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terça-feira, 7 de agosto de 2018

Manuela: “quem vai tirar Temer do Jaburu sou eu”



Ricardo Stuckert

247 - "Quem vai tirar Temer do Jaburu sou eu", afirmou nesta terça-feira (7) a deputada estadual pelo Rio Grande do Sul Manuela D'Ávila (PCdoB). "A unidade é a única forma de vencermos a eleição, juntos somos mais fortes", acrescentou, durante coletiva de imprensa em São Paulo, concedida junto com Fernando Haddad, candidato a vice-presidente pelo PT, com Lula na cabeça de chapa.

Haddad será registrado como candidato a vice-presidente de Lula no dia 15 de agosto pelo PT. Em caso de impugnação da candidatura Lula pela Justiça Eleitoral, Manuela será a vice de Haddad.

Após destacar o papel do vice, Manuela pediu para as pessoas verem o exemplo de José Alencar, que foi vice nos dois mandatos do ex-presidente Lula. "Eu serei alguém como sou hoje, do povo, vou auxiliar o presidente, eu jamais faria qualquer traição ao presidente", assegurou. "O exemplo do último vice é que é péssimo: traiu a presidente para depois trair o Brasil", disparou, em referência a Michel Temer.

A deputada ressaltou que a sua coligação não quer desavenças com o presidenciável Ciro Gomes (PDT). "O nosso compromisso é com o diálogo. Não quero pegar votos de Ciro, mas dos indecisos", disse. "Da minha parte e de Haddad, não existirá agressão ao Ciro", acrescentou.

Manuela voltou a criticar o machismo na política. "Quando a vice de Alckmin é indicada, isso é motivo de festa, quando eu sou indicada a vice, sou vítima de machismo. Isso é medo de mulher na vice- presidência", disse, citando o caso da senadora Ana Amélia.

A parlamentar disse ainda que "o desenvolvimento do Brasil será nossa prioridade".

Na coletiva, o ex-prefeito afirmou que "não existe projeto pessoal". "Precisamos resgatar o Brasil. O Brasil quer voltar a sorrir", disse. "Estou seguindo o exemplo da Manu, eu sou candidato em defesa da unidade", acrescentou.

Questionado sobre a falta de apelo em sua candidatura, Haddad respondeu: "Tem um montão de candidato sem sal por aí, vá perguntar para eles".

Haddad, que também é coordenador do programa de governo de Lula, aproveitou para defender a democratização da comunicação. "Queremos mais vozes se manifestando e mais liberdade de expressão. Sempre tem uma família dona de um meio de comunicação importante, só existe uma opinião no Brasil", avaliou. "Queremos radicalizar a democracia".

Convergindo sua posição com a de Haddad, Manuela disse que "pensar comunicação é pensar em diversas reformas".

Fonte:https://www.brasil247.com/pt/247/poder/364426/Manuela-%E2%80%9Cquem-vai-tirar-Temer-do-Jaburu-sou-eu%E2%80%9D.htm

Brasil 247 passa a ter conselho editorial, em defesa do Brasil


A Editora 247, que reúne o site Brasil 247 e a TV 247, passa a ter, a partir desta terça-feira 7 um conselho editorial, que reúne alguns dos principais intelectuais brasileiros, em defesa da democracia, da soberania nacional, de valores humanistas, de um projeto de Brasil-Nação e da promoção da cultura nacional, com a valorização de todos os povos e das periferias. Integram o Conselho os ex-ministros Anna de Hollanda, Luiz Carlos Bresser-Pereira, Aloizio Mercadante e Celso Amorim, a professora e jurista Carol Proner, o sociólogo Jessé Souza, o engenheiro Felipe Coutinho, representante dos engenheiros da Petrobras, o escritor Ferrez e os jornalistas Florestan Fernandes Júnior, Paulo Moreira Leite, Gisele Federicce, Mauro Lopes e Leonardo Attuch

7 de Agosto de 2018 às 06:41 // Inscreva-se na TV 247 Youtube

247 - A Editora 247, que reúne o site Brasil 247 e a TV 247, ganha a partir desta terça-feira a contribuição de um conselho formado por alguns dos principais intelectuais do País, que passarão a opinar sobre os caminhos editoriais do grupo.

