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quarta-feira, 1 de março de 2017

LULA TERÁ PLANO ECONÔMICO DE EMERGÊNCIA CONTRA ESTRAGO DE TEMER

247 - Líder em todos os cenários de intenção de voto para as eleições presidenciais de 2018, Luiz Inácio Lula da Silva já prepara um plano econômico de emergência para embasar sua candidatura. Lula pretende subir o tom da oposição contra as políticas de Michel Temer, lançando uma espécie de "programa nacional de emergência" para o País sair da crise.
O foco da plataforma para 2018 insistirá que o Brasil não vai conseguir reduzir o número de 12,9 milhões de desempregados se não ampliar o crédito para a produção e o consumo. Entre as propostas que Lula e a cúpula do PT defendem para enfrentar a crise estão a criação de um Fundo de Desenvolvimento e Emprego, reajuste de 20% nos valores do Bolsa Família e aumento real do salário mínimo, além da correção da tabela do Imposto de Renda, com teto de isenção superior ao atual.
As informações são de reportagem de Vera Rosa no Estado de S.Paulo.
"Com um discurso em defesa de novas eleições diretas e disposto a antecipar o lançamento de seu nome ao Planalto, Lula tem aparecido em vídeos dizendo que Temer 'só sabe cortar'.
Na lista dos economistas com quem Lula sempre conversa constam Luiz Gonzaga Belluzzo e Nelson Barbosa, ex-ministro da Fazenda e do Planejamento na gestão Dilma."
http://www.brasil247.com/pt/247/economia/282769/Lula-ter%C3%A1-plano-econ%C3%B4mico-de-emerg%C3%AAncia-contra-estrago-de-Temer.htm

GASPARI DESCOBRE QUE TEMER FAZ O GOVERNO MAIS CORRUPTO DA HISTÓRIA

247 – "Nunca na história deste país um presidente perdeu tantos colaboradores em tão pouco tempo por motivos tão pouco louváveis", diz o colunista Elio Gaspari, na coluna Jucá, Yunes, Geddel, Padilha..., ao comentar o escândalo mais recente do governo federal, em que o melhor amigo de Michel Temer, José Yunes, disse ter sido "mula" de Eliseu Padilha.
"O pacote que o operador Lúcio Funaro levou ao escritório de Yunes ainda fará uma longa carreira no anedotário político nacional. Por enquanto, a versão de Yunes é uma daquelas mantas de chumbo que os dentistas jogam em cima das pessoas para protegê-las das emissões dos raios X", diz ele.
Gaspari também resumiu o golpe como um projeto de salvação da oligarquia política brasileira.
"A Lava Jato está ferindo a oligarquia política e empresarial do século 20 da mesma maneira que o fim do tráfico negreiro feriu (mas não matou) a do 19. Os barões do caixa dois do tráfico resistiram por mais de 30 anos. Os marqueses do caixa dois das empreiteiras sabem que não podem durar tanto, mas a esperança é sempre a última que morre. Primeiro nomeamos Jucá e Geddel, depois, Serraglio. Mais um pouco, soltamos Eduardo Cunha. Adiante, definimos que o TSE só tem lâmina para Dilma Rousseff. Com sorte, tiramos Lula do páreo de 2018. Se der, deu", afirma.
http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/282753/Gaspari-descobre-que-Temer-faz-o-governo-mais-corrupto-da-hist%C3%B3ria.htm

