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sábado, 23 de novembro de 2013

Mais uma ação do Rotary de Sobral

 

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Vimar, da Comissão; Benedito, presidente de associação; Meton, também da Comissão e Pereira Neto, Presidente da Federação das associaçoes.

O  Rotary/Sobral, cumprindo sua missão de prestar serviço aos cidadãos mais necessitados de nossa cidade, fez uma campanha de arrecadação de roupas e outros itens mais e vai distribuir para a alegria de muitas pessoas nesse natal. Para essa ação rotaria, foi criada uma comissão para atuar em nome do clube. Nesta manhã de sábado visitamos a Federação das Associações Comunitárias e na companhia de seu presidente visitamos algumas associações previamente selecionadas. Depois de conhecer as entidades a serem beneficiadas, a comissão se reunirá e escolherá juntamente com os dirigentes das mesmas a metodologia e as datas ser a distribuição do material

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Jacinto Pereira, do Rotary; Holanda, Da Comissão; Roni, presidente de associação; Vilmar, Meton e Pereira Neto.

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Pereira Neto,Benedito, Vilmar, Jesuíno, da Comissão, Meton e Holanda

Taxa de desemprego é a menor para o mês de outubro, aponta IBGE

Taxa de desemprego é a menor para o mês de outubro, aponta IBGE

A taxa média de desemprego calculada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em seis regiões metropolitanas manteve em outubro tendência de estabilidade e ficou em 5,2%, próxima tanto da de setembro (5,4%) como de outubro do ano passado (5,3%). Foi a menor para esse mês na série histórica, iniciada em 2002. Também é a mais baixa do ano, segundo os dados divulgados ontem, pelo IBGE.
O deputado Amauri Teixeira (PT-BA) elogiou os resultados. “Podemos dizer que o governo brasileiro está no caminho certo na sua atitude em relação à economia. O mundo todo está em crise, em recessão, no mundo todo o desemprego cresce. E no Brasil temos taxa de desemprego que nunca houve neste País”, disse o petista.
O total de desocupados foi estimado em 1,270 milhão, 58 mil a menos do que em setembro (-4,4%) e 44 mil a menos na comparação com outubro de 2012 (-3,3%). O número de ocupados (23,279 milhões) ficou praticamente estável, 0,4% acima no mês (acréscimo de 85 mil) e 0,4% abaixo em 12 meses (87 mil a menos).
A economia tem criado menos vagas, mas o ritmo mais fraco de entrada de pessoas no mercado de trabalho também ajuda a segurar a taxa de desemprego. A população economicamente ativa (PEA) praticamente não saiu do lugar de setembro para outubro, com variação de 0,1% (27 mil a mais). Em 12 meses, recua 0,5% (menos 130 mil).
Consideradas as médias anuais, de janeiro a outubro, a de 2013 também é a menor da série: 5,6%, um pouco abaixo de igual período de 2012 (5,7%). Com exceção do período 2008-2009, as taxas de desemprego vêm caindo nos dez últimos anos.
Também em menor ritmo, o emprego formal mantém tendência de crescimento. O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado foi estimado em 11,875 milhões no mês passado, praticamente sem variação (0,5%) ante setembro. Na comparação anual, cresce 3,6%, o correspondente a 414 mil postos de trabalho a mais.
Os empregados sem carteira (2,143 milhões em outubro) caem 2,7% no mês (menos 59 mil) e 12,6% em 12 meses (308 mil a menos). Em relação a outubro de 2012, a participação dos sem carteira no total dos ocupados caiu de 10,5% para 9,2%, enquanto a dos com carteira aumentou de 49,1% para 51%.
O rendimento médio dos ocupados (R$ 1.917,30) também foi considerado estável pelo IBGE, em relação a setembro (-0,1%). Em 12 meses, cresce 1,8%. A massa de rendimentos, estimada em R$ 45,1 bilhões, fica estável no mês e sobe 1,4% na comparação com outubro de 2012.
Ante  outubro do ano passado, o emprego fica estável, segundo análise do IBGE, na maioria dos setores: variações de -2,4% na indústria (menos 89 mil vagas), -4% na construção civil (menos 75 mil), 1% no comércio (mais 42 mil), 1,5% nos serviços prestados a empresas (mais 55 mil), 3,1% em educação, saúde e administração pública (mais 122 mil) e -0,9% em outros serviços (-36 mil). Em serviços domésticos, cai 8,4%, com 127 mil trabalhadores a menos.