Trata-se do Conselho Editorial do 247, iniciativa que visa lutar em defesa da democracia, da soberania nacional, de um projeto de Brasil-Nação, de valores humanistas e da promoção da cultura nacional, com a valorização de todos os povos e das periferias.

Integram o Conselho os ex-ministros Anna de Hollanda, Luiz Carlos Bresser-Pereira, Aloizio Mercadante e Celso Amorim, a professora e jurista Carol Proner, o sociólogo Jessé Souza, o engenheiro Felipe Coutinho, representante dos engenheiros da Petrobras, o escritor Ferrez e os jornalistas Florestan Fernandes Júnior, Paulo Moreira Leite, Gisele Federicce, Mauro Lopes e Leonardo Attuch.

Leia, abaixo, os princípios editoriais:

Brasil 247 e TV 247 - um Conselho Editorial para o tempo à frente

Fundado em 2011 com o projeto de ser um site relevante como agregador de notícias sobre política, economia, cidadania, cultura e temas de interesse nacional, o Brasil 247 tornou-se ao longo dos anos em uma das principais referências da mídia independente, democrática e progressista do país, respeitado nacional e internacionalmente.

Hoje, o Brasil 247 é um complexo midiático em construção, formado por seu portal, pela TV247 e uma rede de páginas nas redes sociais.

É o portal progressista mais afluente na internet; em 2018 passou a ter uma média mensal superior a 50 milhões de páginas visitadas.

A TV 247 já é, na metade de 2018, o mais importante canal de jornalismo no YouTube no país, somando 25 milhões de visualizações e uma programação que está prestes a preencher diversos horários entre 7h30 e 22h30 com programação ao vivo.

A presença do Brasil 247 nas redes sociais guia-se pelo princípio de utilizá-las simultaneamente como ferramentas de disseminação dos conteúdos produzidos no portal e na TV e com lugar de diálogo e construção coletiva de nossa inserção jornalística.

Uma característica do novo jornalismo independente e colaborativo, um movimento-experiência que transcende geografias e línguas ao redor do planeta, no qual insere-se o Brasil 247 e a TV 247 é a capacidade de reunir inteligência, princípios  e compromissos. São articulistas e colunistas no portal e apresentadores de programas e comentaristas na TV alguns dos principais nomes da inteligência nacional que pensam o Brasil a partir de uma perspectiva solidária, combativa e alegre.

São sete os princípios editoriais em torno dos quais convergimos:

