sábado, 8 de fevereiro de 2025
sexta-feira, 7 de fevereiro de 2025
Pragmatismo Político: Em resposta aos EUA, China zera tarifas comerciais para países menos desenvolvidos
Enquanto Donald Trump não para de anunciar novas tarifas, a China constrange a guerra comercial dos EUA ao zerar tarifas para países pobres e em desenvolvimento. A decisão de isentar nações menos desenvolvidos de tarifas carrega, acima de tudo, uma mensagem geopolítica. Pequim busca se posicionar como um ator global comprometido com a estabilidade e o desenvolvimento do mundo, contrastando com a postura isolacionista dos EUA

Portal Vermelho
A China deu mais um passo em sua disputa econômica com os Estados Unidos ao anunciar medidas que reforçam sua posição no cenário global e ampliam sua influência nos países menos desenvolvidos. Pequim passou a adotar uma política de tarifa zero para todos os produtos originados de países classificados como os menos desenvolvidos do mundo, conforme critério da ONU. A medida visa estimular o intercâmbio comercial com essas nações e consolidar a China como parceiro estratégico do Sul Global.
A isenção vale para países que tenham relação diplomática com a China e renda per capita bruta inferior a US$ 1.018 dólares. Essa política deve servir a cerca de 30 países africanos, tais como Angola, São Tomé e Príncipe e Ilhas Salomão. A China é o primeiro país de grande porte a oferecer essa alternativa a países com pouca inserção no comércio internacional.
Retaliação estratégica e aproximação com o Sul Global
O cientista político Augusto Leal Rinaldi (PUC-SP), autor de O Brics nas Relações Internacionais Contemporâneas: Alinhamento Estratégico e Balanceamento de Poder Global (Appris, 2021), analisa a nova estratégia chinesa como um movimento de duplo impacto.
“As imposições tarifárias dos Estados Unidos não serão recebidas impunemente pela China. Os chineses têm condições de retaliar – e é o que estão fazendo ao reduzir a exportação de minérios necessários para a fabricação de componentes tecnológicos – e isso mostra, sobretudo à nova administração Trump, que a guerra comercial também afetará negativamente os Estados Unidos”, destacou Rinaldi.
A decisão de isentar países menos desenvolvidos de tarifas de importação também carrega uma mensagem geopolítica. Segundo Rinaldi, Pequim busca se posicionar como um ator global comprometido com a estabilidade e o desenvolvimento, particularmente da África, contrastando com a postura isolacionista dos EUA.
“Isso demonstra a disposição da China de se apresentar como um país comprometido com uma agenda de globalização e facilitação de intercâmbio comercial. Os chineses aparecem como um país preocupado com a estabilidade global e sensível aos interesses dos países de menor desenvolvimento relativo. Parece-me ser uma estratégia de maior alinhamento aos países do chamado Sul Global e, ao mesmo tempo, um posicionamento de grande potência ao lidar de maneira assertiva à postura iliberal por parte de Washington”, analisa ele.
Impactos na África e no comércio global
Com a medida, cerca de 30 países africanos poderão exportar seus produtos à China sem tarifas, desde que mantenham relações diplomáticas com o gigante asiático. Essa política se soma a décadas de investimentos chineses na África. De acordo com a Iniciativa de Pesquisa China-África (CARI), os investimentos diretos da China na região saltaram de US$ 74,8 milhões em 2003 para US$ 4,23 bilhões em 2020. Em setembro, o presidente Xi Jinping anunciou um financiamento adicional de US$ 50 bilhões para os próximos dez anos.
O porta-voz do Ministério do Comércio chinês, He Yongquian, indicou que a política tarifária busca integrar os países menos desenvolvidos ao “vasto mercado chinês”, promovendo oportunidades econômicas mútuas. No entanto, críticos apontam que a dependência econômica da África em relação à China pode reforçar assimetrias no longo prazo, embora essa dependência dos EUA e economias europeias seja mais nociva, com ganhos principalmente para essas potências.
A cooperação China-África está alinhada com os objetivos da UNCTAD de promover o desenvolvimento sustentável por meio de investimentos em infraestrutura que aprimoram as capacidades de fabricação da África, aumentando as oportunidades comerciais, fomentando a diversificação econômica e integrando os países africanos à cadeia de valor global.