Cúpula do PSDB de São Paulo recebeu propina, afirma ex-diretor da Siemens

 

O ex-diretor da Siemens Everton Rheinheimer entregou para o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) um relatório em que afirma possuir documentos que comprovam a existência de um grande esquema de corrupção em São Paulo, durante os governos Mário Covas, Geraldo Alckmin e José Serra, todos do PSDB. O esquema envolvia secretários, deputados e um senador, e seria a principal fonte de abastecimento dos caixas dois tucano e do Democratas (DEM) nas eleições.
Segundo informações publicadas ontem, pelo jornal O Estado de S. Paulo, Rheinheimer sustenta que o senador Aloysio Nunes e os secretários Jurandir Fernandes (Transportes) e Rodrigo Garcia (Desenvolvimento Social) tinham estreita relação com o diretor presidente da Procint, Arthur Teixeira. Segundo o Ministério Público e a Polícia Federal, a Procint Projetos e Consultoria Internacional é suspeita de intermediar o repasse da propina.
O secretário da Casa Civil da gestão Geraldo Alckmin, Edson Aparecido, e o deputado federal Arnaldo Jardim (PPS-SP) teriam sido citados por Teixeira como destinatários das propinas pagas pelas empresas de sistema ferroviário Bombardier, Siemens, Alstom, CAF, MGE, T`Trans, Temoinsa e Tejofran.
Além deles o ex-governador do Distrito Federal (DF) José Roberto Arruda e o atual vice-governador do DF, Tadeu Filippelli, estariam envolvidos com o esquema através da empresa MGE.
O relatório com as denúncias data do dia 17 de abril deste ano, mas só agora veio a público. O ex-executivo da Siemens é um dos seis denunciantes que assinaram acordo de leniência com o Cade para entregar o esquema em troca de redução de sua possível condenação.
Rheinheimer afirma também ser o autor das denúncias realizadas em 2008 e que levaram à investigação do suposto esquema de propina pagas a políticos e funcionários de alto escalão do governo paulista, que teria beneficiado empresas que tem contratos com o Metrô e a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), durante as gestões do PSDB entre 1998 e 2008.

