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sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Protesto - Professores vão à AL contra o governo

 

Após ocuparem a Praça da Imprensa na manhã de ontem, professores estaduais e estudantes dirigiram-se à Assembleia Legislativa e tentaram adentrar o plenário, sendo impedidos de fazê-lo pelo Batalhão de Choque da Polícia Militar. Vendo que seria difícil prosseguir enquanto os grevistas protestavam, o deputado Tin Gomes (PHS), que presidia a sessão, suspendeu os trabalhos para que uma comissão de deputados recebesse representantes da categoria.

Os professores reclamam melhores salários e estão sem dar aula há quase um mês. Na reunião, realizada na sala da Presidência da Casa, seus representantes pediram a mediação da Assembleia junto ao governo estadual para buscar uma alternativa que assegure a inclusão no Plano de Cargos Carreiras e Salários (PCCS) da categoria dos ganhos previstos na Lei Nacional do Piso Salarial do Magistério.

Atendendo à reivindicação da comitiva, o líder do governo, deputado Antonio Carlos (PT), comprometeu-se a agendar para esta sexta-feira um encontro com representantes do governo. “Espero que se chegue ao entendimento, porque, de fato, [com a greve] há um prejuízo social”, disse o petista.

O presidente do sindicato dos professores, Anízio Melo, afirmou que seus pares querem a reabertura das negociações com o governador para apresentar suas demandas e preparar um documento oficial, a ser discutido entre os grevistas em assembleia a partir das 15h desta sexta-feira. A ideia, segundo ele, é que a partir do encontro se possa assinar um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) entre professores e governo no Ministério Público do Trabalho.

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Melo afirmou que os professores não abrem mão do Plano de Carreira do Magistério da Educação Básica e do Piso Profissional do Magistério Público da Educação Básica. Segundo ele, a adequação dessas leis deveria ter sido feita até dezembro de 2009, “mas o governador não fez”.

Na última segunda-feira, Cid Gomes declarou que servidores públicos, professores inclusos, devem trabalhar, acima de tudo, por amor e vocação. “Quem entra em atividade pública deve entrar por amor, e não por dinheiro. Quem está atrás de riqueza deve procurar outro setor, não a vida pública”. A respeito dessa declaração, Melo afirmou que a maior prova do empenho dos professores é a elevação dos índices de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) no Ceará. “Mas também precisamos comer”, frisou.

Penso eu - A maneira como os tais manifestantes se comportaram na Assembleia e as palavras contra o Governador não recomendam que ele, Cid Gomes, os atenda.

Postado por pompeumacario

PT define em Congresso a tática para eleição de 2012

 

ABr

Começa nesta sexta-feira, com a presença de Lula e Dilma Rousseff, o 4o Congresso Nacional do PT. Vai até domingo (4).

Na parte burocrática, o partido aprovará um novo estatuto e abrirá seus quadros para novas filiações.

No naco dedicado à política, vai a voto resolução sobre a conjuntura e sobre a estratégia a ser adotada nas eleições municipais de 2012.

O esboço do texto, sujeito a emendas, enaltece as “realizações” dos oito anos de Lula e dos oito meses de Lula.

Nas pegadas da decisão do Banco Central, que reduziu a taxa Selic de 12,5% para 12% ao ano, o petismo pedirá juros ainda menores.

No pedaço didicado às eleições, o PT elege os rivais que deseja bater: PSDB, DEM e PPS. O PSD do prefeito Gilberto Kassab, um neolidado, não consta da lista de adversários.

No mais, o PT declara o óbvio: nas cidades que já governa e nos municípios com mais de 150 mil habitantes, quer encabeçar as chapas.

Em entrevista, Rui falcão, presidente do PT esclareceu: “Nas cidades que tiverem a presença dos nossos aliados governando…”

Ou “…que tiverem candidaturas [aliadas] mais competitivas, que respaldem o governo da presidenta Dilma, o PT vai estar junto, apoiando esses candidatos.”

Ao discorrer sobre os aliados, o documento não menciona as siglas. Na entrevista, Falcão teve o cuidado de dizer que o PMDB é “um dos principais.”

