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terça-feira, 24 de julho de 2018

Golpe afasta jovens das universidades


247 - O estrago econômico causado pelo governo Michel Temer fez o número de calouros nas universidades privadas cair 5% no primeiro semestre do ano. É o que aponta um levantamento feito pelo Sindicato das Mantenedoras de Ensino Superior (Semesp) com 99 instituições do país. Ou seja: 80 mil alunos deixaram de ingressar no ensino superior particular, em cursos presenciais, neste ano. Apenas nos estados do Rio de Janeiro, do Espírito Santo e de Minas Gerais a diminuição da quantidade de matrículas de calouros alcançou 25,7%.

Uma notícia nada animadora é que a reversão das evasões não deve acontecer em 2019. Além do baixo crescimento da economia, a lentidão na criação de novas vagas de trabalho e a redução dos programas de financiamento estudantil, como o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), do governo federal, deixam o cenário preocupante.

"O desemprego, tanto do próprio estudante quanto de um membro da família, e a perda de renda estão fazendo com que os jovens posterguem a entrada no ensino superior", diz Rodrigo Capelato, diretor executivo do Semesp, em entrevista ao jornal O Globo.

Em 2014, o número de calouros que ingressaram nas faculdades pagas foi de 1,88 milhão. Neste ano ficou em 1,5 milhão. "A base de alunos já matriculados não cedeu, já que cerca de 2 milhões de estudantes ainda têm ajuda do Fies. Além disso, as faculdades fizeram uma verdadeira tática de guerrilha para manter os alunos com descontos e promoções", acrescenta Capelato.

Os retrocessos sociais tendem a se aprofundar com a PEC do Teto dos Gastos, que congela os investimentos públicos por 20 anos. De acordo com a proposta, promulgada pelo Congresso Nacional em dezembro de 2016, o investimento de um ano deve ficar limitado ao do ano anterior - somente corrigido pela inflação.

O fato é que os direitos sociais não são uma preocupação para o atual governo. Inclusive, o documento "A Ponte para o Futuro", lançado pelo MDB em 2015 e que é a base para a gestão atual, afirma que "o Brasil gasta muito com políticas públicas com resultados piores do que a maioria dos países relevantes (confira aqui - item H, página 19)".

Em nota, o Ministério da Educação informou que a redução do Fies teve como objetivo garantir a sustentabilidade do programa. De acordo com a pasta, a inadimplência atingiu cerca de 50% com as regras anteriores o programa. Segundo o texto, caso o Fies se mantivesse como concebido e projetado, "ele se tornaria insustentável, com o Tesouro Nacional e o governo federal sem condição de mantê-lo, o que provocaria o fim da política".

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/brasil/362827/Golpe-afasta-jovens-das-universidades.htm

Pimenta desafia Dallagnol a falar da corrupção no judiciário


Fabio Pozzebom - ABR

Rio Grande do Sul 247 - O líder do PT na Câmara dos Deputados, Paulo Pimenta (RS), usou sua conta no Twitter para desafiar o procurador da Operação Lava Jato Deltan Dallagnol a falar sobre corrupção.

"O que você acha de juízes que foram pegos vendendo sentença para traficantes e foram aposentados pelo CNJ? E promotores envolvidos em crimes também aposentados no CNMP? E o Marcelo Muller, o procurador que vendia delações era o único caso ou vocês sabem de outros?", questionou o parlamentar.

O congressista perguntou sobre os ‘penduricalhos’ recebidos por membros da Justiça e também sobre os juízes que recebem salários acima do teto constitucional. "O que você acha do projeto Lava Toga, que define como crime de improbidade receber ou pagar salários acima do teto previsto na Constituição? Que acaba com essa corrupção disfarçada e institucionalizada de valores milionários em penduricalhos imorais? Nunca vi você falar sobre isso", acrescentou.

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/rs247/362817/Pimenta-desafia-Dallagnol-a-falar-da-corrup%C3%A7%C3%A3o-no-judici%C3%A1rio.htm

Temer corta 5,2 milhões de pessoas do Bolsa Família


Beto Barata/PR

247 – Mais de R$ 10 bilhões dos programas Bolsa Família, aposentadoria por invalidez e auxílio-doença foram cortados para cobrir o rombo do déficit assistencial. O governo alega que o corte foi baseado em uma operação pente fino, que buscou corrigir irregularidades. 5,7 milhões de pessoas foram atingidas: 5,2 milhões do Bolsa Família e 478 mil dos auxílios-doença e aposentadoria por invalidez. Governo quer cortar mais R$ 20 bilhões.