Fonte: Liderança do PT na Câmara

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Eu sinto isso

Faz algum tempo que ando observando a dificuldade que as pessoas possuem
de identificar e assumir seus sentimentos. Primeiro porque elas confundem
sensações com sentimentos, depois porque lhes falta coragem para dizer o
que realmente sentem. Isso as prejudica demais, pois ninguém tem bola de
cristal para adivinhar o que se passa no íntimo de nós. Seguimos
equivocados e causando equívocos em relação ao que sentimos e pensamos.
Assumir nossos sentimentos é o primeiro passo para estabelecer uma relação
autêntica, seja ela amistosa, profissional, ou amorosa.
Talvez, a chave do mistério seja compreender o que nos leva a omitir, até
de nós mesmos, os nossos reais sentimentos. É o medo! Medo de ser
ridicularizado, humilhado, diminuído. Basta lembrarmos quantas vezes
hesitamos em perguntar uma dúvida ao professor em sala de aula, temendo
que os demais nos considerassem ignorante. Ou quantas vezes adiamos aquele
telefonema convidando para um passeio com receio de ouvir um “não”.
A verdade é que ninguém deseja ficar “por baixo”. Temos a ideia de que
assumir sentimentos é expor-se de modo irremediável, tornando-nos
vulneráveis. De certo modo isso faz sentido, pois quando se tem
conhecimento do que o outro pensa e sente fica mais fácil atacá-lo no
ponto crítico, e muitos não hesitam um minuto sequer em fazer isso quando
desejam magoar e ferir. Então, o segredo é se preparar para lidar com
ataques e críticas ao sermos sinceros. Isso requer investimento,
principalmente de tempo, para fortalecer nossa autoestima e convicções.
Nesta altura, muitos já devem estar pensando que é melhor ficar do jeito
que se é, pois mudar e assumir o que se pensa e sente dá muito trabalho.
Olha, não vou mentir, dá trabalho sim; mas compensa, pois a gente passa a
ser mais autêntico e corajoso. Passa a se importar menos com a opinião dos
demais e mais com a nossa. Encontramos com facilidade pessoas similares
enquanto automaticamente repelimos aquelas que não têm sintonia conosco e
nossa forma de pensar e agir. Ou seja, poupamos tempo de procura em todos
os aspectos de nossa vida.
Quantas pessoas se queixam que não conseguem encontrar um amor, um amigo,
ou um bom emprego. Mas, quantas delas deixam claro o que realmente buscam?
Quantas mascaram suas reais intenções? Muitas; quase todas. A sinceridade
é qualidade em extinção. Seja para se preservar seja para se sobressair, a
maioria das pessoas mente. E mente descaradamente. Inventa para não
assumir sentimentos, para não correr o risco de parecer ridículo, para não
ficar “por baixo”. A opinião dos outros vale mais que a nossa, e delegamos
aos demais o julgamento sobre a nossa pessoa, como se alguém pudesse nos
conhecer mais e melhor que nós mesmos.
Enfim, as coisas seguem por um caminho ruim. As pessoas se distanciam umas
das outras. Os relacionamentos se tornam frívolos, superficiais, falsos. A
essência é verdadeira, mas ela não aparece, fica escondida. Poucos possuem
coragem para assumir quem são e o que sentem; o que desejam. E quando o
fazem, correm o risco de não ter a contrapartida, pois a maioria prefere
fingir. Vale à pena refletir sobre isso, para que aos poucos não deixemos
de viver, trocando a vida real pela vida do faz-de-conta. Hoje em dia, eu
poderia até dizer: vida virtual. Comecemos a assumir nossos sentimentos,
nossas opiniões, para que as pessoas possam realmente nos conhecer e
encontrar afinidades. Eu sinto isso... Já é um bom começo!
Maria Regina Canhos (e.mail: contato@mariaregina.com.br) é escritora.

Lula diz que reeleição de Dilma deve ser a resposta às prisões do mensalão

 

DIÓGENES CAMPANHA
DE SÃO PAULO

 

Em seu pronunciamento mais contundente desde a prisão de ex-dirigentes petistas pelo mensalão, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quinta-feira (21) que o PT deve respeitar decisões judiciais, mas fez uma crítica indireta ao presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Joaquim Barbosa, e afirmou que a resposta da sigla deve ser a reeleição de Dilma Rousseff em 2014.

Ele discursou por pouco mais de meia hora durante encontro de prefeitos e vice-prefeitos petistas em Santo André, no ABC paulista. O evento tinha como objetivo promover a pré-candidatura do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ao governo do Estado, mas a detenção do ex-ministro José Dirceu, do ex-presidente do PT José Genoino e do ex-tesoureiro Delúbio Soares também foi tema das intervenções.

Lula afirmou que o partido é alvo de ataques "por conta do nosso sucesso, do ódio disseminado contra nós" e defendeu respeito à história dos petistas presos.

"Hoje nós temos companheiros condenados. Temos sentença dada. A pena de cada companheiro está determinada já. Mas o que não pode é tentar tripudiar em cima da condenação das pessoas, sem respeitar o histórico das pessoas e a lei. Tem uma lei, tem uma decisão e o que nós queremos é que a decisão seja cumprida tal como ela foi determinada, e não pela vontade de alguém", disse o ex-presidente.

Os 11 condenados do mensalão que já estão presos tiveram os mandados de prisão expedidos na sexta-feira passada (15) pelo ministro Joaquim Barbosa. Dirceu, Genoino e Delúbio passaram os primeiros dias recolhidos em regime fechado, embora as penas das quais eles não podem mais recorrer permitam o cumprimento em regime semiaberto.

Lula defendeu punição a quem tiver culpa comprovada, mas disse acreditar que as sanções só são aplicadas a integrantes do PT.

