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sexta-feira, 8 de dezembro de 2023

Conselho de Segurança da ONU se reúne a portas fechadas para discutir disputa entre Venezuela e Guiana por Essequibo

Tensão entre os dois países vem crescendo, principalmente após a Venezuela realizar um referendo no qual a população votou a favor da incorporação de Essequibo a seu território

Irfaan Ali (à esq.) e Nicolas Maduro
Irfaan Ali (à esq.) e Nicolas Maduro (Foto: Reuters)

247 - Nesta sexta-feira (8), o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) se reúne às 17h (horário de Brasília) para discutir a crescente tensão entre Venezuela e Guiana relacionada à disputa pelo território de Essequibo. A região, atualmente sob controle da Guiana, é reivindicada historicamente pelos venezuelanos e o tema ganhou mais importância após a descoberta de grandes quantidades de petróleo e minérios em seu solo.

A reunião será realizada a portas fechadas, sem transmissão pública e acesso restrito aos membros do Conselho de Segurança. O motivo da convocação urgente é o referendo realizado pela Venezuela no último domingo, no qual a população votou a favor da incorporação de Essequibo ao território venezuelano. O presidente Nicolás Maduro já encaminhou um projeto de lei à Assembleia do país para concretizar a medida. 

 Lula diz que Brasil não quer guerra no Essequibo e apresenta resolução ao Mercosul

A Guiana, por sua vez, reagiu anunciando que acionaria o Conselho de Segurança da ONU contra a iniciativa venezuelana. O presidente guianense, Irfaan Ali, busca apoio internacional para conter o avanço da Venezuela sobre o território disputado.

Os Estados Unidos também entraram no cenário, anunciando exercícios militares aéreos em conjunto com a Guiana na quinta-feira. Esta ação provocou críticas da Venezuela, com o ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, dizendo que os os EUA faziam uma "infeliz provocação em favor da ExxonMobil na Guiana". A ExxonMobil opera um campo petrolífero na região em disputa.  

EUA anunciam manobras militares na Guiana em meio à tensão por território reivindicado pela Venezuela

Padrino López afirmou que a ação dos Estados Unidos representa mais um passo na direção errada e advertiu que a Venezuela não será desviada de suas ações futuras para a recuperação de Essequibo. A referência à ExxonMobil indica a relevância econômica da região, onde a exploração de petróleo tem papel fundamental nas tensões entre os países envolvidos.

Fonte:  https://www.brasil247.com/americalatina/conselho-de-seguranca-da-onu-se-reune-a-portas-fechadas-para-discutir-disputa-entre-venezuela-e-guiana-por-essequibo

 

Putin mostra o verdadeiro comportamento da política financeira do Ocidente

Posted by on 07/12/2023

O sistema financeiro [do hospício] ocidental [um verdadeiro bordel/cassino] está tornando-se obsoleto devido às novas tecnologias e pela multipolaridade, e poderá perder a sua posição global [do dólar] dominante num futuro próximo, disse o presidente russo, Vladimir Putin, nessa quinta-feira. As sanções impostas pelo Ocidente à Rússia desencadearam um renascimento da capacidade industrial e tecnológica do país, afirmou o primeiro-ministro Mikhail Mishustin na quarta-feira. 

O ‘Domínio Financeiro’ (judeu khazar) do Ocidente acabará, declara Putin

Fonte: Rússia Today

Dirigindo-se ao Fórum de Investimento VTB em Moscou, Putin destacou que soluções tecnológicas modernas, como a blockchain, estão a ser cada vez mais utilizadas em pagamentos internacionais.

“De acordo com especialistas, nos próximos anos isso levará a uma verdadeira revolução que finalmente minará o monopólio dos grandes bancos ocidentais [em sua maioria judeus khazares]”, disse Putin, observando que algumas dessas instituições financeiras atualmente “não estão nas melhores condições”. 

O presidente russo acrescentou que o sistema de mensagens interbancárias SWIFT foi desacreditado porque isolou os bancos russos e está sendo substituído por pagamentos em moedas nacionais.

As relações financeiras e econômicas globais estão mudando e o modelo anterior de globalização [escravização pela DÍVIDA] baseado no uso do dólar está sendo substituído por um modelo multipolar, segundo Putin.

Rússia terá crescimento econômico de 3,5% em 2023

A economia russa cresceu 3,2% nos primeiros dez meses de 2023 e registrará um crescimento de 3,5% até o final do ano, além dos níveis registrados antes do conflito na Ucrânia, disse o presidente Vladimir Putin durante seu discurso no Fórum VTB Bank’s ‘Russia Calling’ nessa quinta-feira.

Putin disse que os estados ocidentais tinham como objetivo desestabilizar a economia russa “para fazer o povo russo sofrer”, com sanções financeiras impostas ao país desde fevereiro de 2022. No entanto, essas metas “estabelecidas por nossos malfeitores claramente não foram alcançadas”, acrescentou o presidente.

