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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Por Fernando Brito, do Tijolaço - Se inteligencia não fosse algo tão raro no Brasil de hoje, a capa do Estadão causaria no país o mesmo que provoca em todas as pessoas que entendem a vergonha que passamos neste país, consumado ontem e pronto para receber, hoje, o carimbo de autenticação.
O velho Leonel Brizola, que trazia das décadas passadas, do gauchismo e do espanhol da fronteira e do exílio, algumas palavras incomuns, tinha uma para descrever o que está se passando: contubérnio.
Embora também tenha este sentido em português, é no espanhol que ele tem a definição precisa: “la noción de contubernio, que tiene su fuente etimológica en el latín (contubernĭum), se utiliza para nombrar a un acuerdo o una asociación que resulta censurable o indigna. El término puede aplicarse sobre pactos ilícitos, conspiraciones y otros entendimientos que merecen repudio”.
Pois é o sentido exato do que se fez: a associação indigna entre o Executivo, o Legislativo e o Judiciário com o claro propósito de que a Justiça, aqui, passe a ser a ferramenta de punir quem lhes desagrada, enquanto a si mesmos cobrem-se com a impunidade.
Sei que há muitos comentários sobre o que virá à frente, assim que o ameganhado ministro vestir a toga e, com a sem-cerimônia que revelou na sabatina, passe a exercitar sua “imparcialidade” e “isenção” de julgador.
Mas nada, neste momento, supera a sensação de nojo, de vergonha, de ver ser organizada na corte suprema brasileira a “suruba generalizada” desejada por Romero Jucá.
Logo teremos mais, os encontros “privê” com Michel Temer, ou les ménages também com Gilmar Mendes, enquanto Edson Fachin, fica com suas razões de fuinha humilde, Luís Alberto Barroso transcende em suas filosofias, Cármem Lúcia agarra-se a seus santos , Ricardo Lewandowski mantém seu ar de “cansei” e Marco Aurélio Mello segue em sua carreira de “voto vencido”.
Enquanto isso, os alemães “sobram” em campo.
O 6 a 5 (ou pouco mais, porque os nossos diletantes ministros são dados a exercícios da quinta-essência rabelaiseana , avaliando o salto das pulgas e traçando preciosos desenhos na água) são o 7 a 1 de nosso Estado de Direito.
É possível voltar a vencer, necessário mesmo.
Mas a vergonha ficará, pelos tempos, na figura torpe que, por um quarto de século, dará ao nosso Supremo uma face lombrosiana.
http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/281641/Tijola%C3%A7o-Supremo-passa-a-ter-uma-face-lombrosiana.htm

TIJOLAÇO: SUPREMO PASSA A TER UMA FACE LOMBROSIANA

Por Fernando Brito, do Tijolaço - Se inteligencia não fosse algo tão raro no Brasil de hoje, a capa do Estadão causaria no país o mesmo que provoca em todas as pessoas que entendem a vergonha que passamos neste país, consumado ontem e pronto para receber, hoje, o carimbo de autenticação.
O velho Leonel Brizola, que trazia das décadas passadas, do gauchismo e do espanhol da fronteira e do exílio, algumas palavras incomuns, tinha uma para descrever o que está se passando: contubérnio.
Embora também tenha este sentido em português, é no espanhol que ele tem a definição precisa: “la noción de contubernio, que tiene su fuente etimológica en el latín (contubernĭum), se utiliza para nombrar a un acuerdo o una asociación que resulta censurable o indigna. El término puede aplicarse sobre pactos ilícitos, conspiraciones y otros entendimientos que merecen repudio”.
Pois é o sentido exato do que se fez: a associação indigna entre o Executivo, o Legislativo e o Judiciário com o claro propósito de que a Justiça, aqui, passe a ser a ferramenta de punir quem lhes desagrada, enquanto a si mesmos cobrem-se com a impunidade.
Sei que há muitos comentários sobre o que virá à frente, assim que o ameganhado ministro vestir a toga e, com a sem-cerimônia que revelou na sabatina, passe a exercitar sua “imparcialidade” e “isenção” de julgador.
Mas nada, neste momento, supera a sensação de nojo, de vergonha, de ver ser organizada na corte suprema brasileira a “suruba generalizada” desejada por Romero Jucá.
Logo teremos mais, os encontros “privê” com Michel Temer, ou les ménages também com Gilmar Mendes, enquanto Edson Fachin, fica com suas razões de fuinha humilde, Luís Alberto Barroso transcende em suas filosofias, Cármem Lúcia agarra-se a seus santos , Ricardo Lewandowski mantém seu ar de “cansei” e Marco Aurélio Mello segue em sua carreira de “voto vencido”.
Enquanto isso, os alemães “sobram” em campo.
O 6 a 5 (ou pouco mais, porque os nossos diletantes ministros são dados a exercícios da quinta-essência rabelaiseana , avaliando o salto das pulgas e traçando preciosos desenhos na água) são o 7 a 1 de nosso Estado de Direito.
É possível voltar a vencer, necessário mesmo.
Mas a vergonha ficará, pelos tempos, na figura torpe que, por um quarto de século, dará ao nosso Supremo uma face lombrosiana.
http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/281641/Tijola%C3%A7o-Supremo-passa-a-ter-uma-face-lombrosiana.htm

