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sábado, 6 de agosto de 2016

Carta aberta a Michel Temer

: <p>Presidente em Exercício Michel Temer e o Governador do Rio de Janeiro Luiz Fernando Pezão durante cerimônia de Abertura dos Jogos Olímpicos Rio 2016 (Rio de Janeiro - RJ, 05/08/2016) Foto: Beto Barata/PR</p> "Seus pares, Chefes de Estado e demais autoridades, pouco se dignaram a sequer olharem para o senhor, que não foi citado em nenhum discurso, não teve cumprimentos, por ser o anfitrião, e irão embora sem agendar um encontro, o que quer dizer que o mundo não o reconhece Presidente deste país que, segundo os Institutos de Pesquisas, o rejeita, majoritariamente", diz o poeta Francisco Costa, afirmando que o interino Michel Temer foi um penetra na cerimônia de abertura da Rio 2016; "Lá não estavam Dilma Vana Rousseff e Luis Inácio Lula da Silva, que não tiveram assento na tribuna de honra do Maracanã, mas que permanecem em tribunas de honras outras, na gratidão de cada brasileiro que, como eu, está orgulhoso do que viu, junto com o resto do mundo"
Por Francisco Costa, em seu Facebook
Sr. Michel Temer
Sou filho de uma geração que viveu um terço da vida sob uma ditadura, o que faz em mim coabitarem um guerreiro e um poeta, nem sempre em relação amistosa.
Escrevo no momento em que acabou a cerimônia das Olimpíadas Rio 2016, ainda sob o impacto do que assisti, mais do que nunca orgulhoso de ser brasileiro.
Tivesse a oportunidade de mil vidas, com direito de escolha, e mil vezes eu nasceria aqui.
Talvez sensibilizado pelo espetáculo, não consegui olhá-lo com os olhos do guerreiro, mas só com os do poeta, e me apiedei.
O senhor destoou, foi corpo estranho, pouco a vontade, esperando os merecidos apupos, só não maiores porque o povo estava extasiado pelo que via e sentia.
Começo chamando a sua atenção para o fato de que as músicas executadas e/ou interpretadas ao vivo, foram todas de e por artistas legalistas, que têm criticado o golpe, abertamente.
Os organizadores, em quase sua totalidade, têm posições públicas assumidas e determinadas, anti golpe.
Seus pares, Chefes de Estado e demais autoridades, pouco se dignaram a sequer olharem para o senhor, que não foi citado em nenhum discurso, não teve cumprimentos, por ser o anfitrião, e irão embora sem agendar um encontro, o que quer dizer que o mundo não o reconhece Presidente deste país que, segundo os Institutos de Pesquisas, o rejeita, majoritariamente.
Diante da grandeza do espetáculo, da beleza, era de se esperar um sorriso seu, ou comentário com alguém próximo, o que não aconteceu.
Enquanto aguardava o início da solenidade, as tevês do mundo todo mostraram e discutiram as manifestações populares nas ruas do Rio, com gritos de Fora Temer, exigindo cadeia para todos os corruptos do país, o que inclui grande parte do seu ministério e seus aliados no parlamento.
Perdoe-me uma indiscrição: quando menino, por causa da pobreza, cultivei o hábito de ser penetra em festas, oportunidades quase únicas de eu beber refrigerantes e comer guloseimas.
Em muitas fui recebido naturalmente, mas em outras me senti mal, por me saber não parte do ambiente, um estranho, indesejado, sem conhecer ninguém, incomodando pela presença, e imaginei que o seu semblante triste, inseguro, sem trocar palavra com ninguém, aplaudindo alheio, como se só cumprisse o protocolo e as normas da boa educação, traduziu exatamente este sentimento, este estado de espírito.
Presumo que por trás da sua aparente frieza e indiferença existam sentimentos, ou pelo menos consciência, o que deve ter agravado ainda mais o seu emocional.
O Senhor está no poder, usurpado, perdoe-me a sinceridade, há dois meses e meio e nesse curtíssimo intervalo de tempo nada pode ser feito para a concretização do espetáculo de hoje, isto foi fruto de sete anos de trabalho árduo, planejamento e investimentos, principalmente do governo federal.
Hoje foi só o início, amanhã começam as competições e teremos muitos brazucas em condições de conquistar medalhas, fruto de esforços pessoais e condições de treinamento, nos mesmos padrões dos seus adversários, o que só se tornou possível por causa das Bolsas Atleta, custeadas pelas estatais que o Senhor pretende privatizar, e esta também foi uma iniciativa do governo federal.
A festa não foi completa, lá não estava ninguém do partido que a fez acontecer no Brasil, ninguém que cuidou da infra estrutura e do financiamento, os que abraçaram com carinho e seriedade a oportunidade de nos mostrarmos ao mundo em toda a nossa grandeza.
Lá não estavam Dilma Vana Rousseff e Luis Inácio Lula da Silva, que não tiveram assento na tribuna de honra do Maracanã, mas que permanecem em tribunas de honras outras, na gratidão de cada brasileiro que, como eu, está orgulhoso do que viu, junto com o resto do mundo.
O seu mal estar, visível, teve motivos, e por isso me apiedei.
Lastimo, mas triste é o país em que os cidadãos mesclam raiva e piedade pelos seus dirigentes, sintoma de que eles não têm a dimensão que o povo deseja, precisa e merece.
Prefiro-me vítima da raiva alheia do que da piedade, o que me apequenaria.
A festa de hoje, belíssima, além das expectativas, não foi completa: faltaram os anfitriões e tinha alguns penetras.
Francisco Costa
Rio, 06/08/2016.
http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/248087/Carta-aberta-a-Michel-Temer.htm

