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quarta-feira, 3 de setembro de 2025

Brasil247: China apresenta míssil nuclear DF-5C com alcance superior a 20 mil km


Nova arma balística intercontinental mostra capacidade de atingir qualquer ponto do globo e reforça estratégia defensiva da China

China apresenta míssil nuclear intercontinental (Foto: CCTV)

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247 – A China apresentou nesta quarta-feira (3), durante o desfile militar que celebrou os 80 anos da vitória na Guerra de Resistência do Povo Chinês contra a Agressão Japonesa e da Segunda Guerra Mundial, o míssil estratégico nuclear intercontinental DF-5C. A informação foi divulgada pelo Global Times, que destacou o caráter inédito da revelação.

De acordo com o especialista em tecnologia de mísseis e desarmamento nuclear professor Yang Chengjun, ouvido pelo jornal, o novo armamento possui um alcance estimado superior a 20 mil quilômetros, cobrindo todo o planeta, além de apresentar vantagens em penetração de defesa e alta precisão. “O DF-5C oferece valores estratégicos significativos, integrando tecnologias e experiências acumuladas no desenvolvimento dos modelos anteriores da série DF”, afirmou Yang.

As seis características principais do DF-5C

O especialista detalhou seis atributos centrais do míssil:

  1.  Nova estrutura – O armamento é transportado em três seções por três veículos, o que reduz o tempo de preparação para lançamento e aumenta a velocidade de resposta.
  2.  Alcance global – Com capacidade para ultrapassar 20 mil km, o míssil pode atingir qualquer alvo militar que represente ameaça nuclear à China.
  3.  Diversidade de lançamento – Assim como nos modelos anteriores, há diferentes métodos possíveis de disparo.
  4.  Velocidade elevada – O míssil pode atingir dezenas de vezes a velocidade do som, dificultando a interceptação por sistemas antimísseis contemporâneos.
  5.  Capacidade MIRV – É equipado com múltiplas ogivas independentemente direcionáveis, que podem carregar cabeças nucleares, convencionais ou iscas, aumentando os desafios para sistemas de defesa.
  6.  Alta precisão – Graças à combinação dos sistemas de navegação inercial, estelar e do satélite Beidou, o DF-5C mantém precisão comparável à de mísseis de médio alcance, mesmo a 20 mil km de distância.

Estratégia nuclear defensiva

Embora a demonstração de força tenha impressionado analistas internacionais, Yang reforçou que o desenvolvimento do DF-5C segue a linha de estratégia nuclear da China, que mantém caráter estritamente defensivo. Pequim reitera a política de nunca ser a primeira a usar armas nucleares em nenhuma circunstância, além de não ameaçar nem empregar tais armamentos contra países não nucleares ou zonas livres de armas atômicas.

A China também defende o desarmamento nuclear completo e rejeita engajar-se em corrida armamentista. O professor destacou que a exibição de mísseis estratégicos como o DF-5C possui dupla função: “Primeiro, dizer ao povo chinês para não esquecer a história. Segundo, lembrar que as ameaças reais ainda existem. A situação de segurança enfrentada pela China continua complexa e severa”.

Importância simbólica e geopolítica

O desfile militar de 2025, além de relembrar os horrores da guerra, reforçou a posição da China como potência militar global, disposta a proteger sua soberania e manter a estabilidade estratégica mundial. Para os analistas, a aparição do DF-5C indica um recado claro: a China mantém pronta a sua capacidade de resposta a qualquer ameaça, mas reafirma que seu objetivo é a dissuasão e não a agressão.

Fonte:  https://www.brasil247.com/globaltimes/china-apresenta-missil-nuclear-df-5c-com-alcance-superior-a-20-mil-km

 

Brasil247: Xi Jinping projeta poder em desfile militar com Putin e Kim em Pequim

Evento marcou 80 anos da derrota do Japão na Segunda Guerra e reuniu líderes vistos como desafiadores da ordem ocidental

Xi Jinping entre Vladimir Putin e Kim Jong-Un (Foto: Reuters)

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247 – O presidente da China, Xi Jinping, realizou nesta quarta-feira (3) o maior desfile militar da história do país, em plena Praça da Paz Celestial, em Pequim, ladeado pelo presidente da Rússia, Vladimir Putin, e pelo líder da Coreia do Norte, Kim Jong Un. A reportagem é da Reuters. O evento, marcado por forte simbolismo, celebrou os 80 anos da derrota do Japão ao fim da Segunda Guerra Mundial, mas foi ignorado por líderes ocidentais.

Em seu discurso de abertura, Xi advertiu que o mundo atravessa um momento decisivo: “Hoje, a humanidade está diante da escolha entre paz ou guerra, diálogo ou confronto, ganhos mútuos ou jogo de soma zero”. O mandatário chinês declarou ainda que o povo da China “permanece firmemente do lado certo da história”.

A grandiosidade do desfile

Xi percorreu a praça em uma limusine conversível e inspecionou tropas e equipamentos de última geração, incluindo mísseis hipersônicos, drones submarinos e um inusitado “lobo robótico” armado. A celebração de 70 minutos contou com helicópteros carregando bandeiras, caças voando em formação e o lançamento de 80 mil pombas da paz.