"Nosso lema é o seguinte: para nós, todo e qualquer cidadão deve ser inocente até prova em contrário. Na hora que provar, puna quem quer que seja, seja meu parente ou meu adversário. A lei é para todos. Isso vale para nós, isso vale para eles. Agora, a lei parece que só vale para o PT", declarou.

Ele disse que o PT precisa "ter coragem" de fazer o debate político "no momento certo", que afirmou ser a campanha eleitoral de 2014.

"A resposta que a gente vai dar para eles é garantir o segundo mandato da companheira Dilma Rousseff. E se em algum momento faltar argumento para dizer por que que a Dilma tem que ter um segundo mandato, vocês falam: 'porque o Lula foi melhor no seu segundo mandato, e ela vai ser melhor no segundo mandato'", concluiu o petista.

O show dos erros

 

No primeiro plano, o espetáculo criado para a TV (alertada e preparada com a conveniente antecedência) mostrou montagem meticulosa, os presos passando pelos pátios dos aeroportos, entrando e saindo de vans e do avião-cárcere, até a entrada em seu destino. Por trás do primeiro plano, um pastelão. Feito de mais do que erros graves: também com o comprometimento funcional e moral de instituições cujos erros ferem o Estado de Direito. Ou seja, o próprio regime de democracia constitucional.

Os presos na sexta-feira, 15 de novembro, foram levados a exame de condições físicas pela Polícia Federal, antes de postos em reclusão. Exceto José Genoíno, que foi dispensado, a pedido, de um exame obrigatório. Experiente, e diante de tantas menções à saúde inconfiável de José Genoíno, o juiz Ademar Silva de Vasconcelos, a quem cabem as Execuções Penais no Distrito Federal, determinou exame médico do preso. Era já a tarde de terça-feira, com a conclusão de que Genoíno é portador de "doença grave, crônica e agudizada, que necessita de cuidados específicos, medicamentosos e gerais".

José Genoíno não adoeceu nos primeiros quatro dias de sua prisão. Logo, deixá-lo esses dias sem os "cuidados específicos", enquanto aqui fora se discutia se é o caso de cumprir pena em regime semiaberto ou em casa, representou irresponsável ameaça a uma vida -e quem responderá por isso?

A rigor, a primeira etapa de tal erro saiu do Supremo Tribunal Federal. A precariedade do estado de José Genoíno já estava muito conhecida quando o ministro Joaquim Barbosa determinou que o sujeitassem a uma viagem demorada e de forte desgaste emocional. E, nas palavras de um ministro do mesmo Supremo, Marco Aurélio Mello, contrária à "lei que determina o cumprimento da pena próximo ao domicílio", nada a ver com Brasília. O que é contrário à lei, ilegal é. O Conselho Nacional de Justiça, que, presidido por Joaquim Barbosa, investe contra juízes que erram, fará o mesmo nesse caso? Afinal, dizem que o Brasil mudou e acabou a impunidade. Ou, no caso, não seria impunidade?

Do mesmo ministro Marco Aurélio, além de outros juristas e também do juiz das Execuções Penais, veio a observação que localiza, no bojo de mais um erro gritante, parte do erro de imprevidência temerária quanto a José Genoíno. Foi a já muito citada omissão da "carta de sentença", que, se expedida pelo ministro Joaquim Barbosa, deveria anteceder o ato de reclusão. E só chegou ao juiz competente, para instruí-lo, 48 horas depois de guarda dos presos.

Com a "carta de sentença", outra comunicação obrigatória deixou de ser feita. Só ocorreu às 22h de anteontem, porque o destinatário dissera às TVs não ter o que providenciar sobre o deputado José Genoíno, se nem fora comunicado pelo Supremo da decisão de prendê-lo. Presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves vai submeter a cassação do deputado ao voto do plenário, e não à Mesa Diretora como uma vez decidido pelo Supremo. Faz muito bem.

