Páginas

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Apreensão de madeira em Sobral

estacas sabiá

A Polícia Rodoviária Federal apreendeu nesta última terça-feira mais dois veículos transportando madeira. O fato ocorreu no início da noite passada na BR 222, nas proximidades do km 240, na região do povoado de Aprazível.

Trata-se de madeira nativa do bioma caatinga (mimosa caesalpiniifolia - sabiá).

Os dois veículos carregados com estacas, oriundos de Uruoca/CE, tinham como destino os municípios de Bezerros/PE e Guarabira/PB.  Durante a abordagem foram apresentados Documentos de Origem Florestal - DOF referentes ao transporte da madeira, porém os dados apresentavam incoerências entre as quantidades declaradas e as efetivamente apuradas nas medições realizadas.

         Diante destas discrepâncias nas documentação, foram apreendidos 59,79 m3 de estacas de sabiá, sendo 31,75 m3 do primeiro caminhão abordado e 28,04 m3 no segundo. Os condutores, a madeira, assim como os veículos foram encaminhados ao escritório do IBAMA em Sobral/CE.

Ainda foi constatado excesso de peso de 14 toneladas nos dois veículos acima.

Att,

4ª Delegacia/16ª SRPRF/CE

estacas sabiá2

Recuperar “desvios” do mensalão pode provocar reviravoltaInserir o título da postagem

 

publicado em 26 de novembro de 2013 às 17:47

Vai aparecer a verdade sobre os R$ 73,8 milhões da Ação Penal 470?

por Paulo Moreira Leite, em seu blog

A iniciativa de tentar recuperar fundos supostamente desviados no mensalão pode ter uma função de esclarecimento, desde que se tenha a humildade de procurar fatos

A notícia de que o Banco do Brasil resolveu ir atrás dos recursos que teriam sido desviados para o esquema de Marcos Valério pode ser uma grande oportunidade para se passar a limpo um dos grandes mistérios da ação penal 470.

A condição é que se tenha serenidade para se esclarecer o que foi feito com o dinheiro, uma bolada de R$ 73,8 milhões, que, conforme o relator Joaquim Barbosa, foi desviada para subornar parlamentares e garantir a base de apoio do governo Lula no Congresso.

Essa iniciativa pode ter uma função de esclarecimento, desde que se tenha a humildade de procurar fatos, sem receio de descobrir que as provas que irão surgir podem sustentar aquilo que se diz – mas também podem desmentir tudo o que se falou até aqui e produzir uma visão inteiramente nova sobre o julgamento.

Pelos dados disponíveis até aqui, ocorre o seguinte. Ao contrário do que se disse no Tribunal, duas auditorias do Banco do Brasil não apontaram para os desvios de recursos, muito menos da ordem de R$ 74 milhões. No julgamento, essa constatação foi ignorada pelo Ministério Público, por Joaquim Barbosa e pela maioria dos juízes.

Eles mantiveram a acusação até o final e ela foi um dos pontos altos de todo o julgamento. O problema é que o desvio foi denunciado, mas não foi demonstrado nem explicado. Se este novo exame não apontar para um desvio, será possível sustentar que não houve crime. E se não houve crime, é preciso revisar o processo.

Quando se fala em ir atrás dos recursos, as pessoas podem pensar numa tarefa simples, uma cena de filme, em que os bravos homens da lei chegam ao esconderijo dos criminosos e pegam o dinheiro que teria sido desviado. Não é assim.

O total de R$ 73,8 milhões é apenas o resultado de uma somatória simples. Envolve a soma de recursos do Visanet que altos executivos do Banco do Brasil – Henrique Pizzolato foi apenas um deles – destinaram para campanhas da DNA entre 2003 e 2004. O pressuposto é que cada centavo enviado para a DNA pela Visanet serviu única e exclusivamente para fins escusos.

Essa tese se apoiou no depoimento de uma ex-gerente do núcleo de mídia do Banco do Brasil. Foi ela quem afirmou que as campanhas da DNA eram simples cobertura para os desvios e acusou Pizzolato, com quem não tinha relações diretas, de ser responsável pelos desmandos.

