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terça-feira, 28 de novembro de 2023

Genocídio: ataques de Israel em Gaza mataram 16 mil palestinos

O número de feridos palestinos atingiu 35 mil

Faixa de Gaza Faixa de Gaza (Foto: Reuters/Evelyn Hockstein)

247 – O número de mortos na Faixa de Gaza atingiu 16.000 desde o início do massacre israelense contra o povo palestino em 7 de outubro, e cerca de 35.000 pessoas ficaram feridas, disse a ministra da Saúde Palestina, Dra. Mai al-Kaila, nesta segunda-feira (27).

“O número de mortos na Faixa de Gaza subiu para 16.000, o número de feridos atingiu 35.000”, informou a ministra à Al Arabiya.

Em 7 de outubro, o movimento palestino Hamas lançou um surpreendente ataque em larga escala com foguetes contra Israel a partir da Faixa de Gaza e violou a fronteira, matando e sequestrando pessoas. Israel lançou ataques retaliatórios e ordenou um bloqueio completo de Gaza, cortando o fornecimento de água, comida e combustível. Em 27 de outubro, Israel lançou uma grande incursão terrestre na Faixa de Gaza.

Na semana passada, o Catar intermediou um acordo entre Israel e o Hamas sobre uma trégua de quatro dias e a troca de alguns dos prisioneiros e reféns, bem como a entrega de ajuda humanitária na Faixa de Gaza. Nesta segunda-feira, o Catar confirmou que um acordo foi alcançado entre Israel e o Hamas para a extensão de dois dias da trégua humanitária na Faixa de Gaza.

Fonte: https://www.brasil247.com/mundo/genocidio-ataques-de-israel-em-gaza-mataram-16-mil-palestinos

 

Bolos de dinheiro e conversas abertas sobre compra de votos: as provas da PF contra André Fufuca, ministro indicado pelo centrão

Indicado pelo PP para o Ministério do Esporte, André Fufuca é investigado pela PF no Maranhão por compra de votos na eleição de 2018, quando foi reeleito deputado federal

André Fufuca
André Fufuca (Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados)

Mateus Coutinho, Brasil de Fato - Indicado do PP para o Ministério do Esporte do governo Lula em meio a uma pressão do presidente da Câmara Arthur Lira (AL) e do centrão para aumentar o espaço na Esplanada dos Ministérios, André Fufuca é investigado pela Polícia Federal (PF) no Maranhão por compra de votos na eleição de 2018, quando foi reeleito deputado federal pelo partido no estado.

O Brasil de Fato teve acesso ao inquérito, que a PF pediu para ser prorrogado por mais 90 dias no último dia 16 de novembro para poder ouvir mais oito pessoas que mantiveram contato com os suspeitos de comprar votos nas vésperas da eleição. Os documentos mostram, segundo a Polícia Federal, que anos antes de Fufuca cogitar virar ministro dos Esportes, já havia apoiador dele negociando chuteira de futebol em troca de voto.

Além disso, a investigação inclui um episódio envolvendo apoiadores do hoje ministro escondendo sacola de dinheiro em um bueiro ao ver os agentes da PF chegando ao local onde estaria ocorrendo a compra de votos, e até foto de um empresário com uma montanha de dinheiro a dois dias da eleição em 2018. No dia seguinte, o mesmo empresário, que tinha contato direto com Fufuca, indicou em troca de mensagens que o então candidato teria "soltado dinheiro".

Procurado sobre o episódio, o Ministério do Esporte informou que "o ministro André Fufuca não compactua com qualquer ato ilícito, não é responsável por ação de terceiros e confia que a justiça vai esclarecer todos os fatos".

'Bolos de dinheiro na churrascaria' - A investigação que envolve o hoje ministro dos Esportes começou em Santa Luzia, município do interior do Maranhão com população de 57 mil habitantes, localizado a cerca de 300 km da capital São Luis. Naquele ano, Fufuca foi o segundo candidato a deputado federal mais votado no município, com 4.325 votos. Considerando sua votação total em 2018, a cidade foi a quinta onde ele mais obteve apoio.

Mas segundo a investigação da Polícia Federal, o bom desempenho pode estar ligado à compra de votos.

As suspeitas surgiram durante uma ronda de rotina da Polícia Federal na noite antes do primeiro turno das eleições daquele ano, em 6 de outubro de 2018. Na ocasião, a equipe que estava na cidade recebeu denúncia feita por um morador ao delegado da Polícia Civil local de que apoiadores de André Fufuca estariam aglomerados em uma churrascaria com bolos de dinheiro para comprar votos.

A equipe da Polícia Federal, então, foi até duas churrascarias do município e, em uma delas, encontrou uma aglomeração de carros com adesivos da campanha de Fufuca e apoiadores do deputado. No local, também estava o vice-prefeito do município, Juscelino da Cruz Filgueira Junior, com um maço de dinheiro na mão que, segundo ele, seria de apostas.