Tensões com os EUA e o futuro do BRICS
Enquanto a China avança com medidas de integração econômica, os EUA endurecem as restrições à exportação de tecnologias avançadas para o gigante asiático. O Bureau of Industry and Security (BIS), órgão ligado ao Departamento de Comércio norte-americano, anunciou controles adicionais sobre semicondutores, uma resposta à crescente competitividade tecnológica chinesa. Pequim reagiu restringindo a exportação de materiais críticos como germânio e gálio, essenciais para a produção de chips, afetando diretamente a cadeia produtiva dos EUA.
A relação entre China e EUA também se aquece no âmbito do BRICS. Donald Trump, presidente eleito dos EUA, ameaçou impor tarifas de 100% sobre os produtos de países membros caso avancem propostas como a criação de uma moeda comum, discutida na cúpula do grupo em outubro, em Kazan, Rússia.
A análise do especialista sugere que a disputa vai além da economia. A retórica de Trump contra o BRICS e as restrições tecnológicas são respostas ao crescente protagonismo chinês e à tentativa de balanceamento de poder global. Pequim, por sua vez, busca se consolidar como líder de uma ordem multipolar que desafia a hegemonia dos EUA.
O que está em jogo
As recentes ações de Pequim mostram que a guerra comercial com os EUA não é apenas uma disputa econômica, mas uma batalha pela definição da nova ordem mundial. Enquanto os Estados Unidos reforçam o protecionismo e a rivalidade tecnológica, a China investe em alianças comerciais estratégicas e se apresenta como defensora da globalização inclusiva.
O cenário para 2025 será decisivo, com a reconfiguração das políticas externas de ambas as potências e o impacto disso sobre o BRICS e o comércio global. A rivalidade entre Washington e Pequim deve moldar não apenas as relações bilaterais, mas também o equilíbrio de poder no século XXI.
Fonte: https://www.pragmatismopolitico.com.br/2025/02/em-resposta-aos-eua-china-zera-tarifas-comerciais-para-paises-pobres.html
PT na Câmara: Com o voto favorável da Bancada do PT, Câmara aprova sete acordos internacionais
O plenário da Câmara aprovou nesta quinta-feira (6/2), com o apoio do PT, sete projetos de decreto legislativo que tratam de acordos internacionais. Entre eles, o PDL 380/21, com acordo entre Brasil e Tunísia para cooperação em ciência, tecnologia e inovação. “O Brasil é um país que felizmente se relaciona com muitas nações do mundo. E nós precisamos estar abertos para nos relacionarmos do ponto de vista da política, da economia, das relações internacionais — aqui no caso de uma cooperação sobre ciência e tecnologia — com muitos países”, afirmou o deputado Helder Salomão (PT-ES), a defender a aprovação da matéria.
Na avaliação do deputado capixaba, a cooperação entre Brasil e Tunísia na área de ciência e tecnologia será muito importante para os dois países. “Afinal, nós temos desafios muito grandes na área de ciência e tecnologia. Estamos vivendo uma mudança muito rápida em relação às novas tecnologias. Se nós queremos ver o Brasil grande, precisamos aprofundar os investimentos e ampliar toda a nossa ação política e governamental para investir mais recursos em educação, ciência, tecnologia e inovação para preparar melhor a nossa gente, gerar mais empregos, oportunidade e qualidade de vida”, argumentou.
A deputada Erika Kokay (PT-DF) também defendeu o acordo com a Tunísia. “Acho muito interessante que ele tem como princípio o papel central da tecnologia para o crescimento econômico sustentável, ou seja, a tecnologia como desenvolvimento de uma economia que seja sustentável”, afirmou. A deputada explicou que o acordo fala em promoção da cooperação, participação em cursos, intercâmbio de informações e documentos sobre ciência, tecnologia e inovação. “Ele fala em organização de seminários e cursos bilaterais, identificação de problemas comuns na área de CTI e também criação de programas de trabalho. Então, ele significa estreitar laços com um país para que nós possamos fazer crescer a ciência, a tecnologia e a inovação como instrumentos para a construção de um desenvolvimento solidário”, completou.