Mas o Ministério da Justiça tem mais a dizer. E sobretudo a fazer. O uso de algemas durante o voo dos nove presos transgrediu a norma baixada pelo próprio ministério, que só admite tal imobilização em caso de risco de resistência ou fuga. Que resistência Kátia Rabello, Simone Vasconcelos, José Genoíno poderiam fazer no avião? E os demais, por que se entregariam, como fizeram também, para depois tentar atos de resistência dentro do avião? Além de cada um ter um agente no assento ao lado. O uso indevido de algemas, que esteve em moda para humilhar empresários, é uma arbitrariedade própria de regime policialesco, se não for aplicado só quando de fato necessário. Quem responderá pela transgressão à norma do próprio Ministério da Justiça?

Com a prisão se vem a saber de uma violência medieval: famílias de presos na Papuda, em Brasília, precisam dormir diante da penitenciária para assegurar-se, no dia seguinte, a senha que permita a visita ao filho, ao pai, marido, mulher. Que crime cometeram esses familiares para receberem o castigo desse sofrimento adicional, como se não lhes bastasse o de um filho ou pai na prisão?

Medieval, é isso mesmo a extensão do castigo à família. Na Brasília que diziam ser a capital do futuro. Assim até fazem sentido a viagem ilegal dos nove para Brasília, as algemas e outros castigos adicionais aplicados a José Genoíno e outros. E que vão continuar.

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/janiodefreitas/2013/11/1374324-o-show-dos-erros.shtml

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

O Bafômetro agride o Direito?

 

                                                          João Baptista Herkenhoff

          Não me sinto constrangido por eventual submissão de alguém de minha família ao teste do bafômetro, desde que realizado respeitosamente. Em mim nunca seria feito esse teste porque não dirijo. De longa data abdiquei do uso da carteira de motorista porque me distraía na direção.

          Também não me sinto constrangido ao passar por máquinas que detectam metais, nos aeroportos, bancos etc.

          O argumento jurídico contra a obrigatoriedade do teste do bafômetro é o de que “ninguém é obrigado a fazer prova contra si mesmo”. O argumento procede. A imposição do teste fere a Constituição. Já há decisões da Justiça neste sentido. Entretanto, se o teste de bafômetro não pode ser compulsório, a recusa de submissão ao mesmo deve ser lavrada, em termo próprio, e poderá ser ponderada, em desfavor do motorista, junto a outros elementos de prova, se tiver ocorrido acidente do qual resulte morte ou lesões corporais, ou dano material em prejuízo de terceiros.

          Se alguém que não ingeriu bebida alcoólica vê-se envolvido num acidente, sua melhor conduta será aceitar o teste de bafômetro, pois a verificação negativa da presença de álcool no organismo será elemento importante em seu benefício.

          A chamada “lei seca”, a meu ver, se aplicada com sabedoria, merece aplausos, pois tem reduzido o número de acidentes, conforme constatado. Mas, como em tudo, a virtude está no meio (in medio virtus).

          A lei seca não pode ser utilizada para justificar o arbítrio ou o desrespeito ao cidadão.

          O êxito da medida depende do equilíbrio dos aplicadores da lei.

Seria razoável lavrar auto de presença de álcool no sangue contra o sacerdote que acabou de rezar Missa e ingeriu, segundo o rito, o vinho que é utilizado na celebração?

Seria aceitável adotar procedimento incriminatório contra o trabalhador cujo ofício é provar vinhos, na indústria em que exerce o seu mister, porque resíduos de álcool foram encontrados no seu organismo?

Seria compreensível punir o noivo que acabou de contrair núpcias e que, na viagem de Lua de Mel, é surpreendido na estrada, quando então se constata que ingeriu vinho, no brinde que se levanta como voto de amor eterno, segundo a tradição milenar?

Os que zelam pelo trânsito não devem ser prepotentes, como não deve ser prepotente quem quer que tenha, nesta ou naquela função, alguma parcela de autoridade. As leis de trânsito existem em benefício do povo, em defesa da vida e da integridade das pessoas. Todos devemos colaborar para que se reduzam no Brasil os acidentes, causa trágica de luto e sofrimento.

Uma política de segurança no trânsito não se limita à utilização do bafômetro, como forma de coibir a embriaguês. Todo um trabalho educativo há de ser realizado para inspirar na coletividade, principalmente nos jovens, atitudes de respeito ao próximo, responsabilidade, moderação, convívio fraterno.

