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quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Por que Rússia não precisa de novos mísseis para destruir EUA? Mídia explica


Imagem do míssil Avangard em ação, tirada do vídeo publicado pelo Ministério da Defesa da Rússia

© Sputnik / Ministério da Defesa da Federação da Rússia

Defesa

07:35 08.11.2018(atualizado 07:42 08.11.2018) URL curta

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A Rússia não precisa dos sistemas hipersônicos Avangard para destruir os EUA em caso de guerra pelo simples fato de os norte-americanos não terem sistema de defesa antimíssil capaz de abater mísseis balísticos russos existentes atualmente, reporta a The National Interest.

A revista norte-americana relata que a Rússia precisaria apenas de uma pequena fração dos seus 528 mísseis balísticos baseados em terra e em submarinos para exterminar os EUA.

Segundo a publicação, os norte-americanos não possuem proteção necessária contra mísseis balísticos. No momento, os EUA podem apenas tentar desenvolver um sistema de defesa antimíssil para ao menos derrubar mísseis lançados por "pequenas potências" como a Coreia do Norte.

Lançamento de mísseis de cruzeiro russos dos navios da Frota do Mar Cáspio para atacar as posições do Estado Islâmico na Síria

© Sputnik / Ministério da Defesa da Rússia

Forças russas possuem 30 vezes mais mísseis de cruzeiro do que 6 anos atrás

A The National Interest ressalta que, na década de 1960, os EUA tentaram criar o sistema de defesa antimíssil Safeguard e, nos anos 80, a Guerra nas Estrelas de Reagan. No entanto, a revista escreve que é pouco provável que, no futuro, novos sistemas possam garantir invulnerabilidade a mísseis com ogivas que se aproximam a uma velocidade 20 vezes mais rápida do que a velocidade do som. E enfatiza ainda que a nova arma russa foi criada literalmente para penetrar na defesa, que simplesmente não existe e é improvável que seja construída pelos EUA.

Em meados de outubro, Vladimir Putin anunciou que sistemas Avangard serão adotados em serviço nos próximos meses.

Em 1° de março, o presidente russo, discursando perante a Assembleia Federal, anunciou a criação do sistema Avangard com mísseis capazes de voar nas densas camadas da atmosfera a uma distância intercontinental e a uma velocidade hipersônica que exceda o número Mach em mais de 20 vezes. Em julho, o Ministério da Defesa da Rússia anunciou o início da produção em série das ogivas hipersônicas do Avangard.

Fonte: https://br.sputniknews.com/defesa/2018110812625709-russia-nao-precisa-novos-misseis-armas-destruir-eua/

Impérios contra-atacam: Rússia, Índia e China abandonam o dólar


Nota de 1 dólar norte-americano

© Sputnik / Alexey Suhorukov

Economia

07:50 08.11.2018URL curta

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A Índia anunciou que pagará o fornecimento de sistemas antimísseis russos S-400 em rublos, enquanto a China pretende até o final desse ano fazer acordos bilaterais em moedas nacionais, afirmaram políticos russos.

O contrato de entrega dos sistemas russos S-400 a Nova Deli foi fechado no dia 5 de outubro e estimado em US$ 5 bilhões (R$ 18,6 bilhões).

O maior benefício das transações em moedas nacionais é a ausência de flutuações cambiais. Um problema igualmente importante no comércio envolvendo dólares americanos é a alta probabilidade de sanções, que Washington "distribui" este ano em todas as direções.

Notas de lira turca

© AP Photo / Lefteris Pitarakis

Ancara pretende abandonar dólar no comércio com Moscou, Pequim e Teerã

Em abril, a mídia indiana informou que as instituições financeiras de Deli congelaram cerca de dois bilhões de dólares alocados para pagar por projetos importantes, incluindo a reconstrução do submarino nuclear russo INS Chakra. A razão disso foi que Washington incluiu a estatal russa responsável pela exportação de armamentos Rosoboronexport na lista de sanções, o que, para as instituições bancárias, praticamente significa a proibição de quaisquer transações na moeda norte-americana.

Mesmo com as restrições americanas, a Índia optou por manter relações com o parceiro mais confiável no campo da cooperação técnico-militar e fornecimento de armas, ou seja, a Rússia.

