Páginas

domingo, 21 de outubro de 2018

Eduardo Bolsonaro: basta um soldado e um cabo para fechar o STF


Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agenci

O deputado Eduardo Bolsonaro, filho do candidato de extrema direita Jair Bolsonaro (PSL,) disse, durante uma palestra antes do primeiro turno, que se o STF tentar impugnar a candidatura do presidenciável por "qualquer motivo" "terá que pagar para ver o que acontece";"Será que eles vão ter essa força mesmo? Se quiser fechar o STF você não manda nem um Jipe, manda um soldado e um cabo", disse; ameaça às instituições ganha força em meio a denúncia de que empresários impulsionaram a campanha de Bolsonaro por meio de contratos milionários para disparos em massa de mensagens contra o candidato do campo democrático Fernando Haddad e o PT por meio aplicativos como o Whatsapp

21 de Outubro de 2018 às 09:13 // Inscreva-se na TV 247 Youtube

247 - O deputado Eduardo Bolsonaro, filho do candidato de extrema direita Jair Bolsonaro (PSL) disse, durante uma palestra pouco antes do primeiro turno, que se o Supremo Tribunal Federal (STF) impugnar a candidatura do presidenciável "terá que pagar para ver o que acontece". "Será que eles vão ter essa força mesmo? Se quiser fechar o STF você não manda nem um Jipe, manda um soldado e um cabo", disse.

A afirmação, feita antes do primeiro turno, veio como resposta a uma pergunta feita por alguém da plateia sobre qual seria a reação do Exército no caso de impugnação da candidatura de Bolsonaro. A gente tá caminhando para um estado de exceção... o STF vai ter que pagar pra ver e aí quando ele pagar pra ver, vai ser ele contra nós. Você está indo para um pensamento que muitas pessoas falam e que muito pouco pode ser dito. Mas se o STF quiser arguir qualquer coisa, sei lá, recebeu uma doação ilegal de R$ 100 de José da Silva e impugna a ação dele. Não acho isso improvável não", disse.

"Mas aí eles vão ter que pagar para ver. Será que vão ter essa força toda mesmo? O pessoal até brinca lá: se quiser fechar o STF você não manda nem um Jipe, manda um soldado e um cabo. Não é querendo desmerecer o soldado e o cabo. O que que é o STF? Tira o poder da caneta de um ministro do STF, o que que ele é na rua?", indagou.

"Se você prender um ministro do STF, você acha que vai ter uma manifestação popular em favor dos ministros do STF? Milhões na rua "solta o Gilmar, solta o Gilmar" (referência o ministro do STF Gilmar Mendes), com todo o respeito que tenho pelo ministro Gilmar medes, que goza de imensa credibilidade junto aos senhores", ironizou.

"É igual a soltar o Lula. O Moro (juiz federal Sergio Moro) peitou um desembargador que está acima dele, por quê? Porque o Moro está com moral pra cacete. Vai ter que ter um colhão filho da puta para conseguir reverter uma decisão dele", disse.

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/poder/372743/Eduardo-Bolsonaro-basta-um-soldado-e-um-cabo-para-fechar-o-STF.htm

sábado, 20 de outubro de 2018

Crime eleitoral com dinheiro público na campanha de Bolsonaro

Bolsonaro, Havan e Lei Rouanet: tudo a ver

Data: 19 out 2018

Por: Jotabê Medeiros e Pedro Alexandre Sanches


A fachada da loja da Havan na rodovia Antônio HEIL, no centro de Brusque (SC), cidade natal de Luciano Hang

A fachada da loja da Havan na rodovia Antônio HEIL, no centro de Brusque (SC), cidade natal de Luciano Hang

A Havan, uma das empresas centrais mencionadas no escândalo de disparo em massa de propaganda eleitoral via WhatsApp, utilizou R$ 12.323.338,27 dos cofres públicos para financiar 147 projetos culturais via Lei Rouanet, pelo mecanismo de incentivo fiscal (o empresário dá o dinheiro e depois o abate do imposto de renda devido). As informações constam da página da Lei Rouanet no Ministério da Cultura. O escândalo foi revelado pela Folha de São Paulo em 18 de outubro, a dez dias do segundo turno.

