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domingo, 16 de agosto de 2015

Fora do golpe, Globo pediu moderação a tucanos

 

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O vice-presidente do Grupo Globo, João Roberto Marinho, procurou nas últimas semanas líderes das principais forças políticas do país e integrantes do governo para expressar preocupação com o agravamento da crise e pedir moderação para evitar que ela se aprofunde ainda mais; ele esteve com o presidente do PSDB, senador Aécio Neves e falou com o governador Geraldo Alckmin, e o senador José Serra; Marinho também se reuniu com os ministros Aloizio Mercadante, Edinho Silva e Henrique Alves, e com o vice-presidente Michel Temer (PMDB), além do presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB) e com a bancada do PT na Casa; em todos os encontros, ele demonstrou preocupação com a queda acentuada do faturamento dos grupos de mídia; desde então, houve uma mudança na forma como a TV e o jornal de propriedade de Marinho passaram a tratar o governo; neste sábado (15), na edição do Jornal Nacional, não foi feita qualquer menção aos protestos que ocorrerão neste domingo (16), atitude bem diferente das edições da véspera das manifestações do primeiro semestre

16 de Agosto de 2015 às 06:49

247 - O vice-presidente do Grupo Globo, João Roberto Marinho, procurou nas últimas semanas líderes das principais forças políticas do país e integrantes do governo para expressar preocupação com o agravamento da crise e pedir moderação para evitar que ela se aprofunde ainda mais. Ele esteve com o presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), na reunião com a bancada do PSDB no Senado, e falou com outros dois líderes de prestígio na sigla, o governador paulista, Geraldo Alckmin, e o senador José Serra (SP).

Há dois meses, Marinho já manifestava preocupação com o cenário econômico e o risco de descontrole no ambiente político, quando recebeu o governador Geraldo Alckmin na sede da Globo, no Rio. Tal preocupação aumentou a decisão do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de romper com o governo e patrocinar projetos que ameaçam o equilíbrio das finanças públicas.

Um dos proprietários da TV Globo, João Roberto também esteve reunido com três ministros do governo Dilma Rousseff (Aloizio Mercadante, Edinho Silva e Henrique Alves) e com o vice-presidente Michel Temer (PMDB) na semana passada, além de também se reunir com o presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB) e com a bancada do PT na Casa. No encontro com os petistas, ele afirmou que Dilma vai cumprir o mandato até 2018 (aqui).

Na conversa com Temer, que ocorreu na última terça (11), Marinho pediu uma avaliação das chances de o Planalto conseguir recompor sua base no Congresso e questionou o vice sobre os caminhos que o PMDB vê para o país. Em todos os encontros, ele demonstrou preocupação com a situação econômica, mencionando a queda acentuada do faturamento dos grupos de mídia e de outros setores da economia.

Desde que iniciou essas conversas, houve uma mudança na forma como a TV e o jornal de propriedade de Marinho passaram a tratar o governo. Em editoriais, o jornal O Globo passou a condenar a possibilidade de golpe e endureceu o discurso contra Cunha (aqui). Na TV, os espaços para os discursos de Dilma tiveram sensível aumento. E neste sábado (15), na edição do Jornal Nacional, não foi feita qualquer menção aos protestos que ocorrerão neste domingo (16), atitude bem diferente das edições da véspera das manifestações do primeiro semestre.

http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/193062/Fora-do-golpe-Globo-pediu-moderação-a-tucanos.htm

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Globo: Cunha contribui para agravar crise econômica

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"Em guerra particular com Dilma e PT, presidente da Câmara, Eduardo Cunha, ajuda a desmontar base do governo e contribui para agravar crise econômica", diz o jornal dos irmãos Marinho, em editorial; "É preciso entender que a crise política, enquanto corrói a capacidade de governar do Planalto, turbina a crise econômica, por degradar as expectativas e paralisar o Executivo", acrescenta

7 de Agosto de 2015 às 07:21

247 – O jornal ‘O Globo’ criticou a manipulação de Eduardo Cunha (PMDB) no Congresso e afirmou que a guerra declarada contra o PT ajuda para agravar a crise econômica: “Se a conjuntura já é muito ruim, a situação piora com o deputado Eduardo Cunha manipulando com habilidade o Legislativo na sua guerra particular contra Dilma e petistas”. Leia na íntegra:

Manipulação do Congresso ultrapassa limites

Em guerra particular com Dilma e PT, presidente da Câmara, Eduardo Cunha, ajuda a desmontar base do governo e contribui para agravar crise econômica

Há momentos nas crises que impõem a avaliação da importância do que está em jogo. Os fatos das últimas semanas e, em especial, de quarta-feira, com as evidências do desmoronamento da já fissurada base parlamentar do governo, indicam que se chegou a uma bifurcação: vale mais o destino de políticos proeminentes ou a estabilidade institucional do país?

Mesmo o mais ingênuo baixo-clero entende que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), age de forma assumida como oposição ao governo Dilma na tentativa de demonstrar força para escapar de ser denunciado ao Supremo, condenado e perder o mandato, por envolvimento nas traficâncias financeiras desvendadas pela Lava-Jato. Daí, trabalhar pela aprovação de “pautas-bomba”, destinadas a explodir o Orçamento e, em consequência, queira ou não, desestabilizar de vez a própria economia brasileira.

Até há pouco, o presidente do Senado, o também peemedebista Renan Calheiros (AL), igualmente investigado na Lava-Jato, agia na mesma direção, sempre com o apoio jovial e inconsequente dos tucanos. Porém, na terça, antes de almoço com o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, Renan declarou não ser governista, mas também não atuar como oposicionista, seguindo o presidente da Câmara, e descartou a aprovação desses projetos-bomba pelo Congresso. Um gesto de sensatez.

A Câmara retomou as votações na quarta, com mais uma aprovação irresponsável, da PEC 443, que vincula os salários da Advocacia-Geral da União, delegados civis e federais a 90,25% da remuneração dos ministros do Supremo. Espeta-se uma conta adicional de R$ 2,4 bilhões, por ano, nas costas do contribuinte. Reafirma-se a estratégia suicida de encurralar Dilma, por meio da explosão do Orçamento, e isso numa fase crítica de ajuste fiscal. É uma clássica marcha da insensatez.

Os sinais de esfarelamento da base parlamentar do governo foram reforçados pelo anúncio de PDT e PTB de que não votarão mais com o Planalto. A crise avança para reduzir ainda mais a estreita margem que o governo tem no Congresso para combater os desajustes da economia. Justificou-se, assim, a iniciativa do vice-presidente, Michel Temer (PMDB), principal articulador político do Planalto, de fazer tensa declaração de reconhecimento da gravidade da situação e apelar para que haja um entendimento amplo a fim de conter a bola de neve de duas crises que se alimentam, a política e a econômica.

Somou-se à atitude de Temer a ida do ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, à Câmara para, entre elogios ao PSDB e reconhecimento de erros cometidos pelo PT, propor um “acordo suprapartidário” diante da situação difícil na política e na economia. Algo nunca visto por parte de um petista estrelado. Mais um teste de maturidade para os tucanos.

Se a conjuntura já é muito ruim, a situação piora com o deputado Eduardo Cunha manipulando com habilidade o Legislativo na sua guerra particular contra Dilma e petistas. Equivale ao uso de arma nuclear em briga de rua, e com a conivência de todos os partidos, inclusive os da oposição.

É preciso entender que a crise política, enquanto corrói a capacidade de governar do Planalto, turbina a crise econômica, por degradar as expectativas e paralisar o Executivo. Dessa forma, a nota de risco do Brasil irá mesmo para abaixo do “grau de investimento”, com todas as implicações previsíveis: redução de investimentos externos, diretos e para aplicações financeiras; portanto, maiores desvalorizações cambiais, cujo resultado será novo choque de inflação. Logo, a recessão tenderá a ser mais longa, bem como, em decorrência, o ciclo de desemprego e queda de renda.