O levantamento das supostas irregularidades dos programas de proteção social está a cargo do Cmap (Comitê de Monitoramento e Avaliação de Políticas Públicas), criado em 2016 por uma portaria do governo. O comitê é formado pelos ministérios do Planejamento, Fazenda, Transparência e Controladoria-Geral da União, e Casa Civil, órgãos que vem sendo acusados de aparelhamento e de encenar um jogo de cartas marcadas no andamento dos processos e delações da Lava Jato.

O comitê lança sua tesoura também para outros programas institucionais: há avaliações em andamento do Fies (Financiamento Estudantil), do seguro defeso (espécie de seguro desemprego temporário do pescador artesanal) e o BPC (Benefício de Prestação Continuada).

“Os primeiros cortes começaram em 2016, quando se deu início aos cruzamentos de dados do Bolsa Família. Nessa fase, concluiu-se que R$ 790 milhões vinham sendo pagos a pessoas com renda mensal média acima de R$ 178. Os cruzamentos se tornaram uma rotina e foram incluídas outras bases de dados do governo federal. Pescadores com registro na Rais (Relação Anual de Informações Sociais) com renda superior à permitida constavam no cadastro do Bolsa Família, por exemplo.

A base de dados de servidores públicos também permitiu identificar milhares de vereadores que recebiam recursos do programa. Com essas informações em mãos, neste ano outros R$ 209,6 milhões deixaram de ir para o bolso de famílias acima da renda máxima exigida.

Leia mais aqui.

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/brasil/362787/Temer-corta-52-milh%C3%B5es-de-pessoas-do-Bolsa-Fam%C3%ADlia.htm

domingo, 22 de julho de 2018

Corte no orçamento da saúde eleva mortalidade infantil, diz Margarida Salomão



Foto Gustavo Bezerra

“Temer e o golpe devolveram o Brasil à década de 1980”.  Assim reagiu a deputada federal Margarida Lula Salomão (PT-MG) à notícia de que os índices de mortalidade infantil no Brasil voltaram a subir, após 26 anos de reduções sucessivas.

Reportagem da Folha divulgada nesta segunda (16) informa que o índice de mortalidade infantil de 2016 deve fechar em 14 mortes (de bebês com até um ano de vida) para cada mil nascimentos – uma elevação de 5% frente a 2015. A mesma matéria indica que o valor deve ser ainda maior em 2017 e que o Ministério da Saúde atribui a elevação da mortalidade à “crise econômica” e a uma queda no número de nascimentos, associada ao surto do vírus da zika.

“De 2016 para cá, Temer nos faz colecionar um sem-número de tragédias: o País voltou ao mapa da fome e agora convive com surtos de males há muito tempo controlados, como o do sarampo. Tudo isso, é óbvio, está associado à quebra do sistema de proteção criado pelos governos do PT. O fim do programa Farmácia Popular, a defasagem do reajuste do Bolsa Família, a própria redução do número de famílias atendidas, a incapacidade de combater o desemprego, tudo isso contribui para que aumente a penúria na vida do povo. Estamos de volta aos anos 1980”, comparou Margarida.

“Esses dados nos evidenciam uma desgraça, mas que em pouco tempo tende a se tornar uma terrível tragédia. Se a simples redução de programas sociais já contribuiu para o aumento da mortalidade infantil, muito pior será quando surgirem os primeiros efeitos da PEC do Fim do Mundo”, lembra a deputada, referindo-se à Emenda Constitucional 95, que congelou por 20 anos os gastos do governo, afetando particularmente os investimentos sociais.

Para Margarida, o aumento da mortalidade infantil é uma das notícias mais graves do ano e deve ser pauta do Congresso e das eleições. “Trata-se da síntese do que vivemos presentemente: um governo fraco, mal-intencionado e ilegítimo que deve cair o quanto antes. É tempo de o povo voltar a ser prioridade da nação. É isso que defendemos na Câmara e é nessas bases que vamos eleger Lula presidente”, conclui.

