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terça-feira, 3 de abril de 2018

Vem pra ditadura


A manifestação que o movimento de extrema-direita Vem Pra Rua está convocando para hoje não esconde as suas fontes de financiamento nem o seu objetivo.

O local do protesto, em São Paulo, fica ao lado da Fiesp, a mesma que ajudou a derrubar a presidente eleita Dilma Rousseff  com os patos amarelos e que torce o nariz para Lula desde 1989 quando o seu então presidente Mário Amato, afirmou que, se Lula vencesse naquele ano 800 mil empresários iriam fugir do Brasil.

Usando os mesmos slogans de filmes e séries produzidos com o objetivo de caracterizar a Polícia Federal como mocinha e os políticos, sobretudo os de esquerda, como vilões, o grupo pretende pressionar o STF para votar contra o habeas corpus preventivo a Lula, que será julgado amanhã.

Para se ter uma ideia da importância que seus organizadores estão dando ao tema, páginas de jornais inteiras (com direito a chamada na capa) foram compradas para divulgar a manifestação.

Por trás de palavras imponentes tais como “lei”, "segurança", “justiça” e “liberdade”, biombo atrás do qual canalhas costumam se proteger, o objetivo do grupo vai muito além do julgamento de Lula.

O que os extremistas querem, utilizando Lula como pretexto é ferir de morte a constituição, cujo pilar é o artigo 5º. que garante a presunção de inocência e a condenação somente depois de esgotados todos os recursos na última instância, que é o STF.

Se o artigo 5º. for revogado, como pretendem, a constituição será rasgada definitivamente e estará transposto o último obstáculo que resta para a implantação de uma ditadura de extrema-direita no Brasil.

O “vem pra rua” quer dizer, na verdade, “vem pra ditadura”.

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/blog/alex_solnik/349667/Vem-pra-ditadura.htm

Jurista mais citado pelo STF emite parecer em favor de HC de Lula


A defesa do ex-presidente Lula apresentou hoje (02/04) ao Supremo Tribunal Federal (STF) parecer emitido pelo jurista José Afonso da Silva, Professor Titular aposentado da Faculdade de Direito da USP, demonstrando que “O princípio ou garantia da presunção de inocência tem a extensão que lhe deu o inc. LVII do art. 5º da Constituição Federal, qual seja, até o trânsito em julgado da sentença condenatória”. “A execução da pena antes disso — prossegue — viola gravemente a Constituição num dos elementos fundamentais do Estado Democrático de Direito, que é um direito individual fundamental”.

Afonso da Silva é o jurista mais citado pelo STF em decisões relativas ao controle abstrato da Constituição Federal. Ele elaborou o Parecer “pro bono” (sem cobrança de honorários) porque, segundo explicou, está exercendo um “dever impostergável” de “defesa da Constituição”: “Afirmei que tenho o ‘dever impostergável’ de defender a Constituição, e essa afirmativa decorre do fato de que trabalhei muito, me empenhei para além mesmo de minhas forças, para que ela fosse uma Constituição essencialmente voltada para a garantia da realização efetiva dos direitos humanos fundamentais, confiante em que os Tribunais, especialmente o Tribunal incumbido de sua guarda, soubessem interpretar a formulação normativa desses direitos, segundo a concepção de que seu entendimento há de ser sempre expansivo e nunca restritivo”.

Ao responder os quesitos formulados pela Defesa do ex-presidente, José Afonso da Silva assim se manifestou:

Ao 1º quesito:

O princípio da presunção de inocência tem a extensão que lhe deu o inc. LVII do art. 5º da Constituição Federal, qual seja, até o trânsito em julgado da sentença condenatória. A execução da pena antes disso viola gravemente a Constituição num dos elementos fundamentais do Estado Democrático de Direito, que é um direito individual fundamental (…) Dá-se a preclusão máxima com a coisa julgada, antes da qual, por força do princípio da presunção de inocência, não se pode executar a pena nem definitiva nem provisoriamente, sob pena de infringência à Constituição.