“Ainda há coisas em que precisamos trabalhar, claro… mas provamos que somos capazes de enfrentar os desafios mais difíceis. A economia russa está resistindo”, afirmou Putin, acrescentando que Moscou espera que o PIB do país continue a expandir-se e a crescer 3,5% até ao final do ano.

Putin salientou que a economia russa já é a maior da Europa e está muito à frente de todos os principais países da UE em termos de crescimento econômico.

Segundo o presidente russo, existem indicadores que mostram que a política económica do país está no rumo certo. Ele acrescentou que a Rússia está desenvolvendo ativamente seu mercado interno, a atividade empresarial no país está aumentando e os bancos estão operando “de forma estável e sustentável.

Putin também observou que os salários reais cresceram 7% no ano passado, enquanto o déficit orçamental caiu para 0,5% do PIB, abaixo dos 2,1% em 2022.

E se olharmos para o orçamento consolidado, há um excedente de $ 837 bilhões de rublos ( $9 bilhões de dólares). Isso significa que, em geral, o sistema financeiro russo está num estado absolutamente normal e saudável”, concluiu Putin.

As sanções ocidentais reavivaram a indústria russa – Mishustin

As sanções impostas pelo Ocidente à Rússia desencadearam um renascimento da capacidade industrial e tecnológica do país, afirmou o primeiro-ministro Mikhail Mishustin na quarta-feira.  

Discursando na exposição internacional Russia EXPO, Mishustin observou que os numerosos pacotes de sanções “bombeados pelo Ocidente não levaram ao colapso da economia russa, como seus autores esperavam”, acrescentando que o produto interno bruto do país deverá crescer cerca de 3% este ano.  

A Rússia fortaleceu sua soberania tecnológica e está em condições de “restaurar seu status de grande potência científica e tecnológica”, afirmou o primeiro ministro.  As restrições ocidentais ajudaram a acelerar o renascimento da fabricação de aeronaves russas, incluindo o desenvolvimento de trens de pouso, motores, aviônicos, componentes elétricos e peças compostas nacionais, acrescentou.  

Um protótipo da aeronave russa de curta distância SJ-100, fabricada pelo Centro de Produção de Yakovlev PJSC é visto após seu primeiro vôo, em Komsomolsk-on-Amur, região de Khabarovsk, Rússia. ©  Sputnik/United Aircraft Corporation

A Rússia tem se esforçado para desenvolver um substituto para os aviões importados desde a introdução das sanções ocidentais relacionadas à Ucrânia. Os principais fabricantes de aeronaves Boeing e Airbus foram forçados a parar de fornecer peças, manutenção e suporte técnico às companhias aéreas e empresas de manutenção na Rússia.

“Ainda restam dúvidas em relação à substituição de componentes estrangeiros. Mas podemos cuidar de tudo. E os nossos engenheiros e designers estão trabalhando arduamente nisso”, observou o primeiro-ministro.

Entre as aeronaves domésticas em desenvolvimento estão o avião comercial de corredor único MC-21, que está atualmente em testes, e o Sukhoi Superjet New, uma versão do jato regional Superjet 100 feito inteiramente com componentes produzidos na Rússia.   De acordo com estimativas do governo, levará até cinco anos para iniciar a produção em série de aviões fabricados na Rússia para substituir aeronaves estrangeiras.

Fonte:  https://thoth3126.com/o-dominio-financeiro-judeu-khazar-do-ocidente-acabara-declara-putin/#more-117722

 

quinta-feira, 7 de dezembro de 2023

Dilma anuncia investimentos verdes no Brasil e emissões em reais

"O NBD busca uma outra lógica fora das condicionalidades", explicou a presidenta do Banco do BRICS em evento no Rio

Mercadante, Lula e Dilma
Mercadante, Lula e Dilma (Foto: Ricardo Stuckert)

247 - A presidenta do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), conhecido como Banco do BRICS, a ex-presidenta da República Dilma Rousseff, participou nesta quarta-feira (6) da cerimônia assinatura de contratos de captação de recursos entre BNDES e NBD. 

"O NBD busca uma outra lógica fora das condicionalidades, que impõem uma visão política e de investimento própria do banco, não respeitando a soberania dos países. O BRICS se fortaleceu, mas sofreu as consequências das crises sobrepostas, a inflação, o baixo crescimento, as crises climáticas e sanitárias e as tensões geopolíticas", disse Dilma em seu discurso no evento na sede do BNDES, no Rio. 

Ela então destacou as potencialidades de investimentos verdes no Brasil. Afirmou que o PAC "facilita investimentos e que o NBD contemple essa plataforma".

"O investimento em moedas locais é estratégico para os bancos. Isso faz parte de uma tendência no mundo de diversificação das moedas. Tínhamos um sistema unipolar, e agora há uma nova tendência de diversificação. Nesse sentido, o banco planeja fazer emissões em reais, diminuindo o risco dos investimentos", disse Dilma. 

Após o discurso, Dilma assinou com o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, e o presidente Lula os contratos de captação de recursos entre BNDES e NBD no valor de 1.7 bilhão de dólares americanos. Os recursos de longo prazo serão concedidos ao BNDES para apoiar projetos públicos e privados que visem a redução da emissão de gases poluentes, adaptação à mudança climática e apoio a projetos de infraestrutura sustentável. 