Assessoria de Imprensa

Fonte: https://ptnacamara.org.br/portal/2018/07/16/corte-no-orcamento-da-saude-eleva-mortalidade-infantil-diz-margarida-salomao/

Sucessão presidencial emperra, à espera de Lula


 Rafael Ribeiro

A decisão da direita brasileira de golpear a democracia, derrubar a presidente Dilma Rousseff e prender o ex-presidente Lula para impedi-lo de participar das eleições presidenciais de 2018 criou um cenário extremamente complexo para a sucessão presidencial de 2018. De um lado, a centro-direita tradicional, responsável pelo golpe, se vê esmagada pela extrema direita, que saiu do armário e hoje se vê representada pela candidatura do deputado Jair Bolsonaro. De outro, as forças de esquerda continuam em compasso de espera, aguardando a definição do que ocorrerá com Lula. No meio do jogo, os partidos do chamado centrão, que se movem pelo instinto de sobrevivência, também não sabem que rumo tomar.

Não tivesse havido o golpe, o cenário seria completamente diferente. De um lado, Lula seria o candidato das forças de esquerda, aglutinando aliados de partidos como PCdoB, PDT, PSB e parte do centro. De outro, o candidato tucano seria o senador Aécio Neves (PSDB-MG), que teve 51 milhões de votos em 2014, mas jogou fora todo seu capital político ao apostar na canoa furada de Michel Temer e se enrolar nas gravações da JBS. Desmoralizado, Aécio está prestes a perder a vaga de senador para Dilma e busca um refúgio na Câmara dos Deputados para preservar o foro especial. Geraldo Alckmin, seu substituto na corrida presidencial, não empolga, mas vem conseguindo atrair apoios daqueles partidos que não têm para onde correr.

Na esquerda, embora preso, Lula teve uma vitória importante na semana passada, quando a ministra Rosa Weber, do Tribunal Superior Eleitoral, Rosa Weber, decidiu não aderir à tese da inelegibilidade do ex-presidente, antes de seu registro. Portanto, Lula será oficializado candidato no dia 15 de agosto, num ato que deve reunir milhares de pessoas diante do TSE em Brasília. Só depois disso, seu registro poderá ser contestado, mas uma decisão final não sairá antes de primeira semana de setembro, caso os prazos legais não sejam atropelados – o que é uma hipótese real, num país que hoje vive em regime de exceção.

Como existem precedentes de candidatos que disputaram eleições mesmo condenados em segunda instância, o PT poderá esticar a corda ao máximo, porque tem um bom motivo para isso: todas as pesquisas mostram que Lula é capaz de vencer as eleições, até em primeiro turno, mesmo de dentro da cadeia. Caso seja possível levá-lo às urnas, dificilmente a juristocracia, que tanto mal fez à democracia e à economia brasileira, terá força para impedir sua diplomação. Se Lula vier a ser impedido antes, ainda assim o PT terá tempo para lançar seu "plano B" na reta final, quando maior será o potencial de transferência de votos de Lula. O cenário mais provável hoje, portanto, é o de um candidato lulista, que pode ser o próprio Lula, versus Bolsonaro.

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/blog/leonardoattuch/362364/Sucess%C3%A3o-presidencial-emperra-%C3%A0-espera-de-Lula.htm

Enquanto Aécio se esconde, Dilma é homenageada


Ricardo Stuckert

Dos jornalistas livres – O melhor castigo para um golpista: Aécio vai a São João del Rei quase clandestino, escondendo sua presença na cidade para discutir uma candidatura a deputado federal, já que seu partido não o quer à reeleição para o Senado. Enquanto isso, na sexta-feira, 20, Dilma foi a um restaurante de classe média em BH, tirou fotos com os garçons e ganhou uma sobremesa gravada pelo cozinheiro: "Sempre nossa presidenta". Ela é a candidata do PT ao Senado e é imbatível, segundo os institutos de pesquisa. (Nilmário Miranda). Abaixo o post:

O melhor castigo para um golpista: Aécio vai a São João del Rei quase clandestino, escondendo sua presença na cidade para discutir uma candidatura a deputado federal, já que seu partido não o quer à reeleição para o Senado.
Enquanto isso, na sexta-feira, 20, Dilma foi a um restaurante de classe média em BH, tirou fotos com os garçons e ganhou uma sobremesa gravada pelo cozinheiro: "Sempre nossa presidenta". Ela é a candidata do PT ao Senado e é imbatível, segundo os institutos de pesquisa. (Nilmário Miranda)