A quem interessa a destruição do Brasil?


Em poucos meses ficou claro que o governo surgido do golpe só tem agenda negativa: a destruição do patrimônio público – da Petrobras e do pré-sal em primeiro lugar, mas também dos bancos públicos -, dos recursos para políticas sociais, dos direitos dos trabalhadores e da soberania na política externa do Brasil. Faz isso com extremo afinco, como se tivesse recebido delegação popular para isso. No entanto, aplica um programa extremamente antipopular, derrotado sucessivamente nas urnas, contando com um apoio irrisório de pessoas, mas não se importando com isso.
Assumiu o objetivo histórico de interromper os governos do PT, que tinham caminhado na direção oposta: fortalecimento das empresas estatais, da Petrobras, mas também dos bancos públicos; o maior processo de democratização social da história do país, com a construção de um mercado interno de consumo popular, com a inclusão social de dezenas de milhões de pessoas; a promoção do poder aquisitivo dos trabalhadores de forma permanente; a projeção do país no mundo mediante uma política externa soberana.
Os governos desde 2003 demonstraram como é possível, mesmo na contramão do que acontece no mundo, diminuir a desigualdade social, terminar com a fome e a miséria. Como é possível o Brasil priorizar as políticas de integração regional ao invés dos Tratados de Livre Comércio com os EUA; como a integração com os Brics é o caminho alternativo a um mundo em recessão.
Contra tudo isso que se erige o governo do golpe. Antes de tudo, no plano interno, desarticular o modelo de crescimento econômico, favorecendo a consolidação da hegemonia do capital financeiro, em detrimento dos investimentos produtivos. Concomitantemente, elevar o desemprego, enfraquecendo a capacidade de negociação dos sindicatos, barateando ainda mais a força de trabalho e elevando a superexploração dos trabalhadores e os super lucros dos patrões.
No plano externo, enfraquecer os Brics, isolar o Brasil desse eixo fundamental de criação de um mundo multipolar e favorecer os interesses dos EUA de abaixar o perfil do país na América Latina e no mundo.
Quem perde com essas desarticulações? Em primeiro lugar o povo brasileiro, a grande maioria da população, beneficiária das políticas sociais e dos reajustes dos salários acima da inflação. Aumentam o desemprego, o abandono, as populações de rua, a precariedade do trabalho, aumenta a concentração de renda e a exclusão social.
Em segundo lugar, perde o projeto de um Brasil produtivo, que cresce e gera empregos e renda para todos. Perde a imagem do Brasil na América Latina e no mundo. Perde a possibilidade de voltar a demonstrar que é possível um projeto de desenvolvimento com distribuição de renda, que esta é funcional e alimenta a expansão econômica.
Em terceiro lugar, perdem o Brasil no mundo, a América Latina e o Sul do mundo, que tinham no nosso país uma referência fundamental. Perdem os que acreditam na construção de um mundo menos desigual, com menos concentração de renda e de poder.
Em quarto lugar, perde a democracia que se construía no Brasil, com grandes esforços, incluindo a toda a população, deixando nas mãos do povo a escolha sobre quem deveria governar o país.
Perde, finalmente, a esperança, a confiança no Brasil, o orgulho de ser brasileiro, a possibilidade de construção de um país solidário, baseado na igualdade e na justiça.
A reconstrução do Brasil interessa assim à grande maioria da sua população, a todos os que acreditam na democracia, os que confiam que a projeção de um Brasil líder na região e no Sul do mundo seja bom para nós e para a grande maioria dos países do mundo.
http://www.brasil247.com/pt/blog/emirsader/281462/A-quem-interessa-a-destrui%C3%A7%C3%A3o-do-Brasil.htm

