rafah visando
combatentes, centros de comando e túneis do Hamas, embora não tenha dado
um cronograma para a campanha. Ele enfatizou que “medidas
extraordinárias” estavam sendo tomadas para evitar vítimas civis.
Mais de um milhão de civis palestinos estão sitiados na fronteira
egípcia, sem ter para onde fugir, depois de fugirem dos ataques
israelitas que devastaram grande parte da Faixa de Gaza.
Na última semana de elevada tensão diplomática, o presidente dos EUA,
Joe Biden, telefonou duas vezes ao líder israelita para o alertar
contra o lançamento de uma operação militar em Rafah sem um plano
credível para garantir a segurança dos civis. O exército israelense não
explicou como irá deslocar mais de um milhão de pessoas para as ruínas
de Gaza.
De acordo com uma fonte de segurança israelense e um responsável da
ajuda internacional, que pediu para não ser identificado, os habitantes
de Gaza poderiam ser examinados para eliminar quaisquer combatentes do
Hamas antes de serem enviados para o norte. Outra fonte israelense disse
que Israel também poderia construir um cais flutuante ao norte de Rafah
para permitir que a ajuda internacional e os navios hospitalares
chegassem por mar.
No entanto, um responsável da defesa israelense disse que os
palestinos não seriam autorizados a regressar em massa ao norte de Gaza,
deixando o mato em torno de Rafah como uma opção para cidades de tendas
improvisadas. As autoridades regionais também disseram que não seria
seguro mover um grande número de pessoas para a região norte sem energia
e água corrente.
Washington está cético que Israel tenha feito preparativos
suficientes para uma evacuação civil segura, disseram várias autoridades
familiarizadas com as conversas entre os dois governos. Biden disse na
sexta-feira que não esperava que uma invasão terrestre “massiva”
israelense acontecesse em breve.
Além disso, segundo o Hamas, a vitória total prometida por Netanyahu não será rápida nem fácil.
Um funcionário do Hamas baseado no Catar disse à Reuters que o grupo
estimou ter perdido 6 mil combatentes durante o conflito de quatro
meses, metade dos 12 mil que Israel diz ter matado.
O Hamas continuar a lutar e está preparado para uma longa guerra em Rafah e Gaza, disse o responsável, que pediu anonimato.
"As opções de Netanyahu são difíceis e as nossas também. Ele pode
ocupar Gaza, mas o Hamas ainda está de pé e lutando. Ele não alcançou
seus objetivos de matar a liderança do Hamas ou aniquilar o Hamas",
acrescentou.
Judeus dão razão a Lula e dizem que, sim, o governo de Israel adota práticas fascistas
"O Presidente Lula, em nome do Governo Brasileiro, mais uma vez
se posicionou pela paz e instou Israel a suspender o massacre do povo
palestino", diz o texto
Lula e Faixa de Gaza
destruída após ataques israelenses (Foto: Ricardo Stuckert/PR | Forças
de Defesa de Israel/Divulgação via REUTERS)
Mas é impossível, conhecendo os antecedentes, as medidas adotadas
pelos nazistas, não comparar com a situação dos palestinos vivendo há 55
anos em condição apátrida e sob pogroms (avalizados e estimulados pelas
autoridades).
O Apartheid Israelense é, como foi o da Africa do Sul, uma versão
original em alguns aspectos, mas também semelhante, em outros, àquelas
políticas fascistas baseadas na raça.
Quando se menciona isso não se banaliza o Holocausto, como afirmou o
criminoso de guerra que chefia o Estado de Israel agora. Faz-se memória e
justiça, restabelece-se a verdade e honram-se aqueles que lutaram e
sobreviveram.
Há meses judeus e aliados no mundo todo repetem: “Para que Nunca Mais se Repita (aquele horror) é agora!"
Não queremos evitar que ele se repita em 'algum dia no futuro'.
Queremos que não se repita AGORA. As leis racistas e os massacres
racistas devem ser combatidos AGORA.
O Presidente Lula, em nome do Governo Brasileiro, mais uma vez se
posicionou pela paz e instou Israel a suspender o massacre do povo
palestino.
Ele tem se manifestado como defensor incondicional da humanidade
independente de origem, raça ou etnia, pedindo por coexistência pacífica
de árabes e judeus.
Sua mensagem mais forte é a mesma que nós, da Articulação Judaica de
Esquerda, em sintonia com coletivos de árabes e judeus no mundo todo,
temos enviado: pelo Cessar Fogo AGORA!
Lula compara ação de Israel em Gaza ao massacre de Hitler contra judeus
“O que está acontecendo em Gaza e com o povo palestino não existe
em nenhum outro momento histórico. Aliás, existiu quando Hitler
resolveu matar os judeus”, afirmou o presidente
(Foto: Ricardo Stuckert)
247 - Com
agenda oficial na Etiópia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva
concedeu entrevista coletiva neste domingo (18) e comparou a ação de
Israel em Gaza ao massacre de Hitler contra judeus.
“Quando eu vejo o mundo rico anunciar que está parando de dar
contribuição humanitária aos palestinos, eu fico imagino qual é o nível
de consciência humanitária dessa gente, de solidariedade, que não vê
que na Faixa de Gaza não ocorre uma guerra, mas sim um genocído”, disse
Lula.