Embora tenha sido até mencionado no julgamento, este depoimento teve a credibilidade afetada quando a Polícia Federal encontrou, em sua conta, recursos de origem difícil de explicar. A ex-gerente teve seus 15 segundos de celebridade e depois sumiu dos jornais e revistas.

O problema real, no entanto, é outro. Uma má testemunha não basta para desmentir uma história – desde que seja verdadeira.

Os dados disponíveis, hoje, colocam em questão a simples ideia de que o esquema financeiro clandestino do PT tenha sido alimentado pelos cofres da Visanet, a multinacional que distribuía recursos para as instituições que usam a bandeira Visa – entre elas o Bradesco, além do Banco do Brasil – para promover seus cartões de crédito.

Existem dois levantamentos conhecidos sobre o destino desse dinheiro. Nenhum deles aponta desvios que chegariam perto de 100% dos recursos entregues, como sustentou-se no tribunal. Longe disso. O que estes levantamentos mostram é que a maioria, se não a totalidade, dos recursos destinados a eventos de publicidade foram consumidos nesta atividade.

Um levantamento do escritório Simonaggio Perícias, de São Paulo, chegou ao destino final de 85% dos gastos, e aponta que todo esse dinheiro foi gasto em campanhas de propaganda e eventos de propaganda para promover o cartão Ourocard.

Conforme o advogado Silvio Simonaggio, contratado pelos antigos proprietários da DNA, Ramon Hollerbach e Cristiano Paz, que já cumprem altas penas em função da ação penal 470, não foi possível chegar aos 15% restantes porque não se teve acesso à documentação que se encontra nos arquivos da empresa Visanet, hoje Cielo, no Banco do Brasil e no Instituto de Criminalística da Polícia Federal.

Claro que sempre se poderá desconfiar da opinião de um perito contratado por uma das partes, mas, além de impressões negativas, será necessário contrapor fatos consistentes para contestar o que estes peritos, de um escritório privado, afirmam.

Outro levantamento, feito pelo jornalista Raimundo Pereira, da revista Retrato do Brasil, aponta na mesma direção. A partir da declaração da Visanet para a Receita Federal, o trabalho mostra uma contabilidade coerente entre pagamentos e gastos. Também dá nomes a boa parte dos beneficiários dos recursos da DNA. Explica campanhas realizadas, eventos patrocinados.

Como é natural em campanhas de publicidade, muitos recursos foram entregues aos meios de comunicação, o que torna muito fácil verificar se eles foram desviados ou não – desde que as empresas indicadas tenham disposição de colaborar.

Apenas a TV Globo recebeu uma soma aproximada de R$ 5 milhões, quantia que, a ser verdadeira, já implica numa redução equivalente do total. Outras empresas de porte também receberam quantias de vulto, ainda que menores.

Há outro ponto a ser debatido. O STF, em sua determinação, deixa claro que considera o Banco do Brasil como verdadeiro proprietário dos recursos desviados. O problema é que uma auditoria do próprio banco, em 11 de janeiro de 2006, demonstrou o contrário.

Afirma-se, ali, que o regulamento que criou o Fundo de Incentivo Visanet, que pertence à multinacional Visa, estabelece com todas as letras que a empresa “sempre se manterá como legítima proprietária do Fundo, devendo os recursos serem destinados exclusivamente para ações de incentivo, não pertencendo os mesmos ao BB Banco de Investimento nem ao Banco do Brasil.”

Diz ainda a auditoria que “as despesas com as ações seriam pagas diretamente pelo Visanet” às agências de publicidade ou reembolsadas pelo incentivador.

Analisando ainda a operação de entrada e saída de recursos, onde seria possível imaginar a ocorrência de desvios, a auditoria afirma que “o Banco optou pela forma de pagamento direto, por intermédio da empresa fornecedora, sem trânsito dos recursos pelo BB.” (“Sintese do Trabalho de Auditoria,” ofício número 100/p).

*****

Laudo comprova legalidade de verba repassada à DNA Propaganda pela Visanet

A análise da documentação foi feita após as condenações de sócios pelo Supremo Tribunal Federal no escândalo do mensalão

Publicação: 14/08/2013 10:54, no Correio Braziliense

Laudo pericial, divulgado ontem pelo escritório Simonaggio Perícias, em São Paulo, atesta que 85,34% dos R$ 73,8 milhões repassados à DNA Propaganda pela Visanet, nos anos de 2003 e 2004, foram efetivamente empregados no pagamento de fornecedores para divulgação dos produtos do Banco do Brasil, como os cartões de débito e crédito com a bandeira Visa.