PELEGRINO: REFORMA DA PREVIDÊNCIA É PURA MALDADE E TEM QUE SER DERRUBADA

Antonio Augusto / Câmara dos Deputados Bahia 247 - Os deputados de oposição ao governo Michel Temer estão confiantes de que a proposta da reforma da Previdência, enviada ao Congresso pelo Executivo e que deve chegar ao plenário da Câmara no final de março, pode ser derrotada.
Em discurso nesta quarta-feira 22, o deputado Nelson Pellegrino (PT-BA) afirmou que há um clima de insatisfação na sociedade, uma vez que a PEC é "pura maldade" e um verdadeiro desmonte do sistema de aposentadorias públicas no País.
"Essa reforma é a maior maldade que eu já vi em 20 anos que estou neste Parlamento. Condenar as mulheres e os trabalhadores rurais a trabalharem até os 65 anos, exigir 49 anos de contribuição, acabar com as aposentadorias especiais... Isso o povo brasileiro não aceita", disse ele.
"A proposta irá condenar homens e mulheres, no caso das mulheres, elas terão que trabalhar mais dez anos. É uma proposta que inviabiliza a aposentadoria dos trabalhadores rurais, e a maioria não irá se aposentar com salário integral. Além disso, está casa vez mais claro que o governo está falseando os dados sobre o déficit na previdência", acrescentou.
O parlamentar destacou que há insatisfação também na própria base do governo. Segundo ele, diversos deputados governistas já afirmaram que não irão aprovar a PEC 287 do jeito que foi apresentada.
"Eu estou começando a ficar confiante e a acreditar que nós vamos derrotar essa proposta. Diversos deputados da base do governo são contrários à matéria e estão, inclusive, articulando emendas para alterar o texto base. Ou seja, os próprios deputados da base estão impondo mudanças à reforma proposta por Temer", explicou.
O deputado disse que é fundamental a mobilização popular para barrar a Reforma da Previdência no Congresso Nacional. "A mobilização vai crescer; os deputados começarão a ser abordados nos aeroportos, nas suas bases eleitorais e eu tenho certeza que nós vamos conseguir derrotar essa proposta de reforma da Previdência neste Plenário".
http://www.brasil247.com/pt/247/bahia247/281715/Pelegrino-Reforma-da-Previd%C3%AAncia-%C3%A9-pura-maldade-e-tem-que-ser-derrubada.htm

Lava Jato deixará legado negativo e saldo final será “o crime compensa”