João Baptista Herkenhoff, 77 anos, é Livre-Docente da Universidade Federal do Espírito Santo, palestrante pelo Brasil afora e escritor. Autor de “Dilemas de um juiz – a aventura obrigatória” (Editora GZ, Rio, 2010).

E-mail: jbherkenhoff@uol.com.br

Homepage: www.jbherkenhoff.com.br

GERENTE DO INSS DE CRUZ FEZ PALESTRA PARA ESTUDANTES

 

Cruz. Quarta feira, 20, às 19h30m, o Gerente da Agencia do INSS do Município de Cruz Senhor Robinson Luiz de Oliveira Saldanha, proferiu importante palestra para os estudantes do Curso de Alfabetização de Adultos e convidados da Praia do Preá e comunidades vizinhas.

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Gerente do INSS Sr. Robinson

O Senhor Robinson explicou sobre o funcionamento e as exigências do INSS para conceder aposentadorias e benefícios. Segundo ele, as principais causas dos benefícios e aposentadorias serem negados está na falta de documentos, não comprovação justificada dos benefícios requeridos e entrevistas com informações não compatíveis com a atividade que exercem, demonstrando total desconhecimento sobre a atividade em questionamento.

clip_image004Muitas perguntas foram feitas sobre as dificuldades que os trabalhadores rurais encontram na hora de requererem as suas aposentadorias ou benefícios.

Doutora Karol – Sec. Agricultura

Quanto as reclamações feitas pelas pessoas que comparecem às agências do INSS para realização de entrevistas, principalmente mulheres, com as unhas e cabelos pintados, pele limpa, sem calos nas mãos e falando correto serem aparências de pessoas que não justificam como sendo de uma trabalhadora rural, Robinson disse que ninguém pode ser julgada pela aparência e que se isto estiver acontecendo deve ser denunciado a Ouvidoria do INSS e que a pessoa que tiver seu pedido de aposentadoria ou benefício negado deve comparecer a agência do INSS para colher informações sobre os motivos que resultou em indeferimento do benefício antes que seja entregue ao advogado.

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Estudantes e a Professora Alice (ao centro)

Também, a plateia ouviu do Senhor Robinson Luiz explicações sobre os procedimentos que todo trabalhador rural deve adotar para que se organize, reúna a documentação necessária, ao longo de sua vida de trabalhador rural para que não enfrente dificuldades burocráticas na hora de requerer seus benefícios junto ao INSS. Muitos trabalhadores rurais somente passam a se preocupar com sua documentação e provas do exercício da atividade agrícola na hora da aposentadoria, e enfrentam dificuldades para reunir provas que são necessárias e exigidas pelo INSS.

Com a inauguração da Agencia do INSS, no município de Cruz, facilitou muito para as pessoas que procuram um benefício ou informações, pois, antes, os usuários tinham que se dirigir às agências de Itapipoca ou Sobral que são dois municípios situados a mais de 100 Km de Cruz.

Dr. Lima

Ex-diretor da Siemens aponta caixa 2 de PSDB e DEM e cita propina a deputados

 

Segundo executivo que participou de acordo de leniência com o Cade, lobista de esquema de setor metroferroviário disse a ele que Edson Aparecido, hoje homem forte do governo Alckmin, e Arnaldo Jardim eram beneficiários de comissões; eles negam

21 de novembro de 2013

Fernando Gallo, Ricardo Chapola e Fausto Macedo - O Estado de S.Paulo

Em relatório entregue no dia 17 de abril ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), o ex-diretor da Siemens Everton Rheinheimer afirma dispor de "documentos que provam a existência de um forte esquema de corrupção no Estado de São Paulo durante os governos (Mário) Covas, (Geraldo) Alckmin e (José) Serra, e que tinha como objetivo principal o abastecimento do caixa 2 do PSDB e do DEM".

Veja também:
link Denunciante foi orientado por petista e até pediu emprego
link Tucano afirma conhecer lobista, mas nega ilegalidade
link Ex-diretores da CPTM e lobista são indiciados

O ex-diretor da empresa alemã diz também que o hoje secretário da Casa Civil do governo Geraldo Alckmin (PSDB), deputado licenciado Edson Aparecido (PSDB), foi apontado pelo lobista Arthur Teixeira como recebedor de propina das multinacionais suspeitas de participar do cartel dos trens em São Paulo entre os anos de 1998 e 2008.