"Num primeiro momento, houve perfeita coincidência entre a aglomeração de pessoas vinculadas à campanha do Deputado Federal André Fufuca numa churrascaria, conforme narrado na denúncia, contudo não havia naquele momento, elementos suficientes para a caracterização de crime eleitoral", afirmou o delegado Wedson Cajé Lopes no relatório que encaminhou à Justiça Eleitoral para pedir a abertura do inquérito.

Sacola de dinheiro no bueiro - Os policiais, então, seguiram nas buscas e, utilizando um veículo descaracterizado, encontraram uma casa às margens de uma rodovia que dá acesso à cidade. Lá, se depararam com o movimento de cinco veículos com adesivos de Fufuca e pessoas entrando e saindo da residência. Foi acionada, então, uma viatura da PF que estava fazendo ronda. Quando ela chegou ao local, foram identificados três suspeitos que estavam guardando em uma caminhonete em frente à residência uma caixa com material de campanha de Fufuca.

Um deles chegou a esconder um saco de dinheiro em um bueiro próximo ao ver a PF se aproximando. O material, porém, acabou sendo descoberto pelos agentes, que revistaram também a caminhonete. Na sacola, estavam R$ 5.850 em notas de R$ 20, R$ 50 e R$ 100 e, na caminhonete, estava uma caixa de papelão com santinhos de Fufuca que foi apreendida junto com o dinheiro e os celulares dos três suspeitos.

A dona da casa, Vanda Maria da Silva, por sua vez, afirmou aos policiais que as pessoas que foram a sua residência eram amigos que estariam lá pelo seu aniversário. A PF solicitou o documento de identidade dela e viu que o aniversário era em maio. Confrontada com a informação, ela pediu desculpas pela mentira e os agentes decidiram levar os três homens suspeitos para depor. Como não havia delegacia da PF na cidade, eles foram todos levados para o fórum da Justiça estadual no município, que estava funcionando como um cartório itinerante da Justiça Eleitoral naquele período de eleição.

Lá, os três suspeitos prestaram depoimento: um empresário do ramo de eventos, Marcus Vinicius Oliveira Sales, um dono de uma loja de carros, Francisco Vieira da Silva, e seu filho, Caio Rubens Vieira da Silva. De acordo com prestação de contas da campanha de Fufuca à Justiça Eleitoral, nenhum deles trabalhou para a campanha do então deputado naquele ano e somente Caio trabalhou, oficialmente, na campanha de Fufuca em 2022, serviço pelo qual recebeu R$ 10 mil. Os depoimentos e os conteúdos encontrados no celular dos três indicam que eles teriam atuado sim para Fufuca e outros políticos em 2018.

Um dos depoimentos mais importantes foi o do empresário do ramo de eventos Marcus Vinícius Oliveira Sales, que é do município de Santa Inês, o mesmo onde nasceu Fufuca. Ele afirmou que o dinheiro apreendido era de sua atividade de "promotor de evento" para pagar bandas que teriam sido contratadas. Ele disse que havia recebido uma parte da verba, cerca de R$ 2,4 mil, de um secretário do município de Governador Newton Belo, também do interior do Maranhão, para pagar uma banda para um show que estaria previsto. Ele, porém, negou ter contrato com a prefeitura para o suposto show e disse que havia transferido o valor para a banda naquele mesmo dia.

Ele disse ainda que outra parte do valor, cerca de R$ 2 mil, eram referentes à "sangria de caixa" - retirada não programada - da venda de um outro show que iria acontecer. Na versão do empresário, a venda foi feita por uma farmácia que pertencia a sua sogra e que teria um caixa separado para a venda de ingressos do show. Ele afirmou ainda ter pedido para um outro suspeito, Caio Rubens Vieira da Silva, na época com 18 anos, esconder o pacote "porque tinha receio de que a Polícia pensasse que se tratava de valores para a compra de votos".

'To aqui em Santa Luzia atrás de voto' - Dos três suspeitos, foi no celular de Marcus Sales que a Polícia Federal encontrou o telefone de André Fufuca na agenda e até uma conversa direta entre ele e o então parlamentar, além de um conjunto de conversas com outros interlocutores em que o assunto compra de votos era tratado abertamente.

Na conversa com Fufuca pelo aplicativo Whatsapp em 12 de setembro daquele ano, registrada no relatório da Polícia Federal, Marcus Sales pede "material de divulgação" ao parlamentar e afirma que gostaria de uma "ajuda" do deputado para um bloco dele, no município de Santa Inês, no ano seguinte: "Bom dia André, manda ai as artes suas amigo. Eu não quero nada de você, nem se preocupe, só quero que ano que vem você me ajude no meu bloco em Santa Inês. Em janeiro".

Fufuca responde: "Vou mandar amigo. Quer quais?". "Todas, pode mandar ai pra ficar postando", responde o empresário que é seguido pelo deputado concordando com o pedido "Blz(sic). Obrigado".

"Fazer um adesivaço (sic) aqui seria bom também. Mas vamos pra cima que vai dar certo", seguiu o empresário, que tem uma firma de realização de eventos e não aparece nas prestações de conta de campanha de Fufuca, seja em 2018 ou em 2022.

