Tensão entre os dois países vem crescendo, principalmente após a
Venezuela realizar um referendo no qual a população votou a favor da
incorporação de Essequibo a seu território
Irfaan Ali (à esq.) e Nicolas Maduro (Foto: Reuters)
247 - Nesta
sexta-feira (8), o Conselho de Segurança da Organização das Nações
Unidas (ONU) se reúne às 17h (horário de Brasília) para discutir a
crescente tensão entre Venezuela e Guiana relacionada à disputa pelo
território de Essequibo. A região, atualmente sob controle da Guiana, é
reivindicada historicamente pelos venezuelanos e o tema ganhou mais
importância após a descoberta de grandes quantidades de petróleo e
minérios em seu solo.
A reunião será realizada a portas fechadas, sem transmissão pública e
acesso restrito aos membros do Conselho de Segurança. O motivo da
convocação urgente é o referendo realizado pela Venezuela no último
domingo, no qual a população votou a favor da incorporação de Essequibo
ao território venezuelano. O presidente Nicolás Maduro já encaminhou um
projeto de lei à Assembleia do país para concretizar a medida.
A Guiana, por sua vez, reagiu anunciando que acionaria o Conselho de
Segurança da ONU contra a iniciativa venezuelana. O presidente
guianense, Irfaan Ali, busca apoio internacional para conter o avanço da
Venezuela sobre o território disputado.
Os Estados Unidos também entraram no cenário, anunciando exercícios
militares aéreos em conjunto com a Guiana na quinta-feira. Esta ação
provocou críticas da Venezuela, com o ministro da Defesa, Vladimir
Padrino López, dizendo que os os EUA faziam uma "infeliz provocação em
favor da ExxonMobil na Guiana". A ExxonMobil opera um campo petrolífero
na região em disputa.
Padrino López afirmou que a ação dos Estados Unidos representa mais
um passo na direção errada e advertiu que a Venezuela não será desviada
de suas ações futuras para a recuperação de Essequibo. A referência à
ExxonMobil indica a relevância econômica da região, onde a exploração de
petróleo tem papel fundamental nas tensões entre os países envolvidos.
O sistema financeiro [do hospício] ocidental [um verdadeiro bordel/cassino]
está tornando-se obsoleto devido às novas tecnologias e pela
multipolaridade, e poderá perder a sua posição global [do dólar]
dominante num futuro próximo, disse o presidente russo, Vladimir Putin,
nessa quinta-feira. As sanções impostas pelo Ocidente à Rússia desencadearam um renascimento da capacidade industrial e tecnológica do país, afirmou o primeiro-ministro Mikhail Mishustin na quarta-feira.
O ‘Domínio Financeiro’ (judeu khazar) do Ocidente acabará, declara Putin
Dirigindo-se ao Fórum de Investimento VTB em Moscou, Putin destacou
que soluções tecnológicas modernas, como a blockchain, estão a ser cada
vez mais utilizadas em pagamentos internacionais.
“De acordo com especialistas, nos próximos anos isso levará a uma
verdadeira revolução que finalmente minará o monopólio dos grandes
bancos ocidentais [em sua maioria judeus khazares]”, disse Putin, observando que algumas dessas instituições financeiras atualmente “não estão nas melhores condições”.
O presidente russo acrescentou que o sistema de mensagens
interbancárias SWIFT foi desacreditado porque isolou os bancos russos e
está sendo substituído por pagamentos em moedas nacionais.
As relações financeiras e econômicas globais estão mudando e o modelo
anterior de globalização [escravização pela DÍVIDA] baseado no uso do
dólar está sendo substituído por um modelo multipolar, segundo Putin.
A economia russa cresceu 3,2% nos primeiros dez meses de 2023 e
registrará um crescimento de 3,5% até o final do ano, além dos níveis
registrados antes do conflito na Ucrânia, disse o presidente Vladimir
Putin durante seu discurso no Fórum VTB Bank’s ‘Russia Calling’ nessa
quinta-feira.
Putin disse que os estados ocidentais tinham como objetivo desestabilizar a economia russa “para fazer o povo russo sofrer”, com sanções financeiras impostas ao país desde fevereiro de 2022. No entanto, essas metas “estabelecidas por nossos malfeitores claramente não foram alcançadas”, acrescentou o presidente.
“Ainda há coisas em que precisamos trabalhar, claro… mas provamos
que somos capazes de enfrentar os desafios mais difíceis. A economia
russa está resistindo”, afirmou Putin, acrescentando que Moscou espera que o PIB do país continue a expandir-se e a crescer 3,5% até ao final do ano.
Putin salientou que a economia russa já é a maior da Europa e está
muito à frente de todos os principais países da UE em termos de
crescimento econômico.