Ao 2º. Quesito:

Não. Indubitavelmente não é compatível com o inc. LVII do art. 5º da Constituição a tese firmada pelo Supremo Tribunal Federal no HC 126.292 de que ‘a execução provisória de acórdão penal condenatório proferido em grau de apelação, ainda que sujeito a recurso especial ou extraordinário, não compromete o princípio constitucional da presunção da inocência’. É incompreensível como o grande Tribunal, que a Constituição erigiu em guardião da Constituição, dando-lhe a feição de Corte Constitucional, pôde emitir tal decisão em franco confronto com aquele dispositivo constitucional.

Ao 3º. Quesito:

Não. Não é compatível com o art. 5º, LVII da Constituição a interpretação do Tribunal Regional Federal da 4ª. Região de se dar início ao cumprimento da pena imposta a Lula imediatamente após o esgotamento da jurisdição daquela Corte, e não a partir do trânsito em julgado do processo-crime. O Tribunal comete grave inconstitucionalidade com essa determinação.

Ao 4º. Quesito:

Não. A ordem de execução provisória da pena imposta a Lula, decretada de ofício, limitando-se a mencionar entendimentos sumulares e precedentes do STF, e sendo a mesma, ante os elementos concretos, desnecessária, não é compatível com o art. 5º. LVII da Constituição. O sistema processual penal brasileiro, de acordo com a Constituição, se rege pelo princípio acusatório, no qual se exige que o juiz não pode agir de ofício, ‘nemo iudex sine actor’. E a execução é reconhecidamente um processo administrativo autônomo, por isso só pode ser iniciado quando devidamente provocado.

Ao 5º. Quesito:

Sim, sem dúvida. O contexto fático apresentado no HC 152.752 – revelando iminente possibilidade de execução de pena de Lula antes do trânsito em julgado de sua condenação criminal – constitui-se em hipótese de flagrante constrangimento ilegal apta a afastar a incidência da Súmula 691/STF. “Toda decisão ilegal ou inconstitucional de juiz ou Tribunal constitui constrangimento apto ao cabimento de habeas corpus, para evitar a consumação de ação ilegal e constrangedora”.

O Parecer do Professor José Afonso da Silva evidencia que o HC impetrado pela Defesa do ex-presidente Lula está baseado na única interpretação possível do art. 5º, inciso LVII, da Constituição Federal, que veda a antecipação da pena sem a existência de decisão condenatória contra a qual não caiba mais recurso (transitada em julgado). Esperamos que esse resultado venha a prevalecer no julgamento que será realizado no próximo dia 04, sobretudo por reafirmar o próprio Texto Constitucional.

CRISTIANO ZANIN MARTINS

Advogado do ex-presidente Lula

Fonte: https://ptnacamara.org.br/portal/2018/04/02/jurista-mais-citado-pelo-stf-emite-parecer-em-favor-de-hc-de-lula/

Presentes e ausentes no Congresso Nacional do Brasil

Presentes e ausentes no Congresso Nacional do Brasil

© Sputnik/

A Sputnik apresenta infográfico detalhado sobre o Congresso Nacional.

Como é o Congresso Nacional do Brasil? Confira este infográfico para saber quem é quem neste órgão constitucional e como se pode fazer parte dele.

Fonte: https://br.sputniknews.com/infograficos/2018040310897922-como-e-congresso-nacional-brasil/

Se Lula se candidatar será necessária intervenção militar, diz general da reserva


Lula da Silva é visto durante uma reunião do PT em 13 de julho de 2017 em São Paulo


© AP Photo/ Andre Penner

Brasil

11:15 03.04.2018(atualizado 11:38 03.04.2018) URL curta

301417

O general de exército da reserva Luiz Gonzaga Schroeder Lessa, disse em entrevista publicada nesta terça-feira (03) que se o Supremo Tribunal Federal (STF) aceitar o habeas corpus pedido pelo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva será necessária a intervenção militar.

"Se acontecer tanta rasteira e mudança da lei, aí eu não tenho dúvida de que só resta o recurso à reação armada. Aí é dever da Força Armada restaurar a ordem. Mas não creio que chegaremos lá", disse ao jornal O Estado de S.Paulo.