Criado em 2014, a instituição tem como países fundadores Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul (BRICS). Posteriormente, foram incluídos Bangladesh, Egito, Emirados Árabes e Uruguai, que ainda figura como prospective member até o depósito definitivo do instrumento de adesão. Desde a fundação, o NDB aprovou 98 projetos com valor superior a US$ 32 bilhões. O total de ativos da instituição é US$ 26,3 bilhões, dos quais US$ 14,4 bilhões são empréstimos concedidos (até 31.12.2022). A carteira de projetos no Brasil, em 31.12.2022, somava US$ 5,7 bilhões, distribuídos em 19 projetos.

Fonte:  https://www.brasil247.com/brasil/dilma-anuncia-investimentos-verdes-no-brasil-e-emissoes-em-reais

 

quarta-feira, 6 de dezembro de 2023

Dinheiro dos planos Bresser, Verão e Collor: saiba se você tem direito a sacar o valo

Entenda como poupadores e herdeiros podem reaver perdas econômicas
6 de dezembro de 2023

A Frente Brasileira Pelos Poupadores (Febrapo) indicou que aproximadamente 470 mil brasileiros podem receber compensações financeiras, ainda neste ano, relacionadas às perdas econômicas dos planos econômicos Bresser, Verão, Collor I e Collor II.

Segundo a entidade, poupadores e herdeiros que entraram com ações judiciais podem ser beneficiados com valores que variam de R$ 3 mil a mais de R$ 100 mil. Também segundo a Frente, 70% dos possíveis beneficiados têm direito a até R$ 30 mil. Saiba se você tem o direito a receber esse montante.

QUEM PODE ADERIR AO ACORDO?

A adesão ao acordo é destinada àqueles que entram com processos judiciais para reaver o dinheiro perdido nos planos econômicos até o ano de 2011. A escolha pela adesão ao tratado é gratuita e voluntária.

“O acordo trata-se de uma meio rápido e mais seguro de receber o valor que é de direito”, disse Ana Carolina Seleme, diretora-executiva da Febrapo, ao jornal Estado de São Paulo.

Segundo a associação, as ações judiciais referentes ao caso estão suspensas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), sem previsão de retorno.

COMO ADERIR?

A formalização da adesão ao processo de compensação, que visa reaver perdas econômicas relacionadas a planos econômicos, demanda da apresentação da proposta e a confirmação da elegibilidade do interessado.

Essa etapa requer a criação de um perfil no portal designado, através do cadastro inicial, podendo ser realizado por poupadores, sucessores, advogados, inventariantes ou defensores públicos, observando os critérios estabelecidos.

No caso de advogados ou representantes, a apresentação da procuração é necessária, juntamente com outros documentos solicitados. O número do Cadastro de Pessoa Física (CPF) do interessado é imprescindível para a criação do perfil, sendo necessário também o número do processo original durante o processo de cadastro.

Vale ressaltar que a adesão ao Acordo Coletivo foi prorrogada pelo STF em 30 meses em dezembro de 2022, podendo, portanto, se firmado até junho de 2025.

DÚVIDAS?

Para esclarecer as dúvidas, a Febrapo disponibiliza os seguintes telefones 0800 775 5082 ou (11) 3164-7122, e o número WhatsApp (11) 94284-4287. Através desses contatos, é possível checar se você é uma das pessoas que tem direito ao retorno do valor.

 Fonte: https://www.brasil247.com/brasil/justica-eleitoral-aponta-indicios-de-interferencia-da-prf-nas-eleicoes-de-2022-em-favor-de-bolsonaro

Justiça Eleitoral aponta indícios de interferência da PRF nas eleições de 2022 em favor de Bolsonaro

Documento sugere que ações da PRF no Nordeste, reduto de Lula, podem ter atrapalhado votação

Silvinei Vasques
Silvinei Vasques (Foto: Pedro França/Agência Senado)

247 - Um relatório produzido pela Justiça Eleitoral do Rio Grande do Norte, agora parte de um inquérito da Polícia Federal (PF), revela indícios de que as blitze realizadas pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) durante o segundo turno das eleições de 2022 atrapalharam o fluxo de eleitores.

O documento levanta suspeitas sobre a atuação da PRF, liderada à época por Silvinei Vasques, e sua possível influência no resultado da disputa eleitoral entre Jair Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva, este último vencedor das eleições.

Conforme o relatório do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RN), obtido pelo portal G1, uma análise de 5.830 eleitores de 23 seções eleitorais em Campo Grande, situada a 272 km de Natal, sugere um impacto significativo das ações da PRF na região.

Na véspera do segundo turno, Silvinei Vasques manifestou seu apoio a Bolsonaro através de uma postagem no Instagram, que foi apagada posteriormente. O ministro Alexandre de Moraes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ordenou a suspensão imediata das blitze da PRF, com a advertência de prisão para Vasques. Ele foi preso em 9 de agosto. 