Vestindo um traje no estilo de Mao Tsé-tung, Xi recebeu cerca de 25 líderes estrangeiros, entre eles o presidente da Indonésia, Prabowo Subianto, que surpreendeu ao comparecer em meio a protestos em seu país. Sua esposa, Peng Liyuan, foi ouvida cumprimentando convidados em inglês com frases como “Nice to meet you” e “Welcome to China”.

Durante a cerimônia, Xi dividiu a tribuna com Putin e Kim, com quem manteve conversas frequentes enquanto milhares de soldados marchavam diante deles. Foi a primeira vez em 66 anos que um líder norte-coreano participou de um desfile militar chinês.

A posição de Trump e as reações regionais

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reagiu ao evento em sua rede Truth Social, escrevendo: “Por favor, transmitam meus mais calorosos cumprimentos a Vladimir Putin e Kim Jong Un, enquanto conspiram contra os Estados Unidos da América”. Trump, no entanto, minimizou o impacto da parada, dizendo a repórteres que não a via como uma provocação direta a Washington.

O governo japonês evitou comentar, enquanto Taiwan — que Pequim considera parte de seu território — orientou sua população a não participar do evento. O presidente taiwanês, Lai Ching-te, criticou duramente o desfile: “Taiwan não comemora a paz pelo cano de uma arma”.

Xi e a visão de uma nova ordem mundial

Nos últimos dias, Xi reforçou sua narrativa de que a Segunda Guerra representou um ponto de virada na “grande revitalização da nação chinesa”, projetando o país como potência global. Em um encontro recente, o líder chinês condenou o “hegemonismo e a política de poder”, em crítica velada aos Estados Unidos.

“Xi sente-se confiante de que a mesa virou. É a China que agora está no banco do motorista”, avaliou Wen-Ti Sung, pesquisador do Atlantic Council. Ele acrescentou que “a principal fonte de incerteza no sistema internacional não tem sido a diplomacia agressiva da China, mas sim o unilateralismo trumpista”.

Em um banquete após o desfile, Xi voltou a enfatizar que a humanidade não deve retornar à “lei da selva”, defendendo uma ordem global baseada no diálogo e na cooperação.

Sinais de novas alianças militares

Analistas observam que a presença de Putin e Kim pode sinalizar aproximação militar mais estreita entre os três países, especialmente após a assinatura de pactos recentes entre Rússia e Coreia do Norte e entre China e Pyongyang. A agência russa TASS informou que preparativos estavam em andamento para uma reunião entre Putin e Kim na Casa de Hóspedes do Estado chinês.

Putin já havia aproveitado a visita para fechar novos acordos energéticos com Pequim, enquanto Kim buscava apoio tácito para seu programa nuclear, ainda banido pela comunidade internacional. Kim viajou acompanhado de sua filha, Ju Ae, considerada pela inteligência sul-coreana como provável sucessora, embora não tenha aparecido ao seu lado no desfile.

Modernização militar e purgas internas

O desfile também serviu para mostrar os avanços tecnológicos do Exército Popular de Libertação, mesmo em meio a uma intensa campanha anticorrupção que afastou mais de uma dúzia de generais próximos a Xi nos últimos dois anos.

“O evento permite que Xi concentre a atenção do mundo nos avanços impressionantes da modernização militar chinesa, ao mesmo tempo em que obscurece os desafios internos persistentes, em especial as purgas entre os oficiais mais graduados”, avaliou Jon Czin, analista do Brookings Institution.

Para além da política externa, a exibição de poder também teve como objetivo alimentar o patriotismo interno. Servidores públicos em todo o país foram instruídos a assistir ao desfile e registrar suas reflexões. Em seu discurso, Xi concluiu afirmando que a “revitalização da nação chinesa é imparável”.

Fonte:  https://www.brasil247.com/mundo/xi-jinping-projeta-poder-em-desfile-militar-com-putin-e-kim-em-pequim

terça-feira, 2 de setembro de 2025

Sputnik Brasil: Produção de petróleo e gás brasileiros passa de 5 milhões de barris pela 1ª vez

 