A demonização da Lei Rouanet tem sido uma das peças de panfleto mais utilizadas pelo candidato neofascista Jair Bolsonaro (PSL) na campanha presidencial. Frequentemente a militância bolsonarista se vale do argumento para desqualificar artistas que se manifestam contra o candidato, mas os dados oficiais mostram que a rede de lojas Havan, do empresário bolsonarista Luciano Hang, é useira e vezeira dos mecanismos de incentivo cultural sob os governos Lula, Dilma e Temer.

“Ele (Bolsonaro) deixou rastro, e nós vamos atrás do rastro para saber todo mundo que botou dinheiro sujo numa campanha de difamação”, afirmou na quinta-feira o candidato petista Fernando Haddad, atingido desde antes do primeiro turno pela campanha difamatória movida com aporte de dinheiro de empresas como a Havan, que violam a lei eleitoral por caracterizarem doações não-declaradas, o famigerado caixa 2. O financiamento empresarial privado de campanhas também foi proibido pela legislação eleitoral vigente.

Entre os projetos que financiou, a Havan escolheu desde a manutenção anual da franquia brasileira do balé russo Bolshoi, notório símbolo da antiga era comunista (a empresa usou R$ 750 mil de dinheiro público para apoiar a companhia) até a escola de samba Unidos da Coloninha, de Florianópolis (SC), que recebeu R$ 410 mil para organizar o Carnaval de 2011 cujo samba-enredo era A Arte da Troca e da Venda, a Sociedade Triunfou (sobre o tema “trajetória econômica do Brasil até a estabilização da moeda”).

Catarinense de Brusque, Luciano Hang, o dono das lojas de departamentos Havan, se notabilizou como incansável cabo eleitoral do deputado federal Bolsonaro e furioso detrator do PT. Ele se autodefine como anticomunista de carteirinha, e sua rede de lojas, apesar do nome que remete à capital de Cuba, faz estardalhaço nas rodovias de vários estados brasileiros com fachadas faraônicas em pastiche neoclássico ornadas por gigantescas réplicas da Estátua da Liberdade (monumento-síntese dos Estados Unidos, localizado em Nova York). Segundo o próprio site da rede, a rede é composta de 114 “megalojas físicas” pelo país.

Roger Waters atiçou a militância bolsonarista ao imprimir #EleNão no telão dos shows no Allianz Parque, em São Paulo - Foto Jotabê Medeiros

Roger Waters atiçou a militância bolsonarista ao imprimir #EleNão no telão dos shows no Allianz Parque, em São Paulo – Foto Jotabê Medeiros

A Lei Rouanet divide opiniões entre cidadãos e partidos, mas desfruta de certa unanimidade entre os apoiadores de Bolsonaro: eles atribuem à legislação motivações secretas que alimentariam o empenho de artistas que têm militado contra a escalada autoritária e fascista. Em setembro, após engajamento de artistas em mobilizações de rua #EleNão, contra Bolsonaro, os bolsonaristas fizeram uso massivo da tag #RouanetNão, como um desagravo ao candidato militar.

Recentemente, o deputado Jerônimo Goergen (PP-RS) acionou a Procuradoria Geral da Republica contra o uso da Lei Rouanet pela empresa T4F, que agenciou no Brasil a turnê do cantor britânico Roger Waters, ex-Pink Floyd. A ação foi uma retaliação contra a militância antibolsonaro de Waters, que nos shows brasileiros incluiu o deputado carioca numa lista de ameaças neofascistas de todo o mundo.