Fonte:  https://www.brasil247.com/brasil/justica-eleitoral-aponta-indicios-de-interferencia-da-prf-nas-eleicoes-de-2022-em-favor-de-bolsonaro

 

Acordo com Cingapura é porta de entrada para Mercosul na Ásia, diz Alckmin em abertura de cúpula

 

"Este será o primeiro acordo de livre comércio do Mercosul em mais de 10 anos e o primeiro com um país asiático", disse o vice-presidente, Geraldo Alckmin

  • Reunião de ministros da Fazenda e chanceleres durante cúpula do Mercosul no Rio de Janeiro
06/12/2023
Reunião de ministros da Fazenda e chanceleres durante cúpula do Mercosul no Rio de Janeiro 06/12/2023 (Foto: REUTERS/Pilar Olivares)

Reuters - O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou nesta quarta-feira, na abertura da reunião de cúpula do Mercosul, que a assinatura de um acordo de livre comércio do bloco com Cingapura durante o encontro será uma "porta de entrada" para os países sul-americanos na Ásia e na Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean).

"Este será o primeiro acordo de livre comércio do Mercosul em mais de 10 anos e o primeiro com um país asiático. Essa integração fortalece os laços econômicos entre o Brasil, o Mercosul e a região asiática, criando oportunidades para maior diversificação das exportações e investimentos", disse Alckmin.

A reunião de cúpula do bloco formado por Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai terá a presença dos quatro presidentes na quinta-feira, quando será assinado o acordo com Cingapura.

Também havia a expectativa de que o encontro no Rio de Janeiro marcasse o anúncio de conclusão do acordo do bloco com a União Europeia, mas essa possibilidade ruiu nos últimos dias perante percalços maiores do que estavam sendo antecipados pelos negociadores.

No fim de semana, o presidente da França, Emmanuel Macron, foi incisivo ao dizer que não concorda com o acordo e que ele está ultrapassado, na declaração mais forte contrária às negociações que deu até hoje.

Mas, de acordo com fontes ouvidas pela Reuters, o maior impedimento que surgiu foi de fato a intenção do atual governo argentino de não assinar o acordo já que um novo presidente, Javier Milei, assume o cargo apenas três dias depois da cúpula do Mercosul.

Na segunda-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que continuará tentando fechar o acordo e só poderá dizer que não foi possível ao final da cúpula desta semana.

Em seu discurso de abertura do encontro, Alckmin afirmou que há um compromisso do bloco sul-americano e da União Europeia em torno de um entendimento sobre o acordo comercial.

“Quero também ressaltar os avanços importantes nas negociações entre Mercosul e União Europeia. Destaco os compromissos de ambos os lados em prol de um entendimento equilibrado no futuro próximo e a partir das bases sólidas que construímos nos últimos meses de engajamento intenso”, disse o vice-presidente.

Fonte: https://www.brasil247.com/economia/acordo-com-cingapura-e-porta-de-entrada-para-mercosul-na-asia-diz-alckmin-em-abertura-de-cupula

Brasil e Alemanha assinam 19 acordos ambientais com geração de emprego e renda

Lula e Scholz: estreitamento de laços históricos entre Brasil e Alemanha Foto: Ricardo Stuckert

Na retomada da parceria estratégica Brasil-Alemanha, o presidente Lula e o chanceler alemão, Olaf Scholz, assinaram, nesta segunda-feira (4), em Berlim, uma declaração conjunta de intenções. Por meio do ato, serão realizados projetos que busquem, entre outras medidas, uma transformação ecológica socialmente justa, com iniciativas que gerem emprego e renda no Brasil e ampliem janelas de cooperação entre empresários dos dois países.

A declaração conjunta foi assinada após os dois líderes participarem, junto com os respectivos ministros, da segunda Reunião de Consultas Intergovernamentais de Alto Nível, o mais elevado mecanismo teuto-brasileiro. A única vez em que essa reunião aconteceu foi em 2015.

Ao todo, foram assinados 19 acordos em áreas como meio ambiente, mudança do clima, desenvolvimento global, agricultura, bioeconomia, energia, saúde, ciência, tecnologia e inovação.

Em declaração à imprensa, ao lado de Scholz, Lula afirmou que os dois países estão trabalhando para recuperar o dinamismo da parceria. “A reunião de hoje trouxe excelentes resultados e traça um caminho para a nossa cooperação daqui em diante”, disse Lula.

Leia mais: Brasil e Alemanha assinam declaração sobre integridade da informação e combate à desinformação

“Adotamos a Parceria para uma Transformação Ecológica e Socialmente Justa. Vamos reforçar a robusta cooperação na área ambiental, que inclui o Fundo Amazônia e muitos outros projetos. Queremos atuar juntos na promoção da industrialização verde, a agricultura de baixo carbono e a bioeconomia”, prosseguiu o presidente.

Lula relatou ter conversado com Scholz sobre as medidas que o governo brasileiro tem tomado para cumprir a meta de zerar o desmatamento até 2030 e combater os ilícitos ambientais. “Este ano, reduzimos o desmatamento na Amazônia em quase 50%”, disse o presidente.

