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segunda-feira, 4 de abril de 2011

Frente Parlamentar pelo Direito à Comunicação será lançada neste mês

No dia 19 de abril será lançada a Frente Parlamentar pelo Direito à Comunicação, em ato público que vai reunir militantes políticos e integrantes de movimentos sociais. Escolhido pela bancada petista na Câmara para conduzir a articulação dos trabalhos da frente, o deputado Emiliano José (PT-BA) disse que o desafio é conseguir mudanças que beneficiem toda a sociedade.

“Nós somos ardorosos e intransigentes defensores da liberdade de expressão; muitas pessoas envolvidas com a iniciativa enfrentaram a ditadura (1964-85) e sabem o que é uma situação de arbítrio e violência como foi aquele período”, disse. Ele lembrou que é defensor do direito de a sociedade ter acesso a um sistema de comunicação que “lhe represente e seja sério, livre e independente”.

O deputado explicou que é necessário acelerar o marco regulatório da comunicação no Brasil, pois o setor é monopolizado por pequenos grupos que impedem a sociedade de ter acesso a diferentes versões sobre os fatos. “A comunicação no Brasil é monopolizada pela chamada comunicação hegemônica, que produz conteúdos com a mesma visão de mundo, com os mesmos objetivos e uma cultura que não representa a sociedade de forma geral”, afirmou.

Para Emiliano, o controle das mídias por conglomerados de comunicação “dificulta e cria obstáculos ao surgimento de novas vozes, de múltiplas vozes brasileiras, o que quer dizer, barra o direito à comunicação verdadeira”, que expresse a diversidade brasileira. Ele observou que a legislação do setor está defasada, pois é dos anos 1960”.

::Informativo digital da Liderança do PT::

