247 – O número de mortos na Faixa de Gaza atingiu 16.000
desde o início do massacre israelense contra o povo palestino em 7 de
outubro, e cerca de 35.000 pessoas ficaram feridas, disse a ministra da
Saúde Palestina, Dra. Mai al-Kaila, nesta segunda-feira (27).
“O número de mortos na Faixa de Gaza subiu para 16.000, o número de feridos atingiu 35.000”, informou a ministra à Al Arabiya.
Em 7 de outubro, o movimento palestino Hamas lançou um surpreendente
ataque em larga escala com foguetes contra Israel a partir da Faixa de
Gaza e violou a fronteira, matando e sequestrando pessoas. Israel lançou
ataques retaliatórios e ordenou um bloqueio completo de Gaza, cortando o
fornecimento de água, comida e combustível. Em 27 de outubro, Israel
lançou uma grande incursão terrestre na Faixa de Gaza.
Na semana passada, o Catar intermediou um acordo entre Israel e o
Hamas sobre uma trégua de quatro dias e a troca de alguns dos
prisioneiros e reféns, bem como a entrega de ajuda humanitária na Faixa
de Gaza. Nesta segunda-feira, o Catar confirmou que um acordo foi
alcançado entre Israel e o Hamas para a extensão de dois dias da trégua
humanitária na Faixa de Gaza.
Indicado pelo PP para o Ministério do Esporte, André Fufuca é
investigado pela PF no Maranhão por compra de votos na eleição de 2018,
quando foi reeleito deputado federal
André Fufuca (Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados)
Mateus Coutinho, Brasil de Fato
- Indicado do PP para o Ministério do Esporte do governo Lula em meio a
uma pressão do presidente da Câmara Arthur Lira (AL) e do centrão para
aumentar o espaço na Esplanada dos Ministérios, André Fufuca é
investigado pela Polícia Federal (PF) no Maranhão por compra de votos na
eleição de 2018, quando foi reeleito deputado federal pelo partido no
estado.
O Brasil de Fato teve acesso ao inquérito, que a PF pediu para ser
prorrogado por mais 90 dias no último dia 16 de novembro para poder
ouvir mais oito pessoas que mantiveram contato com os suspeitos de
comprar votos nas vésperas da eleição. Os documentos mostram, segundo a
Polícia Federal, que anos antes de Fufuca cogitar virar ministro dos
Esportes, já havia apoiador dele negociando chuteira de futebol em troca
de voto.
Além disso, a investigação inclui um episódio envolvendo apoiadores
do hoje ministro escondendo sacola de dinheiro em um bueiro ao ver os
agentes da PF chegando ao local onde estaria ocorrendo a compra de
votos, e até foto de um empresário com uma montanha de dinheiro a dois
dias da eleição em 2018. No dia seguinte, o mesmo empresário, que tinha
contato direto com Fufuca, indicou em troca de mensagens que o então
candidato teria "soltado dinheiro".
Procurado sobre o episódio, o Ministério do Esporte informou que "o
ministro André Fufuca não compactua com qualquer ato ilícito, não é
responsável por ação de terceiros e confia que a justiça vai esclarecer
todos os fatos".
'Bolos de dinheiro na churrascaria' - A investigação que
envolve o hoje ministro dos Esportes começou em Santa Luzia, município
do interior do Maranhão com população de 57 mil habitantes, localizado a
cerca de 300 km da capital São Luis. Naquele ano, Fufuca foi o segundo
candidato a deputado federal mais votado no município, com 4.325 votos.
Considerando sua votação total em 2018, a cidade foi a quinta onde ele
mais obteve apoio.
Mas segundo a investigação da Polícia Federal, o bom desempenho pode estar ligado à compra de votos.
As suspeitas surgiram durante uma ronda de rotina da Polícia Federal
na noite antes do primeiro turno das eleições daquele ano, em 6 de
outubro de 2018. Na ocasião, a equipe que estava na cidade recebeu
denúncia feita por um morador ao delegado da Polícia Civil local de que
apoiadores de André Fufuca estariam aglomerados em uma churrascaria com
bolos de dinheiro para comprar votos.
A equipe da Polícia Federal, então, foi até duas churrascarias do
município e, em uma delas, encontrou uma aglomeração de carros com
adesivos da campanha de Fufuca e apoiadores do deputado. No local,
também estava o vice-prefeito do município, Juscelino da Cruz Filgueira
Junior, com um maço de dinheiro na mão que, segundo ele, seria de
apostas.
"Num primeiro momento, houve perfeita coincidência entre a
aglomeração de pessoas vinculadas à campanha do Deputado Federal André
Fufuca numa churrascaria, conforme narrado na denúncia, contudo não
havia naquele momento, elementos suficientes para a caracterização de
crime eleitoral", afirmou o delegado Wedson Cajé Lopes no relatório que
encaminhou à Justiça Eleitoral para pedir a abertura do inquérito.