JANOT QUER OUVIR AÉCIO NO MENSALÃO DE FURNAS

Minas 247 - O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu ao ministro do STF Gilmar Mendes que o senador Aécio Neves (PSDB) preste depoimento sobre o esquema de corrupção e propina em Furnas. O pedido da PGR é foi aberto com base na delação de Delcídio do Amaral. O senador cassado afirmou que “sem dúvida” o tucano teria recebido propina em Furnas. O doleiro Alberto Yousseff mencionou em sua delação premiada que Aécio dividia a diretoria de Furnas com o PP e teria recebido cerca de R$ 4 milhões. Caso Gilmar, relator do inquérito, acate a decisão, será a primeira vez em que Aécio falará sobre a corrupção na estatal federal de energia, em que ele é citado como beneficiário desde 2005.
As informações são de reportagem de Mateus Coutinho no Estado de S.Paulo.
Janot pediu também para ouvir o ex-ministro José Dirceu no caso.
"'Os elementos informativos já reunidos nos autos apontam para a verossimilhança dos fatos trazidos pelos colaboradores (uma suposta partilha de propina entre políticos) e denotam a necessidade de aprofundamento das investigações, notadamente quanto ao envolvimento de Dimas Fabiano Toledo (ex-diretor de Engenharia da estatal) no evento criminoso e a sua relação com o senador Aécio Neves', escreveu Janot no pedido protocolado no STF na quinta-feira passada.
O procurador-geral requereu também a prorrogação do inquérito por mais 60 dias —a investigação foi instaurada em maio do ano passado e já fora prorrogada por 60 dias em novembro passado.
As primeiras denúncias sobre corrupção em Furnas surgiram na CPI Mista dos Correios em 2005, por meio do ex-deputado e delator do Mensalão Roberto Jefferson.
Se o requerimento de Janot for acatado, será a primeira vez que Aécio falará sobre o esquema de propina em Furnas."
http://www.brasil247.com/pt/247/minas247/282751/Janot-quer-ouvir-A%C3%A9cio-no-mensal%C3%A3o-de-Furnas.htm

Condenar Lula será mais difícil que a Folha pensa


Reportagem do jornal Folha de São Paulo publicada nesta terça-feira de Carnaval está chamando atenção pelo ineditismo, pois condena o ex-presidente Lula à prisão em duas instâncias da Justiça e o torna inelegível para a eleição presidencial de 2018. O jornal, como se diz, “dá de barato” a condenação de Lula sem citar que provas sustentariam tal condenação.
A matéria foi feita pela repórter curitibana Estelita Hass Carazzai, que estreou na profissão de jornalista na Folha, em 2009, participando de programa de treinamento aberto a estudantes de jornalismo recém-formados.
Como Curitiba é hoje a cidade mais antipetista do Brasil e a Folha usa uma repórter oriunda da petefóbica classe média curitibana, não surpreendem os erros factuais contidos em uma reportagem jornalisticamente reprovável por usar critérios questionáveis para avaliar os processos em curso contra um ex-presidente da República.
Antes de prosseguir, é preciso ler a matéria.
folha lula 2
A reportagem é ruim, é tendenciosa. Por que? Basta ler os quatro primeiros parágrafos e refletir.
Vejamos:
“Se seguirem o ritmo de outros processos, as ações contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que correm pelas mãos de Sergio Moro podem torná-lo inelegível ainda antes do pleito de outubro de 2018.
Levantamento da Folha nas seis ações da Lava Jato já julgadas em segunda instância mostra que levam, em média, 1 ano e 10 meses até chegarem a um veredicto no TRF (Tribunal Regional Federal) –a partir da denúncia.
Mantido esse ritmo, o petista ficaria inelegível em meio à campanha de 2018 –entre julho e outubro.
A inelegibilidade está na Lei da Ficha Limpa, que estabelece que todo condenado por um colegiado está impedido de se candidatar (…)”
Em primeiro lugar, trata-se de matéria requentada. As informações que figuram nessa matéria já podiam ser encontradas em outra, da revista Exame, publicada em 4 de outubro do ano passado Sob o título Só 3 sentenças da Lava Jato foram julgadas em 2ª instância
A matéria de Estelita, da Folha, diz, quatro meses depois da matéria da Exame, que, agora, são seis os condenados em segunda instância pela Lava Jato. Deve ter havido algum mutirão na Justiça Federal, desde então, para dobrar a quantidade de réus da Lava Jato julgados em segunda instância.
A matéria da Exame, porém, é melhor que a da Folha porque faz ponderações que esta não faz, como, por exemplo, neste trecho:
“(…) Os trâmites na segunda instância, porém, envolvem muitas variantes, como o número de réus condenados e que vão recorrer e o próprio tempo da tramitação do processo com Moro e dos recursos no Tribunal, onde os casos são julgados por turmas de desembargadores – que se reúnem apenas uma vez por semana -, nas quais um magistrado pode, por exemplo, pedir vista para analisar os casos por tempo indefinido (…)”
Ou seja, haverá que usar uma pressa extraordinária e uma irresponsabilidade assustadora para condenar um ex-presidente da República “pela média” das condenações da Lava Jato, principalmente porque, até o momento, surgiram apenas “convicções” a respeito da culpa de Lula nos “crimes” que lhe são imputados.
Alguém pode citar uma única prova de que Lula é proprietário dos imóveis que dizem ser dele? Alguém pode citar o que, diabos, Lula fez para receber como propina imóveis baratos e que ele teria recursos próprios para comprar?
Os imóveis não tem nem mesmo conexão cronológica com atos de Lula como presidente da República. Não existe nem mesmo uma afirmação de qual negócio entre empreiteiras e o governo federal o ex-presidente, sem ter “domínio do fato” – ou seja, cargo de comando –, poderia ter viabilizado em troca da suposta propina.
A celeridade do processo de Lula, como reconhece a matéria da Folha, é tão grande que o juiz Sergio Moro não concordou em adiar nem por um dia depoimento que ele deveria prestar, mesmo que isso implicasse em o ex-presidente ter que faltar à missa de sétimo dia da companheira por 43 anos, então recém-falecida.
Algumas perguntas que a tal Estelita não se fez:
1 – Por que iriam condenar sem provas e em segunda instância um ex-presidente da República que é também o candidato com mais apoio popular para suceder Michel Temer?
2 – Por que o processo de Lula deveria tramitar “pela média” de tempo que tramitaram processos de outros réus da Lava Jato, já que é muito mais complicado devido, justamente, à falta de provas materiais?
3 – Por que a repórter dá como certa a condenação de Lula em primeira instância? Isso não compromete a imagem (risível) de independência que o juiz Sergio Moro tenta passar?
A repórter da Folha afirma que Lula poderia recorrer ao TSE para poder participar da eleição de 2018, conseguir uma liminar como tantos candidatos inelegíveis fizeram. Porém, se essas condenações em primeira e segunda instâncias se concretizassem, o ex-presidente poderia, em tese, até ser preso, já que o STF criou jurisprudência que permite prisão após condenação em segunda instância.
A matéria, portanto, é cheia de furos e de ilações. Pouco jornalismo e muita opinião. E opinião é cabível num blog autoral como este, mas nunca em reportagens de grandes jornais… Certo?
Mas há um outro fator que Estelita não considerou. Mês passado, durante o velório de dona Marisa Letícia Lula da Silva, o Blog conversou com Cristiano Zanin Martins, advogado de Lula, e foi informado de alguns fatos que podem frustrar os desejos da repórter da Folha e de seus patrões.