Tudo isso deveria aproximar os políticos responsáveis de todos os partidos para dar condições de governabilidade ao Planalto.

http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/191981/Globo-Cunha-contribui-para-agravar-crise-econ%C3%B4mica.htm

sábado, 15 de agosto de 2015

Documentos mostra envolvimento de tucanos em esquema de Furnas da Lava Jato

 




Documentos obtidos mostra envolvimento dos tucanos Aécio Neves, José Serra, Geraldo Alckmin e o ex-presidente Fernando Henrique no esquema de Furnas (Lava – Jato)

Por Mayara Tridente – em Minas Gerais, para o Portal Metrópole

Quem pensa que o mensalão do PSDB é o único esquema de corrupção do partido que está impune, se engana. A sigla está envolvida em pelo menos outro escândalo de desvio de recursos que não foi julgado até agora, apesar de a Polícia Federal ter atestado a autenticidade do documento-chave para a denúncia.
O mensalão tucano, recorde-se, ajudou a financiar a campanha de 1998, quando Fernando Henrique Cardoso se reelegeu ao Planalto e Eduardo Azeredo, do PSDB, foi derrotado na disputa pelo governo de Minas Gerais por Itamar Franco.
Nas eleições de 2002, os tucanos promoveram outra forma de arrecadação de recursos para financiar suas campanhas e as de seus aliados. O esquema previa o repasse de dinheiro por meio de licitações superfaturadas da empresa Furnas Centrais Elétricas S.A.
Na ocasião, Aécio Neves era candidato a governador de Minas, Geraldo Alckmin concorria em São Paulo – ambos foram eleitos – e José Serra disputava com Lula o Planalto.
A chamada Lista de Furnas, como ficou conhecida a estratégia de financiamento montada pelos tucanos, rendeu milhões de reais para financiar campanhas. Denúncia da Procuradoria da República no Estado do Rio de Janeiro classifica o esquema como criminoso.
O delator do mensalão tucano, Nilton Monteiro, que também é o responsável pelo vazamento de informações sobre a lista, informou à procuradora Andréa Bayão Pereira, autora da ação do MPF, que os recursos eram controlados em um fundo (caixa 2).
A Lista de Furnas, documento de cinco páginas assinado por Dimas Fabiano Toledo, à época diretor de Planejamento, Engenharia e Construção de Furnas e operador do esquema, traz os nomes de mais de 150 políticos beneficiários, assim como uma centena de empresas financiadoras. No alto de cada folha se lê a advertência: confidencial.
“Esses recursos eram controlados em um fundo formado com valores obtidos junto às diversas empresas que mantinham contratos com Furnas” afirma Nilton Monteiro em seu depoimento à procuradora. Ele explica que os empresários que queriam atuar em Furnas tinham de contribuir com esse fundo. “Caso contrário não conseguiriam realizar nenhum contrato na empresa estatal.”
O deputado estadual Rogério Correia (PT/MG), primeiro a entregar uma cópia da Lista de Furnas à Polícia Federal, conta como o esquema funcionava. Ele obteve o xerox do documento com o delator do mensalão tucano. “Quando ele me passou a Lista de Furnas, eu tomei um susto”, relata.
O laudo da Polícia Federal atesta que o documento é autêntico. O pedido de perícia foi feito pelo parlamentar. “Na época o Nilton Monteiro, e até hoje provavelmente, não ficou satisfeito comigo. A intenção dele não era entregar [a lista] à Polícia Federal. Ele tinha aquilo para fazer suas negociações com o lado de lá”, afirma ao se referir às tentativas do delator de arrancar vantagens dos ex-aliados tucanos.
Nilton Monteiro, que trabalhou com o empresário Sérgio Naya, ex-deputado federal por Minas Gerais, operava nos bastidores da política do estado e tinha intimidade com figuras importantes do ninho tucano nas Alterosas.


Desvio de milhões de reais

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, então candidato ao cargo, o ex-governador José Serra, que disputava a Presidência da República, e o senador Aécio Neves, à época candidato ao governo de Minas Gerais, foram os principais beneficiários do esquema de corrupção milionário do PSDB.
Pela lista, Alckmin foi quem mais recebeu recursos: R$9,3 milhões, R$3,8 milhões distribuídos no primeiro turno e R$5,5 milhões repassados no segundo. Serra foi beneficiado com R$7 milhões, R$3,5 vieram no 1º turno e o restante no 2º. Aécio aparece como beneficiário de R$5,5 milhões, quantia repassada em uma única parcela. Alckmin e Aécio foram eleitos, Serra perdeu a eleição para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), e o deputado federal José Aníbal (PSDB), que disputavam uma cadeira no Senado pelo Rio e por São Paulo, respectivamente, receberam R$500 mil cada um.
Eduardo Azeredo (PSDB), ex-governador de Minas e então candidato ao Senado, recebeu R$550 mil. Já o candidato a outra vaga no Senado por Minas, Zezé Perrella (PSDB/MG), pai do deputado estadual Gustavo Perrella (SDD/MG), dono da empresa proprietária do helicóptero apreendido pela Polícia Federal, no Espírito Santo, com quase meia tonelada de cocaína, foi beneficiado com R$350 mil.
Ao lado do nome de Zezé Perrella e do montante repassado aparece a informação entre parênteses: autorização de Aécio Neves. Esse é o único caso em toda a lista em que se encontra esse tipo de anotação.
O prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSDB), candidato a deputado federal à época, foi beneficiário de R$250 mil. O ex-prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), que também disputava uma cadeira na Câmara dos Deputados, recebeu R$100 mil.
Luiz Antônio Fleury Filho, ex-governador de São Paulo, eleito na época deputado federal pelo PTB, também se beneficiou do mesmo valor. Quantia equivalente foi entregue ao filho do ex-delegado da Polícia Federal Romeu Tuma, o ex-deputado federal Robson Tuma (PTB/SP), assim como ao ex-presidente da Força Sindical e ex-deputado federal Luiz Antônio de Medeiros (PL/SP). Ao senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB/SP) foram destinados R$50 mil.
Antônio Carlos Pannunzio, eleito em 2012 prefeito de Sorocaba, aparece na lista como recebedor de R$100 mil para sua campanha a deputado federal.
O delator do “mensalão” petista, o ex-deputado Roberto Jefferson (PTB/RJ), também foi beneficiado pelo esquema de corrupção tucano. Recebeu R$75 mil. Valdemar Costa Neto, condenado no “mensalão” petista, recebeu R$250 mil do PSDB por meio do desvio fraudulento de recursos. O capitão do Exército e deputado federal pelo Rio de Janeiro, Jair Bolsonaro (PP), crítico dos direitos humanos e árduo defensor da ditadura militar, foi beneficiado com R$50 mil do esquema corrupto desencadeado pelos tucanos. Andrea Neves, irmã do senador Aécio Neves, também recebeu R$695 mil, para repassar a comitês e prefeitos do interior do Estado de Minas Gerais.
O deputado Rogério Correia explica que além do laudo da Polícia Federal atestando a veracidade da Lista de Furnas, há também o relatório da Procuradoria da República no Estado do Rio de Janeiro, de janeiro de 2012, que chegou à mesma conclusão por outras vias.

Empreiteiras e bancos

As construtoras Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa, Queiroz Galvão, OAS e Odebrecht são algumas das empreiteiras que financiaram o esquema de corrupção do PSDB. O Banco do Brasil, Bank Boston, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Itaú, Opportunity e Rural são algumas das instituições financeiras que, segundo a lista assinada por Dimas Toledo, injetaram dinheiro no esquema.
A Alstom e a Siemens, envolvidas mais recentemente no esquema de superfaturamento de trens do Metrô e da CPTM comprados pelo governo tucano paulista, são citadas na lista. As agências de publicidade de Marcos Valério, DNA e SMP&B, também contribuíram.
Petrobras, Vale do Rio Doce, CSN, Mitsubishi, Pirelli, Eletropaulo, Gerdau, Mendes Júnior Siderúrgica, General Eletric e Cemig figuram entre a centena de empresas públicas e privadas que aparecem como financiadoras.
Os fundos de previdência privada dos funcionários da Petrobras, do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, respectivamente, Petros, Previ e Funcef também são mencionados. A Federação das Indústrias do Rio de Janeiro, Firjan, foi outra que destinou recursos para o esquema tucano, de acordo com o documento.
O Tribunal de Contas da União analisou contratos de Furnas e detectou direcionamento em favor de determinadas empresas, além de superfaturamento nas licitações.
Uma auditoria da Controladoria Geral da União, realizada em 2006, constatou falhas no processo licitatório de Furnas: fraudes, desperdícios e abusos, além de projetos antieconômicos e inadequados às necessidades da empresa.
Mesmo com todas as evidências, o processo sobre a Lista de Furnas está parado, segundo o deputado Rogério Correia.
O esquema operado por Dimas Toledo o fazia tão poderoso que Aécio Neves, eleito governador de Minas em 2002, negociou com o então presidente Lula a permanência de Toledo na direção de Furnas.
“O que deixou a bancada do PT bastante insatisfeita, porque Dimas Toledo arquitetava tudo contra o PT, especialmente no sul de Minas”, frisa o deputado Correia.
Curiosamente, o filho de Dimas Toledo, Dimas Fabiano Toledo Jr., deputado estadual em Minas, aparece na lista como tendo recebido R$250 mil.