A conclusão foi possível com base na análise de 80% de toda a documentação, referente às transações, que foi recolhida pelos ex-sócios da DNA, por meio da Graffite Participações Ltda., Cristiano de Mello Paz e Ramon Hollerbach Cardoso, depois de suas condenações pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por envolvimento no escândalo do mensalão.

De acordo com o laudo, o restante do valor referente a 15% do total do repasse não foi examinado porque depende da análise de outras centenas de documentos de posse da empresa Cielo, do Banco do Brasil e do Instituto de Criminalística Nacional.

Ontem, Cristiano Paz e Ramon Rollerbach informaram que já requisitaram o restante da papelada e esperam concluir e comprovar a lisura total das transações na próxima semana. Os publicitários, ao lado do advogado Sílvio Simonaggio, explicaram que o esforço é para tentar convencer o Supremo de que não houve desvio de recurso para pagamento de políticos da base aliada do governo em troca de apoio a projetos de seu interesse, conforme descrito na Ação Penal 470.

No processo, Cristiano Paz está condenado a 25 anos e seis meses de prisão e multa de R$ 2,5 milhões. Ramon, foi sentenciado em 29 anos e oito meses de prisão e multa de R$ 2,8 milhões.

Para comprovar a licitude da aplicação da verba, eles pretendem também convocar todos os fornecedores que se beneficiaram dos recursos para demonstrarem publicamente que aplicaram os recursos em benefício da Visanet.

Financeiro

Para elaborar o laudo, o advogado Sílvio Simonaggio explicou que não se deteve na análise contábil da DNA Propaganda, considerada inidônea em laudo da Polícia Federal. Diz que a análise foi financeira, identificando a “origem dos recursos da Companhia Brasileira de Meios de Pagamento (CBMP) — Visanet repassados pelo Banco do Brasil como fonte de pagamento e os pagamentos realizados pela DNA com base em autorizações do BB e em documentos emitidos pelos prestadores de serviço e fornecedores de bens”.

Dessa análise, se verificou que R$ 32 milhões, ou seja, 54,6% foram para pagamento de divulgação na mídia, e outros R$ 16,8 milhões destinados aos mais diversos patrocínios, entre eles de atletas, como o nadador César Cielo, o tenista Gustavo Kuerten e a jogadora de vôlei Shelda, além de patrocinar também encontro de magistrados em Salvador (BA) no valor de R$ 1,2 milhão, em 2004. Por ironia do destino, o evento foi aberto pelo então presidente do STF.

“Houve utilização adequada dos recursos pertencentes à CBPM e repassados à DNA, com base no limite dos documentos apresentados a exame. O somatório dos desembolsos comprovados e das receitas realizadas pela DNA por ordem do Banco do Brasil, com base em documentos comprovam pagamentos efetuados pela DNA a prestadores de serviços de propaganda e publicidade”, atesta o documento.

Em outro trecho, a perícia atesta também que havia vinculação entre os documentos analisados e as operações para fomento e divulgação de produtos da bandeira Visa.

Tanto Cristiano Paz quanto Ramon não conhecem os efeitos práticos que a conclusão da perícia possa causar no entendimento dos ministros do Supremo, que inicia hoje a análise dos embargos apresentados no processo do mensalão. No entanto, eles afirmam que tudo será encaminhado a seus advogados para estudo da melhor forma de uso das conclusões.

Todo o levantamento da documentação foi feito pelos publicitários que foram pessoalmente em busca de arquivo morto da DNA Propaganda, hoje extinta, e de ex-funcionários, entre os meses de janeiro até maio, quando o conjunto de documentos foi entregue à consultoria.