Pimenta: Temer acabou e Padilha deve ser afastado

: Deputado Paulo Pimenta (PT-RS) já aponta a primeira consequência da delação premiada de Marcelo Odebrecht, que apontou uma doação de R$ 10 milhões ao PMDB, via caixa dois e em dinheiro vivo, após uma negociação com Michel Temer em pleno Palácio do Jaburu; "ela acaba com o governo Temer", diz Pimenta; para o deputado, o interino também tem a obrigação imediata de afastar o chefe da Casa Civil, que, segundo Marcelo Odebrecht, recebeu R$ 4 milhões em dinheiro vivo; "o golpe revela sua face verdadeira: proteger os esquemas criminosos de Eduardo Cunha, Temer e seus aliados"
Por Paulo Pimenta
A delação de Marcelo Odebrecht (leia aqui) explica a pressa de Michel Temer e o sumiço de Paulo Skaf.
É cedo para uma avaliação conclusiva do potencial explosivo da delação, mas preliminarmente já temos uma consequência: ela acaba com o governo Temer.
As delações, todas elas provocaram etapas da Lava Jato e operações da PF.
A delação atinge também o todo-poderoso da Fiesp, principal financiadora do Golpe, Paulo Skaf.
Uma investigação envolvendo Temer, Padilha e Skaf, tem dinamite suficiente para implodir o PMDB definitivamente. A presença de Temer na presidência em definitivo impede que ele seja investigado no exercício do mandato, por determinação Constitucional.
Portanto mais do que nunca, o golpe revela sua face verdadeira: proteger os esquemas criminosos de Eduardo Cunha, Temer e seus aliados.
O afastamento de Padilha, já poderia ser pedido, se a grande mídia tivesse a mesma postura que teve na era Dilma/Lula. Isso retira seu foro privilegiado e permite ser investigado junto com Skaf por Curitiba.
Temer não tem como fazer isso e a mídia cúmplice não vai cobrar.
Mas sem dúvida, traz ingredientes para movimentar as peças do intricado quadro da política nacional. Desfecho da crise mais do que nunca está em aberto: Alea Jacta Est.


Paulo Pimenta é deputado federal (PT-RS)
http://www.brasil247.com/pt/247/rs247/248047/Pimenta-Temer-acabou-e-Padilha-deve-ser-afastado.htm