Segundo ele, outro tema tratado com o líder alemão foram as ameaças à democracia e ao Estado de Direito. Nesse contexto, um dos acordos bilaterais firmados foi a Declaração de Intenções Conjunta sobre Integridade da Informação e Combate à Desinformação .

Esse acordo prevê ações de cooperação nas áreas de promoção da integridade da informação, combate à desinformação e defesa das instituições democráticas, além de regulação de serviços digitais e educação midiática. “Concordamos em atuar juntos no enfrentamento de forças antidemocráticas que atuam de forma coordenada internacionalmente e fomentam o extremismo”, afirmou Lula.

Cooperação técnica

Ainda durante a declaração à imprensa, o presidente Lula ressaltou que a Alemanha é o mais tradicional parceiro do Brasil em matéria de cooperação técnica e financeira. Anunciou que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o banco de fomento alemão KfW vão estreitar ainda mais a parceria, que já dura 60 anos.

O presidente também lembrou que a Alemanha é o primeiro país do G20 que ele visita depois que o Brasil assumiu, em 1º de dezembro, a presidência rotativa do grupo, que reúne 19 das maiores economias do mundo mais a União Europeia e a União Africana.

“Reafirmei as prioridades da presidência brasileira em combater as desigualdades, a pobreza, a fome, a mudança do clima e discutir a reforma das estruturas da governança global”, disse.

Lula voltou a defender novos integrantes no Conselho de Segurança da ONU e disse que o organismo criado no pós-guerra, em 1945, precisa refletir a realidade geopolítica atual e fazer valer as decisões tomadas em grupo, sobretudo as ambientais. O chanceler alemão manifestou concordância com a posição brasileira.

Acordo Mercosul-UE

Lula contou ter conversado com o chanceler alemão sobre os esforços do Brasil para concluir o Acordo MERCOSUL-União Europeia.

“São quase 23 anos de esforços inconclusivos. Na próxima quinta-feira, na Cúpula do Mercosul, teremos um momento decisivo nessa negociação. Reiterei ao chanceler a expectativa de que a União Europeia decida se tem ou não interesse na conclusão de um acordo equilibrado. Num contexto de fragmentação geopolítica, a aproximação entre nossas regiões é central para a construção de um mundo multipolar e o fortalecimento do multilateralismo”, disse o presidente.

Lula assegurou que continuará trabalhando para que o acordo entre os blocos aconteça. “Sou um homem muito crente. Sou um homem que não desiste”, afirmou. “Não vou desistir enquanto não conversar com todos os presidentes e ouvir um não de todos”.

Ao seu lado, Scholz manifestou o apoio da Alemanha ao acordo. “O Brasil e a Alemanha apoiam a celebração do Acordo União Europeia-Mercosul. Vamos envidar esforços adicionais para que esse acordo possa ser concluído”, afirmou o chanceler.

Empregos no Brasil

A respeito da parceria estratégica com o Brasil, Scholz destacou que, desde 2008, os dois países têm colhido benefícios e que ambos trabalham em prol da sustentabilidade, da proteção da natureza e da descarbonização da economia. O chanceler também agradeceu a Lula por ter resgatado a proteção das florestas como pauta prioritária. “Queremos lhe agradecer do fundo do coração por isso”, afirmou.

Scholz, porém, observou que a parceria entre os dois países só terá sucesso se for socialmente justa. Nesse sentido, afirmou que a Alemanha trabalhará para que, através desses acordos bilaterais, sejam criados empregos no Brasil.

“Nós associamos o potencial do Brasil ao interesse da Alemanha no hidrogênio verde, o que seria profícuo para ambas as partes. Nós também queremos criar empregos in loco, ou seja, criar empregos no Brasil através da transformação de matérias-primas no Brasil. Senhoras e senhores, o Brasil é o nosso principal parceiro comercial na América Latina. Temos mais de 1.100 empresas [brasileiras] na Alemanha”, declarou o chanceler.

Retomada

A visita de Lula a Berlim é mais um passo no esforço de reinserção do Brasil no mundo, após quatro anos de um isolamento provocado pela desastrada política externa do governo passado, que levou o país à condição de pária internacional.

A agenda de Lula em Berlim começou com uma reunião, nesta segunda-feira (4), com o presidente da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier. Investimentos em infraestrutura via Novo PAC, avanços no processo de melhoria do cenário econômico brasileiro, reafirmação da prioridade à proteção ambiental e uma perspectiva de almejar protagonismo na transição energética foram alguns assuntos discutidos.

Na sequência, Lula teve um encontro com a presidenta do Senado, Bundesrat, e Governadora de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, Manuela Schwesig. O presidente teve ainda uma reunião com parlamentares da coalizão governista.

Outro compromisso foi um encontro com o chanceler Olaf Scholz e altos representantes de empresas alemãs e brasileiras. Além disso, Lula participou da sessão de encerramento do seminário empresarial Brasil-Alemanha.