Na fase final de seu Congresso, um grupo de petistas apresentará uma moção de solidariedade ao mensaleiro José Dirceu, alvo da última capa de ‘Veja’.

Será aprovada, previu Falcão, por aclamação. Algo que, na prática, reforça o teor da reportagem, na qual Dirceu é apresentado como “o poderoso chefão.”

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Ceará faz adesão ao Plano Nacional de Banda Larga


Qua, 31 de Agosto de 2011 17:18

Em acordo firmado na tarde desta quarta-feira (31), no Palácio da Abolição, entre o Governo do Estado, através da Empresa de Tecnologia da Informação (Etice), e a Telebrás, o Estado do Ceará terá duplicado o acesso à banda larga, já ofertado pelo Cinturão Digital, que hoje atende a 53 cidades. A assinatura do convênio contou com as presenças do vice-governador Domingos Filho, do presidente da Telebrás, Caio Bonilha, e do presidente da Etice, Fernando Carvalho.

O objetivo do acordo é unir forças, no sentido de ampliar o alcance do serviço de banda larga para mais municípios, além de ofertar uma internet mais segura e veloz. Com o acordo, a Telebrás, que está implementando o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) em todo o país, fará uso das linhas de distribuição de alta tensão da Chesf no Ceará para ativar os seus cabos de fibra óptica. Segundo Caio Bonilha,”somado as forças, o Ceará terá um acréscimo de qualidade e o serviço passará a ser ofertado em 100 municípios. O acordo coloca o Ceará como um dos primeiros estados a participar quase plenamente do PNBL”, disse.

O presidente da Telebrás elogiou a ousadia e iniciativa do Governo do Ceará, na oferta do serviço de Internet. “Gostaria de registrar os meus parabéns ao incentivo do Governo e pela infraestrutura em banda larga, que hoje não se trata mais de luxo, mas de uma necessidade. Além disso, vai o que ocorre é uma troca de serviços, pois o Cinturão Digital também está permitindo que a nossa rede passe pelo Interior do Ceará”, comentou. Segundo Fernando Carvalho, o serviço do PNBL deverá estar operando ainda em 2011, o que reflete, além da expansão do Cinturão, uma maior portabilidade da rede.

 

Coordenadoria de Imprensa do Governo do Estado

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População de Guaraciaba do Norte (Estimativa em 2011)

 

 

De acordo com a Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população do Município de Guaraciaba do Norte teve um aumento de 210 habitantes, em relação ao último censo de 2010. De acordo com a estimativa, a população do município de Guaraciaba do Norte está contabilizada em 37.985 (Trinta e sete mil, novecentos e oitenta e cinco) habitantes. O aumento não foi tão significativo, no entanto, a cidade de Guaraciaba, cresce a passos largos, acreditamos que daqui dois ou três anos, a população supere os quarenta mil habitantes. Confira a relação dos outros municípios da região da Ibiapaba com suas populações atualizadas respectivamente:

Carnaubal: 16.862

Croatá: 17.172

Guaraciaba do Norte: 37.985

Ipu: 40.439

São Benedito: 44.507

Ibiapina: 23.935

Ubajara: 32.147

Tianguá: 69.723

Viçosa do Ceará: 55.686

Fonte: www.ibge.gov.br

Orçamento de 2012 prevê R$ 165 bi em investimentos e salário mínimo de R$ 619,21

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A ministra do Planejamento, Miriam Belchior, entregou ontem aos presidentes do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e da Câmara, Marco Maia (PT-RS), a Lei Orçamentária Anual (LOA), que é a proposta orçamentária da União para 2012. O orçamento prevê investimentos da ordem de R$ R$ 165,3 bilhões, sendo R$ 58,5 bilhões do orçamento fiscal e da seguridade e R$ 106,8 bilhões das empresas estatais. Esse montante é 8,3% maior do que o disponível em 2011.

Grande parte desses investimentos refere-se ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que terá recursos de R$ 111,3 bilhões em 2012, sendo R$ 42,5 bilhões do orçamento fiscal e R$ 68,7 bilhões das estatais. Miriam Belchior disse ainda que a peça orçamentária está sintonizada com a realidade brasileira e assegura os investimentos em infraestrutura e programas sociais que a população espera do governo.