Violência e baixos salários afastam professores novatos

Longe vão os tempos em que professor era uma profissão valorizada. Hoje, a carreira está depreciada e sem atrativos. Com isso, muitos dos recém-concursados desistem de ensinar antes mesmo de assumir o cargo. Eles pedem adiamento da posse ou largam a profissão de vez. No Ceará, dos 4 mil aprovados no concurso de 2009 para a rede estadual de ensino, 20% desistiram, segundo o Sindicato dos Professores e Servidores do Estado do Ceará (Apeoc).
Os docentes novatos perdem o interesse por causa das péssimas condições de trabalho (salas lotadas, por exemplo), a violência na sala de aula, os baixos salários, extensa jornada de trabalho, a falta de incentivo ao profissional e as condições físicas das escolas. Um número preocupante dos que assumem abandonam antes de completar o estágio probatório.
O problema vai mais longe porque não são apenas os recém-concursados que desistem ou reduzem a carga horária, mas professores veteranos. Muitos são obrigados a pedir a aposentadoria antecipadamente por causa de problemas de saúde, resultado do grande estresse a que são submetidos.
Conforme o psicólogo Álvaro Rebouças, a profissão exige muitas responsabilidades. “A carga de trabalho é excessiva o que faz com que os profissionais desenvolvam uma reação desencadeada pela rotina de trabalho”. O estresse continuado resulta na síndrome de Burnout, causada por circunstâncias relativas às atividades profissionais, ocasionando sintomas físicos, comportamentais, afetivos e cognitivos. As pessoas passam a ter aversão ao trabalho. “O problema é que o educador tem de responder à demanda dos alunos, dos pais e da instituição. Essa cobrança afeta a saúde”.
A saída apontada por Álvaro Rebouças é que os professores priorizem atividades que dão prazer e que tenham perspectivas de crescimento real para que possam suportar os problemas da carreira.
Para o presidente do sindicato Apeoc, Anísio Melo, a juventude não se sente mais atraída pela profissão. “E os veteranos perdem a magia de ensinar”.
Os baixos salários pesam muito na decisão de deixar a carreira. De acordo com Anísio Melo, os professores novatos do Ceará são os que possuem os mais baixos salários. “Temos um pagamento de R$ 1.400 por 40 horas/aula”. Além disso, eles não tiveram a readequação do plano de cargos e carreiras.
Para o presidente do sindicato, se o Governo do Estado atendesse às reivindicações seria uma forma de estancar a sangria de professores que é um problema grave. “Caso o Governo não sinalize com o plano, o índice de desistências vai aumentar”, alerta.
A consequência é sentida pela educação no Estado que fica comprometida pela falta de docentes. “Estamos caminhando para a possibilidade de um apagão no que tange o número de professores aptos para a sala de aula”, frisa Anísio Melo.
Luciana Matos (nome fictício) era professora concursada da Prefeitura de Fortaleza desde 2001 e desistiu da profissão. Hoje, ela está locada em outro órgão municipal. Luciana foi ameaçada de morte por um aluno de 11 anos de idade numa unidade escolar na Serrinha, um dos bairros mais complicado da Capital em termos de violência.
Saúde abalada
“Não tive mais condições de dar aula. Fiquei com a saúde abalada”. O estrago foi tão grande que a professora conta que teve de tomar remédio controlado. “O nosso papel hoje não é mais de educador, mas de agente prisional. Separamos briga dos estudantes durante a aula”.
Luciana aponta a desestruturação das famílias como causa da violência. “As mães não acham que a educação seja importante. Elas mantém os filhos na escola apenas para receber o Bolsa Família. As crianças convivem com a violência dentro de casa e acabam levando isso para a escola”.
De acordo com a assessora de articulação institucional da Secretaria Municipal de Educação, Rosemary Conti, do concurso realizado em 2009, quando foram aprovadas 3.780 pessoas, apenas 12 pediram exoneração formal. Foram 2.054 convocados e 1.470 lotados. O compromisso com outras atividades e aprovação em outros concursos são os principais fatores que levam esses profissionais a desistirem, segundo a SME.
Dos 3.088 nomeados no concurso do Estado, realizado em 2010, cerca de 30 pediram exoneração e tiveram como justificativa aprovação em concursos federais, que gerou incompatibilidade de carga horária de trabalho, dedicação exclusiva e distâncias geográficas. Para substituir as exonerações solicitadas, a Secretaria da Educação do Estado do Ceará (Seduc) convocou mais 117 aprovados no último.
ENTREVISTA - *Inocêncio Uchoa
O respeito à dignidade pessoal e profissional tem de acontecer
Quais os direitos do professor?
O professor tem o direito de ser respeitado em sua dignidade pessoal e profissional. Em todos os casos, ele tem o direito de recorrer à Justiça para buscar reparações materiais e morais. Sendo pública a escola, a ação seria contra o poder público (União, Estado ou Município).
Quando se constitui um assédio moral?
O assédio moral consiste na exposição do trabalhador a situações intermitentemente vexatórias, com o fito de desestimulá-lo no trabalho, às vezes, até forçando-o a pedir demissão. Alterações unilaterais do contrato de trabalho, impondo cargas horárias excessivas, trabalhos adicionais, tarefas anteriormente não previstas, exposições a riscos, solicitações de tarefas impossíveis e exposição ao estresse podem configurar assédio moral.
E sobre a violência praticada pelo aluno contra o professor?