No dia 6 de outubro, um dia antes do primeiro turno da eleição naquele ano, Marcus Sales encaminha um print de fotos para o deputado e afirma: "Bora espocar(sic) essas urnas". A mensagem foi encaminhada às 16h47 e ficou sem resposta.

Mas às 22h34 daquele dia, Fufuca encaminha a seguinte mensagem para o empresário: "Amanhã conto com seu empenho, vamos a vitória, com fé em deus". Sales, que em pouco tempo depois iria ser abordado pela PF respondeu: "Tamo junto. To aqui em Santa Luzia com Ló atrás de voto". "Ló" era o apelido de Francisco Vieira, que foi flagrado pela PF junto com Caio e Marcus.

'Conferindo dinheiro pra comprar voto' - Em paralelo às conversas com o deputado que tentava a reeleição, a PF localizou uma série de mensagens, tanto em conversas individuais de Marcus com outros interlocutores, quanto em um grupo de Whatsapp intitulado "Os Lindos", usado por ele e outras pessoas que a PF está buscando identificar, em que a compra de votos é tratada abertamente.

No grupo "Os Lindos" um interlocutor identificado na agenda de Marcus como "Bruno" chega a enviar, no dia 5 de outubro, uma foto do empresário em uma mesa com um bolo de dinheiro e fala sobre compra de votos. "Foto iá vazou sio(si). Taxinha conferindo dinheiro pra comprar voto". Ao que Marcus comenta: "Tem ali que foi 100 mil". Para a PF "Taxinha" seria um dos apelidos dados a Marcus Sales pelo grupo.

A reportagem entrou em contato com o telefone do interlocutor identificado somente como Bruno. Uma pessoa que se identificou como Bruno atendeu, disse que conhece Marcus Sales e, ao ser confrontado com as mensagens presentes no relatório da PF, disse que se tratou de uma brincadeira. "Você acha que se fosse sério iríamos compartilhar?". A "brincadeira" toda ocorreu a dois dias do primeiro turno das eleições naquele ano.

A conversas polêmicas seguiram no dia seguinte, dentro do grupo e em trocas de mensagens com outros interlocutores. Às 16h49 do dia 6 de outubro, véspera da votação, Marcus Sales tem uma conversa direta no Whatsapp somente com outro interlocutor, identificado na agenda como "Careca": "André Fufuca vai espocar (sic) essas urnas. O homem tá com o doido (sic)", afirma Sales, ao que Careca responde com uma pergunta: "Soltou o dinheiro?". E a resposta de Sales é curta: "Demais".

Na sequência, Careca ainda comenta: "Josimar também deve ter soltado. Comprando votos por ai". A PF não faz nenhuma análise específica sobre o nome de Josimar, mas, naquele ano, o deputado federal eleito com mais votos no estado do Maranhão foi Josimar Maranhãozinho, na época do PR e atualmente filiado ao PL e que responde a outros inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF). Formalmente o parlamentar não aparece como investigado neste inquérito da PF sobre compra de votos e, procurada, a defesa de Josimar informou que o parlamentar "desconhece completamente os fatos e as pessoas mencionadas".

Naquele mesmo dia, o grupo "Os Lindos" seguiu com conversas sobre compra de votos. As 10h13 da manhã, Marcus Sales encaminha uma foto segurando um santinho de Fufuca, ao que Careca responde comentando com uma mensagem de áudio: "MS hoje compra voto pra Fufuca". O relatório da PF não explica como continua a conversa.

Mais tarde, às 18h45 daquele dia, pouco tempo antes de Marcus Sales pedir para Caio esconder um saco de dinheiro em um bueiro, Careca pergunta no grupo: "Já comprou uns 100 primo?". De acordo com a PF, na conversa não fica claro para quem do grupo seria a pergunta, mas às 18h46 Marcus Sales escreve que está em Santa Luzia e comenta: "Sair daqui com mais de 100 votin (sic)".

Às 18h47, Bruno comenta no grupo: "Felipe soltou 1 milhão na mão do Fofão. Agora o omi se elege". A mensagem não deixa claro a quem ele se refere, e, questionado por telefone pela reportagem sobre essa frase, Bruno encerrou a chamada.

Na sequência, naquele mesmo dia, Marcus comenta: "Careca, voto casado aqui o povo quer 100. Tá difícil". A reportagem entrou em contato com o telefone registrado em nome de Careca na agenda de Marcus. Uma mulher identificada como Cléo atendeu e disse que não conhecia ninguém com esse nome.

'Cai atrás aí de uns 'votinho véio' de 30 conto, de 20, de 50' - Em outra conversa, ocorrida no dia 4 de outubro diretamente com um interlocutor identificado como Caio Ló por meio de mensagens de áudio no Whatsapp, Marcus fala abertamente em sair distribuindo dinheiro nas vésperas da votação. E pede apoio para Caio Ló, que se compromete a ajudar.