Salário mínimo – A ministra também anunciou que o salário mínimo definido pelo governo para 2012 será de R$ 619,21, um aumento de 13,62 % em relação aos atuais R$ 545,00. Esse aumento corresponde ao Índice Geral de Preços ao Consumidor (INPC) estimado para 2011, somado ao crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) de 2010, conforme a política de valorização do salário mínimo estabelecida no governo Lula e mantida no governo Dilma. Desde 2003, o valor do salário mínimo acumula um crescimento de 258%.

PIB – As metas macroeconômicas estabelecidas no Orçamento preveem um crescimento do PIB de 5%; taxa de inflação de 4,8%; taxa de câmbio média de R$ 1,64 e taxa de juros Selic de 12,5% ao ano. A meta de superávit primário segue a regra prevista na Lei de Diretrizes Orçamentárias e foi definida no valor nominal de R$ 114,2 bilhões.

O total de receitas e despesas constantes no LOA é de R$ 2,1 trilhões, sendo R$ 1,1 trilhão de receitas primárias. Desse total, 89,1% correspondem a obrigações como benefícios da Previdência e Assistência Social, juros, encargos e amortização da dívida. Os demais 10,9% correspondem a despesas discricionárias destinadas a investimento e custeio.

Programas Sociais – Do total das despesas discricionárias do Poder Executivo, R$ 221 bilhões (31,6%) vão para a saúde; 19,2% para o PAC; 13,8% para a educação; e 11,6% para o programa Brasil sem Miséria. Os recursos para investimento e custeio na saúde são de R$ 71,7 bilhões, um acréscimo de R$ 9,3 bilhões em relação a 2011. O recurso para a educação passou de R$ 25 bilhões em 2011 para R$ 33,3 bilhões em 2012.

O Plano Brasil sem Miséria teve um aumento de R$ 8,9 bilhões e terá recursos de R$ 25,7 bilhões em 2012. Os recursos relativos à realização de grandes eventos (Copa 2014, Olimpíadas 2016, Copa das Confederações, entre outros) somarão R$ 1,8 bilhão em 2012.

O relator-geral do Orçamento, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), também participou do ato formal de entrega da Lei Orçamentária Anual e manifestou a expectativa de que o Orçamento esteja sintonizado com o momento econômico que o mundo vive. “Vou relatar o Orçamento com a responsabilidade de quem prima pelo equilíbrio fiscal da nossa economia, mas certo de que será possível, por exemplo, assegurar o ganho real do salário mínimo, que beneficia exatamente quem mais precisa de renda”, afirmou.

PPA – A ministra também entregou ao Congresso Nacional o Plano Plurianual (PPA 2012 -2015), que será relatado pelo senador Walter Pinheiro (PT-BA). O PPA é o instrumento de planejamento que estabelece, de forma regionalizada, as diretrizes, objetivos e metas da administração pública federal.

Governador Cid Gomes esperado em Sobral nesta quinta-feira

 

O Governador Cid Gomes, deverá marcar presença em Sobral, na manhã desta quinta-feira, 1º, para participar de um evento marcado para 9h, no Centro de Convenções Inácio Parente. A nota enviada pela Secretaria de Agricultura e Pecuária, tendo a frente Luiza Barreto, confirma a presença do governador e servirá para discutir o projeto da Unidade de Beneficiamento de Pescado no distrito de Jaibaras.
O encontro também contará coma participação do prefeito Veveu Arruda e do Superintende Federal da Pesca e Aquicultura no Ceará, Melquiades Ribeiro Carneiro.

Postado por WILSON GOMES

Veveu Arruda quer Sobral engajada na luta contra a extrema pobreza

 

O prefeito Veveu Arruda arregimentou secretários municipais e representantes de entidades públicas e privadas na última terça-feira (30), no Centro de Convenções, para juntos fazerem a formatação final de um plano de ações que vise a implementação de políticas públicas no sentido de contribuir com a erradicação da extrema pobreza no município. Este plano deverá ser apresentado oficialmente em breve.