A escola deve zelar pela segurança não só do professor, mas de todos os seus funcionários e alunos. O professor não pode ser moralmente constrangido em sua honra, muito menos em sua segurança física. Havendo violência moral ou física praticada dentro da escola, o aluno (se maior de 18 anos), os pais (se o aluno for menor de 16 anos) responderão pelo dano, sem prejuízo da responsabilização da escola.
*Advogado e juiz aposentado
Problemas
Insegurança é fator crucial na decisão pelo abandono
Na semana em que um adolescente foi morto no colégio Polivalente Modelo de Fortaleza, vem à tona uma discussão sobre a insegurança nas escolas, problema que gera consequências graves para a educação no Ceará. A violência que impera em muitas escolas de Fortaleza é, por exemplo, fator determinante para que muitos profissionais da educação desistam de seguir a carreira.
O professor Eduardo Moreira (nome fictício) foi vítima do vandalismo de dois estudantes que secaram os pneus de seu carro. “Somos tratados com desdém e até agredidos verbal e fisicamente”, afirma. Ele começou a lecionar em novembro de 2003, mas o desinteresse dos alunos pela educação faz com que ele pense em mudar de profissão.
“Isso não porque não goste do que faço, mas por perceber que o quadro da educação em nosso País não me inspira segurança. Estamos sobrecarregados, sem apoio, desvalorizados e mal remunerados e devido a isso há cada vez menos profissionais que optem por essa labuta”.
Marisa Santos (nome fictício) entrou no último concurso da Prefeitura mas tem vivido as piores situações possíveis como professora. Ela conta que vários dos seus colegas largaram a carreira. “Já vi casos de professoras que tiveram os xingamentos ‘vadia’ e ‘vagabunda’ riscados em seus carros”, relata.
Além disso, Marisa ainda não recebeu o pagamento desde que assumiu o cargo, em dezembro de 2010. “Deparei-me com condições precárias das escolas com salas superlotadas. Pensei em desistir e ainda penso. Fiquei decepcionada. Cheguei a implorar para receber o meu primeiro salário”.
No colégio Polivalente Modelo de Fortaleza, muitos professores já desistiram de ensinar, apesar da boa estrutura física e da disciplina dos alunos, como informa a coordenadora escolar, Renata Castro. Um educador preferiu trabalhar em uma usina de urânio na Bahia a ter de enfrentar a atividade no colégio Polivalente.
Renata afirma que vários colegas já seguiram outros horizontes. “A violência é um problema social. É o fato de a escola estar inserida num local problemático. Aqui enfrentamos isso porque o José Walter é um bairro violento”, afirma.
As professoras do Colégio Polivalente dizem que pensam em desistir, mas acreditam que ainda vale a pena ensinar. “A gente quer brigar por nossos direitos e pela valorização da profissão”, revela a professora de Educação Física, Mabelle Mota.
Mudança de estratégia
Para evitar tratamentos grosseiros dos alunos, o professor de Geografia, Jackson Mendonça, resolveu se aproximar deles. “O trabalho deve ser humanizado. A sala de aula já um ambiente tenso, então não posso bater de frente com os estudantes. Dessa maneira, eles vêem no professor um amigo e não uma figura autoritária e se desarmam. É uma parceria”.
Jackson joga bola com seus alunos e criou o “Café Geográfico”, evento que premia os melhores da disciplina e é comemorado com um café da manhã organizado pelos estudantes. “Eles adoram e participam”. Mendonça diz que está satisfeito com a carreira.
OPINIÃO DO ESPECIALISTA
É difícil lidar com alunos
A maior dificuldade enfrentada pelos professores é lidar com os alunos. É difícil controlar o ambiente da sala de aula, sobretudo quando há um excesso de estudantes com um perfil de aluno de escola pública que vem de uma situação social complicada. Este tipo de estudante sofre violência em casa e está acostumado com essa linguagem, por isso acabam agredindo os professores.
Os educadores se sentem sós. O apoio dado pela equipe pedagógica, quando existe, é pequeno. Ela está preocupada com as questões burocráticas da escola. Uma queixa grande dos professores é que, muitas vezes, o curso de formação em pedagogia é muito teórico. Talvez eles chegassem nas escolas mais preparados para enfrentar certas situações se houvesse aulas práticas. Os pais de estudantes de instituições públicas têm uma relação de ausência com as escolas. Muitos alunos relatam o consumo de drogas e bebidas pelos pais que não entendem para que serve a educação. Eles vêem a unidade escolar como um depósito de aluno que são atraídos pela merenda escolar e pelo Bolsa Família. Isso tudo é um pouco resultado da universalização do ensino que obriga as pessoas estarem nas escolas. A consequência é que aumentou o universo de crianças sem apoio psíquico dentro das instituições de ensino. Isso dificulta o processo educacional.
Mais do que a questão salarial, são os conflitos sociais que levam muitos professores a desistirem da profissão. Esse é um problema maior que o professor. É de desestruturação familiar. A escola em tempo integral é uma saída a medida que a criança vai ter outro ponto de referência, que não a família. Além disso, o investimento no professor e na aproximação dos pais com a escola são possíveis soluções. Está cada vez mais difícil encontrar pessoas que queiram ensinar. O Governo precisa incentivar o gosto pela sala de aula.
Marco Aurélio de Patrício Ribeiro
Mestre em Educação
Lina Moscoso
Repórter
Fonte: Diário do Nordeste

