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segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Cunha agiu como 'executor de ordens' para favorecer Odebrecht

: 21 de Dezembro de 2015 às 07:56
247 - O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), apoiou duas alterações no texto final de uma medida provisória de 2013 que acolheram pedidos feitos pela Odebrecht. O lobby da empreiteira junto ao parlamentar, que na época era o relator da MP, foi revelado na petição protocolada no STF pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot.
Segundo o procurador, Cunha "atuava como 'longa manus' [executor de ordens] dos empresários, interessados em fazer legislações que os beneficiassem, em claro detrimento do interesse público".
"Eduardo Cunha recebia valores, seja por doações oficiais, para si ou para os deputados que o auxiliavam (também este o motivo pelo qual possui tantos seguidores), ou por meio de pagamentos ocultos", complementa.
A prova do favorecimento está numa troca de mensagens pelo aplicativo Whatsapp entre Cunha e o executivo de outra construtora, Otávio Azevedo, da Andrade Gutierrez. As mensagens foram encontradas em um aparelho celular de Azevedo apreendido pela Polícia Federal na Operação Lava Jato e incluídas na peça de Janot.
A troca de mensagens ocorreu em 1º de abril de 2014, apenas um dia antes da votação e da aprovação da MP no Congresso. Azevedo quis saber de Cunha se era verdade que a Odebrecht havia "alinhado entre o relator e a Fazenda" duas alterações, nos artigos 83 e 74 da MP.
"Estas modificações propostas pela CNO [Odebrecht] estão aceitas pelo Governo e Câmara?", indagou Azevedo. Cunha respondeu: "Esse ponto 1 eu acertei mas tem de ser em segredo. O segundo não".
As notas taquigráficas da sessão que debateu a medida provisória demonstram que Cunha apoiou as duas mudanças que surgiram em propostas apresentadas por outros parlamentares.
Na redação final da MP, depois transformada em lei, desapareceu o parágrafo 8º do artigo 74 e não houve "aplicação expressa" de um parágrafo do artigo 83.
Na mensagem, Azevedo disse que a Odebrecht havia pedido a "supressão do parágrafo 8º do artigo 74". Embora Cunha tenha indicado na mensagem que esse ponto ainda não havia sido acertado, o parágrafo também foi suprimido, no dia seguinte.
A exclusão impediu que se aplicasse uma regra anteriormente prevista para troca de informações tributárias entre países, o que iria favorecer principalmente empresas brasileiras que operam em paraísos fiscais, segundo advertiram parlamentares durante a votação.
A mudança no artigo 83 previa excluir contratos de construção de edifícios e obras de infraestrutura firmados até a publicação da lei do cálculo do lucro real para efeito do recolhimento da CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido).
Durante a sessão, ao defender a mudança no artigo 83, Cunha disse que a intenção era "acrescentar mais um parágrafo, considerando que para os contratos em vigor não se aplicaria o parágrafo 10 e também não se incorporaria para a determinação do lucro real" das empresas, incluindo construtoras.
Um dos advogados do deputado Eduardo Cunha, Alexandre Souza, informou que a defesa ainda não foi intimada sobre o pedido de afastamento do parlamentar feito pela PGR e, por isso, não poderia se manifestar.
http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/210454/PGR-Cunha-agiu-como-'executor-de-ordens'-para-favorecer-Odebrecht.htm

domingo, 20 de dezembro de 2015

Manifestante anti-Dilma é branco, de meia idade, ganha mais de 10 salários e votou no Aécio, aponta Datafolha