O campo de Tupi na Bacia de Campos foi o principal produtor petróleo e gás do país em março de 2025 - Sputnik Brasil, 1920, 01.09.2025
O Brasil registrou recorde histórico na produção total de petróleo e de gás, em julho, atingindo mais de 5,1 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d) e superando, pela primeira vez, a marca dos 5 milhões de boe/d.
As informações foram divulgadas nesta segunda-feira (1º) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), no Boletim Mensal da Produção de Petróleo e Gás Natural de julho de 2025, que traz os dados consolidados da produção nacional.
O levantamento aponta que foram extraídos 3,959 milhões de barris de petróleo por dia (bbl/d) — aumento de 5,4% na comparação com o mês anterior e de 22,5% em relação ao mesmo mês de 2024.
Já a produção de gás natural foi de 190,89 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d), em julho, com crescimento de 5,1% frente a junho e de 26,1% na comparação com julho de 2024.
Ainda segundo a ANP, a produção de petróleo e gás natural no pré-sal também bateu recorde: 4,077 milhões de boe/d — aumento de 5,6% em relação ao mês anterior e de 24,2%, se comparado a julho de 2024.
A produção do pré-sal, que ocorreu por meio de 169 poços, correspondeu, no mês, a 79,1% do total nacional. Somente a produção de petróleo foi de 3,148 milhões de bbl/d, ultrapassando os 3 milhões de bbl/d pela primeira vez. A de gás natural foi de 147,66 milhões de m³/d.
Refinaria Abreu e Lima (RNEST), na cidade de Ipojuca (PE), em janeiro de 2023 - Sputnik Brasil, 1920, 20.08.2025
Notícias do Brasil
Petrobras busca parceria para construir 1ª fábrica de produção de diesel a partir de óleo vegetal
O recuo se deu em função do fato de o comissionamento da nova plataforma FPSO no Campo de Mero já estar em sua fase final, segundo a agência.
Os campos marítimos produziram 97,7% do petróleo e 86,1% do gás natural em julho, a partir de 6.601 poços, sendo 568 marítimos e 6.033 terrestres.
Em julho, o campo de Tupi, no pré-sal da bacia de Santos, foi o maior produtor, registrando 799,37 bbl/d de petróleo e 40,53 milhões de m³/d de gás natural. Já a instalação com a maior produção foi o FPSO Guanabara, na jazida compartilhada de Mero, com 184.383 bbl/d de petróleo e 12,09 milhões de m³/d de gás natural.
 
Fonte:  https://noticiabrasil.net.br/20250901/producao-de-petroleo-e-gas-brasileiros-passa-de-5-milhoes-de-barris-pela-1-vez-42874433.html

Brasil247: "O golpe já estava em curso", diz Paulo Gonet

 

PGR destacou reunião entre Bolsonaro, ministro da Defesa e comandantes militares para debater a consumação do golpe

Procurador-geral da República, Paulo Gonet, durante abertura do julgamento da trama golpista (Foto: Antonio Augusto/STF)
Guilherme Levorato avatar
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247 - O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou nesta terça-feira (2) o julgamento de Jair Bolsonaro (PL) e de integrantes do chamado "núcleo crucial" da tentativa de golpe de Estado. O processo está sendo analisado pela Primeira Turma da Corte, composta pelos ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia, Alexandre de Moraes, Luiz Fux e Flávio Dino.

Na sustentação oral, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, destacou a gravidade das ações que antecederam os ataques à democracia e apontou a participação direta de Bolsonaro na articulação do golpe. "Quando o presidente da República e depois o ministro da Defesa convocam a cúpula militar para apresentar documento de formalização de golpe de Estado, o processo criminoso já está em curso. Não se está, nesse caso, em um ambiente relativamente inofensivo, de conversas entre quem não dispõe de meios para operar", afirmou.

Reuniões e articulação militar

Gonet relatou que Bolsonaro, então presidente da República, reuniu os mais altos comandantes das Forças Armadas para expor seus planos. Em seguida, o ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira, teria convocado os chefes militares para detalhar a estratégia a ser adotada.

Segundo o procurador-geral, a reunião deixou claro que não se tratava de uma simples conversa política, mas de um movimento concreto para consumar a ruptura democrática. "Quando o presidente e o ministro da Defesa se reúnem com os comandantes militares, sob sua posição política e hierárquica, para conclamá-los a executar fases finais do golpe, o golpe já está em curso de iniciação", reforçou.

Gonet também citou a atuação de Walter Braga Netto, militar e então candidato à vice-presidência na chapa de Bolsonaro, que teria incentivado ações para enfraquecer a resistência legalista de setores das Forças Armadas, em especial da Aeronáutica e do Exército, contrários ao levante.

Defesa da ordem democrática

O procurador-geral sublinhou que as tentativas de golpe precisam ser tratadas com a máxima gravidade. "Os atos que compõem o panorama espantoso e tenebroso da denúncia são fenômenos de atentado com relevância criminal contra as instituições democráticas. Não podem ser tratados como atos de importância menor, como devaneios utópicos, como aventuras inconsideradas nem como precipitações a serem reduzidas com o passar dos dias a um plano bonachão das curiosidades da vida nacional", declarou.

Para Gonet, as provas apresentadas no processo mostram uma cadeia de eventos articulados para a consumação da ruptura democrática, desde campanhas de desinformação sobre as urnas eletrônicas até a mobilização da cúpula militar.

Réus e possíveis penas

Além de Bolsonaro, são réus Alexandre Ramagem (ex-diretor-geral da Abin), Almir Garnier Santos (ex-comandante da Marinha), Anderson Torres (ex-ministro da Justiça), Augusto Heleno (ex-ministro do GSI), Mauro Cid (delator e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro), Paulo Sérgio Nogueira (ex-ministro da Defesa) e Walter Braga Netto (ex-ministro da Casa Civil).

Eles respondem pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado contra patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado. Caso sejam condenados com a pena máxima, podem cumprir até 43 anos de prisão.

A exceção é Alexandre Ramagem, que teve parte da ação penal suspensa pela Câmara dos Deputados, permanecendo como réu em três dos cinco crimes originais. O julgamento deve se estender até 12 de setembro e é considerado um marco histórico na responsabilização de agentes que atentaram contra a democracia no Brasil.