Da Redação

 
Fonte:  https://ptnacamara.org.br/brasil-e-alemanha-assinam-19-acordos-ambientais-com-geracao-de-emprego-e-renda/

 

terça-feira, 5 de dezembro de 2023

Brasil e Alemanha assinam acordos em energia, inovação e muito mais

Países fizeram parceria relacionada também ao combate à desinformação

Lula e Olaf Scholz durante coletiva de imprensa conjunta em Berlim, Alemanha 04/12/2023
Lula e Olaf Scholz durante coletiva de imprensa conjunta em Berlim, Alemanha 04/12/2023 (Foto: Ricardo Stuckert)

Por Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil - Brasília

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o primeiro-ministro alemão, Olaf Scholz, assinaram, nesta segunda-feira (4), uma declaração conjunta de intenções durante a 2ª Reunião de Consultas Intergovernamentais de Alto Nível, em Berlim, na Alemanha 

O documento engloba instrumentos de cooperação em áreas como meio ambiente e mudança do clima, agricultura, bioeconomia, energia, saúde, ciência, tecnologia e inovação, desenvolvimento global, integridade da informação e combate à desinformação. Os acordos já vêm sendo discutidos há meses. 

Em declaração à imprensa após o encontro, Lula destacou a amplitude dos atos. “Adotamos a parceria para uma transformação ecológica e socialmente justa. Vamos reforçar a robusta cooperação na área ambiental que inclui o Fundo Amazônia e muitos outros projetos. Queremos atuar juntos na promoção da industrialização verde, agricultura de baixo carbono e da bioeconomia”, detalhou Lula.  

O chanceler Olaf Scholz endossou a disposição dos dois países em lutar em prol da sustentabilidade e da descarbonização das indústrias. Segundo Scholz, o país europeu vai lançar projetos para contribuir com a meta brasileira de alcançar o desmatamento zero até 2030. “Queremos criar indústrias neutras e promover pesquisa em matéria climática. Essa transição só será bem sucedida se for socialmente justa”, disse, explicando a intenção de gerar empregos no Brasil através da transformação de matérias-primas. 

“Os nossos ministros assinaram mais de uma dúzia de declarações de intenção para dotar essa parceria de conteúdo. Isso passa por uma cooperação aprofundada nos setores de energias renováveis e hidrogênio. Nós associamos o potencial do Brasil ao interesse da Alemanha ao hidrogênio verde”, acrescentou Olaf Scholz. 

Informação

Outro ato assinado hoje foi a declaração sobre integridade da informação e combate a desinformação. O chanceler alemão disse que os atos de 8 de janeiro, quando vândalos invadiram as sedes do Três Poderes, em Brasília, foram um “evento triste”, com “imagens horríveis”. “Não só as janelas do palácio foram quebradas. Se quebrou algo em matéria de democracia. Ficou claro que nossas democracias têm que ser resilientes, por isso vamos combater a desinformação, as campanhas de ódio nas redes sociais”, disse. 

Lula acrescentou que as “forças antidemocráticas” atuam internacionalmente de forma coordenada para fomentar o extremismo, por isso a importância do acordo bilateral. 

As Consultas de Alto Nível são o mais elevado mecanismo teuto-brasileiro, que teve sua única reunião em Brasília, em 19 e 20 de agosto de 2015. A então Chanceler Angela Merkel visitou o Brasil acompanhada de sete ministros e cinco vice-ministros federais. A partir do encontro de hoje, os dois países realizarão as consultas a cada dois anos. 

A presidência brasileira no G20, que teve início em 1º de dezembro, e o acordo Mercosul-União Europeia também foram discutidos na reunião.  

Na agenda de hoje, Lula também tem reunião com altos representantes de empresas alemãs e brasileiras e participa da sessão de encerramento do seminário empresarial Brasil-Alemanha. Segundo Lula, será a oportunidade para apresentar os projetos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). 

Agenda 

O presidente desembarcou em Berlim neste domingo (3). Antes da Europa, Lula esteve no Oriente Médio onde participou da 28ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP 28), em Dubai, nos Emirados Árabes. O presidente também cumpriu agendas em Riade, na Arábia Saudita, e em Doha, no Catar. 

A programação da comitiva brasileira na capital alemã teve início ainda ontem, com um jantar de trabalho oferecido pelo chanceler Olaf Scholz. Nesta segunda-feira, Lula iniciou o dia numa agenda com o presidente da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, e, na sequência, com a presidenta do Conselho Federal da Alemanha, Manuela Schwesig.  

Com Frank-Walter Steinmeier, o presidente tratou sobre investimentos em infraestrutura via Novo PAC; avanços no processo de melhoria do cenário econômico brasileiro; reafirmação da prioridade à proteção ambiental e uma perspectiva de almejar protagonismo na transição energética. De acordo com o Palácio do Planalto, durante o diálogo, o presidente alemão agradeceu, “em nome da Alemanha e do mundo”, a retomada da proteção do meio ambiente e da Amazônia com as políticas adotadas desde janeiro de 2023 pelo governo federal. 

