Páginas

quarta-feira, 1 de maio de 2019

Haddad: Bolsonaro está literalmente matando a educação superior


Ricardo Stuckert | USP Imagem | PR

<?XML:NAMESPACE PREFIX = "[default] http://www.w3.org/2000/svg" NS = "http://www.w3.org/2000/svg" />

Ex-ministro da Educação comenta cortes de verba de 30% em universidades públicas pelo governo Bolsonaro, após protestos em algumas instituições, e ameaça de corte de bolsas que financiam pesquisas 'com viés ideológico'; "Bolsonaro está literalmente matando a educação superior. Depois de cortar 30% do orçamento das universidades federais, governo pretende iniciar o desmonte da pós-graduação"

1 de Maio de 2019 às 10:03

247 - "Bolsonaro está literalmente matando a educação superior", constata Fernando Haddad, que foi ministro da Educação, prefeito de São Paulo e candidato à Presidência da República pelo PT em 2018.

Haddad comenta os cortes de verba de 30% em universidades públicas anunciados pelo governo de Jair Bolsonaro e a ameaça de corte de bolsas que financiam pesquisas 'com viés ideológico'.

A princípio, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, anunciou cortes de pelo menos 30% dos recursos da Universidade de Brasília (UnB), da Universidade Federal Fluminense (UFF) e da Universidade Federal da Bahia (UFBA) por terem permitido que ocorressem supostos atos políticos, classificados por ele como “balbúrdia”.

“Universidades que, em vez de procurar melhorar o desempenho acadêmico, estiverem fazendo balbúrdia, terão verbas reduzidas”, disse em entrevista a Renata Agostini, do jornal O Estado de S.Paulo.

Após críticas de que os cortes eram ideológicos, o secretário de Educação Superior do MEC, Arnaldo Barbosa de Lima Junior, afirmou que eles irão atingir todas as universidades e institutos federais, de forma "isonômica". Segundo ele, o "bloqueio" foi feito "de forma preventiva" e "só sobre o segundo semestre".

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/brasil/391976/Haddad-Bolsonaro-est%C3%A1-literalmente-matando-a-educa%C3%A7%C3%A3o-superior.htm

terça-feira, 30 de abril de 2019

Análise: manobras navais conjuntas da Rússia e China enviam sinal para Ocidente


Grande navio antissubmarino russo Admiral Tributs (imagem ilustrativa)

© Sputnik / Vitaly Ankov

Ásia e Oceania

11:43 30.04.2019URL curta

6120

As marinhas da Rússia e da China iniciaram as manobras navais conjuntas Interação Naval 2019. O cientista político russo explica por que essa situação provoca tantas preocupações nos EUA.

As manobras navais russo-chinesas foram iniciadas na segunda-feira (29) nas águas próximas ao porto chinês de Qingdao, localizado na província de Shandong. A fase costeira das manobras decorre em 29 e 30 de abril, enquanto a simulação de combates no mar será realizada entre 1º e 4 de maio.

A Antártida, continente mais meridional do planeta

CC BY 2.0 / Andreas Kambanis / Antártida

'Guerra' no continente gelado: Antártica pode se tornar local de atrito entre EUA e China

Segundo comunicou o Departamento de Informações da Frota do Pacífico, o grupo de navios de guerra russos que participam das manobras é composto por: cruzador de mísseis Varyag, navios antissubmarino grandes Admiral Vinogradov e Admiral Tributs, corveta Sovershenny, navio de desembarque grande Oslyabya, navio de salvamento Igor Belousov e petroleiro Irkut.

Em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik, o especialista Sergei Sudakov comentou as manobras navais recém-iniciadas.

"Os exercícios de hoje confirmam que no âmbito da nossa cooperação temos não só compromissos políticos e econômicos, mas também estamos abrindo novas páginas na nossa interação militar. Nos exercícios anteriores em grande escala, a parte chinesa se mostrou um parceiro muito confiável com o qual se pode cooperar em condições de combate", afirmou.

"Por isso, hoje aperfeiçoamos as capacidades para realizar ações conjuntas no mar […]", indicou, apontando que estes são "passos muito importantes".