Segundo o presidente russo, existem indicadores que mostram que a
política económica do país está no rumo certo. Ele acrescentou que a
Rússia está desenvolvendo ativamente seu mercado interno, a atividade
empresarial no país está aumentando e os bancos estão operando “de forma estável e sustentável.”
Putin também observou que os salários reais cresceram 7% no ano
passado, enquanto o déficit orçamental caiu para 0,5% do PIB, abaixo dos
2,1% em 2022.
“E se olharmos para o orçamento consolidado, há um excedente de $
837 bilhões de rublos ( $9 bilhões de dólares). Isso significa que, em
geral, o sistema financeiro russo está num estado absolutamente normal e
saudável”, concluiu Putin.
As sanções impostas pelo Ocidente à Rússia desencadearam um renascimento da capacidade industrial e tecnológica do país, afirmou o primeiro-ministro Mikhail Mishustin na quarta-feira.
Discursando na exposição internacional Russia EXPO, Mishustin observou que os numerosos pacotes de sanções “bombeados pelo Ocidente não levaram ao colapso da economia russa, como seus autores esperavam”, acrescentando que o produto interno bruto do país deverá crescer cerca de 3% este ano.
A Rússia fortaleceu sua soberania tecnológica e está em condições de “restaurar seu status de grande potência científica e tecnológica”,
afirmou o primeiro ministro. As restrições ocidentais ajudaram a
acelerar o renascimento da fabricação de aeronaves russas, incluindo o
desenvolvimento de trens de pouso, motores, aviônicos, componentes
elétricos e peças compostas nacionais, acrescentou.
A Rússia tem se esforçado para desenvolver um substituto para os
aviões importados desde a introdução das sanções ocidentais relacionadas
à Ucrânia. Os principais fabricantes de aeronaves Boeing e Airbus foram
forçados a parar de fornecer peças, manutenção e suporte técnico às
companhias aéreas e empresas de manutenção na Rússia.
“Ainda restam dúvidas em relação à substituição de componentes
estrangeiros. Mas podemos cuidar de tudo. E os nossos engenheiros e
designers estão trabalhando arduamente nisso”, observou o
primeiro-ministro.
Entre as aeronaves domésticas em desenvolvimento estão o avião
comercial de corredor único MC-21, que está atualmente em testes, e o
Sukhoi Superjet New, uma versão do jato regional Superjet 100 feito
inteiramente com componentes produzidos na Rússia. De acordo com
estimativas do governo, levará até cinco anos para iniciar a produção em
série de aviões fabricados na Rússia para substituir aeronaves
estrangeiras.
"O NBD busca uma outra lógica fora das condicionalidades", explicou a presidenta do Banco do BRICS em evento no Rio
Mercadante, Lula e Dilma (Foto: Ricardo Stuckert)
247 - A
presidenta do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), conhecido como Banco
do BRICS, a ex-presidenta da República Dilma Rousseff, participou nesta
quarta-feira (6) da cerimônia assinatura de contratos de captação de
recursos entre BNDES e NBD.
"O NBD busca uma outra lógica fora das condicionalidades, que impõem
uma visão política e de investimento própria do banco, não respeitando a
soberania dos países. O BRICS se fortaleceu, mas sofreu as
consequências das crises sobrepostas, a inflação, o baixo crescimento,
as crises climáticas e sanitárias e as tensões geopolíticas", disse
Dilma em seu discurso no evento na sede do BNDES, no Rio.
Ela então destacou as potencialidades de investimentos verdes no
Brasil. Afirmou que o PAC "facilita investimentos e que o NBD contemple
essa plataforma".
"O investimento em moedas locais é estratégico para os bancos. Isso
faz parte de uma tendência no mundo de diversificação das moedas.
Tínhamos um sistema unipolar, e agora há uma nova tendência de
diversificação. Nesse sentido, o banco planeja fazer emissões em reais,
diminuindo o risco dos investimentos", disse Dilma.
Após o discurso, Dilma assinou com o presidente do BNDES, Aloizio
Mercadante, e o presidente Lula os contratos de captação de recursos
entre BNDES e NBD no valor de 1.7 bilhão de dólares americanos. Os
recursos de longo prazo serão concedidos ao BNDES para apoiar projetos
públicos e privados que visem a redução da emissão de gases poluentes,
adaptação à mudança climática e apoio a projetos de infraestrutura
sustentável.
Criado em 2014, a instituição tem como países fundadores Brasil,
Rússia, Índia, China e África do Sul (BRICS). Posteriormente, foram
incluídos Bangladesh, Egito, Emirados Árabes e Uruguai, que ainda figura
como prospective member até o depósito definitivo do instrumento
de adesão. Desde a fundação, o NDB aprovou 98 projetos com valor
superior a US$ 32 bilhões. O total de ativos da instituição é US$ 26,3
bilhões, dos quais US$ 14,4 bilhões são empréstimos concedidos (até
31.12.2022). A carteira de projetos no Brasil, em 31.12.2022, somava US$
5,7 bilhões, distribuídos em 19 projetos.