  1. Informação como direito - as pessoas têm direito à informação, ao melhor e mais qualificado conteúdo informativo, interpretativo e analítico. Por isso não cobramos pela informação-direito; ela é oferta em gratuidade.
  2. Informação digital e dialógica - acreditamos na produção de conteúdo que, em bites, espalha-se por todos os cantos, em rede e em ondas e, com plataformas baseadas na Internet, torna possível o fim do tempo do público passivo a quem cumpre apenas ler, ouvir e assistir as “autoridades” detentoras dos conteúdos a serem transmitidos; no século 21, somos capazes de velocidade, profundidade e amplitude.
  3. Jornalismo colaborativo - com o fim da fronteira entre emissores (os jornalistas, comentaristas e analistas postos como autoridades) e o público, surge um novo jornalismo no qual todos somos produtores de conteúdos e capazes de interação; é a nova era do jornalismo-diálogo.   
  4. Jornalismo Independente - rompemos com a lógica da velha imprensa, poucos – os muito ricos – sustentam as operações midiáticas com inversões milionárias para que os representam e da qual dependem. Somos sustentados com a colaboração solidária (saiba mais aqui) de muitas pessoas, empresas privadas e públicas, que se contrapõem à lógica da concentração e privilégios. Somos, portanto, independentes do poder econômico e político.
  5. Jornalismo ao lado do povo que carrega a esperança - temos lado e desejamos que ele seja honestamente apresentado e recebido. Não acreditamos na “objetividade” e “imparcialidade” propagandeada pela mídia conservadora que serve apenas como cortina de fumaça para esconder seus laços com a elite de perfil escravocrata do país, com as forças que esmagam os mais pobres e a democracia e promoveram os golpes de Estado de 1964 e 2016.
  6. Jornalismo que busca da verdade - denunciamos a campanha da velha mídia que procura acuar o jornalismo praticado na internet e nas redes com a acusação forjada de “fake news” quando a história comprova que são eles, os “barões das mídias”, os grandes disseminadores de mentiras e informações falseadas ao longo da história do país. Buscamos a verdade capaz de revelar, iluminar e denunciar os arranjos dos que tentam manter a exclusividade sobre a construção das narrativas e sobre o agendamento dos temas que devem ou não devem ser discutidos pela sociedade. Nosso compromisso é com o enfrentamento da perversa herança do regime da escravidão que manchou o país por mais de 300 anos e que marca a profunda exclusão social, a concentração de renda, de riqueza e do poder, em benefício de uma pequena elite de privilegiados.  
  7. Jornalismo pela democracia - com o intuito de contribuir efetivamente com a construção da democracia, procuramos romper com a hegemonia dos discursos midiáticos hoje hegemônicos, proporcionando aos cidadãos e cidadãs uma experiência em que esteja presente a diversidade, a liberdade de imprensa, a pluralidade de pensamentos e a livre manifestação de ideias. Consideramo-nos um instrumento de defesa do Estado Democrático de Direito e das garantias e direitos individuais e coletivos.

São oito os desejos e sonhos que cultivamos:

  1. Um Brasil-nação que confirme a profecia de Darcy Ribeiro e nos torne protagonistas de uma nova civilização – a da solidariedade.
  2. Um Brasil organizado ao redor da promoção da saúde, da educação, da ciência e da tecnologia.
  3. Um Brasil que se afirme soberano no mundo, sem pretensão a hegemonias nem submissão a impérios.
  4. Um Brasil no qual o patrimônio natural do país – seu petróleo, seus minerais, suas matas, suas águas – pertença ao povo e não seja alienado em benefício de grandes grupos econômicos.
  5. Um Brasil que valoriza e respeita a Cultura como a expressão autêntica e livre de um povo.
  6. Um Brasil da democracia, da liberdade, dos direitos humanos, da diversidade e sede do estado democrático de direito, com o pleno respeito às garantias e direitos individuais e coletivos.
  7. Um Brasil no qual o novo centro seja a irrupção das periferias e das populações marginalizadas e excluídas.
  8. Um Brasil capaz de acolher todas as gentes, todos os gêneros, todas as escolhas, todas as geografias e esperanças.

Este projeto animou-nos e trouxe-nos até aqui. Queremos mais, queremos tudo. Para isso, reunimos um grupo de 13 pessoas que compõem um belo caleidoscópio através do qual poderemos admirar as cores do tempo à frente.

Contamos com elas para a jornada:

  1. Aloizio Mercadante, ex-ministro da Educação, da Casa Civil e da Ciência e Tecnologia
  2. Anna de Hollanda, ex-ministra da Cultura
  3. Carol Proner, professora e integrante da Associação de Juristas pela Democracia
  4. Celso Amorim, embaixador e ex-chanceler
  5. Felipe Coutinho, presidente da Associação de Engenheiros da Petrobras
  6. Ferréz, escritor
  7. Florestan Fernandes Jr, jornalista e escritor
  8. Gisele Federicce, jornalista e editora do 247
  9. Jessé Souza, sociólogo e escritor
  10. Leonardo Attuch, jornalista e editor do 247
  11. Luiz Carlos Bresser-Pereira, ex-ministro e professor emérito da Fundação Getúlio Vargas
  12. Mauro Lopes, jornalista e editor do 247
  13. Paulo Moreira Leite, jornalista, escritor e colunista do 247

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/364324/Brasil-247-passa-a-ter-conselho-editorial-em-defesa-do-Brasil.htm

domingo, 5 de agosto de 2018

PT bate o martelo e Haddad é o vice de Lula

 

247 - A direção nacional do PT fechou questão e definiu que o vice de Lula será o ex-prefeito Fernando Haddad. Com a decisão, a direção do PC do B deve manter a candidatura de Manuela D'Ávila.