"Ei macho. Tu tem que vim pra 'nóis' ir pedir voto... voto pra ANDRÉ FUFUCA. 'Nóis' tem é que cair no campo. Deixa o dinheiro aqui pra 'nóis'. Pra 'nóis'... lá do escritório 'nóis' sai distribuindo", diz o áudio, segundo a transcrição da Polícia Federal. Abaixo, a íntegra da conversa transcrita pela PF:

No dia 6 de outubro, os dois seguem conversando por áudios de Whatsapp e Marcus pede uma transferência de R$ 5 mil para Caio Ló. Em troca, ele repassaria a quantia em espécie para o interlocutor.

"Já no dia 06/10 2018, véspera das eleições, Marcus pergunta para Caio Ló se ele consegue realizar uma transferência de R$ 5 mil e Marcus daria em 'espécie' para Caio Ló. Caio Ló pede para Marcus ir até ele", afirma a PF no relatório sobre as conversas, sem mostrar a transcrição.

A reportagem tentou contato com o telefone do interlocutor de Marcus identificado como Caio Ló, mas ele não atendeu e nem respondeu à mensagem pelo Whatsapp. O Brasil de Fato também tentou ligar para Marcus Sales, mas ele tampouco atendeu ou respondeu às mensagens de Whatsapp.

Procurado, o advogado Willey Azevedo, que representa Francisco Vieira e seu filho Caio Vieira, afirmou que todas as provas produzidas pela Polícia Federal seriam irregulares, pois os celulares foram apreendidos sem ordem judicial, e que todas as ilicitudes da ação da PF seriam questionadas no momento oportuno.

O delegado da PF responsável pela abertura do inquérito em 2018, Wedson Cajé Lopes, tomou os depoimentos no fim da noite do dia 6 e, no dia 7 de outubro, encaminhou toda a documentação e um relatório à juíza eleitoral, que autorizou no mesmo dia a abertura do inquérito e a quebra de sigilo dos aparelhos que foram apreendidos.

O caso se arrasta na Polícia Federal do Maranhão desde então. Apesar do grande volume de informações identificado, a PF ainda aguarda o retorno de companhias telefônicas para identificar alguns dos interlocutores dos diálogos encontrados nos celulares e precisa ouvir mais pessoas que aparecem nos diálogos aqui citados e em outras conversas suspeitas. Até o momento, pelo que consta nos autos, Fufuca não foi chamado para depor sobre o episódio.

O crime de compra de votos tem uma prescrição de oito anos, portanto, em tese o caso poderia prescrever em 2026. Entretanto, se o Ministério Público considerar haver provas suficientes e apresentar uma denúncia antes, o prazo para contagem do tempo de prescrição para de contar.

Segundo apurou a reportagem, como não há uma delegacia da PF na cidade de Santa Luzia, toda apuração é conduzida por policiais que ficam na sede da superintendência da Polícia Federal no Maranhão, localizada na capital São Luiz, a cerca de 300 quilômetros de Santa Luzia. A distância acaba se tornando um obstáculo para uma apuração rápida sobre o caso, pois eventuais diligências que a polícia tenha que fazer na região envolvem o deslocamento de agentes para a cidade, com pagamento de diárias para um caso que é mais um entre vários outros em apuração pela equipe.

Da mesma forma, a perícia do conteúdo que estava nos aparelhos celulares tampouco foi feita na cidade de Santa Luzia. No caso do celular de Marcus Sales, onde foi encontrada a maior parte das informações de interesse da PF, o relatório com a análise do conteúdo, cujos trechos foram usados nesta reportagem, só foi concluído em setembro de 2019, quase um ano após a operação.

Ainda assim, os autos indicam que o inquérito teria ficado parado entre 11 de agosto de 2021 e 24 de maio de 2022, período em que não foi juntada nenhuma informação nova pela PF nos autos.

Em janeiro deste ano, um novo delegado, chamado Diego Augusto Frota Alves, assumiu o caso e, no último dia 16 de novembro, pediu a prorrogação por mais 90 dias para ouvir ainda oito pessoas, incluindo o Careca, que aparece nas mensagens mencionadas nessa matéria.

Fonte:  https://www.brasil247.com/brasil/bolos-de-dinheiro-e-conversas-abertas-sobre-compra-de-votos-as-provas-da-pf-contra-andre-fufuca-ministro-indicado-pelo-centrao

 

Alcolumbre marca sabatina de Dino e Gonet no Senado para o mesmo dia

Expectativa é que a sabatina ocorra na quarta-feira (13) e os nomes sejam votados em plenário no dia seguinte

Davi Alcolumbre
Davi Alcolumbre (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)

247 - O senador e presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP marcou para o dia 13 de dezembro as sabatinas de Flávio Dino, indicado para o Supremo Tribunal Federal, e Paulo Gonet, proposto como o novo procurador-geral da República. As indicações foram oficializadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta segunda-feira (27).

Segundo a coluna da jornalista Camila Bonfim, do G1, Alcolumbre também designou os relatores para as duas indicações: o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), será responsável pela avaliação da indicação de Paulo Gonet, enquanto o aliado do indicado e do governo, Weverton (PDT-MA), ficará encarregado da indicação de Dino.

A realização de duas sabatinas no mesmo dia é incomum, considerando o tempo extenso geralmente dedicado a cada uma, envolvendo perguntas e respostas detalhadas. Contudo, após negociações políticas, Alcolumbre decidiu consolidar os compromissos em uma única quarta-feira.