Fonte:  https://www.brasil247.com/brasil/o-golpe-ja-estava-em-curso-diz-paulo-gonet

Brasil247: Ações do núcleo crucial do golpe tinham um só objetivo: impedir a posse de Lula e manter Bolsonaro no poder, diz Gonet

 

Procurador-geral da República afirmou no STF que tentativa de golpe foi articulada para desrespeitar o resultado eleitoral e sustentar Bolsonaro no poder

Paulo Gonet (Foto: Antonio Augusto/STF)
Guilherme Levorato avatar
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247 - O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou nesta terça-feira (2) o julgamento de Jair Bolsonaro (PL), ex-presidente da República, e do chamado "núcleo crucial" acusado de liderar a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. A denúncia é analisada pela Primeira Turma da Corte, composta pelos ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia, Alexandre de Moraes, Luiz Fux e Flávio Dino.

Durante sua manifestação, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, destacou a gravidade das ações articuladas para impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo Gonet, a unidade de propósito entre os acusados foi clara: "Nos próximos minutos, procederei a um apanhado das múltiplas ações do grupo denunciado, em que se nota uma unidade de propósito: o de impedir a chegada e o exercício do poder pelo presidente que concorria pela oposição e o de promover a continuidade do exercício do poder pelo presidente Bolsonaro, pouco importando os resultados apurados no sufrágio de 2022".

Defesa da democracia em julgamento

Em sua fala, Gonet ressaltou que a mais alta Corte do país exerce papel essencial na proteção da democracia diante de ataques violentos. "É chegada a hora do julgamento pela mais alta Corte do país em que a democracia no Brasil assume sua defesa ativa contra a tentativa de golpe apoiada em violência, ameaçada e praticada. Nenhuma democracia se sustenta se não contar com efetivos meios para se contrapor a atos orientados à sua decomposição", afirmou.

O procurador-geral alertou que a usurpação do poder pela força bruta não encontra resposta eficaz dentro da ordem constitucional. Segundo ele, somente quando o ataque não se consuma, o Estado democrático encontra espaço para reafirmar-se. "A defesa da ordem democrática, contudo, acha espaço no direito democrático para se reafirmar, avantajar e dignificar quando o ataque não se consuma. Nesses casos, atua o Código Penal no capítulo sobre crimes contra instituições democráticas", acrescentou.

O "núcleo crucial" do golpe

Além de Bolsonaro, o grupo apontado como central na articulação inclui Alexandre Ramagem (ex-diretor-geral da Abin), Almir Garnier Santos (ex-comandante da Marinha), Anderson Torres (ex-ministro da Justiça), Augusto Heleno (ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional), Mauro Cid (delator e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro), Paulo Sérgio Nogueira (ex-ministro da Defesa) e Walter Braga Netto (ex-ministro da Casa Civil).

Todos respondem por crimes como organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado contra patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado. A única exceção é Ramagem, cuja ação penal foi parcialmente suspensa pela Câmara dos Deputados, restringindo sua responsabilização a três crimes.

Consequências jurídicas e políticas

De acordo com a Procuradoria-Geral da República, a denúncia deve ser analisada como um conjunto de atos articulados, e não como fatos isolados. Gonet advertiu que "as afrontas acintosas e belicistas contra a ordem democrática podem assumir formas diversas" e que tratá-las como simples excessos seria abrir caminho para a repetição de ataques.

Caso condenados com a pena máxima, os réus podem receber até 43 anos de prisão. O julgamento está previsto para se estender até 12 de setembro, em um dos processos mais relevantes da história recente do STF no enfrentamento de atentados contra a democracia brasileira.

Fonte:  https://www.brasil247.com/brasil/acoes-do-nucleo-crucial-do-golpe-tinham-um-so-objetivo-impedir-a-posse-de-lula-e-manter-bolsonaro-no-poder-diz-gonet

Brasi de Fato: Organização para Cooperação de Xangai amplia atuação para temas econômicos e sociais em plano para 2035

 

Multipolaridade e governança global foram outros destaques da maior cúpula já realizada pela OCX

A Organização para Cooperação de Xangai (OCX) aprovou uma estratégia decenal que formaliza a expansão de seu mandato original, centrado em questões de segurança regional, para abranger parcerias nas áreas econômica, tecnológica e social, entre outras. 

A Declaração de Tianjin, do Conselho de Chefes de Estado da Organização para Cooperação de Xangai, aprovado durante a cúpula que finalizou nesta segunda-feira (1º), em Tianjin, na China, estipulou as diretrizes para o desenvolvimento da organização para o período 2026-2035.

Entre as novidades, a OCX definiu a criação do Banco de Desenvolvimento da entidade, uma proposta que vinha sendo estudada, pelo menos, desde 2013, quando a cúpula foi realizada em Bishkek, no Quirguistão. A entidade também definiu mudança na posição do Laos, que passou de observador para “membro de diálogo” (veja lista de membros abaixo). 

A China, como anfitriã, anunciou que criará três plataformas para a cooperação no âmbito da OCX nas áreas de energia, indústrias renováveis e economia digital, além de três centros de cooperação para inovação científica e tecnológica, ensino superior e educação profissional e técnica. 