Destróier da Marinha americana USS Stethem

© AFP 2019/ ROSLAN RAHMAN

Analista sobre navios dos EUA perto da China: paranoia e desejo de sufocar economia do país

Ao mesmo tempo, o cientista político acrescentou que este "também é um sinal muito bom que damos ao mundo ocidental, aos Estados Unidos, em caso se eles continuarem a se comportar de forma extremamente agressiva, como têm feito ultimamente".

Para resumir, o especialista enfatizou que "nós [Rússia] estamos prontos para declarar que estamos trabalhando em direção a algumas ações militares conjuntas para o caso de haver qualquer ameaça à China ou à Rússia".

Na opinião dele, os Estados Unidos consideram uma possível aliança militar entre a China e a Rússia como uma séria ameaça.

"Isso seria muito desagradável para os EUA. Porque há a Rússia, que tem boas tecnologias militares e que está rapidamente introduzindo inovações, e há a China, que também é bem adaptável, e também tem uma grande quantidade de mão-de-obra e um enorme potencial efetivo para o recrutamento do exército."

"Tudo isso cria certas ameaças para os Estados Unidos. E eles gostariam, de todas as formas, de criar uma barreira entre a Rússia e a China para que não tivéssemos exercícios conjuntos, para que nossas relações fossem frias. Mas os exercícios que estão decorrendo hoje confirmam o oposto", ressaltou o analista.

Fonte: https://br.sputniknews.com/asia_oceania/2019043013783896-russia-china-manobras-navais-sinal-eua/

México aciona Mecanismo de Montevidéu para tratar da crise na Venezuela


Presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Juan Guaidó (imagem de arquivo)

México aciona Mecanismo de Montevidéu para tratar da crise na Venezuela

© REUTERS / Carlos Jasso

Américas

13:15 30.04.2019URL curta

321

O México está consultando os países do Mecanismo de Montevidéu para buscar uma posição comum sobre a crise na Venezuela.

"Através da Secretaria de Relações Exteriores, estão sendo realizadas consultas com os outros dezesseis país que integram o Mecanismo de Montevidéo com o objetivo de encontrar uma rota comum", disse o governo Mexicano por meio de nota.

O governo do presidente Andrés Manuel López Obrador também expressou "preocupação" com a possível escalada da violência e derramamento de sangue.

Militares leais a Guaidó defendem posição próxima à base La Carlota, em Caracas.

© AFP 2019 / Yuri Cortez

Maduro conta com Guarda Nacional e milícias armadas contra possível levante de generais

O

Mecanismo de Montevideo é composto por Bolívia, Uruguai, México e a Comunidade do Caribe, bloco que reúne países da América Central.

O autoproclamado presidente Juan Guaidó publicou vídeo no Twitter nesta terça-feira em que diz ter apoio das Forças Armadas e pede ajuda da população para derrubar o presidente Nicolás Maduro.

Fonte: https://br.sputniknews.com/americas/2019043013786049-mexico-aciona-mecanismo-de-montevideu-para-tratar-da-crise-na-venezuela/

Rússia diz que crise na Venezuela deve ser resolvida por diálogo 'sem condições prévias'


Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, sorri durante reunião com membros do governo no Palácio de Miraflores, em Caracas, Venezuela, em 23 de abril de 2019

Rússia diz que crise na Venezuela deve ser resolvida por diálogo 'sem condições prévias'

© REUTERS / Palácio de Miraflores

Américas

13:43 30.04.2019URL curta

310

As questões da Venezuela devem ser resolvidas por meio de conversas responsáveis e ​​sem condições prévias, disse o Ministério das Relações Exteriores da Rússia em comunicado nesta terça-feira (30).

Em nota, Moscou pediu uma "renúncia à violência" e disse que "é importante evitar a desordem e derramamento de sangue."

"Os problemas enfrentados pela Venezuela devem ser resolvidos através de um processo de negociação responsável, sem condições prévias. Todas as ações devem ser tomadas exclusivamente no âmbito do campo legal, em estrita conformidade com a Constituição e sem interferência externa destrutiva", afirma o comunicado.

Militar da Força Armada Nacional da República Bolivariana da Venezuela

© AFP 2019/ Yuri CORTEZ

Exército da Venezuela expressa apoio a Nicolás Maduro

A Rússia também reitera que defende que "todos os membros da comunidade internacional, incluindo os vizinhos mais próximos do país" sigam os principíos da Carta das Nações Unidas e o direito internacional "para apoiar o retorno da Venezuela ao caminho do desenvolvimento estável e progressivo através do diálogo de todas as forças políticas responsáveis."