Gênese do “mensalão” petista

A Lista de Furnas revela financiamento “democrático”. Embora organizada por gente ligada ao PSDB, irrigou as campanhas de uma ampla base de políticos, de vários partidos. Em tese, seriam aqueles que dariam sustentação parlamentar a um eventual governo de José Serra, não tivesse o paulista sido derrotado por Lula em 2002.
Apesar da derrota de Serra, Alckmin e Aécio se elegeram governadores, garantindo a influência política dos tucanos em dois estados-chave da federação.
A “democracia” na hora de destinar verbas de campanha, expressa na Lista de Furnas, não era exatamente uma novidade nos esquemas de Minas Gerais.
Em 1998, mais de 30 candidatos do Partido dos Trabalhadores no estado foram beneficiados com recursos do outro esquema do PSDB, o “mensalão tucano” – que a mídia corporativa já chamou de “mensalão mineiro”.
Relatório da Polícia Federal, de 172 páginas, sobre o mensalão do PSDB aponta que os candidatos do PT receberam R$880 mil pelo esquema.
Rogério Correia é contundente na crítica aos colegas de partido. “Pra acertar contas de campanha, receberam recursos de Eduardo Azeredo, já no esquema do mensalão. Isso teria sido negociado via Walfrido dos Mares Guia… Achei isso lamentável. O PT já começava naquela época a ter uma relação com a instituição onde se confundia com as artimanhas que a institucionalidade coloca, com o cretinismo da institucionalidade”, alfineta.
Para Correia, o PT acreditou que a impunidade que existia para o PSDB iria existir também para o partido. “Isso é uma ilusão. A palavra melhor é ilusão de classes… O PT ‘quebrou a cara’ por uma visão errada do ponto de vista ideológico de setores do partido que acham que a luta de classes acabou… Isso é uma ilusão terrível que tem dentro do PT”, fustiga.
Pela semelhança entre o esquema do assim chamado “mensalão tucano” e o que seria revelado mais tarde, envolvendo o PT, Rogério Correia critica a atuação tanto do Supremo Tribunal Federal, quanto do Ministério Público Federal.
As duas instituições, diz o deputado, deram tratamento diferenciado aos partidos envolvidos. Rogério Correia exemplifica com o caso do publicitário Marcos Valério. No “mensalão” petista, foi julgado em Brasília, apesar de não ter mandato e, portanto, foro privilegiado. O julgamento conjunto teria facilitado a apresentação da tese de uma grande conspiração para comprar apoio político no Congresso, possibilitando assim condenar um número maior de réus, inclusive os acusados de liderarem o esquema: o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, o ex-presidente do PT José Genoíno e o ex-tesoureiro do partido Delúbio Soares.
Já no mensalão tucano o tratamento dispensado a Valério foi muito diferente. O absurdo maior é que, segundo Rogério Correia, Valério trabalhou ao mesmo tempo para os dois partidos.
“Operava para o PSDB em Minas e para o PT nacionalmente. O mesmo esquema de caixa dois era usado pelos dois partidos. Olha o absurdo”, afirma.
A opção ideológica do Supremo Tribunal Federal e do Ministério Público Federal é, na opinião de Rogério Correia, o fator que impediu a apreciação do relatório assinado pelo delegado da Polícia Federal Luís Flávio Zampronha de Oliveira, que investigou o mensalão tucano.
O relatório oferece, segundo Correia, provas muito mais contundentes de que, no caso do PSDB, houve uso de dinheiro público para financiar campanhas eleitorais.
O dinheiro saia de estatais mineiras como a empresa de energia Cemig e a de saneamento Copasa.
No “mensalão” petista até hoje se discute se o dinheiro da Visanet, que teria abastecido o esquema, era público ou privado.
Pior que isso foi o tratamento desigual para iguais.
No caso dos tucanos, o processo foi desmembrado. Os políticos que receberam dinheiro do esquema escaparam. Considerou-se que eram beneficiários de caixa dois.
Ficaram para julgamento em Brasília apenas os operadores que tinham foro privilegiado, dentre eles o ex-presidente do PSDB e hoje senador Eduardo Azeredo, que aguarda julgamento.
Também foram denunciados na capital federal o ex-vice governador de Minas e hoje senador, Clésio Andrade, e o ex-ministro do governo Lula Walfrido Mares Guia, que deve ser beneficiado por prescrição por causa da idade.
Rogério Correia refuta a expressão “mensalão”, cunhada por Roberto Jefferson, delator do esquema petista.
Para o deputado mineiro, os dois esquemas envolveram caixa dois para sustentação de campanhas eleitorais – e não para a compra de votos.
“Também eles [base aliada do PSDB] votavam com o governo, sempre votaram com o Azeredo, na Assembleia Legislativa, e com o Fernando Henrique, na Câmara Federal, como é o caso do Aécio Neves. Se é pra dizer que era compra de votos, todos seriam…”, ressalta.
Ele não nutre expectativa em relação à punição de políticos do PSDB.
Lembra que o ex-presidente da Câmara, deputado federal João Paulo Cunha (PT/SP) foi condenado pelo STF tendo como principal prova o fato de que a mulher do parlamentar fez um saque em dinheiro na boca do caixa; já políticos do PSDB que receberam dinheiro do mensalão tucano diretamente em suas contas, com comprovantes de depósito e tudo, ficaram livres do processo.

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A seguir, os nomes da Lista de Furnas


Furnas_Lista05_Nomes

Furnas_Lista06_Nomes

Furnas_Lista07_Nomes

Furnas_Lista06_Nomes

Furnas_Lista07_Nomes

Furnas_Lista08_Nomes

 

http://portalmetropole.com/2015/03/documentos-provam-que-aecio-alckmin.html


A marcha dos coxinhas insensatos, o Brasil real do PT e o País da era FHC

 

O dia 16 de agosto vai ser dedicado à apologia do golpe contra a presidenta Dilma Rousseff, nas principais capitais do Brasil, principalmente em São Paulo, Estado da Federação historicamente de oposição e beligerante a presidentes trabalhistas. Os principais atores dessa velhacaria e hipocrisia são os coxinhas de classe média, além de movimentos de grupos de direita, alguns de essência fascista, que se formam e se comunicam pela internet.

Maltas que saem às ruas iguais a uma boiada desgovernada, em busca de razões plausíveis e reais, no que tange à concretização do impeachment da presidenta Dilma Rousseff, à criminalização do PT e de suas lideranças, bem como vão vociferar contra a corrupção. Tudo será feito de forma mecanicamente pelo fato dessas pessoas apenas repercutirem o que veem, escutam e leem na grande mídia — a imprensa dos magnatas bilionários, que, evidentemente, faz oposição às esquerdas desde sua fundação em terras brasileiras.

Contudo — e quase todo mundo sabe —, o grande problema da direita brasileira não é a corrupção, até porque quando ela esteve no poder a corrupção campeou pelos quatro cantos e não foi combatida sistematicamente como ocorre agora, no Governo Dilma, bem como ocorreu no Governo Lula, que fortaleceram a Polícia Federal em todos os sentidos, nomearam procuradores-gerais e não se intrometeram com suas ações, além de darem independência total à Controladoria Geral da União (CGU) e à Advocacia Geral da União (AGU).

Entretanto, quanto mais os governos trabalhistas prenderam e prendem os corruptos e os ladrões do dinheiro público, mais a oposição de direita e a imprensa familiar acusam o governo de corrupção, pois, na verdade, a intenção é realmente sangrar de morte tanto a atual mandatária quanto o ex-presidente Lula, que, em 2018, tem condições de ser um forte candidato à Presidência da República. Lula é alvo, e sempre o será, pois, igual a Getúlio Vargas, político histórico, de estatura internacional e portador de milhões de votos.