O anúncio foi feito pelo presidente chinês Xi Jinping durante a reunião da OCX+, que inclui os 27 integrantes. “Trabalharemos com outros países da OCX para aumentar a capacidade instalada de energia fotovoltaica e eólica em 10 milhões de quilowatts cada nos próximos cinco anos”, disse o presidente chinês.

Transformação da governança global

Durante a cúpula, a China lançou a Iniciativa de Governança Global, a quarta grande proposta chinesa relacionada à ordem internacional, somando-se à Iniciativa de Desenvolvimento Global, Iniciativa de Segurança Global e Iniciativa de Civilização Global. 

As propostas apresentadas pela China visam colocar em diálogo, no âmbito internacional, abordagens diferentes das hegemônicas. No caso da iniciativa referente à segurança, a proposta prioriza o diálogo político e a negociação pacífica no lugar da confrontação e do hegemonismo. 

A existência de “novas ameaças e desafios só tem aumentado”, disse Xi antes de apresentar a Iniciativa de Governança Global.

“O mundo se encontra em um novo período de turbulência e transformação. A governança global chegou a uma nova encruzilhada”, afirmou o mandatário chinês.

A proposta, apresentada por Xi no OCX+, tem como base cinco princípios: igualdade soberana de todas as nações, independentemente de seu tamanho; respeito integral ao direito internacional e à Carta da ONU; multilateralismo diante do unilateralismo, priorizando a solidariedade e defendendo o “papel insubstituível” da ONU; abordagem centrada no povo para reformar o sistema global, reduzindo a disparidade entre o Norte e o Sul Globais; e ações concretas e coordenação prática para evitar a fragmentação do sistema de governança.

Articulações de segurança 

A OCX lançou quatro centros de segurança: o Centro Integrado da OCX para Abordar Ameaças e Desafios de Segurança; o Centro de Segurança de Informação; o Centro de Combate ao Crime Organizado Transnacional; e o Centro de Controle de Narcóticos da OCX.

“Este é outro grande passo adiante na cooperação de segurança da OCX, que aprimorará de forma abrangente as capacidades dos Estados-membros em responder a novas ameaças e desafios e salvaguardar mais efetivamente a paz e tranquilidade regional”, disse o chanceler chinês, Wang Yi, na coletiva de encerramento da cúpula junto ao secretário-geral da Organização para Cooperação de Xangai, Nurlan Yermekbayev.

Secretário-geral da OCX, o cazaque Nurlan Yermekbayev, e o chanceler chinês, Wang Yi, na coletiva de encerramento da cúpula da organização em Tianjin, China | Mauro Ramos

Os estados-membros condenaram “veementemente as ações que resultaram em inúmeras vítimas civis e desastres humanitários na Faixa de Gaza“, assim como “a agressão militar lançada por Israel e pelos Estados Unidos contra o Irã em junho de 2025″.

A próxima presidência rotativa da organização será exercida pela República do Quirguistão, no ano que vem, quando a entidade completará 25 Anos.

Expansão

Veja a seguir um resumo das propostas não referentes à segurança da Declaração de Tianjin do Conselho de Chefes de Estado da Organização de Cooperação de Xangai, publicada no 1º de setembro de 2025.

Economia e Finanças

  • Banco de Desenvolvimento da OCX: Decisão de criar a instituição financeira e acelerar consultas sobre sua operação
  • Expansão de moedas locais: Implementar o “Roteiro para Expandir a Participação de Liquidação em Moeda Local”
  • Acordo de facilitação comercial: Iniciativa para desenvolver acordo dentro do marco da OCX
  • Mecanismo de crédito e investimento: Proposta para estabelecer mecanismo de crédito de exportação e investimento da OCX
  • Cooperação antimonopólio: Fortalecimento da cooperação prática entre agências antimonopólio

Energia e Meio Ambiente

  • Roteiro energético até 2030: Implementação da estratégia de cooperação energética
  • Plano de energia renovável: Desenvolvimento de plano abrangente para cooperação em energia renovável
  • Conferência climática regional: Apoio à realização de cúpula climática no Cazaquistão em 2026
  • Cooperação em indústrias verdes: Declaração específica sobre cooperação em indústria verde

Tecnologia e Inovação

  • Inteligência Artificial: “Roteiro para Implementação do Plano de Cooperação em IA” (aprovado em junho 2025)
  • Centro de IA da Ásia Central: Iniciativa para estabelecer centro em Dushanbe
  • Marco de Tecnologias Futuras da OCX: Proposta para desenvolvimento de framework tecnológico
  • Parque Científico e Clusters: Fortalecimento da base de dados de parques científicos e clusters de inovação

Educação e Capacitação

  • Cooperação em e-commerce: “Marco de Cooperação no Desenvolvimento do E-commerce entre Agências Autorizadas”
  • Capacitação digital: Investimento em treinamento de habilidades digitais
  • Cooperação vocacional: Fortalecimento da cooperação em educação vocacional e técnica
  • Universidade OCX: Apoio à operação efetiva da instituição

Transporte e Conectividade

  • Ferrovia China-Quirguistão-Uzbequistão: Início da construção confirmado
  • Corredores Norte-Sul e Leste-Oeste: Promoção da construção desses corredores de transporte
  • Acordo de transporte rodoviário: Continuidade da implementação do acordo de 2014
  • Reunião de portos e centros logísticos: Proposta para encontro em Aktau em novembro 2025