O autoproclamado presidente Juan Guaidó publicou vídeo no Twitter nesta terça-feira em que diz ter apoio das Forças Armadas e pede ajuda da população para derrubar o presidente Nicolás Maduro.

Maduro, todavia, afirma que os militares continuam ao seu lado.

Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=FKYz2mb_pNY

Bolsonaro quer lei para isentar fazendeiros que atirarem em sem terra


247 - O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira (29) em Ribeirão Preto (SP), na abertura da 26ª edição da Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação, a Agrishow, que enviará ao Congresso projeto para que fazendeiros que atirarem em sem terra não possam ser punidos. A fórmula para isso, segundo Bolsonaro, será o "excludente de ilicitude" para ruralistas, um segmento importante de sua base de apoio político-parlamentar. Quem atirar em sem terra, que a extrema-direita qualifica de "invasor", não será mais punido. Além disso, Bolsonaro prometeu que a posse de armas será liberada nas propriedades rurais -para seus proprietários e contratados. A Agrishow é um dos principais eventos dos ruralista no país.

Bolsonaro disse que o presidente da Câmara Rodrigo Maia prometeu pautar as propostas no Congresso, informa o jornalista Gustavo Schmitt, de O Globo: "Estive com ele (Maia) e a questão do agronegócio entrou na pauta. Ele vai pautar um projeto pra que a posse de arma do produtor rural possa ser usada em todo o perímetro da sua propriedade".

Ao defender a impunidade dos fazendeiros, Bolsonaro afirmou: "Tem um outro (projeto) que vai dar o que falar, mas que é uma maneira de ajudar a combater a violência no campo. Ao defender a sua propriedade privada ou a sua vida, o cidadão de bem poderá entrar no excludente de ilicitude. Ou seja, ele responde, mas não tem punição. É a forma que nos temos que proceder. Para que o outro lado que desrespeita a lei tema o cidadão de bem".

Fonte:https://www.brasil247.com/pt/247/poder/391779/Bolsonaro-quer-lei-para-isentar-fazendeiros-que-atirarem-em-sem-terra.htm

segunda-feira, 29 de abril de 2019

Quem é Adriano da Nóbrega, chefe do Escritório do Crime e homenageado por Flávio Bolsonaro


247 - Homenageado pelo então deputado estadual Flávio Bolsonaro (PSL), o ex-PM Adriano Magalhães da Nóbrega é acusado pelo Ministério Público de ser o chefe do "Escritório do Crime", grupo de matadores de aluguel que tem como clientes preferenciais chefes do jogo do bicho carioca, e que comanda a zona oeste do Rio de Janeiro.

Membros do Escritório do Crime são suspeitos de envolvimento no atentado que resultou nas mortes da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, em 14 de março de 2018.

Os jornalistas Flávio Costa e Sérgio Ramalho, do UOL, escreveram o perfil de Adriano e lembram que foi na Polícia Militar que Adriano da Nóbrega fez amizade com Fabrício de Queiroz, que trabalhou como ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), suspeito de arrecadar salários dos funcionários do clã Bolsonaro. Por indicação de Queiroz, a mãe e a mulher de Capitão Adriano foram trabalhar no gabinete do filho mais velho do presidente da República, Jair Bolsonaro.

Os relatos ouvidos pela reportagem e documentos de seu processo de expulsão da PM classificam Capitão Adriano como "caçador de gente". Ele pode passar dias isolado em meio à Floresta da Tijuca ou, em busca de aprimoramento, horas em chats na chamada "deep web" (sites que não estejam indexado em mecanismos de buscas). É descrito como um aficionado por armas, equipamentos tecnológicos, treinamentos militares e jogos com simulações de combates.

Adriano chegou a ser homenageado por Flávio Bolsonaro com a Medalha Tiradentes, a mais alta honraria da Assembleia Legislativa. Era o ano de 2005, e ele estava preso sob acusação de cometer homicídio. A ficha de serviços mostra que Capitão Adriano recebeu treinamento de elite durante sua trajetória como PM. Entre os cursos em que se formou, estão os de sniper (atirador de elite), operações táticas especiais e segurança especial para autoridades.