Lessa afirmou que o STF estará agindo como "indutor" da violência entre os brasileiros, "propagando a luta fratricida, em vez de amenizá-la".

"O que querem no momento é abdicar da Justiça e fazer politicagem na mais Alta Corte do País", completou

Lula, ex-presidente do Brasil

© REUTERS/ Paulo Whitaker

Lula: 'Não aceitei a ditadura militar e não vou aceitar a ditadura do MP e do Moro' (VÍDEO)

Lessa foi comandante militar do Leste e da Amazônia e presidiu o Clube Militar. Ele já havia se manifestado a favor da intervenção militar em entrevista na semana passada à Rádio Bandeirantes, de Porto Alegre.

"Vai ter derramamento de sangue, infelizmente é isso que a gente receia." E acrescentou que essa crise "vai ser resolvida na bala", reiterou na ocasião.

Em nota enviada ao Estado de S.Paulo, o Exército disse que as declarações do general de exército da reserva Luiz Gonzaga Schroeder Lessa representam a "opinião pessoal" dele.

"O Exército brasileiro pauta sua atuação dentro dos parâmetros legais balizados pela Constituição Federal e outras normas que regem o assunto", escreveram.

Fonte: https://br.sputniknews.com/brasil/2018040310895973-lula-candidato-intervencao-militar-general-reserva/

segunda-feira, 2 de abril de 2018

Aumenta tensão no Brasil às vésperas do julgamento de Lula


Lula, de 72 anos, foi sentenciado por receber um tríplex no Guarujá da empreiteira OAS, envolvida no esquema de propinas da Petrobras

A proximidade do julgamento que poderá resultar na prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva aumentou a polarização no País e levou a presidente do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia, a fazer um apelo incomum por paz social.

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidirá na quarta-feira (4) se aceita um pedido de habeas corpus apresentado pela defesa de Lula - condenado a 12 anos e um mês de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro - até esgotar os recursos judiciais em todas as instâncias.

Se o recurso for negado, nada impediria uma eventual prisão do ex-presidente (2003-2010). Se for aceito, contudo, enquanto o caso correr na Justiça, Lula, de 72 anos, poderia fazer campanha para as eleições de outubro, as mais indefinidas desde a volta do Brasil à democracia, em 1985.

"Vivemos tempos de intolerância e de intransigência contra pessoas e instituições. Por isso mesmo, este é um tempo em que se há de pedir serenidade. Serenidade para que as diferenças ideológicas não sejam fonte de desordem social", escreveu a ministra Cármen Lúcia em texto divulgado por sua assessoria.

"Problemas resolvem-se garantindo-se a observância da Constituição, papel fundamental e conferido ao Poder Judiciário, que o vem cumprindo com rigor", acrescentou a magistrada, que apoia publicamente a jurisprudência vigente que permite prender condenados em segunda instância, como Lula.

O caso confronta juízes "garantistas" e os defensores da Operação 'Lava Jato', uma ampla investigação que usou a prisão preventiva, as delações premiadas e o cumprimento de penas após uma condenação em segunda instância para desvendar uma bilionária rede de propinas entre empresários e políticos.

Também alimenta as divergências políticas. Na semana passada, a polarização descambou para a violência, quando dois ônibus da comitiva de Lula foram atingidos por três tiros durante caravana no sul do país, sem deixar feridos.

- O jejum do procurador -

À medida que se aproxima o 4 de abril, a pressão sobre o STF aumenta.

Acompanhado por cerca de 2 mil partidários, incluindo diversos líderes da esquerda, Lula voltou a defender sua inocência nesta segunda-feira, no Rio de Janeiro, atribuindo sua situação jurídica à perseguição das elites.

"Quero que o Supremo apenas faça justiça. Não quero qualquer benefício pessoal, quero apenas que se faça justiça e digam que crime cometi".

O ex-Procurador Geral da República Rodrigo Janot e o procurador da 'Lava Jato' em Curitiba, Deltan Dallagnol, assinaram, com outros 5 mil integrantes da Justiça, um pedido para que o STF não modifique seu entendimento atual, o que colocaria Lula atrás das grades.