Lula teria que ser condenado por Sergio Moro até meados deste ano para que houvesse um tempo menos escandalosamente curto para uma segunda condenação no ano eleitoral de 2018, ou iria parecer ainda mais que ele enfrenta um processo sumário e político.
Porém, no metade desse caminho tortuoso reside uma pedreira. Zanin Martins afirma que dificilmente o Comitê de Direitos Humanos da ONU deixará de acolher a denúncia de Lula de que a Justiça brasileira está sendo usada como “arma de guerra” política contra si.
É isso mesmo que você leu e que Estelita, da Folha, não leva em conta: a ONU deve abrir processo contra o Estado brasileiro por suas instituições estarem perseguindo um ex-presidente. E essa será uma bomba que vai cair no cenário político brasileiro no segundo semestre deste ano, segundo o advogado de Lula.
O efeito prático disso é que o MUNDO estará de olho no julgamento de Lula em primeira instância e, além disso, no Brasil, pode haver uma comoção se usarem um processo criminal sem provas para impedir o povo de votar no mais amado ex-presidente da história da República, segundo Datafolha, Ibope e tantos outros institutos de pesquisa.
O risco que a direita tucano-midiática corre é de haver uma comoção nacional ante uma condenação de Lula sob provas fracas, como ocorreu no julgamento do mensalão. E muito mais porque o tempo se encarregará de acelerar um processo que está surgindo e que foi recentemente noticiado pelo jornal Valor Econômico.
Confira trecho da reportagem.