Na denúncia, os promotores mostram como a milícia domina os bairros de Rio das Pedras, Muzema e seus arredores na zona oeste do Rio. Capitão Adriano é chamado de "patrãozão" pelos milicianos. "Adriano prestava serviços também para empresários, políticos e até integrantes do Judiciário. Chega uma hora em que esses matadores querem rivalizar com os patrões. É aí que são mortos e substituídos por outros", diz o delegado de polícia ouvido pelo UOL. Capitão Adriano está foragido desde o dia 22 de janeiro.

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/sudeste/391769/Quem-%C3%A9-Adriano-da-N%C3%B3brega-chefe-do-Escrit%C3%B3rio-do-Crime-e-homenageado-por-Fl%C3%A1vio-Bolsonaro.htm

Filhos e 'despreparo' incomodam eleitores de Bolsonaro


Taxas de ótimo e bom na avaliação do governo ficaram estáveis em abril e aprovação pode estar perto de ‘piso’

Ao analisar os dados de quatro pesquisas mensais feitas até agora, a diretora-executiva do Ibope Inteligência, Marcia Cavallari, afirma que, de janeiro a abril, as taxas de avaliação do governo de Jair Bolsonaro como ruim e péssimo subiram em todas as sondagens. Mas as taxas de ótimo e bom caíram só até março, e ficaram estáveis em abril, o que poderia indicar neste caso um piso para as avaliações.

“A insatisfação aumenta, mas a aprovação pode estar próxima de um piso. As próximas pesquisas vão mostrar o tamanho desse núcleo que mais aprova o governo”, diz ela. O levantamento mostra que Bolsonaro perdeu 'voto de confiança' dos mais pobres.

Governos recém-empossados despertam otimismo entre os eleitores, mesmo entre os que não votaram no vencedor. O que é raro, indica a análise das pesquisas do Ibope, é a “lua de mel” durar tão pouco. Pelos dados, o presidente Jair Bolsonaro não conseguiu manter por muito tempo a janela de boa vontade, o que é verdade até entre aqueles que votaram no candidato do PSL no ano passado.

O advogado Antônio Carlos Mello, de Lins, no interior paulista, diz ter votado em Bolsonaro para romper com um ciclo político encabeçado nos últimos anos por PT e PSDB. Neste sentido, viu como positivas as escolhas dos ministros da Economia, Paulo Guedes, e da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro. “O Bolsonaro estancou aquela sangria de dar verba para parlamentar a torto e a direito. Isso também foi bom.”

O que tem incomodado o apoiador de Bolsonaro é a participação dos filhos no governo. “Por mais que o Carlos Bolsonaro goste do pai, ele não pode esquecer que é parlamentar (vereador) do Rio, tem de cuidar do trabalho dele lá. Ele fica interferindo e isso atrapalha”, afirma. “Se ele quiser ir pra Brasília, que espere mais alguns anos e tente”, completou Mello. 

Confiança. Com a queda da avaliação positiva e da aprovação ao modo de governar, caiu também a confiança na figura do presidente – 51% em abril, ante 62% em janeiro. Moradora de Salvador, a tecnóloga Dilmara Serafim optou por Bolsonaro no segundo turno das eleições do ano passado, mas diz que vê no governo um “despreparo administrativo”. Ela pondera, no entanto, que ainda é cedo para uma “ideia definitiva”. “Vejo que tem boa intenção e espero que, com mais tempo, ele adquira capacidade.” 

A baiana Dilmara Santos Serafim, 42, esperava mais do governo de Bolsonaro

A baiana Dilmara Santos Serafim, 42, esperava mais do governo de Bolsonaro Foto: Edson Ruiz/Estadão

Outro segmento em que Bolsonaro perdeu mais apoio do que na média nacional é o de moradores de capitais e de cidades com mais de 500 mil habitantes, nas quais mais de três a cada dez apoiadores pularam do barco no período. O presidente se sai melhor em municípios pequenos e do interior, com 37% de avaliação positiva em ambos os casos. 

Eleitor de Bolsonaro no primeiro e no segundo turnos da eleição, o empresário paulistano Roberto Guariglia afirma não estar satisfeito com o que vê, principalmente na economia. Apesar de a escolha do candidato ter sido feita pela “falta de opção”, como ele define, o empresário enxergou motivos para depositar o voto em Bolsonaro para além da motivação de “não continuar com o pessoal do PT no poder”. 