Os números:

Repasses Valor (em R$)

Nota técnica de 5 de maio de 2003 23,3 milhões
Nota técnica de 3 de novembro de 2003 6,4 milhões
Nota técnica de 20 de janeiro de 2004 35 milhões
Nota técnica de 11 de maio de 2004 9 milhões
Total 73,8 milhões

Valores desembolsados pela DNA (em R$)

Prestador/fornecedor 55,7 milhões
Impostos retidos 1,8 milhão
Comissão a outras agências 1,2 milhão
Total 58,7 milhões

Valores de receitas realizadas pela DNA (em R$)

Comissão de agência 2,8 milhões
Bônus de volume 1,3 milhão
Total 4,2 milhões

Trecho do laudo pericial: O somatório dos desembolsos comprovados e das receitas realizadas pela DNA por ordem do Banco do Brasil, com base em documentos, comprovam pagamentos efetuados pela DNA a prestadores de serviços de propaganda e publicidade.

*****

Abaixo, documentos recentemente divulgados no Megacidadania mostrando o contrato entre a TV Globo e a DNA, de Marcos Valério.

O contrato sigiloso confirma que a Globo pagava à DNA de Marcos Valério o “BV”, o Bônus de Volume, que nunca poderia ser considerado dinheiro público e muito menos ter sido desviado, pois se trata de uma relação particular entre duas empresas privadas, a Rede Globo e a DNA. No entanto o STF condenou Pizzolato por este “crime”. Os valores pactuados pertenciam EXCLUSIVAMENTE à DNA e era VEDADO repassar qualquer quantia oriunda deste contrato ao Banco do Brasil. No item “GESTÃO” está bem definido que foi a própria Rede Globo quem instituiu o PROGRAMA (= bônus de volume).

A íntegra deste contrato está na AP 470 no STF conforme os carimbos nas imagens comprovam. Fica óbvio que se trata de relação estritamente PRIVADA entre a Rede Globo e a DNA, como de resto qualquer valor que PARTICULARES do segmento publicitário — por extensão — pactuem como BV, o bônus de volume, por exemplo agendas, brindes e etc.

Leia o que a Conceição Lemes escreveu a respeito (e ajude aqui a investigação dela):

1. “Segredo no inquérito 2474 vai na contramão da Lei de Transparência”

2. Barbosa não responde a perguntas sobre o inquérito 2474

3. STF ignora prova da inocência de Pizzolato no mensalão

Fonte:

http://www.viomundo.com.br/denuncias/recuperar-desvios-do-mensalao-pode-provocar-reviravolta.html

José Dirceu ganhará R$ 20 mil como gerente de hotel em Brasília

Eliomar de Lima

“O ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, vai ganhar R$ 20 mil para deixar a prisão todos os dias e ser, das 8 às 17 horas, o novo gerente administrativo do hotel Saint Peter, na área central de Brasília. O contrato já foi assinado na carteira de trabalho de Dirceu e enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF). Na petição ao STF, a defesa de Dirceu informou que ele, três dias após a prisão, pleiteou o emprego e, recentemente, o conseguiu. Na ficha de “solicitação de emprego”, ele afirma que se candidatou por “necessidade” e por “apreciar hotelaria e a área administrativa”.

Em Brasília, o salário desse cargo varia entre R$ 8 mil e R$ 12 mil. Quem assina o contrato de trabalho de Dirceu é a gerente-geral do hotel, Valéria Rodrigues Linhares. Na carteira de trabalho de Valéria, anexada ao pedido de Dirceu junto ao STF, consta o salário de R$ 1,8 mil.

O Saint Peter já foi de Sérgio Naya, deputado cassado e preso por causa do desabamento do edifício Palace 2, no Rio de Janeiro.

(Folhapress)

HOMEM É ATROPELADO NA PRAIA DO PREÁ

 

Cruz. Um senhor por nome de Evandro, pescador, casado, residente na Praia do Preá, Município de Cruz, foi atropelado na noite de segunda feira, 25, às 18h, na Av. Central, Praia do Preá, por um boog de cor amarela, com distintivo da Pousada Juventude da Praia de Jericoacoara.

clip_image002clip_image004

Com o impacto, Evandro foi jogado a distância e teve várias escoriações além de sofrer uma forte pancada no tórax e um corte na cabeça.

Evandro trafegava em uma bicicleta fazendo zig-zag pelas ruas do Preá, em elevado estado de embriagues, pois fazia três dias que estava bebendo e promovendo arruaça, agredindo várias pessoas, inclusive, tendo ameaçado matar seu próprio padrasto na noite anterior. No momento do acidente, foi encontrado portando uma faca.