Dallagnol, que se define como "seguidor de Cristo", anunciou, ainda, um dia de jejum e oração.

"A quarta-feira é o dia D da luta contra a corrupção na Lava Jato. Uma derrota significará que a maior parte dos corruptos de diferentes partidos, por todo país, jamais serão responsabilizados, na Lava Jato e além. O cenário não é bom. Estarei em jejum, oração e torcendo pelo país", escreveu Dallagnol no Twitter.

Sua mensagem gerou uma onda de apoio e questionamentos.

Simultaneamente, diversos grupos da sociedade civil, muito ativos durante o impeachment que depôs a presidente Dilma Rousseff em 2016, convocaram manifestações em todo o país na véspera da sessão do Supremo.

- "Polarização da Justiça" -

Lula foi sentenciado por receber um apartamento tríplex da empreiteira OAS, envolvida no esquema de corrupção na Petrobras. Além disso, responde a outros seis processos por tráfico de influência e obstrução da Justiça.

Apesar de sua situação delicada, o ex-presidente é franco favorito para vencer as presidenciais, mesmo com a perspectiva de que a justiça eleitoral deveria bloquear sua candidatura em agosto - quando se abrir a janela oficial para inscrever as candidaturas - por já ter uma condenação ratificada em segunda instância.

"Há uma politização da justiça, o judiciário se posiciona como um ator político que busca sanear a política pela via externa e cria uma instabilidade", disse à AFP Emerson Cervi, professor da Universidade Federal do Paraná.

"A expectativa é que as eleições consigam apontar um caminho, uma alternativa, uma saída política e não policial para a crise brasileira", acrescentou.

Fonte: https://br.yahoo.com/noticias/aumenta-tens%C3%A3o-brasil-%C3%A0s-v%C3%A9speras-julgamento-lula-213854974.html

Corrupção sistêmica era modo de fazer política no Brasil, afirma Barroso


Fátima Meira/Futura Press Fátima Meira/Futura Press

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Luis Roberto Barroso afirmou nesta segunda-feira (2) que a corrupção sistêmica sempre foi o modo de fazer política no Brasil.

“O Brasil se deu conta de que vivenciávamos uma corrupção sistêmica, endêmica, que não era produto de falhas pessoais, era um modo de conduzir o país”, disse Barroso, ao participar do Fórum Internacional A Segurança Humana na América Latina, na capital paulista. As informações são da Agência Brasil.

Barroso evitou comentar o Inquérito dos Portos, do qual é relator no STF, e a recente prisão temporária, e posterior soltura, de dez investigados na Operação Skala, deflagrada na quinta-feira (29) pela Polícia Federal.

Sem conversar com jornalistas, o ministro falou sobre corrupção durante o fórum internacional promovido pelo Instituto Latino-Americano das Nações Unidas para Prevenção do Crime e Tratamento do Delinquente. Para Barroso, o país celebrou um “pacto de saque ao Estado”, firmado entre empresários, políticos e a burocracia estatal, com renovação constante dos acordos de corrupção.

No entender do ministro, o processo gerou perda da confiança, de maneira geral, entre os brasileiros. “O custo moral de tudo isso foi a criação da cultura de desonestidade. Precisamos romper com esse ciclo da cultura de desonestidade”, afirmou.

SEGURANÇA HUMANA

Ao falar sobre o tema da segurança humana, Barroso ressaltar que a universalização do ensino para crianças de até 3 anos é a meta mais importante para alcançar esse objetivo no país. “Não acho que um país se constrói apenas com punitivismo e combate à corrupção, mas com agenda social. Não apenas slogans.”

Já o juiz Eugenio Raúl Zaffaroni, da Corte Interamericana de Direitos Humanos da OEA (Organização dos Estados Americanos), citou os altos índices de mortes violentas e as condições precárias dos presídios, onde se evidenciam grandes injustiças. “Nas cadeias, 14% dos presos são por crimes contra a vida, 3% por crimes sexuais e o restante, por crimes contra a propriedade e vinculados a drogas”, disse Zaffaroni.