Entenda como poupadores e herdeiros podem reaver perdas econômicas
6 de dezembro de 2023
Marcello Casal Jr/Agência Brasil
A Frente Brasileira Pelos Poupadores (Febrapo) indicou que aproximadamente 470 mil brasileiros
podem receber compensações financeiras, ainda neste ano, relacionadas
às perdas econômicas dos planos econômicos Bresser, Verão, Collor I e
Collor II.
Segundo a entidade, poupadores e herdeiros que entraram com ações judiciais podem ser beneficiados com valores que variam de R$ 3 mil a mais de R$ 100 mil. Também
segundo a Frente, 70% dos possíveis beneficiados têm direito a até R$
30 mil. Saiba se você tem o direito a receber esse montante.
QUEM PODE ADERIR AO ACORDO?
A adesão ao acordo é destinada àqueles que entram com processos
judiciais para reaver o dinheiro perdido nos planos econômicos até o ano
de 2011. A escolha pela adesão ao tratado é gratuita e voluntária.
“O acordo trata-se de uma meio rápido e mais seguro de
receber o valor que é de direito”, disse Ana Carolina Seleme,
diretora-executiva da Febrapo, ao jornal Estado de São Paulo.
Segundo a associação, as ações judiciais referentes ao caso estão
suspensas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), sem previsão de retorno.
COMO ADERIR?
A formalização da adesão ao processo de compensação, que visa reaver
perdas econômicas relacionadas a planos econômicos, demanda da apresentação da proposta e a confirmação da elegibilidade do interessado.
Essa etapa requer a criação de um perfil no portal designado, através
do cadastro inicial, podendo ser realizado por poupadores, sucessores,
advogados, inventariantes ou defensores públicos, observando os
critérios estabelecidos.
No caso de advogados ou representantes, a apresentação da procuração é
necessária, juntamente com outros documentos solicitados. O número do
Cadastro de Pessoa Física (CPF) do interessado é imprescindível para a
criação do perfil, sendo necessário também o número do processo original
durante o processo de cadastro.
Vale ressaltar que a adesão ao Acordo Coletivo foi prorrogada pelo
STF em 30 meses em dezembro de 2022, podendo, portanto, se firmado até junho de 2025.
DÚVIDAS?
Para esclarecer as dúvidas, a Febrapo disponibiliza os seguintes
telefones 0800 775 5082 ou (11) 3164-7122, e o número WhatsApp (11)
94284-4287. Através desses contatos, é possível checar se você é uma das
pessoas que tem direito ao retorno do valor.
Documento sugere que ações da PRF no Nordeste, reduto de Lula, podem ter atrapalhado votação
Silvinei Vasques (Foto: Pedro França/Agência Senado)
247 - Um
relatório produzido pela Justiça Eleitoral do Rio Grande do Norte, agora
parte de um inquérito da Polícia Federal (PF), revela indícios de que
as blitze realizadas pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) durante o
segundo turno das eleições de 2022 atrapalharam o fluxo de eleitores.
O documento levanta suspeitas sobre a atuação da PRF, liderada à
época por Silvinei Vasques, e sua possível influência no resultado da
disputa eleitoral entre Jair Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva, este
último vencedor das eleições.
Conforme o relatório do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RN), obtido pelo portal G1,
uma análise de 5.830 eleitores de 23 seções eleitorais em Campo Grande,
situada a 272 km de Natal, sugere um impacto significativo das ações da
PRF na região.
Na véspera do segundo turno, Silvinei Vasques manifestou seu apoio a
Bolsonaro através de uma postagem no Instagram, que foi apagada
posteriormente. O ministro Alexandre de Moraes, presidente do Tribunal
Superior Eleitoral (TSE), ordenou a suspensão imediata das blitze da
PRF, com a advertência de prisão para Vasques. Ele foi preso em 9 de
agosto.
"Este será o primeiro acordo de livre comércio do Mercosul em mais de 10 anos e o primeiro com um país asiático", disse o vice-presidente, Geraldo Alckmin
Reunião de ministros da Fazenda e chanceleres durante cúpula do Mercosul no Rio de Janeiro 06/12/2023 (Foto: REUTERS/Pilar Olivares)
Reuters - O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou nesta quarta-feira, na abertura da reunião de cúpula do Mercosul, que a assinatura de um acordo de livre comércio do bloco com Cingapura durante o encontro será uma "porta de entrada" para os países sul-americanos na Ásia e na Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean).