MINISTROS TÊM "BOLSA ALUGUEL" QUE ULTRAPASSA R$ 6 MIL

 

Os 37 ministros da presidente Dilma Rousseff começaram o ano com aumento de 148% no valor do auxílio-moradia a que têm direito. Desde fevereiro, podem pedir restituição de até R$ 6.680,78 para custear hospedagem. O novo teto do aluguel corresponde a 12 salários mínimos e equivale a 25% da remuneração dos ministros. Assim, quando em dezembro passado o Congresso equiparou rendimentos do primeiro escalão do governo ao salário mais alto do funcionalismo -R$ 26,7 mil-, automaticamente reajustou o valor do benefício, fixado anteriormente em R$ 2.600. O auxílio-moradia não integra os R$ 26,7 mil. É um valor à parte, requisitado pelos ministros e depositado em sua conta bancária. Além dos ministros, mais de 4.000 funcionários em cargos de confiança têm direito à indenização mediante apresentação de recibo. No ano passado, foram gastos R$ 41,5 milhões em aluguel e hospedagem.

domingo, 3 de abril de 2011

Ataques a Trípoli deixam ao menos 40 civis mortos, relata bispo do Vaticano na Líbia

ROMA - No mesmo dia em que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) assumiu todas as operações aéreas sobre a Líbia , um relato do bispo Innocenzo Martinelli, vigário de Trípoli, deu conta de que ao menos 40 civis foram mortos durantes os ataques aéreos das forças aliadas à capital. A Otan já afirmou que vai investigar o relato de Martinelli, mas disse que não tinha confirmação de baixas em Trípoli.
- Os ataques aéreos deveriam proteger civis, mas eles estão matando dezenas deles - informou Martinelli, por telefone.
- No bairro de Tajoura, cerca de 40 civis foram mortos, e uma casa foi destruída com uma família inteira dentro - acrescentou.
PORTA-VOZ: Kadafi diz que ficará 'até o fim'
OPERAÇÃO: Agentes da CIA estariam há semanas na Líbia e teriam ajudado a resgatar piloto
IMAGENS: Ataques da coalizão internacional em Trípoli
BAIXA: Chanceler da Líbia deixa o governo de Kadafi e se refugia em Londres
TWITTER: Acompanhe o noticiário internacional no microblog
O religioso afirmou que as informações vieram de pessoas que trabalham junto ao Vaticano "e têm muitos contatos com moradores, que estão em campo e conhecem a situação muito bem".
- Eu descarto que eles possam estar me relatando uma versão alinhada com o governo (Kadafi) - explicou.
- Eu não vi por mim mesmo, mas conheço bem estas pessoas - completou.
Autoridades líbias levaram repórteres estrangeiros para locais onde eles afirmam terem havido ataques aéreos em Trípoli, mas as evidências de baixas entre civis foram inconclusivas. As potências ocidentais afirmam, por sua vez, que não confirmaram mortes após os confrontos.
O comandante das operações da Otan na Líbia, o tenente-general canadense Charles Bouchard, disse a jornalistas em Naples que a organização vai avaliar as informações do bispo.
- Estou ciente deste relato. É uma notícia e eu valorizo a fonte desta informação, mas é importante ressaltar que avaliamos estas questões com seriedade - afirmou Bouchard.
- Somos muito cuidadosos no ataque a qualquer possível alvo que tenhamos. Temos regras muito rígidas do compromisso assumido por nós, e estamos operando sob a ordem legal das Nações Unidas - completou.
Martinelli relatou ainda que os bombardeios ocidentais também atingiram áreas próximas a hospitais, citando um em Mizdah, uma cidade a 145 quilômetros da capital. Segundo ele, enfermeiras filipinas afirmaram que o hospital teve que ser evacuado após ataques.
A Fides, a agência de notícias das ações missionárias do Vaticano, afirma que Martinelli está há dez anos na Líbia e tem uma rede de contatos muito grande no país. Atualmente, cerca de 100 mil católicos vivem na Líbia, principalmente estrangeiros que trabalham como enfermeiros em hospitais.
- Bombas nunca resolvem problemas. Os alvos militares muitas vezes estão no meio de áreas civis, e mesmo quando não estão, nunca se sabe quem está dentro - afirmou Martinelli, relatando que as condições de vida em Trípoli estão piorando a cada dia, com o racionamento de suprimentos. Segundo ele, moradores precisam enfrentar filas para comprar comida e gasolina.
Martinelli ainda avalia que há um impasse militar no país e que a melhor solução seria um acordo diplomático:
- É por isso que digo que uma solução diplomática é a melhor forma de colocar um fim no derramamento de sangue, oferecendo a Kadafi uma saída digna.

O Globo; com agências internacionais

GRIFO DE FÁBIO SANTOS : Bombas podem ser "inteligentes" mas não são mágicas.
Elas não reconhecem bebes, idosos ou civis desarmados e com isso se desativam.
Elas explodem AONDE forem mandadas explodir, e pronto.
Então estas "bombas inteligentes" , estes "ataques cirurgicos" (belos eufemismos), dependem de pessoas do outro lado comandando tudo.
Estas pessoas dependem de informações, que nem sempre são precisas. e algumas ainda, variáveis imprevisíveis.
Em resumo, este papo de "bombas inteligentes" e "ataques cirurgicos" que não matam nenhum civil, é CONVERSA PRÁ BOI DORMIR.

UE propõe banir carros movidos a gasolina e diesel

Agência EstadoA União Européia quer transformar em realidade o sonho dos ecologistas de banir os carros movidos a gasolina e diesel. A idéia é acabar com esses combustíveis nas cidades européias até 2050. Na semana passada, Bruxelas propôs proibir carros movidos a "combustíveis convencionais" nas ruas de cidades como Paris, Londres, Madri e Berlim, onde apenas carros elétricos ou transportes públicos seriam autorizados. A proposta, que causou polêmica, tem o objetivo de reduzir de forma drástica as emissões de CO2. Até 2050, a UE quer baixar em 60% seus níveis de emissões, em comparação a 1990.

Mas, para isso, precisará adotar outras medidas, como reduzir os transportes marítimo e aéreo e triplicar a rede ferroviária, diminuindo, assim, o uso de estradas. "Podemos acabar com a dependência do petróleo sem sacrificar a eficiência da economia nem comprometer a mobilidade", disse o comissário europeu de Transportes, Siim Kallas. Ele, porém, admitiu que o objetivo é "muito ambicioso" e exigirá uma "profunda transformação" na forma de locomoção.

Apesar de a Europa ter o melhor sistema de transporte público do mundo, os carros ainda representam 75% da locomoção nas cidades. Se as mudanças avançarem, apenas 50% dos carros que circulam no perímetro urbano poderão utilizar gasolina até 2030. "Isso exigirá mudança de comportamento", disse Kallas.

Nas estradas, os carros a gasolina ainda seriam permitidos. Até os anos 30, a meta é triplicar o número de trens de alta velocidade no continente. Segundo a UE, o projeto melhoraria o trânsito, o meio ambiente e a saúde da população. No setor aéreo, a meta dos europeus é incentivar a redução dos vôos de curta distância, que emitem, proporcionalmente, alta taxa de CO2. A migração para os trens também seria proposta para as viagens em que as distâncias são menores do que 300 quilômetros.