Sacola de dinheiro no bueiro - Os policiais, então, seguiram
nas buscas e, utilizando um veículo descaracterizado, encontraram uma
casa às margens de uma rodovia que dá acesso à cidade. Lá, se depararam
com o movimento de cinco veículos com adesivos de Fufuca e pessoas
entrando e saindo da residência. Foi acionada, então, uma viatura da PF
que estava fazendo ronda. Quando ela chegou ao local, foram
identificados três suspeitos que estavam guardando em uma caminhonete em
frente à residência uma caixa com material de campanha de Fufuca.
Um deles chegou a esconder um saco de dinheiro em um bueiro próximo
ao ver a PF se aproximando. O material, porém, acabou sendo descoberto
pelos agentes, que revistaram também a caminhonete. Na sacola, estavam
R$ 5.850 em notas de R$ 20, R$ 50 e R$ 100 e, na caminhonete, estava uma
caixa de papelão com santinhos de Fufuca que foi apreendida junto com o
dinheiro e os celulares dos três suspeitos.
A dona da casa, Vanda Maria da Silva, por sua vez, afirmou aos
policiais que as pessoas que foram a sua residência eram amigos que
estariam lá pelo seu aniversário. A PF solicitou o documento de
identidade dela e viu que o aniversário era em maio. Confrontada com a
informação, ela pediu desculpas pela mentira e os agentes decidiram
levar os três homens suspeitos para depor. Como não havia delegacia da
PF na cidade, eles foram todos levados para o fórum da Justiça estadual
no município, que estava funcionando como um cartório itinerante da
Justiça Eleitoral naquele período de eleição.
Lá, os três suspeitos prestaram depoimento: um empresário do ramo de
eventos, Marcus Vinicius Oliveira Sales, um dono de uma loja de carros,
Francisco Vieira da Silva, e seu filho, Caio Rubens Vieira da Silva. De
acordo com prestação de contas da campanha de Fufuca à Justiça
Eleitoral, nenhum deles trabalhou para a campanha do então deputado
naquele ano e somente Caio trabalhou, oficialmente, na campanha de
Fufuca em 2022, serviço pelo qual recebeu R$ 10 mil. Os depoimentos e os
conteúdos encontrados no celular dos três indicam que eles teriam
atuado sim para Fufuca e outros políticos em 2018.
Um dos depoimentos mais importantes foi o do empresário do ramo de
eventos Marcus Vinícius Oliveira Sales, que é do município de Santa
Inês, o mesmo onde nasceu Fufuca. Ele afirmou que o dinheiro apreendido
era de sua atividade de "promotor de evento" para pagar bandas que
teriam sido contratadas. Ele disse que havia recebido uma parte da
verba, cerca de R$ 2,4 mil, de um secretário do município de Governador
Newton Belo, também do interior do Maranhão, para pagar uma banda para
um show que estaria previsto. Ele, porém, negou ter contrato com a
prefeitura para o suposto show e disse que havia transferido o valor
para a banda naquele mesmo dia.
Ele disse ainda que outra parte do valor, cerca de R$ 2 mil, eram
referentes à "sangria de caixa" - retirada não programada - da venda
de um outro show que iria acontecer. Na versão do empresário, a venda
foi feita por uma farmácia que pertencia a sua sogra e que teria um
caixa separado para a venda de ingressos do show. Ele afirmou ainda ter
pedido para um outro suspeito, Caio Rubens Vieira da Silva, na época com
18 anos, esconder o pacote "porque tinha receio de que a Polícia
pensasse que se tratava de valores para a compra de votos".
'To aqui em Santa Luzia atrás de voto' - Dos três suspeitos,
foi no celular de Marcus Sales que a Polícia Federal encontrou o
telefone de André Fufuca na agenda e até uma conversa direta entre ele e
o então parlamentar, além de um conjunto de conversas com outros
interlocutores em que o assunto compra de votos era tratado abertamente.
Na conversa com Fufuca pelo aplicativo Whatsapp em 12 de setembro
daquele ano, registrada no relatório da Polícia Federal, Marcus Sales
pede "material de divulgação" ao parlamentar e afirma que gostaria de
uma "ajuda" do deputado para um bloco dele, no município de Santa Inês,
no ano seguinte: "Bom dia André, manda ai as artes suas amigo. Eu não
quero nada de você, nem se preocupe, só quero que ano que vem você me
ajude no meu bloco em Santa Inês. Em janeiro".
Fufuca responde: "Vou mandar amigo. Quer quais?". "Todas, pode mandar
ai pra ficar postando", responde o empresário que é seguido pelo
deputado concordando com o pedido "Blz(sic). Obrigado".