Ainda conforme a reportagem, “a expectativa é de que os nomes sejam votados em plenário no dia seguinte, uma quinta-feira (14) – a menos que um novo acordo encurte as sabatinas e permita a votação ainda no dia 13.O presidente do Senado e do Congresso, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), disse nesta segunda-feira (27) que o Senado fará um esforço concentrado para analisar ainda em dezembro as duas indicações”.

Fonte:  https://www.brasil247.com/poder/alcolumbre-marca-sabatina-de-dino-e-gonet-no-senado-para-o-mesmo-dia

 

Contra o programa privatista de Tarcísio, categorias se unem e cruzam os braços nesta terça-feira

Metroviários, ferroviários, professores da rede estadual pública, trabalhadores da Sabesp e parte do funcionalismo público paulista paralisam suas atividades

Tarcisio de Freitas e Metrô de São Paulo Tarcisio de Freitas e Metrô de São Paulo (Foto: ABR | GOV SP)

247 – Metroviários, ferroviários, professores da rede estadual pública, trabalhadores da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) e parte do funcionalismo público paulista, como os funcionários da Fundação Casa, paralisam suas atividades nesta terça-feira (28), desde à 0h, como protesto contra os planos de privatização das companhias executados pelo governador Tarcísio de Freitas.

A categoria dos metroviários propôs  ao governo três alternativas à greve, todas negadas: suspender a tramitação do projeto de privatização da Sabesp, um  plebiscito para a população votar sobre o tema, além  da catraca livre no momento da paralisação. 

Linhas do Metrô que NÃO operam:-Linha 1- Azul -Linha 2 – Verde -Linha 3 – Vermelha -Linha 15 – Prata
Operam:
-Linha 4 – Amarela -Linha 5 – Lilás

Linhas da CPTM que NÃO operam:
-Linha 7 – Rubi -Linha 10 – Turquesa -Linha 13 – Jade
Operam parcialmente:
-Linha 11 – Coral (por conta da greve, trens circulam com maior intervalo entre as estações Luz e Guaianazes)
Operam normalmente:
-Linha 8 – Diamante -Linha 9 – Esmeralda

De acordo com G1, Tarcísio de Freitas e o prefeito da capital, Ricardo Nunes, decretaram ponto facultativo nesta terça em órgãos públicos da cidade. Além disso, o rodízio de veículos está suspenso nesta terça-feira. A Justiça do Trabalho determinou que funcionários do Metrô trabalhem com 80% da capacidade total nos horários de pico.

Tarcísio classificou a greve como “partidária” e exigiu que 4 mil policiais sigam para as estações de metrô.

Já os grevistas indicam perseguição. “O governador Tarcísio e o Metrô estão assediando os trabalhadores, violando o direito de greve. Enviando declarações e matérias que dizem que a greve é abusiva e ilegal. Ameaçando os trabalhadores de punição, inclusive, individualmente. Anunciando o deslocamento de 4 mil policiais militares para as linhas de metrô e trem. E agora enviando a todos os trabalhadores por e-mail uma lista de nomes convocados a trabalhar.  Não aceitaremos isso! Nossa luta é em defesa da população, que sofre com a privatização, os cortes, as falhas, as tarifas altas e a falta de luz”,diz um comunicado dos metroviários.

Muito lucro e pouca eficiência- Os repasses do Bilhete Único (BU), em 2022, foram quatro vezes maiores para as concessionárias do que para Metrô e CPTM. Responsável pela operação das linhas de trem 8-Diamante e 9-Esmeralda desde 2022, a ViaMobilidade, empresa do grupo CCR, é uma das que tem prioridade nos saques, revela reportagem do portal UOL.

No entanto, apesar do alto lucro, a concessionária tem sido alvo de muitas reclamações. Em um ano de operação foram registradas 166 falhas, entre trens que pararam nos trilhos, descarrilamentos e até uma trombada na estação Júlio Prestes.

Fonte: https://www.brasil247.com/regionais/sudeste/contra-o-programa-privatista-de-tarcisio-categorias-se-unem-e-cruzam-os-bracos-nesta-terca-feira

 

segunda-feira, 27 de novembro de 2023

Confirmado: Lula indica Dino para o STF e Gonet para a PGR

A informação foi confirmada ao 247 e será anunciada pelo Palácio do Planalto antes da viagem do presidente Lula à Arábia Saudita

Lula, Flávio Dino e Paulo Gonet
Lula, Flávio Dino e Paulo Gonet (Foto: Ricardo Stuckert/PR | ABR | STF)

247 – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu indicar o ministro da Justiça, Flávio Dino, para a vaga de Rosa Weber no Supremo Tribunal Federal. Em seu lugar, assume como interino seu secretário-executivo Ricardo Cappelli, até a definição do novo ministro da Justiça.