A Havan mandou via Lei Rouanet R$ 50 mil para a 27ª Festa da Tainha e 35ª Festa do Pescador de 2012, em Paranaguá, no litoral paranaense (também investiu na 39ª festa da Tainha). Mas Luciano Hang também gosta bastante de música sertaneja: intermediou o investimento de R$ 300 mil de dinheiro público no 1º Circuito de Talento do Sertanejo e Pop Rock em Santa Catarina e no Paraná e R$ 294 mil no 2º Festival Sertanejo. Outros 410 mil foram para o Festival do Meio Oeste catarinense, nas cidades de Joaçaba e Herval d’Oeste.

Todos os apoios da Havan são regulares e legais, mas a ironia reside no fato de que a lei que permite isso sofre marcação cerrada dos chamados “bolsominions”. Sem saber que o empresário-militante usa à larga o incentivo, a militância (dirigida por robôs agora colocados em xeque pelo investimento empresarial em massa) inundou o Twitter de Hang em setembro com brados de “Rouanet Não”; em 30 de setembro, durante discurso na Avenida Paulista, um dos filhos do candidato, Eduardo Bolsonaro, fez críticas ao PT e, confundindo lei e partido, disse que, se o pai for eleito, uma de suas medidas será acabar com a Lei Rouanet. Eduardo foi reeleito deputado federal por São Paulo em 7 de outubro, como candidato mais votado ao posto na história do Brasil. O disparo de mensagens em massa via WhatsApp (mecanismo comprado há cinco anos, por US$ 16 bilhões, pelo Facebook de Mark Zuckerberg) locomoveu a ascensão eleitoral instantânea de deputados, senadores e governadores de extrema direita no primeiro turno das eleições.

Postagem de Luciano Hang, da Havan, no Twitter, em 10 de outubro

Postagem de Luciano Hang, da Havan, no Twitter, em 10 de outubro

Outro nome que apareceu entre os supostos financiadores da campanha via WhatsApp, Mário Valério Gazin, paranaense de Douradina, é dono do Grupo Gazin, um conglomerado de empresas que inclui hotéis e vende móveis, eletrodomésticos, colchões, pacotes de viagem, seguros e empréstimos. Gazin utilizou R$ 3.2 milhões da Lei Rouanet para apoiar projetos, especialmente no estado de Santa Catarina. Dois dos principais são programas de circulação cinematográfica, o Cinema Itinerante – Roda Brasil 2ª edição (para o qual aportou R$ 537 mil) e o Cine Rodante 2016 (R$ 400 mil).

Em vídeo gravado ao lado de Luciano Hang antes do primeiro turno e divulgado nas redes sociais de Bolsonaro, Gazin preconizou voto no candidato no primeiro turno “pra nós não ter que gastar mais dinheiro com segundo turno”, o que sinaliza investimento não declarado (o chamado Caixa 2).

Haddad chamou o Tribunal Superior Eleitoral às falas no Twitter, em 19 de outubro

Fernando Haddad chamou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) às falas no Twitter, em 19 de outubro

Nas redes sociais, Fernando Haddad chamou às falas o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que havia anunciado entrevista coletiva para a sexta-feira 19, com a presença controversa do general Sérgio Etchegoyen, do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, e adiou o encontro para o domingo 21. No mês passado, Luciano Hang foi multado em R$ 10 mil pelo TSE por ter contratado um serviço de impulsionamento de publicações no Facebook, para expandir o alcance de um vídeo pró-Bolsonaro. Nesse caso, apenas Hang foi responsabilizado. O dinheiro economizado com a Lei Rouanet permite que o dono da Havan promova Bolsonaro nas redes sociais. A palavra agora pertence ao TSE.