"Fazer um adesivaço (sic) aqui seria bom também. Mas vamos pra cima
que vai dar certo", seguiu o empresário, que tem uma firma de realização
de eventos e não aparece nas prestações de conta de campanha de Fufuca,
seja em 2018 ou em 2022.
No dia 6 de outubro, um dia antes do primeiro turno da eleição
naquele ano, Marcus Sales encaminha um print de fotos para o deputado e
afirma: "Bora espocar(sic) essas urnas". A mensagem foi encaminhada às
16h47 e ficou sem resposta.
Mas às 22h34 daquele dia, Fufuca encaminha a seguinte mensagem para o
empresário: "Amanhã conto com seu empenho, vamos a vitória, com fé em
deus". Sales, que em pouco tempo depois iria ser abordado pela PF
respondeu: "Tamo junto. To aqui em Santa Luzia com Ló atrás de voto".
"Ló" era o apelido de Francisco Vieira, que foi flagrado pela PF junto
com Caio e Marcus.
'Conferindo dinheiro pra comprar voto' - Em paralelo às
conversas com o deputado que tentava a reeleição, a PF localizou uma
série de mensagens, tanto em conversas individuais de Marcus com outros
interlocutores, quanto em um grupo de Whatsapp intitulado "Os Lindos",
usado por ele e outras pessoas que a PF está buscando identificar, em
que a compra de votos é tratada abertamente.
No grupo "Os Lindos" um interlocutor identificado na agenda de Marcus
como "Bruno" chega a enviar, no dia 5 de outubro, uma foto do
empresário em uma mesa com um bolo de dinheiro e fala sobre compra de
votos. "Foto iá vazou sio(si). Taxinha conferindo dinheiro pra comprar
voto". Ao que Marcus comenta: "Tem ali que foi 100 mil". Para a PF
"Taxinha" seria um dos apelidos dados a Marcus Sales pelo grupo.
A reportagem entrou em contato com o telefone do interlocutor
identificado somente como Bruno. Uma pessoa que se identificou como
Bruno atendeu, disse que conhece Marcus Sales e, ao ser confrontado com
as mensagens presentes no relatório da PF, disse que se tratou de uma
brincadeira. "Você acha que se fosse sério iríamos compartilhar?". A
"brincadeira" toda ocorreu a dois dias do primeiro turno das eleições
naquele ano.
A conversas polêmicas seguiram no dia seguinte, dentro do grupo e em
trocas de mensagens com outros interlocutores. Às 16h49 do dia 6 de
outubro, véspera da votação, Marcus Sales tem uma conversa direta no
Whatsapp somente com outro interlocutor, identificado na agenda como
"Careca": "André Fufuca vai espocar (sic) essas urnas. O homem tá com o
doido (sic)", afirma Sales, ao que Careca responde com uma pergunta:
"Soltou o dinheiro?". E a resposta de Sales é curta: "Demais".
Na sequência, Careca ainda comenta: "Josimar também deve ter soltado.
Comprando votos por ai". A PF não faz nenhuma análise específica sobre o
nome de Josimar, mas, naquele ano, o deputado federal eleito com mais
votos no estado do Maranhão foi Josimar Maranhãozinho, na época do PR e
atualmente filiado ao PL e que responde a outros inquéritos no Supremo
Tribunal Federal (STF). Formalmente o parlamentar não aparece como
investigado neste inquérito da PF sobre compra de votos e, procurada, a
defesa de Josimar informou que o parlamentar "desconhece completamente
os fatos e as pessoas mencionadas".
Naquele mesmo dia, o grupo "Os Lindos" seguiu com conversas sobre
compra de votos. As 10h13 da manhã, Marcus Sales encaminha uma foto
segurando um santinho de Fufuca, ao que Careca responde comentando com
uma mensagem de áudio: "MS hoje compra voto pra Fufuca". O relatório da
PF não explica como continua a conversa.
Mais tarde, às 18h45 daquele dia, pouco tempo antes de Marcus Sales
pedir para Caio esconder um saco de dinheiro em um bueiro, Careca
pergunta no grupo: "Já comprou uns 100 primo?". De acordo com a PF, na
conversa não fica claro para quem do grupo seria a pergunta, mas às
18h46 Marcus Sales escreve que está em Santa Luzia e comenta: "Sair
daqui com mais de 100 votin (sic)".
Às 18h47, Bruno comenta no grupo: "Felipe soltou 1 milhão na mão do
Fofão. Agora o omi se elege". A mensagem não deixa claro a quem ele se
refere, e, questionado por telefone pela reportagem sobre essa frase,
Bruno encerrou a chamada.
Na sequência, naquele mesmo dia, Marcus comenta: "Careca, voto casado
aqui o povo quer 100. Tá difícil". A reportagem entrou em contato com o
telefone registrado em nome de Careca na agenda de Marcus. Uma mulher
identificada como Cléo atendeu e disse que não conhecia ninguém com esse
nome.