WandihDamous
Juízes e procuradores que comandam a operação Lava Jato têm aproveitado a conjuntura de irracionalidade e de clamor político que o Brasil vive para fazer a espetacularização do processo penal. A avaliação é do deputado Wadih Damous (PT-RJ). Ele critica o rótulo de “salvadores da pátria” que essa “turma de Curitiba” ganhou e alerta para o legado negativo que o trabalho desses juízes e procuradores poderá deixar ao País. Entre eles, Damous cita a presunção de culpa, o punitivismo fascista, o garantismo integral e a volta do Estado absolutista.
Em entrevista ao PT na Câmara, Wadih Damous, que já foi presidente da OAB/RJ por dois mandatos, afirma que “afora a fascistização do Ministério Público e do Poder Judiciário”, o saldo final da operação Lava Jato será dizer o “crime compensa”. “Ou seja, é dizer aos corruptos: roubem bastante, depois delatem, confessem, negociem e devolvam uma parte para o Estado. Isso porque qual é o saldo de recuperação dos ativos até agora? Quanto foi roubado e quanto foi devolvido? Veremos que foi um percentual mínimo. E, depois que eles saírem das manchetes, vão poder usufruir daquilo que a Lava Jato não vai conseguir alcançar, se é que queria mesmo alcançar”.
O deputado destaca ainda que hoje boa parte dos empresários acusados de prática de corrupção na Lava Jato já se encontra “a beira das suas piscinas, gozando prisão domiciliar, comendo o seu caviar todos os dias”.
Para Wadih Damous, a turma de Curitiba começa agora a perder o controle da Lava Jato, já que as delações começam a apontar para outros caminhos: para o presidente do PSDB, senador Aécio Neves, para os tucanos Geraldo Alckmin e José Serra, para o ex-presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB), para Moreira Franco (PMDB) e tantos outros caciques que articularam o golpe contra a presidenta eleita Dilma Rousseff.
“Aí, vem Gilmar Mendes (ministro do Supremo Tribunal Federal) criticar as prisões preventivas, dizer que elas são abusivas e já começa a defender a presunção de inocência. E já se fala em soltar o Eduardo Cunha. Então, aí pode ser o fim do ciclo dessa garotada de Curitiba, comandada pelo juiz Sérgio Moro”. Wadih Damous observa ainda que pode ser um fim trágico porque as conjunturas mudam como quem muda de roupa. “A hora em que os verdadeiros poderosos resolverem atuar contra essa turma, vão desencavar vídeos, o áudio que foi vazado da conversa da Dona Marisa Letícia, cuja morte tem ligação direta com a atuação do juiz Sérgio Moro e desses procuradores”.
Um dia, continuou Damous, “esse Sérgio Moro vai sentar no banco dos réus, quando ele não servir mais para as elites, para as classes dominantes brasileiras, que estão representados no Gilmar Mendes”.
O deputado do PT do Rio comentou ainda sobre o livro de teoria jurídica do procurador da República Deltan Dallagnol, coordenador do núcleo curitibano do MPF na Lava Jato. Uma das principais teses do livro se dedica a criticar e relativizar alguns dos conceitos de provas dos tribunais. O principal deles é o que ele chama de hipergarantismo ou garantismo integral (exacerbação do direito de defesa dos réus). O procurador defende que é “preciso garantir os direitos dos réus, mas também os da sociedade”.
Veja abaixo os principais trechos da entrevista:
Garantismo integral
Esse tipo de conclusão a que chega o doutor Dallagnol, respaldado pela garotada de Curitiba não tem nada de novo. O que ele fala com muita pompa – garantismo integral – pode até ser uma expressão novidadeira, mas o pensamento, aquilo que ela expressa não tem nada de novo. O Brasil já está caminhando para ser a terceira maior população carcerária do mundo. Então que história é essa de que aqui no Brasil se privilegia réu? Esse rapaz não tem nada a ver com o que acontece aqui no Brasil, ele está atrás de holofotes, em busca de fama, em busca de celebridade. Achar que se é leniente com acusados, com réus, que não há preocupação com a sociedade, isso é simplesmente mentiroso, o procurador quando vem dizer isso está mentindo. Ele está tentando enganar a população a partir do seu cargo de procurador.
O que a Constituição brasileira fez em 1988 – e não é cumprido – foi, seguindo uma tendência do processo civilizatório, entender que alguém que esteja acusado ou seja condenado pela Justiça Criminal não deixa de ser um cidadão, com direitos e obrigações. Ninguém perde cidadania por conta de uma condenação penal. O preso ser tratado como uma besta fera é coisa que já deveria estar superada na prática e na teoria. Infelizmente para o doutor Dallagnol não está.
Sobre essa consigna, essa expressão garantismo integral, o que o doutor Dallangnol quer na verdade é consolidar um punitivismo fascista que hoje está em curso na sociedade brasileira. Ele quer juntamente com os seus colegas de Curitiba, consolidar em corações e mentes nos textos legislativos esse cenário fascistizante que nós vivemos hoje no Brasil. (...) O que esse rapaz está sugerindo é uma volta do Estado absolutista. É a relativização de princípios e valores que são caros as civilizações, não é meramente a essa ou aquela democracia. É do processo civilizatório. Então, infelizmente, estão se aproveitando dessa conjuntura de irracionalidade, de clamor político, de espetacularização do processo penal, da qual esse rapaz e seus colegas, juntamente com esse juiz Sérgio, são atores desse espetáculo.
Presunção de culpa
A Lava Jato se configura como uma participação indevida do Ministério Público Federal e do Poder Judiciário na política. Eles estão se apresentando, embora neguem, com salvadores da pátria, tentam desconstruir todo o arcabouço democrático que foi construído ao longo dos tempos. Está sendo construído no Processo Penal, em termos de direitos e garantias fundamentais dos réus, dos acusados, dos investigados, uma nova teoria: a presunção de culpa. Você é culpado até que você prove que é inocente.
Na verdade, quando ele (Dallagnol) defende a relativização da presunção de inocência, ele não diz que está propondo a presunção de culpa – porque ainda não chegou o momento de ser tão ousado, mas talvez até chegue esse momento – mas é isso que ele está propondo. Eu acho que você é culpado, prove o contrário. É assim em relação à defesa de determinadas pessoas que a operação Lava Jato está agindo. Um desses fedelhos lá de Curitiba disse para a imprensa: ‘nós não temos prova, mas não tinha como fulano de tal não saber, não tinha como ele não ter participação nisso, não havia como ele não ser o chefe dessa organização’. Essa é a lógica da chamada Lava Jato.
Delações
Agora se chegou a uma situação com as delações que acabou esse viés de confinar a operação Lava Jato ao PT. Até então, ela servia para tirar o presidente Lula do jogo político de 2018, para mandar prender arbitrariamente as principais lideranças do nosso partido. Isso acabou.
Agora, a turma de Curitiba começa a perder o controle. As delações começam a apontar para Aécio Neves, para José Serra, para Renan Calheiros, para Moreira Franco, para Geraldo Alckmin. Aí vem Gilmar Mendes criticar as prisões preventivas. Dizer que elas são abusivas. Começa a defender presunção de inocência, começa a se falar em soltar o Eduardo Cunha. Então, aí pode ser o fim do ciclo dessa garotada de Curitiba, comandada pelo juiz Sérgio Moro.
Vânia Rodrigues
Foto: LuizMacedo/CD
http://www.ptnacamara.org.br/index.php/inicio/noticias-gerais/item/30441-wadih-damous-lava-jato-deixara-legado-negativo-e-saldo-final-sera-o-crime-compensa