Fonte: https://br.yahoo.com/noticias/corrup%C3%A7%C3%A3o-sist%C3%AAmica-era-modo-fazer-184500700.html

Quando a guerra ao tráfico vai chegar nos traficantes da Barra ou de Miami? Por Sacramento

O helicoca no momento da apreensão no ES

Em entrevista ao UOL, o acadêmico e ex-secretário de Estado de Direitos Humanos Paulo Sérgio Pinheiro citou uma ideia que sempre vem à tona quando o assunto é crime organizado. Segundo Pinheiro, os grandes líderes não estão nos morros trocando tiros entre eles ou com a polícia.

“Aqueles são pés de chinelo intermediários, os traficantes moram na Barra ou em Miami”, afirmou, repetindo uma frase que seria um clichê especulativo, não fossem os indícios do envolvimento de gente graúda no crime organizado e a intrigante inépcia das autoridades em investigar a fundo quem são esses chefões.

No livro “Zero, Zero, Zero”, uma radiografia do tráfico internacional de drogas, o escritor italiano Roberto Saviano chama a cocaína de “resposta universal para a necessidade de liquidez”, uma espécie de caixa eletrônico para os endinheirados com moral frouxa.

“Tem um shopping center à venda? Você importa a cocaína e um mês depois tem o dinheiro para concluir a transação”, escreveu Saviano, que conhece o assunto tão bem que está jurado de morte pela organização mafiosa Camorra.

Saviano citou shopping center, mas poderia ter usado “campanha política” para exemplificar o poder da cocaína como meio de angariar recursos financeiros.

Sendo o Brasil uma importante rota do tráfico de drogas e a prática do caixa dois entranhada no sistema político, é estranho que uma denúncia como a que liga a deputada federal Cristiane Brasil ao tráfico de drogas tenha se arrastado por oito anos.

De acordo com a denúncia, de 2010, assessores de Cristiane, na época vereadora licenciada, teriam dado dinheiro a traficantes de um bairro do Rio de Janeiro em troca de apoio político. Apesar da gravidade da denúncia, o inquérito só foi encaminhado ao Ministério Público no início deste ano.

A forma como a denúncia foi conduzida guarda certa semelhança com o caso dos 445kg de cocaína encontrados a bordo de um helicóptero da família do senador Zezé Perrella, em 2013.

A aeronave, inclusive, era pilotada por um assessor parlamentar indicado pelo filho de Zezé, Gustavo Perrella, na época deputado estadual em Minas Gerais. Isso não impediu o delegado responsável pelo caso de levar apenas duas semanas para descartar a participação dos Perrella na transação.

Quando a leniência não vem da polícia ou do Ministério Público, ela vem da Justiça, como no habeas corpus concedido pelo STF ao prefeito do município paulista de Embu das Artes, Ney Santos.

Segundo o MP, Santos é integrante da facção criminosa PCC e teve um pedido de prisão preventiva por lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa. Votaram contra o habeas corpus os ministros Luís Roberto Barroso e Rosa Weber. Pela manutenção do HC, votaram os ministros Marco Aurélio Mello e Alexandre de Moraes.

Como o empate favorece o investigado, Ney Santos segue livre e solto no comando de Embu das Artes.

Enquanto isso, o chumbo grosso da lei continua caindo quente em cima dos delinquentes de bermuda e chinelos, os suspeitos de sempre. Só para eles.

Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/quando-a-guerra-ao-trafico-vai-chegar-nos-traficantes-da-barra-ou-de-miami-por-sacramento/

Juristas levam 3.262 assinaturas ao STF em defesa da Constituição

 

STF/Ricardo Stuckert


247 - Diversas entidades representativas de advogados, magistrados, defensores públicos, promotores de Justiça, professores e demais operadores do Direito estão mobilizadas na reunião de assinaturas para um manifesto em defesa da Constituição e contra a prisão após condenação em segunda instância.