'Cai atrás aí de uns 'votinho véio' de 30 conto, de 20, de 50' - Em
outra conversa, ocorrida no dia 4 de outubro diretamente com um
interlocutor identificado como Caio Ló por meio de mensagens de áudio no
Whatsapp, Marcus fala abertamente em sair distribuindo dinheiro nas
vésperas da votação. E pede apoio para Caio Ló, que se compromete a
ajudar.
"Ei macho. Tu tem que vim pra 'nóis' ir pedir voto... voto pra ANDRÉ
FUFUCA. 'Nóis' tem é que cair no campo. Deixa o dinheiro aqui pra
'nóis'. Pra 'nóis'... lá do escritório 'nóis' sai distribuindo", diz o
áudio, segundo a transcrição da Polícia Federal. Abaixo, a íntegra da
conversa transcrita pela PF:
No dia 6 de outubro, os dois seguem conversando por áudios de
Whatsapp e Marcus pede uma transferência de R$ 5 mil para Caio Ló. Em
troca, ele repassaria a quantia em espécie para o interlocutor.
"Já no dia 06/10 2018, véspera das eleições, Marcus pergunta para
Caio Ló se ele consegue realizar uma transferência de R$ 5 mil e Marcus
daria em 'espécie' para Caio Ló. Caio Ló pede para Marcus ir até ele",
afirma a PF no relatório sobre as conversas, sem mostrar a transcrição.
A reportagem tentou contato com o telefone do interlocutor de Marcus
identificado como Caio Ló, mas ele não atendeu e nem respondeu à
mensagem pelo Whatsapp. O Brasil de Fato também tentou ligar para Marcus
Sales, mas ele tampouco atendeu ou respondeu às mensagens de Whatsapp.
Procurado, o advogado Willey Azevedo, que representa Francisco Vieira
e seu filho Caio Vieira, afirmou que todas as provas produzidas pela
Polícia Federal seriam irregulares, pois os celulares foram apreendidos
sem ordem judicial, e que todas as ilicitudes da ação da PF seriam
questionadas no momento oportuno.
O delegado da PF responsável pela abertura do inquérito em 2018,
Wedson Cajé Lopes, tomou os depoimentos no fim da noite do dia 6 e, no
dia 7 de outubro, encaminhou toda a documentação e um relatório à juíza
eleitoral, que autorizou no mesmo dia a abertura do inquérito e a quebra
de sigilo dos aparelhos que foram apreendidos.
O caso se arrasta na Polícia Federal do Maranhão desde então. Apesar
do grande volume de informações identificado, a PF ainda aguarda o
retorno de companhias telefônicas para identificar alguns dos
interlocutores dos diálogos encontrados nos celulares e precisa ouvir
mais pessoas que aparecem nos diálogos aqui citados e em outras
conversas suspeitas. Até o momento, pelo que consta nos autos, Fufuca
não foi chamado para depor sobre o episódio.
O crime de compra de votos tem uma prescrição de oito anos, portanto,
em tese o caso poderia prescrever em 2026. Entretanto, se o Ministério
Público considerar haver provas suficientes e apresentar uma denúncia
antes, o prazo para contagem do tempo de prescrição para de contar.
Segundo apurou a reportagem, como não há uma delegacia da PF na
cidade de Santa Luzia, toda apuração é conduzida por policiais que ficam
na sede da superintendência da Polícia Federal no Maranhão, localizada
na capital São Luiz, a cerca de 300 quilômetros de Santa Luzia. A
distância acaba se tornando um obstáculo para uma apuração rápida sobre o
caso, pois eventuais diligências que a polícia tenha que fazer na
região envolvem o deslocamento de agentes para a cidade, com pagamento
de diárias para um caso que é mais um entre vários outros em apuração
pela equipe.
Da mesma forma, a perícia do conteúdo que estava nos aparelhos
celulares tampouco foi feita na cidade de Santa Luzia. No caso do
celular de Marcus Sales, onde foi encontrada a maior parte das
informações de interesse da PF, o relatório com a análise do conteúdo,
cujos trechos foram usados nesta reportagem, só foi concluído em
setembro de 2019, quase um ano após a operação.
Ainda assim, os autos indicam que o inquérito teria ficado parado
entre 11 de agosto de 2021 e 24 de maio de 2022, período em que não foi
juntada nenhuma informação nova pela PF nos autos.
Em janeiro deste ano, um novo delegado, chamado Diego Augusto Frota
Alves, assumiu o caso e, no último dia 16 de novembro, pediu a
prorrogação por mais 90 dias para ouvir ainda oito pessoas, incluindo o
Careca, que aparece nas mensagens mencionadas nessa matéria.