Roberto Guariglia votou em Jair Bolsonaro e se decepcionou

Roberto Guariglia votou em Jair Bolsonaro e se decepcionou Foto: Gabriela Biló/Estadão

“Foi o único que apareceu nessa safra de políticos novos que conseguiria encarar o cargo. Já tinha um histórico político que poderia ajudar no trâmite com o Congresso, e eu achava que seria capaz de fazer essa retomada econômica”, diz. 

Ao fim do quarto mês de governo, a avaliação de Guariglia se inverteu. “Estou me sentindo abandonado, vejo que não vai dar em nada”, diz. “A reforma da Previdência é importante, mas existem outras coisas que poderiam estar em andamento, como a redução da taxa de juros e o apoio do BNDES para pequenas empresas./COLABORARAM CAIO SARTORI E DANIEL BRAMATTI

Fonte: https://politica.estadao.com.br/noticias/geral,filhos-e-despreparo-incomodam-eleitores-de-bolsonaro,70002808375

domingo, 28 de abril de 2019

Em guerra contra radares, Bolsonaros somam mais de 40 multas de trânsito


Fotos: ABr

<?XML:NAMESPACE PREFIX = "[default] http://www.w3.org/2000/svg" NS = "http://www.w3.org/2000/svg" />

Com discurso de enfrentar uma suposta indústria de multas, Jair Bolsonaro iniciou nas últimas semanas investida contra os radares; levantamento da Folha de S. Paulo junto ao Detran-RJ (Departamento de Trânsito do Rio de Janeiro) talvez explique o motivo de tanta irritação: Bolsonaro, seus três filhos e a mulher, Michelle, receberam ao menos 44 multas de trânsito nos últimos cinco anos

28 de Abril de 2019 às 09:00

247 - Com discurso de enfrentar uma suposta indústria de multas, Jair Bolsonaro iniciou nas últimas semanas investida contra os radares. Levantamento da Folha de S. Paulo junto ao Detran-RJ (Departamento de Trânsito do Rio de Janeiro) talvez explique o motivo de tanta irritação: Bolsonaro, seus três filhos e a mulher, Michelle, receberam ao menos 44 multas de trânsito nos últimos cinco anos.

PUBLICIDADE

"Os prontuários da primeira-dama e do senador Flávio têm infrações que extrapolam o limite de 20 pontos permitido por lei para o período de um ano, o que, em tese, pode resultar na suspensão do direito de dirigir. Os dois são os que mais colecionam pontos na carteira ao longo dos cinco anos, com 41 e 39 pontos, respectivamente (...). O presidente acumulou seis infrações nos últimos cinco anos, segundo o Detran-RJ. Todas já foram pagas e resultaram em 18 pontos na carteira", informa a Folha.

Bolsonaro declarou que cancelaria a instalação de 8 mil equipamentos nas estradas e revisaria os contratos dos já implantados - medidas que foram barradas pela Justiça Federal - e também anunciou que pretende dobrar para 40 pontos o parâmetro para a suspensão do direito de dirigir. Atualmente, são 20 pontos.

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/sudeste/391683/Em-guerra-contra-radares-Bolsonaros-somam-mais-de-40-multas-de-tr%C3%A2nsito.htm

sábado, 27 de abril de 2019

China diz que mais países entrarão na Nova Rota da Seda e anuncia US$ 64 bilhões em investimentos


© Sputnik / Aleksei Nikolski

Ásia e Oceania

13:35 27.04.2019URL curta

110

O presidente chinês, Xi Jinping, disse neste sábado (27) que US $ 64 bilhões em acordos foram assinados na cúpula de sua Iniciativa Cinturão e Rota que mais nações se unirão ao programa de infraestrutura global.

Xi e 37 líderes mundiais encerraram a cúpula do projeto, também conhecido como Nova Rota da Seda, em Pequim.

"Estamos comprometidos em apoiar o desenvolvimento aberto, limpo e verde e rejeitar o protecionismo", disse Xi à imprensa.