De acordo com o Instituto Mundial de Pesquisa da Paz de Estocolmo (SIPRI, na sigla em inglês), de 2007 a 2017, Moscou forneceu armas a Nova Deli no valor de US$ 24,5 bilhões (R$ 91 bilhões), enquanto Washington — apenas US$ 3,1 bilhões (R$ 11,5 bilhões).

As negociações russo-indianas não envolvem apenas o fornecimento de armamento, mas também de produtos de natureza civil.

"A parcela dos pagamentos em rublos na exportação é de 20%, enquanto nas importações é cerca de 21%", disse o vice-primeiro-ministro russo Yuri Borisov, adicionando que Moscou vai aumentar "os pagamentos em moedas nacionais como meio de resolver o problema de inadimplência".

Já o diretor do banco russo Vnesheconombank (VEB), Igor Shuvalov, declarou que a Rússia e a China têm seus próprios canais de interação e que Pequim mostra muito interesse em utilizá-los.

Sistema de defesa antiaérea S-400

© Sputnik / Grigory Sysoev

Rússia e Índia se afastam da hegemonia do dólar, afirma analista

O banqueiro salientou que nas próximas semanas ocorrerão consultas bilaterais, durante as quais se decidirá como será a interação entre as instituições financeiras de ambos os países.

A Rússia e a China estão cada vez mais cancelando os contratos em dólares, frente ao grande crescimento de suas trocas comerciais. Somente no ano passado, o comércio entre Moscou e Washington foi de US$ 23,6 bilhões (R$ 88 bilhões), ao passo que entre a Rússia e a China foi de US$ 84,9 bilhões (R$ 316 bilhões), uma diferença de quase 360%.

As três maiores nações em desenvolvimento, ou seja, Rússia, China e Índia, mostraram ao mundo como se livrar da dependência do dólar. O comércio bilateral em moedas nacionais destes países abre perspectivas para outras economias em crescimento, para que sejam capazes de se livrar da hegemonia do dólar.

Fonte: https://br.sputniknews.com/economia/2018110812625841-imperios-contra-atacam-russia-india-china-abandonam-dolar/

terça-feira, 6 de novembro de 2018

Lista de realizações do PT na presidência da república

O PT diminuiu a pobreza no Brasil em 50%, de acordo com a Fundação Getúlio Vargas.

O PT criou o PROUNI, que levou 1 milhão e 200 mil estudantes pobres a universidade.

O PT criou o PRONATEC, que até o final de 2014 terá 8 milhões de alunos pobres cursando gratuitamente o ensino técnico e aprendendo uma profissão.

O PT construiu 18 novas universidades.

O PT criou o Bolsa Família, o maior programa de Transferência de renda do mundo, que diminuiu a desnutrição e a mortalidade infantil, colocou as crianças na escola e melhorou a qualidade de vida do povo mais pobre.

O PT fez o Luz para Todos, que levou eletricidade para 15 milhões de pessoas que antes não tinham acesso a luz elétrica.

O PT criou o Minha Casa, Minha Vida, que já construiu e contratou mais de 3 milhões de casas para pessoas de baixa renda.

O PT aprovou o PNE que destinará 10% do PIB para a educação, além de ter aprovado 75% dos royalties do pré-sal para a educação.

O PT trouxe 14.000 médicos estrangeiros, no Programa Mais Médicos, para atender uma população de baixa renda de quase 50 milhões de pessoas que antes não tinham acesso ao profissional médico.

O PT fez o Programa Água para Todos, que já construiu 500 mil cisternas no nordeste e também está concluindo a transposição do Rio São Francisco, que levará água para 12 milhões de nordestinos durante a seca.

O PT diminuiu o desemprego de 12% em 2002 para 5% em 2014, atingindo a menor marca histórica do desemprego.

O PT diminuiu a inflação média de 9% com FHC para 6% nos governos Lula e Dilma.

O PT triplicou o orçamento da saúde e da educação. O orçamento federal da saúde era de 25 bilhões, e da educação 33 bilhões em 2002. Agora o orçamento federal da educação está em 104 bilhões e da saúde está em 106 bilhões.

O PT criou o PAC, que já investiu 665 bilhões em obras de infraestrutura no Brasil.

O PT criou 340 escolas técnicas em todo o Brasil, mais que o dobro do que foi construído em toda a sua história, que foram 140 escolas técnicas até 2002.

O PT criou o Programa Farmácia Popular, que leva remédios à população a preço de custo, e também o SAMU, que faz um atendimento personalizado e rápido a vítimas de acidentes e doenças.