A Polícia compareceu ao local e o motorista do boog foi levado à Delegacia para prestar esclarecimentos e fazer a ocorrência. Ninguém quis servir de testemunha da vítima por se tratar de um elemento de alta periculosidade.

Após o acidente, Evandro permaneceu por uma hora no local aguardando socorro, pois, as pessoas presentes não queriam fazer o socorro até que uma senhora resolveu leva-lo para o Hospital Municipal Dona Maria Muniz em Cruz, onde foi medicado.

Evandro já tem várias passagens pela polícia e é considerado pela população local como um elemento muito perigoso, principalmente quando está bêbado.

Vibre da bebida é uma pessoa pacata e trabalhadora.

Dr. Lima

Senado aprova texto-base da PEC do Voto Aberto em segundo turno

 

Estadão Conteúdo
Brasília - O plenário do Senado aprovou, em segundo turno, o texto-base da Proposta de Emenda à Constituição 43/2013, conhecida como PEC do Voto Aberto. O texto estabelece que os votos dos parlamentares sobre processos de cassação de mandato e vetos presidenciais serão públicos, e não mais secretos como atualmente.
A partir de agora os senadores vão analisar os destaques para emendas que propõem mudanças a esse texto. A maioria dos destaques é destinada a ampliar o escopo de votações que deverão ser públicas. Se forem aprovadas as emendas, os votos dos parlamentares também podem passar a ser abertos em casos de indicações de autoridades e eleições das mesas diretoras da Câmara e do Senado.
Por se tratar de PEC, para os destaques serem aprovados eles precisam de 49 votos favoráveis. Nos casos de vetos e autoridades há bastante polêmica e o plenário se manifesta até o momento de maneira dividida, com alguns senadores considerando que será prejudicial para a independência do Legislativo o fim do sigilo nas votações de indicações presidenciais. Esses também defendem emendas que estipulem o voto secreto também para vetos presidenciais. A votação continua e deve se encerrar ainda hoje.

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Operação faz 110 autuações por uso de agrotóxicos em Acaraú, Bela Cruz e Marco

 

Operação integrada fiscalizou as regiões de Acaraú, Marco e Bela Cruz; falta de informação é problema

Devido à falta de informações técnicas, os pequenos agricultores das regiões de Acaraú, Marco e Bela Cruz têm colocado suas vidas e a dos consumidores em perigo ao manusear e utilizar os agrotóxicos. Foi o que constatou o resultado da Operação Mata Fresca III, coordenada pelo Conselho de Políticas e Gestão do Meio Ambiente (Conpam), cuja fiscalização envolve o descarte de embalagem e uso inadequado de agrotóxicos. Somente nesta região, os órgãos envolvidos na operação integrada aplicaram 110 autuações em comércios e propriedades rurais.

Em oito estabelecimentos, foram aplicadas 21 multas e nas 21 propriedades foram 89 autuações realizadas. Entre as principais infrações estavam falta de receituário agronômico, registro, depósito inadequado e ausência de roupa de proteção.

A ação de fiscalização é motivada pelo Ministério Público do Ceará (MP/CE) e coordenada pelo Conpam. A fiscalização é integrada pela Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace), Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Ceará (Adagri), Superintendência Federal da Agricultura no Ceará (SFA-CE/MAPA), Secretaria da Saúde do Estado do Ceará (Sesa), Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz), Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no Ceará (SRTE-CE/MTE) e Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea/CE).

Segundo o engenheiro agrônomo do Conpam, Flávio Rêgo, essa é a terceira ação realizada pela operação neste ano. Em todas as três regiões fiscalizadas - Ibiapaba, Jaguaribe e Acaraú, as dificuldades eram sempre as mesmas. "Entendemos que os problemas acontecem devido à falta de uma assistência técnica, principalmente para o pequeno agricultor", explicou.

O uso inadequado dessas substâncias, ressaltou o engenheiro agrônomo, gera problemas tanto para o produtor quanto para os consumidores dos seus produtos.

O gerente de auditoria de propriedades rurais da Adagri, Daniel Aguiar, disse que o órgão encontrou irregularidades em 76% das propriedades fiscalizadas. "O correto era que nenhum dos locais estivessem irregulares, mas a maioria das infrações acontecem por falta de conhecimento. Os pequenos agricultores não sabem a periculosidade do produto", frisou.