Carlos Eduardo
manifestante_anti_dilma_cancer_chega
por Alexandre Masotti
O Datafolha entrevistou 1.300 pessoas que participaram do ato na Avenida Paulista neste domingo (13). Os resultados da pesquisa, em relação ao perfil dos manifestantes, reforçam a conclusão já expressada nos protestos anteriores: o público dos atos é majoritariamente masculino, branco, ganha mais de 10 salários mínimos e votou em Aécio Neves na eleição de 2014.
Segundo a pesquisa 58% são homens, mesmo percentual das outras três manifestações, mas a idade média dos participantes tem aumentando ato após ato. Era 39,6 anos em março e no domingo foi de 48,2 anos.
A cor da pele e a renda destoam da população paulistana. Enquanto 48% dos paulistas se declaram brancos, no protesto eles são 80%. Na capital de São Paulo, 27% tem renda familiar igual ou maior que 10 salários mínimos. Na Avenida Paulista no domingo, esse número pulava para 44%.
Dos participantes, 84% votaram em Aécio Neves no segundo turno. 3% admitem que votaram na Dilma. O PSDB é o partido preferido.
Apesar de 96% serem a favor do impeachment de Dilma, os manifestantes não se empolgam com um futuro governo Temer. Para 28% deles, Temer faria um governo Ruim ou Péssimo. 47% avaliam que um eventual governo Temer seria apenas Regular e só 19% acreditam que o peemedebista faria um governo Bom ou Ótimo.
http://www.ocafezinho.com/2015/12/15/manifestante-anti-dilma-e-branco-de-meia-idade-ganha-mais-de-10-salarios-e-votou-no-aecio-aponta-datafolha/

Governo, sindicalistas, empresários e sociedade civil se unem para destravar economia

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A ideia de juntar propostas do governo, centrais sindicais, empresários e sociedade civil numa agenda única para impulsionar o desenvolvimento do Brasil começou a se tornar realidade. Um documento com sete propostas foi fechado no Fórum de Debates sobre Políticas de Emprego, Trabalho e Renda e Previdência Social e entregue à presidenta na terça-feira (15).
Com o nome “Compromisso para o Desenvolvimento” o texto reúne não só sete saídas para a retomada do crescimento econômico, mas a tese de que é necessário, de uma vez por todas, separar a política da economia e colocar os interesses pessoais de lado. O foco é a tese de que o Brasil é maior do que a crise por que passa.
O Fórum, presidido pelos ministros Miguel Rosseto, do Trabalho e Previdência e Armando Monteiro, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio reuniu cerca de 70 entidades representativas. O ponto central das discussões é a criação e incremento de iniciativas públicas que levem ao aumento de empregos e aquecimento do setor produtivo, apontando para melhoras nos resultados da economia já a partir de 2016.
Para isso, propõem a retomada do investimento público e privado em infraestrutura, a ampliação dos instrumentos de financiamento; ampliação de investimentos no setor de energia; o destravamento do setor de construção; criação de condições para o aumento da produção e das exportações da indústria de transformação; e a adoção de políticas de incentivo e sustentabilidade.
Ao sair do encontro no Palácio do Planalto, o ministro Miguel Rosseto relatou que a presidenta recebeu com “enorme satisfação” não só o documento, mas a iniciativa de unir forças, já que a proposta fortalece o clima de diálogo positivo entre setores diferentes da sociedade – centrais sindicais e empresários – em torno de uma agenda única de crescimento econômico, recuperação dos investimentos e criação de novos postos de trabalho.
“Temos a consciência de que quando trabalhamos juntos, acertamos mais e erramos menos. E a presidenta quer trabalhar com esta agenda”, disse. E acrescentou: “A presidenta recebeu de uma forma muito positiva essa iniciativa dos trabalhadores, do setor empresarial. Orientou todos os ministros a dar consequência e sequência a esta agenda de trabalho, o que é muito bom para o nosso país. A presidenta valoriza muito esses espaços de diálogo, está totalmente concentrada nesta agenda de, buscando equilíbrio das contas públicas, rapidamente retomar, combinar uma agenda de crescimento econômico, com trabalho e emprego”, afirmou o ministro.
Rosseto listou entre os pontos debatidos a recuperação de um padrão de crédito para o setor industrial. “O governo está trabalhando para a liberação de linhas de crédito para o setor industrial, especialmente de forma a permitir a manutenção de financiamentos de bens de capital, seja através de prorrogação ou da criação de novas linhas de financiamento para setores industriais do País, através do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), especialmente. A ideia da presidenta é ampliar a oferta de crédito”, disse.
O ministro acredita que as medidas devem ser tomadas com urgência, no menor prazo possível. “Vários dos pontos já estão sendo trabalhados. Fiz referência agora ao crédito, alguns programas já estão em implantação. Como, por exemplo, o Programa de Proteção ao Emprego, recentemente sancionado pela presidenta Dilma. Enfim, algumas dessas propostas já estão implantadas, estão em fase operacional, algumas, em curto prazo, irão ser operadas. Há uma determinação da presidenta Dilma para os ministros, de acelerarem a avaliação e apresentarem já propostas muito concretas e em condições operacionais”.
O secretário-geral da CUT, Sérgio Nobre, disse que o mais importante de todo esse debate é retomada da produção do emprego. Ele afirmou que a discussão toda passa "pela forma como vamos caminhar para gerar empregos e reverter situações difíceis para 2016”.
Os empresários sugeriram também a suspensão temporária do pagamento dos financiamentos concedidos pelo BNDES às empresas de bens de capital para que elas possam melhorar sua situação financeira. A proposta ainda será analisada.
Outro item importante da conversa com a presidenta Dilma foi acerca da necessidade de um novo marco legal sobre o tema da leniência das empresas, para que haja uma separação entre as firmas e dirigentes que se envolva em denúncias de corrupção, contou Rossetto.
“Todos os países, os principais países do mundo, da OCDE, a Alemanha é um exemplo, os Estados Unidos, França, separam a pessoa física da pessoa jurídica. Aqueles gerentes, diretores, executivos que cometerem, eventualmente, desvios ou crimes comprovados na Justiça são condenados. Mas a empresa segue operando e segue trabalhando. Esta é uma separação muito importante, do CPF com o CNPJ”, explicou o ministro.
Segundo ele, todas as centrais sindicais e os representantes do setor empresarial reivindicaram urgência na aprovação de uma nova legislação que assegure que estas empresas possam continuar operando.
PT no Senado com informações do Blog do Planalto
Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Ao STF, Janot pede abertura de 3º inquérito contra Agripino Maia, do DEM