Ministro é vaiado em lançamento de campanha nacional de amamentação

Wilson Dias/Agência Brasil: <p>Brasília - O ministro da Saúde, Ricardo Barros, concede sua primeira entrevista coletiva à imprensa sobre assuntos relacionados à pasta (Wilson Dias/Agência Brasil)</p> Ministro da Saúde, Ricardo Barros, foi vaiado no lançamento da campanha de amamentação em um protesto realizado por integrantes do movimento Ocupa SUS, contrários à proposta de criação de planos de saúde populares; vaias e palavras de ordem, na Casa Brasil, não permitiram que a fala do ministro pudesse ser ouvida pela plateia que participou da ação que faz parte da 15ª semana mundial da amamentação; grupo acusa o ministro de tentar privatizar o Sistema Único de Saúde
Flávia Villela, repórter da Agência Brasil - A campanha de amamentação lançada hoje (6) pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros, foi ofuscada por um protesto do movimento Ocupa SUS contra a proposta de criação de planos de saúde populares. As vaias e palavras de ordem, na Casa Brasil, não permitiram que a fala do ministro pudesse ser ouvida pela plateia que participou da ação que faz parte da 15ª semana mundial da amamentação. O grupo acusa o ministro de tentar privatizar o Sistema Único de Saúde.
Uma das manifestantes, a psicóloga e servidora pública Amanda Almeida, disse que a medida significa desinvestimento no SUS. "É a privatização por dentro do Estado. Lutamos pelo aumento e qualificação do SUS. Ele já falou que o PIB [Produto Interno Bruto] não cabe no SUS, que é importante enxugar o SUS, cada dia ele vem com uma pérola."
Barros chamou o protesto de partidarista e ideológico. "Os planos já existem. A decisão de entrar e sair de um plano é individual. Não vejo essa preocupação com esse plano. O que existe na verdade, neste momento, é uma vontade de contestar tudo, achando que desgastando o governo, haverá possibilidade de reversão no Senado", disse ele ao se referir ao processo de impeachment da presidenta afastada Dilma Rousseff, que tramita no Senado.
Para o ministro, que criou na quinta-feira (4) uma equipe de trabalho para estudar o formato de planos de saúde mais baratos, a iniciativa pode ajudar a economizar recursos para a área. "O governo federal tem déficit de R$ 170 bilhões este ano e um de R$ 140 bilhões para o ano que vem. Não é no Tesouro que conseguiremos recursos. Precisamos buscar outras fontes que possam melhorar a qualidade do atendimento", disse ele. "Os planos mais baratos darão acesso a pessoas para consultas e internações que não buscarão no SUS."
Aleitamento Materno
O evento faz parte da comemoração da 15ª Semana Mundial de Amamentação, que este ano tem como tema Aleitamento Materno: Presente Saudável, Futuro Sustentável. O Brasil é referência mundial em amamentação e registra altas taxas de aleitamento exclusivo até os seis meses de idade.
O ministro comemorou que o tempo de amamentação aumentou de dois meses e meio para 11 meses. Cerca de 40% das mães brasileiras mantêm hoje amamentação exclusiva até os seis primeiros meses de vida do bebê, o dobro do registrado em países como Estados Unidos e China.
"Temos um número muito positivo em relação aos outros países do mundo, mas vamos melhorar muito, assim como temos conseguido aumentar o número de pratos normais em relação às cesarianas. Temos que investir cada vez mais nas formas mais naturais e tradicionais de criação e fortalecimento das crianças", destacou.
A presidenta do Departamento Científico de Aleitamento Materno da Sociedade Brasileira de Pediatria, Elsa Giugliani, comparou o aleitamento ao espírito olímpico que preza a fraternidade e a igualdade. "O aleitamento materno é igualitário por ser acessível a todas as camadas sociais, um dos comportamentos positivos de saúde mais frequentes entre os pobres."
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o aleitamento evita diarreia e infecções respiratórias, pois o leite transmite anticorpos e nutrientes essenciais para o bebê. A OMS afirma ainda que se todos os bebês fossem amamentados até pelo menos o sexto mês, 72% e 57% das internações hospitalares provenientes dessas duas doenças seriam evitadas.
Campanha de HIV
Na parte da tarde, na Casa Brasil, será lançada outra campanha do Ministério da Saúde: a de prevenção ao HIV e à aids e de não discriminação nos Jogos Olímpicos Rio 2016. Inspirada no emblema dos Jogos Rio 2016, o nome da campanha é #EuAbraço vai até o dia 18 de setembro no Rio e em Salvador.
http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/248092/Ministro-é-vaiado-em-lançamento-de-campanha-nacional-de-amamentação.htm