Já o encontro com Manuela Schwesig teve o objetivo de profundar as relações entre governadores de regiões da Alemanha com o Brasil, ampliar cooperações já existentes no setor de bioenergia e sinalizar novas oportunidades para a relação entre empresários do Brasil e do país europeu. O Conselho Federal da Alemanha reúne governos locais, no que seria uma espécie de Senado, numa comparação com os moldes de governo brasileiro. A presidente da entidade também é governadora de Meclemburgo-Pomerânia Ocidental. 

Em comunicado, a Presidência da República informou ainda que Lula e Schwesig reforçaram a importância da democracia, “em especial diante de ameaças representadas pela extrema-direita”. “Schwesig agradeceu a volta de um Brasil democrático e saudou a longeva e sólida relação entre Brasil e Alemanha, inclusive com empresas do seu estado com negócios em bioenergia no Brasil, no Paraná e Santa Catarina, aproveitando sobras da criação de animais para gerar energia”, diz. 

Terceira maior economia mundial, atrás dos Estados Unidos e da China, a Alemanha é um importante parceiro do Brasil, sobretudo nos campos tecnológico e industrial. Mais de mil empresas alemãs atuam em território brasileiro e, segundo o Banco Central, o país germânico é a oitava maior fonte de investimentos no Brasil, com US$ 23,73 bilhões em estoque. 

O comércio bilateral alcançou US$ 19 bilhões em 2022. Entre janeiro e outubro de 2023, já somou US$ 15,9 bilhões. 

Guerras 

Durante a conversa com a imprensa, o presidente brasileiro e o chanceler alemão foram questionados sobre as posições diferentes sobre o conflito entre Israel e o grupo palestino Hamas, na Faixa de Gaza. Enquanto o Brasil defende um cessar-fogo permanente, a Alemanha defende o direito de Israel “se defender e derrotar o Hamas”. 

Lula disse que os conflitos internacionais não foram objeto de ampla discussão na reunião de hoje e que continuará brigando pela paz e pela reforma dos organismos internacionais, capazes de decidirem sobre as controvérsias do mundo. Para o presidente, o ato do Hamas foi terrorista e irresponsável, ao atacar Israel, e as Nações Unidas deveriam ter interferido para evitar a intensificação do conflito.

“A única solução para o conflito entre Israel e os palestinos é a consolidação de dois países, para viverem nos seus territórios pacificamente, harmonicamente. E é preciso ter vontade. Já conversei com muita gente de Israel e da Palestina, mas parece que tem gente que não quer paz, que não quer dois países. O povo quer, quem não quer é porque tem outros interesses”, afirmou, lamentando a grande quantidade de mortes de mulheres e crianças na Faixa de Gaza. “Ninguém deve morrer por irracionalidade de chefes de governos, de grupos, ninguém deve ser vitimado pela irracionalidade”, acrescentou. 

O chanceler Olaf Scholz endossou a necessidade de se evitar as vítimas civis e defendeu a entrada de ajuda humanitária duradoura em Gaza. Sholz concorda com a importância de reforma da governança global e disse que s agressão a países vizinhos é inaceitável. 

“O ataque do Hamas é um crime hediondo, que violou todos os princípios da humanidade. Por isso que Israel tem direito a autodefesa, que também deverá ter direito de derrotar o Hamas e impedir que conduza novos ataques”, disse o alemão. Para ele, ao fim da guerra, é possível um futuro que passa pela convivência de dois Estados. “Mas não é possível com o Hamas, que quer destruir Israel. Agora, a perspectiva de paz com dois Estados e com autogestão por parte dos palestinos é uma ideia que apoiamos”, completou. 

No dia 7 de outubro, o Hamas, que controla a Faixa de Gaza, lançou um ataque surpresa de mísseis contra Israel e a incursão de combatentes armados por terra, matando civis e militares e fazendo centenas de reféns israelenses e estrangeiros. Em resposta, Israel bombardeou várias infraestruturas do Hamas, em Gaza, e impôs cerco total ao território, com o corte do abastecimento de água, combustível e energia elétrica.  

Os ataques já deixaram milhares de mortos, feridos e desabrigados nos dois territórios. A guerra entre Israel e Hamas tem origem na disputa por territórios que já foram ocupados por diversos povos, como hebreus e filisteus, dos quais descendem israelenses e palestinos. 

Fonte: https://www.brasil247.com/brasil/brasil-e-alemanha-assinam-acordos-em-energia-inovacao-e-muito-mais

 

Alexandre Pires é alvo de operação da PF contra garimpo ilegal em terra indígena

247 – A Polícia Federal deflagrou nesta segunda-feira a Operação Disco de Ouro, que tem como alvo o cantor Alexandre Pires, conhecido por sua carreira no mundo da música. As investigações apontam para o possível envolvimento de Pires em um esquema de garimpo ilegal nas Terras Indígenas Yanomami (TIY), com um montante estimado de movimentação financeira de R$ 250 milhões, segundo reportagem do Metrópoles.

A ação policial visa desarticular uma rede de financiamento e logística do garimpo ilegal que estaria operando na TIY, um território de grande relevância ambiental e cultural para os povos indígenas. Além de Alexandre Pires, a Operação Disco de Ouro também mira Matheus Possebon, um renomado empresário do ramo musical com presença nacional, apontado como um dos responsáveis pelo núcleo financeiro desse esquema criminoso.