“O que está acontecendo na Faixa de Gaza e com o povo palestino não
existe em nenhum outro momento histórico. Aliás, existiu quando Hitler
resolveu matar os judeus”, acrescentou.
Lula ainda destacou que o Brasil, em 2010, foi o primeiro país a
reconhecer o estado palestino. “O Brasil condenou o Hamas, mas não pode
deixar de condenar o que o exército de Israel está fazendo”.
Confira no link que segue: https://youtu.be/uRwLXfGl4IA
Paulo Pimenta denuncia fake news de Israel e diz que comunidade internacional não pode se calar diante do massacre
Neste domingo, o presidente Lula comparou o genocídio promovido por Israel ao holocausto nazista
Paulo Pimenta (Foto: Reuters e Agência Brasil)
Por Paulo Pimenta, em seu X –O
ministro da defesa de Israel divulga uma fake news. O Brasil sempre,
desde 7 de outubro, condenou os ataques terroristas do Hamas em todos os
fóruns.
Nossa solidariedade é com a população civil de Gaza, que está
sofrendo por atos que não cometeram. Já são mais de 10 mil crianças
mortas em Gaza. O número de mortos em Gaza está próximo de 30 mil
pessoas e, 70% dessas mortes são de mulheres. Ainda, existem cerca de 10
mil pessoas desaparecidas sob os escombros. Em torno de 1,7 milhão de
palestinos não têm acesso a água potável, comidas e remédios.
A comunidade internacional não pode calar diante do massacre de um
povo que não pode sofrer um extermínio pelos crimes cometidos por um
grupo que deve ser punido pelo que fez. As palavras do presidente Lula
sempre foram pela paz e para fortalecer o sentimento de solidariedade
entre os povos!
Bolsa Família atinge 21 milhões de beneficiários em fevereiro, com investimento de R$ 14,4 bilhões
Pagamentos começam nesta sexta-feira , incluindo Auxílio Gás para
5,5 milhões; mulheres são maioria entre responsáveis familiares
(Foto: MDS)
247 - Com um
valor médio de R$ 686,10, o Bolsa Família alcança em fevereiro um total
de 21,06 milhões de beneficiários, representando um dos maiores números
dos últimos 12 meses. Os pagamentos têm início nesta sexta-feira, 16 de
fevereiro, seguindo o calendário estabelecido de acordo com o final do
Número de Identificação Social (NIS). Além disso, neste mesmo
cronograma, 5,5 milhões de beneficiários em situação de maior
vulnerabilidade receberão o Auxílio Gás, no valor de R$ 102.
Como é tradicional no
programa de transferência de renda do Governo Federal, mais de 83% dos
responsáveis familiares são mulheres, totalizando 17,5 milhões de
mulheres à frente dos lares beneficiados. Entre o total de
beneficiários, 73% declaram-se de cor preta ou parda. Além disso, a
lista de beneficiados inclui 212 mil famílias indígenas, 234 mil
quilombolas, 348 mil catadores de recicláveis e 203 mil famílias em
situação de rua.
Foco na primeira infância
Dentro da cesta de
benefícios estabelecida com a retomada do programa em 2023, 9,5 milhões
de crianças de zero a seis anos fazem parte das famílias beneficiárias,
recebendo um acréscimo de R$ 150 cada. O investimento para esse
Benefício Primeira Infância totaliza R$ 1,36 bilhão.
Outros benefícios e proteção
O programa também
prevê uma série de outros benefícios variáveis, todos com um adicional
de R$ 50, destinados a gestantes, nutrizes e crianças de sete a 18 anos
incluídas na composição familiar. Estes abrangem 331 mil gestantes
(totalizando R$ 15,9 milhões em investimento), 536 mil nutrizes
(totalizando R$ 26,1 milhões) e 15 milhões de crianças e adolescentes
(totalizando R$ 698 milhões). Ademais, a Regra de Proteção, uma nova
medida do Bolsa Família, permite que os beneficiários permaneçam no
programa por até dois anos mesmo após conseguirem emprego com carteira
assinada ou aumentarem a renda até o limite médio de meio salário mínimo
por integrante da família, recebendo então 50% do valor do Bolsa
Família. Este benefício alcança 2,2 milhões de famílias em fevereiro.
Unificação dos pagamentos e distribuição regional
Em 85 municípios de
cinco estados, o pagamento do Bolsa Família será unificado, com 100% dos
repasses feitos no primeiro dia do calendário. Estes municípios são
aqueles afetados por chuvas, inundações, estiagens e outros desastres
naturais, totalizando um impacto financeiro de R$ 845 milhões. Quanto à
distribuição por regiões, o Nordeste concentra o maior número de
famílias beneficiárias em fevereiro de 2024, com 9,5 milhões de
contempladas, seguido pelo Sudeste (6,2 milhões), Norte (2,6 milhões),
Sul (1,4 milhão) e Centro-Oeste (1,1 milhão).
Divisão por estados
São Paulo lidera entre
os estados, com 2,6 milhões de beneficiários, seguido pela Bahia, Rio
de Janeiro, Minas Gerais, Pernambuco, Ceará, Pará e Maranhão, todos com
mais de um milhão de famílias contempladas.