Policiais paramilitares e do batalhão de choque foram enviados na manhã desta sexta-feira, 4, a Nairobi onde a oposição queniana convocou uma nova manifestação, depois de ter sido obrigada a desmarcar um protesto programado para quinta-feira, 3, devido ao forte esquema policial.
No entanto, a tensão na capital queniana era menor nesta sexta-feira do que na véspera, dia em que um importante envio de forças de ordem tinha criado um ambiente de estado de sítio.
Diferentemente de quinta-feira, alguns comércios e bancos abriram suas portas.
O líder do Movimento Democrático Laranja (ODM) e candidato presidencial derrotado, Raila Odinga, contestou a reeleição do presidente Mwai Kibaki nas eleições gerais de 27 de dezembro, acusando-o de fraude eleitoral.
A onda de violência política e étnica no Quênia já deixou mais de 350 mortos, segundo um balanço estabelecido pela AFP a partir de informação da polícia e dos hospitais.
Os confrontos fizeram também com que 100.000 pessoas ficassem desabrigadas, segundo dados da Cruz Vermelha queniana.
AFP
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