Também já escrevemos sobre:

Estudante que panfletava pró-Haddad é agredido com barra de ferro na cabeça


Reportagem do jornal O Dia publicada neste sábado (20) relata mais um caso de agressão relacionado à disputa presidencial. A vítima  foi um estudante da Unirio, agredido com uma barra de ferro na cabeça na noite de sexta-feira (19), durante panfletagem pró-Fernando Haddad na Praça Lauro Müller, em Botafogo, Zona Sul do Rio de Janeiro

20 de Outubro de 2018 às 17:31 // Inscreva-se na TV 247 Youtube

247 - Reportagem do jornal O Dia publicada neste sábado (20) relata mais um caso de agressão relacionado à disputa presidencial. A vítima foi um estudante da Unirio, agredido por pelo menos seis homens com uma barra de ferro na cabeça na noite de sexta-feira (19), durante panfletagem pró-Fernando Haddad na Praça Lauro Müller, em Botafogo, Zona Sul do Rio de Janeiro

"De acordo com relatos de estudantes no Facebook, aproximadamente 10 alunos estavam na praça com panfletos de Haddad. Um dos estudantes começou a distribuir o material e, após algum tempo, escutou gritos de ´vai morrer!´ e ´rala daqui!´. Na confusão, um dos agressores teria gritado, segundo postagens no Facebook, o nome de Jair Bolsonaro (PSL)", diz a reportagem.

O estudante, de 22 anos, contou: "de repente, os agressores vieram para cima de mim e me agrediram com socos e uma barra de ferro. Minha vista escureceu e me levaram para o Hospital Souza Aguiar". Segundo a reportagem, "o jovem foi liberado agora há pouco do hospital. Exames, segundo a direção da unidade, não detectaram nenhuma fratura, além de um grave hematoma no olho direito. ´Estou com medo, pois fui ameaçado de morte´, lamentou".

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/rio247/372720/Estudante-que-panfletava-pr%C3%B3-Haddad-%C3%A9-agredido-com-barra-de-ferro-na-cabe%C3%A7a.htm

'Toda a campanha foi montada por setores evangélicos dos EUA', diz teólogo sobre Bolsonaro


Gustavo Bebianno, presidente do partido PSL, fala a Jair Bolsonaro, candidato à presidencia do Brasil, durante uma coletiva no Rio, em 11 de outubro de 2018

© REUTERS / Ricardo Moraes

Análise

14:13 20.10.2018URL curta

0 41

Qual tem sido o papel dos grupos religiosos na promoção da candidatura de Jair Bolsonaro no Brasil? Famoso teólogo brasileiro entrevistado pela Sputnik acredita que tem sido muito grande.

Em uma conversa com a Sputnik Mundo, o teólogo Frei Betto assegurou que um possível governo de Jair Bolsonaro terá um alinhamento estreito com Washington. Além disso, ele apontou para a atuação de grupos evangélicos estadunidenses e os do Instituto Millenium, um think tank ligado ao economista neoliberal Paulo Guedes e chefe da agenda econômica do capitão, na campanha do candidato do PSL, que aspira a tomar o poder no Brasil.


"Há um interesse elevado de Trump para que Bolsonaro seja eleito. Porque, possivelmente, Jair Bolsonaro iria romper as relações com Cuba e Venezuela e mudaria a sede da embaixada brasileira de Israel para Jerusalém", disse Frei Betto, um dos maiores representantes da corrente Teologia da Libertação, em relação ao hipotético governo do candidato de direita.

Aliás, Frei Betto sublinhou que os Estados Unidos apostam fortemente em uma vitória de Bolsonaro no segundo turno, e na verdade já colaboraram com o candidato através de canais não oficiais.

"Toda a campanha de Bolsonaro foi montada por setores evangélicos dos EUA. Há um grupo de extrema-direita de origem americana, o Instituto Millenium, representada pelo economista Paulo Guedes, que opera no Brasil para organizar e treinar uma geração de jovens de direita muito beligerante", opinou.

O autor do famoso livro "Fidel e a Religião: Conversas com Frei Betto" referiu-se às consequências que um eventual governo de Bolsonaro, famoso defensor da última ditadura militar no Brasil, poderia acarretar.