Exemplos do mau uso dos agrotóxicos não faltam para Aguiar. Em uma das propriedades visitadas, após utilizar o produto, os agricultores usavam as embalagens para beber água ou plantar hortas. "Eles não acreditam que isso faz mal", afirmou.

Durante a ação a Adagri emitiu 16 autos de infração em que os valores variam entre R$ 1.523 e R$ 7.500. Os multados terão 30 dias para recorrer. A Semace penalizou três comércios no valor total de R$ 7 mil. O Crea/CE emitiu 19 relatórios, desses 80% por falta de um receituário agronômico nos estabelecimentos e nas propriedades.

Diário do Nordeste

Leia mais no site do autor deste artigo: http://www.oacarau.com/#ixzz2ln9r33tE
Copiar e não citar a fonte, além de má educação, é ilegal.

Ceará: 106 açudes no estado estão com volume abaixo de 30%

 

Por conta do grave período de estiagem que atinge todo o Estado, considerado um dos piores dos últimos 50 anos, apenas um açude apresenta volume hídrico acima dos 90%, de acordo com o balanço mensal dos 144 reservatórios monitorados pela Companhia de Gestão de Recursos Hídricos do Estado (Cogerh). Já outros 106 estão com volume inferior a 30%, representando 73,6% de todos os reservatórios do Ceará. Em outubro, eram 94 açudes nesta situação, revelando um aumento de 8,4% em apenas um mês. Atualmente, o único reservatório que acumula um volume acima de 90% é o açude Gavião Foto: José Leomar.
Segundo o Cogerh, 54 açudes no Estado estão com situação ainda mais crítica, onde o volume de água não supera 9%. A condição é ainda mais alarmantes na região dos Inhamuns, onde o volume de água de 9 açudes - de um total de 10 - não supera 10%. O açude de Sucesso, no município de Tamboril, por exemplo, não apresenta mais nenhum volume hídrico.
A situação em algumas das 12 bacias se mostra também preocupante em Curu. Dos doze açudes, 6 estão com capacidade abaixo de 6% e 2 estão secos.
A Bacia do Alto Jaguaribe contempla 20 açudes, sendo que 11 estão abaixo de 30%. Apenas os açudes Trussu (62,4%), em Iguatu, e Orós (53,39%), em Orós, estão com volumes acima da média. Os açudes Do Coronel, em Antonina do Norte, e Várzea do Boi, em Tauá, estão com níveis muito baixos, registrando 1,26% e 1,15%, respectivamente. Já os açudes Quincoé, Acopiara, e Forquilha II, em Tauá, estão com zero volume.
A bacia do Médio Jaguaribe, onde abriga o maior reservatório do Estado, o Castanhão, também apresenta volumes abaixo da média. Apenas o açude Joaquim Távora, em Jaguaribe, tem volume acima acima da média, com 68,7%. Já Castanhão, apresenta apenas menos da metade da sua capacidade (42,54%).
Conforme o Cogerh, dos 18 bilhões disponíveis para captação de água, o conjunto de bacias hidrográficas do Estado conta apenas com 6,2 bilhões de metros cúbicos, o que representa apenas 33,5% de seu volume total.
Atualmente, o único reservatório que acumula um volume acima de 90% é o açude Gavião, reservatório que está com 35 milhões de m3 de água, o que representa 92% da sua capacidade total.
Fonte: Diário do Nordeste

Segurados da Previdência começam a receber hoje a segunda parcela do décimo terceiro

 

Aline Valcarenghi
Repórter da Agência Brasil

Brasília - Os segurados da Previdência Social começaram a receber hoje (25) a segunda parcela do décimo terceiro salário. O pagamento está sendo feito na folha de novembro, creditada entre hoje e o dia 6 de dezembro. No total, 26.634.645 de beneficiários terão direito à gratificação natalina.

Em todo o Brasil o pagamento do restante do décimo terceiro salário ultrapassará os R$ 13 bilhões. Os depósitos começaram hoje para os segurados que recebem até um salário mínimo e têm cartão com final 1, desconsiderando o dígito. Os aposentados e pensionistas que recebem acima desse valor receberão o benefício a partir do dia 2 de dezembro.