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18 de Dezembro de 2015 às 19:52
247 - O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao Supremo Tribunal Federal a abertura de mais um inquérito para investigar o presidente nacional do DEM, senador Agripino Maia (RN), por peculato qualificado e lavagem de dinheiro. Esse é o terceiro pedido de abertura de investigação da Procuradoria-Geral da República contra o parlamentar. A relatora do caso no STF será a ministra Rosa Weber.
O pedido é para investigar um possível funcionário fantasma, Victor Neves Wanderley, no gabinete de Agripino no Senado. A partir de 2009, Wanderley foi nomeado ao cargo de assessor parlamentar e, em datas próximas ao dia do pagamento, realizou saques em espécie e depósitos na conta de um primo de Agripino Maia, Raimundo Alves Maia Júnior.
http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/210279/Ao-STF-Janot-pede-abertura-de-3º-inquérito-contra-Agripino-Maia-do-DEM.htm

Projeto Temer derrete com STF, OAS, Renan e Picciani

Marcelo Camargo/Agência Brasil: <p>Brasília - O vice-presidente, Michel Temer, fala à imprensa ao deixar seu gabinete no Palácio do Planalto (Marcelo Camargo/Agência Brasil)</p> O vice Michel Temer ainda pode chegar à presidência, mas o caminho se tornou bem mais acidentado; ele, que prometia "unificar o País", não se mostrou capaz nem de garantir a unidade do PMDB; na Câmara, perdeu a liderança do partido para o desafeto Leonardo Picciani (PMDB-RJ); no Senado, viu o senador Renan Calheiros (PMDB-RJ) o chamar de "mordomo de filme de terror" e ainda determinar a investigação de suas "pedaladas" – aliás, o novo rito do impeachment, definido pelo STF, transfere o poder da Câmara para o Senado; se não bastasse, neste sábado, o nome do vice foi citado na Lava Jato, com a revelação de uma doação de R$ 5 milhões da OAS, que ele garante ter recebido de forma legal, no diretório nacional do partido
19 de Dezembro de 2015 às 08:46
247 – Teve fôlego curtíssimo o chamado "Projeto Temer". Por mais que o imponderável ainda possa levá-lo à presidência da República, o caminho se tornou bem mais acidentado na última semana, marcada por uma sucessão de derrotas para o vice-presidente.
A primeira ocorreu na Câmara dos Deputados, quando o deputado Leonardo Picciani (PMDB-RJ), que defende a aliança com a presidente Dilma Rousseff, retomou a liderança do partido. Na sequência, o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) rotulou Temer como "mordomo de filme de terror" e ainda determinou a investigação dos seus decretos orçamentários. Assim, se Dilma 'pedalou', Temer também teria pedalado, na visão de Renan.
Os dois movimentos demonstraram que Temer, que prometia unificar o País, não se mostrou capaz nem de promover unidade em seu partido, o PMDB.
Além disso, em mais uma derrota, o Supremo Tribunal Federal reduziu o papel da Câmara, do aliado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e fortaleceu o do Senado, do desafeto Renan, no processo de impeachment.
E, para fechar a semana, Temer foi ainda citado na Lava Jato como beneficiário de uma doação de R$ 5 milhões feita pela OAS e mencionada por Cunha numa de suas mensagens (leia mais aqui).
Em viés de baixa, Temer faria bem agora se decidisse submergir.
http://www.brasil247.com/pt/247/poder/210308/Projeto-Temer-derrete-com-STF-OAS-Renan-e-Picciani.htm