Para bancar essa revolução, a UE precisará investir 1,5 trilhão de euros nos próximos 40 anos. O montante parece alto, mas, segundo a Comissão Européia, é equivalente a sete anos de importação de petróleo. Por ano, o continente europeu gasta 210 bilhões de euros para importar o combustível.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

TIRIRICA EMPREGA OS AMIGOS HUMORISTAS, QUE FICAM EM SÃO PAULO COM SALÁRIO DE R$ 8 MIL

FONTE - Por Leandro Colon / BRASÍLIA, estadao.com.br, Atualizado: 1/4/2011 2:08


Durante a campanha eleitoral de 2010, deputado ficou conhecido pelo polêmico slogan 'pior do que está não fica'" Deputado mais votado do Brasil, com 1,3 milhão de votos, o palhaço Tiririca (PR-SP) usa dinheiro da Câmara para empregar humoristas do programa A Praça é Nossa. Em 23 de fevereiro, foram nomeados como secretários parlamentares os humoristas José Américo Niccolini e Ivan de Oliveira, que criaram os slogans da campanha eleitoral do deputado. Ambos recebem o maior salário do gabinete, de até R$ 8 mil, somadas as gratificações. Niccolini é presença semanal na TV com o personagem Dapena, uma sátira do apresentador da TV Bandeirantes José Luiz Datena. No ano passado, durante as eleições, o humorista foi protagonista de um quadro cômico que interpretava os então candidatos José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT). Os humoristas nomeados por Tiririca moram em São Paulo e não cumprem expediente diário como servidores da Câmara - até porque Tiririca não tem escritório político na capital paulista. Niccolini e Oliveira ajudaram a fazer dois dos slogans principais da campanha: 'Vote no Tiririca, pior do que está não fica' e 'O que é que faz um deputado federal? Na realidade, não sei. Mas vote em mim que eu te conto'. Ideias. Procurado pelo Estado, Niccolini justificou a sua contratação na Câmara com a seguinte frase: 'A gente é bom para dar ideias'. 'Ele (Tiririca) escolheu a gente porque ajudamos na campanha, só por isso. Porque acredita que podemos dar boas ideias.' Os dois secretários parlamentares de Tiririca fazem parte do grupo de humor Café com Bobagem, que, entre outras coisas, tem parceria com o A Praça é Nossa, programa da emissora SBT, onde conheceram o palhaço há dez anos. Por sinal, é no escritório do Café com Bobagem, em São Paulo, e não num lugar ligado ao mandato de Tiririca na Câmara, que os humoristas contratados trabalham diariamente. Questionado pela reportagem sobre o valor pago na campanha eleitoral por terem criado os slogans, Niccolini foi irônico: 'Uns 100 milhões de dólares para cada um; pouquinho'. Segundo a prestação de contas de Tiririca à Justiça Eleitoral, a empresa do grupo, T.R.E. Entretenimento Ltda., recebeu R$ 10 mil pelo serviço. Comunicação. Procurado pelo Estado, Tiririca informou, por intermédio da assessoria de imprensa, que contratou os dois humoristas para ajudá-lo no mandato parlamentar. 'O deputado Tiririca nomeou os assessores levando em conta o critério de conhecê-los pessoalmente e também o fato de serem dois comunicadores que vão colaborar e desenvolver trabalhos dentro da temática que o deputado atua.' Hoje completam dois meses desde que Tiririca tomou posse. Campeão de votos em 2010, é o segundo mais votado da história - perde para Enéas Carneiro, que disputou pelo Prona. Por enquanto, Tiririca não apresentou nenhum projeto de lei nem fez discurso na tribuna do plenário. Erro no voto. Na sessão mais importante até agora, a votação do salário mínimo, o deputado disse que se confundiu e votou errado, contrário ao governo: apoiou o valor de R$ 600, quando, de acordo com orientação partidária, deveria votar pelos R$ 560 aprovados pela maioria. Tiririca foi indicado pelo PR para a Comissão de Educação e Cultura. 'Deu para entender legal', disse, após a primeira reunião do colegiado. No fim do ano passado, após ser eleito, envolveu-se numa polêmica com o Ministério Público, que contestou sua candidatura sob alegação de que ele seria analfabeto. O deputado foi submetido a dois testes - de leitura e escrita -, por exigência do Ministério Público, e conseguiu provar que não é analfabeto. Ele teve que ler em voz alta e escrever um ditado. O palhaço obteve uma vitória na Justiça, que não viu elementos para prejudicar sua posse. A grande família O irmão de José Américo Niccolini, Pedro Luiz, também foi contratado pelo gabinete de Tiririca pelo mesmo salário dos outros dois: R$ 8 mil por mês, somadas as gratificações. Postagem Edilson Silva.

Fiscalização da CGU descobre muitas fraudes contra o Fundeb em municípios

Várias irregularidades envolvendo recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Básico (Fundeb) foram constatadas em municípios fiscalizados pela Controladoria-Geral da União (CGU), na 33ª edição do Programa de Fiscalização por Sorteio. Entre os casos mais graves, está o da prefeitura de Cachoeira do Piriá, no Pará, que não comprovou a aplicação de R$ 7,8 milhões repassados pelo Fundeb ao município nos anos de 2009 e 2010.

Nessa edição do Programa de Sorteios, a CGU fiscalizou a aplicação de R$ 723 milhões em mais 60 municípios. Criado em 2003, o programa já chegou a 1.821 municípios (32,7% dos municípios brasileiros), fiscalizando recursos totais da ordem de R$ 16,2 bilhões. Os relatórios referentes aos municípios fiscalizados no 33º sorteio já estão disponíveis no sítio eletrônico da CGU, após terem sido encaminhados, para as providências cabíveis, aos ministérios transferidores dos recursos, que são os responsáveis pelos programas respectivos. Confira os relatórios.