Leia Mais: 2 anos de reconstrução: Lula restaura protagonismo internacional do Brasil
Pesca sustentável
Outro projeto aprovado foi o PDL 113/24, que trata do acordo sobre subsídios à pesca elaborado pela Organização Mundial do Comércio (OMC). Ao defender a proposta, a deputada Erika Kokay citou dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), que revelam que os estoques em níveis sustentáveis caíram de 90% para 66% em 48 anos, sobretudo devido a subsídios, numa perspectiva de sobrepesca. “Há cinco países asiáticos, dentre eles, a China e os Estados Unidos, que exercem um processo muito predatório, uma sobrepesca, com muita intensidade e que têm subsídios para que essa sobrepesca possa existir. Isso não possibilita sustentabilidade. E nós vamos ter, portanto, uma deterioração das condições para que haja a oferta dentro do processo de sustentabilidade”, argumentou. Ela enfatizou que no Brasil não tem tipo de pesca predatória.
“O Brasil está de acordo que haja essa fiscalização, que nós possamos controlar os subsídios e também avaliar o inverso, que são países que não estão utilizando toda a sua potencialidade sustentável na produção pesqueira”, afirmou. Erika disse ainda que, assim como existe países que estão praticando a pesca de forma predatória, há também países que podem ter uma potencialização da sua produção pesqueira dentro dos critérios de sustentabilidade. “Portanto, trata-se de combater a sobrepesca, mas também de possibilitar que haja a pesca sustentável e que países que não utilizem toda a sua potencialidade dentro da sustentabilidade possam fazê-lo”, completou.
Veja abaixo os demais projetos de decretos legislativos aprovados:
PDL 163/23, com acordo sobre serviços aéreos entre Brasil e Catar;
PDL 267/23, com acordo de cooperação técnica entre Brasil e Camboja;
PDL 480/23, com a versão consolidada da Convenção sobre Facilitação do Tráfego Marítimo Internacional, da Organização Marítima Internacional (IMO);
PDL 103/24, com emendas à Convenção Constitutiva da IMO; e
PDL 358/24, com emendas a acordo de serviços aéreos entre Brasil e República Dominicana.
Todos os projetos aprovados seguem para a apreciação do Senado.
Vânia Rodrigues
Fonte: https://ptnacamara.org.br/com-o-voto-favoravel-da-bancada-do-pt-camara-aprova-sete-acordos-internacionais/
PT na Câmara: Lula reage a plano macabro de Trump de varrer palestinos de Gaza: “Fala incompreensível”
“É triste e desumana a visão de Trump sobre o povo palestino, vítima de um genocídio em Gaza”, reagiu a presidenta Nacional do PT, Gleisi Hoffmann
Após um massacre que dizimou mais de 45 mil palestinos na guerra de Israel contra o Hamas na Faixa de Gaza, Donald Trump ultrapassou todos os limites do bom senso ao propor uma verdadeira limpeza étnica na região, para além dos inúmeros crimes de guerra cometidos por Benjamin Netanyahu. Na quarta-feira (4), ao lado do extremista de direita, Trump afirmou que os Estados Unidos irão assumir o controle da região propondo, na prática, varrer mais de dois milhões de palestinos da própria terra. Em outras palavras, uma violação do direito intenacional.
A reação internacional foi imediata, a começar pelo presidente Lula. ”A fala dele é incompreensível para qualquer ser humano”, afirmou Lula, em entrevista às rádios Itatiaia, Band News BH e Mundo Melhor, na manhã desta quarta-feira (5). “Acho que as pessoas precisam parar de falar aquilo que lhe vem à cabeça e começar a falar o que é razoável. Cada um manda no seu país, governa o seu país, e vamos deixar os outros países em paz”, frisou Lula.
“Os EUA participaram do incentivo a tudo que Israel fez na Faixa de Gaza”, lembrou Lula. “Então, não faz sentido se reunir com o presidente de Israel e dizer: ‘nós vamos ocupar Gaza, vamos recuperar Gaza, vamos morar em Gaza’”.
Leia mais: Brasil condena ataque de Israel que matou quase 100 pessoas em escola de Gaza
“Qualquer transferência forçada ou deportação de pessoas de território ocupado é estritamente proibida”, destacou o escritório da ONU em pronunciamento à agência de notícias Reuters. Outros países reagiram à altura da gravidade da crise, com nações europeias, árabes e a Rússia condenando veementemente o plano de expulsão do povo Palestino da Faixa de Gaza.