Fernando Haddad é o coordenador do programa de governo de Lula e, hoje, um dos líderes do PT mais próximos do ex-presidente, que lançou-o para a vida pública como ministro da Educação em 2005 (ele ficou no cargo até 2012) e depois como candidato a prefeito de São Paulo, vitorioso no segundo turno em 28 de outubro de 2012.

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/poder/364224/PT-bate-o-martelo-e-Haddad-%C3%A9-o-vice-de-Lula.htm

sábado, 4 de agosto de 2018

Agora é oficial: Lula é candidato à Presidência; nome do vice indefinido


247 - Em encontro nacional ocorrido neste sábado (4), em São Paulo, o Partido dos Trabalhadores (PT) indicou, por unanimidade, o nome de Luiz Inácio Lula da Silva como candidato à Presidente da República. "Aos gritos de olê olê olá, Lula, Lula" o nome do ex-presidente, que encontra-se detido arbitrariamente há mais de três meses, foi citado, diversas vezes, em um tom de emoção pela militância petista. Não foi definido o outro nome da chapa.

Em meio a discursos e atividades culturais, registraram presença no local parlamentares, governadores, representantes políticos de partidos aliados, artistas, além da militância que lotava o auditório usando máscaras com o rosto de Lula.

"O golpe está em jogo"

Líder do PT na Câmara, o Deputado Federal Paulo Pimenta (PT-RS), afirmou  em sua fala que o Brasil nunca precisou tanto de Lula e Lula nunca precisou tanto do Brasil. "O que está em jogo é se vamos ou não derrubar o golpe, a miséria voltou a assombrar o nosso povo, é hora de voltarmos a governar esse País, e será com Lula", ressalta.

O Senador Lindbergh Farias (PT-RJ) também fez uso da palavra, frisando que, apesar da condenação da Rede Globo e do juiz Sérgio Moro, Lula permanece crescendo nas pesquisas. "A foto que roda o mundo inteiro é de Lula sendo carregado pelo povo, muitos dizem que o ex-presidente irá desistir, mas, se eles impugnarem o nome de Lula, nós vamos até o fim", salienta.

"Nós vamos eleger Lula e profundar a democracia, precisamos de democratizar os meios de comunicação, promover a reforma política, do judiciário", acrescentou o Senador.

Relatos do Papa

Celso Amorim, ministro das Relações Exteriores de  Lula por oito anos, reproduziu no encontro como foi sua audiência com o Papa Francisco. "Foi uma honra ser recebido pelo Pontífice, que entregou uma mensagem por escrito para o ex-presidente, evitando qualquer mal-entendido ou deturpação por parte da imprensa. O Papa tem total noção de que há arbitrariedades na mídia e na mídia hegemônica", relata, referindo-se ao episódio do terso enviado diretamente pelo seu assessor ao ex-presidente.

"Rumo ao penta, nós estamos caminhando para o quinto mandato petista frente à Presidência da República", salientou Fernando Haddad, coordenador de campanha do programa de Lula.

Lula Livre

A presidente do PT, Senadora Gleisi Hoffmann (PT), orientou os delegados na votação, que levantaram seus crachás, por unanimidade, aclamando o nome de Lula como candidato oficial do PT à presidência da República. "apesar de vocês, dessa mídia golpista, Lula será eleito, nós não temos medo de vocês", enfatizou.