#DilmaRousseff #DilmaSenadora #PTMG #PTBRASIL


Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/minas247/362585/Enquanto-A%C3%A9cio-se-esconde-Dilma-%C3%A9-homenageada.htm

sexta-feira, 20 de julho de 2018

Raquel Dodge mente em peça ao STJ para atacar desembargador e deputados


Brasília - A procuradora-geral da República, Raquel Dodge concede entrevista após reunião com os ministros Raul Jungmann, Torquato Jardim e Sérgio Etchegoyen, sobre a segurança no RJ (Wilson Dias/Agência Brasil)

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, mentiu – ou ignorou grosseiramente um fato público notório – na peça em que pede ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) a abertura de inquérito para investigar o desembargador Rogério Favreto, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, e os deputados federais Paulo Pimenta (PT-RS), Paulo Teixeira (PT-SP) e Wadih Damous (PT-RJ).

“Chama a atenção o fato de os impetrantes do Habeas Corpus, os Deputados Federais Wadih Nemer Damous Filho, Paulo Roberto Severo Pimenta e Luiz Paulo Teixeira Ferreira, não integrarem o grupo encarregado da defesa técnica do ex-presidente da República”, diz o texto do Pedido de Inquérito Judicial assinado pela PGR na última quarta-feira (11), omitindo o fato de Wadih Damous ser advogado constituído de Lula desde o mês de maio passado.

Os três parlamentares criticaram a iniciativa de Dodge, que determina à Polícia Federal que faça a “oitiva dos impetrantes do HC”.

Para Damous, o “ódio autoritário” de Raquel Dodge é “tão virulento” que ela ignora a procuração assinada pelo ex-presidente Lula o nomeando advogado. “O instrumento acompanha a inicial. Mais uma impostura. Ademais, se uma questão sobre isso tivesse caído no concurso da procuradora, ela não teria sido aprovada. qualquer cidadão pode impetrar habeas corpus em favor de outro cidadão.

Em sua conta no Twitter, Pimenta compara a medida a um ato da ditadura militar encerrada em 1985. “Chega a ser assustador a PGR achar que pode pedir à Polícia Federal que interrogue um parlamentar para saber por que motivo ele pediu na justiça que a Constituição Federal fosse cumprida”, protestou o líder do PT na Câmara.

“DOI-CODI é fichinha. Se intimidar não for possível, vão torturar ou sequestrar parentes para arrancar confissão?”, continuou Pimenta, mencionando os métodos de interrogação utilizados no regime de exceção.

Paulo Teixeira também usou o Twitter para tratar do pedido da procuradora-geral. “Quer me ouvir sobre o habeas corpus que pedi para o presidente Lula? Eu respondo aqui. O HC surgiu em 1215 na Inglaterra contra arbitrariedades que são praticadas pelos déspotas. Denuncie o Moro por prevaricação!”, desafiou Teixeira.

A semelhança com o período ditatorial também foi apontada por Teixeira. “Raquel Dodge, a última vez que um juiz foi cassado pela concessão de habeas corpus no Brasil foi na ditadura militar e as vítimas do arbítrio foram os ministros do Supremo Tribunal Federal Evandro Lins e Silva, Hermes Lima e Victor Nunes Leal”, lembrou o parlamentar paulista, que também é advogado.

Na avaliação do líder do PT, a procuradora-geral “quer criar no Brasil uma censura prévia dos direitos que o cidadão pode pleitear” ao Judiciário. “Os argumentos do tipo ‘eles sabiam que se Lula fosse solto voltaria’ ou ‘eles queriam causar tumulto’, e por isso a lei não foi cumprida, deixariam envergonhado um oficial da Gestapo”, afirmou Pimenta, também no Twitter.

Escalada de fascistização – Damous já tinha criticado o pedido da procuradora e o que ele considera “a escalada de fascistização em curso” no sistema de Justiça brasileiro, em discurso na sessão do Congresso Nacional da última quarta-feira (11).

“O Ministério Público, que já foi uma instituição gloriosa em nosso País, hoje está se tornando abrigo de rapazes de extrema-direita, de uma verdadeira Gestapo. E a chefe dessa Gestapo é a senhora procuradora-geral Raquel Dodge. É a Gestapo. E a Gestapo tem que ser enfrentada com as armas da democracia”, defendeu Damous.

Para ele, a investigação aberta pela PGR é “uma tentativa de intimidação contra todos os juízes que ousarem se levantar contra a República de Curitiba”.