sábado, 19 de dezembro de 2015

Golpismo naufragado

Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil:
Os últimos dias de 2015 nos reservaram uma importante decisão a celebrarmos. A luta contra o golpe institucional teve uma enorme vitória com a decisão recente do Supremo Tribunal Federal. A ADPF protocolada pelo Partido Comunista do Brasil teve o desfecho que a democracia merece: impediu um rito do impeachment eivado de ilegalidades patrocinadas por quem deveria conduzi-lo com isenção e imparcialidade. Mesmo que as manobras continuem, ao sabor do revanchismo diário e oportunista, do presidente da Câmara e da oposição, nosso país demonstrou que estamos mais fortes e unidos contra qualquer ato antidemocrático.
Intensas lutas foram travadas nas ruas e no Parlamento em defesa da democracia. Nossa brava juventude se rebelou contra a pauta imposta por uma Câmara dos Deputados de composição conservadora no debate da proposta de redução da maioridade penal. Se revoltou contra o fechamento de escolas. Um levante juvenil nos inspirou e comprovou o poder da mobilização.
Se em 2015 o atraso tomou o poder na Câmara, o ano também foi de unidade das mulheres que soltaram suas vozes nas ruas e nas redes sociais. De mãos dadas e em diversos tipos de coro, filhas, mães e avós tomaram o asfalto para exigir seus direitos. Estiveram perfiladas num dos momentos mais bonitos de nossa História: a Primavera das Mulheres.
A resistência não impediu a aprovação de algumas propostas atrasadas e na contramão do caráter cidadão de nossa Constituição Federal. Mas, pela ampliação do debate, gerou conscientização política e celebrou conquistas importantes como o fim do financiamento privado de campanhas eleitorais e o direito de resposta.
Ao olhar para trás, vemos um campo onde batalhas legislativas, antes pacíficas e com lugar para o contraditório, deram lugar a ataques covardes, vis e até físicos. Restou a certeza de que é preciso, sim, continuar na luta em favor do Estado Democrático de Direito e da política de alto nível. Aquela que nos engrandece e promove a justa e necessária transformação social.
Se atitudes fascistas crescem de forma alarmante em setores da sociedade e dentro do Parlamento, repito: Mais democracia! Nada como uma grande injeção dela em nossa pátria para que o ódio ferrenho e a intolerância cega sejam neutralizados e extirpados de uma vez por todas. Somos plurais em nossa cultura e modo de enxergar o mundo, e nossas diferenças precisam ser respeitadas.
Entraremos em 2016 enlaçados à certeza de que é preciso seguir com nosso lado na política, defendendo um projeto político vitorioso nas urnas com seus mais de 54 milhões de votos. Aliás, um projeto constantemente atacado por forças oportunistas e sem autoridade moral e política alguma para tal. Sem credibilidade ou ética, eles marcham numa missão que fracassará fragorosamente.
Agradeço a todos que me acompanharam nesta caminhada e aos que incentivaram nosso mandato a prosseguir. As batalhas não foram fáceis, mas ter vocês ao meu lado fez toda a diferença. Vamos juntos!
http://www.brasil247.com/pt/colunistas/jandirafeghali/210225/Golpismo-naufragado.htm