A ex-presidente da República e candidata ao Senado por Minas Gerais, Dilma Rousseff, finalizou a primeira parte do encontro dizendo que nunca pensou que a música cale-se voltaria a ser tema do Brasil. "Mas temos que saber que a nossa luta é de todas as horas, nossa batalha é para eleger Lula  e aprovar uma Assembléia Constituinte, revogando as medidas do golpe", disse, acrescentando: "Sou candidata ao Senado e vamos fazer uma votação histórica em Minas".

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/brasil/364118/Agora-%C3%A9-oficial-Lula-%C3%A9-candidato-%C3%A0-Presid%C3%AAncia;-nome-do-vice-indefinido.htm

sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Nos EUA, embaixador brasileiro defende prisão política de Lula


Francis Paula Duarte


*Com informações do site 247.

A segunda-feira foi iniciada com a notícia em que o embaixador brasileiro, nos EUA, Sérgio Amaral, respondeu, com forte crítica, uma carta-manifesto dos congressistas americanos, incluindo o senador Bernie Sanders, que denuncia o quanto a prisão política do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é “distorcida e politicamente motivada”.

Sob essa ótica, a Folha, por meio da jornalista Estelita Hass Carazzai, afirmou que para Amaral, a carta “tenta manchar por antecipação as eleições presidenciais de 2018 no Brasil”. O embaixador ainda afirmou que as eleições presidenciais no Brasil serão conduzidas “em completa obediência às leis e às decisões judiciais”.

O embaixador brasileiro defendeu que “a democracia no Brasil está em pleno funcionamento” e destacou que as decisões judiciais relativas ao ex-presidente Lula “obedeceram totalmente ao devido processo legal e foram confirmadas por cortes superiores”. “A Constituição vem sendo inteiramente respeitada em todos os níveis do governo”.

Bernie Sanders e outros 28 congressistas americanos pedem, na carta-manifesto, a libertação imediata de Lula e afirmam que “a luta contra a corrupção não poderá ser usada para justificar a perseguição de opositores políticos ou ainda negar-lhes o direito de participar livremente das eleições”. Os parlamentares americanos denunciam a prisão política de Lula, com base em “acusações não comprovadas” e em um julgamento “altamente questionável e politizado”.

O imbróglio entre o diplomata brasileiro e os congressistas americanos parece que não terminará apenas com essa resposta. O mal já está feito.

Fonte: https://www.apostagem.com.br/2018/07/30/nos-eua-embaixador-brasileiro-defende-prisao-politica-de-lula/

quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Lula não troca sua dignidade pela liberdade, dizem Chico Buarque e Martinho da Vila



247 - Martinho da Vila e Chico Buarque visitaram o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na sede da Polícia Federal em Curitiba nesta quinta-feira 2. Os dois gravaram um vídeo depois da visita, postado nas redes sociais de Lula (assista abaixo).

"Lula não troca a dignidade pela liberdade", relataram. Chico também criticou os ataques à liberdade de imprensa, uma vez que as entrevistas de Lula, preso político, vêm sendo vetadas pelo Judiciário.

Segundo a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, Lula agradeceu aos dois pela visita e pela articulação do Festival Lula Livre, que aconteceu no Rio de Janeiro no último domingo. "Lula ouviu deles o que foi o show, a mobilização de todos os artistas, o movimento que eles estão fazendo em favor de Lula Livre", disse Gleisi. "Ô Chico, você diz lá fora que eu sou candidatíssimo", disse Lula (leia mais).
Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/cultura/363935/Lula-n%C3%A3o-troca-sua-dignidade-pela-liberdade-dizem-Chico-Buarque-e-Martinho-da-Vila.htm

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

O golpe: 65 milhões estão fora do mercado de trabalho e 40% dos empregos são precários


247 - No Brasil pós-golpe, nunca houve tantas pessoas em condição que o IBGE qualifica de "desalento": não trabalham e desistiram de procurar emprego. São 65,6 milhões de brasileiros e brasileiras nesta situação, um número nunca visto. Mas não é só isso: nada menos que 40% dos trabalhadores do país (37 milhões) estão no mercado informal com empregos precários e, ao contrário do anunciado pelo governo Temer na aprovação da reforma trabalhista, recebem menos da metade dos trabalhadores com carteira assinada.

Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada nesta terça (31) pelo IBGE, mostram os efeitos perversos da reforma trabalhista de Temer são dramáticos: nada mesmo que 40% dos trabalhadores do país (37 milhões) estão no mercado informal, em posições como trabalho no setor privado sem carteira assinada, trabalhador doméstico sem carteira, empregador sem CNPJ e trabalhador por conta própria sem CNPJ. Ao contrário do anunciado na aprovação da reforma trabalhista, de que sem o peso dos encargos trabalhistas, os trabalhadores teriam remuneração mais elevada, o informal ganha menos da metade do trabalhador com carteira assinada. No setor privado, por exemplo, o trabalhador sem carteira recebeu no trimestre encerrado em junho R$ 1.313, ou 62% dos R$ 2.099 daquele com carteira. No segmento doméstico, a diferença é parecida, os R$ 730 recebidos por quem não é registrado (abaixo do salário mínimo, de R$ 954 mensais) equivale a 60% dos R$ 1.212 do formalizado.

Somente entre o primeiro e o segundo trimestre deste ano 774 mil trabalhadores ingressaram no número do "desalento", uma alta de 1,2% no período e de 1,9% na comparação anual. O contingente de trabalhadores informais chegou a 37,1 milhões de pessoas de abril a junho e não para de aumentar: o crescimento foi de 2,3% sobre o mesmo período do ano anterior.

Ainda segundo o IBGE, entre abril e junho deste ano o número de assalariados com carteira assinada teve uma queda de 1,5%, chegando a 32,8 milhões de trabalhadores, menor contingente registrado pela Pnad Contínua desde 2012. A pesquisa aponta, também, que a redução do mercado de trabalho levou muitos brasileiros a trabalharem por conta própria, sem a devida formalização. Na comparação anual, o número de ocupados nesta situação, com CNPJ próprio, subiu 7,5%, bem abaixo do contingente que não possui cadastro, que alcança mais de 80% deste grupo.

Mais dados sobre a renda dos informais: entre os trabalhadores domésticos, 60% receberam R$ 730 (abaixo do salário mínimo de R$ 954), em média, contra R$ 1.212 dos que possuem carteira assinada. A distância é ainda maior para os que trabalham por conta própria. Os que não possuem CNPJ receberam, em média R$ 1.264, o que corresponde a 41% dos R$ 3.060 auferidos pelos que possuem CNPJ.

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/economia/363703/O-golpe-65-milh%C3%B5es-est%C3%A3o-fora-do-mercado-de-trabalho-e-40-dos-empregos-s%C3%A3o-prec%C3%A1rios.htm

'Não é Lula que acredita estar acima da lei', diz equipe do ex-presidente à Lava Jato


247 - A equipe de comunicação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou o parecer do procurador regional e membro da força-tarefa da Lava Jato Januário Paludo que ao negar o pedido feito pelo fotógrafo de Lula, Ricardo Stuckert, para gravar imagens do ex-presidente na prisão, afirmou que "Lula não está acima da lei como quer fazer crer". Em resposta, a equipe de comunicação postou que "Não é Lula que acredita estar acima da lei", em referência aos excessos cometidos pelo Ministério Público Federal (MPF).

"Lula não acredita estar acima da lei", diz a postagem na página oficial do ex-presidente. "Ao contrário, [Lula] sempre a respeitou. A lei não proíbe Lula de dar entrevistas. E a lei exige que, para alguém ser condenado, existam provas de que esta pessoa tenha cometido crime. Lula foi condenado sem provas por 'atos indeterminados'. Ou seja, nem crime, muito menos prova", postou a equipe de comunicação de Lula. ".