O pedido de habeas corpus em favor de Lula foi acatado pelo desembargador Favreto, mas a ordem judicial não foi cumprida graças a um conluio envolvendo o juiz Sérgio Moro, a Polícia Federal e os desembargadores Gebran Neto e Thompson Flores, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região.

“Obviamente, se a decisão de Favreto fosse desfavorável ao ex-presidente Lula, ela [Raquel Dodge] não estaria representando contra ele”, ressaltou Damous.

Confira a peça encaminhada pela PGR ao STJ:

PGR-PIJ (PDF – 243Kb)

PT na Câmara

Fonte: https://ptnacamara.org.br/portal/2018/07/13/raquel-dodge-mente-em-peca-ao-stj-para-atacar-desembargador-e-deputados/

Moro, o exterminador de empregos


Por Fernando Brito · 16/07/2018

Ouça este conteúdo Audima

O gráfico aí de cima, publicado hoje no Estadão, sob o título Empreiteiras encolhem R$ 55 bilhões após Lava Jato, dá apenas um retrato parcial da paralisia que o espalhafato com que, para servir à política, se conduziu as investigações sobre a corrupção em obras públicas no Brasil.

Que, é evidente, não acabou.

Some ao milhão de empregos perdidos na construção civil os postos de trabalho extintos na sua cadeia de fornecedores de insumos e serviços, na construção naval, no mercado de consumo dos trabalhadores sem renda e você terá os vários milhões de desempregados que fazem a tragédia nacional.

Agora veja o dinheiro que estas empresas deixaram de ganhar e verifique o quão “espontâneo” foi o processo de delação premiada colocado a elas como “tábua de salvação” de seus dirigentes – e de outros ladrões públicos, incrustados nas empresas e órgãos estatais.

Sim, porque, como observou ontem Bernardo Melo Franco, em O Globo, “Delcídio [do Amaral] passeia de Harley-Davidson, Paulo Roberto [Costa] descansa em Itaipava e Sérgio Machado curte o sol de Fortaleza.

Não é um quadro que se vá reverter tão cedo.A construção pesada era o único item de relevo na nossa pauta de exportação de serviços. Não é mais. Não há recursos públicos para fazer ou retomar obras e, ainda que apareçam, os gestores terão de vencer o terror que hoje os acomete ao fazerem uma licitação ou assinar um contrato, muito maior do que os do “andar de cima” para fazerem “acertos”.

Até porque, não sendo do “partido maldito”, pode.

Em economia, queda chama queda e os indicadores econômicos, embora agravados pela greve dos caminhoneiros (e locaute das empresas), sinalizam isso.

O fundo do poço é ainda mais embaixo.

Fonte: http://www.tijolaco.com.br/blog/62857-2/

O que todos já sabiam sobre “mesada” de Temer sai na Globo. Agora vale?


Por Fernando Brito · 16/07/2018

Noticiado em 2011 por Breno Costa, na Folha, e de volta em 2016, com documentos (veja acima), nos blogs de Paulo Henrique Amorim e  em reportagem de Marcelo Auler no Diário do Centro do Mundo, o caso das propinas pagas a Michel Temer pelos afilhados a quem ele indicou para gerirem a Companhia Docas de Santos agora, parece que vão, finalmente, “existir”.

É que saiu no G1 e na Globonews, com Andréia Sadi, o mesmo assunto, com os mesmos documentos e a mesma conclusão: empresas do setor portuário, entre elas a tal Rodrimar, pagavam através da empresa Argeplan, do amigo de Temer, o “Coronel Lima”, até R$ 340 mil mensais ao atual presidente.

Lopes [o delegado federal Cleyber Malta Lopes ] afirmou que a planilha indica que “MT” recebia 50% dos valores referentes aos contratos e que “MA” e “L” tinham 25% cada. A tabela foi entregue à Justiça pela ex-mulher de Azeredo, que estava em processo de divisão de bens e queria comprovar que o marido tinha outras rendas.

Em um item específico, “parcerias realizadas”, há indicação de repasse da Rodrimar de R$ 300 mil a Temer e R$ 150 mil para cada um dos outros – Azeredo e Lima. Há informação de adicional de R$ 200 mil para campanha. Outro repasse da JSL seria de R$ 26 mil por mês a Temer e R$ 13 mil aos outros. Além de valores de outras empresas, como a Multicargo

Lima, por enquanto, está de bico calado, escapando de dar depoimentos com sucessivos “problemas de saúde”.