Levy mostrou como teria sido trágica a vitória de Aécio

por : Carlos Fernandes
Demorou para sair: Levy
Demorou para sair: Levy
A saída de Joaquim Levy do ministério da Fazenda encerra uma semana extraordinária para o governo e para os rumos que o país pode e deve tomar daqui para a frente. Não poderia haver um fechamento melhor.
Levy, que desde o primeiro momento foi recebido como um remédio amargo e ineficaz para os desafios que o país tinha e ainda tem por enfrentar, se confirmou como uma aposta equivocada e sem sentido.
Oriundo do insaciável mercado financeiro e expoente valoroso de uma das mais ortodoxas vertentes de uma política econômica recessiva e antidesenvolvimentista, o ministro tinha como missão primária acalmar os mercados sempre desejosos de mais juros e lucros.
Não só não acalmou como ainda trouxe prejuízos consideráveis à economia brasileira. As sucessivas propostas de “arrochos fiscais” só não foram mais desastrosas do que a sua própria vocação para negociação junto ao congresso.
Mais do que os inúmeros constrangimentos que causou entre as demais pastas ministeriais, provavelmente foi o ministro que mais contribuiu para um distanciamento entre as medidas econômicas do governo Dilma e as posições historicamente defendidas pelo Partido dos Trabalhadores nessa área.
Forjado no capitalismo violento e predatório, não conseguiu entender que os interesses de um governo democrático com forte inclinação para o bem-estar social, vão muito além das metas de superávit primário.
O resultado é o que todos sabemos. Pelo primeiro ano em mais de uma década voltamos a nos preocupar com as taxas de desemprego e inflação que foram controladas justamente com políticas econômicas completamente opostas às adotadas por Levy.
Em contraponto, no seu lugar toma posse Nelson Barbosa, economista com um perfil infinitamente mais progressista do que Joaquim e extremamente mais habilidoso na arte de unificar interesses difusos.
Barbosa participou da equipe que formulou a política econômica do primeiro mandato do ex-presidente Lula. Os avanços nos fundamentos econômicos do Brasil decorrentes desse plano nos levaram a adquirir pela primeira vez o grau de investimento que sob o comando de Levy estamos perdendo.
Se por um lado Barbosa defende a inquestionável necessidade de equilíbrio nas contas públicas, por outro não tem dúvidas que o melhor caminho para esse equilíbrio é pavimentado com o incentivo às cadeias produtivas com a consequente geração de emprego e renda.
Por tudo isso, essa é uma troca que caracteriza uma mudança estrutural que faz o governo Dilma, nesse segundo mandato, voltar novamente as suas atenções aos brasileiros que mais necessitam do Estado.
Joaquim Levy demorou a ser demitido do cargo, mas o tempo em que esteve à frente da economia foi fundamental para que pudéssemos ter uma idéia do que seria o Brasil se Aécio Neves tivesse ganho as eleições.
http://www.diariodocentrodomundo.com.br/levy-mostrou-como-teria-sido-tragica-a-vitoria-de-aecio-por-carlos-fernandes/