"Este será o primeiro acordo de livre comércio do Mercosul em mais de 10 anos e o primeiro com um país asiático. Essa integração fortalece os laços econômicos entre o Brasil, o Mercosul e a região asiática, criando oportunidades para maior diversificação das exportações e investimentos", disse Alckmin.
A reunião de cúpula do bloco formado por Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai terá a presença dos quatro presidentes na quinta-feira, quando será assinado o acordo com Cingapura.
Também havia a expectativa de que o encontro no Rio de Janeiro marcasse o anúncio de conclusão do acordo do bloco com a União Europeia, mas essa possibilidade ruiu nos últimos dias perante percalços maiores do que estavam sendo antecipados pelos negociadores.
No fim de semana, o presidente da França, Emmanuel Macron, foi incisivo ao dizer que não concorda com o acordo e que ele está ultrapassado, na declaração mais forte contrária às negociações que deu até hoje.
Mas, de acordo com fontes ouvidas pela Reuters, o maior impedimento que surgiu foi de fato a intenção do atual governo argentino de não assinar o acordo já que um novo presidente, Javier Milei, assume o cargo apenas três dias depois da cúpula do Mercosul.
Na segunda-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que continuará tentando fechar o acordo e só poderá dizer que não foi possível ao final da cúpula desta semana.
Em seu discurso de abertura do encontro, Alckmin afirmou que há um compromisso do bloco sul-americano e da União Europeia em torno de um entendimento sobre o acordo comercial.
“Quero também ressaltar os avanços importantes nas negociações entre Mercosul e União Europeia. Destaco os compromissos de ambos os lados em prol de um entendimento equilibrado no futuro próximo e a partir das bases sólidas que construímos nos últimos meses de engajamento intenso”, disse o vice-presidente.
Lula e Scholz: estreitamento de laços históricos entre Brasil e Alemanha Foto: Ricardo Stuckert
Na retomada da parceria estratégica Brasil-Alemanha,
o presidente Lula e o chanceler alemão, Olaf Scholz, assinaram, nesta
segunda-feira (4), em Berlim, uma declaração conjunta de intenções. Por
meio do ato, serão realizados projetos que busquem, entre outras
medidas, uma transformação ecológica socialmente justa, com iniciativas
que gerem emprego e renda no Brasil e ampliem janelas de cooperação
entre empresários dos dois países.
A declaração conjunta foi assinada após os dois líderes participarem,
junto com os respectivos ministros, da segunda Reunião de Consultas
Intergovernamentais de Alto Nível, o mais elevado mecanismo
teuto-brasileiro. A única vez em que essa reunião aconteceu foi em 2015.
Em declaração à imprensa, ao lado de Scholz, Lula afirmou que os dois
países estão trabalhando para recuperar o dinamismo da parceria. “A
reunião de hoje trouxe excelentes resultados e traça um caminho para a
nossa cooperação daqui em diante”, disse Lula.
“Adotamos a Parceria para uma Transformação Ecológica e Socialmente
Justa. Vamos reforçar a robusta cooperação na área ambiental, que inclui
o Fundo Amazônia e muitos outros projetos. Queremos atuar juntos na
promoção da industrialização verde, a agricultura de baixo carbono e a
bioeconomia”, prosseguiu o presidente.
Lula relatou ter conversado com Scholz sobre as medidas que o governo
brasileiro tem tomado para cumprir a meta de zerar o desmatamento até
2030 e combater os ilícitos ambientais. “Este ano, reduzimos o
desmatamento na Amazônia em quase 50%”, disse o presidente.
Segundo ele, outro tema tratado com o líder alemão foram as ameaças à
democracia e ao Estado de Direito. Nesse contexto, um dos acordos
bilaterais firmados foi a Declaração de Intenções Conjunta sobre
Integridade da Informação e Combate à Desinformação .
Esse acordo prevê ações de cooperação nas áreas de promoção da
integridade da informação, combate à desinformação e defesa das
instituições democráticas, além de regulação de serviços digitais e
educação midiática. “Concordamos em atuar juntos no enfrentamento de
forças antidemocráticas que atuam de forma coordenada internacionalmente
e fomentam o extremismo”, afirmou Lula.
Cooperação técnica
Ainda durante a declaração à imprensa, o presidente Lula ressaltou
que a Alemanha é o mais tradicional parceiro do Brasil em matéria de
cooperação técnica e financeira. Anunciou que o Banco Nacional de
Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o banco de fomento alemão
KfW vão estreitar ainda mais a parceria, que já dura 60 anos.
O presidente também lembrou que a Alemanha é o primeiro país do G20
que ele visita depois que o Brasil assumiu, em 1º de dezembro, a
presidência rotativa do grupo, que reúne 19 das maiores economias do
mundo mais a União Europeia e a União Africana.