O PT pagou a dívida com o FMI e se tornou credor internacional, podendo emprestar dinheiro a outros países e impedindo que organismos internacionais possam decidir a política nacional por força de dívidas do país, como ocorria até 2002. Hoje o PT na presidência acumulou o montante de 385 bilhões de reais em reservas.

O PT fez a desoneração total dos impostos federais da cesta básica.

O PT aumentou a renda do trabalhador e o poder de compra do salário mínimo. O salário mínimo que em 2002 valia 70 dólares, hoje vale aproximadamente 320 dólares. Graças a política de valorização do salário mínimo, seu poder de compra é o maior desde 1979, superando em muito o salário mínimo da era FHC.

Mensagem editada pelo usuário Patriolino em 06/10/2014 23:43.

Fonte: http://forum.jogos.uol.com.br/lista-de-realizacoes-do-pt-na-presidencia-da-republica_t_3208019

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

CONDENAÇÃO DE MORO INOCENTA LULA

Lula: Moro provou que faz política e não justiça

 

247 – Pouco depois de visitar o ex-presidente Lula, a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) disse que o ex-presidente Lula, preso político desde 7 de abril deste ano, está indignado com a indicação de Sergio Moro para o ministério da Justiça. "É mais um vexame mundial, que vai custar muito caro ao Judiciário brasileiro", disse ela. Segundo a senadora, a escolha de Moro só confirma que o processo contra Lula foi viciado. "O Moro, ao invés de apresentar uma prova contra mim, aceita ser ministro. Ele estava a serviço de uma causa política", disse Lula.

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/sul/373916/Lula-Moro-provou-que-faz-pol%C3%ADtica-e-n%C3%A3o-justi%C3%A7a.htm

Lula detona Moro: provou que faz política, e não Justiça

Bolsonaro reconhece que Moro foi seu cabo eleitoral


Fotos: Reuters

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O presidente eleito Jair Bolsonaro reconheceu que o trabalho do juiz federal Sérgio Moro, anunciado nesta quinta-feira como futuro ministro da Justiça, na operação Lava Jato o ajudou a crescer politicamente.

“Você tem que reconhecer o trabalho dele, muito bem feito. Inclusive em função do combate à corrupção, da operação Lava Jato, as questões do mensalão, entre outros, me ajudou a crescer, politicamente falando”, disse Bolsonaro em sua primeira coletiva a jornalistas como presidente eleito.

Bolsonaro afirmou desconhecer que tenha havido contato de sua equipe com Moro ainda na campanha eleitoral.

“Foi o Paulo Guedes que conversou com ele”, disse, mencionado o futuro comandante do superministério da Economia. “Não, não foi durante a campanha não, pelo que eu sei, foi depois.”

Moro irá comandar um Ministério da Justiça ampliado, agora voltando a cuidar da área de segurança pública e ainda outros órgãos de controle interno do governo. O juiz, responsável pela operação Lava Jato em primeira instância em Curitiba, disse que decidiu aceitar o convite para poder implementar uma agenda anticorrupção no país. [nL2N1XC1EY]

CONGRESSO

Bolsonaro afirmou que não trabalhará para fazer os presidentes de Câmara dos Deputados e do Senado mas afirmou que vai apoiar candidatos que tenham o compromisso de ajudar na aprovação de pautas e projetos do governo.

Bolsonaro disse que o governo eleito precisa ter humildade e apoiar nomes de outras legendas, for a do seu partido, o PSL, que elegeu a segunda maior bancada na Câmara, mas tem a perspectiva de se tornar a primeira com transferência de deputados de siglas que não cumpriram a chamada cláusula de barreira.

“Tem que apoiar alguém de outro partido logicamente com o compromisso de liberar a pauta para questões nossas”, disse Bolsonaro. “A gente poderia angariar mais simpatia de parlamentares e para o nosso projeto.”

Bolsonaro insistiu que o compromisso que o futuro presidente da Câmara precisa ter é “não segurar a nossa pauta”.

Na coletiva, o presidente eleito garantiu que se alguém de seu governo for denunciado por irregularidade, vai responder por isso, e que não vai interferir em qualquer investigação durante seu mandato.