Em seus ouvidos, certamente, ecoa um “tem que manter isso”…

Fonte: http://www.tijolaco.com.br/blog/o-que-todos-ja-sabiam-sobre-mesada-de-temer-sai-na-globo-agora-vale/

Lula promete reverter 'tudo o que estão fazendo contra nossa gente'


Em carta ao "Jornal do Brasil", ex-presidente denuncia que governo golpista e aliados tucanos correm para entregar riquezas do povo brasileiro aos estrangeiros. E avisa: "O tempo deles está acabando"

por Redação RBA publicado 29/06/2018 11h11, última modificação 29/06/2018 12h05

Ricardo Stuckert

Lula Pátria

Entregar 20 bilhões de barris de petróleo e gás do pré-sal aos estrangeiros é "crime contra a pátria", segundo Lula

São Paulo – O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva denunciou as ações do "governo golpista" de Michel Temer e seus aliados para entregar as riquezas do pré-sal aos estrangeiros e destruir a Petrobras. Em carta ao Jornal do Brasil publicada nesta quinta-feira (28), Lula afirma que "o tempo deles está acabando".

"Correm para entregar o que prometeram aos patrocinadores do golpe do impeachment em 2016: nosso petróleo, nossas riquezas, as empresas do povo, a Petrobras, a Eletrobras e os bancos públicos. Foi para isso, e para revogar direitos dos trabalhadores, que eles derrubaram a honesta presidenta Dilma Rousseff", diz o ex-presidente.

Lula reafirma a sua candidatura à presidência da República nas eleições de outubro e diz que, "voltando ao governo com a força do povo e a legitimidade do voto democrático", irá reverter "tudo o que estão fazendo contra nossa gente, contra os trabalhadores e contra o país. E o Brasil vai voltar a ser dos brasileiros."

Leia a íntegra da carta de Lula ao Jornal do Brasil:

O Brasil voltará a ser dos brasileiros

Enquanto o país prestava atenção à Copa do Mundo, a Câmara dos Deputados aprovou, em regime de urgência, uma das leis mais vergonhosas de sua história. Por maioria simples de 217 votos, decidiram vender aos estrangeiros 70% dos imensos campos do pré-sal que a Petrobras recebeu diretamente do governo em 2010. Foi mais um passo do governo golpista e de seus aliados para entregar nossas riquezas e destruir a maior empresa do povo brasileiro.

O projeto de lei aprovado semana passada é um crime contra a pátria, que exige reação firme da sociedade para ser detido no Senado, antes que seja tarde demais. É uma decisão que entrega de mão beijada campos do pré-sal com potencial de conter cerca de 20 bilhões de barris de petróleo e gás, burlando a lei que garante o pré-sal para os brasileiros.

Para entender a gravidade desse crime, é preciso voltar ao ano de 2009, quando a Petrobras precisava investir para explorar o recém-descoberto pré-sal. Apresentamos então um projeto de lei em que a União (a quem pertencem as reservas de petróleo, não se esqueçam) vendeu à estatal, em troca de títulos, o direito de explorar até 5 bilhões de barris de petróleo em campos do pré-sal. Foi a chamada Cessão Onerosa.

Assim, a empresa se valorizou, fez a maior operação de capitalização da história e tornou-se capaz de investir. O resultado é que, em tempo recorde, o pré-sal já produz 1,7 milhão de barris/dia, mais da metade da produção nacional. Como era uma operação especial, para defender interesses estratégicos do país, definimos na Lei 12.276/10, que a Cessão Onerosa “é intransferível”.

Fora dessa área, o pré-sal só pode ser explorado pelo regime de partilha, por meio de uma legislação que garante a soberania do país e direciona essa riqueza para investimentos em educação, saúde, ciência e tecnologia, o nosso passaporte para o futuro.

Já circulam estudos indicando que o petróleo dos campos de Cessão Onerosa será vendido a preços entre US$ 6 e US$ 8 o barril, que é o custo de exploração, quando o preço internacional do barril oscila entre U$ 70 e US$ 80. As chances de achar petróleo nesses campos são praticamente totais, porque nós, brasileiros, já mapeamos as áreas. Para as petroleiras, é como comprar um bilhete premiado da loteria. Para o Brasil, é como vender a galinha da fábula, que botava ovos de ouro.