domingo, 19 de fevereiro de 2017

PF RECHAÇA NOVO NOME DE AÉCIO PARA A JUSTIÇA

247 - A cúpula da Polícia Federal rechaça o nome de José Bonifácio de Andrada, vice-procurador-geral da República, para a pasta da Justiça, informa a coluna Painel, da Folha, neste domingo 19.
"A passagem de Eugênio Aragão, também procurador, não agradou. A indicação de Andrada sofreria muita resistência", diz a coluna, sobre o ex-ministro da Justiça no governo Dilma Rousseff, que também é procurador.
Andrada é o segundo nome que o senador Aécio Neves (PSDB-MG) tenta emplacar no ministério da Justiça de Temer. O primeiro foi seu próprio advogado, Carlos Velloso, que acabou recusando o convite do governo
http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/281126/PF-recha%C3%A7a-novo-nome-de-A%C3%A9cio-para-a-Justi%C3%A7a.htm

COLABORAÇÃO PREMIADA É UM ACORDO DE RENDIÇÃO, DIZ ADVOGADO DA ODEBRECHT

247 – O advogado Theodomiro Dias Neto, que coordenou o longo processo de negociação da Odebrecht com a força-tarefa da Lava Jato, define o acordo de colaboração premiada como um "acordo de rendição".
Em entrevista aos jornalistas Fausto Macedo e Eduardo Kattah, do Estado de S.Paulo, ele afirma "um acordo de colaboração premiada não é um acordo de pessoas, de partes em posições simétricas. Há uma relação de total assimetria de poder nessa relação. O acordo de colaboração premiada é um acordo de rendição, em que uma parte está se rendendo à outra".
Ele conta divergir de "muitas das interpretações jurídicas que vêm sendo dadas no âmbito da Operação Lava Jato", como "no entendimento da extensão do crime de lavagem de dinheiro". "Me parece excessivamente abrangente. Não é coerente com o conceito do crime de lavagem", avalia.
O advogado também alerta para o risco da "excessiva dependência do Estado na delação transformar o sistema penal num sistema preguiçoso". "O Estado não pode estar dependendo das delações", declara, embora diga acreditar no acordo de delação premiada e ponderar que não acha que "é o que está acontecendo necessariamente".
http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/281129/Colabora%C3%A7%C3%A3o-premiada-%C3%A9-um-acordo-de-rendi%C3%A7%C3%A3o-diz-advogado-da-Odebrecht.htm