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/poder/373930/Bolsonaro-reconhece-que-Moro-foi-seu-cabo-eleitoral.htm

Mourão revela que Moro foi convidado durante a campanha e PT reage


247 - O caso da provável nomeação de Sergio Moro como ministro da Justiça ganha nova dimensão com a notícia de que o convite foi feito por Jair Bolsonaro durante a campanha eleitoral. A revelação foi feita pelo general Hamilton Mourão, vice-presidente eleito, em entrevista aos jornais Valor Econômico (aqui) e Folha de S. Paulo: "Isso (o convite) já faz tempo, durante a campanha foi feito um contato", disse Mourão nesta quarta-feira, ao falar sobre o convite a Moro, detalhando que o contato foi feito por Paulo Guedes a pedido de Bolsonaro. Em 1 de outubro, menos de uma semana antes do primeiro turno, Moro quebrou o sigilo da delação premiada de Antonio Palocci e ordenou sua divulgação para a imprensa com o objetivo de prejudicar a campanha do PT (aqui).

Moro está no Rio de Janeiro desde as 7h30 desta quinta-feira (1) para reuinir-se com Bolsonaro e definir sua ida ao Mnistério da Justiça. O convite de Bolsonaro e a reação entusiasmada de Moro está causando estupefação no meio jurídico, na política e até na imprensa conservadora que sempre apoiou a Lava Jato, agravado agora com a revelação de que houve uma trama durante a campanha eleitoral.

O líder do PT na Câmara, deputado Paulo Pimenta, reagiu à entrevista de Mourão no começo da manhã: É de uma gravidade espantosa a revelação de Mourão. É prova testemunhal da relação criminosa e perversa entre a Lava Jato e Bolsonaro. Quando Moro vazou a delação de Palocci, já sabia que se Jair Bolsonaro fosse eleito ele seria ministro".

Veja a sequencia de tweets de Pimenta sobre o caso:

O ex-ministro da Justiça no governo Dilma, Eugênio Aragão, falou sobre o caso ao Brasil de Fato: "Isso apenas confirma tudo o que a gente disse até hoje, de que verdade ele não era juiz. Ele estava atrás de uma vantagem pessoal para sua carreira, cultivando a sua vaidade e, na verdade, chegou onde ele conseguiu chegar".

Segue a reportagem:

A opinião é compartilhada por Cláudia Maria Barbosa, professora de direito constitucional da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR). Mas ela alerta que, após empossado no cargo político, os abusos de Moro não terão o mesmo tratamento que tiveram na magistratura.

"A ocupação, pelo juiz, do Ministério da Justiça, escancara a politização indevida do Judiciário, e isso já é um sinal para que a população e a própria imprensa esteja atenta. Por outro lado, o Ministério da Justiça não é o Judiciário. Então, as garantias de imunidade que, enquanto juiz, o Sérgio Moro teve quando cometeu excessos e abusos, ele não teria dentro do Ministério da Justiça, afinal é um cargo de livre nomeação, mas também de livre destituição".

Aragão relembra os vários casos controversos em que o juiz Moro extrapolou suas atribuições para "perseguir" Lula e seus familiares.

"Do ponto de vista ético, é algo lamentável. Do ponto de vista da história do senhor Moro, na verdade, isso prova apenas que o crime compensa. O que ele tem feito ao longo do processo da Lava Jato em relação ao Lula e sua família foi criminoso. Abriu sigilos que foram quebrados de forma ilegal, fora do período autorizado, deu publicidade a conversas particulares entre Dona Marisa e seu filho. Moro foi tudo menos um juiz. Ele foi mais um carrasco do que um juiz. Depois, aquele episódio em que ele protagonizou uma disputa com o desembargador Favretto, saindo de suas férias, despachando sem qualquer competência e determinando a Polícia Federal a não cumprir uma decisão de um desembargador. Por fim, também, no que diz respeito a este desafio, Moro não está no tamanho dele. Ele é uma pessoa pequena, que prova apenas a pequenez do governo ao qual ele irá servir".

O ex-ministro afirma que o aceitamento de Moro ao cargo pode servir como mais um argumento de suspeição do juiz Moro para julgar os processos relacionados ao ex-presidente Lula. Mas pondera que a decisão final caberá às cortes superiores, que até o momento não têm assumido sua responsabilidade.

"Aqui, mais uma vez, nós teríamos uma arguição de suspeição do Sérgio Moro. Já foram interpostas várias arguições de suspeição. Todas elas flagrantes, por opiniões que ele deu publicamente, pela forma como ele procedeu. Podemos até arguir, mas resta saber se o Judiciário vai assumir a sua responsabilidade. Infelizmente, até agora, não fez".