Agricultura e Alimentação

  • Plataforma “Atlas de Segurança Alimentar da OCX“: Iniciativa para estabelecer plataforma eletrônica
  • Base de demonstração agrícola: Aproveitamento da Base de Intercâmbio e Treinamento de Tecnologia Agrícola da OCX

Saúde e Juventude

  • Aliança Global de Cuidados Primários: Iniciativa para estabelecer a aliança
  • Associação Médica da OCX: Proposta para criação da entidade
  • Grupo de Trabalho de Materiais de Resgate Médico de Emergência: Estabelecimento do mecanismo
  • Cooperação juvenil: Fortalecimento através do Comitê Juvenil da OCX

Líderes dos Estados-membros da OCX

  • Alexander Lukashenko (presidente da Bielorrússia)
  • Narendra Modi (primeiro-ministro da Índia)
  • Kassym-Jomart Tokayev (presidente do Cazaquistão)
  • Sadyr Japarov (presidente do Quirguistão)
  • Shehbaz Sharif (primeiro-ministro do Paquistão)
  • Vladimir Putin (presidente da Rússia)
  • Emomali Rahmon (presidente do Tajiquistão)
  • Shavkat Mirziyoyev (presidente do Uzbequistão)
  • Mohammad Mokhber (presidente interino do Irã)

Líderes de Estados Observadores e Parceiros de Diálogo

  • Ukhnaagiin Khürelsükh (presidente da Mongólia)
  • Ilham Aliyev (presidente do Azerbaijão)
  • Nikol Pashinyan (primeiro-ministro da Armênia)
  • Hun Manet (primeiro-ministro do Camboja)
  • Mohamed Muizzu (presidente das Maldivas)
  • K. P. Sharma Oli (primeiro-ministro do Nepal)
  • Recep Tayyip Erdoğan (presidente da Turquia)
  • Mostafa Madbouly (primeiro-ministro do Egito)
  • Serdar Berdimuhamedow (presidente do Turcomenistão)
  • Prabowo Subianto (presidente da Indonésia, convidado mas não compareceu)
  • Thongloun Sisoulith (presidente do Laos)
  • Anwar Ibrahim (primeiro-ministro da Malásia)
  • Phạm Minh Chính (primeiro-ministro do Vietnã)

Chefes de Organizações Internacionais e Mecanismos Multilaterais

  • António Guterres (secretário-geral da Organização das Nações Unidas)
  • Zhang Ming (secretário-geral da OCX)
  • Sharshiev Kubanychbek (diretor do Comitê Executivo da Estrutura Antiterrorista Regional da OCX)
  • Sergey Lebedev (secretário-geral da Comunidade de Estados Independentes – CEI)
  • Kao Kim Hourn (secretário-geral da Asean)
  • Imangali Tasmagambetov (secretário-geral da Organização do Tratado de Segurança Coletiva – OTSC)
  • Asadbek Mamajanov (secretário-geral da Organização de Cooperação Econômica da Ásia Central)
  • Jin Liqun (secretário-geral do Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura – BAII)

Agência Brasil: CPMI do INSS aprova pedido de prisão preventiva de 21 investigados

 

Requerimento foi aprovado por 26 votos a favor e nenhum contrário
Alex Rodrigues - Repórter da Agência Brasil
Publicado em 02/09/2025 - 11:07
Brasília
Brasília (DF) - 31/08/2023 - Vista do prédio do Congresso Nacional.
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil/Arquivo
© Joédson Alves/Agência Brasil/ARQUIVO

Integrantes da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) aprovaram, nesta segunda-feira (1), uma proposta de envio ao Supremo Tribunal Federal (STF) de um pedido para que a Corte autorize a prisão preventiva de 21 pessoas investigadas por suposto envolvimento na cobrança ilegal de mensalidades associativas descontadas das aposentadorias e pensões de milhões de brasileiros, em todo o país.

De autoria do deputado federal Alfredo Gaspar (União-AL), relator da comissão, o requerimento foi aprovado por 26 votos a favor e nenhum contrário, durante a quarta reunião, instaurada em agosto deste ano para apurar o esquema de descontos ilegais revelado pela Operação Sem Desconto, deflagrada em abril pela Polícia Federal (PF) e pela Controladoria-Geral da União (CGU).

Caberá ao ministro do STF, André Mendonça, relator do processo na Corte, decidir sobre o pedido de prisões preventivas solicitadas pelos parlamentares.

Ao sugerir que a CPMI pedisse que o STF autorize a prisão preventiva dos suspeitos, Gaspar destacou que “mesmo diante da presença de veementes indícios de materialidade e de autoria de infrações penais que vitimaram milhões de aposentados e pensionistas, até o momento nenhum investigado se encontra submetido a prisão cautelar”. Para o deputado, a medida preventiva é necessária para garantir a coleta de provas para instrução do processo e à eventual aplicação da lei.

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Entre as pessoas incluídas no requerimento está o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, como é chamado, cuja convocação para depor já foi aprovada. Também constam da lista o ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, que foi exonerado do cargo no mesmo dia que a PF e a CGU realizaram a Operação Sem Desconto.