SAIBA MAIS

Caracteriza-se por extrema pobreza o percentual da população sem rendimento ou com rendimento nominal mensal domiciliar per capita de 1 a 70 reais, constantes do levantamento do Censo/IBGE de 2010, que aponta o município de Sobral com população de 188.233 habitantes, sendo 166.310 residentes na área urbana e 21.923 na área rural, representando uma taxa de urbanização de quase 89%.

De acordo com estes mesmos dados, Sobral possui em seu território cerca de 22.290 pessoas na condição de extrema pobreza. Desse total, 15.443 pessoas encontram-se vivendo na área urbana e 6.847 na área rural de Sobral.

Postado por Sobral em Revista

Copom baixa juros para 12% ao ano

 

Em pesquisa do BC, economistas dos bancos diziam esperar manutenção. Mas parte das instituições já apostava em queda no mercado de juro futuro.

Alexandro MartelloDo G1, em Brasília

 

Em meio às turbulências nos mercados internacionais, fruto da nova etapa da crise financeira, e à pressões políticas, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, colegiado formado pela diretoria e presidente da autoridade monetária, adotou uma postura agressiva e optou por baixar os juros básicos da economia de 12,50% para 12% ao ano.

Selic 12% - agosto 2011 (Foto: Editoria de Arte/G1)

 

Trata-se da primeira queda desde julho de 2009. O Copom vinha subindo os juros desde janeiro deste ano. Foram cinco reuniões consecutivas de elevação. No fim de 2010, a taxa básica da economia estava em 10,75% ao ano. Mesmo com o corte de juros nesta quarta-feira, a alta acumulada em 2011, até o momento, é de 1,25 ponto percentual.

A decisão do BC de baixar os juros surpreendeu o mercado financeiro, cuja estimativa, divulgada por meio de pesquisa feita pelo Banco Central, era de que juros seriam mantidos neste encontro. Tendo por base a curva de juros futuros, que representa a aposta dos bancos, porém, parte das instituições financeiras já apostava em uma redução de juros nesta quarta-feira.

Aumento do superávit primário e pressões políticas
O corte nos juros vem após o governo anunciar uma contenção extra de R$ 10 bilhões em gastos públicos neste ano, recursos que foram direcionados para o chamado "superávit primário", a economia feita para pagar juros da dívida pública, com o objetivo justamente de possibilitar a queda dos juros.

Também aconteceu depois da presidente Dilma Rousseff ter declarado publicamente que gostaria de ver, mesmo sem citar a data, os juros caindo, assim como o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, além de empresários e centrais sindicais.

Explicação
Ao fim do encontro, o Copom divulgou uma longa explicação para sua decisão. Veja as razões do Copom:

"O Copom decidiu reduzir a taxa Selic para 12,00% a.a., sem viés, por cinco votos a favor e dois votos pela manutenção da taxa Selic em 12,50% a.a. Reavaliando o cenário internacional, o Copom considera que houve substancial deterioração, consubstanciada, por exemplo, em reduções generalizadas e de grande magnitude nas projeções de crescimento para os principais blocos econômicos. O Comitê entende que aumentaram as chances de que restrições às quais hoje estão expostas diversas economias maduras se prolonguem por um período de tempo maior do que o antecipado. Nota ainda que, nessas economias, parece limitado o espaço para utilização de política monetária e prevalece um cenário de restrição fiscal. Dessa forma, o Comitê avalia que o cenário internacional manifesta viés desinflacionário no horizonte relevante.

Para o Copom, a transmissão dos desenvolvimentos externos para a economia brasileira pode se materializar por intermédio de diversos canais, entre outros, redução da corrente de comércio, moderação do fluxo de investimentos, condições de crédito mais restritivas e piora no sentimento de consumidores e empresários. O Comitê entende que a complexidade que cerca o ambiente internacional contribuirá para intensificar e acelerar o processo em curso de moderação da atividade doméstica, que já se manifesta, por exemplo, no recuo das projeções para o crescimento da economia brasileira. Dessa forma, no horizonte relevante, o balanço de riscos para a inflação se torna mais favorável. A propósito, também aponta nessa direção a revisão do cenário para a política fiscal.