Em seu parecer, Paludo ressaltou que o ex-presidente Lula é um "preso comum, e não especial". "Ademais, cumpre consignar que a situação jurídica de Luiz Inácio Lula da Silva não é a de um cidadão em pleno gozo de sua liberdade, mas de preso condenado com as restrições impostas pelo ordenamento jurídico brasileiro, cuja pena está em fase de execução". Para o procurador, "o direito do preso de manter contato com o mundo exterior e sua liberdade de expressão estão sendo plenamente assegurados, especialmente por meio da correspondência escrita e visitação".

Em julho, a juíza da 12ª Vara Federal de Curitiba, Carolina Lebbos, já havia negado um pedido feito pelo fotógrafo Ricardo Stuckert para que Lula pudesse ser filmado e fotografado. Na ação, o fotógrafo pedia para entrar na cela da Polícia Federal em Curitiba com equipamentos de foto e filmagem e que, a exemplo de outros presos em regime fechado, pudesse conceder entrevistas.

Leia a íntegra da postagem.

"O procurador Januário Paludo fez barulho na imprensa ao querer proibir Lula de dar entrevistas porque, nas palavras dele, "Luiz Inácio Lula da Silva não está acima da lei como quer fazer crer." Lula não acredita estar acima da lei. Ao contrário, sempre a respeitou. A lei não proíbe Lula de dar entrevistas. E a lei exige que para alguém ser condenado existam provas de que esta pessoa tenha cometido crime. Lula foi condenado sem provas por "atos indeterminados". Ou seja, nem crime, muito menos prova. Uma condenação fora do que está na lei como apontam centenas de especialistas em direito.

O ex-presidente quer que a lei valha e sua inocência seja reconhecida.

Não é Lula que acredita estar acima da lei".

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/brasil/363735/'N%C3%A3o-%C3%A9-Lula-que-acredita-estar-acima-da-lei'-diz-equipe-do-ex-presidente-%C3%A0-Lava-Jato.htm

Bolsonaro se apresenta como o “capitão do mato” do povo negro e pobre



*Benedita da Silva

No programa Roda Viva, Jair Bolsonaro quis botar a culpa da escravidão dos negros nos próprios negros, quando disse que havia o comércio de escravos da África. Mas esse comércio só existiu por causa do uso do trabalho escravo em larga escala nas minas de ouro e prata e nos latifúndios de cana e algodão e, mais tarde, no café das elites coloniais do continente americano e de seus patrocinadores do sistema mercantil europeu.

Insistindo em negar a responsabilidade das elites coloniais pela escravidão, e demonstrando a sua reconhecida ignorância sobre história, ele disse que os “portugueses nunca puseram os pés na África”. Portugal não apenas colonizou Angola, Moçambique, Guiné-Bissau e Cabo Verde, que falam português, como as elites mais ricas e poderosas do Brasil colônia e império foram justamente a dos traficantes de escravos.

Fingindo-se de bobo, ele nega a dívida histórica da escravidão dizendo que nunca “escravizou ninguém”. Ele não tem escravo, mas a elite branca que detém o poder econômico no Brasil só conseguiu acumular riqueza e manter essa posição privilegiada porque explorou no passado o trabalho escravo e continua no presente explorando o negro e a negra com os menores salários do mercado.

A mesma elite branca que no passado comprava escravos na África e os explorava em seus latifúndios, hoje continua adotando o trabalho em condições similares à da escravidão. Muitos desses empresários escravistas foram punidos durante os governos de Lula e Dilma, mas a vitória do golpe do impeachment liberou o trabalho escravo no país. Esses setores constituem parte de apoio econômico e político de Bolsonaro.

Na realidade, o racismo estrutural do Brasil sempre foi oficialmente encoberto com o pano surrado da “democracia racial”. O candidato do fascismo pretende agora inaugurar uma nova fase, a do racismo oficialmente assumido, o racismo de Estado. O que sempre se fazia no âmbito das relações privadas ou nas ações policiais costumeiras, mas se negava oficialmente, se pretende que seja assumida publicamente; o racismo sem medo do voto em Bolsonaro. Ele não é candidato para presidente de todos os brasileiros, mas para agir como o “capitão do mato” do povo negro e pobre.