Vox: povão rechaça ponte de Temer para o futuro

: Todas as medidas propostas pelo interino Michel Temer, que tem apenas 13% de aprovação, são reprovadas pela grande maioria da população brasileira; pesquisa Vox Populi divulgada nesta sexta-feira 5 mostra que 86% dos brasileiros são contra o aumento da jornada de trabalho e 82% consideram que elevar a idade para a aposentadoria "é uma medida ruim e vai prejudicar as pessoas"; ainda de acordo com o levantamento, 51% dos entrevistados são contra o fim do monopólio no pré-sal; todas essas são medidas consideradas prioritárias na economia para o governo interino
247 – Pesquisa do instituto Vox Populi divulgada nesta sexta-feira 5 aponta que, além de receber avaliação positiva de apenas 13% da população brasileira, o presidente interino, Michel Temer, não tem apoio para as principais medidas defendidas por sua equipe econômica.
O levantamento aponta que 86% dos brasileiros são contra o aumento da jornada de trabalho de 44 horas semanais para 60 horas – contra apenas 8% que são favoráveis. Além disso, 82% consideram que mudar as regras atuais e elevar a idade para a aposentadoria "é uma medida ruim e vai prejudicar as pessoas".
Ainda de acordo com a pesquisa, 51% dos entrevistados são contra o fim do monopólio no pré-sal, medida que foi defendida por Pedro Parente em seu primeiro dia como presidente da Petrobras. Eles consideram que a medida é "ruim, que vai prejudicar o Brasil". Para 17%, a medida "é necessária e não vai prejudicar o Brasil". Outros 31% não responderam.
As medidas da área econômica mencionadas na pesquisa são prioridade para o governo interino e seu discurso de ajuste fiscal e retomada do crescimento.
http://www.brasil247.com/pt/247/economia/247969/Vox-povão-rechaça-ponte-de-Temer-para-o-futuro.htm

Robertson: Lula não está acima da lei, mas merece Justiça

: "Embora Lula não esteja de nenhuma forma acima da lei, ele deve, como qualquer cidadão, ser tratado de forma justa. Espero que a discussão sobre a petição leve as pessoas a pensarem em como lidar adequadamente com as alegações de corrupção", diz o advogado Geoffrey Robertson, que, ao lado do advogado Cristiano Martins, levou a queixa do ex-presidente Lula ao Comitê de Direitos Humanos da ONU; segundo ele, não se trata de intimidação ao Poder Judiciário brasileiro; "Quanto à alegação infantil de intimidação, qualquer juiz que se sinta intimidado por uma petição levada à ONU não está apto para ser um juiz"
247 – O advogado Geoffrey Robertson, especializado em direitos humanos, concedeu uma entrevista à jornalista Isabel Fleck, em que defendeu a iniciativa do ex-presidente Lula de recorrer ao Comitê de Direitos Humanos da ONU, denunciando a perseguição política que sofre no Brasil, que tem como objetivo torná-lo ficha-suja e, portanto, inelegível.
"A petição aponta seis formas pelas quais Lula e sua família sofreram violações. Um exemplo: a divulgação para a imprensa do áudio de conversas privadas. Isso nunca aconteceria na Europa. Depois, há a questão da prisão preventiva usada contra réus da Lava Jato, que são mantidos presos até confessarem", diz ele. "Além disso, há o papel da imprensa em ajudar os promotores, a fim de prejudicar os réus antes do julgamento, com imagens e bonecos de Lula com uniforme de prisioneiro. É fundamental que o réu tenha o direito de ser julgado por um juiz imparcial, que não esteja envolvido em ações da polícia ou do Ministério Público contra ele."
Roberston também criticou a reação de magistrados brasileiros, que viram na iniciativa uma tentativa de intimidação. "Esta é uma crítica absurda, e é triste que uma associação de magistrados reaja de maneira tão defensiva. Eles deveriam acolher a discussão sobre seus procedimentos. O que eles têm a esconder?", questiona. "Sergio Moro debate e fala ao Parlamento sobre formas de combater a corrupção, então ele deveria estar disposto a discutir sobre como tornar essas formas justas e efetivas. Ele é um grande admirador da Operação Mãos Limpas, na Itália, mas muitos advogados italianos acreditam que ela foi um desastre. Quanto à alegação infantil de intimidação, qualquer juiz que se sinta intimidado por uma petição levada à ONU não está apto para ser um juiz."
Para o advogado, Lula não está acima da lei, mas merece justiça. "Embora Lula não esteja de nenhuma forma acima da lei, ele deve, como qualquer cidadão, ser tratado de forma justa. Espero que a discussão sobre a petição leve as pessoas a pensarem em como lidar adequadamente com as alegações de corrupção."
http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/248035/Robertson-Lula-não-está-acima-da-lei-mas-merece-Justiça.htm