De posse desses campos, os estrangeiros vão comprar sondas e plataformas lá fora, sem gerar um só emprego na indústria brasileira. Vão contratar engenheiros e técnicos lá fora; vão controlar diretamente toda a inteligência de pesquisa e exploração em nosso pré-sal, o que também é um ataque à nossa soberania.

Esse ataque vem acontecendo desde o início do governo golpista, quando aprovaram a chamada Lei Serra, que excluiu a participação obrigatória da Petrobras em todos os campos do pré-sal. Foi mais um golpe na indústria naval brasileira, que se somou à decisão de reduzir para 50% a obrigação de a Petrobras de comprar máquinas e equipamentos no Brasil, o chamado conteúdo local.

Na presidência da Petrobras, Pedro Parente, representante do PSDB, iniciou a privatização de atividades estratégicas, como a produção de biocombustíveis, distribuição de gás de cozinha, produção de fertilizantes e participações na petroquímica. Pôs à venda a Liquigás, a BR Distribuidora, a fábrica de nitrogenados de Três Lagoas e o gasoduto do Sudeste (NTS).

Em outra manobra criminosa, reduziu em até 30% a produção de combustíveis nas refinarias brasileiras. Deixamos de produzir aqui, em reais, para importar em dólares. Fez reajustes quase diários dos combustíveis, acima dos preços internacionais, o que aumentou os lucros dos estrangeiros. A importação de óleo diesel dos Estados Unidos mais que dobrou.

Não podemos esquecer que os primeiros a sofrer com a nova política de preços da Petrobras foram os mais pobres, que passaram a usar lenha e o perigosíssimo álcool para cozinhar, por causa do brutal aumento do botijão de gás.

Essa desastrosa política provocou, em maio, a paralisação dos transportes terrestres que tantos prejuízos provocou ao país. O Ipea acaba de informar que a produção industrial caiu 13,4% naquele mês. Não houve queda igual nem mesmo no primeiro mês da crise financeira global de 2008, quando o recuo foi de 11,2% (e cabe lembrar que superamos rapidamente aquela crise).

Em dois anos foram mais de 200 mil demissões de trabalhadores da Petrobras e de empresas contratadas por ela, além de mais de 60 mil demissões na indústria naval. A indústria de máquinas e equipamentos calcula uma perda de 1 milhão de empregos na cadeia de petróleo e gás, em decorrência dessa operação suicida.

A desvalorização do patrimônio da Petrobras, com a venda de empresas controladas, a perda de mercado no Brasil, a opção por se tornar mera exportadora de óleo cru, entre outras ações danosas de Parente, é dezenas de vezes maior que os alegados R$ 6 bilhões que teriam sido desviados nos casos investigados pela Lava Jato.

A votação da semana passada na Câmara, em regime de urgência, sem nenhum debate com a sociedade, mostrou que o governo golpista tem uma pressa desesperada para entregar o patrimônio nacional e destruir nossa maior empresa.

A verdade é que o tempo deles está acabando. Correm para entregar o que prometeram aos patrocinadores do golpe do impeachment em 2016: nosso petróleo, nossas riquezas, as empresas do povo, a Petrobras, a Eletrobras e os bancos públicos. Foi para isso, e para revogar direitos dos trabalhadores, que eles derrubaram a honesta presidenta Dilma Rousseff.

Ao longo de dois anos, os golpistas e os entreguistas do PSDB submeteram o Brasil aos interesses geopolíticos dos Estados Unidos e não apenas na Petrobras. A política externa dos chanceleres tucanos voltou a ser ditada pelo Departamento de Estado dos EUA, num retorno vergonhoso ao complexo de vira-latas que tínhamos superado em nosso governo.

Mas o tempo deles acaba em outubro, quando o Brasil vai eleger um governo democrático, com legitimidade para reverter a agenda do entreguismo, do ultraliberalismo, que só interessa ao mercado e não ao país ou ao nosso povo. Quando o Brasil eleger um governo que vai acabar com a farra das privatizações e da entrega do patrimônio nacional.

Podem ter certeza: voltando ao governo com a força do povo e a legitimidade do voto democrático, vamos reverter tudo que estão fazendo contra nossa gente, contra os trabalhadores e contra o país. E o Brasil vai voltar a ser dos brasileiros.

Luiz Inácio Lula da Silva

Ex-presidente e pré-candidato do PT à Presidência da República