247 - O
senador e presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do
Senado, Davi Alcolumbre (União-AP marcou para o dia 13 de dezembro as
sabatinas de Flávio Dino, indicado para o Supremo Tribunal Federal, e
Paulo Gonet, proposto como o novo procurador-geral da República. As
indicações foram oficializadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva
(PT) nesta segunda-feira (27).
Segundo a coluna da jornalista Camila Bonfim,
do G1, Alcolumbre também designou os relatores para as duas indicações:
o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), será responsável
pela avaliação da indicação de Paulo Gonet, enquanto o aliado do
indicado e do governo, Weverton (PDT-MA), ficará encarregado da
indicação de Dino.
A realização de duas sabatinas no mesmo dia é incomum, considerando o
tempo extenso geralmente dedicado a cada uma, envolvendo perguntas e
respostas detalhadas. Contudo, após negociações políticas, Alcolumbre
decidiu consolidar os compromissos em uma única quarta-feira.
Ainda conforme a reportagem, “a expectativa é de que os nomes sejam
votados em plenário no dia seguinte, uma quinta-feira (14) – a menos que
um novo acordo encurte as sabatinas e permita a votação ainda no dia
13.O presidente do Senado e do Congresso, Rodrigo Pacheco (PSD-MG),
disse nesta segunda-feira (27) que o Senado fará um esforço concentrado
para analisar ainda em dezembro as duas indicações”.
Metroviários, ferroviários, professores da rede estadual pública,
trabalhadores da Sabesp e parte do funcionalismo público paulista
paralisam suas atividades
Tarcisio de Freitas e Metrô de São Paulo (Foto: ABR | GOV SP)
247 – Metroviários, ferroviários, professores da rede
estadual pública, trabalhadores da Companhia de Saneamento Básico do
Estado de São Paulo (Sabesp) e parte do funcionalismo público paulista,
como os funcionários da Fundação Casa, paralisam suas atividades nesta
terça-feira (28), desde à 0h, como protesto contra os planos de
privatização das companhias executados pelo governador Tarcísio de
Freitas.
A categoria dos metroviários propôs ao governo três alternativas à
greve, todas negadas: suspender a tramitação do projeto de privatização
da Sabesp, um plebiscito para a população votar sobre o tema, além da
catraca livre no momento da paralisação.
Linhas do Metrô que NÃO operam:-Linha 1- Azul -Linha 2 – Verde -Linha 3 – Vermelha -Linha 15 – Prata Operam: -Linha 4 – Amarela -Linha 5 – Lilás
Linhas da CPTM que NÃO operam: -Linha 7 – Rubi -Linha 10 – Turquesa -Linha 13 – Jade Operam parcialmente: -Linha 11 – Coral (por conta da greve, trens circulam com maior intervalo entre as estações Luz e Guaianazes) Operam normalmente: -Linha 8 – Diamante -Linha 9 – Esmeralda
De acordo com G1,
Tarcísio de Freitas e o prefeito da capital, Ricardo Nunes, decretaram
ponto facultativo nesta terça em órgãos públicos da cidade. Além disso, o
rodízio de veículos está suspenso nesta terça-feira. A Justiça do
Trabalho determinou que funcionários do Metrô trabalhem com 80% da
capacidade total nos horários de pico.
Tarcísio classificou a greve como “partidária” e exigiu que 4 mil policiais sigam para as estações de metrô.
Já os grevistas indicam perseguição. “O governador Tarcísio e o Metrô
estão assediando os trabalhadores, violando o direito de greve.
Enviando declarações e matérias que dizem que a greve é abusiva e
ilegal. Ameaçando os trabalhadores de punição, inclusive,
individualmente. Anunciando o deslocamento de 4 mil policiais militares
para as linhas de metrô e trem. E agora enviando a todos os
trabalhadores por e-mail uma lista de nomes convocados a trabalhar. Não aceitaremos isso!
Nossa luta é em defesa da população, que sofre com a privatização, os
cortes, as falhas, as tarifas altas e a falta de luz”,diz um comunicado
dos metroviários.
Muito lucro e pouca eficiência-
Os repasses do Bilhete Único (BU), em 2022, foram quatro vezes maiores
para as concessionárias do que para Metrô e CPTM. Responsável pela
operação das linhas de trem 8-Diamante e 9-Esmeralda desde 2022, a
ViaMobilidade, empresa do grupo CCR, é uma das que tem prioridade nos
saques, revela reportagem do portal UOL.
No entanto, apesar do alto lucro, a concessionária tem sido alvo de
muitas reclamações. Em um ano de operação foram registradas 166 falhas,
entre trens que pararam nos trilhos, descarrilamentos e até uma trombada
na estação Júlio Prestes.
A informação foi confirmada ao 247 e será anunciada pelo Palácio do Planalto antes da viagem do presidente Lula à Arábia Saudita
Lula, Flávio Dino e Paulo Gonet (Foto: Ricardo Stuckert/PR | ABR | STF)
247 – O
presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu indicar o ministro da
Justiça, Flávio Dino, para a vaga de Rosa Weber no Supremo Tribunal
Federal. Em seu lugar, assume como interino seu secretário-executivo
Ricardo Cappelli, até a definição do novo ministro da Justiça.