Caetano Veloso mandou seu recado para o mundo: Fora, Temer

: Antes de se apresentar na cerimônia de abertura da Rio 2016, o músico Caetano Veloso exibiu um cartaz com os dizeres Fora, Temer, que logo em seguida foi divulgado pelo Instagram de Paula Lavigne; Temer receber uma vaia de 105 decibéis ao falar durante 10 segundos apenas
247 – Antes de se apresentar na cerimônia de abertura da Rio 2016, o músico Caetano Veloso exibiu um cartaz com os dizeres Fora, Temer, que logo em seguida foi divulgado pelo Instagram de Paula Lavigne.
Temer receber uma vaia de 105 decibéis ao falar durante 10 segundos apenas.
Leia, abaixo, reportagem da Agência Brasil sobre a cerimônia de abertura:
Vinícius Lisboa - Repórter da Agência Brasil
Como haviam adiantado os diretores criativos da cerimônia de abertura, projeções e luzes foram os principais recursos tecnológicos utilizados na abertura dos Jogos Olímpicos. As projeções no chão do Maracanã criaram efeitos muito aplaudidos pelo público, como o voo do 14 Bis sobre o Rio de Janeiro, a transformação da floresta em um país tomado por plantações e grandes cidades e os traços arquitetônicos de Oscar Niemeyer no caminho da "Garota de Ipanema" Gisele Bündchen.
Os diretores criativos do espetáculo Daniela Thomas, Andrucha Waddington e Fernando Meirelles haviam anunciado que o recurso seria a grande aposta da cerimônia, devido a limitações impostas pelo estádio do Maracanã.
Ao contrário das aberturas anteriores, o Maracanã não é um estádio olímpico (não tem pista de atletismo), o que reduz o espaço disponível. O estádio também tem muitos lugares no nível do campo, o que impede que palcos elevados sejam montados para que equipamentos e acessórios possam ser retirados dos subsolos e escondidos depois. Para completar, o Maracanã tem portas de menos dois metros de altura, o que inviabiliza a entrada de grandes alegorias ou estruturas.
Todas essas dificuldades se somam ao orçamento reduzido da cerimônia do Rio. O valor não foi divulgado, mas, segundo os seus organizadores, é bem menor que das edições anteriores. O produtor executivo da cerimônia, Marco Balich, disse que Atenas foi marcante por ter sido clássica, Pequim teve uma abertura grandiosa, Londres fez uma festa inteligente e o Rio seria lembrado por uma cerimônia descolada. "É a festa mais legal em que eu trabalhei", disse ele, que também produziu a abertura dos Jogos de Inverno de Socchi, na Rússia.
Publico cantando
Rio de Janeiro - Cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos Rio 2016, no Maracanã (Reuters/Kai Pfaffenbach/Direitos Reservados)
Uma dos momentos em que o público cantou junto foi quando foi tocada a música O Samba do AviãoReuters/Kai Pfaffenbach/Direitos Reservados
O público cantou junto com energia e se levantou no momento mais animado da festa, quando o cantor Jorge Ben Jor interpretou seu clássico País Tropical. O Rap da Felicidade, com seu conhecido verso "Eu só quero é ser feliz" foi outro momento em que a plateia do Maracanã participou. O voo do 14 Bis ao som de Samba do Avião também foi muito aplaudido.
O momento da entrada das delegações também arrancou muitos aplausos. Grandes delegações, como a americana, a francesa e a britânica levantaram mais a plateia, mas países como Cuba, Palestina e Haiti também foram bem aplaudidos. Com a primeira olimpíada em seu continente, países da América Latina como México, Paraguai, Peru e Uruguai foram calorosamente recebidos. A pequena delegação de Tonga chamou atenção com seu porta-bandeira sem camisa e com o tronco coberto de óleo. O lutador de taekwondo Pita Nikolas Taufatofua fez a plateia gritar quando sua imagem apareceu no telão do estádio.