A CPMI também pede a prisão preventiva do ex-procurador-geral do INSS, Virgílio de Oliveira Filho, bem como dos ex-diretores do instituto, André Fidelis e Vanderlei Barbosa, além do advogado Eric Douglas Fidelis, filho de André, suspeito de movimentar valores do suposto esquema que, segundo os investigadores, foram destinados a seu pai, André.

Os outros investigados são Cecília Rodrigues Mota; Thaisa Hoffmann Jonasson; Maria Paula Xavier da Fonseca Oliveira; Alexandre Guimarães; Rubens Oliveira Costa; Romeu Carvalho Antunes; Domingos Savio de Castro; Milton Salvador de Almeida Júnior; Adelino Rodrigues Júnior; Geovani Batista Spiecker; Reinaldo Carlos Barros de Almeida; Vanderlei Barbosa dos Santos; Jucimar Fonseca da Silva; Philipe Roters Coutinho e Maurício Camisotti.

Conforme destacaram o deputado Alfredo Gaspar e o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), os 21 investigados listados são citados nominalmente no inquérito conduzido pela Polícia Federal, cujo teor é público.

Brasil247: "A soberania nacional jamais será vilipendiada, negociada ou extorquida", afirma Moraes, em recado a Trump

Ministro detona "organização criminosa" liderada por Eduardo Bolsonaro para coagir autoridades brasileiras

Ministro do STF Alexandre de Moraes durante abertura do julgamento da trama golpista (Foto: Antonio Augusto/STF)
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247 - Na abertura do julgamento de Jair Bolsonaro (PL) e de outros sete réus do chamado "núcleo crucial" da tentativa de golpe de Estado, nesta terça-feira (2), o ministro Alexandre de Moraes fez um discurso duro em defesa da democracia brasileira. Em tom firme, o magistrado afirmou que a soberania nacional "não pode, não deve e jamais será vilipendiada, negociada ou extorquida", em referência a pressões externas atribuídas ao atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Moraes também denunciou a atuação de uma "verdadeira organização criminosa" que, segundo ele, buscou intimidar autoridades brasileiras e até submeter o funcionamento do Supremo Tribunal Federal (STF) a interesses estrangeiros. O ministro destacou que essa estrutura teria sido liderada pelo deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente.

STF reafirma sua missão constitucional

Moraes lembrou que o Brasil chega a 2025 com quase quatro décadas de redemocratização e uma Constituição que, mesmo em meio a crises, sustentou a estabilidade institucional. "Estado Democrático de Direito não significa ausência de conflitos, mas sim respeito à Constituição, à aplicação da lei, com absoluto respeito ao devido processo legal, à ampla defesa e ao contraditório", afirmou.

Ele frisou que o julgamento em curso é apenas mais um desdobramento do papel do STF como guardião da Constituição. "Assim como nas 1.630 ações penais apresentadas pela PGR referentes ao 8 de janeiro de 2023 — das quais resultaram 683 condenações, 11 absolvições, 554 acordos de não persecução penal e ainda restam 382 em andamento —, esta Corte seguirá julgando com imparcialidade e rigor técnico", declarou.

Impunidade e pacificação

O ministro destacou que a pacificação nacional não pode ser confundida com impunidade. "A história nos ensina que a impunidade, a omissão e a covardia não são opções para a pacificação. O caminho aparentemente mais fácil deixa cicatrizes traumáticas na sociedade e corrói a democracia", alertou.

Segundo Moraes, a missão do STF é garantir que cada réu seja julgado com base em provas. "Existindo provas acima de qualquer dúvida razoável, os réus serão condenados. Havendo dúvida ou prova da inocência, serão absolvidos. Assim se faz a Justiça", disse.

Defesa da soberania e recado internacional

No trecho mais contundente de seu discurso, Moraes ressaltou que a independência do Judiciário é direito fundamental de todos os cidadãos e que o STF jamais aceitará interferências externas. "A soberania nacional não pode, não deve e jamais será vilipendiada, negociada ou extorquida, pois é um dos fundamentos da República Federativa do Brasil, previsto na Constituição. Esta Corte sempre será absolutamente inflexível na defesa da soberania nacional, da democracia e da independência do Judiciário", afirmou.

Em tom de recado direto a Trump, Moraes reforçou que o Supremo não se curvará a pressões internacionais. "A história deste STF demonstra que jamais faltou ou faltará coragem a seus membros para repudiar agressões contra a soberania nacional, a democracia, o Estado de Direito ou a independência do Judiciário. Esta Corte vem e continuará realizando sua missão constitucional", concluiu.

Fonte:  https://www.brasil247.com/brasil/a-impunidade-e-a-covardia-nao-sao-opcoes-para-a-pacificacao-diz-moraes-na-abertura-do-julgamento-de-bolsonaro


Brasil247: "A impunidade e a covardia não são opções para a pacificação", diz Moraes na abertura do julgamento de Bolsonaro

Ministro do STF ressaltou a força das instituições e defendeu que a pacificação só é possível com respeito à Constituição e punição aos culpados

Alexandre de Moraes (Foto: Rosinei Coutinho/STF)
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247 - Na abertura do julgamento de Jair Bolsonaro (PL) e do chamado "núcleo crucial" da tentativa de golpe de Estado, nesta terça-feira (2), o ministro Alexandre de Moraes destacou a importância do processo para a preservação da democracia brasileira. Em seu discurso, Moraes afirmou que "a história nos ensina que a impunidade, a omissão e a covardia não são opções para a pacificação" e defendeu que o caminho para superar crises políticas passa pelo fortalecimento das instituições.