O documento já conta com cerca de 3 mil assinaturas e mais de 6 mil adesões por entidades e será entregue aos 11 ministros do Supremo Tribunal Federal. As entidades pedem aos onze Ministros do Supremo Tribunal Federal que analisem imediatamente as Ações Declaratórias de Constitucionalidade no 43 e 44, relativas à aplicação do art. 283 do CPP, que repete o disposto no art. 5o, inciso LVII da Constituição Federal que veda a prisão antes do trânsito em julgado da sentença penal condenatória. As ADCs estão à disposição da presidência do STF desde dezembro de 2017, sem previsão de entrar em pauta para análise.

"As decisões posteriores dessa mesma Casa mostram a fragilidade da decisão, gerando insegurança jurídica e ausência de isonomia entre os pacientes, a depender de qual dos 11 juízes analise seu caso concreto", diz o documento que acompanha agora o abaixo-assinado.

Em entrevista ao 247, a jurista e professora de Direito da UFRJ Carol Proner destacou que o movimento defende a inclusão do julgamento das ADCs 43 e 44 na decisão sobre o mérito do habeas corpus de Lula, que atinge a todos os brasileiros presos após condenação em segunda instância.

"A gente trabalha uma previsão chamada presunção de inocência que atinge a todos, um efeito sobre todos os casos, não meramente sobre o caso do presidente Lula", diz a professora, lembrando que o entendimento do Supremo de 2017 sobre o tema é provisório e que as ADCs são anteriores ao julgamento de Lula.

Ela ressalta ainda que o caso não diz especificamente sobre o caso do ex-presidente, mas da vida de milhares de brasileiros. "Isso está afetando a vida de milhares de pessoas que podem vir a ser consideradas inocentes", diz. "Por um lado as pessoas podem ser declaradas inocentes e por outro pode ser que o conjunto probatório não seja suficiente para a restrição de liberdade", explica.

"Só no Tribunal de Justiça de São Paulo esse número é bastante grande, demonstrando que a possibilidade de revisão da sentença e de absolvição justifica um cuidado com o princípio da inocência", exemplifica.

"Estamos vivendo a possibilidade de um retrocesso normativo constitucional e convencional que é inexplicável. Menos ainda comparado num caso de grande repercussão política. Sem entrar no mérito de achar a sentença justa ou injusta. Porque qualquer caso político não poderia gerar uma comoção desta grandeza e de si guardar uma situação constitucional tão grave para tantas pessoas, isso é no mínimo inadequado", acrescenta Carol Proner.

O movimento é encabeçado por entidades como a Associação Brasileira dos Advogados Criminalistas (ABRACRIM), Instituto de Garantias Penais (IGP), Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB), Instituto de Defesa do Direito de Defesa (IDDD), Associação Brasileira dos Juristas pela Democracia (ABJD), Sindicato dos Advogados do Estado de São Paulo, Instituto Brasileiro de Ciências Criminais (IBCCRIM), Associação Nacional dos Defensores Públicos (ANADEP), Defensoria Pública do Estado Rio de Janeiro, Defensoria Pública do Estado de São Paulo, Núcleo de Defesa Criminal da Defensoria Pública do Rio Grande do Sul (NUDECRIM/DPERS), Associação dos Advogados Criminalistas do Rio Grande do Sul (ACRIERGS), Coletivo Advogadas e Advogados pela Democracia (CAAD), Advogados e Advogadas pela Democracia, Justiça e Cidadania (ADJC), dentre outros.

O documento encaminhado à Corte Suprema é firmado pelos presidentes das entidades e por nomes como Juarez Tavares, Marcelo Neves, Geraldo Prado, Antônio Carlos de Almeida Castro (Kakay), Técio Lins e Silva, Lenio Streck, Alberto Zacharias Toron, Cezar Bittencourt, José Eduardo Cardoso, Pedro Carrielo, Kenarik Boujukian, Maíra Fernandes, Leonardo Isaac Yarochewsky, Roberto Tardelli, Elias Mattar Assad, Ticiano Figueiredo, Fábio Tofic Simantob, Bruno de Almeida Sales, Cristiano Avila Maronna, Fábio Mariz, Luís Carlos Moro, Cezar Britto, Caroline Proner, Valeska Teixeira Zanin Martins, Gisele Cittadino, Marcelo Nobre, Michel Saliba, Amilton Bueno de Carvalho, Miguel Pereira Neto, Cristiano Zanin Martins, Aldimar Assis, e Juliano Breda, entre outros.