“É triste e desumana a visão de Trump sobre o povo palestino, vítima de um genocídio em Gaza”, reagiu a presidenta Nacional do PT, Gleisi Hoffmann, Quer expulsar, sem dar rumo algum, a população que está ali há milhares de anos, numa limpeza étnica em tudo semelhante ao que praticou o nazismo de Hitler e ao que vem sendo feito pelo governo de extrema-direita de Israel.
É triste e desumana a visão de Trump sobre o povo palestino, vítima de um genocídio em Gaza. Quer expulsar, sem dar rumo algum, a população que está ali há milhares de anos, numa limpeza étnica em tudo semelhante ao que praticou o nazismo de Hitler e ao que vem sendo feito pelo…
— Gleisi Hoffmann (@gleisi) February 5, 2025
Para Gleisi, as propostas não apenas ignoram a história milenar do povo palestino na região, mas também desrespeitam os direitos humanos fundamentais.
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A presidenta do PT sublinha que “Gaza não é um lote vago nem pode ser tratada como reles propriedade imobiliária de Trump ou do país que ele governa”. Ao contrário, Gaza é “parte milenar do território de um povo oprimido e sacrificado, que tem todo direito a viver num estado soberano”, um direito reconhecido por “Brasil, a ONU e a imensa maioria dos países”.
Da Redação da Agência PT
Fonte: https://ptnacamara.org.br/lula-reage-a-plano-macabro-de-trump-de-varrer-palestinos-de-gaza-fala-incompreensivel/
quinta-feira, 6 de fevereiro de 2025
quarta-feira, 5 de fevereiro de 2025
Agência Brasil: Vamos baixar o custo de vida, afirma Lula
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou,
nesta quarta-feira (5), que vai baixar o custo de vida no país e que a
cesta básica de alimentos vai ficar mais acessível ao povo brasileiro.
Em entrevista à rádios de Minas Gerais, Lula disse que o governo “leva
muito a sério” a inflação e que ela está “razoavelmente controlada”.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ao longo do ano passado o grupo alimentos e bebidas foi o que mais pressionou o bolso dos brasileiros. Em 2024, a inflação oficial do país fechou em 4,83%.
“Nós levamos[a inflação] muito a sério e eu acho que está razoavelmente controlada”, disse. “Nós temos consciência que nós vamos baixar a inflação, nós temos consciência que nós vamos baixar o custo de vida, e nós temos consciência que a cesta básica vai ficar mais acessível ao povo brasileiro, porque é disso que o povo precisa, alimento barato de qualidade na mesa, e o governo inteiro está trabalhando com isso”, afirmou o presidente.
O presidente Lula concorda que há determinados alimentos que seguem com preço alto, e disse que o governo vem dialogando sistematicamente com os setores produtivos e de distribuição para encontrar uma solução para o barateamento dos produtos.
“Por exemplo, a carne tá muito alta, nós temos outros produtos que estão altos e nós precisamos discutir com os setores por que esses preços cresceram tanto de 12 meses para cá? Porque a verdade é que, em 2023, a carne caiu 30% e depois ela voltou a subir. Não tem um único fator que mostra o preço das coisas. O que nós precisamos é tentar ajustar, porque a inflação causa muito prejuízo ao povo trabalhador”, disse.
Lula comentou ainda sobre a preocupação do governo com o impacto do aumento dos preços dos combustíveis. A Petrobras anunciou recentemente reajustes no valor do litro do óleo diesel, que acumula defasagem de preço por causa do dólar ao longo dos últimos meses.
“Nós estamos discutindo para saber o seguinte, como é que a gente faz a compensação na hora que você tem um reajuste em que esse reajuste pode impactar no preço do transporte e o transporte impactar no preço do alimento”.
Reforma ministerial
O presidente concedeu entrevista às rádios Itatiaia, Mundo Melhor e BandNewsFM BH, todas de Minas Gerais, que o questionaram sobre a possível indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para ser ministro. Pacheco também é cotado para ser o candidato da base do PT ao governo mineiro em 2026.