Para a vaga de procurador-geral da República, o escolhido é o subprocurador-geral Paulo Gonet, que enfrentava resistências por parte de setores da esquerda, mas foi confirmado. As duas escolhas representam uma vitória de uma ala do Supremo Tribunal Federal liderada pelos ministros Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes. Tanto Dino como Gonet terão que ser sabatinados pelo Senado Federal.

Fonte:  https://www.brasil247.com/poder/confirmado-lula-indica-dino-para-o-stf-e-gonet-para-a-pgr

 

BNDES envia hoje ao Congresso projeto vital para a retomada da engenharia brasileira

Banco comandado por Aloizio Mercadante poderá voltar a financiar obras de construtoras brasileiras no exterior

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio, Geraldo Alckmin, durante posse do presidente do banco no Rio de Janeiro
O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio, Geraldo Alckmin, durante posse do presidente do banco no Rio de Janeiro (Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)

247 – Nesta segunda-feira (27), o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva envia ao Congresso Nacional uma proposta legislativa com o objetivo de permitir que o BNDES volte a oferecer financiamentos para projetos de construção e serviços de empresas brasileiras em outros países, segundo reportagem da Folha de S. Paulo. Essa prática havia sido suspensa desde 2016, em decorrência da Lava Jato, que teve como um de seus objetivos centrais a destruição das grandes construtoras brasileiras.

O executivo José Luis Gordon, diretor do BNDES, afirma que o projeto do governo, em colaboração com o Tribunal de Contas da União, estabelece que não sejam concedidos financiamentos a entidades estrangeiras que estejam inadimplentes com o Brasil, a não ser que haja um acordo de renegociação da dívida.

Gordon ressalta que o objetivo principal do financiamento é apoiar as empresas brasileiras, promovendo emprego e renda no país, e não beneficiar diretamente as nações estrangeiras. O projeto também prevê a criação de filiais do BNDES no Brasil, inspirando-se nos Eximbanks de outras nações, e exige que as transações sigam as normas da OMC e da OCDE. Com este projeto, o governo busca reforçar sua política de neoindustrialização, ressaltando a necessidade de apoiar as empresas brasileiras no mercado global. Em entrevista recente à TV 247, Gordon defendeu esses financiamentos:

Fone:  https://www.brasil247.com/economia/bndes-envia-hoje-ao-congresso-projeto-vital-para-a-retomada-da-engenharia-brasileira

 

José Luis Gordon: o BNDES vai voltar a financiar a exportação de serviços

Futura chanceler da Argentina faz viagem secreta ao Brasil e se reúne com Mauro Vieira

Diana Mondino e Mauro Vieira

O encontro só foi divulgado depois da presença de Diana Mondino em Brasília. Futura ministra havia dito que o governo argentino pararia de interagir com o Brasil.Diana Mondino e Mauro Vieira (Foto: Divulgaçã/Embaixada da Argentina no Brasil)

247 – A futura chanceler argentina, Diana Mondino, desembarcou neste domingo em Brasília para se encontrar com o chanceler brasileiro, Mauro Vieira. A economista foi escolhida pelo presidente eleito do país, Javier Milei, para comandar o Ministério das Relações Exteriores a partir de sua posse, em 10 de dezembro.

A primeira viagem internacional de Mondino foi preparada em segredo nos últimos dias, com o objetivo principal de aparar arestas entre o governo Lula e o governo eleito da Argentina, e evitar um retrocesso na relação bilateral a partir da mudança de governo no país vizinho, informa Janaína Figueiredo, no jornal O Globo.

Dois dos principais articuladores da viagem foram o embaixador do Brasil em Buenos Aires, Julio Bitelli, e da Argentina no Brasil, Daniel Scioli, que estiveram presentes no encontro. Poucas pessoas souberam com antecipação que Mondino iria a Brasília, em meio a esforços diplomáticos e de colaboradores de Milei para que, além de conseguir uma primeira aproximação entre os dois governos, Lula possa reavaliar sua intenção de não presenciar a posse do presidente eleito da Argentina.

O governo brasileiro cogita não enviar nem o chanceler Mauro Vieira à posse, dependendo do tratamento que for dado a Bolsonaro, que Milei convidou para a posse.

A visita ocorre um dia antes da realização, em Brasília, de um fórum empresarial que contará com as principais câmaras industriais dos dois países, entre elas a Confederação Nacional da Industria (CNI) e a União Industrial Argentina (UIA). Existe temor entre empresários brasileiros e argentinos pelo futuro da relação, e a presença de Mondino em Brasília é um gesto que busca, nesse sentido, transmitir uma mensagem de tranquilidade.

No início da semana passada, quando questionada se o país promoveria as exportações e importações com ambos os países, Diana Mondino afirmou: “Vamos parar de interagir com os governos do Brasil e da China”.

O Brasil e a China são os dois principais parceiros comerciais da Argentina. No entanto, durante a campanha eleitoral, o presidente eleito Javier Milei expressou críticas e lançou ataques aos dois países.

Na época, Milei disse que Lula era “comunista”, “ladrão” e “corrupto”, e não o encontraria se fosse eleito. O argentino convidou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) para participar da cerimônia de posse, no dia 10 de dezembro.