Esse processo deve se acelerar muito, até o ano que vem. Primeiro porque a crise econômica ainda está longe de terminar devido à crise política; segundo, porque mesmo que a economia melhorasse o golpe vai fazer as pessoas perderem direitos trabalhistas, programas sociais etc; terceiro, porque muitos apoiaram a derrubada ilegal de Dilma caindo no conto do vigário da mídia e dos golpistas de que, ela saindo, o bem-bom da era Lula voltaria. Ou seja, as pessoas apoiaram Dilma esperando que os benefícios dos OITO ANOS de Lula retornassem.
A memória afetiva dos áureos tempos do governo Lula vai se tornar extraordinariamente forte até o ano que vem. A vida dos brasileiros vai piorar muito e mesmo que a economia reaja, ano que vem, todos estarão furiosos com as medidas golpistas de supressão de direitos.
Tornar Lula inelegível ou até prendê-lo na véspera de uma eleição presidencial plebiscitária como a que haverá em 2018 não só poderia desencadear uma guerra civil como desmoralizar de uma forma trágica o Brasil diante do mundo.
Pra mim, amado leitor, não vão ter peito de fazer isso. Correm o risco de provocar comoção social, com multidões na rua exigindo que permitam que Lula se candidate. E protestando furiosamente contra uma sua impensável prisão arbitrária.
Baixem a bola, golpistas. Não é assim que a banda vai tocar. Escrevam o que estou dizendo – lembrando que desde 2015 eu vinha dizendo que Lula iria se fortalecer eleitoralmente, como todos estão vendo, ouvindo e sentindo acontecer.
http://www.brasil247.com/pt/colunistas/eduardoguimaraes/282734/Condenar-Lula-ser%C3%A1-mais-dif%C3%ADcil-que-a-Folha-pensa.htm

TIJOLAÇO: VAREJO PRESIDENCIAL É CLIMA DE FIM DE FEIRA

Alan Santos Por Fernando Brito, no Tijolaço - Certamente não é por gosto que Michel Temer assumirá, pessoalmente, o troca-troca com a Câmara dos Deputados para a aprovação – “no que der” – da reforma da Previdência. Porque passar, tal como está, nem mesmo nos seus delírios noturnos ele sabe ser impossível.
É absoluta e desastrosa necessidade.
A confirmação de que a licença médica de Eliseu Padilha se estenderá por até três semanas, dada por Sonia Racy, no Estadão– talvez a agonia política do quase ex-Ministro da Casa Civil não dure tanto – ratifica o que todos vêm percebendo: caíram ou foram para o canto do tabuleiro todas as peças em torno do Rei e ele passa a ter se defender com movimentos próprios, que são extremamente limitados quando se é Presidente da República.
Isso é uma regra básica que, aliás, Temer ignorou no seu famoso jantar no Palácio do Jaburu, quando pediu quantia certa e com destino (já não tão certo) ao empresário Marcelo Odebrecht , o que lhe rende os “pacotes” em que se vê embrulhado agora.
É que há distância entre intenção e gesto. Da intenção, no máximo, poderia tratar aquele homem que queria ser rei e se tornou, afinal, pela traição. O gesto fica para outra hora, nunca a mesma, e para seus auxiliares.
Mesmo que as moedas sonantes, agora, sejam “apenas” cargos e influências, igual não conviria que o próprio Presidente tivesse da tratar, nos seus detalhes, dos gestos da cooptação, sobretudo com uma clientela bem menos discreta que Marcelo Odebrecht.
Não conviria, mas não há outro jeito, porque aquilo que sobrou a Temer para usar como interposta pessoa é menos que nada, é contraproducente.
O que era possível quando tinha Cunha, Geddel e Padilha, o “Trio Parada Dura” para lidar com o baixo clero, não é possível fazer diretamente, ainda mais agora que há sinais cada vez mais evidentes de que a mídia parou de lhe dar encobrimento total, como na tardia “descoberta” da Globo de que o “Fora Temer” desfilou no Carnaval.
A ida de temer para o balcão é – e seus “clientes” nada bobos percebem – o clima de fim de feira de um governo que, com tudo na mão – da mídia à inflação – só conseguiu em seus dez meses de usurpação do poder degastar-se e sofrer baixas.
Há um clima de “não me deixem só” em Brasília.
http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/282783/Tijola%C3%A7o-varejo-presidencial-%C3%A9-clima-de-fim-de-feira.htm