Nesse contexto, o Copom entende que, ao tempestivamente mitigar os efeitos vindos de um ambiente global mais restritivo, um ajuste moderado no nível da taxa básica é consistente com o cenário de convergência da inflação para a meta em 2012. O Comitê irá monitorar atentamente a evolução do ambiente macroeconômico e os desdobramentos do cenário internacional para então definir os próximos passos na sua estratégia de política monetária".

Sistema de metas para a inflação
Pelo sistema de metas de inflação, que vigora no Brasil, o BC tem de calibrar os juros para atingir as metas pré-estabelecidas. Para 2011 e 2012, a meta central de inflação é de 4,5%, com um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Deste modo, o IPCA pode ficar entre 2,5% e 6,5% sem que a meta seja formalmente descumprida.

Na última semana, os economistas do mercado financeiro mantiveram sua previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2011 em 6,31%, informou o Banco Central. Para 2012, por sua vez, a previsão dos economistas dos bancos para o IPCA permaneceu estável em 5,20%. O BC já informou que busca a convergência da inflação para a meta central de 4,5% somente em 2012.

Juros reais mais altos do mundo
Em 12% ao ano, de acordo com estudo do economista Jason Vieira, da corretora Cruzeiro do Sul, em parceria com Thiago Davino, analista de mercado da Weisul Agrícola, a taxa real de juros (após o abatimento da inflação) do Brasil ficou em cerca de 6,3% ao ano, mais do que o dobro do segundo colocado (Hungria, com 2,8% ao ano). A taxa média de juros de 40 países pesquisados está negativa em 0,8% ao ano. Juros altos tendem a atrair capitais para a economia brasileira, pressinando para baixo a cotação do dólar.

Economia em desaceleração
A decisão do Copom de baixar a taxa de juros acontece em meio a um cenário de desaceleração da economia, o que tende a impactar para baixo a inflação. O próprio presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, já avaliou que a crise internacional contribui para o controle da inflação no Brasil, porque tira uma "pressão adicional" sobre os preços dos alimentos.

Apesar disso, alguns analistas do mercado financeiro avaliam que ainda é necessário "cautela" quanto à inflação. "A inflação ainda é preocupante. Não dá nem para chamar de crise. É uma turbulência externa. Não teve efeito na economia interna. Estamos com inflação acima do teto da meta, acima de 7% em doze meses. Embora tenha desaceleração no setor industrial, o mercado de trabalho continua forte. Há informações de reajustes salariais e serviços continuam pressionando a inflação", avaliou Silvio Campos Neto, da Tendências Consultoria. Em sua visão, o Copom deve "aguardar um pouco mais para ver como está o cenário". "A ideia é de dar uma parada até outubro, quando teremos um quadro mais claro", acrescentou.

Rodrigo Melo, da Mauá Investimentos, disse que havia uma sinalização de uma política fiscal, ou seja, para as contas públicas, mais rígida (com aumento do superávit primário) para os próximos anos. "Até agora, não houve essa sinalização. E a gente está enfrentando ainda inflação bastante forte. Ainda tem alguma pressão de 'commodities' [preços dos alimentos] e tem risco de ter algum choque de preço de álcool até o fim do ano. Isso pode adiar o plano de voo do BC de reduzir os juros. Precisa ter mais uns dados que confirmem essa desaceleração [da economia]", declarou ele.

Sidnei Moura Nehme, economista da NGO Corretora, também diz que o governo pode, e precisa, fazer mais em relação ao superávit primário. Em comunicado, porém, ele avaliou que o mercado financeiro demonstra "forte resistência" à probabilidade de corte nos juros - uma vez que juros altos se traduzem, geralmente, em mais lucros para os bancos. "Há um certo 'terrorismo' em relação a não reversão da inflação, ignorando totalmente os efeitos deletérios de uma crise internacional que pode ser agravada, e, da qual vários setores internos já sinalizam efeitos", avaliou.

BRASIL TEM MAIS DE 190 MILHÕES DE HABITANTES, IBGE PUBLICOU ATUALIZAÇÃO NESTA QUARTA-FEIRA.

 

 

O Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE) atualizou os dados do Censo 2010 e divulgou nesta quarta-feira os resultados. De acordo com a pesquisa, a população do Brasil é de 192.376.496 milhões de habitantes, 1.620.697 a mais do que os números divulgados em abril deste ano, quando a população chegou a 190.755.799.