Ex-metrópole do Brasil Colônia e terra de ancestrais de muitos brasileiros, Portugal fez um dos desfiles de maior destaque, com muitos aplausos, mas superados pelos recebidos pelo Time Olímpico de refugiados. O Brasil encerrou o desfile ao som de Aquarela Brasileira e fez tremer o estádio do Maracanã com gritos e palmas.
Voluntários
Cinco transexuais estavam entre os voluntários que levavam o nome de cada país em bicicletas. Os atletas passaram entre um corredor de pessoas vestidas como vendedores ambulantes das praias cariocas e cada um recebeu uma semente, que será plantada na área do Parque Radical, uma das instalações do Complexo Esportivo de Deodoro, onde será criada a Floresta dos Atletas.
Com a passagem de todas as delegações, os atletas depositaram suas sementes em torres espelhadas que depois revelaram os aros olímpicos, que eram formados por árvores. Uma queima de fogos encerrou o desfile.
Pira olímpica
Rio de Janeiro - Entrada da delegação brasileira no desfile olímpico (Reuters/Stoyan Nenov/Direitos Reservados)
A passagem das delegações também foi momento de emoçãoReuters/Stoyan Nenov/Direitos Reservados
O maratonista Vanderlei Cordeiro de Lima, único brasileiro consagrado com a medalha Pierre de Coubertin, acendeu a pira olímpica do estádio, depois de receber a tocha da jogadora de basquete Hortência e do tenista Gustavo Kuerten. Vanderlei foi atrapalhado por um espectador na maratona de Atenas, em 2004, quando estava em primeiro lugar. Mesmo assim, ele continuou e ficou com a medalha de bronze, o que foi considerado um ato de grandeza olímpica.
A pira das Olimpíadas do Rio tem uma pequena chama, que fica em frente da escultura do artista plástico Anthony Howe, formando um conjunto que representa o sol. A quantidade pequena de fogo, segundo a Rio 2016, faz da pira de 2016 uma chama de baixa emissão de carbono. O momento anterior à pira foi marcado por um grande desfile que trouxe as 12 escolas de samba do grupo especial do Rio de Janeiro e os cantores Anitta, Caetano Veoloso e Gilberto Gil, que embalaram a plateia ao som de Isso aqui, o que é?, de Ary Barroso.
A Bandeira Olímpica foi carregada por brasileiros que se destacaram no esporte, e o público aplaudiu com grande intensidade. Marta Vieira (futebol), Sandra Pires (vôlei de praia), Oscar Schmidt (basquete), Torben Grael (vela), Emanuel (vôlei de praia) e Joaquim Cruz (atletismo) carregaram o símbolo olímpico. Também conduziram a bandeira a juíza Ellen Gracie e a fundadora do Instituto Pró-Criança Cardíaca, Rosa Celia Pimentel Barbosa. O medalhista olímpico Robert Scheidt fez o juramento dos jogos, a parte em que os atletas se comprometem a competir sem recorrer à dopagem foi muito aplaudida.
Homenageado
Rio de Janeiro - Cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos Rio 2016, no Maracanã (Reuters/Ruben Sprich/Direitos Reservados)
A pira olímpica foi acessa pelo ex-maratonista Vanderlei Cordeiro de LimaReuters/Ruben Sprich/Direitos Reservados
O medalhista olímpico do Quênia Kip Keino foi o homenageado com a primeira Láurea Olímpica, prêmio concedido a contribuições prominentes ao olimpismo. A partir dos jogos do Rio de Janeiro, o prêmio se tornará uma tradição nas cerimônias de abertura, segundo o Comitê Olímpico Internacional.
O esportista do atletismo desenvolve um projeto social no Quênia em que dá assistência educacional e esportiva a jovens de comunidades pobres. "Meu humilde pedido a todos vocês, esportistas, é que se juntem a mim na ajuda a todos os jovens", disse o atleta. "Que todos tenham alimento, abrigo e educação".
http://www.brasil247.com/pt/247/cultura/248029/Caetano-Veloso-mandou-seu-recado-para-o-mundo-Fora-Temer.htm