Para a vaga de procurador-geral da República, o escolhido é o
subprocurador-geral Paulo Gonet, que enfrentava resistências por parte
de setores da esquerda, mas foi confirmado. As duas escolhas representam
uma vitória de uma ala do Supremo Tribunal Federal liderada pelos
ministros Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes. Tanto Dino como Gonet
terão que ser sabatinados pelo Senado Federal.
Banco comandado por Aloizio Mercadante poderá voltar a financiar obras de construtoras brasileiras no exterior
O presidente do BNDES,
Aloizio Mercadante, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da
Silva, e o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria,
Comércio, Geraldo Alckmin, durante posse do presidente do banco no Rio
de Janeiro (Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)
247 – Nesta
segunda-feira (27), o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva
envia ao Congresso Nacional uma proposta legislativa com o objetivo de
permitir que o BNDES volte a oferecer financiamentos para projetos de
construção e serviços de empresas brasileiras em outros países, segundo reportagem
da Folha de S. Paulo. Essa prática havia sido suspensa desde 2016, em
decorrência da Lava Jato, que teve como um de seus objetivos centrais a
destruição das grandes construtoras brasileiras.
O executivo José Luis Gordon, diretor do BNDES, afirma que o projeto
do governo, em colaboração com o Tribunal de Contas da União,
estabelece que não sejam concedidos financiamentos a entidades
estrangeiras que estejam inadimplentes com o Brasil, a não ser que haja
um acordo de renegociação da dívida.
Gordon ressalta que o objetivo principal do financiamento é apoiar as
empresas brasileiras, promovendo emprego e renda no país, e não
beneficiar diretamente as nações estrangeiras. O projeto também prevê a
criação de filiais do BNDES no Brasil, inspirando-se nos Eximbanks de
outras nações, e exige que as transações sigam as normas da OMC e da
OCDE. Com este projeto, o governo busca reforçar sua política de
neoindustrialização, ressaltando a necessidade de apoiar as empresas
brasileiras no mercado global. Em entrevista recente à TV 247, Gordon
defendeu esses financiamentos:
O encontro só foi divulgado depois da presença de Diana Mondino em
Brasília. Futura ministra havia dito que o governo argentino pararia de
interagir com o Brasil.Diana Mondino e Mauro Vieira (Foto: Divulgaçã/Embaixada da Argentina no Brasil)
247 – A futura chanceler argentina, Diana Mondino,
desembarcou neste domingo em Brasília para se encontrar com o chanceler
brasileiro, Mauro Vieira. A economista foi escolhida pelo presidente
eleito do país, Javier Milei, para comandar o Ministério das Relações Exteriores a partir de sua posse, em 10 de dezembro.
A primeira viagem internacional de Mondino foi preparada em segredo
nos últimos dias, com o objetivo principal de aparar arestas entre o
governo Lula e o governo eleito da Argentina, e evitar um retrocesso na
relação bilateral a partir da mudança de governo no país vizinho,
informa Janaína Figueiredo, no jornal O Globo.
Dois dos principais articuladores da viagem foram o embaixador do
Brasil em Buenos Aires, Julio Bitelli, e da Argentina no Brasil, Daniel
Scioli, que estiveram presentes no encontro. Poucas pessoas souberam com
antecipação que Mondino iria a Brasília, em meio a esforços
diplomáticos e de colaboradores de Milei para que, além de conseguir uma
primeira aproximação entre os dois governos, Lula possa reavaliar sua
intenção de não presenciar a posse do presidente eleito da Argentina.
A visita ocorre um dia antes da realização, em Brasília, de um fórum
empresarial que contará com as principais câmaras industriais dos dois
países, entre elas a Confederação Nacional da Industria (CNI) e a União
Industrial Argentina (UIA). Existe temor entre empresários brasileiros e
argentinos pelo futuro da relação, e a presença de Mondino em Brasília é
um gesto que busca, nesse sentido, transmitir uma mensagem de
tranquilidade.
No início da semana passada, quando questionada se o país promoveria
as exportações e importações com ambos os países, Diana Mondino afirmou:
“Vamos parar de interagir com os governos do Brasil e da China”.
O Brasil e a China são os dois principais parceiros comerciais da
Argentina. No entanto, durante a campanha eleitoral, o presidente eleito
Javier Milei expressou críticas e lançou ataques aos dois países.
Na época, Milei disse que Lula era “comunista”, “ladrão” e
“corrupto”, e não o encontraria se fosse eleito. O argentino convidou o
ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o deputado federal Eduardo Bolsonaro
(PL-SP) para participar da cerimônia de posse, no dia 10 de dezembro.