EMPRESÁRIO FINANCIA CAMPANHA DE MULHER DE MINISTRO E ELE RETRIBUI

Brasília 247 - O ministro da Saúde, Ricardo Barros, fez um contrato de R$ 31,2 milhões sem licitação para locação de um prédio em Brasília para ser sede da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O prédio pertence ao ex-governador do Distrito Federal Paulo Octávio.
Reportagem no site da revista IstoÉ mostra que em 2014 a Construtora e Incorporadora Squadro Ltda, de propriedade de Paulo Octávio, destinou recursos para a vitoriosa campanha da mulher do ministro da Saúde, Cida Borghetti (PP), vice na chapa encabeçada por Beto Richa (PSDB) ao governo do Paraná.
"Além de engordar os cofres da campanha da mulher de Ricardo Barros, naquele ano, a Construtora e Incorporadora Squadro também colaborou com o polêmico irmão da vice-governadora do Paraná, cunhado de Ricardo Barros. De acordo com registros do TSE, a empresa doou à campanha de Juliano Borghetti (PP) tanto a deputado estadual em 2010, como ao cargo de vereador, em 2008", diz a matéria.
O Ministério da Saúde alega que o preço apresentado pela empresa do ex-vice-governador do DF é compatível com o valor de mercado – uma resposta padrão para encobrir a conveniente relação entre Paulo Octávio e Ricardo Barros.
http://www.brasil247.com/pt/247/brasilia247/282781/Empres%C3%A1rio-financia-campanha-de-mulher-de-ministro-e-ele-retribui.htm

TEMER DERRUBA A INDÚSTRIA E A CONFIANÇA CAI MAIS EM FEVEREIRO

247 - Mais um indicador de que a crise segue no setor industrial nacional. O Índice de Confiança da Indústria (ICI) da Fundação Getulio Vargas recuou 1,2 ponto em fevereiro, para 87,8 pontos, ante janeiro, feito o ajuste sazonal, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV). Houve piora tanto das expectativas quanto da avaliação sobre a situação atual.
As informações são de reportagem do Valor.
"'A queda do ICI em fevereiro ante janeiro segue-se a uma alta expressiva do índice, retratando um movimento de acomodação. Após avançar além do que os fundamentos da economia sugeriam entre abril e setembro do ano passado, o índice encontra-se agora em patamar mais realista. O cenário econômico, que enfim inclui notícias favoráveis à atividade como a queda de juros e injeção de recursos das contas inativas do FGTS, pode levar a novos ganhos de confiança, caso o ambiente político não se deteriore nos próximos meses"' afirmou Aloisio Campelo Junior, superintendente de estatísticas públicas do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da FGV.
A indústria também ficou mais ociosa em fevereiro. O nível de utilização da capacidade instalada (Nuci) diminuiu 0,3 ponto percentual, para 74,3%, na série com ajuste sazonal. A sondagem colheu informações de 1.084 empresas."
http://www.brasil247.com/pt/247/economia/282773/Temer-derruba-a-ind%C3%BAstria-e-a-confian%C3%A7a-cai-mais-em-fevereiro.htm

GOVERNO TEMER DERRETE NO CALOR DA LAVA JATO

247 - Antes de completar um ano na Presidência, Michel Temer tem assistido a seu governo derreter diante das denúncias da Lava Jato. Seus quatro principais aliados, os peemedebistas Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo), Romero Jucá (Planejamento), Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Parceria de Investimento) estão todos na corda-bamba. Dois caíram (Geddel e Jucá), um está licenciado e debaixo de acusações (Padilha) e outro já foi citado na delação da Odebrecht (Moreira). Temer tenta agora descentralizar as funções mais importantes de seu governo e, dessa forma, não depender tanto dos assessores, ganhando alguma sobrevida no cargo.
As informações são de reportagem de Marina Dias na Folha de S.Paulo.
"Além de atuar pessoalmente na articulação política o presidente delega a ministros e parlamentares –inclusive àqueles considerados do baixo clero do Congresso– acordos para garantir a tramitação das principais reformas propostas por sua gestão.
A da Previdência, por exemplo, menina dos olhos do governo neste primeiro semestre, tinha em Padilha o seu homem forte.
Desde o início do projeto, era responsabilidade do ministro chefe da Casa Civil a negociação com sindicatos, empresários e parlamentares.
Depois de Padilha ter sido citado pelo ex-assessor da Presidência José Yunes como destinatário de um "pacote" em que supostamente haveria dinheiro da Odebrecht, auxiliares de Temer já afirmam que ele não era o único a cuidar das mudanças no INSS: o Ministério da Fazenda e a comunicação do Planalto poderão, caso seja necessário, prosseguir com as negociações sobre o tema."
http://www.brasil247.com/pt/247/poder/282752/Governo-Temer-derrete-no-calor-da-Lava-Jato.htm