O projeto é sua vitrine na política externa e visa reinventar a antiga Rota da Seda para conectar a Ásia à Europa e à África através de investimentos maciços em projetos marítimos, rodoviários e ferroviários - com centenas de bilhões de dólares em financiamento de bancos chineses.

Mas os críticos dizem que o projeto de seis anos é um plano para impulsionar a influência global de Pequim, repleta de acordos opacos que favorecem as empresas chinesas e sobrecarregam as nações com dívidas e danos ambientais.

Caminhão descarregando, no porto chinês de Nantong, alimento para animais feito de soja importada do Brasil, agosto de 2018

© AFP 2019 /

Brasil é ameaçado pelos 'tiros de bala perdida na guerra comercial sino-americana'

Os EUA, a Índia e algumas nações europeias encaram a iniciativa com desconfiança. Washington não enviou representantes para a reunião.

"O fórum deste ano envia uma mensagem clara: mais e mais amigos e parceiros se unirão na Iniciativa do Cinturão e Rota", disse Xi.

Um documento divulgado após a reunião mostrou que Guiné Equatorial, Libéria, Luxemburgo, Jamaica, Peru, Itália, Barbados, Chipre e Iêmen foram os últimos países a aderir ao clube.

Xi disse que empresas conduzirão todos os projetos da Nova Rota da Seda e que os princípios de mercado se aplicarão, com os governos fornecendo um papel de apoio.

"Isso tornará os projetos mais sustentáveis ​​e criará um ambiente justo e não discriminatório para os investidores estrangeiros", pontuou Xi.

O líder chinês afirmou que os líderes empresariais reunidos em um evento paralelo assinaram cerca de US$ 64 bilhões em negócios durante o fórum, sem fornecer detalhes.

Temer deu uma camiseta da seleção brasileira de futebol ao presidente Xi Jinping.

© Foto : Beto Barata/PR

Muito além da 'bugiganga': China é principal fonte de produtos tecnológicos para o Brasil

No pitoresco Lago Yanqi, nos arredores de Pequim, líderes da Europa, África, Ásia e América Latina se reuniram para emitir um comunicado conjunto (link em inglês).

O encontro incluiu o presidente russo, Vladimir Putin, o primeiro-ministro italiano Giuseppe Conte, cuja nação se tornou o primeiro membro do G7 a se unir à Nova Rota da Seda, e o paquistanês Imran Khan. Também compareceram o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, e a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI) Christine Lagarde.

Fonte: https://br.sputniknews.com/asia_oceania/2019042713770309-china-diz-que-mais-paises-entrarao-na-nova-rota-da-seda-e-anuncia-us-64-bilhoes-em-investimentos/

Lula enquadra Bolsonaro e condena entrega do Brasil aos Estados Unidos


247 – O ex-presidente Lula bateu duramente no projeto de Brasil-colônia de Jair Bolsonaro, que governa para atender aos interesses econômicos e geopolíticos dos Estados Unidos – e não do Brasil.

"No dia em que eu sair daqui, eles sabem, eu estarei com o pé na estrada. Para, junto com esse povo, levantar a cabeça e não deixar entregar o Brasil aos americanos. Para acabar com esse complexo de vira-lata. Eu nunca vi um presidente bater continência para a bandeira americana. Eu nunca vi um presidente ficar dizendo 'eu amo os EUA, eu amo'. Ama a sua mãe, ama o seu país! Que ama os Estados Unidos! Alguém acha que os Estados Unidos vão favorecer o Brasil?", questionou.

"Americano pensa em americano em primeiro lugar, pensa em americano em segundo lugar, pensa em americano em terceiro lugar, pensa em americano em quinto e se sobrar tempo pensa em americano. E ficam os lacaios brasileiros achando que os americanos vão fazer alguma coisa por nós. Quem tem que fazer por nós somos nós. A solução dos problemas do Brasil está dentro do Brasil", afirmou Lula.

Desde que assumiu o poder, Bolsonaro já entregou a Boeing e uma base militar aos Estados Unidos e só não fez uma guerra contra a Venezuela porque foi impedido pelos militares. A despeito de sua submissão a Washington, Bolsonaro mal consegue ser recebido em Nova York, em razão de suas posturas racistas e homofóbicas.

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/poder/391621/Lula-enquadra-Bolsonaro-e-condena-entrega-do-Brasil-aos-Estados-Unidos.htm