Todavia, percebe-se que está a acontecer um recuo da direita deste País quanto ao impeachment de Dilma, pelo menos no discurso de megaempresários, a exemplo dos irmãos Marinho, do presidente do Senado, Renan Calheiros, além das palavras moderadas de tucanos de poder, como o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, o senador José Serra, o governador de Goiás, Marconi Perillo, até mesmo o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso — o Neoliberal I —, que vive em um eterno morde e assopra, pois cidadão contraditório em tudo o pensa e fala, mas que na hora de decidir entre um candidato paulista à Presidência e o senador mineiro-carioca, Aécio Neves, evidentemente que o grão-tucano vai optar pelo primeiro, já que FHC é intrinsecamente ligado ao status quo paulista.

O candidato derrotado e inconformado, além de rancoroso e mau perdedor, Aécio Neves, sabe que sua batata está a assar, porque o advento do impeachment contra uma mandatária legitimamente eleita com 54,5 milhões de votos, assim como nunca incorreu em crimes de responsabilidade é uma incomensurável bola fora, porque haveria, sem sombra de dúvida, forte reação interna, movimento este que nunca se sabe como acabaria. Por seu turno, haveria também reação externa, por intermédio dos Brics, do Mercosul e até mesmo nos Estados Unidos, país que atualmente não veria com bons olhos uma crise sem precedentes no maior País da América Latina, com mais de 210 milhões de habitantes e que vivencia uma democracia consolidada. De outro modo, a única coisa que se sabe é que não se apaga incêndio ou labaredas com gasolina...

No Brasil, definitivamente, não há mais espaço para golpes e aventuras que ultrapassem as raias da irresponsabilidade. Sabemos como os golpes o são e o que causam à sociedade em termos de prejuízos em todos os campos de atividade humana. Discutir impeachment é irresponsabilidade. Propagá-lo pelas mídias privadas e públicas é crime, porque se torna uma conspiração contra os eleitores, que votaram em Dilma Rousseff, soberanamente. Impeachment colocado nesses termos é golpe, sim. E golpe é crime constitucional e institucional, e, portanto, passível de punições, conforme os ditames da Lei.

Conspire dessa forma nos países ditos desenvolvidos, que os coxinhas paneleiros tanto admiram para ver no que vai dar. Repressão dos órgãos de segurança e cadeia determinada pela Justiça. A crise política causa danos à economia, sendo que a inflação tão propalada pela imprensa alienígena, o "desmanche" da Petrobras e a corrupção, que se tornou o mote ou o trunfo da direita de oposição estão bem distantes do que acontecia, sobre os mesmos assuntos, nos governos anteriores aos do PT.

A imprensa, a oposição liderada pelo PSDB e a imprensa dos magnatas bilionários donos de monopólios de comunicação sabem muito bem que o governo que deixou o Brasil em situação pré-falimentar foi o do Fernando Henrique Cardoso — o Neoliberal I ou o Príncipe da Privataria —, que vendeu 125 empresas públicas, realidade esta que coloca o Brasil como o País que realizou a segunda maior privatização da história do planeta, a perder somente para a União Soviética, atual Rússia.

As privatizações de FHC não foram vendas, mas, sobretudo, liquidações do patrimônio público, que os tucanos não construíram e jamais construiriam, pois essa gente provinciana e colonizada sempre se negou a pensar o Brasil. Depois o cidadão brasileiro que gosta de seu País tem de ouvir sandices e desconsiderações por parte de uma "elite" tacanha e de uma classe média reacionária, que se alia aos interesses dos ricos, porque, equivocadamente, considera-se parte dos valores e dos princípios da burguesia. Coisa de pequeno burguês sem noção, que não se enxerga e não percebe que sempre será um empregado das empresas dos grandes e médios empresários.

Agora a pergunta que não quer se calar: Se o Brasil é tão ruim, incompetente, atrasado e não causa sentimento de respeito e de brasilidade a essa gente, por que, então, somos um País que, dentro das perspectivas de ser uma Nação emergente, tínhamos tantas empresas ao ponto de realizarmos a segunda maior liquidação de estatais do mundo? Respondo: porque temos trabalhadores, técnicos, pesquisadores e cientistas de alto nível, ao tempo que temos uma classe dominante antidemocrática, tacanha e atrasada, que aposta no retrocesso e nunca valorizou o Brasil e seu povo, mas mesmo assim somos capazes de realizar qualquer coisa, como demonstram os números e índices gigantescos de nossas empresas públicas liquidadas para encher os bolsos de países estrangeiros.

Não é qualquer País que tem conhecimento e competência para criar empresas dos portes de Itaipu, Belo Monte, transposição do Rio São Francisco, Petrobras, Vale do Rio Doce, BNDES, Caixa Econômica, Banco do Brasil, Chesf, Embraer, Telebras, Embratel, Nuclebras, Portobras, Embrapa, Ponte Rio-Niterói, CSN, dentre muitas outras, que foram transferidas para mãos privadas e que oferecem péssimos serviços, além de muito caros, a exemplo das telefônicas privatizadas.

Os coxinhas paneleiros deveriam saber disso e parar de dar somente crédito às notícias que eles ouvem na grande mídia corporativa e de negócios privados. Para bom entendedor, meia palavra basta. Em 2010, as empresas privatizadas faturaram R$ 300 bilhões. Ora bolas! Baseando-se no valor do dólar em dezembro de 2009, os lucros foram de US$ 177 bilhões. A receita total por intermédio das privatizações, de 1991 a 2002, foi da ordem de US$ 87,5 bilhões. Resumo da ópera: a liquidação tucana, ou seja, o valor da doação das empresas brasileiras significa a metade do faturamento de somente um ano dessas estatais.

Os áulicos da economia do Governo FHC e da imprensa de mercado anunciavam, em tons altissonantes, que vender as estatais era uma questão imperativa, porque reduzir o endividamento do Estado nacional era obrigação. Pura balela, incompetência e irresponsabilidade na gestão do PSDB. A dívida líquida do setor público no Brasil, em 1991, era de US$ 144 bilhões. No último ano do Governo FHC, em 2002, com tudo que a privatização deveria ter "abatido" deste valor, a dívida do setor público passou a ser de US$ 300 bilhões.

Os tucanos são predadores e se tivessem tempo e não fossem contestados pela oposição partidária da época, além da sociedade civil que se mobilizou, a Petrobras e os bancos estatais federais também seriam vendidos, a preço de banana, talvez com a aquiescência da classe média coxinha que se prepara para realizar uma manifestação sem pé e nem cabeça, porque odeia o Brasil, além de ser preconceituosa com seu povo mais humilde, bem como se recusa a estudar história e, por sua vez, parar de pensar e falar tolices, bobagens e baboseiras.

A Petrobras tinha em 2002 (FHC) um patrimônio líquido de R$ 65 bilhões. Em 2013, e com a efetivação dos trabalhos do Pré-Sal, o patrimônio era da ordem de R$ 345 bilhões, um crescimento de 430,8%. Além disso, o lucro anual da Petrobras no Governo de Fernando Henrique foi de R$ 4,5 bilhões. Já nos governos Lula-Dilma até o ano de 2013 atingiu o gigantesco valor de R$ 25,2 bilhões. Os números são definitivos e retratam a enorme diferença de gerenciamento do governo petista para os dos tucanos, que afundaram a maior plataforma marítima do mundo, a P-36, bem como paralisaram os investimentos da poderosa petroleira, pois a intenção era privatizá-la.

A verdade é que os tucanos e seus aliados nunca se importaram com o desenvolvimento do País. Trata-se da direita sectária e elitista, que governa e sempre governou para poucos, a atender os interesses das classes privilegiadas. Ao contrário do governo entreguista de Fernando Henrique, a administração Lula consolidou o capitalismo e instrumentalizou o Estado nacional. O petista gerou mais de dez milhões de empregos, fomentou e aumentou enormemente o mercado interno e fortaleceu o Estado, que voltou a cumprir seu papel constitucional de investir e, consequentemente, melhorar as condições de vida da população, principalmente a parte mais pobre, que passou a ter acesso ao consumo.

Quem pensa que os números se resumem apenas à Petrobras, também se engana. Quanto à corrupção, quem a combateu de fato foram os governos do PT, que aparelharam e equiparam a Polícia Federal, contrataram milhares de servidores por meio de concursos e permitiram que a PF tivesse autonomia para investigar e realizar suas ações. Nos Governos Lula e Dilma foram realizadas 2.226 operações, sendo que na administração do ex-operário metalúrgico foram efetivadas 1.273 operações com 15.754 prisões. A partir do Governo Lula se começou, de fato, a limpeza da máquina estatal, no que é relativo à corrupção.