Mercadante: conceito de golpe vai além do dicionário

Wilson Dias/Agência Brasil: <p>O ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, fala à imprensa, no Palácio do Planalto (Wilson Dias/Agência Brasil)</p> "Por mais que se procure outra expressão no Aurélio, no Houaiss ou outros dicionários, impeachment sem crime de responsabilidade é golpe”, diz o ministro Aloizio Mercadante, que ajuda a elaborar a carta da presidente Dilma Rousseff aos brasileiros
247 – Dedicado à tarefa de elaborar a carta da presidente Dilma Rousseff aos brasileiros, o ex-ministro Aloizio Mercadante antecipa que, dificilmente, será possível não se falar em golpe, segundo a coluna política do jornal Estado de S. Paulo:
Ao admitir dificuldade de consenso entre aliados de Dilma sobre a carta que ela lerá às vésperas do impeachment, Aloizio Mercadante tem dito a interlocutores que “por mais que se procure outra expressão no Aurélio, no Houaiss ou outros dicionários, impeachment sem crime de responsabilidade é golpe”.
http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/248039/Mercadante-conceito-de-golpe-vai-além-do-dicionário.htm

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Lula: É possível combater a corrupção sem quebrar as empresas

Heinrich Aikawa/ Institulo Lula: Em encontro com movimentos sociais da Frente Brasil Popular, nesta terça (2), em Natal, o ex-presidente Lula afirmou que os processos contra a corrupção – que avançaram no Brasil graças a leis e reformas introduzidas em seu governo – devem punir os responsáveis, sejam empresários ou políticos, preservando as empresas e os empregos dos trabalhadores; "Só quero saber quem vai levar pão, leite, quem vai pagar a conta da luz, quem vai cuidar de milhões e milhões que estão ficando desempregados. É possível combater a corrupção com mais inteligência”, afirmou; no ato, ele voltou a dizer que o Brasil está “sendo vítima de um golpe parlamentar
247 - Em encontro com movimentos sociais da Frente Brasil Popular, nesta terça (2), em Natal, o ex-presidente Lula afirmou que o Brasil está “sendo vítima de um golpe parlamentar”. Ele recordou que os deputados, senadores e o vice-presidente Michel Temer sabem que a presidente Dilma Rousseff não cometeu crime nenhum. Mas levam o processo de impeachment adiante porque acreditam que “a forma mais fácil de chegar ao governo é dando um golpe”.
Lula também afirmou que os processo contra a corrupção – que avançaram no Brasil graças a leis e reformas introduzidas em seu governo – devem punir os responsáveis, sejam empresários ou políticos, preservando as empresas e os empregos dos trabalhadores.
"Só quero saber quem vai levar pão, leite, quem vai pagar a conta da luz, quem vai cuidar de milhões e milhões que estão ficando desempregados”, afirmou, numa referência à crise da indústria naval, que já demitiu mais de 40 mil trabalhadores. “É possível combater a corrupção com mais inteligência”, afirmou.
Natal é a segunda escala do ex-presidente Lula em mais uma viagem ao Nordeste, depois de passar por Fortaleza. Além do encontro com a Frente Brasil Popular, Lula participa do lançamento da candidatura de Mineiro (PT) à prefeitura de Natal. Na quarta (3), Lula estará na Bahia.
Abaixo os principais trechos do discurso:
"Qual foi o erro que nós cometemos nesse país? Nosso erro foi dizer que os trabalhadores tinham direitos?"
"Será que foi a gente acreditar que um trabalhador poderia ser presidente da República?"
"Eu queria provar que esse país só iria melhorar se fosse governado por alguém que conhecesse cada região, do Oiapoque ao Chuí"
"Em 12 anos nós conseguimos provar que poderia ser feito o que eles não fizeram em 100"
"A elite brasileira nunca se importou que os pobres estudassem. Para eles os pobres eram instrumento de trabalho"
"Não esqueço de quando o Bush me chamou para conversar. Ele queria fazer guerra contra o Iraque e respondi: a minha guerra é contra a fome"
"O Nordeste está vivendo uma das piores secas e eu não ouvi falar em nenhuma criança que morreu de fome ou de sede"
"Eles tem raiva pq foram tantos economistas graduados governaram e precisou de um analfabeto para fazer o que eles nunca conseguiram fazer"
"Conseguimos provar que é possível distribuir renda, aumentar salários e gerar muitos empregos"
"Nós transformamos a Petrobras na segunda maior empresa de petróleo do mundo"
"É possível combater a corrupção sem quebrar as empresas? É preciso que a gente investigue a corrupção sem gerar desemprego? Eu acho que é"
"O momento que estamos passando não me desanima. Me anima mais"
"Não tenham medo do Lula, o Lula já tem 70 anos. Tenham medo dessa meninada que está surgindo agora"
Para ouvir o discurso, acesse aqui.
http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/247314/Lula-É-possível-combater-a-corrupção-sem-quebrar-as-empresas.htm