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/brasil/373852/Mour%C3%A3o-revela-que-Moro-foi-convidado-durante-a-campanha-e-PT-reage.htm

Zanin: Moro ministro de Bolsonaro é “o lawfare na sua essência”



247 - O advogado Cristiano Zanin Martins, que defende o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou que a aceitação do juiz Sérgio Moro para ser ministro da Justiça do governo de Jair Bolsonaro é o "lawfare na sua essência". 

Em nota, Zanin afirma que o ato prova definitivamente o que sempre foi denunciado pela defesa de Lula. "Lula foi processado, condenado e encarcerado sem que tenha cometido crime, com o claro objetivo de interditá-lo politicamente. É o lawfare na sua essência, uma vez que Lula sofre uma intensa perseguição política por meio do abuso e do mau uso das leis e dos procedimentos jurídicos", diz ele.

Leia, abaixo, a nota na íntegra:

NOTA DA DEFESA DO PRESIDENTE LULA

A formalização do ingresso do juiz Sérgio Moro na política e a revelação de conversas por ele mantidas durante a campanha presidencial com a cúpula da campanha do Presidente eleito provam definitivamente o que sempre afirmamos em recursos apresentados aos tribunais brasileiros e também ao Comitê de Direitos Humanos da ONU: Lula foi processado, condenado e encarcerado sem que tenha cometido crime, com o claro objetivo de interditá-lo politicamente. É o lawfare na sua essência, uma vez que Lula sofre uma intensa perseguição política por meio do abuso e do mau uso das leis e dos procedimentos jurídicos.

A Defesa tomará as medidas cabíveis no plano nacional e internacional para reforçar o direito de Lula a um julgamento justo, imparcial e independente.

Cristiano Zanin Martins

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/brasil/373898/Zanin-Moro-ministro-de-Bolsonaro-%C3%A9-%E2%80%9Co-lawfare-na-sua-ess%C3%AAncia%E2%80%9D.htm

Mídia global aponta parcialidade de Moro ao ser ministro de Bolsonaro


247 - A imprensa internacional repercutiu a confirmação do juiz Sergio Moro para o ministério da Justiça no governo Jair Bolsonaro (PSL), ocorrida nesta quinta-feira (1). O Guardian, jornal britânico, classificou como "um movimento altamente controverso". A reportagem lembrou que Moro foi o responsável por prender o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à presidência que, segundo as pesquisas de intenção de voto, teria vencido Bolsonaro se não estivesse cumprindo sentença de 12 anos.

"O juiz brasileiro que combateu a corrupção e ajudou a preparar o caminho para a impressionante vitória eleitoral de Jair Bolsonaro no domingo, ao prender seu principal rival (Lula), aceitou um cargo no governo do presidente de extrema-direita".

O Guardian ouviu o editor-chefe da Americas Quarterly, Brian Winter, apoiador de Sergio Moro que descreveu a decisão do juiz como "questionável": “Algumas pessoas vão usar isso apenas para destruí-lo - incluindo algumas pessoas que já eram fãs dele. É inevitável. A narrativa de um juiz que prendeu Lula e depois conseguiu um emprego no governo de seu oponente será muito atraente para algumas pessoas resistirem. E suspeito que ele saiba disso e suspeito que ele acredite que os benefícios sejam maiores que os riscos (...). Eu acredito em Sergio Moro. Eu conheço Sergio Moro. Mas sua decisão hoje o torna muito mais difícil de defender politicamente”, disse Winter.

Os também britânicos Financial Times e The Times estamparam, respectivamente, "Bolsonaro nomeia juiz que ajudou a prender Lula" e "Bolsonaro promete emprego sênior para o juiz que prendeu o seu rival", enquanto que a BBC: "Sua nomeação (Moro) deve alimentar alegações de que sua investigação antifraude foi politicamente motivada".

Já a ABC, da Austrália, publicou reportagem da AP com o título "Grandes riscos em juiz Moro se tornar ministro da Justiça do Brasil"; enquanto que o francês Le Monde destacou "No Brasil, as ambiguidades do juiz anticorrupção Sergio Moro com a extrema direita", com texto que questiona: "Será que foi por ter emprisionado o líder da esquerda brasileira que o magistrado será recompensado por Jair Bolsonaro?".

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/373888/M%C3%ADdia-global-aponta-parcialidade-de-Moro-ao-ser-ministro-de-Bolsonaro.htm