De 2003 a 2014, período dos trabalhistas no poder, foram presas 24.881 pessoas, sendo que dessas 2.351 são servidores públicos e 119 policiais federais. Por isto é muito questionável quando a imprensa comercial e privada, o PSDB, os coxinhas de classe média e outros setores conservadores da sociedade ficam a vociferar que nunca houve tanta corrupção no Brasil, quando a verdade incontestável é que nunca se combateu tanto a corrupção neste País, bem como nunca prenderam tantas pessoas, inclusive policiais federais e grandes empresários, em um País em que rico nunca era preso.

Em contrapartida, no Governo FHC foram realizadas exíguas 48 operações. Isto mesmo. Em oito anos, os tucanos não chegaram a 50 operações policiais, quanto mais prender corruptos, até porque o procurador-geral dos tucanos, Geraldo Brindeiro, tinha o sugestivo apelido de engavetador-geral. Além do mais, o Neoliberal I tomou posse no dia 1º de janeiro de 1995 e seu primeiro ato após de 18 dias no poder foi extinguir a Comissão para Investigar a Corrupção, criada no Governo Itamar Franco — o verdadeiro pai do Plano Real. Nada mais emblemático, porque logo depois começaram a liquidação do patrimônio público do Brasil — as criminosas privatizações, que até hoje não foram investigadas para se punir os culpados por tão inconsequente rapinagem e pirataria.

E ainda tem coxinha paneleiro, consumidor do noticiário de uma imprensa corporativa e manipuladora, quando, não, mentirosa, que vai às ruas chamar os governos trabalhistas de corruptos, como parece ser a intenção, no dia 16 de agosto. O analfabetismo político realmente o é uma realidade lamentável. Já dizia o poeta e dramaturgo, Bertolt Brecht: "O pior analfabeto é o analfabeto político". Sem comentários... Ponto.

Como o impeachment não vai realmente acontecer, para o desespero dos reacionários, intolerantes e golpistas de plantão, agora a reação está também de olho no BNDES, um banco de fomento, que alavancou não só a economia brasileira, bem como financiou obras, projetos e programas em outros países. Realizações ocorridas dentro da legalidade, sem, contudo, estar livre de corrupção, porque tal crime é inerente à condição humana, pois sempre tem alguém que ouve o canto da sereia e se corrompe, mesmo a saber que um dia pode ser pego e preso.

A questão fundamental é combater a corrupção. E o combate está a ser feito pelos governos petistas, que, inclusive, cortaram na carne quando alguns de seus membros se deixaram levar por desejos de ter coisas e dinheiro. Só que no Brasil os tucanos são inimputáveis, bem como os magnatas bilionários de imprensa. E santa essa gente não o é... Pode acreditar. As manifestações vão acontecer no dia 16 de agosto. São golpistas manipulados e golpistas mal-intencionados. Todavia, são a mesma face da mesma moeda. Impeachment é golpe, e a eleição vencida por Dilma Rousseff acabou há dez meses. "Os incomodados que se incomodem!" — já dizia Rita Lee. É isso aí.

http://www.brasil247.com/pt/colunistas/davissena/192638/A-marcha-dos-coxinhas-insensatos-o-Brasil-real-do-PT-e-o-País-da-era-FHC.htm

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Lula: não julguem Dilma por seis meses de mandato

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por Eunice Pereira, para a Rede Brasil Atual

Brasília – “Quem chegou onde a gente chegou, não pode retroceder. Quero dizer que estou preparando meu caminho para voltar a viajar pelo meu país”, afirmou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na abertura oficial da 5ª Marcha das Margaridas. "Eu quero ver se nossos adversários estão dispostos a andar por este país e discutir este país como ele precisa ser discutido", disse.

Lula defendeu a presidenta Dilma Rousseff, pedindo para que ela não seja julgada por uma crise econômica que ela não criou. “A crise não começou no Brasil. Ela começou nos Estados Unidos e na Europa”, explicou. “Algumas pessoas não perceberam que a eleição acabou dia 26 de outubro e que a Dilma é presidenta deste país.”

O ex-presidente afirmou que os mesmos setores que querem “jogar a responsabilidade das dificuldades atuais a presidenta Dilma” e que se “agora se apresentam como solução, entregaram o país quebrado e devendo dinheiro para o FMI”.

Sobre as ameaças de impeachment da presidenta, Lula definiu como tentativa de dar como inacabada uma campanha eleitoral na qual os adversários saíram derrotados. “Eles não perceberam que a eleição acabou. Eles não saem do palanque”, disse Lula.

O ex-presidente reconheceu que o momento é difícil, mas lembrou que, os que hoje pedem o impeachment da presidenta Dilma, são os mesmos que, em 2005, falavam em retirá-lo do poder. Porém, tinham consciência de que, para isto, teriam de enfrentar o povo. “Com Dilma não será diferente. Tenho certeza que cada mulher que está aqui, que cada brasileiro, com sua coragem, vai defender esse governo. Ninguém vai barrar o processo democrático”, disse.

“Ousamos eleger uma mulher que aos 20 anos foi presa e torturada. Com a coragem das mulheres, ninguém ameaçará a democracia”
Lula criticou os movimentos de setores que tentam impor retrocessos sociais, como a tentativa de redução da maioridade penal. “Como o Estado pode cobrar de uma pessoa para a qual esse mesmo Estado não deu a formação necessária.”

O ministro do Desenvolvimento Agrário, Patrus Ananias, reafirmou dois compromissos: a luta pela reforma agrária e levar políticas públicas aos agricultores de todo país. “Estaremos juntos sempre para fazer do Brasil uma pátria justa e solidária.” A ministra da secretária de Mulheres, Eleonora Menicucci, reforçou: “Mulher nenhuma pode aceitar o ódio de gênero, o ódio de quem não suporta uma mulher governando este país”.

A coordenadora da Marcha, Alessandra Lunas, da Secretaria de Mulheres da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), falou sobre a importância da construção da democracia participativa. “A Marcha das Margaridas vai às ruas em defesa da democracia neste momento crucial.”

http://www.brasil247.com/pt/247/poder/192520/Lula-não-julguem-Dilma-por-seis-meses-de-mandato.htm

terça-feira, 11 de agosto de 2015

'Quanto pior melhor' foi tiro no pé para mídia

 

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Faturamento com anúncios em TVs abertas, jornais, revistas e rádios somados caiu 8,5% no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período de 2014; números são da pesquisa de mercado sobre investimentos publicitários do Ibope Media; o meio mais atingido foi o de revistas, com queda de 20,9%; dados são destacados por Helena Sthephanowitz, na Rede Brasil Atual, que avalia que os veículos tradicionais "perderam fatias do mercado publicitário para o meio internet e para mídias mais segmentadas"; ela aponta, porém, um "erro estratégico": "apostar no 'quanto pior, melhor' foi um tiro no pé"; "Os números demonstram que a crise na mídia tradicional é muito maior do que a crise na economia brasileira como um todo. É como se o PIB da velha mídia encolhesse 8,5%", afirma

11 de Agosto de 2015 às 19:48

Por Helena Sthephanowitz, para a Rede Brasil Atual

O faturamento com anúncios nos meios TVs abertas, jornais, revistas e rádios somados caiu 8,5% no primeiro semestre de 2015 em relação ao mesmo período de 2014. Os números são da pesquisa de mercado sobre investimentos publicitários do Ibope Media.

Os valores totais do ano anterior foram corrigidos pela variação do IGP-M (FGV) de junho de 2014 a junho de 2015 para apurar o crescimento real ajustado.

O meio mais atingido foi o de revistas, com queda de 20,9%. Apesar da pesquisa não detalhar cada veículo, é sabido que a situação é dramática para a Editora Abril, que tem na semanal Veja seu carro-chefe. O balanço da Abril Comunicações de 2014 já mostrava um patrimônio líquido negativo e realização de prejuízo. A Veja, transformada num panfleto de campanha sistemática de crise e pelo impeachment de Dilma Rousseff, pode acabar "impichada" pelo mercado publicitário antes das eleições de 2018.