“Reafirmei as prioridades da presidência brasileira em combater as
desigualdades, a pobreza, a fome, a mudança do clima e discutir a
reforma das estruturas da governança global”, disse.
Lula voltou a defender novos integrantes no Conselho de Segurança da
ONU e disse que o organismo criado no pós-guerra, em 1945, precisa
refletir a realidade geopolítica atual e fazer valer as decisões tomadas
em grupo, sobretudo as ambientais. O chanceler alemão manifestou
concordância com a posição brasileira.
Acordo Mercosul-UE
Lula contou ter conversado com o chanceler alemão sobre os esforços do Brasil para concluir o Acordo MERCOSUL-União Europeia.
“São quase 23 anos de esforços inconclusivos. Na próxima
quinta-feira, na Cúpula do Mercosul, teremos um momento decisivo nessa
negociação. Reiterei ao chanceler a expectativa de que a União Europeia
decida se tem ou não interesse na conclusão de um acordo equilibrado.
Num contexto de fragmentação geopolítica, a aproximação entre nossas
regiões é central para a construção de um mundo multipolar e o
fortalecimento do multilateralismo”, disse o presidente.
Lula assegurou que continuará trabalhando para que o acordo entre os
blocos aconteça. “Sou um homem muito crente. Sou um homem que não
desiste”, afirmou. “Não vou desistir enquanto não conversar com todos os
presidentes e ouvir um não de todos”.
Ao seu lado, Scholz manifestou o apoio da Alemanha ao acordo. “O
Brasil e a Alemanha apoiam a celebração do Acordo União
Europeia-Mercosul. Vamos envidar esforços adicionais para que esse
acordo possa ser concluído”, afirmou o chanceler.
Empregos no Brasil
A respeito da parceria estratégica com o Brasil, Scholz destacou que,
desde 2008, os dois países têm colhido benefícios e que ambos trabalham
em prol da sustentabilidade, da proteção da natureza e da
descarbonização da economia. O chanceler também agradeceu a Lula por ter
resgatado a proteção das florestas como pauta prioritária. “Queremos
lhe agradecer do fundo do coração por isso”, afirmou.
Scholz, porém, observou que a parceria entre os dois países só terá
sucesso se for socialmente justa. Nesse sentido, afirmou que a Alemanha
trabalhará para que, através desses acordos bilaterais, sejam criados
empregos no Brasil.
“Nós associamos o potencial do Brasil ao interesse da Alemanha no
hidrogênio verde, o que seria profícuo para ambas as partes. Nós também
queremos criar empregos in loco, ou seja, criar empregos no Brasil
através da transformação de matérias-primas no Brasil. Senhoras e
senhores, o Brasil é o nosso principal parceiro comercial na América
Latina. Temos mais de 1.100 empresas [brasileiras] na Alemanha”,
declarou o chanceler.
Retomada
A visita de Lula a Berlim é mais um passo no esforço de reinserção do
Brasil no mundo, após quatro anos de um isolamento provocado pela
desastrada política externa do governo passado, que levou o país à
condição de pária internacional.
A agenda de Lula em Berlim começou com uma reunião, nesta
segunda-feira (4), com o presidente da Alemanha, Frank-Walter
Steinmeier. Investimentos em infraestrutura via Novo PAC, avanços no
processo de melhoria do cenário econômico brasileiro, reafirmação da
prioridade à proteção ambiental e uma perspectiva de almejar
protagonismo na transição energética foram alguns assuntos discutidos.
Na sequência, Lula teve um encontro com a presidenta do Senado,
Bundesrat, e Governadora de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, Manuela
Schwesig. O presidente teve ainda uma reunião com parlamentares da
coalizão governista.
Outro compromisso foi um encontro com o chanceler Olaf Scholz e altos
representantes de empresas alemãs e brasileiras. Além disso, Lula
participou da sessão de encerramento do seminário empresarial
Brasil-Alemanha.
Países fizeram parceria relacionada também ao combate à desinformação
Lula e Olaf Scholz durante coletiva de imprensa conjunta em Berlim, Alemanha 04/12/2023 (Foto: Ricardo Stuckert)
Por Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil - Brasília
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o primeiro-ministro alemão,
Olaf Scholz, assinaram, nesta segunda-feira (4), uma declaração conjunta
de intenções durante a 2ª Reunião de Consultas Intergovernamentais de
Alto Nível, em Berlim, na Alemanha
O documento engloba instrumentos de cooperação em áreas como meio
ambiente e mudança do clima, agricultura, bioeconomia, energia, saúde,
ciência, tecnologia e inovação, desenvolvimento global, integridade da
informação e combate à desinformação. Os acordos já vêm sendo discutidos
há meses.