O presidente eleito da Argentina também já afirmou que o Partido Comunista Chinês (PCC) é um “assassino” e que o povo da China “não era livre”.

Ainda não está claro se o presidente brasileiro — e seus assessores internacionais — mudará de opinião, mas a principal preocupação dos que promoveram a viagem de Mondino, e da própria futura chanceler, é que o vínculo bilateral seja preservado.

Semana passada, Milei declarou que, se Lula for à posse, “será bem recebido”. O problema, na visão de alguns assessores do presidente brasileiro, é a presença, já confirmada, do ex-presidente Jair Bolsonaro — que viajará com uma delegação expressiva e pretende passar alguns dias na capital argentina.

As primeiras conversas entre Scioli e a equipe de colaboradores de Milei ocorreram através de Guillermo Francos, futuro ministro do Interior do governo eleito. Os dois se conhecem há muitos anos e têm uma excelente relação. Francos transmitiu ao embaixador o desejo de Milei de ter uma boa relação com o governo Lula e conectou o embaixador com a futura chanceler. Na primeira conversa entre Mondino e Scioli surgiu a ideia de uma viagem da futura ministra a Brasília.

Encontro ocorreu em BrasíliaEncontro ocorreu em Brasília(Photo: Divulgação/Embaixada da Argentina no Brasil)Divulgação/Embaixada da Argentina no Brasil

Fonte: https://www.brasil247.com/poder/futura-chanceler-da-argentina-faz-viagem-secreta-ao-brasil-e-se-reune-com-mauro-vieira

 

Lula visita Mohammed bin Salman em busca de parceria bilionária na área energética

Presidente embarca nesta tarde para a Arábia Saudita

Luiz Inácio Lula da Silva e Mohammed bin Salman al Saud
Luiz Inácio Lula da Silva e Mohammed bin Salman al Saud (Foto: Reuters)

247 – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarca hoje para a Arábia Saudita, onde se reunirá com Mohammed bin Salman (MbS), líder da Arábia Saudita, com foco em discussões sobre investimentos. Este encontro, segundo a mídia saudita Al Arabiya, pode marcar o início de uma parceria estratégica entre Brasil e Arábia Saudita. A visita de Lula também incluirá o Qatar, onde temas semelhantes serão abordados, segundo informa a coluna do jornalista Nelson de Sá.

A agenda da visita inclui discussões sobre a guerra, conforme relatado pelo Arab News, que cobriu a conversa preparatória entre os ministros das Relações Exteriores do Brasil e da Arábia Saudita. O Gulf News, dos Emirados Árabes Unidos, destacou a recente cúpula dos Brics que abordou questões relacionadas à guerra, evento que contou com a participação de Lula e líderes de países convidados, incluindo Mohamed bin Zayed (MbZ) dos Emirados e MbS, que se posicionaram em defesa de um cessar-fogo e do estabelecimento de um Estado palestino.

A cobertura da Al Jazeera e do Arab News ressalta o fortalecimento das relações entre Brasília e Riad. Recentemente, o ministro saudita de Assuntos Islâmicos, Awaad bin Sabti Al-Anzi, esteve em São Paulo para a Conferência Internacional dos Muçulmanos da América Latina, onde destacou o apoio da Arábia Saudita à causa palestina. Além disso, o ministro saudita do Investimento, Khalid al-Falih, visitou São Paulo há dois meses, reforçando a ideia de que Brasil e Arábia Saudita estão bem posicionados para se tornarem parceiros estratégicos. Notícias relacionadas aos Emirados Árabes Unidos indicam que a Petrobras está em negociações com o fundo soberano de Abu Dhabi para recomprar parte da refinaria Landulpho Alves, na Bahia. 

Fonte: https://www.brasil247.com/poder/lula-visita-mohammed-bin-salman-em-busca-de-parceria-bilionaria-na-area-energetica

 

domingo, 26 de novembro de 2023

Redução de resíduos, de energia e de água são ações adotadas por mais de 80% das indústrias instaladas no Brasil

Agência CNI - O setor industrial tem implementado diversas ações para contribuir com a sustentabilidade ambiental na linha de produção. Pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) realizada com empresários de todo o país revela que nove em cada dez empresas industriais (89%) adotam medidas para reduzir a geração de resíduos sólidos. Já 86% têm ações para otimizar o consumo de energia, enquanto 83% implementam medidas para otimizar o uso de água.

Os três itens estão no topo de uma lista de nove ações elencadas no levantamento. Do total de indústrias respondentes, 36% adotam de 5 a 6 ações e 22% de 7 a 8. Apenas 3% das empresas industriais não desenvolvem nenhuma medida relacionada à sustentabilidade.

“A indústria brasileira já é parte da solução quando o assunto é sustentabilidade e adaptação às mudanças climáticas. Nós já fizemos, há muito tempo, o que muitos setores industriais de outros países estão correndo para fazer agora”, destaca Ricardo Alban, presidente da CNI. “A nossa indústria, principalmente aquela intensiva em uso de energia, como a do cimento, por exemplo, já fez esse dever de casa e temos muito para compartilhar com o mundo. As emissões de gases de efeito estufa dos fabricantes de cimento instalados no país são 10% menores do que a média mundial. No setor do alumínio, cerca de 60% de todo material consumido no país é reciclado”, exemplifica o dirigente.