A TV aberta, incluindo merchandising, também sofreu um queda dramática de receitas vindas de anunciantes: -7,2%, comparativamente ao primeiro semestre do ano passado. Jornais amargaram queda de 9,7% e rádios perderam 10,2%.

Pelo Ibope Media não dá para saber se os anunciantes simplesmente reduziram o número de anúncios ou se obtiveram preços menores dos veículos, mas o fato inquestionável é que muitos fizeram cortes drásticos nos gastos com propaganda.

O maior anunciante nos primeiros seis meses de 2014, a Unilever, aplicou este ano menos R$ 528 milhões em anúncios (um corte de 25% corrigindo os valores pelo IGP-M). A Nestlé cortou R$ 194 milhões (menos 37,3%). As duas maiores cervejarias, cortaram juntas R$ 579 milhões (cortes de 30,5% e 41% respectivamente). Três grandes bancos que estão na lista dos 30 maiores anunciantes (Caixa Econômica Federal, Itaú e Bradesco) cortaram R$ 495 milhões. A lista segue, com cortes significativos (e contundentes) de Petrobras, Volkswagen, GM, Fiat, Tim, Pão de Açúcar....

Os números demonstram que a crise na mídia tradicional é muito maior do que a crise na economia brasileira como um todo. É como se o PIB da velha mídia encolhesse 8,5%.

Também mostra que o setor passa por mudança de época e de hábitos. TVs abertas, jornais, revistas e rádios perderam fatias do mercado publicitário para o meio internet e para mídias mais segmentadas, como TV por assinatura, cinema e, sobretudo, a internet e suas possibilidades.

Anúncios na rede mundial de computadores tiveram um crescimento significativo, apesar do Ibope Média estranhamente não ter divulgado nenhuma comparação, alegando mudança de metodologia. Disse que em 2014 só eram computados os portais IG, MSN, Terra, Yahoo, UOL e Globo.com, enquanto em 2015 outros 25 sites de conteúdo passaram a ser monitorados. Se, ainda assim, compararmos os números disponíveis do Ibope Media, ressalvando que tem bases diferentes de comparação, o meio internet registra um crescimento de até 32,9%.

E agora?

Tradicionalmente, os segundos semestres têm investimentos em anúncios maiores do que nos primeiros, devido ao Natal, Dia das Crianças e 13º salário incentivarem o consumo. Mas é questionável se isto ocorrerá na mídia tradicional neste ano. Porque em momentos de crise os departamentos de marketing das empresas são desafiados a abandonar estratégias conservadoras e buscam plataformas mais vantajosas para seus anúncios. A própria pressão imposta em momentos de crise por resultados mais urgentes pode acelerar esta mudança. São obrigados a seguirem o ditado: "Em time que está perdendo tem de mexer".

Diante deste quadro a continuidade do noticiário "terrorista", alarmista e desequilibrado – como se fosse uma campanha eleitoral da oposição radicalizada –, revela-se na prática uma campanha publicitária para "vender" mais e mais... crise. Resultado: espanta consumidores, investidores e anunciantes.

A própria conspiração por impeachment, inviável sem um golpe "paraguaio", e traumático demais para a economia se vier a ser tentado, atrapalha e retarda a recuperação do crescimento econômico. Lideranças empresariais e, portanto, grandes anunciantes, tais como o presidente do Bradesco, já reclamam abertamente da crise política forjada de forma irresponsável, prejudicando mais a economia brasileira do que a própria crise mundial.

E a crise política foi e continua sendo insuflada pelo forte apoio midiático.

Assim, a própria necessidade de sobrevivência da velha mídia, para não ter um prejuízo no segundo semestre muito pior do que foi no primeiro, recomenda abandonar o terrorismo editorial e noticiar a realidade como ela é, honestamente, sem viés de campanha partidária oposicionista do "quanto pior, melhor".

O questionável é se o instinto de escorpião - que ferroa o sapo na travessia do rio, mesmo morrendo afogado, como na parábola - não é maior do que o instinto de sobrevivência empresarial de alguns "barões da mídia" tradicional.

http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/192503/'Quanto-pior-melhor'-foi-tiro-no-pé-para-mídia.htm

Vale a pena ver de novo

Tijolaço: Lava Jato prendeu Dirceu para 'aumentar o coeficiente do PT'

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Para o jornalista Fernando Brito, do Tijolaço, a prisão do ex-ministro José Dirceu tem um objetivo essencialmente político; "Que tipo de vantagem José Dirceu poderia oferecer em troca de propinas, nos últimos dois anos, boa parte deles passados atrás das grades e o restante em reclusão doméstica, sem qualquer liberdade de locomoção?", questiona; segundo Brito, Dirceu, já linchado em praça pública, só tem a oferecer aos investigadores "a oportunidade de devolver ao escândalo um 'alto coeficiente de PT' outra vez"; leia íntegra

3 de Agosto de 2015 às 15:37

Fernando Brito, do Tijolaço - Não é preciso ser um esquerdista para perceber obvio: a prisão do ex-ministro José Dirceu tem um objetivo essencialmente político.

Até mesmo a Folha o assume, sem muitos rebuços, ao afirmar que a "Prisão de José Dirceu recoloca PT na mira da Operação Lava Jato".

Mesmo que se considere que Dirceu pudesse, depois de fora do Governo, influir em decisões administrativas, não faz o menor sentido a argumentação de Sérgio Moro, no ato que "fundamentou" afirmar que ele pudesse estar "vendendo prestígio" após sua condenação e prisão o caso do chamado Mensalão, há dois anos.

Dirceu só teria para "vender" a "queimação" de ter sido tornado uma "figura maldita".

Até mesmo que se dispôs a oferecer um modesto emprego de bibliotecário para que pudesse trabalhar no regime prisional semi-aberto tinha de enfrentar um impiedoso esquadrinhamento de sua vida pela mídia, para saber "quem é que está pagando para José Dirceu trabalhar.

Que tipo de vantagem José Dirceu poderia oferecer em troca de propinas, nos últimos dois anos, boa parte deles passados atrás das grades e o restante em reclusão doméstica, sem qualquer liberdade de locomoção, ao ponto de ter tido negada,na semana passada, autorização para ver a família no Dia dos Pais?

Os depoimentos acusatórios contra Dirceu, sejam verdadeiros ou falsos, trazem a marca de algo que foi dito com o objetivo de livrar ou reduzir a pena de gente que não tem, agora que são delatores, que se preocupar mais com o que vai dizer, pois está coberta pela garantia de que não lhes serão aplicadas penas graves.

E que tanto mais benefícios terão quanto mais contribuírem para o objetivo de condenar mais figuras públicas, não ao esclarecimento da verdade.

Há duas coisas, entretanto, que são irrespondíveis, embora Sérgio Moro gaste muita tinta para justificar.

A primeira é o fato de ele se atribuir jurisdição nacional (e até com foros internacionais) sobre tudo o que disser respeito a possíveis atos de corrupção de empreiteiras, desde que se tratem de obras ou empresas federais. Dinheiro da Odebrecht, da Andrade Gutierrez, da UTC e de outras dados a políticos "estaduais" ou "municipais" – com os quais elas fazem centenas de negócios, "não vêm ao caso".

A segunda é que não se consegue apontar uma vantagem processual na iniciativa de "prender um preso", pois é inverossímil que, a esta altura, Dirceu possa estar produzindo em agentes políticos ou empresariais qualquer coisa que não seja o medo-pânico em se aproximarem dele. Nem de longe, por interpostas pessoas, telefonemas ou e-mails, pois nem minha finada avó acreditaria que ele não é objeto de total vigilância.

Além do mais, se é para prevenir uma suposta reiteração criminosa, porque o esmero de não apenas pedir que o ex-ministro seja recolhido a uma cela, mas pretender que esta seja a de Curitiba, onde a "turma da lava-Jato" manda e desmanda e, sob a leniência do parvo Ministro da Justiça, sequer consegue explicar a existência de violações como a de instalar escutas clandestinas nas celas?

A razão, por isso, é evidente até para os olhos míopes da imprensa brasileira. O desenrolar da Lava Jato estava deixando claro que os esquemas de corrupção eram, essencialmente, ligados a políticos do PP e do PMDB. As pressões para obter delações de Renato Duque e João Vaccari, entre outros, ainda mantidos presos não resultou, até agora, em sucesso na obtenção de acordos onde estes acusem a quem interessa acusar.