Para entender o caso

Em 2009, o STF havia decidido, por ampla maioria, que as eventuais prisões só poderiam ocorrer após o trânsito em julgado. No entanto, em 2016, por seis votos contra cinco, os ministros decidiram pela possibilidade de prisão em segunda instância. A partir daí, diversas entidades se uniram para subscrever as ADCs 43 e 44, sublinhando a previsão constitucional da presunção da inocência.

Leia, abaixo, a nota na íntegra:

Nota em Defesa da Constituição

Advogados/as, defensores/as público/as, juizes/as, membros do Ministério Público, professores de Direito, e demais profissionais da área jurídica que abaixo subscrevem vêm, através da presente nota, em defesa da Constituição, bradar pelo respeito aos direitos e garantias fundamentais, notadamente da presunção de inocência, corolário do Estado Democrático de Direito.

A Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 consagra, em seu texto, o direito à liberdade (artigo 5°, caput, da CR/88). Direito esse que transcende a própria realidade humana. O respeito à dignidade humana é um dos fundamentos do Estado Constitucional.

No título que trata dos direitos e garantias fundamentais – cláusula pétrea – a Constituição da República proclama que "ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória" (art. 5o, LVII CRFB).

Ninguém, absolutamente ninguém, será considerado culpado enquanto não houver esgotado todos os recursos. Daí decorre que, exceto nos casos de prisão em flagrante ou prisão provisória (temporária ou preventiva), uma pessoa só poderá ser presa depois de uma sentença condenatória definitiva (quando não houver mais possiblidade de julgamento). Gostemos ou não, a Constituição da República consagrou o princípio da presunção de inocência. De qualquer modo, qualquer outra interpretação que se possa pretender, equivale a rasgar a Constituição. No dizer de Ulysses Guimarães, "o documento da liberdade, da democracia e da justiça social do Brasil".

O STF (Supremo Tribunal Federal) já decidiu que a prisão cautelar, que tem função exclusivamente instrumental, jamais pode converter-se em forma antecipada de punição penal.

Assim, à luz do princípio constitucional, é inconcebível qualquer formas de encarceramento decretado como antecipação da tutela penal, como ocorre na hipótese de decretação da prisão em decorrência da condenação em segunda instância – hipótese odiosa de execução provisória da pena – em que a prisão é imposta independente da verificação concreta do periculum libertatis. É importante salientar que, em nosso sistema processual, o status libertatis (estado de liberdade) é a regra, e a prisão provisória a exceção.

Na concepção do processo penal democrático e constitucional, a liberdade do acusado, o respeito à sua dignidade, aos direitos e garantias fundamentais são valores que se colocam acima de qualquer interesse ou pretensão punitiva estatal. Em hipótese alguma pode o acusado ser tratado como "coisa", "instrumento" ou "meio", de tal modo que não se pode perder de vista a formulação kantiana de que o homem é um fim em si mesmo.

É imperioso salientar que quando defendemos a efetivação do princípio da presunção de inocência, não o fazemos em nome deste ou daquele, desta ou daquela pessoa, mas em nome de todas e todos e, especialmente, em nome da Constituição da República.

A par do que já vem sendo dito, cumpre destacar que o não julgamento imediato das ADCs 43 e 44, com a declaração de constitucionalidade do art. 283 do Código de Processo Penal e, consequentemente, com a proclamação definitiva do princípio constitucional da presunção de inocência, tem levado – conforme dados estatísticos apresentados pela Defensoria Pública – milhares de homens e mulheres a iniciarem o cumprimento provisório da pena antes de esgotado todos os recursos, com incomensurável prejuízo a liberdade e a dignidade humana.

Assim, em defesa da Constituição da República, esperamos que o Supremo Tribunal Federal cumpra com o seu dever de proteção dos direitos e garantias fundamentais, sob pena de frustrações de conquistas inerentes ao próprio Estado Democrático de Direito.