"Esta onda fascista no Brasil se produz por não ter sido feito aquilo que fizeram na Argentina, no Chile e no Uruguai: condenar os militares responsáveis pela ditadura.

Teremos o retorno das mesmas pessoas da ditadura, com a mesma ideia se segurança nacional. Isso vai ter um reflexo claro na política continental e internacional. Todas essas pessoas [apoiantes da ditadura] estão apoiando Bolsonaro", advertiu Frei Betto.

Fonte: https://br.sputniknews.com/analise-eleicoes-2018-brasil/2018102012485856-bolsonaro-evangelicos-apoio-eua-trump/

sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Coalizão dos EUA mata 32 civis na Síria, segundo monitor


Ataque da coalizão liderada pelos EUA na Síria (arquivo)


© AP Photo / Maya Alleruzzo

Oriente Médio e África

13:48 19.10.2018(atualizado 16:19 19.10.2018) URL curta

7318

Ataques aéreos realizados pela coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos mataram ao menos 32 civis ao longo das últimas 24 horas na Síria, segundo um balanço divulgado nesta sexta-feira.

De acordo com o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH), pelo menos 18 civis teriam sido mortos em consequência de bombardeios realizados na vila de Al-Susah na noite passada, incluindo sete crianças. Hoje, outros 14 civis teriam sido assassinados na mesma localidade.

Situação em Deir ez-Zor

© Sputnik / Mikhail Alaeddin

Coalizão liderada pelos EUA bombardeia casas de civis e deixa vítimas na Síria

Além dos civis, o OSDH relata a morte de outras oito pessoas na região nesta sexta-feira, sendo três supostos terroristas e cinco vítimas ainda não identificadas. Ontem, foram registradas outras seis mortes além dos civis já mencionados.

Desde o segundo semestre de 2014, os EUA lideram uma coalizão composta por dezenas de países contra o Daesh, o autoproclamado Estado Islâmico, no Iraque e na Síria. As ações dessa coalizão no território sírio, no entanto, ocorrem sem a aprovação do governo local ou do Conselho de Segurança das Nações Unidas, tornando-as ilegais do ponto de vista do direito internacional, segundo Damasco.

Fonte: https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2018101912479719-ataque-eua-siria/

Artistas e intelectuais convocam para a virada democrática



247 - Assim como intelectuais estrangeiros e juristas, um grupo de dezenas de intelectuais e artistas brasileiros se uniram para assinar um manifesto contra a amaça que ronda o futuro do País no próximo dia 28 de outubro, data da votação do segundo turno. Os autores se colocam contra a candidatura de alguém que "defende a quartelada, renega os horrores da ditadura, aplaude a tortura" e afirmam que "não há espaço nem tempo para a omissão. Ser omisso diante do perigo que nos ameaça significa, em termos concretos, concordar com essa ameaça".

Leia a íntegra e confira as assinaturas:

"A hora é agora, a hora é já. Não se trata de uma ameaça no horizonte: a ameaça está ao alcance da mão.

É urgente unirmos nossas forças e intensificar nossos esforços. Mais do que nunca, é preciso união. Afinal, os riscos que este país corre são infinitamente maiores do que as distâncias e divergências que nos separam.

Não se trata apenas de defender uma candidatura: trata-se de defender o nosso país, o nosso futuro, o futuro dos nossos filhos e netos. Defender a democracia, defender cada um de nós.

Ou nos unimos com urgência absoluta, ou naufragaremos todos no breu de um mar sem fundo.

Diante da intolerância, da incitação ao autoritarismo e à violência, do racismo, da misoginia, da homofobia, da mentira, mais do que opção, a união de todas as forças verdadeiramente democráticas é um dever.

Não há espaço nem tempo para a omissão. Ser omisso diante do perigo que nos ameaça significa, em termos concretos, concordar com essa ameaça. Significa resignar-se por antecipado a tempos de breu que serão trazidos pelas mãos de quem defende a quartelada, renega os horrores da ditadura, aplaude a tortura.