Além disso, os relatórios foram encaminhados também, como ocorre sistematicamente, à Polícia Federal, ao Ministério Público (Federal e Estadual), ao Tribunal de Contas da União, à Advocacia-Geral da União, à Câmara dos Deputados e ao Senado Federal (Mesas Diretoras e Comissões de Fiscalização Financeira e Controle), às prefeituras municipais e às câmaras municipais para as providências cabíveis em cada uma dessas instâncias. 

Cabe agora a cada ministério tomar as medidas corretivas e punitivas em sua área, bem como à Polícia Federal a instauração de inquéritos policiais sempre que houver indícios de crime ou de esquemas organizados envolvendo empresas e prefeituras diversas, como tem ocorrido frequentemente. À AGU caberá o ajuizamento das ações judiciais para ressarcimento de eventuais prejuízos aos cofres públicos, e ao Ministério Público, a seu critério, as ações criminais e civis por improbidade, quando for o caso. “As punições aos culpados, por sua vez, dependem do Judiciário, ressalvadas aquelas de competência do TCU”, comentou o Ministro-Chefe da CGU, Jorge Hage.

Segundo o Ministro, a demora na conclusão dos processos judiciais é a principal causa do baixo índice de preocupação de prefeitos e servidores municipais desonestos, razão pela qual as fraudes se repetem a cada fiscalização da CGU. “Recentemente”, lembrou ele, “descobrimos até compra de uísque 12 anos com dinheiro da merenda escolar”.

Fundeb

Ao fiscalizar as contas do município de Cachoeira do Piriá, no Pará, a equipe da CGU constatou que, do total de R$ 10,8 milhões repassados pelo Fundeb ao município entre janeiro de 2009 e julho de 2010, a prefeitura não comprovou documentalmente a aplicação de R$ 7,8 milhões. A irregularidade foi constatada no confronto dos documentos de suporte dos pagamentos apresentados pela prefeitura.

Em Bequimão, no Maranhão, a CGU encontrou evidências de que a prefeitura fraudou a prestação de contas do Fundeb de 2006 a 2008, incluindo na folha de pagamento dos professores concursados despesas com abonos salariais e gratificações que não foram efetivamente pagos. Professores negaram formalmente que tenham recebido esses valores. As supostas despesas totalizam R$ 1,8 milhão. Há indícios de que a prefeitura teria fraudado também a folha de pagamento dos professores contratados, incluindo despesas fictícias de R$ 1 milhão.

Os fiscais que foram a Flexeiras, Alagoas, constataram em cinco escolas municipais, a falta de 114 servidores que, embora pagos com recursos do Fundeb, estavam ausentes. Os nomes desses profissionais, ainda que citados em lista da secretaria de Educação do município, não aparecem nos controles existentes nas unidades de ensino nem se soube deles em entrevistas com os funcionários em serviço. Por conta do período que a fiscalização abrangeu, 18 meses, é possível estimar o valor do prejuízo ao erário em R$ 982 mil.

No município de Ibicaraí, na Bahia, a fiscalização constatou a falta de documentos que comprovassem gastos no valor de R$ 325 mil, recursos repassados à prefeitura pelo Ministério da Educação para a conta do Fundeb, em 2010. Os valores foram indevidamente transferidos para outras contas da prefeitura, nas quais são movimentados seus recursos próprios. Assim, os recursos do Fundeb ficaram fora do alcance da fiscalização realizada pelos órgãos federais de controle.

Em São José da Coroa Grande, Pernambuco, a CGU descobriu que a prefeitura utilizou recursos do Fundeb (R$ 229,9 mil), em 2009 e 2010, para custear despesas alheias à manutenção e desenvolvimento da educação básica, contrariando a lei que regulamenta o fundo. Além de pagar o salário de servidores que não exerciam o magistério, a prefeitura comprou combustível (R$ 29,1 mil) no posto do prefeito. 

Já em Esperantina, Piauí , a prefeitura utilizou recursos do Fundeb para pagar salários de professores que estavam trabalhando em outros municípios. O dinheiro utilizado indevidamente (R$ 464,5 mil em 2009 e 2010) serviu também para a prefeitura construir chafarizes e comprar uniformes escolares,

Transporte escolar

No município de Cristais Paulista, em São Paulo , seis dos sete ônibus utilizados para transportar os estudantes não possuem estepe, macaco, kit de primeiros socorros e cinto de segurança para os passageiros. O responsável pelo transporte apresentou à equipe da CGU um documento no qual o prefeito solicita a seguinte autorização ao Batalhão de Polícia Militar Rodoviária: "Solicitamos autorização para que os veículos de propriedade desta Prefeitura Municipal possam trafegar sem os equipamentos obrigatórios, tais como pneus de reserva e macaco, haja vista a prefeitura municipal de Cristais Paulista possuir carro socorro, além de ônibus reserva para continuidade do transporte em caso de alguma eventualidade”.