Dirceu, já linchado em praça pública, oferece aos politizadíssimos investigadores e acusadores – a rigor, não é juiz neutro no processo – a oportunidade de devolver ao escândalo um "alto coeficiente de PT" outra vez.

http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/191449/Tijola%C3%A7o-Lava-Jato-prendeu-Dirceu-para-'aumentar-o-coeficiente-do-PT'.htm

O real motivo da perseguição a Dirceu. Por Paulo Nogueira

 

A vida é complicada para quem desafia a plutocracia

A vida é complicada para quem desafia a plutocracia

Originalmente publicado em março. Republicado agora por motivos óbvios.

Um jornalista americano escreveu uma coisa que me marcou profundamente.

Ele disse que num certo momento da carreira ele era convidado para programas de tevê, recebia convites seguidos para dar palestras e estava sempre no foco dos holofotes.

Num certo momento ele se deu conta de que tudo isso ocorria porque ele jamais escrevera algo que afrontasse os interesses dos realmente poderosos.

Foi quando ele acordou. Entendeu, por exemplo, as reflexões de Chomsky sobre as grandes empresas jornalísticas.

Para encurtar a história, ele decidiu então fazer jornalismo de verdade. Acabou assassinado.

Assange, Snowden, Falciani: não é fácil a vida de quem enfrenta o poder.

Tudo isso me ocorreu a propósito de José Dirceu. Tivesse ele defendido, ao longo da vida a plutocracia, ninguém o incomodaria.

Mas ele escolheu o outro lado.

E por isso é alvo de uma perseguição selvagem. É como se o poder estivesse dizendo para todo mundo: “Olhem o que acontece com quem ousa nos desafiar.”

É à luz de tudo isso que aparece uma nova rodada de agressões a Dirceu, partida – sempre ela – da Veja.

Quis entender.

Os dados expostos mostram, essencialmente, uma coisa: Dirceu não pode trabalhar. Não pode fazer nada.

O que é praxe em altos funcionários de uma administração fazerem ao deixá-la?

Virar consultor.

Não é só nos governos. Nas empresas também. Fabio Barbosa fatalmente virará consultor depois de ser demitido, dias atrás, da Abril.

Foi o que fez, também, David Zylbersztajn, o genro que FHC colocou na Agência Nacional do Petróleo. (Não, naturalmente, por nepotismo, mas por mérito, ainda que o mérito, e com ele o emprego, pareça ter acabado junto com o casamento com a filha de FHC.)

Zylbersztajn é, hoje, consultor na área de petróleo. Seus clientes são, essencialmente, empresas estrangeiras interessadas em fazer negócios no Brasil no campo da energia.

Algum problema? Não.

Quer dizer: não para Zylbersztajn. Mas para Dirceu a mesma posição de consultor é tratada como escândalo.

Zylbersztajn ajuda empresas estrangeiras a virem para o Brasil. Dirceu ajuda empresas brasileiras a fazerem negócios fora do Brasil, com as relações construídas em sua longa jornada.

O delator que o citou diz que Dirceu é muito bom para “abrir portas”. É o que se espera mesmo de um consultor como Dirceu.

Zylbersztajn, caso seja competente, saberá também “abrir portas”.

Vamos supor que a Globo, algum dia, queira entrar na China. Ela terá que contratar alguém que “abra portas”.

Abrir portas significa, simplesmente, colocar você em contato com pessoas que decidem. Conseguir fechar negócios com ela é problema seu, e não de quem abriu as portas.

Na manchete do site da Veja, está dito que o “mensaleiro” – a revista não economiza uma oportunidade de ser canalha – faturou 29 milhões entre 2006 e 2013.

São oito anos. Isso significa menos de 4 milhões por ano. Do jeito que a coisa é apresentada, parece que Dirceu meteu a mão em 29 milhões. Líquidos.

Não.

Sua empresa faturou isso. Não é pouco, mas está longe de ser muito num universo de grandes empresas interessadas em ganhar o mundo.

Quanto terá faturado a consultoria de Zylbersztajn entre 2006 e 2013? Seria uma boa comparação.

No meio das acusações, aparece, incriminadora, a palavra “lobby”. É um estratagema para explorar a boa fé do leitor ingênuo e louco por razões para detestar Dirceu.

Poucas coisas são mais banais, no mundo dos negócios, que o lobby.

Peguemos a Abril, por exemplo, que edita a Veja. Uma entidade chamada ANER faz lobby para a Abril e outras editoras de revistas. A ANER da Globo se chama ABERT.

Você pode ter uma ideia de quanto as empresas de jornalismo são competentes no lobby pelo fato de que ainda hoje elas gozam de reserva de mercado – uma mamata que desapareceu virtualmente de todos os outros setores da economia brasileira.

E assim, manobrando e manipulando informações, a mídia mais uma vez agride Dirceu.

As alegações sempre variam, mas o real motivo é que ele decidiu, desde jovem, não lamber as botas da plutocracia.

(Acompanhe as publicações do DCM no Facebook. Curta aqui).

Paulo Nogueira

http://www.diariodocentrodomundo.com.br/o-real-motivo-da-perseguicao-a-dirceu/

Alckmin, Globo e Renan isolam golpismo de Aécio

 

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Três movimentos praticamente simultâneos liquidaram o esboço de golpe que vinha sendo liderado pelo senador Aécio Neves (PSDB-MG), derrotado na última eleição presidencial; o primeiro ato foi a declaração de João Roberto Marinho, um dos sócios da Globo, de que o sucessor da presidente Dilma Rousseff será quem vencer a disputa presidencial de 2018; em seguida, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, afirmou que 'a questão do impeachment não está colocada'; ontem à noite, no terceiro ato, o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Congresso Nacional, sinalizou que o Brasil tem condições de retomar a governabilidade, ao lançar a Agenda Brasil, que prevê reformas fiscais de longo prazo; com seu estilo incendiário, que é a negação do espírito de Tancredo Neves, Aécio sairá da crise atual menor do que entrou e dificilmente conseguirá ser o candidato tucano em 2018

11 de Agosto de 2015 às 05:59

247 – O senador Aécio Neves (PSDB-MG), que no fim de semana concedeu uma entrevista prevendo que será chamado em breve a salvar o País (leia aqui), foi abandonado à beira da estrada.

Nos últimos dias, três movimentos simultâneos praticamente liquidaram a possibilidade do golpe contra a democracia, que vinha sendo tramado e liderado por aliados de Aécio.

O primeiro ato se deu no encontro entre João Roberto Marinho, um dos sócios da Globo, e senadores petistas, quando ele afirmou que o sucessor de Dilma será aquele que conseguir se eleger em 2018 (leia aqui). Mais do que respeitar o calendário eleitoral e abandonar o golpe, a Globo também rifou Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara dos Deputados, que seria peça-chave na orquestração golpista (leia aqui).

O segundo ato partiu daquele que, no PSDB, reúne hoje as melhores condições para se colocar como candidato natural do partido: o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. Ontem, ao participar de uma homenagem ao ex-governador pernambucano Eduardo Campos, ele afirmou que 'a questão do impeachment não está colocada' (leia aqui).

Não é exatamente o que pensam tenentes aecistas, como o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) e o senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), mas o fato é que a opinião de Alckmin tem muito mais peso.

Por último, o terceiro ato ocorreu na noite de ontem, quando, em sintonia com o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), lançou a chamada "Agenda Brasil", um pacote de reformas de longo prazo, que sinalizam a retomada da governabilidade e da responsabilidade fiscal.

Os três movimentos, simultâneos, podem ser resumidos numa frase: Dilma fica, terá condições de governar e Geraldo Alckmin será o candidato do PSDB em 2018.

http://www.brasil247.com/pt/247/poder/192372/Alckmin-Globo-e-Renan-isolam-golpismo-de-Aécio.htm

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Renan propõe 'Agenda Brasil' contra a crise

 

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O presidente do Senado, Renan Calheiros, discutiu nesta segunda (10) com os ministros da Fazenda, Joaquim Levy, e do Planejamento, Nelson Barbosa, a elaboração de uma agenda suprapartidária de interesse nacional; a ideia é que o Congresso Nacional contribua com o governo na busca de soluções que apontem para a retomada do crescimento e o aumento da segurança jurídica; intitulada "Agenda Brasil", o programa propõe 27 medidas para superação da crise; "Foi uma conversa na procura de uma agenda harmônica, que aponte em direção ao futuro. É uma colaboração do Congresso Nacional", disse Renan; "Esta pauta sugerida pelo senador Renan Calheiros é a pauta do Brasil, indispensável para enfrentarmos a nova realidade econômica e superarmos a atual crise", afirmou o ministro da Fazenda, Joaquim Levy; conheça as propostas

10 de Agosto de 2015 às 21:56

247 - O presidente do Senado, Renan Calheiros, discutiu nesta segunda-feira (10) com os ministros da Fazenda, Joaquim Levy, e do Planejamento, Nelson Barbosa, a elaboração de uma agenda suprapartidária de interesse nacional. A ideia é que o Congresso Nacional contribua com o governo na busca de soluções que apontem para a retomada do crescimento e o aumento da segurança jurídica. Intitulada "Agenda Brasil", o programa propõe 27 medidas para superação da crise.