De acordo com o Ministério da Previdência Social, a maioria dos aposentados e pensionistas receberá 50% do valor do benefício mensal, mas haverá desconto de Imposto de Renda nesta parcela. A exceção é para quem passou a receber o benefício depois de janeiro de 2013, que terá o valor calculado proporcionalmente. Os segurados que estão recebendo auxílio-doença também recebem uma parcela menor que os 50%. Como o benefício é temporário, a Previdência calcula a antecipação proporcional ao período da licença.

Edição: Fábio Massalli

PF apreende 450 kg de cocaína em helicóptero da família de senador


 

 

A Polícia Federal no Espírito Santo apreendeu nesse domingo 450 quilos de cocaína em um helicóptero que pertence à família do senador Zezé Perrella (PDT-MG). A carga tem valor estimado em 10 milhões de reais.

25/11/2013 - 22:07:20 | VEJA

Gabriel Castro, de Brasília

Helicóptero pertencente à empresa do deputado Gustavo Perrella foi apreendido pela polícia com mais de 400 quilos de cocaína no Espírito Santo

Helicóptero pertencia à empresa da família do deputado Gustavo Perrella (PMES/Divulgação)

A Polícia Federal no Espírito Santo apreendeu nesse domingo 450 quilos de cocaína em um helicóptero que pertence à família  do senador Zezé Perrella (PDT-MG). A carga tem valor estimado em 10 milhões de reais. O flagrante foi feito em uma fazenda na cidade capixaba de Afonso Cláudio. De acordo com a PF, o piloto assumiu a culpa pelo crime e afirmou que seus chefes não sabiam da viagem.

A aeronave pertence à Limeira Agropecuária, que está registrada em nome de dois filhos do senador: Carolina Perrella e Gustavo Perrella, que é deputado estadual pelo PDT. Além do piloto, três pessoas foram presas na fazenda, após descarregarem a droga. O grupo era investigado desde o início do mês.

A assessoria de Zezé Perrella diz que o senador desconhecia a atividade criminosa do piloto. De acordo com o gabinete, o senador raramente utilizava o helicóptero - ao contrário de Gustavo, que fazia uso da aeronave para visitar cidades no interior de Minas Gerais. Agora, o senador e seu filho tentam recuperar o helicóptero.

Zezé Perrella, que era suplente, assumiu o cargo no Senado após a morte de Itamar Franco (PPS-MG), em 2011. Ele é ex-presidente do Cruzeiro, clube que conquistou o campeonato brasileiro neste ano.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Unânime, OAB pede ao CNJ que investigue Barbosa

 

Edição/247 Fotos: Folhapress/ABr/Reprodução:

O documento aprovado por todos os conselheiros federais da Ordem dos Advogados do Brasil, presidida por Marcus Vinícius Furtado Coelho, é ainda mais grave do que uma moção de repúdio a Joaquim Barbosa; a OAB, que liderou movimentos históricos, como o impeachment do ex-presidente Fernando Collor, cobra do Conselho Nacional de Justiça uma investigação sobre a conduta do presidente do Supremo Tribunal Federal; estopim da crise foi a decisão de Barbosa de substituir o juiz responsável pela execução das penas dos condenados na Ação Penal 470; saiu Ademar Vasconcelos, entrou Bruno Ribeiro, filho de um dirigente do PSDB no Distrito Federal; decisão responde a uma cobrança feita, nesta tarde, no 247, pelo criminalista e ex-presidente da entidade José Roberto Batochio

25 de Novembro de 2013 às 18:50

247 - Acaba de ser aprovada, por unanimidade, pela Ordem dos Advogados do Brasil, uma decisão que ainda é ainda mais grave do que uma simples moção de repúdio ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa. A OAB irá cobrar do Conselho Nacional de Justiça uma investigação sobre a troca do juiz responsável pela execução das penas do chamado "mensalão".

Após pressões de Joaquim Barbosa, repudiadas por juristas e advogados, o juiz titular da Vara de Execuções Penais, Ademar Vasconcelos, foi substituído por Bruno Ribeiro, filho de um dirigente do PSDB do Distrito Federal. A decisão fere direitos da magistratura e também dos réus.