Dilma: “Nós podemos reverter esse jogo”

: Em entrevista à Revista Fórum nesta terça-feira 2, do Palácio da Alvorada, a presidente Dilma Rousseff agradeceu apoio contra o golpe, mas pediu mobilização por mais esses últimos dias antes da votação final do processo de impeachment, marcado para o dia 29 de agosto no Senado; "Temos que nesse momento final dar um pouco mais de nós. Somos capazes de transformar essa luta em um momento de grandeza", disse Dilma, lembrando que "o lado certo da história é a democracia"; ela disse ainda que gostaria de ser lembrada como "a primeira mulher presidenta que superou um impeachment sem base"
247 – A presidente Dilma Rousseff acredita na chance de reversão de seu afastamento pelo processo de impeachment e agradeceu o apoio dos que protestam contra o golpe, mas pediu mobilização ainda nos últimos dias antes da votação final, marcada para o dia 29 no Senado.
"Temos que nesse momento final dar um pouco mais de nós. Somos capazes de transformar essa luta em um momento de grandeza", disse Dilma. "Nós podemos reverter esse jogo", ressaltou, confiante, aos jornalistas Renato Rovai e Maíra Streit, do Palácio da Alvorada.
Ela lembrou que "o lado certo da história é a democracia" e disse que gostaria de ser lembrada como "a primeira mulher presidenta que superou um impeachment sem base". Ela voltou a fazer críticas ao governo interino e à retirada de direitos.
Ao longo da entrevista, ela também fez críticas à imprensa tradicional – lembrou que a Globo "tentou construir algo que depois desmoronou" ao "passar a imagem de que as manifestações de rua a favor do impeachment eram todas contra a corrupção".
"Tentou fazer com que quem fosse contra a corrupção era também contra o impeachment. Essa igualdade passava uma impressão de que ao seguir pra rua você estava salvando o Brasil", continuou Dilma.
http://www.brasil247.com/pt/247/poder/247267/Dilma-“Nós-podemos-reverter-esse-jogo”.htm

A maquiavélica indulgência de Moro

:
De repente, o juiz Sergio Moro, que cozinhou e ainda cozinha vários presos em suas masmorras, para só os liberar da prisão temporária mediante delação premiada, mandou soltar nesta segunda feira o publicitário João Santana e sua mulher Monica Moura. Uma indulgência fora do comum na Lava Jato, ainda que ao custo de uma fiança de R$ 31 milhões.
Na "força tarefa", ninguém bate prego sem estopa, nada acontece por acaso. Um dos alvos da indulgência de Moro com o casal é Lula. O juiz tratou assim de desmentir assim a acusação do ex-presidente, em sua petição ao Comissariado de Direitos Humanos da ONU, de que submete seus presos a restrições prolongadas para forçá-los a delatar. Santana e Mônica saíram sem firmar o acordo de delação, depois de confessarem ter recebido pagamentos por caixa 2 na campanha de Dilma de 2010. Agora, vão negociar os termos de revelações que farão sobre 2014.
O outro alvo é Dilma e o golpe marcado para o final de agosto. A delação do casal agora será negociada, e como já virou praxe, antes de ser realizada, terá os termos preliminares vazados. E se contiverem revelações sobre a campanha de 2014 que complicam a situação de Dilma, estarão jogando a pá de cal no impeachment, ainda que ele tenha por objeto pedaladas e decretos orçamentários irregulares, mesmo que descaracterizados como crime por uma perícia técnica e um procurador federal. Os senadores que hoje se dispõem a somar-se aos 22 que defendem Dilma para derrotar o golpe serão constrangidos a seguir com a manada golpista.
Moro explicou-se: eles não são nem agentes públicos nem donos de empreiteiras. Nem corruptos nem corruptores. Mas há empregados de construtoras que cumpriram ordens, não são corruptores propriamente, e mofaram ou estão mofando em Curitiba.
E assim segue o baile de máscaras, em que todos representam um papel a cada momento, desde que sirva ao enredo do golpe. E assim o duro Moro teve seu momento de bonzinho.
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