A cidade mais populosa continua sendo São Paulo, com 11,3 milhões; depois vem o Rio de Janeiro, com 6,4 milhões, Salvador, com 2,7 milhões, Brasília, com 2,6 milhões e Fortaleza, com 2,5 milhões. A capital federal ocupava em 2000 o 6º lugar entre os municípios mais populosos. Em 2011 passou para o 4º lugar.

Em 2000, Belo Horizonte estava na 4ª posição e em 2011 caiu para a 6ª, sendo ultrapassada por Brasília e Fortaleza. Os 15 municípios mais populosos representam 21% da população, e tem juntos 40,5 milhões de habitantes.

Desconsiderando as capitais, os municípios mais populosos são Guarulhos, com 1,2 milhão de habitantes, Campinas, com 1,1 milhão, São Gonçalo, com 1 milhão, Duque de Caxias, com 861,2 mil, Nova Iguaçu, com 799 mil, e São Bernardo do Campo, com 770,3 mil. Excluindo-se as capitais, os 15 municípios mais populosos somam 11,4 milhões de habitantes, o que representa 5,9% do total da população do Brasil em 2011.

O estado mais populoso é São Paulo com 41,6 milhões de habitantes, que corresponde a 21,6% da população brasileira, seguido por Minas Gerais, com 19,7 milhões (10,3%), e Rio de Janeiro, com 16,1 milhões (8,4%). O estado de Roraima é o menos populoso, com 460,2 mil habitantes, representando 0,2%, seguido pelo Amapá, com 684,3 mil (0,4%) e Acre, com 746,4 mil (0,4%).

Fonte: SRZD

Integração entre ANAC, Receita Federal e Aeronáutica permitirá maior fiscalização de aeronaves estrangeiras

A partir de setembro, um sistema integrado desenvolvido pela ANAC, em parceria com a Receita Federal e a Aeronáutica, permitirá a intensificação da fiscalização das aeronaves privadas estrangeiras de pequeno porte que operam em território brasileiro.

Brasília, 31 de agosto de 2011 - O sistema, um dos poucos do tipo em operação atualmente no mundo, cruzará os dados da autorização de sobrevoo emitida pela ANAC, do termo de admissão temporária gerado pelas aduanas da Receita Federal e das salas de tráfego aéreo sob responsabilidade da Aeronáutica, no momento da entrada da aeronave estrangeira no país.

Além de favorecer a fiscalização, o novo sistema permitirá ganhos de tempo e produtividade. A legislação brasileira determina que aeronaves estrangeiras realizando transporte aéreo não remunerado (normalmente pequenos jatos executivos) obtenham uma autorização de permanência junto à ANAC quando, após o primeiro pouso em um aeroporto brasileiro, tiverem a intenção de deslocar-se para outro aeroporto localizado no País. Ao pousar no Brasil e de posse dessa autorização, o piloto de uma aeronave estrangeira precisava ainda obter junto à aduana um termo de admissão temporária.

Com a assinatura do acordo de cooperação entre ANAC e Receita Federal, em janeiro deste ano, teve início a informatização desse processo. Hoje, é possível que um piloto, de qualquer lugar do mundo, solicite e receba, antecipadamente e pela internet, sua autorização para permanência no território brasileiro por até 60 dias emitida pela ANAC.

Em seguida, o termo é registrado pela Receita Federal no sistema, validando a autorização de permanência no Brasil. Quando da apresentação do plano de voo nos órgãos de controle do espaço aéreo, de responsabilidade da Aeronáutica, os dados são analisados e, com a autorização da ANAC validada pela Receita Federal, a aeronave estrangeira é autorizada a operar em território brasileiro.

Se constatada qualquer irregularidade, o sistema emitirá um alerta e a aeronave será impedida de decolar. A meta da ANAC é fiscalizar diariamente em torno de 100 aeronaves estrangeiras que possuem autorização para operar em território brasileiro.

Assessoria de Imprensa da ANAC

Telefones: (61) 3314-4491 / 4493 / 4494 / 4496 / 4497 / 4498

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