A decisão causou espanto na magistratura. "Eu espero que não esteja havendo politização, porque não vamos permitir a quebra de um princípio fundamental, que é uma garantia do cidadão, do juiz natural, independentemente de quem seja o réu", afirmou João Ricardo dos Santos Costa, presidente eleito da Associação dos Magistrados do Brasil. Segundo o jurista Claudio Lembo, já existem razões objetivas para o impeachment de Joaquim Barbosa. Os juristas Dalmo de Abreu Dallari e Celso Bandeira de Mello publicaram um manifesto em que defendem uma reação do Supremo Tribunal Federal, para que a corte não se torne refém de seu presidente.

A OAB agiu em resposta a uma cobrança pública feita no início desta tarde por um ex-presidente da entidade, José Roberto Batochio, em reportagem publicada no 247.  "Se alguém pode trocar um juiz, porque acha que este será mais rigoroso com os réus, deveria também ser facultado aos réus o direito de escolher o juiz pelo qual querem ser julgados", disse Batochio.

Pela primeira vez na história, o Conselho Nacional de Justiça receberá um pedido de investigação contra um ato de seu próprio presidente, uma vez que Joaquim Barbosa, como chefe do STF, acumula também o comando do CNJ.

Leia abaixo a nota:

segunda-feira, 25 de novembro de 2013 às 18h23

Salvador (BA) - O Conselho Pleno da OAB aprovou por aclamação o envio pela diretoria da entidade, de ofício requerendo a análise do Conselho nacional de Justiça (CNJ), sobre a regularidade da substituição de magistrado da Vara de Execuções Criminais. A decisão do Pleno foi motivada pela recente substituição do juiz responsável pela execução das penas da AP 470.

Leia, abaixo, reportagem anterior sobre a cobrança feita por José Roberto Batochio:

BATOCHIO: "SILÊNCIO DA OAB JÁ FOI ALÉM DO RAZOÁVEL"

Ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, o criminalista José Roberto Batochio cobra uma postura mais firme do atual presidente da entidade, Marcus Vinícius Furtado Coelho, em relação aos abusos cometidos pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, e faz até uma piada: "se o chefe do Poder Judiciário pode escolher um juiz fora dos parâmetros legais porque acha que ele será mais rigoroso do que o juiz natural, deveria ser dado aos réus o direito de também escolher o juiz pelo qual querem ser julgados"; Batochio aponta "heterodoxia" no caso e critica a postura da OAB; polêmica recente diz respeito à escolha feita por Barbosa do juiz Bruno Ribeiro para tocar as prisões da Ação Penal 470

25 DE NOVEMBRO DE 2013 ÀS 14:34

247 - O criminalista José Roberto Batochio, ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, cobra da própria OAB uma atitude mais firme diante dos desmandos do presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa. Segundo ele, o sistema judiciário brasileiro tem dado exemplos recorrentes de "heterodoxia" na Ação Penal 470. Batochio afirma ainda que "o silêncio da OAB já foi além do razoável".

A polêmica mais recente diz respeito à determinação feita por Joaquim Barbosa para que o juiz da Vara de Execuções Penais do Distrito Federal, Ademar Vasconcelos, que conduzia as prisões da Ação Penal 470, fosse substituído por Bruno Ribeiro, filho de um dirigente do PSDB do Distrito Federal. Em relação ao caso, Batochio faz até uma piada. "Se alguém pode trocar um juiz, porque acha que este será mais rigoroso com os réus, deveria também ser facultado aos réus o direito de escolher o juiz pelo qual querem ser julgados", afirma.

A decisão, segundo Batochio, desrespeita a magistratura como um todo, uma vez que os juízes têm vários direitos assegurados, e também a defesa – uma vez que todo réu tem direito ao chamado juiz natural.

Não custa lembrar que Barbosa tentou minar a atuação de Ademar Vasconcelos antes mesmo das prisões, uma vez que, dez dias atrás, já havia mandado as ordens de prisão para Bruno Ribeiro, que estava de férias – e não para o juiz natural.

http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/121901/Un%C3%A2nime-OAB-aprova-mo%C3%A7%C3%A3o-de-rep%C3%BAdio-a-Barbosa.htm