Ainda há tempo de recuperarmos o que perdemos e tornar a avançar rumo ao futuro. Depende de nós, de nossa capacidade de compreender e transmitir as dimensões tremendas do perigo que nos ameaça."

Leonardo Boff
Chico Buarque
Fernando Morais
Eric Nepomuceno
Emir Sader
Marieta Severo
Aderbal Freire Filho
Silvia Buarque
Chico Diaz
Silviano Santiago
Ricardo Lodi
Maria Thereza Goulart
Denise Goulart
Silvio Tendler
Jose Luiz Fiori
Walter Carvalho
Murilo Salles
Sergio Augusto
Maria Lucia Rangel
Lucia Murat
Jose Joffilly
Dayse Xavier
Regina Zappa
Martha Alencar
Luiz Fernando Balbi
Luis Fernando Lobo
Tuca Lobo
George Sauma
João Pedro Zappa
Lia Gandelman
Luis Carlos Lacerda
Rapahel Padula
André Lazaro
Gaudencio Frigotto
Zacarias Gama
Helena Bocayuva
Margarida Cavalcanti
Lulu Correa
Clea Bessa
Tereza Trautman
Emilia Silveira

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/cultura/372677/Artistas-e-intelectuais-convocam-para-a-virada-democr%C3%A1tica.htm

TSE abre ação para investigar usina de fake news de Bolsonaro

 

O Tribunal Superior Eleitoral decidiu na noite desta sexta-feira, 19, abrir investigação contra o candidato Jair Bolsonaro pela disseminação em massa de notícias falsas contra o candidato Fernando Haddad pelo WhatsApp; decisão foi do corregedor do TSE, ministro Jorge Mussi, que negou o pedido de medidas cautelares feito pelos advogados do PT

19 de Outubro de 2018 às 20:47 // Inscreva-se na TV 247 Youtube

247 - O Tribunal Superior Eleitoral decidiu na noite desta sexta-feira, 19, abrir investigação a compra de disparos em massa de mensagens anti-PT pelo WhatsApp. A decisão foi do corregedor do TSE, ministro Jorge Mussi.

Como relata da Folha de S. Paulo, o ministro negou o pedido de medidas cautelares feito pelos advogados do PT, que queriam que houvesse busca e apreensão de imediato, e deixou de analisar o pedido de quebra de sigilo das empresas suspeitas.

Barbárie: aluna da UFPR é estuprada por ser contra Bolsonaro



247 - Uma aluna da Universidade Federal do Paraná (UFPR) teria sido vítima de estupro dentro da instituição de ensino, segundo comunicado divulgado na página no Facebook Centro Acadêmico de Ciências Sociais, na última segunda-feira, 15.

De acordo com relato da vítima, a agressão aconteceu como uma espécie de punição praticada por eleitores contrários ao seu posicionamento político. A jovem estava usando um adesivo da campanha "#EleNão" – contrária à candidatura de Jair Bolsonaro (PSL) ao cargo de presidente da república.

"Fui estuprada por garotos no Centro Acadêmico de Ciências Sociais da UFPR por estar com um adesivo do #EleNão. Tive que fazer sexo oral a força com eles ameaçando(...) me violaram", diz o relato publicado no Mapa da Violência.

O caso está sendo investigado.

Leia relato sobre o caso absurdo:

Edit: A gestão tomou conhecimento da denúncia por meio do mapa da violência disponível no link: http://mapadaviolencia.org/…/anonimo-mulher-trans-branca-ga…
Até o presente momento a vítima não nos contactou pessoalmente, no entanto não vamos colocar em descrédito o relato da vítima, pois o tempo todo vítimas de estupro são culpabilizadas. Nos colocamos a serviço do acolhimento da vítima, mesmo que essa mulher não se sinta a vontade para a exposição do ocorrido. O corpo docente juntamente com os estudantes está articulando formas de lidar com o acontecido de forma a verificar os fatos. Esperamos que tudo seja esclarecido ao longo da semana.
---