Até quando Gilmar vai abusar da nossa paciência? Por Paulo Nogueira

por : Paulo Nogueira
Ele
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Até quando nossa paciência vai aguentar o ministro Gilmar Mendes?
A grande sentença de Cícero contra o conspirador Catilina lembrada esta semana na operação da PF que enfim deu um tranco em Eduardo Cunha se aplica a Gilmar.
Até quando vamos aturá-lo?
O Brasil está se reconstruindo. Haverá lugar para um juiz que toma decisões políticas, sem nenhum pudor, e não técnicas? Para um juiz que vai de microfone a microfone na mídia amiga para fazer pronunciamentos políticos?
Há tempos Gilmar age de maneira incompatível com a dignidade de um juiz, mas esta semana ele escalou degraus.
Na sessão do STF que definiu o procedimento do impeachment, seu voto foi uma torrente de insultos ao governo.
Ninguém mais fez isso. Mesmo os que voltaram com ele se detiveram em sua interpretação da Constituição.
Não bastasse isso, num protesto patético num homem de sua idade, saiu no meio dos debates sob a alegação de que teria que viajar.
Ora, ora, ora.
Que viagem seria tão importante assim para ele abandonar o plenário num momento de tamanha relevância para o país?
O mais provável é que ele tivesse ficado revoltado ao ver que o voto de Fachin, que ele endossou, fora surpreendentemente atropelado depois da divergência de Barroso, este sim um exemplo de compostura.
Não foi tudo.
No dia seguinte, numa entrevista à Jovem Pan, Gilmar desqualificou seus pares ao dizer que o STF foi cooptado pelo governo. Ele usou, mais uma vez, a palavra bolivarianismo, que para ele simboliza uma Justiça que se pauta pela política.
De novo: ora, ora, ora.
Que juiz é mais bolivariano que Gilmar? Ele faz do STF uma tribuna política desde sempre.
Quem o indicou foi FHC, que promoveu um aparelhamento terrível da Justiça. Num perfil louvatório escrito para uma revista da Folha anos atrás, Eliane Cantanhede citou as ligações de Gilmar com o PSDB.
Repare. Eu escrevi citou, e não acusou. Também ela pertencente ao Planeta Tucano, Eliane não se deu conta da gravidade do que escrevera num texto em que as adulações não se limitaram a Gilmar e se estenderam para sua mulher.
A semana da infâmia de Gilmar se completou com uma entrevista dada à jornalista Mariana Godoy. Ele chamou Dilma de poste, sem nenhuma hesitação. Mariana ficou desconcertada.
Tudo isso posto, até quando vamos ter que aturá-lo?
Há uma evidente quebra de decoro no comportamento de Gilmar. Juízes não podem agir assim. Tente encontrar em sociedades avançadas um juiz como ele. Impossível.
Num Brasil melhor, não cabem Gilmares. Não estou dizendo que um juiz não possa ser conservador como ele. Pode. É do jogo. Mas é inaceitável que aja como um torcedor de futebol, como um bolivariano exaltado e tolo.
Quebra de decoro num juiz do STF pode resultar em processo e afastamento, diz a Constituição. É uma decisão que caberia, na etapa final, ao Senado.
Está escrito. É crime de responsabilidade, num juiz, “proceder de modo incompatível com a honra, a dignidade e decoro de suas funções”.
Alguém tem definição melhor para o que Gilmar vem fazendo?
(Acompanhe as publicações do DCM no Facebook. Curta aqui).
http://www.diariodocentrodomundo.com.br/ate-quando-gilmar-vai-abusar-da-nossa-paciencia-por-paulo-nogueira-2/

Exposta e cercada a oposição será esmagada

Ion de Andrade

Perderam a guerra e não podem recuar
Os meses que nos separam da instalação (ou não) do processo de impeachment serão terríveis... para a oposição.