A política de cota foi atacada duramente por ele, que tenta se mostrar “indignado” com a suposta “injustiça de beneficiar o estudante pobre negro em detrimento do estudante pobre branco”. Ele finge não saber que a presidenta Dilma aprovou também a cota para escolas públicas, que beneficia tanto o aluno negro e branco de família de baixa renda. O que Bolsonaro defende mesmo é a expulsão das populações negras e indígenas da universidade e o seu confinamento nas favelas e periferias como alvo das ações de extermínio. Usa o argumento esfarrapado da meritocracia, como se pudesse haver igualdade de oportunidades entre um menino pobre da favela e um menino rico da zona sul.

Individualmente, Bolsonaro não passaria de mais um boçal racista e misógino se não tivesse sido transformado em porta-voz de uma parte da população brasileira que sempre foi racista, misógina e profundamente reacionária. Ele não é nenhum líder nem muito menos um “mito”, mas apenas um instrumento de setores poderosos em cassar Lula, esmagar a democracia e as esquerdas e extinguir qualquer política de igualdade social. É um fascista disposto a transformar o Brasil em neocolônia americana e numa presa indefesa do capitalismo mais selvagem e predador.

Fonte: https://ptnacamara.org.br/portal/2018/07/31/artigo-bolsonaro-se-apresenta-como-o-capitao-do-mato-do-povo-negro-e-pobre/

Benedita da Silva é deputada federal pelo PT-RJ

Grupo pró-Lula inicia greve de fome e é retirado do STF por seguranças


REYNALDO TUROLLO JR.,Folhapress 7

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Manifestantes que pedem a libertação do ex-presidente Lula anunciaram o início de uma greve de fome em ato no STF (Supremo Tribunal Federal) nesta terça-feira (31). Após lerem um manifesto, os seis ativistas foram retirados da frente do prédio por seguranças da corte, por volta das 16h30. Houve empurrões, e três manifestantes caíram.

O local da confusão, a área externa do Salão Branco, por onde os ministros do Supremo chegam para as sessões plenárias, foi alvo de simpatizantes de Lula na semana passada. Na ocasião, um grupo jogou tinta vermelha no chão, enquanto gritava "Lula livre".

Os manifestantes que iniciaram a greve de fome acusaram os seguranças da corte de truculência. O entorno da sede do Supremo foi fechado por grades, para evitar que mais manifestantes se aproximassem. Havia cerca de 40 pessoas do lado de fora com cartazes e instrumentos de percussão.

Jornalistas e fotógrafos que tentaram atravessar o isolamento para registrar o ato também foram barrados pelos seguranças. O STF foi procurado, por meio de sua assessoria, e deve se manifestar sobre o episódio.

O grupo que anunciou a greve de fome disse que ela não tem data para terminar e deve se estender até que o ex-presidente seja solto. São quatro homens e duas mulheres ligados a movimentos como o MST e a Central dos Movimentos Populares do Brasil, além do frei Sérgio Antônio Görgen.

Segundo ele, os grevistas escolherão ainda nesta terça um lugar para ficar, e todos os dias, daqui em diante, passarão algumas horas em frente ao Supremo.

"Não é possível que um juizeco de primeira instância, como o Sergio Moro, possa querer conduzir uma nação brasileira. A greve de fome é para dizer que o povo não vai ficar submisso aos interesses de Sergio Moro e de um grupo de juízes", disse um dos manifestantes.

Lula está preso em Curitiba desde 7 de abril, após ter sido condenado em segunda instância. Ele foi sentenciado por Moro por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex de Guarujá (SP). A condenação foi mantida pelo TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região).

As cortes superiores -o Supremo e o STJ (Superior Tribunal de Justiça)- têm negado até agora habeas corpus para soltar Lula.

O PT tem mantido a candidatura dele à Presidência da República. Os manifestantes disseram que o povo brasileiro deve ter o direito de votar em quem quiser.

Fonte: https://br.yahoo.com/noticias/grupo-pr%C3%B3-lula-inicia-greve-210800547.html