O ex-executivo, que é um dos seis lenientes que assinaram no mês seguinte um acordo com o Cade em que a empresa alemã revela as ações do cartel de trens, também cita o deputado Arnaldo Jardim (PPS-SP), aliado dos tucanos, como outro beneficiário.

Trata-se do primeiro documento oficial que vem a público que faz referência a supostas propinas pagas a políticos ligados a governos tucanos. Até agora, o Ministério Público e a Polícia Federal apontavam suspeitas de corrupção que envolviam apenas ex-diretores de estatais como a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).

As acusações do ex-diretor foram enviadas pelo Cade à Polícia Federal e anexadas ao inquérito que investiga o cartel em São Paulo e no Distrito Federal.

No texto, Rheinheimer escreve que o cartel "é um esquema de corrupção de grandes proporções, porque envolve as maiores empresas multinacionais do ramo ferroviário como Alstom, Bombardier, Siemens e Caterpillar e os governos do Estado de São Paulo e do Distrito Federal".

Proximidade. Outros quatro políticos são citados pelo ex-diretor da Siemens como "envolvidos com a Procint". A Procint Projetos e Consultoria Internacional, do lobista Arthur Teixeira, segundo o Ministério Público e a Polícia Federal, é suspeita de intermediar propina a agentes públicos.

O documento faz menção ao senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), e aos secretários estaduais José Aníbal (Energia), Jurandir Fernandes (Transportes Metropolitanos) e Rodrigo Garcia (Desenvolvimento Econômico).

Rheinheimer foi diretor da divisão de Transportes da Siemens, onde trabalhou por 22 anos, até março de 2007.

Ele e outro leniente prestaram depoimento à Polícia Federal em regime de colaboração premiada - em troca de eventual redução de pena ou até mesmo perdão judicial, decidiram contar o que sabem do cartel. Esses depoimentos estão sob sigilo.

Menções. Sobre Aparecido e Jardim, Rheinheimer sustenta em seu texto que "seus nomes foram mencionados pelo diretor-presidente da Procint, Arthur Teixeira, como sendo os destinatários de parte da comissão paga pelas empresas de sistemas (Alstom, Bombardier, Siemens, CAF, MGE, T'Trans, Temoinsa e Tejofran) à Procint".

De Aloysio, Jurandir e Garcia, diz ter tido "a oportunidade de presenciar o estreito relacionamento do diretor-presidente da Procint, Arthur Teixeira, com estes políticos". Sobre Aníbal, anotou: "Tratava diretamente com seu assessor, vice-prefeito de Mairiporã, Silvio Ranciaro".

Ele ainda apontou o vice-governador do Distrito Federal, Tadeu Filippelli (PMDB), e o ex-governador do DF José Roberto Arruda como "políticos envolvidos com a MGE Transportes (Caterpillar)". A MGE é apontada pelo Ministério Público e pela Polícia Federal como a outra rota da propina, via subcontratações - a empresa era fornecedora da Siemens e de outras companhias do cartel.

Rheinheimer diz ser o autor da carta anônima que deflagrou a investigação do cartel dos trens, enviada em 2008 ao ombudsman da Siemens. Ele relata ter feito as denúncias para se "defender de rumores sobre seu envolvimento neste escândalo". O executivo assevera que, apesar de suas denúncias, a Siemens optou por "abafar o caso".

Ameaça. No texto, ele se diz disposto a contar o que sabe, mas sugere receber em contrapartida sua nomeação para um alto cargo na mineradora Vale. (mais informações ao lado)

Ninguém gosta de ver sua cidade suja

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Quando saia da Radio Pioneira encontrei esse trabalhador da limpeza pública de Sobral. Perguntei seu nome e ele disse se chamar Antônio Raimundo da Silva, depois cumprimentá-lo perguntei: Se o senhor fosse prefeito de Sobral por um dia, qual seria sua ação como gestor do município? Respondeu encima das buchas (como diz no sertão), “mandava limpar os bairros de Sobral, que estão uma sujeira só.”