Como assinalei noutro artigo, a oposição saiu, por ignorância e temeridade, para um confronto aberto numa arena semeada de trincheiras da Sociedade Civil por todos os lados. Esperava encontrar o Estado restrito de 64 e está, literalmente, como um burro diante da catedral, perplexa. Pior, como já disse, não pode mais recuar e a ordem de abrir fogo na Sociedade Civil já foi dada. A matemática do impeachment não fecha. Michel Temer, cúmulo da humilhação, corre o risco de perder a liderança do próprio PMDB.
Superestimando a capacidade intelectual dessa oposição sempre acreditei que não dariam o salto para o impeachment em razão da patente, e agora comprovada, inviabilidade material. Mas deram.
Como essa matemática não fecha, o voto aberto para a formação da Comissão, aprovado no STF, destruirá as pretensões do Big DEM (PSDB/PPS/DEM) de isolar o governo com base em promessas feitas a boca pequena, pois ninguém da base quererá estar fora do governo que sairá desse round. O governo já anunciou e é justo, que não poderão permanecer no governo os que apoiarem o impeachment. Cartas na mesa à luz do dia.
E ainda há mais preocupações para os oposicionistas. Os anos FHC serão investigados no que tange á Petrobrás. José Agripino está novamente na mira de Janot, Eduardo Azeredo foi condenado a 20 anos de prisão e o senador Álvaro Dias está deixando o PSDB. Não é um qualquer. Trata-se de senador de alta estirpe do tucanato, muito bem informado e oriundo do Paraná, estado onde se desenrola a operação Lava Jato. Que motivos profundos teria Álvaro Dias de ir, neoliberal que é, para um partido como o PV, cuja ideologia é, reconheçamos, uma chateação para o neoliberalismo? O lugar dele é na alta Corte da direita e não num partido ecologista. Parece querer que o esqueçam por uns tempos. Por que? O certo é que quando certos personagens começam a abandonar o navio é justo concluir que esteja afundando.
Senão, vejamos:
  1. O cenário é sombrio, há na Sociedade Civil e na intelectualidade uma indignação generalizada com a ideia do impeachment em base muito mais larga do que a área de influência do PT;
  2. A matemática do voto no Congresso não fecha;
  3. A iniciativa já não pode ser abortada. A oposição está com o bloco na rua e sem retaguarda;
  4. Eduardo Cunha terá que ser carregado pela oposição até fins de fevereiro (um cadáver insepulto na sala de jantar do tucanato);
  5. O voto para a Comissão será aberto, expondo a base governista ao crivo dos líderes partidários e da governança em vista do novo governo que sairá do round;
  6. A Sociedade Civil gostou de ir para a rua e quer mais;
  7. A justiça começou a bater à porta do governo FHC em cima da ... Petrobrás;
  8. Há três meses de deserto para secar ao sol e sofrer ataques de todos os lados;
  9. Temer, esperança dos oposicionistas, desmoralizou-se e corre o risco de perder a presidência do PMDB, não reúne mais nenhuma condição moral ou política para ser alçado ao líder de consenso, ao contrário por onde passar será vaiado;
  10. O PIG sujeito à nova lei da mídia e necessitado das verbas publicitárias governamentais (e não colherá o governo golpista que plantou) terá que ensaiar nova civilidade.
A conjuntura pôs a Sociedade Civil e o governo na contingência de contra atacar. Não foi uma escolha. Foi uma decorrência da decisão do STF.
A mudança da política econômica é parte desse cenário. O povo na rua também. A hora é de pensar no conjunto de ações que possam assegurar a essa oposição golpista uma travessia do deserto de que jamais se esquecerão.
A iniciativa está conosco de forma estável por três meses e, sim, temos contas a acertar.
No acampamento golpista reina o silêncio. Eles perderam a guerra e já sabem. E não podem recuar.
http://www.jornalggn.com.br/blog/ion-de-andrade/exposta-e-cercada-a-oposicao-sera-esmagada-por-ion-de-andrade