NOTA DE REPÚDIO

A gestão ¡Aquí se Respira Lucha! foi comunicada de uma denúncia anônima sobre um caso de estupro ocorrido dentro do Centro Acadêmico de Ciências Sociais, cometido por apoiadores do candidato Jair Bolsonaro contra uma mulher que usava o adesivo da campanha #EleNão. Viemos por meio desta nota expressar nosso repúdio, além de nos colocarmos à disposição da vítima para auxiliá-la no que for necessário, inclusive para tomar medidas legais e na procura de apoio psicológico. Não podemos banalizar esse como mais um caso estatístico, mas qualificar a discussão que se coloca sobre a crescente onda de violência em nome da candidatura fascista que concorre à presidência hoje em nosso país.

Somado ao ocorrido, identificamos pichações de “B17” e de suásticas nas paredes do CA. Isso nos leva a repensar de maneira mais profunda sobre o uso do espaço físico do CACS, e sua abertura em todos os turnos do dia - incluindo à noite -, para o uso de estudantes de Ciências Sociais, de outros cursos e inclusive da comunidade externa. Nesse momento, precisamos rever urgentemente a forma como utilizamos este espaço, e essa reflexão deve ser feita coletivamente pelos estudantes do curso. Certamente, a saída não é a extinção do espaço, muito menos o cerceamento da autonomia da entidade estudantil histórica que é o CACS. A conjuntura tem nos pressionado a fortalecer todos os segmentos antifascistas da sociedade, o que inclui o movimento estudantil e suas entidades de base.

A gestão ¡Aquí se respira Lucha! iniciará um movimento de reocupação política do espaço a partir dessa semana. O processo de planejamento da reforma do CACS, que já vinha sendo discutido pela gestão desde o princípio e que foi atravancado por outras tarefas e pela incerteza de permanência no mesmo local com a mudança de parte do setor de educação, será agora impulsionado a partir do debate coletivo dos estudantes iniciado pela assembleia de amanhã, 16/10, às 9h30*.

Nunca foi tão necessário que o CACS se fortaleça e resgate a necessidade histórica de ter uma sede no campus. Nesse momento de profunda intolerância política, de ascensão do discurso fascista, machista, racista e xenofóbico, precisamos nos colocar na linha de frente da luta cotidiana do movimento estudantil.

Somamos a essa nota nosso repúdio à candidatura de Jair Bolsonaro e tudo o que ele representa, à crescente de notícias falsas e de distorção da realidade usadas como estratégias de campanha, que tem feito se intensificar a fascistização da sociedade brasileira.
Chamamos todas e todos estudantes do curso para comparecerem na assembleia, e construírem conosco a reocupação política do CACS!

#EleNão #EleNunca
FASCISMO NÃO! POIS ¡AQUÍ SE RESPIRA LUCHA!

* LINK DO EVENTO: https://www.facebook.com/events/1003451279861576/

A imagem pode conter: texto

Fonte: https://www.facebook.com/cacsufproficial/posts/872367486487144

TSE e PGR foram omissos diante de atos violentos e fake news, diz CNDH


Fotos: ABr

247, com Agência Brasil - Integrantes do Conselho Nacional dos Direitos Humanos (CNDH) disseram nesta sexta-feira (19) que as instituições brasileiras foram omissas diante dos atos de violência e da disseminação de fake news associados às eleições no país, após uma reportagem do jornal Folha de S. Paulo denunciar nesta quinta-feira (18) a campanha ilegal contra o candidato da frente democrática, Fernando Haddad (PT), financiada por empresas apoiadoras de Jair Bolsonaro (PSL) e que tem se baseia na divulgação de fake news (notícias falsas) no WhatSApp. Cada contrato chega a R$ 12 milhões e, entre as empresas compradoras, está a Havan.