Lula afirmou que não tem pressa de fazer nenhuma reforma, mas que quer “ajustar as peças que nós temos que trocar”. O PSD, aliado do governo, já conta com três ministérios na Esplanada, o de Minas e Energia, com Alexandre Silveira; Agricultura e Pecuária, com Carlos Fávaro; e Turismo, com Celso Sabino.
O presidente garantiu que, ao menos, Silveira ficará no cargo. “Não há porque mexer numa coisa que está fazendo uma revolução no setor energético brasileiro e no setor de minas desse país”, disse, elogiando o ministro.
Sobre os demais ministérios, Lula afirmou que vai discutir com o PSD e com outros partidos aliados sobre eventuais mudanças.
* Matéria alterada às 12h40 para corrigir o sexto parágrafo. A Petrobras não está analisando o aumento no preço do diesel conforme escrito. O correto é que a Petrobras anunciou recentemente o aumento no preço do combustível.
Agência Brasil: Vamos baixar o custo de vida, afirma Lula
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou,
nesta quarta-feira (5), que vai baixar o custo de vida no país e que a
cesta básica de alimentos vai ficar mais acessível ao povo brasileiro.
Em entrevista à rádios de Minas Gerais, Lula disse que o governo “leva
muito a sério” a inflação e que ela está “razoavelmente controlada”.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ao longo do ano passado o grupo alimentos e bebidas foi o que mais pressionou o bolso dos brasileiros. Em 2024, a inflação oficial do país fechou em 4,83%.
“Nós levamos[a inflação] muito a sério e eu acho que está razoavelmente controlada”, disse. “Nós temos consciência que nós vamos baixar a inflação, nós temos consciência que nós vamos baixar o custo de vida, e nós temos consciência que a cesta básica vai ficar mais acessível ao povo brasileiro, porque é disso que o povo precisa, alimento barato de qualidade na mesa, e o governo inteiro está trabalhando com isso”, afirmou o presidente.
O presidente Lula concorda que há determinados alimentos que seguem com preço alto, e disse que o governo vem dialogando sistematicamente com os setores produtivos e de distribuição para encontrar uma solução para o barateamento dos produtos.
“Por exemplo, a carne tá muito alta, nós temos outros produtos que estão altos e nós precisamos discutir com os setores por que esses preços cresceram tanto de 12 meses para cá? Porque a verdade é que, em 2023, a carne caiu 30% e depois ela voltou a subir. Não tem um único fator que mostra o preço das coisas. O que nós precisamos é tentar ajustar, porque a inflação causa muito prejuízo ao povo trabalhador”, disse.
Lula comentou ainda sobre a preocupação do governo com o impacto do aumento dos preços dos combustíveis. A Petrobras anunciou recentemente reajustes no valor do litro do óleo diesel, que acumula defasagem de preço por causa do dólar ao longo dos últimos meses.
“Nós estamos discutindo para saber o seguinte, como é que a gente faz a compensação na hora que você tem um reajuste em que esse reajuste pode impactar no preço do transporte e o transporte impactar no preço do alimento”.
Reforma ministerial
O presidente concedeu entrevista às rádios Itatiaia, Mundo Melhor e BandNewsFM BH, todas de Minas Gerais, que o questionaram sobre a possível indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para ser ministro. Pacheco também é cotado para ser o candidato da base do PT ao governo mineiro em 2026.
Lula afirmou que não tem pressa de fazer nenhuma reforma, mas que quer “ajustar as peças que nós temos que trocar”. O PSD, aliado do governo, já conta com três ministérios na Esplanada, o de Minas e Energia, com Alexandre Silveira; Agricultura e Pecuária, com Carlos Fávaro; e Turismo, com Celso Sabino.
O presidente garantiu que, ao menos, Silveira ficará no cargo. “Não há porque mexer numa coisa que está fazendo uma revolução no setor energético brasileiro e no setor de minas desse país”, disse, elogiando o ministro.
Sobre os demais ministérios, Lula afirmou que vai discutir com o PSD e com outros partidos aliados sobre eventuais mudanças.
* Matéria alterada às 12h40 para corrigir o sexto parágrafo. A Petrobras não está analisando o aumento no preço do diesel conforme escrito. O correto é que a Petrobras anunciou recentemente o aumento no preço do combustível.
Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2025-02/vamos-baixar-o-custo-de-vida-afirma-lula