>> Confira aqui entrevista com gerente-executivo de Meio Ambiente e Sustentabilidade da CNI, Davi Bomtempo, sobre a pesquisa.

A pesquisa ouviu 1.004 executivos de empresas industriais de pequeno, médio e grande portes em todas as unidades da Federação. O levantamento foi conduzido pelo Instituto de Pesquisa em Reputação e Imagem, da FSB Holding, entre os dias 3 e 20 de novembro.

O que mais precisa ser feito para descarbonizar a produção industrial?

Apesar das medidas que vêm sendo adotadas pela indústria, ainda há muito a ser feito para que o Brasil avance em relação à redução das emissões de gases de efeito estufa e atinja as metas estabelecidas no Acordo de Paris. Quando perguntados sobre as ações prioritárias para que a indústria contribua com a descarbonização do país, os empresários elencaram a modernização de máquinas (27%), o uso de fontes de energias renováveis (23%) e investimento em tecnologias de baixo carbono (19%). Outras medidas citadas foram investimento em inovação (14%) e acesso a financiamento (10%).

E, para incrementar as ações sustentáveis, nos próximos dois anos, o principal foco de investimento dos empresários industriais é o uso de fontes renováveis de energia, citado por 42% dos entrevistados, seguido por modernização de máquinas (36%) e medidas para otimizar o consumo de energia, indicado como prioridade para 32% dos industriais.

A energia solar é a fonte renovável que desperta o maior interesse entre os empresários industriais. Na amostra geral, 75% dos entrevistados disseram ter muito ou algum interesse em adotar esse tipo de fonte energética. Em segundo lugar, aparece o hidrogênio verde ou de baixo carbono, com 19% e, em terceiro, a eólica, com 13%.

A pesquisa mostra, ainda, que 53% das indústrias já têm projetos ou ação voltados para o uso de fontes renováveis de energia. A fonte solar é a que concentra o foco dessas iniciativas, que responde por 91% delas. Biomassa (5%), eólica (3%) e hidrogênio de baixo carbono (1%) respondem pelas demais fontes sendo estudadas pelas empresas. 

“O Brasil se encontra na vanguarda da transição energética, com elevada participação de fontes renováveis na matriz energética, e segue em uma trajetória sustentável, ampliando e diversificando, cada vez mais, o uso dessas fontes limpas e renováveis”, afirma Roberto Muniz, diretor de Relações Institucionais da CNI.

Financiamento e novas tecnologias verdes 

A necessidade de expansão do número de indústrias que conseguem acessar formas de financiamento para iniciativas sustentáveis é uma das necessidades apontadas pelo setor privado para impulsionar uma economia de baixo carbono, assim como a disseminação de tecnologias verdes.

Do total de entrevistados, 67% demonstraram interesse em acessar linhas de crédito com esse objetivo, mas nem todos concretizaram essa intenção. Apenas 16% buscaram algum incentivo de crédito público para projetos sustentáveis e 6% conseguiram. O crédito privado se mostrou mais acessível aos empresários: 24% buscaram e 15% conseguiram. Para 62%, o acesso ao financiamento para ações em sustentabilidade é considerado difícil ou muito difícil.

A dificuldade de crédito ou financiamento aparece como a terceira principal barreira para implantar ações de sustentabilidade (apontada por 22%), atrás apenas da falta de incentivo do governo (51%) e falta de cultura de sustentabilidade no mercado consumidor (39%).

Quanto à adoção de novas tecnologias para impulsionar a produção sustentável nas fábricas, 75% têm interesse em linhas de crédito para novas tecnologias verdes. Outros 66% disseram precisar de novas tecnologias de baixo carbono e 59% têm interesse em modernização de maquinário para atingir metas de descarbonização. Também nesse ponto, a atuação do poder público é considerada insuficiente: 88% acreditam que há falta de incentivo tributário para fazer esse tipo de mudança.

Mercado de carbono 

Além dessas medidas, no plano regulatório, a criação de um mercado regulado de carbono é apontada como um avanço necessário na agenda sustentável. Para 78% dos entrevistados, a lei que regulamenta a iniciativa, em discussão na Câmara dos Deputados, é considerada importante ou muito importante.

“O mercado regulado de carbono que contemple, por exemplo, a participação da indústria na governança e não considere sanções e penalidade desproporcionais, vai contribuir para que o país atinja as metas climáticas de longo prazo estabelecidas no Acordo de Paris. A iniciativa precisa ser entendida como uma medida complementar a outras agendas verdes, como a expansão das energias renováveis, o fortalecimento da política nacional de biocombustíveis e, principalmente, a redução do desmatamento ilegal”, destaca o diretor Muniz.

ÍNTEGRA DA PESQUISA

Fonte:  https://www.brasil247.com/reindustrializacao/reducao-de-residuos-de-energia-e-de-agua-sao-acoes-adotadas-por-mais-de-80-das-industrias-instaladas-no-brasil