PARA STF, SARNEY MERECE TER FORO PRIVILEGIADO; LULA, NÃO

- O STF mostrou que trata de maneira distintas ex-autoridades públicas, como os ex-presidentes José Sarney (PMDB) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Apesar de não ser contemplado por nenhuma das exigências que beneficiam as milhares de pessoas que têm direito ao foro privilegiado (aquele em que apenas tribunais podem julgá-lo), Sarney acabou recebendo esse benefício. Enquanto o ex-presidente Lula, não. O petista é réu em quatro processos e, até o momento, todos serão julgados pelo juiz Sergio Moro, o célere e rígido magistrado responsável pela Lava Jato na primeira instância. No caso de Lula, seus advogados já tentaram elevar os casos para o STF, mas não conseguiram porque a Corte entendeu que até o momento não foi comprovado o envolvimento de autoridades com essa prerrogativa.
Reportagem de Afonso Benites no El País chama atenção para a diferença de tratamento da Corte e em como o caso sinaliza que o ministro Edson Fachin deve ter dificuldades para emplacar suas teses.
"O primeiro teste de fogo de Fachin ocorreu há uma semana, quando votou a favor da manutenção dos quatro inquéritos que envolviam Sarney na primeira instância. Foi derrotado por quatro votos a um. Os ministros Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Celso de Mello concordaram com a tese da defesa do peemedebista e entenderam que, por suas investigações estarem ligadas a suspeitos como foro privilegiado, ele deveria ser julgado pelo Supremo. As suspeitas contra Sarney surgiram após grampos clandestinos feitos contra ele pelo ex-presidente da Transpetro e ex-senador Sergio Machado que também envolveram outros dois senadores peemedebistas, Romero Jucá e Renan Calheiros. Na ocasião, veio a público a tentativa dos peemedebistas de frearem a Lava Jato.
Em uma das investigações, Sarney é suspeito de se juntar a Jucá e a Calheiros para elaborar um projeto de lei para impedir que suspeitos presos fizessem delação premiada. Na outra, ele é suspeito de receber propinas de 16 milhões de reais. O ex-presidente nega que tenha recebido propinas ou esteja envolvido nos crimes investigados pela Lava Jato.
Quando o STF se posicionou favoravelmente a Sarney, seu advogado, Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, disse que a decisão embasaria sua tese de que seu cliente não cometeu nenhum crime. 'Como temos absoluta certeza de que a delação [de Sergio Machado] é falsa, oportunista e falaciosa, será fácil demonstrar neste único inquérito que o único crime foi cometido pelo Sergio Machado com a gravação criminosa, ilegal e imoral', afirmou ao site Consultor Jurídico, especializado nesse tipo de cobertura.
O curioso, no caso de Kakay, é que ele mesmo já defendeu, mais de uma vez, o fim do foro privilegiado. A defesa enfática mais recente ocorreu nesta segunda-feira, em entrevista ao O Estado de S. Paulo. Diz o advogado de Sarney: 'Tenho defendido a garantia de foro apenas a presidentes da República, do Supremo, do Senado e da Câmara'.
Atualmente, há sete projetos de lei tramitando no Congresso sobre o tema. O que está em estágio mais avançado é a proposta de emenda constitucional (PEC) número 10 de 2013 para extinguir o foro especial em caso de crimes comuns. Aprovada em novembro do ano passado na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, ela aguarda que o presidente da Casa, Eunício Oliveira (PMDB-CE), paute sua votação no plenário, algo que não tem data para ocorrer. Oliveira é um dos citados na Lava Jato."
http://www.brasil247.com/pt/247/poder/282759/El-Pa%C3%ADs-para-STF-Sarney-merece-ter-foro-privilegiado;-Lula-n%C3%A3o.htm

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