Em Serrita, Pernambuco, a CGU constatou que, em 2009 e 2010, a prefeitura comprou, com recursos do Fundeb, combustível para o transporte escolar no mês de fevereiro, sendo que o ano letivo só começou em março. E , mesmo assim, o consumo de combustível por parte de dois veículos em fevereiro foi superior ao registrado nos meses de junho e setembro, que tiverem 20 e 21 dias letivos, respectivamente. E mais: por incrível que pareça, segundo a prefeitura, dois veículos percorriam menos de dois quilômetros por litro de combustível.

Em Santana do Matos, Rio Grande do Norte, um ônibus comprado pela prefeitura, em março de 2010, com recursos repassados pelo Ministério da Educação (R$ 121,7 mil), para fazer o transporte escolar, ainda estava na capital do Estado, na sede da empresa que vendeu o veículo, seis meses depois da compra. A prefeitura alegou que não dispunha de servidor devidamente capacitado para dirigir o ônibus e que abrira um concurso público para contratá-lo.

Os fiscais da CGU constataram, em Taquaraçu de Minas , Minas Gerais, que cinco dos veículos que servem para o transporte escolar dos alunos da rede pública do município comprometiam a segurança dos estudantes e dos motoristas. Eles estavam sem cintos de segurança, pneus desgastados, pára-choque deteriorado e luzes de sinalização e faróis quebrados ou inexistentes.

Obras abandonadas

As obras de construção de uma escola e de um sistema para tratamento de resíduos sólidos estavam totalmente abandonadas pela prefeitura de Pacujá, no Ceará. Ambas contaram com recursos repassados pelo governo federal - R$ 700 mil, do Ministério da Educação, e R$ 140 mil, do Ministério da Saúde, respectivamente, e já deveriam estar concluídas.

Em Cocalzinho de Goiás, Goiás, a CGU constatou que a construção de uma praça pública iniciada em 2007 ainda não havia sido concluída à época da fiscalização, outubro de 2010. Vale dizer que ela estava praticamente no início, com apenas 33% das obras realizadas, apesar de o Ministério do Turismo já ter repassado os recursos (R$ 225 mil). A CGU descobriu também que, para obter recursos junto à Caixa Econômica Federal (R$ 48,9 mil), a prefeitura teria simulado a realização da 2ª etapa de uma obra (construção de meio-fio), utilizando a mesma nota fiscal da 1ª etapa.

As obras de pavimentação de algumas ruas do município de Cunhataí, Santa Catarina, contratadas em abril de 2009 e que deveriam estar concluídas em até 150 dias, também estavam paralisadas. O convênio firmado com o Ministério das Cidades previa a pavimentação de sete ruas. A empresa contratada cobrou R$ 204,1 mil pelo serviço. Depois de dois adiamentos e com apenas duas ruas pavimentadas, o contrato foi rescindido. Em maio de 2010 a prefeitura contratou outra empresa, que chegou a pavimentar mais duas ruas e, logo depois, também paralisou as obras.

Obras fraudadas

A CGU detectou indícios de montagem do processo licitatório realizado em 2006 pela prefeitura de Pacujá, no Ceará, para contratar a reforma do estádio municipal, com recursos repassados pelo Ministério do Esporte (R$ 300 mil). As propostas de preço apresentadas pelas quatro empresas licitantes apresentavam a mesma formatação, com os mesmos erros ortográficos, e as planilhas orçamentárias eram praticamente idênticas, com diferenças mínimas em relação aos preços unitários orçados pela prefeitura para cada um dos 99 itens constantes da licitação.

Em Brasiléia, no Acre, município com menos de 22 mil habitantes na fronteira com a Bolívia, a equipe da CGU encontrou sem uso, ociosos, incubadora de ovos, central de incubação e equipamentos para beneficiamento de leite. Os equipamentos, comprados entre 2007 e 2009, ao custo total de R$ 434 mil, com recursos do Ministério do Desenvolvimento Agrário, foram entregues pelos fornecedores, mas nunca foram utilizados.

Bolsa Família

A equipe da CGU que esteve em Benjamim Constant , no Amazonas, percebeu ao checar a lista dos beneficiários do Programa Bolsa Família, em confronto com a folha de pagamento da administração municipal, evidências da existência de 177 famílias em que ao menos um integrante mantém vínculo trabalhista com a prefeitura e tem renda incompatível com os critérios do programa. Segundo manifestação da prefeitura, as distorções já foram sanadas depois da visita da CGU.

No município de São Joaquim de Bicas, Minas Gerais, a equipe de fiscalização também constatou o pagamento indevido de parcelas do Bolsa Família a servidores da prefeitura. O cruzamento de informações da folha de pagamento da administração municipal com a relação de beneficiários do programa revelou 140 casos em que ao menos um integrante da família era funcionário da prefeitura, também com renda mensal incompatível com os critérios de concessão do auxílio.

Mateus Leme, também em Minas Gerais, município com menos de 28 mil habitantes, próximo à capital mineira, Belo Horizonte, passou por fiscalização da CGU que revelou servidores da prefeitura como beneficiários do Programa Bolsa Família, com perfil de renda diferente do previsto nos critérios para concessão do auxílio. O confronto da folha de pagamento com a lista dos beneficiários apontou 28 famílias em situação irregular.