Segundo informações obtidas durante a investigação, Alexandre Pires teria recebido pelo menos R$ 1 milhão proveniente de uma mineradora envolvida no garimpo ilegal. As equipes da PF cumpriram dois mandados de prisão e realizaram seis buscas e apreensões em diferentes cidades do Brasil, incluindo Boa Vista (RR), Mucajaí (RR), São Paulo (SP), Santos (SP), Santarém (PA), Uberlândia (MG) e Itapema (SC).

A Justiça Federal determinou o sequestro de mais de R$ 130 milhões em bens dos suspeitos envolvidos no esquema, como medida para garantir a reparação dos danos causados pela atividade ilegal.

Esta operação é um desdobramento de uma ação anterior da Polícia Federal, ocorrida em janeiro de 2022, quando foram apreendidas 30 toneladas de cassiterita extraídas ilegalmente da TIY em uma empresa investigada. Na ocasião, o inquérito policial revelou que o esquema visava à "lavagem" de minério ilegalmente retirado da Terra Indígena Yanomami, com alegações falsas de origem em um garimpo regular no Rio Tapajós, em Itaituba (PA), e suposto transporte até Roraima para processamento. No entanto, as investigações demonstraram que o minério era, na realidade, originário de Roraima.

O esquema ilegal abrangia uma ampla cadeia produtiva, envolvendo pilotos de aeronaves, postos de combustíveis, lojas de máquinas e equipamentos para mineração, bem como "laranjas" para ocultar as transações fraudulentas.

Alexandre Pires é amplamente conhecido por sua carreira como vocalista do grupo de pagode romântico Só Pra Contrariar, fundado por ele em 1989. Sucessos como "Essa Tal liberdade" e "Que Se Chama Amor" o tornaram uma figura de destaque na música brasileira. Até o momento, a assessoria do cantor não se manifestou sobre as acusações.

A Operação Disco de Ouro continua em andamento, e mais detalhes serão revelados à medida que a investigação avança. O Metrópoles está acompanhando de perto esse desenvolvimento e manterá seus leitores informados sobre qualquer atualização relacionada ao caso.

Fonte:  https://www.brasil247.com/brasil/alexandre-pires-e-alvo-de-operacao-da-pf-contra-garimpo-ilegal-em-terra-indigena

 

PF faz operação contra esquema internacional que teria vendido 43 mil armas e munições a facções criminosas

Esquema internacional teria movimentado R$ 1,2 bilhão

Apreensão feita pela Polícia Federal na Operação DAKOVO
Apreensão feita pela Polícia Federal na Operação DAKOVO (Foto: Divulgação/PF)

247 - A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta terça-feira (5) a operação Dakovo, com o objetivo de desarticular um grupo internacional suspeito de fornecer 43 mil armas para as principais facções criminosas do Brasil, incluindo o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho. O esquema internacional de tráfico de armas, segundo a PF, teria movimentado cerca de R$ 1,2 bilhão em três anos.

Os agentes estão cumprindo cinco mandados de prisões preventivas, seis ordens de prisão temporária e 54 mandados de busca e apreensão em três países, Brasil, Paraguai e Estados Unidos. No Brasil, os mandados foram cumpridos no Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Sorocaba (SP), Praia Grande (SP), São Bernardo do Campo (SP), Ponta Grossa (PR), Foz do Iguaçu (PR), Brasília (DF) e Belo Horizonte (MG). Segundo o G1, o principal alvo da operação, Diego Hernan Dirísio, considerado o maior contrabandista de armas da América do Sul, permanece foragido.

A operação foi realizada pela PFl no Estado da Bahia, em parceria com Ministério Público Federal (MPF) e cooperação internacional com a Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai (SENAD/PY) e o Ministério Público do Paraguai. A ação contou ainda com a FICTA (Força-Tarefa Internacional de Combate ao Tráfico de Armas e Munições), que é composta pela HSI (Homeland Security Investigations) e SENASP (Secretaria Nacional de Segurança Pública), sob Supervisão do Serviço de Repressão ao Tráfico de Armas da PF. A investigação teve início em 2020, quando a Polícia Federal apreendeu pistolas e munições no interior da Bahia.

“Três anos mais tarde, a cooperação internacional que resultou na operação desta terça indica que um homem argentino, dono de uma empresa chamada IAS, com sede no Paraguai, comprava pistolas, fuzis, rifles, metralhadoras e munições de fabricantes de países como Croácia, Turquia, República Tcheca e Eslovênia.Além disso, as investigações apontam para corrupção e tráfico de influência na Direccion de Material Belico (DIMABEL), órgão paraguaio encarregado de controlar, fiscalizar e autorizar o uso de armas, facilitando o funcionamento do esquema criminoso”, ressalta a reportagem. 

Fonte: https://www.brasil247.com/brasil/pf-faz-operacao-contra-esquema-internacional-que-teria-vendido-43-mil-armas-e-municoes-para-faccoes-criminosas