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

COMITÊ DE BACIA HIDROGRÁFICA DO ACARAÚ, 39ª REUNIÃO ORDINÁRIA

Cruz. Quinta-feira, 17/12, aconteceu a 39ª Reunião Ordinária do Comitê de Bacia Hidrográfica do Acaraú/CE, a última reunião agendada para 2015.
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Imediato Hotel – Varjota
A reunião aconteceu no Auditório Fátima Procópio, do Imediato Hotel, na Cidade de Varjota, Município fundado em 05 de fevereiro de 1985.
Várias instituições da Sociedade Civil e do Poder Público, que são membros do Comitê, estiveram presentes: COGERH, Prefeituras, UVA, Sindicato, Usuários de Água, EMATERCE, DENOCS, CAGECE etc.
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Bartolomeu – COGERH – Sobral
Na pauta, para as discursões: Capacitação dos membros do CBH; exposição sobre o Município de Varjota, que foi feita pelo Senhor Raimundo; definição do Calendário de Reuniões Ordinárias para o ano de 2016; Projeto de revitalização das Nascentes do Rio Acaraú, que foi apresentado pelo Professor Ernane Cortez da UVA; fechamento das comportas do Ararás, por solicitação dos ribeirinhos, que justificaram que “a quantidade de água liberada não surtiu os efeitos esperados, mas, que estava havendo desperdício do tão precioso líquido”; constituição de uma Comissão Técnica de cinco membros para elaborar um documento de inclusão da Comissão de Operação do Vale no Comitê de Bacia, cujo documento deverá ser submetido à apreciação do Comitê de Bacia para aprovação na próxima reunião; encaminhamentos, deliberações e encerramento.
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Professor Ernane Cortez – UVA
Após, amplas discursões dos temas apresentados, chegou-se as seguintes conclusões: Aprovação do Calendário de Reuniões e eventos para o Ano de 2016, assim definido: Reuniões Ordinárias dia 17 de março na Cidade de Meruoca; dia 16 de Julho, na Cidade de Sobral; dia 15 de setembro, na Cidade de Santa Quitéria e dia 15 de dezembro, na Cidade de Acaraú, sendo que todas a reuniões acontecerão pela manhã em locais a serem definidos, posteriormente, e comunicados aos Membros do Comitê de Bacia.
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Quanto aos eventos programados, ficou agendada a Primeira Capacitação, dias 17 e 18 de fevereiro, na Cidade de Cruz (Baixo Acaraú) e a Segunda Capacitação, dias 26 e 27 de outubro, na Cidade de Tamboril. Em 09 de janeiro, haverá uma reunião com as lideranças indígenas no Município de Monsenhor Tabosa.
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Marcelo e Lucivânia
Cada município, que sediar uma reunião ou evento, fará uma breve exposição sobre a História do município com destaque para os Recursos Hídricos e Meio Ambiente.
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Marcelo – Raimundo – Ernane
O Presidente do Comitê de Bacia João Marcelo de Andrade Alves e os representantes da COGERH: Bartolomeu, Kamylle Neto e Lucivânia Figueiredo fizeram as articulações e intermediaram os debates que foram conduzidos com elevada habilidade tendo sido bastante proveitosos.
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Sec. Agr. Rocineuda – Varjota
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Lucivânia Figueiredo agradeceu pela atenção e carinho, que sempre recebeu de todos os membros do Comitê, e apresentou suas despedidas, alegando transferência para a Capital Alencaria, mas, afirmou que, dependendo do cargo que for assumir, caso tenha relação com o Comitê, continuaria dando a sua colaboração.
A reunião encerrou-se com as felicitações de um Feliz Natal e um Próspero Ano Novo e almoço para todos os participantes da reunião.
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Hora do Almoço
Nos despedimos e fomos embora. Voltaremos a nos encontrar em 2016, para dar continuidade a este importante trabalho do Comitê de Bacia em defesa dos ribeirinhos e do Meio Ambiente.
Dr. Lima
Membro Titular o Comitê de Bacia – Sociedade Civil
Radialista de Cruz.
ARARAS E JAIBARAS, DOIS GIGNTES DAS ÁGUAS QUE ORGULHAM OS CEARENSES
Cruz. Nesta quinta-feira, 17/12, tive a oportunidade de conhecer os Açudes Jaibaras e Araras, assim, realizado um sonho da infância, quando ouvia falar nestes açudes como sendo dois Gigantes das Águas do Ceará que orgulham o povo sertanejo Cearense.
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Açudes Araras – cheio Açude de Araras – Seco
Infelizmente, os conheci na fase mais triste de suas histórias recheadas de encantos e belezas mil. Esperei mais de 50 anos para a realização deste sonho.
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Açude Jaibaras
Jaibaras e Araras atingem o mais baixo nível de água desde quando foram construídos: Jaibaras (Aires de Sousa) em 1936 e Araras (Paulo Saraste) em 1958.
Araras, com capacidade de armazenamento de água de um bilhão de metros cúbicos, fica localizado no Município de Varjota.
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Jaibaras, com capacidade de armazenamento de água de 104,4 milhões de metros cúbicos, localiza-se na divisa dos municípios de Sobral e Cariré.
Ambos situados na Bacia Hidrográfica do Acaraú.
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Dr. Lima chegou ao Araras aos 64 anos.
A economia da região sempre girou em torno destes açudes que forneciam água para dessedentar os animais, plantações de vazantes, produção de pescado, energia elétrica, abastecer os perímetros irrigados da Vale do Acaraú, abastecer cidades como Sobral, impulsionavam o desenvolvimento do turismo regional, além de servir como meio de transporte para os moradores das margens destes açudes que tinham nas embarcações seu principal meio de transporte.
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A Fé que conforta o Sertanejo
Hoje, o seu leito de terra rachada, ladeado de uma vegetação ciliar desfolhada, de cor cinzenta, como muito bem descreveu Raquel de Queiroz em sua Obra Prima – O Quinze, só nos traz tristeza, dor e emoção. A pouca água que ainda resta no seu leito mais profundo substituiu a sua cor azul anil e cristalina por uma cor escura e barrenta, tornando-se impropria para o consumo humano.
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Presidente do Comitê Marcelo
“A seca terrível, que tudo devora” destruiu os Gigantes das Águas do Ceará. Mas, o sertanejo ainda não se desespera e, com fé, apela para Providência Divina, que Padim Cicero e Frei Damião, intercedam junto ao Pai Eteno e faça chover na “Terra da Luz” “pra ver se nasce um planta no chão”.
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A vegetação cinzenta pede socorro
Para os meteorologistas, teremos um 2016 com poucas chuvas, mas, os profetas populares propagam, através de suas experiências e sabedorias tradicionais, uma boa quadra invernosa. Neste duelo de gigantes, a nossa fé é bem maior e vamos fazer uma corrente de orações em favor dos nossos Profetas, pois, é das profecias deles que o sertanejo precisa.
Dr. Lima