O presidente eleito da Argentina também já afirmou que o Partido
Comunista Chinês (PCC) é um “assassino” e que o povo da China “não era
livre”.
Ainda não está claro se o presidente brasileiro — e seus assessores
internacionais — mudará de opinião, mas a principal preocupação dos que
promoveram a viagem de Mondino, e da própria futura chanceler, é que o
vínculo bilateral seja preservado.
Semana passada, Milei declarou que, se Lula for à posse,“será
bem recebido”. O problema, na visão de alguns assessores do presidente
brasileiro, é a presença, já confirmada, do ex-presidente Jair Bolsonaro
— que viajará com uma delegação expressiva e pretende passar alguns
dias na capital argentina.
As primeiras conversas entre Scioli e a equipe de colaboradores de
Milei ocorreram através de Guillermo Francos, futuro ministro do
Interior do governo eleito. Os dois se conhecem há muitos anos e têm uma
excelente relação. Francos transmitiu ao embaixador o desejo de Milei
de ter uma boa relação com o governo Lula e conectou o embaixador com a
futura chanceler. Na primeira conversa entre Mondino e Scioli surgiu a
ideia de uma viagem da futura ministra a Brasília.
Encontro ocorreu em Brasília(Photo: Divulgação/Embaixada da Argentina no Brasil)Divulgação/Embaixada da Argentina no Brasil
Presidente embarca nesta tarde para a Arábia Saudita
Luiz Inácio Lula da Silva e Mohammed bin Salman al Saud (Foto: Reuters)
247 – O
presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarca hoje para a Arábia Saudita,
onde se reunirá com Mohammed bin Salman (MbS), líder da Arábia Saudita,
com foco em discussões sobre investimentos. Este encontro, segundo a
mídia saudita Al Arabiya, pode marcar o início de uma parceria
estratégica entre Brasil e Arábia Saudita. A visita de Lula também
incluirá o Qatar, onde temas semelhantes serão abordados, segundo informa a coluna do jornalista Nelson de Sá.
A agenda da visita inclui discussões sobre a guerra, conforme
relatado pelo Arab News, que cobriu a conversa preparatória entre os
ministros das Relações Exteriores do Brasil e da Arábia Saudita. O Gulf
News, dos Emirados Árabes Unidos, destacou a recente cúpula dos Brics
que abordou questões relacionadas à guerra, evento que contou com a
participação de Lula e líderes de países convidados, incluindo Mohamed
bin Zayed (MbZ) dos Emirados e MbS, que se posicionaram em defesa de um
cessar-fogo e do estabelecimento de um Estado palestino.
A cobertura da Al Jazeera e do Arab News ressalta o fortalecimento
das relações entre Brasília e Riad. Recentemente, o ministro saudita de
Assuntos Islâmicos, Awaad bin Sabti Al-Anzi, esteve em São Paulo para a
Conferência Internacional dos Muçulmanos da América Latina, onde
destacou o apoio da Arábia Saudita à causa palestina. Além disso, o
ministro saudita do Investimento, Khalid al-Falih, visitou São Paulo há
dois meses, reforçando a ideia de que Brasil e Arábia Saudita estão bem
posicionados para se tornarem parceiros estratégicos. Notícias
relacionadas aos Emirados Árabes Unidos indicam que a Petrobras está em
negociações com o fundo soberano de Abu Dhabi para recomprar parte da
refinaria Landulpho Alves, na Bahia.
Pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta
medidas que estão sendo implementadas e prioridades para avançar na
agenda verde
Vista geral de indústrias em Cubatão (Foto: REUTERS/Paulo Whitaker)
Agência CNI - O setor industrial tem
implementado diversas ações para contribuir com a sustentabilidade
ambiental na linha de produção. Pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI)
realizada com empresários de todo o país revela que nove em cada dez
empresas industriais (89%) adotam medidas para reduzir a geração de
resíduos sólidos. Já 86% têm ações para otimizar o consumo de energia,
enquanto 83% implementam medidas para otimizar o uso de água.
Os três itens estão no topo de uma lista de nove ações elencadas no
levantamento. Do total de indústrias respondentes, 36% adotam de 5 a 6
ações e 22% de 7 a 8. Apenas 3% das empresas industriais não desenvolvem
nenhuma medida relacionada à sustentabilidade.
“A indústria brasileira já é parte da solução quando o assunto é
sustentabilidade e adaptação às mudanças climáticas. Nós já fizemos, há
muito tempo, o que muitos setores industriais de outros países estão
correndo para fazer agora”, destaca Ricardo Alban, presidente da CNI. “A
nossa indústria, principalmente aquela intensiva em uso de energia,
como a do cimento, por exemplo, já fez esse dever de casa e temos muito
para compartilhar com o mundo. As emissões de gases de efeito estufa dos
fabricantes de cimento instalados no país são 10% menores do que a
média mundial. No setor do alumínio, cerca de 60% de todo material
consumido no país é reciclado”, exemplifica o dirigente.