"Foi uma conversa na procura de uma agenda harmônica, que aponte em direção ao futuro. É uma colaboração do Congresso Nacional, com base na isenção e independência do Congresso. Quanto mais independente, mais o Congresso vai poder colaborar com uma saída para o país", disse Renan, na saída do encontro na residência oficial.

Renan Calheiros anunciou que vai reunir nesta semana os líderes partidários para definir as próximas votações no Senado. Entre os projetos na pauta do Plenário, está o último item do ajuste fiscal, o PLC 57/2015, que reonera a folha de pagamento de 56 setores da economia.

"Evidente que vamos apreciar todos os pontos do ajuste dentro dessa lógica da agenda. Combinamos uma reunião de líderes amanhã [terça-feira]. A pauta da semana será consequência dessa conversa, e o ministro Levy vai dar um sinal com relação à colaboração que ele recebeu, de agenda para o país, harmônica e suprapartidária, com a isenção que sempre tivemos no Congresso", destacou o presidente do Senado.

Renan Calheiros explicou que a agenda proposta à equipe econômica vai tratar da reforma do estado. Ele reafirmou que é imprescindível redefinir os termos da coalizão de apoio ao governo. Enfatizou, ainda, a necessidade de se cortar ministérios. "Acho que a agenda tem que tratar de tudo, da reforma do Estado, da coalizão, da sustentação congressual. Dentro da agenda, claro que há uma sugestão de reforma administrativa, não há como fazer ajuste fiscal sem cortar o tamanho do Estado, sem cortar a despesa pública. O Brasil não pode ficar entregue a isso" argumentou.

Da reunião, com Renan, Barbosa e Levy participaram ainda os ministros Edinho Silva (Secom) e Eduardo Braga (Minas e Energia) e os senadores peemedebistas Renan Calheiros (AL), Romero Jucá (RR) e Eunício Oliveira (CE).

"Esta pauta sugerida pelo senador Renan Calheiros é a pauta do Brasil, indispensável para enfrentarmos a nova realidade econômica e superarmos a atual crise", afirmou à Folha o ministro da Fazenda, Joaquim Levy. Na avaliação da equipe econômica, o fato de a pauta ser proposta pelo Senado, neste momento, cria a "grande oportunidade" de ela avançar e fazer o país retomar a trajetória de crescimento.

O ministro Joaquim Levy ficou de dar uma resposta na quarta-feira (12) a respeito de quais temas o Planalto considera mais prioritários e politicamente viáveis. O ministro da Fazenda deverá apresentar a posição do governo a Renan Calheiros e a um grupo de líderes de siglas pró-Dilma. O Senado, do seu lado, também analisará todos os itens e dirá ao ministro quais são as votações mais exequíveis.

A “Agenda Brasil'' está dividida em três áreas: “Melhoria do ambiente de negócios e infraestrutura'', “Equilíbrio Fiscal'' e “Proteção Social''.

Conheça as propostas:

Melhoria do ambiente de negócios

1- Segurança jurídica dos contratos: blindar as legislações de contratos contra surpresas e mudanças repentinas. Essa blindagem colabora para proteger a legislação das PPP, por exemplo, item relevante nestes tempos em que o País necessita de mais investimentos privados.
2 - Aperfeiçoar marco regulatório das concessões, para ampliar investimentos em infraestrutura e favorecer os investimentos do Programa de Investimentos em Logística do Governo (PIL).
3 - Implantar a “Avaliação de Impacto Regulatório”, para que o Senado possa aferir as reais consequências das normas produzidas pelas Agências Reguladoras sobre o segmento de infraestrutura e logística.
4 - Regulamentar o ambiente institucional dos trabalhadores terceirizados melhorando a segurança jurídica face ao passivo trabalhista potencial existente e a necessidade de regras claras para o setor;
5 - Revisão e implementação de marco jurídico do setor de mineração, como forma de atrair investimentos produtivos.
6 - Revisão da legislação de licenciamento de investimentos na zona costeira, áreas naturais protegidas e cidades históricas, como forma de incentivar novos investimentos produtivos;
7 - Revisão dos marcos jurídicos que regulam áreas indígenas, como forma de compatibilizá-las com as atividades produtivas.
8 - Programa de estímulo ao desenvolvimento turístico aproveitando o câmbio favorável, e a realização de megaeventos. Incluir a eliminação de vistos turísticos para mercados estratégicos, a simplificação de licenciamento para construção de equipamentos e infraestrutura turística em cidades históricas, orla marítima e unidades de conservação.
9 - PEC das Obras Estruturantes – estabelecer processo de fast-track para o licenciamento ambiental para obras estruturantes do PAC e dos programas de concessão, com prazos máximos para emissão de licenças. Simplificar procedimentos de licenciamento ambiental, com a consolidação ou codificação da legislação do setor, que é complexa e muito esparsa.

Equilíbrio Fiscal

10 - Reformar a Lei de Licitações – Projeto da Senadora Kátia Abreu – PLS 559/13.
11 - Implantar a Instituição Fiscal Independente.
12 - Aprovar a Lei de Responsabilidade das Estatais, com vistas à maior transparência e profissionalização dessas empresas.
13 - Aprovação em segundo turno da PEC 84/2015, que impede o Governo Federal de criar programas que gerem despesas para Estados e Municípios e DF, sem a indicação das respectivas fontes de financiamento.
14 - Regulamentar o Conselho de Gestão Fiscal, previsto na LRF.
15 - Reforma do PIS/COFINS, de forma gradual com foco na “calibragem” das alíquotas, reduzindo a cumulatividade do tributo e a complexidade na forma de recolhimento.
16 - Reforma do ICMS (convergência de alíquotas) e outras medidas a serem sugeridas pela Comissão Mista do Pacto Federativo.
17 - Medidas para repatriação de ativos financeiros do exterior, com a criação de sistema de proteção aos aderentes ao modelo.
18 - Revisar resolução do Senado que regula o imposto sobre heranças, sobretudo quanto ao teto da alíquota, levando-se em conta as experiências internacionais (convergir com média mundial – 25%).
19 - Favorecer maior desvinculação da receita orçamentária, dando maior flexibilidade ao gasto público. Estabelecer um TAC Fiscal para “zerar o jogo” e permitir melhor gestão fiscal futura.
20 - Ampliar idade mínima para aposentadoria, mediante estudos atuariais e levando-se em conta a realidade das contas da previdência social.
21 - Proposta para reajuste planejado dos servidores dos 3 Poderes, de maneira a se ter uma previsibilidade de médio e longo prazo dessas despesas.
22 - Priorizar solução para o restos e contas a pagar.

Proteção Social

23 - Condicionar as alterações na legislação de desoneração da folha e o acesso a crédito subvencionado a metas de geração e preservação de empregos.
24 - Aperfeiçoar o marco jurídico e o modelo de financiamento da saúde. Avaliar a proibição de liminares judiciais que determinam o tratamento com procedimentos experimentais onerosos ou não homologados pelo SUS.
25 - Avaliar possibilidade de cobrança diferenciada de procedimentos do SUS por faixa de renda. Considerar as faixas de renda do IRPF.
26 - Compatibilizar os marcos jurídicos da educação às necessidades do desenvolvimento econômico e da redução das desigualdades.
27 - Compatibilizar a política de renúncia de receitas, no orçamento público, à obtenção de resultados positivos no enfrentamento das desigualdades regionais e na geração de emprego e renda (trata-se de determinação constitucional).

http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/192358/Renan-propõe-'Agenda-Brasil'-contra-crise.htm