O julgamento, conduzido pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), analisará as acusações contra Bolsonaro e outros sete réus por crimes como organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado. Caso sejam condenados, os réus podem enfrentar penas de até 43 anos de prisão.

Democracia e estabilidade institucional

Em sua fala, Moraes lembrou o papel da Constituição de 1988 e da redemocratização no fortalecimento das instituições. "O Brasil chega a 2025, quase 37 anos da Constituição de 1988 e 40 anos da redemocratização, com uma democracia forte, instituições independentes, uma economia em crescimento e a sociedade civil atuante. Isso não significa ausência de conflitos, mas sim respeito à Constituição e ao devido processo legal", declarou.

O ministro destacou ainda que o julgamento segue o mesmo rito processual aplicado às demais ações relacionadas ao 8 de Janeiro de 2023. "Este STF vem seguindo rigorosamente o devido processo legal nas 1.630 ações penais apresentadas pela Procuradoria-Geral da República referentes à tentativa de golpe. Até agora, foram 683 condenações, 11 absolvições, 554 acordos de não persecução penal e ainda permanecem 382 ações em andamento", afirmou.

Impunidade como risco à democracia

Moraes frisou que não pode haver confusão entre pacificação e impunidade, alertando para os riscos de repetir erros do passado. "O caminho aparentemente mais fácil, que é o da impunidade e da omissão, deixa cicatrizes traumáticas na sociedade e corrói a democracia, como lamentavelmente o passado recente do Brasil demonstra. A pacificação do país depende do respeito à Constituição, da aplicação das leis e do fortalecimento das instituições", disse.

Segundo o ministro, a missão do STF é julgar com imparcialidade, garantindo ampla defesa e contraditório. "Existindo provas acima de qualquer dúvida razoável, os réus serão condenados. Havendo dúvida ou prova da inocência, serão absolvidos. Assim se faz a Justiça", completou.

Organização criminosa e tentativas de pressão

Moraes também afirmou que, ao longo do processo, foram identificadas condutas dolosas de uma "verdadeira organização criminosa" que tentou coagir o Judiciário e até submeter o funcionamento da Corte a interesses estrangeiros. "Essa tentativa de obstrução não afetará a imparcialidade e a independência dos juízes deste STF, que continuarão a dar sequência ao devido processo legal, acompanhado por toda a sociedade e pela imprensa", concluiu.

Fonte:  https://www.brasil247.com/brasil/a-impunidade-e-a-covardia-nao-sao-opcoes-para-a-pacificacao-diz-moraes-na-abertura-do-julgamento-de-bolsonaro

 

segunda-feira, 1 de setembro de 2025

Brasil247: Xi propõe Iniciativa de Governança Global

 

Presidente da China defende sistema internacional mais justo e equitativo em encontro da Organização para Cooperação de Xangai

O Presidente Xi Jinping na Organização de Cooperação de Xangai (Foto: Xinhua)
 
 
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247 – O presidente da China, Xi Jinping, lançou nesta segunda-feira (1º) a Iniciativa de Governança Global (GGI, na sigla em inglês) durante o encontro “Organização para Cooperação de Xangai Plus”, realizado em Tianjin. A informação foi publicada pelo Global Times link original.

Em seu discurso, Xi destacou que a proposta busca promover uma ordem internacional mais equilibrada e inclusiva. “Eu espero trabalhar com todos os países por um sistema de governança global mais justo e equitativo, avançando rumo a uma comunidade com um futuro compartilhado para a humanidade”, afirmou.

Os cinco princípios da iniciativa

O presidente chinês apresentou cinco pilares fundamentais para a GGI, que segundo ele devem orientar a cooperação internacional no século XXI:

  1.  Soberania e igualdade – respeito à independência e ao mesmo status entre as nações.
  2.  Respeito ao direito internacional – valorização da legalidade nas relações internacionais.
  3.  Multilateralismo – defesa de instituições e mecanismos coletivos de decisão.
  4.  Centralidade das pessoas – adoção de políticas e estratégias que tenham como foco os cidadãos.
  5.  Ações concretas – prioridade para medidas práticas em vez de declarações formais.

Significado político da proposta

A iniciativa surge em um momento em que as disputas geopolíticas e os conflitos comerciais desafiam a estabilidade internacional. Para a China, a defesa da soberania, do direito internacional e do multilateralismo representa uma alternativa à lógica de blocos militares e rivalidades hegemônicas.

Ao propor um modelo de governança mais inclusivo, Pequim reforça sua estratégia de ampliar o papel dos países do Sul Global nos fóruns internacionais, contrapondo-se a iniciativas unilaterais.

Com a GGI, a China se coloca como promotora de um diálogo que une desenvolvimento, segurança e inclusão social. O discurso de Xi Jinping em Tianjin marca mais um movimento de sua política externa voltada para a construção de uma comunidade internacional multipolar.

Fonte:  https://www.brasil247.com/globaltimes/xi-propoe-iniciativa-de-governanca-global