No município mineiro de Divino, a equipe da Controladoria-Geral da União confrontou a relação de beneficiários do Bolsa Família e a folha de pagamentos da prefeitura e identificou 24 famílias que apresentavam renda per capita incompatível com a exigida pelo programa e com pelo menos um membro funcionário da administração local.

Controladoria-Geral da União

Assessoria de Comunicação Social

(61) 2020-6740 / 2020-6850 / 2020-7271

Feira do Livro do Ceará em Cabo Verde

A secretaria adjunta da Cultura, Maninha Morais, e o secretário-executivo, Vicente de paula, receberam nesta sexta-feira, 1, o embaixador de Cabo Verde, Daniel Pereira, para discutir a realização da “I Feira do Livro do Ceará em Cabo Verde”, que está sendo organizada pelo Ministério da Cultura de Cabo Verde a fim de  difundir a produção literária do Ceará.

A I Feira de Livro do Ceará é um projeto que visa  promover um intercâmbio entre escritores cearenses e caboverdianos, por meio da divulgação de seus trabalhos, palestras e exposições, contemplando a diversidade destas duas culturas. “Este nosso desejo é motivado, principalmente, pela compreensão de que temos muito a aprender com a riqueza cultural do Brasil, e, em especial, do Ceará”, justificou o embaixador. Ele destacou ainda, que a parceria com o estado do Ceará é fundamental, por representar a porta de entrada de Cabo Verde no Brasil.

Maninha Morais reforçou a importância deste intercâmbio, e adiantou que irá colocar o tema junto a pauta que terá nos próximos dias com o governador Cid Gomes, “temos o maior interesse em divulgar a nossa produção cultural e a atual Gestão vem trabalhando nesta perspectiva”, disse.

Jorn. Sonara Capaverde

ACIS e BNB manterão parceria para apoio ao empresariado sobralense

 

Foi dos mais proveitosos o encontro entre o novo gerente do Banco do Nordeste, Fábio Palácio, com empresários que formam a diretoria da Associação Comercial e Industrial de Sobral, na noite da última quarta-feira, 30.

Além de servir como apresentação do substituto de Rivônio Moraes, agora em Itapipoca, o encontro serviu para formalizar a continuidade da parceria entre as entidades para manter o Fundo de Aval, que será reformulado, para melhor atender a demanda dos empresários sobralenses.

Foi muito bem recebida pelos empresários, a nova determinação de Fábio Palácio para que todos os gerentes de atendimento do BNB visitem “in loco” todas as empresas que pleiteiam recursos das diversas carteiras operadas pelo banco.

Por Rubens Lima

Sensação de insegurança é maior na Região Nordeste, aponta estudo

Daniella Jinkings
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O índice de percepção de insegurança entre os brasileiros é maior na Região Nordeste, aponta estudo divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). De acordo com o Sistema de Indicadores de Percepção Social (Sips) sobre Segurança Pública, 85,8% dos entrevistados nordestinos disseram ter muito medo de serem assassinados.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2009, os estados do Nordeste registraram, juntos, a segunda maior média entre as taxas de homicídio doloso das regiões brasileiras (29,3 homicídios dolosos/100 mil habitantes), perdendo apenas para a Região Norte (29,5 homicídios dolosos/100 mil habitantes). Além disso, o Nordeste tem a menor média de gastos per capita com segurança pública – R$ 139,60 por habitante.

Depois dos nordestinos, os habitantes das regiões Norte e Sudeste são os que mais têm medo de assassinatos (78,4% em cada região), seguidos do Centro-Oeste (75%) e do Sul (69,5%).

O Sudeste, apesar de não apresentar um nível alto de sensação de segurança entre sua população, possui o menor índice de homicídio doloso do país: 21,77 homicídios por 100 mil habitantes. A região tem o maior gasto per capita na área de segurança pública - R$ 248,89 por habitante.

De acordo com o Ipea, Minas Gerais e São Paulo, os estados mais populosos, puxam a média da região para baixo, com 7,1 e 11 homicídios por 100 mil habitantes, respectivamente. É no Espírito Santo, estado com gasto per capita de R$ 200,67 em 2009, que se encontra a taxa mais alta, de 57,9 homicídios dolosos por 100 mil, menor apenas que a de Alagoas (63,3 por 100 mil).

Na Região Centro-Oeste, a sensação de segurança é relativamente alta e os gastos em segurança pública são superiores à média nacional de R$ 200,07 por habitante. No entanto, a taxa de homicídio doloso (25,4 por 100 mil habitantes) está igualmente acima da média de 22,4 por 100 mil. No Centro-Oeste, o gasto per capita com segurança pública é de R$ 225.

Segundo a pesquisa, os estados da Região Sul apresentam a menor incidência de insegurança.

Com relação aos gastos na área de segurança pública, a Região Sul apresenta patamares próximos aos do Nordeste, com um gasto de R$ 172,75 per capita, ou seja, é a segunda região onde, proporcionalmente, menos se gasta com segurança pública.

A pesquisa do Ipea ouviu 2.770 pessoas entre os dias 17 e 31 de maio de 2010. A margem de erro da amostra no nível nacional é de 1,86%, para cima ou para baixo, e de 5% para as regiões do país.

                                                                                           

  Dr. Lima