"A procuradora-geral da República [Raquel Dodge], a presidente do TSE [Tribunal Superior Eleitoral, Rosa Weber] e as demais autoridades estavam onde, quando receberam essas denúncias, e não adotaram as providências necessárias para evitar que o processo eleitoral brasileiro chegasse ao [ponto] que chegou esta semana?", perguntou Darci Frigo, vice-presidente do CNDH – órgão autônomo, com 11 representantes da sociedade civil e 11 do Executivo, Legislativo e Judiciário. As declarações foram feitas em meio à apresentação de motivos da nota de repúdio que o colegiado divulgou ontem (18). No texto, o grupo cobra das autoridades brasileiras de todos os Poderes ações objetivas diante das últimas ocorrências de violência.

O vice-presidente do conselho lembrou que a incitação à violência é crime e não foi adotada qualquer medida diante de gestos de candidatos que, segundo ele, se enquadram na situação. "Outra coisa são as fake news que já vínhamos alertando", disse ao citar a suspeita de impulsionamento de notícias falsas pelo Whatsapp contra o PT. Para ele, essa notícia deveria ter sido identificada pelo grupo de trabalho da Justiça Eleitoral.

A presidente do colegiado e defensora pública Fabiana Severo descartou que o CNDH defenda a anulação das eleições. Para Fabiana, seriam necessárias medidas previstas na Constituição para garantir um processo democrático e transparente. Segundo a defensora, ainda há tempo de as instituições enviarem mensagem mostrando que são fortes o suficiente para agir em defesa da democracia. "E não uma mensagem de que tudo está transcorrendo dentro da normalidade", afirmou.

Outro lado

Em resposta, o TSE lembrou que debaterá o assunto numa entrevista coletivamarcada para as 16h desta sexta na sede do tribunal, em Brasília, com a presidente Rosa Weber, o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI), general Sérgio Etchegoyen, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, a advogada-geral da União, Grace Mendonça, e o diretor-geral da Polícia Federal, delegado Rogério Galloro. Na declaração, eles pretendem apontar as medidas institucionais adotadas para responder aos questionamentos levantados no primeiro turno das Eleições 2018.

A Agência Brasil procurou a PGR e aguarda resposta.

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/poder/372644/TSE-e-PGR-foram-omissos-diante-de-atos-violentos-e-fake-news-diz-CNDH.htm

Deputado pede cassação da candidatura de Bolsonaro por disseminação de fake news


O deputado federal Jorge Solla (PT-BA) ingressou nesta quarta-feira (17) com uma representação no Ministério Público Eleitoral (MPE) solicitando a cassação do registro da candidatura de Jair Bolsonaro (PSL) devido ao benefício eleitoral no primeiro turno das eleições que ele obteve a partir da disseminação da fake news sobre um suposto kit gay.

O deputado denunciou a mentira sobre o inexistente kit gay foi propagada por Bolsonaro durante transmissão do Jornal da Nacional, da TV Globo. Na terça-feira (16), o Tribunal Superior Eleitoral julgou a iniciativa do candidato como ilegal e pediu para retirar as peças, mas Solla entende que o resultado foi nefasto para o resultado do primeiro turno bem como na atual disputa pelo segundo turno. “Grande parte do eleitorado ainda acredita que foi verdade, e foi o próprio candidato que disseminou de forma deliberada, gerando incontornável efeito eleitoral”, disse o parlamentar.

Na representação, o parlamentar citou declaração recente do ministro do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux, de  que  “o Código Eleitoral brasileiro prevê a anulação de uma eleição caso seu resultado tenha sido influenciado pela disseminação de notícias falsas”.

Solla sustenta a representação no artigo 222 da Lei nº 4.737/65, que afirma ser anulável a votação, “quando viciada de falsidade, como vem acontecendo em razão dos atos do Sr. Jair Bolsonaro”.

Leia a íntegra da representação:

Ação (PDF)

PT na Câmara