A pesquisa ouviu 1.004 executivos de empresas industriais de pequeno,
médio e grande portes em todas as unidades da Federação. O levantamento
foi conduzido pelo Instituto de Pesquisa em Reputação e Imagem, da FSB
Holding, entre os dias 3 e 20 de novembro.
O que mais precisa ser feito para descarbonizar a produção industrial?
Apesar das medidas que vêm sendo adotadas pela indústria, ainda há
muito a ser feito para que o Brasil avance em relação à redução das
emissões de gases de efeito estufa e atinja as metas estabelecidas no
Acordo de Paris. Quando perguntados sobre as ações prioritárias para que
a indústria contribua com a descarbonização do país, os empresários
elencaram a modernização de máquinas (27%), o uso de fontes de energias
renováveis (23%) e investimento em tecnologias de baixo carbono (19%).
Outras medidas citadas foram investimento em inovação (14%) e acesso a
financiamento (10%).
E, para incrementar as ações sustentáveis, nos próximos dois anos, o
principal foco de investimento dos empresários industriais é o uso de
fontes renováveis de energia, citado por 42% dos entrevistados, seguido
por modernização de máquinas (36%) e medidas para otimizar o consumo de
energia, indicado como prioridade para 32% dos industriais.
A energia solar é a fonte renovável que desperta o maior interesse
entre os empresários industriais. Na amostra geral, 75% dos
entrevistados disseram ter muito ou algum interesse em adotar esse tipo
de fonte energética. Em segundo lugar, aparece o hidrogênio verde ou de
baixo carbono, com 19% e, em terceiro, a eólica, com 13%.
A pesquisa mostra, ainda, que 53% das indústrias já têm projetos ou
ação voltados para o uso de fontes renováveis de energia. A fonte solar é
a que concentra o foco dessas iniciativas, que responde por 91% delas.
Biomassa (5%), eólica (3%) e hidrogênio de baixo carbono (1%) respondem
pelas demais fontes sendo estudadas pelas empresas.
“O Brasil se encontra na vanguarda da transição energética, com
elevada participação de fontes renováveis na matriz energética, e segue
em uma trajetória sustentável, ampliando e diversificando, cada vez
mais, o uso dessas fontes limpas e renováveis”, afirma Roberto Muniz,
diretor de Relações Institucionais da CNI.
Financiamento e novas tecnologias verdes
A necessidade de expansão do número de indústrias que conseguem
acessar formas de financiamento para iniciativas sustentáveis é uma das
necessidades apontadas pelo setor privado para impulsionar uma economia
de baixo carbono, assim como a disseminação de tecnologias verdes.
Do total de entrevistados, 67% demonstraram interesse em acessar
linhas de crédito com esse objetivo, mas nem todos concretizaram essa
intenção. Apenas 16% buscaram algum incentivo de crédito público para
projetos sustentáveis e 6% conseguiram. O crédito privado se mostrou
mais acessível aos empresários: 24% buscaram e 15% conseguiram. Para
62%, o acesso ao financiamento para ações em sustentabilidade é
considerado difícil ou muito difícil.
A dificuldade de crédito ou financiamento aparece como a terceira
principal barreira para implantar ações de sustentabilidade (apontada
por 22%), atrás apenas da falta de incentivo do governo (51%) e falta de
cultura de sustentabilidade no mercado consumidor (39%).
Quanto à adoção de novas tecnologias para impulsionar a produção
sustentável nas fábricas, 75% têm interesse em linhas de crédito para
novas tecnologias verdes. Outros 66% disseram precisar de novas
tecnologias de baixo carbono e 59% têm interesse em modernização de
maquinário para atingir metas de descarbonização. Também nesse ponto, a
atuação do poder público é considerada insuficiente: 88% acreditam que
há falta de incentivo tributário para fazer esse tipo de mudança.
Mercado de carbono
Além dessas medidas, no plano regulatório, a criação de um mercado
regulado de carbono é apontada como um avanço necessário na agenda
sustentável. Para 78% dos entrevistados, a lei que regulamenta a
iniciativa, em discussão na Câmara dos Deputados, é considerada
importante ou muito importante.
“O mercado regulado de carbono que contemple, por exemplo, a
participação da indústria na governança e não considere sanções e
penalidade desproporcionais, vai contribuir para que o país atinja as
metas climáticas de longo prazo estabelecidas no Acordo de Paris. A
iniciativa precisa ser entendida como uma medida complementar a outras
agendas verdes, como a expansão das energias renováveis, o
fortalecimento da política nacional de biocombustíveis e,
principalmente, a redução do desmatamento ilegal”, destaca o diretor
Muniz.