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/brasil/349558/Juristas-levam-3262-assinaturas-ao-STF-em-defesa-da-Constitui%C3%A7%C3%A3o.htm

Escândalo: Sky libera funcionários para ato pela prisão de Lula

 

A informação é do Jornalistas Livres; "O chamamento à manifestação do VEM PRA RUA está no Facebook e leva o nome 'Ou você vai, ou ele volta!' É descarado. Querem prender o Lula para evitar que ele volte, democraticamente eleito, pelos braços do povo; os grupos fascistas e a direita em geral querem impedir o povo brasileiro de escolher livremente o novo presidente do Brasil, depois da tragédia chamada Michel Temer. A Sky usa o poder econômico, a força como uma das maiores empregadoras do Brasil, para dar o golpe dentro do golpe", diz a reportagem

2 de Abril de 2018 às 18:16 // Inscreva-se na TV 247 Youtube

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Jornalistas Livres - O chamamento à manifestação do VEM PRA RUA está no Facebook e leva o nome "Ou você vai, ou ele volta!" É descarado. Querem prender o Lula para evitar que ele volte, democraticamente eleito, pelos braços do povo. Os grupos fascistas e a direita em geral querem impedir o povo brasileiro de escolher livremente o novo presidente do Brasil, depois da tragédia chamada Michel Temer.

A Sky usa o poder econômico, a força como uma das maiores empregadoras do Brasil, para dar o golpe dentro do golpe.

Confira aqui a íntegra da reportagem e o e-mail que a jornalista Laura Capriglione enviou à Sky.

Lula, Freixo e Manuela homenageiam Marielle: não mataram as ideias


Ricardo Stuckert

247 – O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, nesta noite, de um ato histórico contra o fascismo, no Rio de Janeiro, em que defendeu sua inocência, sua candidatura e, ao lado de lideranças da esquerda, como Marcelo Freixo, Manuela D'Ávila e Jean Wyllys, prestou sua homenagem à vereadora executada Marielle Franco. "Sabe qual é o erro daqueles que praticam a violência? Eles acham que matando a carne eles matam as ideias", disse Lula, que também apontou a real motivação do golpe de 2016, que derrubou a presidente Dilma Rousseff e hoje tenta impedir sua candidatura. "O que está acontecendo no Brasil tem o dedo das empresas multinacionais do petróleo. Eles não querem a soberania do Brasil", afirmou.

Confira, abaixo, algumas das principais frases de Lula:

Esse ato é um marco, @MarceloFreixo. Veja, ter uma mulher candidata como a @ManuelaDavila, um jovem como o @GuilhermeBoulos. A democracia só vai se consolidar quando aprendermos a conviver na adversidade. Isso não é uma seita. É aprender a respeitar a liberdade do outro.

Eu queria dizer que sei o que estamos vivendo e sei o que a gente perdeu. Quero dizer pra mãe da Marielle: sabe qual é o erro daqueles que praticam a violência? Eles acham que matando a carne eles matam as ideias.

Não pensem que a luta é fácil. E não tem problema que a gente perca uma luta, mas não podemos perder a disposição de lutar.

Ou nós assumimos outra vez a nossa coragem de ir pra rua e de lutar pelo nosso país... E na hora de vocês votarem para presidente, pensem nos deputados e senadores que vocês vão votar. Porque se não você coloca um presidente e deixa ele na mão.

Em 85 eu dei uma entrevista pra Folha dizendo que achava que os trabalhadores não chegariam à presidência pela via do voto. Aí em 89 fomos pro 2º turno. E vi que era questão da gente se organizar.

Não aceitei a ditadura militar e não vou aceitar a ditadura do MP e do Moro.

Eu não vim aqui pra defender minha candidatura, vim defender minha inocência. Eles precisam me devolver. Quero que eles parem de mentir a meu respeito. Digam a verdade. Quero ser julgado com base no mérito do meu processo.

O que está acontecendo no Brasil tem o dedo das empresas multinacionais do petróleo. Eles não querem a soberania do Brasil.

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/poder/349633/Lula-Freixo-e-Manuela-homenageiam-Marielle-n%C3%A3o-mataram-as-ideias.htm