Em declaração à imprensa após o encontro, Lula destacou a amplitude
dos atos. “Adotamos a parceria para uma transformação ecológica e
socialmente justa. Vamos reforçar a robusta cooperação na área ambiental
que inclui o Fundo Amazônia e muitos outros projetos. Queremos atuar
juntos na promoção da industrialização verde, agricultura de baixo
carbono e da bioeconomia”, detalhou Lula.
O chanceler Olaf Scholz endossou a disposição dos dois países em
lutar em prol da sustentabilidade e da descarbonização das indústrias.
Segundo Scholz, o país europeu vai lançar projetos para contribuir com a
meta brasileira de alcançar o desmatamento zero até 2030. “Queremos
criar indústrias neutras e promover pesquisa em matéria climática. Essa
transição só será bem sucedida se for socialmente justa”, disse,
explicando a intenção de gerar empregos no Brasil através da
transformação de matérias-primas.
“Os nossos ministros assinaram mais de uma dúzia de declarações de
intenção para dotar essa parceria de conteúdo. Isso passa por uma
cooperação aprofundada nos setores de energias renováveis e hidrogênio.
Nós associamos o potencial do Brasil ao interesse da Alemanha ao
hidrogênio verde”, acrescentou Olaf Scholz.
Informação
Outro ato assinado hoje foi a declaração sobre integridade da
informação e combate a desinformação. O chanceler alemão disse que os atos de 8 de janeiro,
quando vândalos invadiram as sedes do Três Poderes, em Brasília, foram
um “evento triste”, com “imagens horríveis”. “Não só as janelas do
palácio foram quebradas. Se quebrou algo em matéria de democracia. Ficou
claro que nossas democracias têm que ser resilientes, por isso vamos
combater a desinformação, as campanhas de ódio nas redes sociais”,
disse.
Lula acrescentou que as “forças antidemocráticas” atuam
internacionalmente de forma coordenada para fomentar o extremismo, por
isso a importância do acordo bilateral.
As Consultas de Alto Nível são o mais elevado mecanismo
teuto-brasileiro, que teve sua única reunião em Brasília, em 19 e 20 de
agosto de 2015. A então Chanceler Angela Merkel visitou o Brasil
acompanhada de sete ministros e cinco vice-ministros federais. A partir
do encontro de hoje, os dois países realizarão as consultas a cada dois
anos.
A presidência brasileira no G20, que teve início em 1º de dezembro, e
o acordo Mercosul-União Europeia também foram discutidos na reunião.
Na agenda de hoje, Lula também tem reunião com altos representantes
de empresas alemãs e brasileiras e participa da sessão de encerramento
do seminário empresarial Brasil-Alemanha. Segundo Lula, será a
oportunidade para apresentar os projetos do Novo Programa de Aceleração
do Crescimento (PAC).
Agenda
O presidente desembarcou em Berlim neste domingo (3). Antes da Europa, Lula esteve no Oriente Médio
onde participou da 28ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do
Clima (COP 28), em Dubai, nos Emirados Árabes. O presidente também
cumpriu agendas em Riade, na Arábia Saudita, e em Doha, no Catar.
A programação da comitiva brasileira na capital alemã
teve início ainda ontem, com um jantar de trabalho oferecido pelo
chanceler Olaf Scholz. Nesta segunda-feira, Lula iniciou o dia numa
agenda com o presidente da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, e, na
sequência, com a presidenta do Conselho Federal da Alemanha, Manuela
Schwesig.
Com Frank-Walter Steinmeier, o presidente tratou sobre investimentos
em infraestrutura via Novo PAC; avanços no processo de melhoria do
cenário econômico brasileiro; reafirmação da prioridade à proteção
ambiental e uma perspectiva de almejar protagonismo na transição
energética. De acordo com o Palácio do Planalto, durante o diálogo, o
presidente alemão agradeceu, “em nome da Alemanha e do mundo”, a
retomada da proteção do meio ambiente e da Amazônia com as políticas
adotadas desde janeiro de 2023 pelo governo federal.
Já o encontro com Manuela Schwesig teve o objetivo de profundar as
relações entre governadores de regiões da Alemanha com o Brasil, ampliar
cooperações já existentes no setor de bioenergia e sinalizar novas
oportunidades para a relação entre empresários do Brasil e do país
europeu. O Conselho Federal da Alemanha reúne governos locais, no que
seria uma espécie de Senado, numa comparação com os moldes de governo
brasileiro. A presidente da entidade também é governadora de
Meclemburgo-Pomerânia Ocidental.