DELAÇÃO DE EIKE BATISTA NÃO ESTÁ DESCARTADA

Fernando Frazão/Agência Brasil 247 - Interlocutores de Eike Batista afirma que a colaboração premiada é um caminho analisado para o empresário que está preso em Bangu, embora a defesa diz ser “prematuro” falar no acordo, de acordo com reportagem da Folha.
Em uma eventual delação, há muitas explicações a serem dadas sobre a relação de Eike com o ex-governador do Rio Sergio Cabral, também preso em Bangu. Outros delatores já citaram as empresas do grupo X e o empresário no esquema de corrupção da Petrobras investigado na Lava Jato.
Réu na Justiça do Rio, Eike é acusado de ter pago US$ 16,5 milhões a Cabral. A suspeita é de que ele possa ter recebido em troca, por parte do governo do Rio, licenças, desapropriações e outros atos para viabilizar a construção dos portos do Açu e de Itaguaí e a concessão do Maracanã, que Eike levou em parceria com a Odebrecht.
http://www.brasil247.com/pt/247/rio247/281128/Dela%C3%A7%C3%A3o-de-Eike-Batista-n%C3%A3o-est%C3%A1-descartada.htm

PF PEDE MAIS 60 DIAS PARA INVESTIGAR RENAN

Geraldo Magela/Agência Senado 247 - A Polícia Federal pediu prorrogação de 60 dias para investigar o ex-presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB-AL) no âmbito da Lava Jato.
Em dezembro, o ministro do STF Teori Zavascki, que morreu em janeiro, devolveu a denúncia sobre o caso que recebeu da Procuradoria Geral da República, de Rodrigo Janot, por ter sido feita antes da conclusão do trabalho da PF.
O inquérito também acusa o deputado Aníbal Gomes (PMDB-CE) e um executivo da Serveng de suspeita de corrupção e lavagem de dinheiro no esquema de corrupção na Petrobras. Renan, atual líder do PMDB no Senado, é acusado de ter recebido R$ 800 mil da empreiteira Serveng por meio de doações eleitorais em 2010.
Teriam sido realizadas duas doações ao PMDB, uma de R$ 500 mil e outra de R$ 300 mil. A denúncia aponta ainda que esses valores seguiram do Diretório Nacional do PMDB para o Comitê Financeiro do PMDB/AL e deste para Renan Calheiros, por meio de diversas operações fracionadas, como estratégia de lavagem de dinheiro. O caso está sendo analisado pelo ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no STF.
http://www.brasil247.com/pt/247/alagoas247/281130/PF-pede-mais-60-dias-para-investigar-Renan.htm

sábado, 18 de fevereiro de 2017

GLEISI: ECONOMIA BURRA DE TEMER CRIA EMPREGOS NO EXTERIOR E AUMENTA CRISE NO BRASIL

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado Paraná 247 - A decisão do governo de reduzir as exigências de conteúdo local — produção industrial brasileira — na exploração de petróleo e gás 'é mais um tiro contra a economia e contra os trabalhadores brasileiros, especialmente os 13 milhões de desempregados', avalia a líder do PT no Senado, Gleisi Hoffmann. Os componentes que Temer pretende permitir que as empresas comprem no exterior podem até custar um pouco mais barato, mas essas aquisições vão gerar empregos do outro lado do mundo, e não no Brasil.
"É uma economia burra. É uma questão de desenvolvimento nacional", diz a senadora. Tanto é assim que a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) lançou um alerta contra a decisão de Temer. É do estudo 'A Política de Conteúdo Local na Indústria de Petróleo e Gás Natural', citado pela senadora na sexta-feira em pronunciamento no plenário do Senado.
Para a Fiesp, flexibilizar a as exigências de produção nacional nos equipamentos fornecidos para a exploração petrolífera neste momento de crise é um equívoco.
"Dependendo de sua nova configuração pode levar à recessão e ao desemprego ainda mais, especialmente nos setores fornecedores de bens e serviços para extração e desenvolvimento de petróleo e gás natural. O governo Temer promove um ataque sem precedentes aos principais instrumentos de promoção da industrialização nacional", acusa Gleisi.
A política de conteúdo local, diz ela, "não é uma jabuticaba, que só existe no Brasil". 75% dos países em desenvolvimento e 30% dos países desenvolvidos utilizaram-se desse expediente, ainda segundo o estudo da Fiesp.
http://www.brasil247.com/pt/247/parana247/281096/Gleisi-economia-burra-de-Temer-cria-empregos-no-exterior-e-aumenta-crise-no-Brasil.htm