Em comunicado, a Presidência da República informou ainda que Lula e
Schwesig reforçaram a importância da democracia, “em especial diante de
ameaças representadas pela extrema-direita”. “Schwesig agradeceu a volta
de um Brasil democrático e saudou a longeva e sólida relação entre
Brasil e Alemanha, inclusive com empresas do seu estado com negócios em
bioenergia no Brasil, no Paraná e Santa Catarina, aproveitando sobras da
criação de animais para gerar energia”, diz.
Terceira maior economia mundial, atrás dos Estados Unidos e da China,
a Alemanha é um importante parceiro do Brasil, sobretudo nos campos
tecnológico e industrial. Mais de mil empresas alemãs atuam em
território brasileiro e, segundo o Banco Central, o país germânico é a
oitava maior fonte de investimentos no Brasil, com US$ 23,73 bilhões em
estoque.
O comércio bilateral alcançou US$ 19 bilhões em 2022. Entre janeiro e outubro de 2023, já somou US$ 15,9 bilhões.
Guerras
Durante a conversa com a imprensa, o presidente brasileiro e o
chanceler alemão foram questionados sobre as posições diferentes sobre o
conflito entre Israel e o grupo palestino Hamas, na Faixa de Gaza.
Enquanto o Brasil defende um cessar-fogo permanente, a Alemanha defende o
direito de Israel “se defender e derrotar o Hamas”.
Lula disse que os conflitos internacionais não foram objeto de ampla
discussão na reunião de hoje e que continuará brigando pela paz e pela reforma dos organismos internacionais,
capazes de decidirem sobre as controvérsias do mundo. Para o
presidente, o ato do Hamas foi terrorista e irresponsável, ao atacar
Israel, e as Nações Unidas deveriam ter interferido para evitar a
intensificação do conflito.
“A única solução para o conflito entre Israel e os palestinos é a
consolidação de dois países, para viverem nos seus territórios
pacificamente, harmonicamente. E é preciso ter vontade. Já conversei com
muita gente de Israel e da Palestina, mas parece que tem gente que não
quer paz, que não quer dois países. O povo quer, quem não quer é porque
tem outros interesses”, afirmou, lamentando a grande quantidade de
mortes de mulheres e crianças na Faixa de Gaza. “Ninguém deve morrer por
irracionalidade de chefes de governos, de grupos, ninguém deve ser
vitimado pela irracionalidade”, acrescentou.
O chanceler Olaf Scholz endossou a necessidade de se evitar as
vítimas civis e defendeu a entrada de ajuda humanitária duradoura em
Gaza. Sholz concorda com a importância de reforma da governança global e
disse que s agressão a países vizinhos é inaceitável.
“O ataque do Hamas é um crime hediondo, que violou todos os
princípios da humanidade. Por isso que Israel tem direito a autodefesa,
que também deverá ter direito de derrotar o Hamas e impedir que conduza
novos ataques”, disse o alemão. Para ele, ao fim da guerra, é possível
um futuro que passa pela convivência de dois Estados. “Mas não é
possível com o Hamas, que quer destruir Israel. Agora, a perspectiva de
paz com dois Estados e com autogestão por parte dos palestinos é uma
ideia que apoiamos”, completou.
No dia 7 de outubro, o Hamas, que controla a Faixa de Gaza, lançou um ataque surpresa de mísseis contra Israel
e a incursão de combatentes armados por terra, matando civis e
militares e fazendo centenas de reféns israelenses e estrangeiros. Em
resposta, Israel bombardeou várias infraestruturas do Hamas, em Gaza, e
impôs cerco total ao território, com o corte do abastecimento de água,
combustível e energia elétrica.
Os ataques já deixaram milhares de mortos, feridos e desabrigados nos dois territórios. A guerra entre Israel e Hamas
tem origem na disputa por territórios que já foram ocupados por
diversos povos, como hebreus e filisteus, dos quais descendem
israelenses e palestinos.
Cantor é suspeito de integrar um esquema de garimpo ilegal em terras indígenas yanomami que teria movimentado R$ 250 milhões
(Foto: Reprodução)
247 – A
Polícia Federal deflagrou nesta segunda-feira a Operação Disco de Ouro,
que tem como alvo o cantor Alexandre Pires, conhecido por sua carreira
no mundo da música. As investigações apontam para o possível
envolvimento de Pires em um esquema de garimpo ilegal nas Terras
Indígenas Yanomami (TIY), com um montante estimado de movimentação
financeira de R$ 250 milhões, segundo reportagem do Metrópoles.
A ação policial visa desarticular uma rede de financiamento e
logística do garimpo ilegal que estaria operando na TIY, um território
de grande relevância ambiental e cultural para os povos indígenas. Além
de Alexandre Pires, a Operação Disco de Ouro também mira Matheus
Possebon, um renomado empresário do ramo musical com presença nacional,
apontado como um dos responsáveis pelo núcleo financeiro desse esquema
criminoso.
Segundo informações obtidas durante a investigação, Alexandre Pires
teria recebido pelo menos R$ 1 milhão proveniente de uma mineradora
envolvida no garimpo ilegal. As equipes da PF cumpriram dois mandados de
prisão e realizaram seis buscas e apreensões em diferentes cidades do
Brasil, incluindo Boa Vista (RR), Mucajaí (RR), São Paulo (SP), Santos
(SP), Santarém (PA), Uberlândia (MG) e Itapema (SC).
A Justiça Federal determinou o sequestro de mais de R$ 130 milhões em
bens dos suspeitos envolvidos no esquema, como medida para garantir a
reparação dos danos causados pela atividade ilegal.
Esta operação é um desdobramento de uma ação anterior da Polícia
Federal, ocorrida em janeiro de 2022, quando foram apreendidas 30
toneladas de cassiterita extraídas ilegalmente da TIY em uma empresa
investigada. Na ocasião, o inquérito policial revelou que o esquema
visava à "lavagem" de minério ilegalmente retirado da Terra Indígena
Yanomami, com alegações falsas de origem em um garimpo regular no Rio
Tapajós, em Itaituba (PA), e suposto transporte até Roraima para
processamento. No entanto, as investigações demonstraram que o minério
era, na realidade, originário de Roraima.
O esquema ilegal abrangia uma ampla cadeia produtiva, envolvendo
pilotos de aeronaves, postos de combustíveis, lojas de máquinas e
equipamentos para mineração, bem como "laranjas" para ocultar as
transações fraudulentas.
Alexandre Pires é amplamente conhecido por sua carreira como
vocalista do grupo de pagode romântico Só Pra Contrariar, fundado por
ele em 1989. Sucessos como "Essa Tal liberdade" e "Que Se Chama Amor" o
tornaram uma figura de destaque na música brasileira. Até o momento, a
assessoria do cantor não se manifestou sobre as acusações.
A Operação Disco de Ouro continua em andamento, e mais detalhes serão
revelados à medida que a investigação avança. O Metrópoles está
acompanhando de perto esse desenvolvimento e manterá seus leitores
informados sobre qualquer atualização relacionada ao caso.
Esquema internacional teria movimentado R$ 1,2 bilhão
Apreensão feita pela Polícia Federal na Operação DAKOVO (Foto: Divulgação/PF)
247 - A
Polícia Federal (PF) deflagrou nesta terça-feira (5) a operação Dakovo,
com o objetivo de desarticular um grupo internacional suspeito de
fornecer 43 mil armas para as principais facções criminosas do Brasil,
incluindo o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho. O
esquema internacional de tráfico de armas, segundo a PF, teria
movimentado cerca de R$ 1,2 bilhão em três anos.
Os agentes estão cumprindo cinco mandados de prisões preventivas,
seis ordens de prisão temporária e 54 mandados de busca e apreensão em
três países, Brasil, Paraguai e Estados Unidos. No Brasil, os mandados
foram cumpridos no Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Sorocaba (SP),
Praia Grande (SP), São Bernardo do Campo (SP), Ponta Grossa (PR), Foz do
Iguaçu (PR), Brasília (DF) e Belo Horizonte (MG). Segundo o G1,
o principal alvo da operação, Diego Hernan Dirísio, considerado o maior
contrabandista de armas da América do Sul, permanece foragido.
A operação foi realizada pela PFl no Estado da Bahia, em parceria com
Ministério Público Federal (MPF) e cooperação internacional com a
Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai (SENAD/PY) e o Ministério
Público do Paraguai. A ação contou ainda com a FICTA (Força-Tarefa
Internacional de Combate ao Tráfico de Armas e Munições), que é composta
pela HSI (Homeland Security Investigations) e SENASP (Secretaria
Nacional de Segurança Pública), sob Supervisão do Serviço de Repressão
ao Tráfico de Armas da PF. A investigação teve início em 2020, quando a
Polícia Federal apreendeu pistolas e munições no interior da Bahia.
“Três anos mais tarde, a cooperação internacional que resultou na
operação desta terça indica que um homem argentino, dono de uma empresa
chamada IAS, com sede no Paraguai, comprava pistolas, fuzis, rifles,
metralhadoras e munições de fabricantes de países como Croácia, Turquia,
República Tcheca e Eslovênia.Além disso, as investigações apontam para
corrupção e tráfico de influência na Direccion de Material Belico
(DIMABEL), órgão paraguaio encarregado de controlar, fiscalizar e
autorizar o uso de armas, facilitando o funcionamento do esquema
criminoso”, ressalta a reportagem.